Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado

Capitulo Quatro

Só Atue

Se alguém lhe oferecer um bolo de chocolate, nunca o aceite, ainda mais se você for orgulhoso como eu. Porque, acredite em mim, seus segredos jamais serão só seus depois disso.

18 de Julho de 2008

Era constrangedor todas aquelas pessoas me olhando, principalmente no estado depreciativo que eu estava no momento. Chorando, com o cabelo cobrindo uma parte do meu rosto e sendo levada para algum lugar por Sasuke. Eu agradecia a Deus por não ter nenhum paparazzi no hospital, não seria nada bom se fotos desse tipo acabassem nas mãos da imprensa. Tudo bem que meu pai queria algo do tipo para que ele ficasse com ainda mais fama de bom moço, coisa que jamais foi.

Agradeci por ter poucas pessoas naquele corredor que eu notei que ia até a cafeteria do andar. Provavelmente pessoas chorando em hospitais era algo comum para os funcionários. Diferente dos parentes dos pacientes eles não me olhavam curiosos querendo saber o que havia acontecido para eu estar chorando. Acredito que imaginavam que era por causa de um conhecido ou algo do tipo. Não era necessariamente isso, mas chegava perto.

Sasuke puxou uma cadeira para eu sentar, na mesa mais afastada das pessoas, bem próxima da janela. Ele acabou por se sentar do meu lado, não dizendo nada enquanto eu afundava meu rosto nas mãos e continuava com a coisa irritante que era chorar. Isso dava raiva de mim mesma, eu deveria estar suportando essas coisas, mantendo-me firme e forte para o mundo real que a pouco descobri. Não chorando como uma criança que espera que as coisas se resolvam sozinhas.

Suspirei, passando as mãos pelo rosto secando os últimos vestígios de lágrimas. Se caso eu continuasse com vontade de chorar eu o faria sozinha no meu quarto, sem ninguém para assistir. Aquilo não era para ser um espetáculo, de forma alguma. Eu sempre odiei expor meu lado frágil para as pessoas, principalmente da forma que eu estava fazendo agora. E isso era uma grande merda.

Assim que levantei a cabeça, pude ver Sasuke olhando para fora da janela. Parecia que ele não queria me incomodar depois do choque de realidade, como se minhas lágrimas fossem o tipo de coisa que o deixasse abalado. Passei minha mão direita pelo cabelo, o jogando para trás. Abaixei levemente a cabeça notando uma bonita fatia de bolo sobre um prato branco no centro da mesa, e ao lado uma lata de coca-cola. Arqueei a sobrancelha.

- O que é isso? - Perguntei, notando que minha voz estava rouca.

- Acho que você sabe bem o que é isso, parece surpresa. O que esperava? - Disse simplesmente.

- Realmente? - Deixei minha cabeça cair para o lado. - Um maço de cigarros, ou um beck de maconha seria a coisa mais normal vindo de você.

- Só porque eu fumo e me drogo de vez em quando não quer dizer que tenha que fazer o mesmo. - Deu de ombros. - Maconha não é algo que eu recomendaria para você, porque o vicio é psicológico. Você não está em um bom estado para experimentar.

- Eu não entendo porque você está me ajudando ao invés de tirar com a minha cara. Não é normal vindo de você... - Repeti a última frase.

- Não temos mais cinco anos de idade rosada. - Sasuke finalmente me encarou. - E se você não acabasse com a minha paciência a cada vez que eu te visse, talvez eu pudesse agir normalmente com você.

- Obrigada. - Falei.

- Pelo que?

- Por ser a única pessoa sincera comigo por todos esses anos. - Eu estava envergonhada por aquilo, era como se aquele gesto ferisse meu orgulho. - Você não fingiu que meu mundo cor de rosa existia, e eu te agradeço por isso.

- Não tem porque agradecer. - Ele não olhou para mim, aquele momento de "agradecimento" feria o orgulho de ambos.

Era estranha a forma que seus olhos me analisavam, como se ele estivesse olhando e conversando com uma pessoa que acabara de conhecer, e que ainda por cima gostava disso.

Ficamos calados por alguns minutos enquanto eu comia a fatia de bola e ele bebia o copo de refrigerante. Naquele momento era como se toda a irritação que eu sentia ao ver Sasuke tivesse simplesmente desaparecido. Daquele momento em diante eu sabia que podíamos ser amigos ou coisa do tipo.

- Por que você age dessa forma rosada, se escondendo dos outros?

A pergunta dele me assustou, nunca imaginei que ele seria tão direto ou que realmente tentaria falar comigo. Mas aquilo me fez pensar, foram várias coisas que me transformaram nesse monstro sem coração, por assim dizer. Meus pais foram as principais causas, apesar de eu possuir uma parcela de culpa sobre isso.

Fitei a mesa, mordendo meu lábio. Aquelas eram coisas que eu sempre guardei para mim, o que me fazia sentir-me estúpida por sempre sofrer e nunca pedir um conselho como eu via a maioria das garotas fazer, e eu já tinha dezessete anos, estava mais que na hora de amadurecer. Contar sobre aquilo não faria piorar o meu estado de menina sofredora e patética.

- Quando eu tinha nove anos, meu pai me levou para tomar sorvete... - Falei o encarando. - Eu estava feliz, porque ele nunca saia comigo e eu achava aquilo uma coisa tão legal, minhas colegas de escola sempre me contavam sobre os passeios no parque com os seus pais e mães e eu nunca tinha nada o que falar sobre isso... Elas não gostavam de sair com os pais, mas eu sempre tive vontade de ir às compras com a minha mãe, ou alguma exposição de carros com meu pai.

- O que aconteceu? - Perguntou com o cenho franzido.

- Touya tinha me usado como desculpa, ele havia saído mesmo era para se encontrar com alguma vagabunda. - Suspirei. - Foi então que no caminho da maldita sorveteria encontramos uma ruiva com um vestido muito curto que sorriu e deu um beijo nele. Ela olhou para mim e disse "Quem é essa Touya-kun?". Sabe o que ele respondeu...?

- O que?

- "Foi uma transa que deu errado, meia hora de prazer levou a um fardo para o resto da vida." - Apertei minhas mãos em punho sobre a mesa, pude ver Sasuke as fitando. - Depois daquilo eu mudei completamente de personalidade e desisti de provar o quão boa filha eu podia ser. Nada tinha me deixado tão mal, nem as garotas que brigavam comigo e me chamavam de testa de marquise fizeram algo tão grande para me destruir. Minha única solução foi me prender em um mundo particular, onde tudo era perfeito.

- Então é isso que você é? Alguém que finge ser? - Não entendi o motivo da raiva em seus olhos.

- Cala a boca, quem é você para falar de mim Uchiha? - Falei irritada. - Depois daquele acidente você se fechou, tanto quanto o eu. Não queira julgar-me por isso.

- A diferença é que eu não me deixei levar por isso, não fiquei fingindo ser uma pessoa que eu nunca fui.

- Então me diga... Onde aquele menino sorridente está agora? Você pode não ligar para o que seu pai diz neste momento, mas antes você o fazia. Admita, nós dois cometemos erros similares e mudamos muito por causa disso.

Sasuke nada disse, somente ficou em silêncio completo olhando para qualquer coisa que não fosse a pessoa sentada ao seu lado. Eu sabia que estava certa sobre aquilo, pelo menos a última coisa que eu disse. Nós nos martirizamos por erros cometidos no passado, mas isso é crescer. Superar, melhorar e concertar o que deu errado. Era isso que eu estava começando a fazer. Ao menos tentando.

Coloquei o prato de lado quando eu o vi levantar e passar as mãos com raiva pelo cabelo, andando em seguida. Coloquei vinte ienes sobre a mesa e o segui. Sasuke e eu sempre tivemos uma relação infantil, cheia de brigas sem fundamento, acredito que parcialmente as coisas continuariam assim. Os únicos sons no corredor eram os das nossas respirações e os passos que ecoavam ao tocar o chão. Sasuke estava na sua posição dura e fria como eu sempre o vi, o olhar distante como se seus pensamentos estivessem a quilômetros de distancia.

- Desculpe por me equivocar com você. - Falei sem o fitar.

- Hn.

Aquela foi sua única resposta até chegarmos à frente do quarto "256". Quando eu iria abrir a porta Sasuke me parou. Mandando-me ficar quieta. Franzi o cenho ouvindo as vozes das pessoas que estavam atrás daquele pedaço de madeira. No começo eu pensei que fosse a televisão ou algo do tipo por haver choro e gritos, mas foi então que eu reconheci uma voz nada agradável. Perguntei-me o que a vadia fazia ali, porque pelo que eu sempre soube Naruto nunca foi com a cara dela.

- Droga. - Sasuke praguejou quando a maçaneta começou a girar. - Desculpe por isso rosada.

- Mas o que...? - Arregalei os olhos quando ele me prensou contra a parede, seu rosto se escondendo no meu pescoço.

- Só atue. - Me arrepiei quando sua respiração quente tocou minha pele.

Bem, na realidade não era nenhum pouco ruim ter o seu corpo quente próximo do meu, ainda mais naquela manhã fria de inverno. Eu serrei meus olhos quando as mãos dele entraram por debaixo da minha blusa, apenas pousando em minhas costas. Choque térmico seria a melhor palavra para descrever aquela sensação, suas mãos frias tocando minha pele morna. Era algo realmente bom, principalmente se eu levasse em consideração que ele apertou meu corpo mais ainda de encontro com o seu.

- O que pensa que está fazendo? - Sussurrei em seu ouvido, enquanto minhas mãos entrelaçavam seu pescoço.

- Sasuke! - Ouvi um grito bem ao meu lado.

Virei minha cabeça para encarar a ruiva vestindo uma saia jeans com uma meia-calça vermelha, que estranhamente combinava com sua blusa de um ombro só na mesma cor, deixando parte de sua barriga visível. Eu sempre me perguntei como Tayuya e sua trupe conseguiam usar aquilo no inverno congelante do Japão. Sua bolsa de couro escorregou de seu ombro caindo até sua mão.

Ela tinha um olhar chocado e raivoso, seus olhos castanhos se desviavam de Sasuke para mim a cada segundo. Vi seu maxilar trincar e suas mãos ficarem em punhos. Ela jogou o cabelo sobre o ombro e disse séria fitando nós dois.

- Primeiro seu amigo causa a morte da minha irmã, agora eu vejo o suposto namorado da minha amiga se agarrando com a falsa santa da escola... Acho que se eu visse um óvni agora não me surpreenderia.

- Eu não tenho namorada, ruiva. - Sasuke deu de ombros, puxando meu corpo de encontro com o seu. - Pelo menos não ainda.

- É, mas você tem não é Sakura? - Tayuya sorriu sarcástica e eu me obriguei a revirar os olhos. - Sasori iria adorar saber sobre isso.

- Faça como quiser, ninguém acreditaria em você. - Falei. - Seria a minha palavra contra a sua. Diga-me qual contaria mais?

Não esperei que ela dissesse algo, apenas soltei-me do Uchiha lhe mandando um olhar raivoso. Ele teria que me explicar muito bem sobre aquilo. Porque eu não seria uma arma para que ele rompesse o que quer que fosse com a outra ruiva. Entrei rapidamente no quarto de hospital. Tudo ali era branco, chegava a quase ser cegante. As janelas estavam abertas, mostrando as nuvens de chuva e clareando ainda mais o lugar.

Meus olhos direcionaram-se para a cama. Naruto estava muito pálido, com uma Hinata chorando abraçada ao seu peito. Eu sabia que aqueles dois estariam mal, mas com toda a certeza a ruiva que discutia com Sasuke lá fora fizera um belo estrago, sentimentalmente falando. Naruto ergueu os olhos para mim, dando um leve aceno para que eu me sentasse próxima a cama.

- O que a vadia falou? - Perguntei sentando-me ao lado de Hinata e pousando uma mão em seu ombro.

Hinata levantou o rosto, e eu pude ver como seus olhos estavam vermelhos, ela deveria ter chorado muito mais que eu. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo quase desmanchado, e o jeans claro e sua blusa de mangas longas azul estavam amassados. Acredito que alguém trouxe uma muda de roupa para que ela passasse à noite ali. Fiquei me perguntando se ela também iria queimar o vestido que usou na noite anterior.

Seus olhos perolados me olhavam suplicantes. Automaticamente eu abri meus braços, deixando que a mesma se jogasse e chorasse no meu colo. Eu afundei na poltrona branca com seu peso sobre mim. Naruto estava com um olhar pesaroso no rosto, eu o vi abaixar a cabeça e seu cabelo loiro cobrir o rosto cansado. Surpreendi-me quando lágrimas começaram a cair sobre o lençol. Parecia que o mundo estava de cabeça para baixo.

Era estranho o fato de eu estar chorando minutos atrás e agora estar acudindo outra pessoa. Nunca fui a pessoa que era o "ombro", ou passava a mão na cabeça dos outros, mesmo estando certos ou não. Tristeza era uma coisa idiota e fraca para mim. Algo meio irônico levando em conta as coisas que eu sempre passei. Talvez um dos motivos de minha frieza tenha sido o fato de eu sempre tentar me manter forte, criando uma auto-estima extremamente elevada. Nunca tive colo, então foi por isso que eu nunca dava isso aos outros.

- Eu não sei o que essa vaca falou... Mas vocês não têm culpa do que aconteceu ontem, ok? - Eu disse. - Há muitas psicopatas adolescentes por ai.

Suspirei, apenas ouvindo os soluços de Hinata. Eu sabia bem que piadas não eram boa ideia no momento. Pelo que eu conhecia da morena que me abraçava, desde pequena ela sempre se sentiu culpada por tudo, seu pai sempre intensificou esse pensamento na cabeça dela. Não me surpreendia que ela se sentisse daquela forma. Mas Naruto... Bem, eu nunca conheci o loiro muito bem, e minha relação com ele dificilmente acontecia.

Eu jamais o imaginei como o tipo de pessoa que carregava o fardo e culpa da humanidade, o tipo de pessoa que Hinata era. Ele sempre correu atrás do que queria, e assim como Sasuke sempre teve a vontade de ser independente e não necessitar do auxilio de ninguém. Eu gostaria de saber o que havia acontecido antes, qual o motivo daquela garota ter feito uma loucura, e ainda por cima deixar esses dois naquele estado de desolação bem pior do que o meu.

- Eu posso não ser nenhuma santidade, ou a melhor pessoa do mundo... Mas eu tenho noventa por cento de certeza que não foi exatamente culpa de vocês o que quer que a ruiva tenha falado. - A cariciei os cabelos de Hinata que apertava seus braços finos ao meu redor. - Hei, parem de chorar e me digam algo, é difícil meu lado bom se manifestar, então não o ignorem.

- Desista rosada. - Vi Sasuke escorado no arco da porta já fechada. - Não há como algo que não existe se manifestar.

Ele caminhou sentando-se ao meu lado, passando as mãos pelos cabelos. Arqueei as sobrancelhas vendo o vermelho em sua bochecha. É acho que alguém aqui levou um belo de um tapa. Se fosse outra situação eu teria rido da sua cara, mas sem dúvida teria que adiar para mais tarde.

O Uchiha, assim como eu, nunca foi do tipo que aconselhava e/ou ajudava alguém que estivesse mal. Ambos estávamos parados ali, sem saber direito o que fazer. Suspirei pela milésima vez naquele dia. Sasuke me encarou esperando que eu dissesse algo.

- Vou levar Hinata para minha casa. - Murmurei o encarando. - Acho que seria melhor se você lidasse com Naruto.

Ele assentiu, enquanto eu pegava a bolsa de Hinata que estava no chão e a fazia ficar de pé. Naruto não tirou os olhos dela um minuto sequer, assim como ela não tirou a cabeça do meu peito. Minha blusa branca já estava encharcada de lágrimas. Todo aquele drama da parte de todos, inclusive da minha, já estava me irritando.

Enquanto pegava meu celular e discava o número do motorista comecei a analisar o quarto, sem mais nada para fazer. A porta ficava bem a minha frente, ao sul, na parede oeste, onde a cama estava encostada, havia um quadro grande com uma paisagem no estilo country, em cada lado da cama estava uma cômoda, sendo que do lado direito de Naruto havia alguns aparelhos para medir os batimentos cardíacos. A janela de vidro cobria toda a parte norte do quarto, sendo que uma televisão junto com vários aparelhos eletrônicos ficava na parede leste. Sem dúvida Minato não tinha economizado nada no seu plano de saúde.

- Sakura-sama.

- Venha me buscar, estou no hospital. - Falando isso desliguei o telefone. Bufei, desprendendo Hinata de mim e a olhando nos olhos. - Hyuuga Hinata, pare de chorar agora mesmo! Erga a sua cabeça e corra atrás do prejuízo, seque as suas lágrimas e ande com determinação até a porta desse hospital e para o resto da sua pacata existência. "Se liga" garota, você tem toda a vida pela frente, não pode ficar se lamentando para sempre!

Joguei meu longo cabelo para o lado, vendo as outras três pessoas no quarto, incluído Hinata, me olharam surpresos. É graças a Deus eu tinha voltado ao meu estado normal e largado o de ameba ambulante. Como já deve ter percebido fraqueza e lágrimas eram duas coisas que simplesmente me tiravam do sério. Vi Hinata respirar fundo, mirando-me com uma enorme determinação no olhar.

- Você e-está certa, Sa-Sakura-chan. - Me olhou passando as mãos pelo rosto.

- Hei garota, eu só vou repetir mais uma vez. - Segurei seus ombros firmemente. - Não. Foi. Culpa. Sua. Você e o baka ali atrás são inocentes de mais para causar uma morte, se estivéssemos falando do Uchiha e da outra vadia ruiva seria outra história. Pelo amor do Valentino GaravaniHinata, você nunca fez sexo na vida. Caso queira continuar com esse drama, vire freira e case-se com Deus. Aproveite e chore por algo decente como... Sei lá, a falta de senso de moda no mundo.

Depois do meu "pequeno grande" discurso, notei três coisas. Primeira Hinata estava realmente vermelha. Segundo, eu podia ver Sasuke tentando reprimir um sorriso e manter sua pose de "eu sou um cubo de gelo". E terceiro e o mais constrangedor de tudo, Naruto olhava Hinata da cabeça aos pés, malícia era a coisa mais distinta em seus olhos.

- Sa-Sakura-chan! - Hinata colocou as mãos sobre o rosto, envergonhada.

- O que? - Perguntei rolando os olhos. - Isso tudo é porque eu disse que você é virgem? Bebê, isso é uma coisa boa, continue assim e só se entregue no dia que casar. Dessa forma você vai para o céu.

- Você me assusta. - Naruto disse.

- É só não me irritar que você se manterá inteiro. - Dei de ombros, me virando para encarar Sasuke. - Com quem você vai ao baile Uchiha?

- Ninguém, por quê?

- Porque você vai levar Hinata com você. - Disse o fitando séria. - É o Baile de Inverno, nós duas trabalhamos por um bom tempo nisso, e você Hyuuga não vai faltar. Depois das duas, você pode vir ver a Princesa Aurora ali. E eu não aceito um não como resposta.

- Espere um momento. - Naruto falou.

- Não, se quiser falar comigo ligue para o meu advogado! - Abri a porta, arrastando Hinata comigo.

Pelo visto minha tentativa de distração dera certo, os dois não estavam chorando como crianças, novamente. Eu arrancaria tudo de Hinata, eu estava vendo que mais um trauma estava por vir. Mas como eu havia prometido a mim mesma, eu tentaria ser uma pessoa melhor. E acho que ajudar Hinata seria um bom começo, levando em consideração que ela era uma verdadeira amiga. Arrastei-a pelo corredor, por enquanto sabia que ela não desabaria em lágrimas, ao menos pela próxima meia hora, espero.

Assim que as portas do elevador se abriram, Hinata encostou-se na parede de vidro olhando para o chão ressentida. Escorei-me ao lado dela e pude ver em um dos espelhos que cobriam tudo até o teto do elevador o quanto aquela menina de cabelos rosados não parecia comigo. Era tão... Simples. Meus cabelos estavam caindo até minha cintura, com uns poucos cachos nas pontas, os olhos verdes estavam um pouco inchados, mas não tanto. Pelo canto do olho percebi Hinata soltar os cabelos, deixando-os de forma mais aceitável. Ela olhou para mim, e em um gesto despercebido e natural, eu sorri para ela.

- Quer conversar sobre o que aconteceu? - Perguntei enquanto ela escorava a cabeça no meu ombro e eu a abraçava.

- Talvez mais tarde... - Ela fechou os olhos, era notável o quanto ela estava cansada.

To Be Continued...


N/a:

Oii gatinhas... Como vocês estão? Eu to ótima, achei que não ia ganhar nada de páscoa e me choveu ovo de chocolate. *-*

Só para esclarecer algumas coisas sobre o capitulo. Acredito que todos saibam o que é "beck", mas quem não sabe, beck é o cigarro de maconha. Outra coisa, Valentino Garavani, segundo ao site "Hilary ponto com", ele é o primeiro entre os dez melhores estilistas do mundo. Acredito que a Sakura sendo uma amante de moda deveria saber disso. Sakura chamou o Naruto de "Princesa Aurora" porque esse é nome da bela adormecida. Mas essa última parte eu tenho certeza que vocês devem saber.

Não sei se foi nesse capitulo ou no capítulo passado que tinha uma parte escrito "[...] e esse não é o tipo de patricinha que as pessoas gostam. [...]". Eu só queria dizer que não tenho nada contra patricinhas, porque eu tenho umas primas, e uma ou outra amiga que são assim. Mas tem dois tipos, o suportável que é aquela menina fascinada por moda e amante de compras entre outras coisas, e aquela esnobe que acredita ser superior a todos. A Sakura quis dizer mais ou menos isso com essa frase.

Eu fiquei um pouco triste porque as reviews caíram, mas o número de "favoritos/alertas" aumentaram. Então eu resolvi fazer um acordo com você girls, eu posto o próximo capítulo quinta, mas só se eu atingir o número "8" de reviews. É pouca coisa até, não quero abusar logo de cara. Ahh eu não sei para vocês, mas essa fic estranhamente não aparece nas fics atualizadas do FF. o.O Se vocês quiserem fazer propaganda eu agradeceria. XD

Por hoje é só...

Beijos

Sami

N/b:

Hey people! É, parece que a Sakura está começando a criar a própria personalidade sem "interferências externas"...é um processo bem demorado, mas talvez o Uchiha possa dar uma ajudinha quanto a isso...Nossa, acho que muitas pessoas fariam como a Sakura depois de ouvir algo parecido com o que o pai dela falou...situação difícil! Apesar de tudo, ela reconhece que também tem culpa pelo que aconteceu...Bom, people, mandem suas opiniões e digam o que estão achando...é realmente importante! Contamos com seus reviews!

Beijos

Bella


Reviews são como absorventes, extremamente necessários.

Deixe a sua!

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