Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado
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Capitulo Dois
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Vestido Vermelho Sangue
Quando você vai a uma festa, deve se vestir apropriadamente para o evento. Então, se por acaso, um dia for a uma festa de gala, jamais use jeans rasgados, ou leve uma vadia psicopata com você, ainda mais se a filha do anfitrião simplesmente odiar a "moça" em questão.
17 de Julho de 2008
Uma vez a cada bimestre, geralmente entre a metade e o final do ano, as Empresas Haruno junto com seus respectivos sócios (Hyuuga, Uchiha e Uzumaki) se juntam para um grande evento de caridade, uma forma de pagar menos impostos e ainda parecerem pessoas boas, ao invés de grandes corruptos. O que era a mais pura verdade. Eu conheço muito bem minha família e os outros três clãs que os Haruno são sócios desde a época dos meus bisavôs. Posso confirmar que "não prestar" é algo de família.
Eu estava terminando de retocar o meu batom rosa claro, vendo-o combinar com a minha maquiagem e cabelos. Meu vestido verde ia até um palmo abaixo do joelho, sendo justo da cintura para cima e solto na parte inferior. Aquela roupa não seria algo que eu escolheria se fosse outra ocasião, como a herdeira Haruno eu tinha que dar a impressão de possuir a perfeita combinação de seriedade e beleza. O que aquele vestido realmente representava. Suspirei. Eu teria que fazer aquilo pelo meu pai, somente por isso eu ia a todos os eventos que ele me mandava. Não que eu gostasse disso, é claro. Mas nem sempre o que queremos é o que deve ser feito.
Dei uma última olhada no espelho, vendo meus cabelos presos em uma trança de lado, e meus olhos verdes bem destacados. Respirei fundo, caminhando até a porta do meu quarto e seguindo escada a baixo. O evento ocorreria no salão de festas do enorme quintal da mamãe, haviam quatro grandes bandeiras do lado direito, com um tapete vermelho estendido no chão, do lado esquerdo existia uma trilha de vasos de flores multicoloridas. Parecia que uma princesa iria andar ali até chegar ao antro de seu castelo. Meus passos foras lentos, indo até meu pai sentado com os Uzumaki, os Hyuuga e os Uchiha, somente os homens presentes.
Uma coisa que eu realmente odiava nas tradições da minha família era que sempre o machismo que enquanto os homens provavelmente estariam falando de negócios, as mulheres estariam em um canto conversando sobre roupas, sapatos e crianças. Coisas fúteis e insignificantes, levando em conta todas as crises econômicas do mundo moderno. Eu tinha sorte de ser filha única, se, por acaso, eu tivesse um irmão homem papai jamais me ensinaria sobre a política da empresa, e eu nunca teria sido treinada para comandar uma multinacional. Era apenas por isso que eu estava caminhando até aquele antro de homens.
- Sakura. - Otou-san disse sorridente. - Venha aqui, querida.
Eu simplesmente odiava quando ele me tratava com aquela enorme falsidade, meu pai só agia de forma doce e sutil comigo no momento em que estava à frente de pessoas importantes que estabeleciam sua aparência diante a sociedade. Touya me via apenas como alguém que controlaria o seu "ganha pão" no futuro. Mas como eu sempre fui uma boa atriz e sempre prezei o dinheiro da minha família, eu lhe lancei um sorriso doce, abraçando-o em seguida.
- Boa noite. - Falei. - É um prazer revê-los.
- Você está muito bonita essa noite Sakura.
- Arigatou, Minato-san. - Lhe respondi no mesmo tom formal. - Onde está Kushina-san e Naruto?
- Kushina estava indisposta, mas Naruto logo estará aqui.
- Mande minhas melhoras para ela. - Sorri com falso interesse. - Se me derem licença.
Todos assentiram, ali só estavam os mais velhos, pais da nossa geração, por assim dizer. Itachi e Sasuke não estavam ao lado de Fugaku quando ele conversava com meu pai, o que era demasiado estranho. O Senhor Uchiha era conhecido por sempre manter seus filhos na linha, e ativos em relação aos negócios. Algo deveria ter ocorrido. Levantei minha cabeça, encontrando Hinata sentada em uma mesa um tanto isolada, com Sasuke ao lado dela. Franzi o cenho.
- Uchiha.
- Rosada. - Sasuke se colocou em pé rapidamente, me puxando pelo braço para um corredor dentro da mansão. Acho que Hinata sequer percebeu, os olhos dela não se moveram por um segundo da mesa.
- Para onde você está me arrastando? - Perguntei discretamente, um fiasco não seria nada bom. Pelo canto do olho pude ver Akane sorrir para mim, provavelmente pensando o contrário do que aquilo significava.
- A casa é sua, você tem que saber. - Ele falou me empurrando levemente, para a primeira porta do extenso corredor – o banheiro.
Seus olhos estavam focados em mim, me analisando da cabeça aos pés como se eu, talvez, fosse algum pedaço de carne. Ele encostou-se na porta, cruzando os braços na altura do peito, não desviando os olhos de mim por um segundo sequer. Aquilo era realmente estranho. Recostei meu quadril na pia, o encarando com uma sobrancelha arqueada. Ele tentava disfarçar, mas eu conseguia ver suas mãos em punhos e nervos brancos.
- O que aconteceu? - Perguntei.
- Quero que você faça algo para mim. - Disse friamente.
- E por que diabos eu faria isso? - Sorri sarcástica.
- É algo do seu interesse. - Por um milésimo de segundo eu me perdi no brilho obscuro dos seus olhos negros.
- Diga de uma vez.
- Você vai comigo para a casa de campo dos Uchiha, logo depois do baile de inverno.
- Você só pode estar brincando. - Ia virando as costas caminhando para fora dali, mas Sasuke me segurou, me prensando contra a porta. - Me solte.
- Apenas cale a sua maldita boca e escute. - Rosnou.
Eu nunca havia visto tanta raiva nos seus olhos, não desde que sua mãe havia morrido. Até o momento ele sempre estava controlando suas emoções, era a primeira vez que ele tinha sido tão bruto, até mesmo nas nossas discussões mais ofensivas, nada era comparado com aquilo. Foi então que eu notei nossa proximidade.
Minhas pernas estavam entre as dele, suas mãos seguravam as minhas contra a porta, eu conseguia sentir sua respiração batendo contra os meus lábios. Mentalmente me martirizei pelas bochechas coradas e o demasiado calor que emergiu ao meu corpo quando seu membro roçou a parte interna da minha coxa. Aparentemente nada daquilo fora planejado. Eu já havia tido grandes amassos, e feito sexo algumas vezes, mas nunca houve nenhuma sensação que se comparasse com aquilo.
Ele se afastou, passando as mãos pelos cabelos negros. Já eu, fiquei parada ali, um tanto inerte. Sasuke tirou uma caixa de cigarros de seu bolso, junto com um isqueiro preto, logo um cigarro vermelho estava em sua boca.
- Você não deveria fumar no banheiro. - Falei. - O cheiro vai ficar no seu terno.
- Não me importo. - Bufou.
- Sabe, hoje você está sem graça. Mal responde meus insultos. - Disse sorrindo em seguida. - Anda com dor de amor? Se quer um conselho, eu te dou de graça hoje... - Coloquei a mão em seu ombro, fazendo que ele me fitasse. - Aproveite que estou bondosa, e é só porque estamos próximos do seu aniversário.
- Você está bêbada? - Perguntou revirando os olhos.
- Não fico bêbada em lugares cheios. - Dei de ombros.
- Você vai me ajudar ou não?
- Afinal por que diabos você quer isso?
- Seus pais vão também, e eu preciso de uma desculpa para sair de lá.
- Duvido que sejam somente essas as suas intenções.
- Ótimo rosada. - Disse irritado. - Quando você descobrir com seus próprios olhos não venha se lamentar para mim.
Eu só o vi girar a maçaneta e sair pela porta aberta, deixando-me ali plantada e extremamente curiosa. Um garçom que passava pelo corredor levantou a sobrancelha curioso, eu caminhei para fora do banheiro sequer encarando o servente. Maldito seja Uchiha Sasuke! Não havia ser mais insuportável na face do universo! Como ele poderia me dizer aquelas coisas, e simplesmente virar as costas e sair andando?
Pude ver algumas pessoas me encarando, foi então que eu notei que minha aparência de educada e boa menina haviam desaparecido. Forcei meu rosto a relaxar, minhas mãos se flexionarem, distraidamente toquei meu colar de ouro branco, eu rezava para não pular no pescoço daquele crápula. Eu juro por todos os deuses, que se algum dia eu ganhasse rugas por culpa daquele idiota eu o queimaria em praça publica.
Respirei profundamente, tentando controlar a raiva que me sucumbia. Notei que o dobro de pessoas estava presente, fui parada duas vezes para que repórteres tirassem fotos minhas, era estranho aquilo ocorrer dentro da minha própria casa. Sim, era legal aqueles flashes direcionados ao meu rosto, fazia minha auto-estima subir, mas mesmo assim era um tanto desconfortável.
Meus olhos pousaram onde Hinata continuava sentada, sua expressão era distante, similar a de uma criança que queria muito um brinquedo, mas sabia que jamais iria o conseguir. Fiquei me perguntando o que aconteceu para que ela nem se importasse em disfarçar sua tristeza mais que evidente. Deveria ser algo grave, porque até mesmo suas brigas com Hiashi-sama não a faziam ficar tão desanimada. Suspirei, seguindo a passos lentos até ela.
Sentei ao lado de Hinata, finalmente notando o Uchiha novamente sentado ao seu lado. Vi que nós três éramos os mais deslocados dali. Pelo que eu conhecia em Sasuke, eu sabia muito bem que aquele lugar era tão incômodo para ele como estava sendo para mim. Não que algum dia eu fosse admitir isso. Ele estava sentado com o calcanhar sobre o joelho, o cotovelo na mesa e suas mãos apoiando seu rosto. Tédio era mais que aparente em sua face. Nada parecido com sua expressão de minutos antes. Provavelmente ele estava sentado ali porque sabia que Hinata não ficaria lhe enchendo a paciência.
Hinata não demonstrava tédio como Sasuke. Sua face era triste, seus olhos perolados estavam focados no seu dedo que fazia círculos sobre a toalha de mesa vermelha. Prestei atenção na forma que o vestido vermelho e longo contornava o corpo magro dela, seu cabelo acinzentado preso em um charmoso coque, e sua maquiagem esfumaçada. E pensar que Hinata se achava feia. Às vezes parecia que ela cairia em lágrimas a qualquer momento, tudo devido a sua baixa estima.
Toquei de leve o braço dela, vendo-a arregalar parcialmente os olhos, depois me lançar um fraco sorriso. Pela primeira vez em que eu a tirava de seus pensamentos ela não arranjou uma desculpa por sua distração ou tentou parecer o mais normal possível. Pelo visto todos tinham algo de errado hoje. Hinata sequer corou quando foi pega ante seus pensamentos.
Eu iria fazer um comentário, mas meus olhos se focaram para a multidão de pessoas aglomeradas na entrada. Havia um grande alvoroço ali, os repórteres não paravam de fazer perguntas e os fleches das câmeras machucavam os olhos caso ficasse fitando por muito tempo. Ao meu lado pude ouvir a Hyuuga arregalar os olhos, e o Uchiha murmurar algo como "Eu não acredito" com brusquidão.
Coloquei-me de pé, vendo Hinata fazer o mesmo. Quando eu iria dar o primeiro passo até a grande confusão, acabei por ser parada por Sasuke que segurou levemente meu braço. Talvez aquilo tenha sido o suficiente para me impedir, pois fiquei arrepiada ao senti o toque quente dele nos meus baços gelados pelo ar frio. Mas não foi o suficiente para Hinata, que andou a passos rápidos com uma determinação que eu jamais tinha visto nos olhos dela.
- O que está acontecendo? - Perguntei encarando-o.
- Um idiota está estragando a festa... - O vi bufar e passar as mãos pelos cabelos. - E nos metendo em encrencas.
Acho que só naquele momento, em que sua respiração tocou meu ouvido, que eu fiquei consciente de como seu corpo estava praticamente colado ao meu, nada comparado ao que ocorreu no banheiro, mas ainda sim... Logo me afastei, eu tinha um péssimo pressentimento sobre aquilo. Eu podia sentir Sasuke ao meu encalço, ambos possuíamos o tipo de pai ditador, e sabíamos que se qualquer coisa errada ocorresse naquele específico evento, eles acabariam arranjando uma forma de descontar em nós todos.
Logo a minha frente, eu vi uma das coisas mais chocantes de toda minha vida. Os repórteres estão fazendo um círculo em torno de Uzumaki Naruto, seu estado era simplesmente deprimente. Seus jeans estavam rasgados, mas não era do tipo que ele e Sasuke normalmente usavam. O tecido ali parecia ter sido rasgado com uma queda forte, uma briga violenta. Havia uma série de cortes no seu corpo, alguns leves e outros profundos, o que me fez sentir um enorme calafrio. Ao seu lado eu vi uma menina ruiva, que eu tinha certeza que fazia parte das líderes de torcida, ela usava um vestido vermelho e curto. O mais assustador de tudo, era que ela ao mesmo tempo em que segurava o peso de Naruto com seu corpo... Apontava um revólver para ele.
Mas isso não era tudo, Hinata também estava ali de frente para os dois, tentando amenizar a situação, o que era ainda mais sinistro. Todos olhavam a cena atentos, e eu rezei internamente para que os seguranças fizessem algo rápido, eu não queria ter algo mais traumático que aquilo na minha vida. Naruto poderia ser um grande galinha de merda, mas Hinata gostava dele e eu imaginava o quão mal ela ficaria se o visse tomando um tiro na sua frente.
- Para trás! - Ouvi a garota gritar.
Sasuke me empurrava para ficar na minha frente, aquilo deveria ser realmente traumatizante para ele, porque foi de forma similar que sua mãe havia morrido. Olhando atentamente eu pude ver suas costas tensas, seu olhar fixo no rosto da menina, não tinha certeza, mas eu achava que o nome dela era Sasame ou coisa do tipo. Várias vezes eu a vi correndo atrás do loiro no intervalo do almoço, ou caminhando com Karin nos corredores da escola.
Ok. Eu estava pronta para dar um jeito nessa situação, tentar acalmar as coisas, eu já havia visto muito disse enquanto assistia Cold Case, não deveria ser tão difícil. Respirei fundo, tocando o ombro do Uchiha para que ele se afastasse. Olhando por cima do ombro de Sasuke eu pude ver a expressão séria ao mesmo que temerosa de Hinata. A ruiva a encarava fixamente, eu não entendi o porquê de tanto ódio nos olhos dela.
- Sasame-chan, se acalme. - Hinata disse firme e suavemente.
- ME acalmar? - Gritou, lágrimas escorriam pelos olhos dela. - Eu vi vocês dois! Eu ouvi TUDO!
- Não era o que você estava pensando. - A herdeira Hyuuga tentou acalmá-la mais uma vez.
- Não era o que eu estava pensando? - Falou sarcástica, ao mesmo que soluçava. - Eu não sou cega ou surda!
Eu a vi tremer e puxar o gatilho da arma, calibre doze em suas mãos, a garota iria atirar a qualquer momento. Meu coração batia rápido de mais para o meu gosto, eu agradecia que a atenção não estava em mim naquele momento, pois eu não sabia dizer o que fazer. Aquilo era horrível de mais! Talvez eu já tenha visto milhões de filmes e seriados com lutas e cenas de ação, mas não era nada comparado com o medo e a ansiedade que eu sentia por me deparar com aquilo na realidade. Pois eu sabia que se houvesse sangue ele não seria de mentira, e se alguém morresse ali, seria real, eu nunca mais veria essa pessoa novamente, independente de quem fosse. O desespero percorreu meu corpo.
Hinata olhava atentamente para a ruivinha, seus olhos perolados focados nos castanhos -acho – da outra. Aquilo me lembrava aos filmes onde o mocinho é maltratado do começo ao fim, mas ele nunca desiste até o final, somente nos últimos dez minutos ela ganha o-que-quer-que-seja. Fraco no começo, meio e boa parte do fim. Eu via algo que jamais havia visto nos olhos claros de Hinata. Determinação. Eu sabia que ela faria algo a qualquer momento, mas ela estava calculando seus passos para que Naruto não saísse ferido.
- Por favor, pense bem no que você está fazendo. Um erro e você vai estragar toda a sua vida. - Me virei, finalmente notando Minato ali.
- Minha vida já está acabada! - Chorou. - Ela acabou no momento em que Naruto escolheu essa vadia ao contrário de mim!
- Nã... Não... Fale... Assim, da... da... Hinata. - Arregalei os olhos, era a primeira vez que eu ouvia Naruto falar até então, estava mais que visível o fato que ele havia sido drogado.
- Você não presta! - Ela rapidamente passou as mãos pelos olhos, borrando mais ainda sua maquiagem preta. - Tudo bem... Se você não me quer, vai ser tarde de mais para querer outra pessoa.
Os fatos a seguir ocorreram rápido de mais, assim como eu sentia meu corpo sendo empurrado para trás pelo Uchiha. Houve dois únicos disparos. Assim que o primeiro foi ouvido, Hinata estava no chão, ajoelhada sobre uma poça de sangue que aos poucos começava a se formar. Depois, os flashes eram insistentes, o que me assustou pela forma como os repórteres estavam mais preocupados com a manchete de amanhã do que com a vida de alguém. O segundo disparo foi o mais estranho de todos, e eu sabia que aquilo iria se repetir pelos próximos anos em todos os meus sonhos.
Hinata estava no chão, chorando compulsivamente com um Naruto praticamente desfalecido deitado no seu colo, sangue jorrava do peito dele. Os jornalistas não se aquietaram quando a garota ruiva, que eu tinha certeza que não possuía mais que dezesseis anos, atirou em sua própria cabeça. Minhas mãos tremeram, e eu não soube como, mas meu corpo estava se mexendo e eu via que tinha que fazer algo.
- Saiam da minha frente! - Gritei, empurrando as pessoas e pela primeira vez agindo da forma que eu queria.
- Sakura-sama!
- Seus imprestáveis! Vão ligar para uma ambulância logo! - Eu gritava enquanto rasgava a camiseta do peito de Naruto. - Andem! Façam algo direito seus imbecis!
Eu havia feito um pouco de tudo nos últimos anos, cada coisa com um objetivo diferente, às vezes a mando do meu pai outras por meu próprio gosto. E aula de primeiros socorros foi uma delas. Minha mão tentava estancar o sangramento no peito do loiro, pressionando minhas mãos ali, eu sabia se caso tentasse movê-lo sem auxilio médico ele morreria em cerca de minutos.
- Hinata, se você quer que Naruto viva você vai ter que parar de chorar como uma menina mimada e me ajudar. - Pestanejei, vendo-a arregalar os olhos e assentir em seguida.
- Me diga o que fazer. - A dor na sua voz era quase palpável, apesar de suas palavras terem saído em um sussurro.
- Pressione suas mãos no ferimento, estancando o sangue, enquanto eu tento diminuir um pouco o fluxo.
- Hai.
Suas mãos tremiam, mas ela fez o que eu havia dito. Eu passei devagar o pedaço de pano sobre o corpo do Uzumaki, tendo cuidado para que nenhum gesto acabasse por fazer a bala entrar mais fundo em sua carne. Respirei profundamente, atando o nó. A quantidade de sangue que saia do seu corpo poderia ter diminuído um pouco, mas a quantia monstruosa do liquido vermelho não deixava de parecer sobre-humana aos meus olhos.
- Não a mais nada que eu possa fazer. - Murmurei. - Rezem para ambulância chegar rápido.
- Você não pode morrer Naruto-kun... - Hinata sussurrava, enquanto as lágrimas rolavam pelo seu rosto. - Não pode...
Desviei o olhar, aquilo parecia íntimo demais. Eu me sentia uma intrusa ali. Minha visão se fixou em mim mesmo, minhas mãos vermelhas e meu vestido antes verde, agora vermelho sangue. Tremi involuntariamente, pensando e secretamente implorando aos céus que tudo acabasse bem.
N/a:
Oiie...
Okok eu sei que é meio estranho tanta agitação logo no segundo capitulo, mas esse é uma soma de outros fatos que vão fazer que essa Sakura, acabe como a Sakura de dois ou três anos no futuro. Então não se impressionem com todo esse bafafá kkk Bom, eu sei que é difícil eu escrever coisas mais violentas e dramáticas, mas essa fic vai ser uma prova de superação para mim. Já aviso que vai ter hentai, pancadaria, e drama, muito drama e romance.
Bom realmente espero que tenham gostado, reviews respondidas #milagre.
Beijos
Sami
Ps: Com a colaboração de vocês o capitulo vem mais rápido e maior.
N/b:
Heyy! Tenso, muito tenso essa capítulo...muitas coisas acontecendo...o Sasuke pedindo a ajuda da Sakura para alguma coisa...e depois uma cena chocante de drama e ação que levou a Sakura a agir de forma mais humana do que ela costuma fazer! Bem, mal posso esperar pela continuação e com a colaboração de vocês ela virá mais rápido! Mandem reviews, please, isso realmente ajuda a autora a escrever cada vez melhor!
Bjinhos
Bella
