Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado
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Capítulo Oito
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Desconhecidos
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O ruim do dia seguinte após uma boa bebedeira é que você se sente em um mundo completamente diferente. Fora o fato de que sua cabeça parece uma bomba-relógio prestes a explodir. Somente calcule suas palavras, o efeito do álcool passou, e não há motivo para revelar segredos do passado.
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19 de Julho de 2008
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Admito que fiquei um pouco surpresa quando senti a claridade da manhã tocar meu rosto e o movimento de um balanço suave, a paisagem passando rapidamente por meus olhos, o calor confortável mesmo com os fracos chuviscos de água e o vento forte. Lentamente fui notando onde eu estava, e a pessoa sentada praticamente ao meu lado. Tenho que admitir que os bancos do Impala 1967 de Sasuke eram realmente confortáveis, e o cheiro de menta amadeirada, mas isso não era culpa do carro, mas sim do dono do casaco que me cobria.
Minha cabeça latejava, era como se eu tivesse chocado-a contra uma parede de concreto. Devagar fui me levantando e passando a mão pelo rosto. Eu agradeci aos céus por ter comido bastante antes do Baile de Inverno, porque senão, eu estaria colocando meu estômago para fora naquele momento. Infelizmente eu havia vivenciado o que acontecia caso eu bebesse sem ter algo no estômago. Não era nada agradável quando você acordava na manhã seguinte.
Ressaca é o que todos tememos depois de grandes noitadas, é um dos únicos preços que temos que pagar para esquecer a angústia às vezes momentânea e em outras duradoura. Era por isso que eu optava pelo chocolate ao invés do álcool quando eu queria me distrair de uma dor sentimental. Agora, eu não tinha ideia se meu porre era culpa do Sasori, meus pais, da sociedade ou do Sasuke. No fim das contas, a culpa era totalmente minha, foram minhas escolhas que sempre me levaram para grandes desastres, eles sendo psicológicos ou não.
Sasuke, sentado no banco do motorista, tinha os olhos fixos na estrada, por mais que parecesse o contrário eu tinha certeza que ele havia percebido que eu tinha acordado. Mas aquela expressão no rosto dele me dizia que meu acompanhante estava perdido em pensamentos, e não queria ser interrompido. Bocejei, voltando a olhar a paisagem e a apreciar a música que saía dos alto-falantes do carro.
We'd fight the wind to plant our seed
When the earth was stronger than human greed
Sorri fracamente, pelo visto alguém aqui havia adquirido gosto por Joan Jett. E pensar que antigamente ele não gostava muito dela por apoiar a homossexualidade. Não agradava ao Sasuke a ideia de dois caras se beijando, mas não negava que quando o fato ocorria com duas mulheres lhe deixava extremamente excitado.
Aquela música me lembrava de quando saíamos para simplesmente caminhar a noite, fumar um cigarro e tomar alguns goles de vodka. E pensar que as maiores merdas da minha vida aconteceram quando eu tinha só catorze anos. Pelo menos eu não seria aquele tipo de velhote que fica deprimido nos cantos por nunca ter feito as coisas que tinha vontade. Eu posso dizer que já fiz todas as loucuras que surgiram do nada em meus pensamentos. E mesmo assim se eu morresse agora não morreria feliz.
- Sasuke. - O chamei, resolvendo tirá-lo de seus devaneios.
- Hn? - Ele arqueou a sobrancelha direita sem desviar o olhar da estrada.
- Onde estamos indo? - Perguntei.
- Para a casa de campo.
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20 de Julho de 2008
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Suspirei, meus olhos estavam perdidos no horizonte. Tomei mais um gole da pequena garrafa de cerveja que eu segurava nas mãos. Ontem mal falei com Sasuke, de tão podres de cansados que estávamos, logo que chegamos à casa de campo desabamos na cama. Na hora não me importei de ter dormido na mesma cama que ele, vestida e com maquiagem no rosto. Dormi só por duas horas naquela viajem de carro que nos trouxe até aqui, e por mais que eu colocasse a culpa na fadiga eu sabia que não era aquele o motivo de eu sequer pestanejar quando ele se jogou na cama, bem ao meu lado.
Oh Haruno, não me diga que você está recaindo! Pelo amor dos Deuses, eu já deveria ter esquecido aquele traste, fazia três anos que não trocávamos palavras amigáveis, somente brigas e brigas. Isso deveria ter me feito esquecer a nossa infância, pré-adolescência e todo o bônus que vinha junto. Mas eu sabia mentir para tudo e todos, só não o conseguia fazer quando a mentira se dirigia para mim mesma, ou Tsunade. Chegava a ser perturbador o quanto aquela velha senhora me conhecia.
Tirei minhas pernas do chão frio de ladrilhos negros que era os fundos da casa de campo, os colocando sobre o sofá azul escuro onde eu estava sentada. Hoje pela tarde a primeira coisa que fiz depois de acordar foi pegar um moletom acinzentado no guarda-roupa de Sasuke, assim como eu o fazia quando era pequena. Vesti uma calça que eu tinha certeza que um dia fora de Mikoto-san, que o Uchiha tinha me emprestado e passamos o resto do dia olhando filmes de terror antigos e comendo comida congelada. Uma ótima maneira de se recuperar da ressaca.
Permanecemos em silêncio por quase todo o dia, até que Sasuke fora tomar banho alguns minutos atrás e eu vim me sentar no quintal bem cuidado olhando o dia ser substituído pela noite. Aquele lugar era tão monótono, do tipo que você sempre desejava ir para refletir sobre sua vida e seus problemas. As árvores enormes e muito antigas tinham as poucas folhas em tons de amarelo alaranjado, deixando claro o fim do outono e a chegada do inverno.
Mikoto havia escolhido bem onde queria passar os seus últimos dias de vida, bem, ela pensava que viveria ali quando estivesse velha ao lado do seu marido, não que passaria um mês ali comigo e seus filhos e logo depois que voltasse para Tóquio acabasse por morrer. Lembro que Mikoto colocara o sítio no nome de Sasuke, assim que o comprou. Depois da morte da mãe ele simplesmente proibiu que Fugaku colocasse os pés ali novamente. Eu jamais imaginei que depois de tanto tempo ele convidaria justamente a mim para vir a este lugar.
Estranhamente meus pensamentos se desviaram para Hinata. Quando ela me contou o porquê de Sasame ter feito tudo aquilo, pareceu que ela escondia algo, e que sentia vergonha disso. Talvez a Hyuuga tenha tantos segredos vergonhosos como eu, apesar de ser um tanto difícil de acreditar naquilo. Era certo que ambas tivemos uma infância extremamente conturbada, mas a diferença é que eu havia conseguido me erguer de uma forma errada, e quando eu caí de novo e me levantei de cabeça erguida mais uma vez eu acabei a trazendo junto comigo.
Não posso dizer que fui a melhor amiga de Hinata nesses últimos anos, porque se o dissesse seria a mais pura mentira. Eu não fui amiga de ninguém nos últimos tempos, eu me fechei com a intenção de não deixar mais ninguém entrar. Aquilo não foi a coisa mais agradável do mundo, de modo algum. Guardar todos os meus segredos para mim mesma, mentir sobre e para mim mesma, beijar garotos que eu não gostava, se bem que esse último item consta nas coisas erradas que fiz na minha vida inteira.
Oh Deus! Não importava quais fossem meus pensamentos, no final eles sempre se direcionavam para o quão erradas foram minhas atitudes até hoje. Não sei quando fui pior, fazendo aquelas loucuras com Ino e Tenten, ou sendo uma pessoa arrogante e indiferente ao lado de Sasori. O que mais me irritava era que por mais que eu me perdesse sobre esses assuntos, eu nunca achava alguma solução que me fizesse capaz de me conformar com o passado.
Ontem foi legal ter ido no Masmorra, conversar um pouco com Ino e Tenten. Vagamente lembro-me de ter roubado um selinho de Neji e Gaara, mas não tenho certeza. O que me perturbou foi ter encontrado Yahiko, e não foi um encontro dos mais gratificantes que eu já tive, estava realmente longe disso. Apesar de ter bebido como se estivesse presa no deserto por dias, aquela não foi a pior ressaca da minha vida. Pelo que eu lembrava a pior coisa que eu tinha feito era falar sobre Konan.
Nada que se comparasse a bebedeira de Viena, Ino e eu dançávamos sobre uma mesa de sinuca enquanto Tenten fumava um pouco de maconha. Logo depois nós começamos a tirar a roupa e nos beijar, extremamente constrangedor. E pensar que hoje em dia eu não fico mais com mulheres, só tinha o feito por causa de um garoto. Algumas garotas beijavam melhor que caras, mas nada se compara a pegada de um homem.
Trust I seek and I find in you [A confiança eu procuro e encontro em você]
Every day for us something new [A cada dia, para nós algo novo.]
Open mind for a different view [Uma mente aberta para uma concepção diferente,]
And nothing else matters [E nada mais importa.]
Franzi o cenho ao ouvir aquela música, não sabia que Sasuke gostava de Metallica, ainda mais Nothing Else Matters, só poderia ser ele que colocara para tocar, havia somente nós dois naquela casa. Parecia que seus pensamentos estavam em sintonia com os meus, só poderia ser, pelo menos ao meu conhecimento ainda era impossível ler mentes. Suspirei, tomando o resto do líquido gelado da pequena garrafa.
- Nos últimos anos, nas raras vezes que eu vi você bebendo, nenhuma delas foi algo tão "baixo" como cerveja. - Sasuke disse sentando-se ao meu lado.
- Encare esses dias como férias Uchiha. - Sorri fracamente o encarando. - Não fazemos coisas que estamos habituados quando saímos para esquecer os problemas de sempre.
- Nunca pensei que ouviria você dizendo isso novamente. - Ele encostou sua cabeça na parede, tomando um gole da lata de refrigerante que tinha nas mãos.
- Cuidado. - Falei, fazendo com que ele me encarasse. - O mundo está prestes a se romper, você bebendo algo que não contém álcool e eu me deliciando com uma garrafa de cerveja. Nada normal.
- Nada normal. - Repetiu, voltando seus olhos para o céu noturno.
- Sasuke, posso te perguntar algo? - Eu disse depois de um tempo.
- O que é? - Falou ainda olhando o nada.
- Qual é a relação de Hinata e Naruto? - Ele franziu o cenho, surpreso pela minha pergunta. - Você sabe, o que eles tinham para Sasame... Para Sasame ter... Bem você sabe. - Gesticulei com as mãos.
- Eu imaginei que Hinata iria ter te contado.
- Somente partes, eu tenho certeza que ela me escondeu algo, provavelmente com medo do que eu iria pensar. - Deixei meus cabelos caírem para o lado.
Passei as mãos por meus cabelos tirando alguns fios do meu rosto. Sasuke parecia medir suas palavras, para quem não o conhecia somente diria que ele estava ignorando quem quer que fosse, mas eu sabia que não era isso. A forma que ele mexia os dedos, seu olhar distante, eu podia ver como ele relutava ao morder os lábios, a forma que ele tentava restringir tudo o que sentia.
- Eles vêm tendo um caso as escondidas por cerca de seis meses. - Arregalei os olhos com essas palavras.
- Como é que é?
- Naruto tentou se livrar da ruivinha por todo esse tempo. - Falou como se minhas palavras não tivessem sido proferidas. - Mas a garota era tão insistente quanto a vadia da irmã dela.
- E...?
- O que levou a garota a tentar matar Naruto foi ter pego os dois na cama.
Estaquei em choque. De tudo que ele poderia me dizer, aquilo foi o que eu menos esperava. Hinata havia corado tanto daquele jeito no hospital como todas as vezes que eu brincava com ela sobre o fato dela ser virgem. E Naruto sempre foi muito lento, era inacreditável saber que ele tinha transado com ela. É mais fácil acreditar que a cegonha trazia os bebês do que em Naruto + Hinata = Sexo.
- Puta que pariu. - Encarei o Uchiha. - Você só pode estar tirando com a minha cara!
- Não estou. - Maneou a cabeça para os lados. - Eu tive a mesma reação que você quando descobri.
Deus! Por que essa garota não jogou pó de mico nas roupas dos dois, ou fez Naruto pagar uma vergonha em público, eu não tinha culpa disso, agora por causa dessa menina eu tenho um trauma para o resto da vida. E pensar que um dia eu pensei em chamá-la para almoçar comigo e com Hinata. Vou começar a rever as minhas companhias.
Talvez os anos tenham me feito fraca, se eu fosse a mesma menina que usava jeans rasgados e andava com Ino e Tenten, eu não teria ficado tão abalada com a tentativa de assassinato de Sasame. Provavelmente eu teria tido uma atitude mais imediata, como socá-la e arrancar a arma de suas mãos antes que o desastre ocorresse, ao invés de ficar em um estado de petrificação e começar a chorar meia hora depois. Pergunto-me como uma pessoa pode mudar tanto, e ainda sim, lá no fundo continuar a mesma?
- Você dormiu com Konan? - A pergunta repentina de Sasuke me surpreendeu.
- Não tenho ideia. - Falei. - Eu estava tão bêbada e melancólica naquele dia que mal me lembro das coisas que eu fiz.
- Afaste-se do Pain. - Disse levantando-se, a forma que ele me encarava deixava claro o quão sério ele estava falando.
- Por que diz isso? - Fiquei de pé, o seguindo para dentro da casa.
Ele me ignorou, colocando a lata de refrigerante dentro da lata de lixo. Logo depois abriu a geladeira da cozinha, tirando dali uma pizza congelada e a colocando no forno. Ele se movia rápido, colocando as coisas em seu devido lugar. Suspirei, passando a mão pelos cabelos. Uma mania de limpeza e organização sempre surgia do nada quando ele queria fugir de algum assunto. E toda vez que ele fazia isso acabava prejudicado por não ter me contado o que havia feito.
Eu fiquei impressionada com a burrice dele, sempre que tentava resolver um problema sozinho se ferrava legal depois. Homens, nunca desistem de usar as calças, e quando percebem que precisam da ajuda das mulheres para acabar com seus problemas já é tarde de mais. Isso que dá pensar com o pênis ao invés do cérebro.
- Sasuke. - Falei parando em sua frente. - Desembucha.
- Saia da frente rosada. - Disse.
- Não até você me contar sobre a birra de vocês dois. - Coloquei as mãos na cintura. - Você sabe o quanto eu sou persistente, não vai conseguir me tirar... Hei o que você pensa que está fazendo?
- Te tirando do caminho. - Disse simplesmente.
Aquele traste! Quem ele pensava que era para me jogar como um saco de batatas sobre seu ombro. Eu batia nas suas costas, mas não adiantava, seus músculos eram tão firmes e duros que era a minha mão que acabava por ficar machucada. Bufei desistindo, só para não cair no chão enquanto ele andava pelo labirinto que era aquela casa de somente um andar. Eu tinha cinquenta quilos, me perguntava como ele conseguia me carregar como se meu peso não fosse nada.
- Sasuke, me coloca no chão. - Rosnei.
- Não.
- Você vai me pagar por isso. - Bufei, batendo em suas costas. - Eu vou te denunciar por sequestro seu crápula.
- Veremos.
Sasuke abriu uma porta e no momento eu era incapaz de saber para onde ele estava me levando, isso até ele me colocar sentada na cama. Estávamos no quarto onde tínhamos passado a noite. Somente reconheci o cômodo pelo porta-retratos sobre a cômoda ao lado da cama.
Tentei me levantar, mas ele me impediu, segurando meus braços na altura da cabeça e cada lado do meu corpo, forçando peso suficiente para me prendar contra o colchão. Ele me olhava sério, de forma que eu não conseguia desviar o olhar, me sentia exposta com as pedras negras fazendo meu rosto esquentar.
- Por que você quer que eu me afaste de Pain? - Perguntei novamente.
- Não interessa. - Seu cabelo cobria uma parte do seu rosto, impedindo que eu identificasse sua expressão facial.
- Caso você não me dê um bom motivo, eu vou me tornar a bff dele. - Falei o olhando fixamente. Se Sasuke sabia algo sobre mim, era que jamais se deve me subestimar.
- Se você fizer isso, eu vou te amarrar e te jogar em algum manicômio, onde você nunca vai conseguir sair.
- Não tenho medo de você.
- Mas deveria.
- Uchiha, eu já passei pelas coisas mais desumanas e insuportáveis desse mundo. - Eu disse séria. - Não a nada físico ou psicológico que você faça que possa mudar minha opinião.
- Como o que rosada? - Ele soltou meus pulsos, levantando seu tronco para me fitar de cima. - Correr de tudo e todos não parece nada disso.
- Você não sabe muita coisa sobre mim Sasuke. - Falei virando o rosto para o lado. - Existe muita coisa que você desconhece, e não estou falado só dos últimos anos.
Tentei me levantar por mais uma vez, e acabei ficando sentada sobre a cama com o corpo de Sasuke parcialmente sobre o meu. Acredito que ele se tocou do quanto eu estou irada. Haruno Sakura não é exatamente a patricinha que todos pensam, ao menos ele deveria ter conhecimento disso. Esse garoto ao meu lado me conhece desde que eu nasci, minha mãe é meia irmã do pai dele, o que sempre nos obrigou a conviver um do lado do outro. Sasuke poderia ao menos levar em consideração o quanto ele não me conhecia, ao invés de ficar me julgando.
Era certo que desde sempre – com uma pausa de três anos – andamos juntos, fazendo merdas, fumando, bebendo, saindo para fazer farra, mas nem eu muito menos ele tivemos a pequena abertura para se conhecer. As únicas coisas que eu sabia sobre Sasuke era o seu gosto musical, o quanto ele gostava de tomate, que seu aniversário seria daqui a três dias e que ele estudava na mesma escola que eu, sendo o principal nadador da equipe esportiva. Era só isso, mais nada. Eu não tinha ideia dos seus filmes preferidos, do que o fazia sorrir, por que ele tem tanta raiva do irmão. E ele... ele não sabia nada sobre mim, se não fosse pelo nosso distante laço familiar e as empresas H&U jamais teríamos sequer olhado para cara um do outro.
Os grilos do lado de fora era só o que se ouvia, porque o resto era o puro silêncio. Negando-me a olhar para o homem praticamente sobre mim, desviei meus olhos pelo cômodo, distraindo-me com cada detalhe. As paredes eram pintadas em tons de branco, tendo uma parede na cor azul escuro, deixando tudo em perfeito contraste. Os móveis – como a cama na parede sul, a cômoda ao seu lado, o roupeiro no lado leste – eram todos nas cores branco e preto. Não tinha coisas naturais de quartos de garotos, como pôsteres de mulheres nuas ou bandas de rock nas paredes, mas pela falta de cor e o cheiro masculino se via que o quarto era habitado por um homem.
- Então me diga. - Sasuke falou de repente.
- O que? - Perguntei confusa.
- Me faça conhecer você. - Ele saiu de cima de mim, sentando-se ao meu lado. - Não tenho ideia de quais sejam as coisas horríveis que você tenha passado.
- Claro, porque você é o senhor "o mundo não me afeta", não deve ter nem ideia das coisas horríveis que fazem com meninas e mulheres pelo mundo a fora.
- Você fala como se tivesse sido... - Ele arqueou uma sobrancelha, me olhando um tanto chocado – chocado no estilo Uchiha Sasuke, onde dificilmente se via isso.
- Quase. - Fechei os olhos, tentando afastar aquelas imagens da minha cabeça. - Senão fosse pelo seu irmão eu não tenho ideia do que teria acontecido comigo, talvez eu estivesse morta agora.
Olhei interrogativa para ele, quando ele se colocou de pé e estendeu a mão para mim. Que seja o que Deus quiser. Peguei sua mão, vendo-o me arrastar corredor a fora. Não entendia como Sasuke era capaz de me fazer desabafar coisas que guardei somente para mim por todos esses anos. O modo que nós conversávamos, parecia que éramos amigos desde a vida passada, não pessoas que mal se falam desde sempre. Eu estava odiando a confiança que se formava em relação a ele.
Sua mão era quente em comparação com a minha, estremeci, apertando seus dedos com os meus. Suspirei, me sentindo um tanto aliviada pela minha meia confissão. O corredor parecia mais extenso agora do que antes quando Sasuke me carregou. As paredes naquele mesmo tom branco dos quartos, mesmo assim, a casa tinha um toque cheio de vida. E eu não tinha ideia de qual era sua fonte.
Entramos na cozinha, com o moreno puxando uma cadeira para que eu me sentasse. Ele virou as costas para mim, largando minha mão, e indo tirar a pizza do forno. Ele colocou-a na mesa, junto com duas latas de coca-cola.
- Pronto, agora termine de me contar sobre você, rosada.
- Você é bipolar ou coisa do tipo? - Perguntei afobada. - Antes você parecia que ia me espancar, e agora me traz uma lata de refrigerante e pizza.
- Só quero que você me convença que eu estou errado. - Deu de ombros. - Admito que fiquei curioso.
- Você se lembra da festa temática de 2004, onde todos estávamos vestidos de havaianos? - Falei passando o indicador pela borda do copo.
- Foi a pior ideia que já tiveram. - Revirou os olhos.
- Verdade. - Parei a movimentação do meu dedo. - Eu tinha ido dar uma caminhada, não aguentava mais todo aquele fingimento de família feliz. Acabei sendo agarrada por um cara e bem você sabe... Ele tentou transar comigo, rasgou minha roupa, eu gritei, seu irmão estava passando ali perto com uma garota e me acudiu. Foi isso.
- Alguém mais sabe sobre isso Sakura? - Seus olhos negros pareciam extremamente raivosos.
- Não. - Neguei, olhando para as minhas mãos. - E eu juro, se você mencionar isso para alguém eu... Eu...
- Isso não mudaria nada. - Encarei seus olhos. - Você é a única que deve tomar uma atitude sobre isso.
- É difícil falar sobre coisas que nos machucam Sasuke. - Eu disse. - Você mais que ninguém deveria saber disso. Uma das coisas que eu aprendi foi que o "sexo, drogas e rock 'n' roll" não resolveu meus problemas, só me fez esquecê-los temporariamente.
- Hn. - Tomou um gole do refrigerante. - Não sei como você conseguiu largar os três itens mágicos. De longe você sempre pareceu a mais dependente de nós.
- Isso se chama força de vontade. - Foi minha vez de dar de ombros. - Eu decidi me focar no meu futuro, ao invés de estragar minha vida para chamar a atenção dos meus pais. A única pessoa que se importou comigo em toda minha vida foi Tsunade, e eu quero dar orgulho para ela.
- A diferença entre nós rosada, é que você ainda tem uma pessoa para se importar.
- E o seu irmão?
- Itachi não é o mesmo há muito tempo. A cada dia ele deixa mais de ser seu antigo eu, e se torna mais parecido com o seu pai.
Franzi o cenho. Até mesmo eu me referi ao Touya como "pai", Sasuke parecia querer dizer que Fugaku não tinha nenhum laço sanguíneo ou emocional com ele. Bem lá no fundo, eu tinha um bocado de pena de Sasuke, porque eu sabia - principalmente por ter feito e vivido coisas semelhantes - que ele era solitário, e desde que Mikoto morrera, ele se restringia, guardando todo e qualquer sentimento para ele. E eu era capaz de ver isso até mesmo nos últimos anos, quando mal trocávamos palavras.
- Acho que agora entendo o porquê de você ter me chamado para passar alguns dias aqui com você. - Sorri levemente. - Eu sei que não somos os mesmos, mas às vezes é bom relembrar o passado. Até mesmo se for com a pessoa que mais te irritava até dias atrás.
- É divertido irritar você rosada. - Meu sorriso aumentou no momento em que vi o canto da sua boca arquear.
- Vou levar isso como um elogio. - Estendi a mão. - Que tal uma trégua?
- Irei pensar no seu caso. - Falou retribuindo o gesto.
- Tudo bem então. - Eu disse. - Espero que goste de comemorar seu aniversário de um jeito diferente do habitual.
- O que sugere?
- Tanto eu como você estamos longe de sermos cidadãos normais. - Gesticulei. - A coisa mais mundana que eu fiz até agora foi a nossa sessão de filmes. Podemos repetir isso, e não sei, fazer alguma caminhada, eu sempre gostei muito das trilhas daqui. Mas, pensando bem, para você vai ser um pouco difícil para caminhar, seus pulmões não são tão bons quanto os meus. – Aproximei-me dele, chegando perto do seu rosto. - Fumante!
- Veremos. - Arqueou as sobrancelhas em desafiou. - Irritante.
Olhei para os seus olhos vendo luxúria ali, bem, o sentimento era mútuo tinha alguns meses que eu não fazia sexo, e para quem já experimentou uma vez do prazer da carne é realmente difícil ficar só na base dos amassos. Cá entre nós, Sasori não tinha nem metade do calor, das caricias, dos beijos, dos toques que eu precisava. Talvez seja constrangedor para alguns dizerem, mas garotas precisam tanto de sexo quanto caras. E é raro nosso desejo ser todo suprimido em uma noite, os homens gozam muito fácil, e somente um homem me fez ter, não apenas um, mas vários orgasmos.
Era visível que ele me queria, eu consegui descobrir isso há muito tempo, e na noite do Baile de Inverno ficou mais que notável que ele ainda sentia atração por mim. Sasuke era gostoso, eu estava carente, sexo era o que eu mais queria. Então por que não? O passado era uma merda, e eu podia simplesmente esquecê-lo. No momento eu sou uma jovem, solteira e cheia de hormônios, existe um nadador com quase um metro e oitenta na minha frente, extremamente atrativo. Quer saber, que se dane! Talvez hoje seja a noite para relembrar aos velhos tempos.
Sua respiração estava próxima dos meus lábios, e eu pestanejei mentalmente por aquela maldita mesa estar nos separando. Fechei meus olhos, sentindo seu hálito quente chegar muito perto e depois sumir. Abri os olhos, vendo que Sasuke não estava mais na minha frente. Arregalei os olhos, sentindo suas mãos nos meus quadris. Admito, ele era realmente rápido, em um instante estava a minha frente do outro lado da mesa, e agora ao meu lado me agarrando.
O ar escapou dos meus pulmões quando ele me puxou com força contra seu peito, sua mão entrando por dentro do moletom, que só tinha o sutiã por baixo deste. Sasuke não havia proferido uma palavra sequer, e eu não estava preocupada com aquilo no momento. Seus dedos, deslizando sobre a minha pele, faziam cada lugar que ele tocava formigar, me deixando com mais vontade que ele aprofundasse as carícias.
Minhas mãos, antes espalmados sobre seu abdômen, foram subindo devagar, delineando cada músculo duro e bem desenvolvido, era bom sentir seus toques e ao mesmo tempo tocá-lo, não era atoa que ambos estávamos demorando naquilo. Finalmente circulei seu pescoço, prendendo meus dedos em seus cabelos, puxando-o contra mim. Sua boca já estava na minha bochecha procurando meus lábios, mas ele não os teria tão facilmente, havia dois que podiam jogar aquele jogo.
Senti sua língua no canto da minha boca, seu corpo se aproximando cada vez mais do meu, a distância praticamente não existia. Sorri, virando o rosto, seus dedos apertando minha pele em frustração. O cheiro de menta amadeirada estava me enlouquecendo, mas primeiro eu terminaria o que tinha começado. Iria fazê-lo ficar louco de desejo, eu sempre quis domar Uchiha Sasuke, a diferença é que antes meus objetivos estavam mais focados no lado social e escolar da situação, o que era totalmente diferente do atual momento.
Respirei fundo, sentindo seu membro contra minha coxa, era gratificante saber que eu tinha o conhecimento de quando ele estava excitado e já no seu caso, a única forma de notar isso em mim seria ver meus braços e pernas arrepiados, ou meus seios rígidos, ao contrário dele, eu estava coberta, dificultando as coisas. Mas isso era somente por enquanto.
Rocei levemente meus lábios na pele exposta do seu pescoço, ao mesmo tempo que decorava as formas do seu ombro com as mãos. Beijei a pele alva, dando uma leve mordida ali. A tensão sexual era palpável. Depois de uma semana cheia de choro e criancices o que eu mais almejava era uma noite inteira de sexo. Suspirei em seu ouvido, assim que sua mão tocou a pequena curva que separava minha barriga, e começava o caminho até meus seios. E pensar que eu já estava excitada sem ao menos trocarmos um beijo.
In your house I long to be
Room by room patiently
Ignorei o toque do meu celular – Like a Stone, do AudioSlave – as caricias estavam muito mais atrativas. Quem quer que fosse que estivesse me ligando poderia deixar para depois, talvez amanhã pela tarde, se eu não estivesse ocupada com o que pretendia fazer hoje, eu retornasse a ligação.
Prendi meus braços mais fortemente ao redor do pescoço do Uchiha, enquanto ele me pegava em seu colo e me prensava na parede mais próxima com seu corpo, sem sequer que eu percebesse minhas pernas já estavam presas ao redor do seu quadril, senti o calor na minha intimidade aumentar com a maior proximidade de seu membro. Suas mãos subiram por minha barriga, arqueei as costas, sentindo o enorme prazer em seus toques. Com isso ele tirou o agasalho, mostrando os meus seios medianos cobertos pela lingerie vermelha. As mãos ágeis já abriam o cós da calça, tocando meu baixo ventre ardentemente quando descia cada vez mais a peça de roupa.
Ele abaixou o rosto, beijando lenta e sedutoramente meus seios, enquanto sua mão direita abria o fecho que ficava na parte da frente. Logo a peça também estava no chão do cômodo, fazendo-me agradecer por não haver empregados no local. Aquilo era tortura, os beijos que ele distribuía sobre meu peito, e sua mão tocando minha virilha, acariciando meus pontos mais fracos.
O mais engraçado naquela situação era que ambos tentávamos restringir os gemidos e até o momento, nossos lábios não tinham no mínimo se roçado. Eram apenas as nossas mãos que aqueciam a situação.
- Você possui uma mensagem na caixa postal. - A voz robótica que vinha do meu celular disse. - Otou-san diz: – Novamente uma pausa e o som do "bip". - Sakura, sua imprestável! É melhor você aparecer logo em casa, eu juro que vou arrancar sua cabeça fora garota demente, o que diabos de ideias você tem para sumir há mais de dois dias e não nos dar nenhuma informação. Quando chegar em casa é melhor ter uma boa desculpa para a imprensa, ao menos que queira...
Eu estava estacada, assim como Sasuke ficou depois daquelas palavras. A ameaça do meu pai ficou no ar, me fazendo relembrar da minha infância. Involuntariamente abaixei minha cabeça, de forma que ela ficou recostada no ombro do moreno a minha frente. Em menos de minutos, eu estava soluçando, e me agarrando fortemente ao Uchiha. Finalmente eu havia lembrado o motivo de tanto choro, bebidas, e minha pequena viajem de fuga com Sasuke. Eu tinha certeza que minha ressaca não tinha nada haver com Sasori. Esquecendo as carícias anteriores, eu desabei a chorar...
To Be Continued...
N/a:
Seuu FDP! Quem você pensa que é para ligar bem na hora em que todos – inclusive eu – estavam mais que loucos por um hentai! Maldito seja Haruno Touya, por interromper a vida sexual da filha. #jogapedranele
Ok sweethearts, admito que esse capítulo não estava nadinha no meu planejamento para a fic, mas eu gostei dele. *cof cof ero cof cof* Pois é neh, para quem escreveu hentai só uma vez na vida e não foi dos melhores admito que gostei desse aqui, e olha que é difícil eu gostar das pornografias que eu escrevo. Ler é mais divertido :B kkk' Eu deixei essa última parte como uma espécie de preliminar para o resto da fic. Tipo, de preliminares foi só uma página e meia, eu fico pensando como vai ficar quando eu escrever o hentai completo. u.u
Bom, realmente espero que vocês tenham prestado toda e total atenção nesse capitulo, porque eu deixei algumas pistas sobre o passado SasuSaku. E como vocês sempre me perguntam se eles namoraram, isso eu ainda não posso dizer, só informo que eles já tiveram "algo" no passado.
Quando eu escrevi a última parte desse capitulo, eu refleti sobre uma coisa. Até uma parte do ano passado, quando eu comecei a ler fics, eu relutava em ler hentai, e agora sou uma ero-ficwriter, fan do Jiraya-sensei. Estou impressionada comigo mesma. Kkk' #retardada
Reviews:
abakashy: Muitos thanks gatinha, eu faço meu máximo para que as porcarias que eu escrevo agradem vocês. ^^ A Sakura, eu equilibrei ela com o que toda garota é, sabe, nem totalmente tímida e chorona, e nem radical de mais. Já o Sasuke, aiii o Sasuke *-*, bem, esse Sasuke tem tudo o que as garotas (pelo menos eu) acham de mais sexy em um cara, tipo meio do mal, mas meio bonzinho também, misterioso, e com um sorriso de canto. Kk' Em relação a eu entrar na mente dos adolescente eu acho isso fácil, levando em conta que eu sou uma, apesar do que eu escrevo eu só tenho quinze anos, :P, Eu já li todos os livros de Crepúsculo, e algumas fics também, eu gosto da Stephanie Meyer, assim como você disse ela tem a capacidade de entrar nas nossas cabeças, mas eu acho que é porque ela é professora, ou era, e tipo convive muito com os delinquentes kkk' Mas jáaa kkk, é sempre legal fica com o ego inflado kkk, brink's. Bah guria, eu olhei aquele clipe e achei muitoo legal, tipo eu esqueci de olhar legendado, mas eu gostei bastante XD Espero que tenha gostado desse capitulo assim como os outros!
Taiih: asokaoksoas, gatinha eu já fiz isso também, mas foi na escola, tipo eu mordia os lábios pra não rir, ou segurava as lágrimas pra não chora, é muito tenso quando isso acontece. Kkk todo mundo fica te olhando curioso, tipo a criatura é louca kkk Eu não tinha pensado em colocar o Yahiko na fic, mas como eu precisava de alguém meio do mal como ele, e sinceramente, eu acho ele muito gato kkk', eu resolvi dar um papel pra ele kkk. O Sasuke não gosta do Yahiko por motivos passados, Meu a Sakura tava tão bêbada quando coisas aconteceram com a Konan que ela mal lembra do ocorrido, Concordo com você, eu não leio yaoi, mas eu acho tri quando em alguma fic isso aparece, complica e esquenta as coisas ao mesmo tempo. Bom, a Sakura não pegou o garçom, mas espero que esse capitulo tenha compensado um pouco 6' kk Fica ligada na Ino, ela é uma das poucas que sabe porque a Sakura mudou tão drasticamente u.u, e meu, espera só quando a Sakua fica realmente bêbada, vai ser pior do que isso, kkk' Aiii Gatinha, tipo eu olhei GG, eu to no episodio 8 ou 9 da segunda temporada, e eu achei tãooo fofo o Chuck dizendo pra ela q sem os jogos deles não ia dar muito certo, e dai eu lembrei da sua review (essa). Eu não tinha pensado bem por esse ponto de vista, mas vi que você tá super certa em relação a isso. Bem, minha fic Darkness, que tá parada u.u, mas eu to tentando continuar com ela, vai ter relação anjos e demônios, mas isso é um spoiler q ateh o momento só você sabe, caso queira ler kkk. E esse livro q eu te falei é um dos melhores que eu li, é to tipo q te deixa de boca aberta do começo ao fim. Bem, espero que você tenha gostado das partes hots desse capitulo, porque pelo meu planejamento, não vai se nem metade das coisas eros que eu to pensando ;9 To com você, Sakura submissa só na cama kkkk. Ahh te add no orkut e to te seguindo o tumbler também. Espero que tenha gostado desse capitulo gatinha.
Fernanda: Que bom que você está gostando little cat! Muito obrigada pelos elogios magníficos *-*, me sinto honrada kkk É o casal preferido teve alguma coisa, mas a Sakura e o Sasuke também tem um pouco de culpa u.u, eu adoro escrever essa coisa de tão distantes, mas tão próximos ao mesmo tempo. No meu ponto de vista deixa a fic mais legal kkk Em relação ao passado deles, vai ter um pouco em cada capitulo, assim como teve nesse. A Sakura é toda cheia de problemas, assim como o Sasuke, e como deu pra você ver nesse capitulo, antes eles ignoravam isso com drogas e tudo mais, agora a Sakura tá se apoiando bastante no Sasuke... Espero que você tenha intendido agora o motivo da Sasame ter feito toda aquela loucura. Mas, e ai gatinha, o que achou desse capitulo?
Pricililica: Que bom que gostou gatinha! A Sakura não ficou muitooo bêbada no capitulo passado, se ela tivesse bebido um pouco mais tinha ficado pior kkk'. Mas me diz, o que você achou desse capitulo?
Realmente espero que tenham gostado do capitulo. E olha só meu, sacanagem isso aí, tipo MUITAS pessoas visitaram a página e tem mais de 40 nós favoritos, e somente onze lindos cats comentaram no FF e 16 no Nyah. Vamos colaborar gente, eu faço o possível para postar duas vezes por semana, só não to fazendo ultimamente porque maio é o mês que eu mais tenho provas. Então seguinte, depois dessas cenas "hot", capitulo de oito páginas, se bem que isso é habitual, dedicação da autora em uma bendita sexta-feira a noite, cuja qual eu estou proibida de sair de casa. Vocês poderiam ser legais e colaborar com as reviews, eu bem que entendo que muitas somos ocupadas, mas é bom dar uma forcinha. XD Seguinte, eu vou fazer o máximo para postar mais um capitulo essa semana, mas só vou fazer isso se bastante gente comentar. Então please, help us!
Kisses
Sami
N/b:
Hey people! Nossa, quem quer matar o idiota do pai da Sakura levanta a mão o/! Putz o cara quer que ela tenha uma desculpa para a imprensa, ele não está preocupado se algo grave aconteceu...fala sério, tadinha da garota! Além disso, interrompeu o momento que todos estavam esperando...não deu tempo nem deles se beijarem...apesar de terem feitos outras coisas interessantíssimas...kkkkk!
Bom, reforçando, peço que mandem reviews e recomendações...pode não parecer, mas um simples "está legal, continua" faz diferença na inspiração...é sério!
Beijos
Bella
