Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado

Capítulo Nove

Perseguição

Chega um ponto da sua vida onde coisas acabam se revelando – para você mesmo. Mentiras não adiantam mais, correr não facilita as coisas e a única solução que você tem é a que menos deseja. Se algum dia você chegar nessa mesma situação em que eu estive; erga sua cabeça e encare as consequências, porque quanto mais demorar maior será a explosão.

23 de Julho de 2008

Suspirei, rolando na cama. Já fazia dois dias que eu tinha voltado da casa de campo, logo que meu pai havia ligado eu resolvi retornar para não causar mais problemas para mim mesma e para Sasuke. Falando no Uchiha, eu não conversava com ele desde que me deixou em casa. Ainda por cima, justamente hoje, era o seu aniversário, eu me sentia mal por ter estragado os planos dele. Por mais que ele fosse "filho da puta" comigo, aniversário ainda é aniversário.

Não é necessário dizer que meu pai me deu o maior sermão do mundo quando coloquei os pés em casa, e era tudo sobre "o que os outros iriam falar". Eu realmente pensei que minha mãe me defenderia, com esse seu novo pensamento cujo qual deveríamos ser amigas. Mas ela não fez, somente agradeceu seu querido sobrinho por me trazer a salvo para casa. Depois de muitos anos, quem se ferrava, era eu. Como castigo, as únicas festas que eu estava autorizada a ir, eram as que fossem relacionadas com a empresa, ou seja, nada agradável.

Sentei-me na cama desistindo de dormir, era muita coisa na minha cabeça para eu ser capaz de ficar em um estado de subconsciência. No relógio ao lado da minha cama marcava 04h35min da manhã, eu fui me deitar as dez, fora do meu padrão, é claro, mas da mesma forma não preguei o olho por um segundo sequer. Peguei um elástico ao lado do meu abajur e prendi meus cabelos em um coque mal feito. Joguei as cobertas verdes para o lado e me pus de pé caminhando até a porta.

Diferente do tumulto da semana passada onde o caos estava instalado, agora só se podia ouvir o silêncio de uma falsa calmaria. Eu mal conseguia acreditar que Okaa-san mandou pintar as paredes de amarelo na minha ausência, aquilo estava terrível. Mesmo assim, ela alegava que eu tinha mau gosto e crises de insanidade. Ao menos eu não atirava a minha única filha sobre o primo dela.

A Mansão Haruno jamais foi um lugar harmonioso e familiar, às vezes, parecia que você estava preso em um filme de terror e não sabia como escapar dele. O pior de tudo isso é que meus pais fingiam não ver ou ouvir o que se passava por ali. Um belo exemplo disso foi o ocorrido com Mikoto, uma vadia quase a matou aqui em casa, comigo junto, e no dia seguinte as coisas estavam normais, como se nenhuma tentativa de homicídio tivesse acontecido. Provavelmente era por esse fato que depois de dar minha punição meu pai sorriu para mim, perguntando se Sasuke e eu estávamos juntos.

É mais que certo que eu e aquele Uchiha não somos exatamente primos, é impossível negar a forma como ele é atraente – ainda mais quando está de sunga. Na minha mente jamais ocorreu a possibilidade de nos envolvermos seriamente. Repetindo, ele é meu primo, minha mãe é meia irmã do pai dele. E há também o fato de eu ter namorado Itachi, o seu irmão mais velho. Os dois já não se davam muito bem, e eu tinha certeza que não seria nada agradável para aquele infeliz ter o irmão esfregando em sua cara que ele estava com o seu "resto". Eu conheço Itachi e sei o quanto ele pode ser cruel.

Há quatro anos eu fui super apaixonada por Itachi, quem não seria? Um moreno lindo, alto, forte e extremamente frio. É isso que atrai as mulheres! Sem esquecer o fato de que ele me salvou de um quase estupro. Quando aquele homem me beijou, foi o paraíso em plena crise econômica. Nossos pais gostaram da ideia, iria unir as empresas mais do que nunca, a possibilidade de um "casamento" até tinha surgido na cabeça deles. Eu tenho completa certeza que se Naruto fosse meu primo, eu acharia toda essa ideia simplesmente enojante. Fazer o que, sempre fui atraída por bad boys, se meu gosto fosse outro, eu não teria me ferrado tanto no quesito amor.

Tateei a parede procurando o interruptor. A cozinha estava em sua perfeita ordem de sempre, as raras vezes em que ela ficou bagunçada, foi quando eu tinha nove anos e implorei para que as cozinheiras me ensinassem a cozinhar. Os azulejos brancos cobriam toda a parte onde ficava a pia e o fogão, um balcão de mármore do lado oposto com seis cadeiras altas o circulando. Meu objetivo – a geladeira – estava bem a minha frente, com meu eterno aliado – o microondas – ao seu lado. Arrastei meus pés, abrindo a porta e tirando dali uma enorme tigela com dangos, e uma garrafa de vinho tinto. Não me importava que fosse de madrugada, eu precisava de algo para me distrair.

Em minha mente eu calculava todos os motivos da mudança repentina da minha mãe, digo, sobre em um momento ser superficial e depois boa mãe, voltando a ser superficial por mais uma vez. Eu tinha certeza que tinha dinheiro envolvido nisso. Por favor, eu conhecia meus laços sanguíneos, e eles fazem qualquer coisa quando notas verdes estão envolvidas. Eu tinha absoluta certeza que não foi por causa da chance de eu ser morta, porque quem estava em reais apuros era Naruto, e ela só foi se dar conta disso mais de vinte e quatro horas depois. Na realidade, mamãe sempre foi estranha, nunca demonstrando o que realmente sentia, coisa típica dos Uchiha. A última vez que eu a vi como ela mesma foi cerca de duas semanas atrás. Depois disso seu comportamento mudou e ela começou a me convidar a sair com ela. Nada normal.

Okaa-san havia me obrigada a sair com ela ontem, fomos comprar o presente de aniversário do seu querido sobrinho. A vadia da madrasta do Sasuke havia planejado uma festa surpresa, sem dúvida alguma com a intenção de ferrá-lo ou irritá-lo. Eu nunca fui com a cara dela, na época em que eu namorava Itachi ela era apenas amiga de Mikoto, logo após a morte da amiga, ela foi "consolar" Fugaku. É mais do que obvio que eles tinham um caso. Emiko era pura falsidade, com seus sorrisos enormes e sua voz aguda de mais, ela sempre tentou ser minha melhor amiga, assim como acontecia com mamãe. Nunca dei bola para ela, porque sabia o que ela fazia para Sasuke na época que éramos amigos.

Comi mais um dango tomando um gole de vinho em seguida. De todas as crises que eu tive na minha vida a bulimia sempre foi a pior delas. Quando era pequena sempre fiquei frustrada por ser magra demais, e depois me achei gorda demais. Tudo porque não tinha o corpo ideal para seguir como modelo, assim como minha mãe e avó. Para quem levava os cuidados alimentares ao extremo, eu estou bem fora do peso agora. Nas raras ocasiões que pratico esporte não passa de uma ou duas horas por semana, e como o que me der vontade. Já que eu não engordava e não conseguiria de forma alguma - somente com a plástica - as curvas que eu queria, que se dane o resto.

Virei-me vendo as luzes do corredor serem acesas. Droga, eu havia esquecido que somente eu que estava de férias naquela casa! Era sexta-feira, e assim como nos sábados, Otou-san acordava às seis horas, às vezes cinco, para ir para empresa. Ele realmente gostava de trabalhar (lê-se do dinheiro que recebia), mesmo sendo o dono e tendo aliança com três grandes linhas de eletrônicos mundiais, ele continuava a acordar cedo e ir se sentar atrás daquela cadeira vermelha. Claro, muitas vezes eu acho que é por causa da sua secretária de pernas grossas, mas existem outros pontos de vista.

- O que está fazendo acordada essa hora, Sakura? - Otou-san perguntou. Ele já estava vestido com seu terno sempre negro, e enchia a cafeteira de água. Era estranha a forma como a idade parecia não o atingir, ele já tinha quarenta e seis anos e mal se dizia que havia chegado aos trinta.

- Não consegui dormir. - Dei de ombros, tomando um gole da taça de vinho.

- Não acha que é um pouco cedo para isso? - Arqueou a sobrancelha, fechando a garrafa que estava sobre a mesa e a guardando na geladeira.

- Como eu disse, não consegui dormir. - Falei fitando os detalhes da minha calça de pijama, toda azul e com pequenos corações espalhados por essa.

- Sasori apareceu aqui enquanto você estava fora. - Comentou.

- E o que ele falou? - Tentei parecer desinteressada.

- Não muita coisa, só que estava procurando você. - Touya suspirou, passando as mãos pelos cabelos castanhos, logo se sentou a minha frente com uma xícara de café fumegante em suas mãos – Por que terminaram Sakura? Você tem ideia do prejuízo que isso me causou?

- Que se dane o seu prejuízo. - Levantei, trincando os dentes. - Aquele imbecil me acusou de algo que eu não fiz e ainda teve a capacidade de me ameaçar. Se seus negócios são tão mais importantes que a sua filha, case-se com eles.

- Haruno Sakura, não me dê as costas. - Fiquei reta, respondendo ao seu comando. Meu pai era bruto, frio e tinha uma enorme voz de comando, do tipo que você não conseguia fazer outra coisa a não ser obedecer. - Aprenda a falar comigo, ou eu vou ter que te dar uma lição depois de crescida. Pensei que sua fase de rebeldia já havia acabado.

- Desculpe-me, pai. - Murmurei, virando o rosto para o lado. - Se Sasori aparecer por aqui, mande-o embora.

- O que ele te fez Sakura? - Estranhei aquele tom de preocupação, ele só o usava com coisas que o preocupavam, o que não era o caso quando se relacionava a mim.

- Ele disse que eu pagaria por traí-lo com Sasuke, coisa que jamais aconteceria. - Se eu ainda estivesse namorando com ele com toda certeza teria ocorrido.

- Sasori te bateu? - Meu pai franziu o cenho, mas não consegui distinguir o que isso significava.

- Só deixou dois vergões nos meus pulsos. - Eu disse. - Meu querido primo impediu que ele fizesse algo mais.

- Chyo-san vai adorar saber disso. - Tomou um gole de café. - Mantenha-me informado.

- Por que se importa? - Cruzei os braços, indignada. - Quer dizer, toda minha vida você jamais se importou comigo, sequer deve saber a data do meu aniversário, e agora parece todo interessado.

- Sou seu pai, é meu dever cuidar de você. - Dei as costas, caminhando até a porta. - E Sakura... É vinte e oito de março.

- Você está certo.

Cruzei as pernas, analisando a decoração viva e colorida que preenchia o lugar. Sorri com o clima familiar. Os sofás de couro vermelho combinavam estranhamente com as paredes alaranjadas, a mesa de centro na cor mogno com duas xícaras de chá e um prato com bolachas sobre ela. A ruiva a minha frente passava as mãos pela barriga enorme, evidenciando o sexto mês de sua gravidez. Estava ali minha outra mãe, eu possuía três: Mikoto, Tsunade e... Kushina.

- Fiquei sabendo da sua fugida. - Ela sorriu maliciosa para mim. - Sabe, seu pai vivia fazendo isso quando adolescente, a diferença é que era com uma namorada diferente a cada fim de semana. Fugaku queria o matar quando descobriu que Touya estava namorando sua querida irmãzinha. Sakura, você não tem ideia de quantas vezes fui subornada por essa fita.

- Você tem uma fita? - Sorri para ela. - Vai ter que me emprestar.

- Sem querer ofender... - Ela olhou para os lados, como se alguém fosse se importar em nos ouvir. - Seu pai nunca foi do tipo que prestava se eu tivesse uma irmã, sem dúvida a manteria bem longe dele.

- Você tem alguma ideia das coisas que Naruto apronta? - Perguntei me segurando para não rir.

- Tenho. - Suspirou. - Ele é tão cafajeste como meus primos. Quando usava fraudas eu chorava por ele não ter herdado o lado calmo de Minato. Falando nisso, não me diga que ele está dando em cima de você!

- Não! - Arregalei os olhos. - Sem ofensa Kushina, mas Naruto é muito sem neurônios para mim.

- É eu sei. - Riu. - Mas isso já não puxou da minha família.

Fazia duas horas que eu estava ali. Minha intenção inicial era dar um bom sermão em Naruto sobre tirar a pureza de garotas inocentes, aquele infeliz era tão cafajeste quanto Sasuke. Mas ele não estava em casa, e Kushina acabou por convencer-me a tomar um chá com ela. Fazia muito tempo que eu não conversava com a única ruiva que eu gostava, depois do papai e sua preferência por ruivas "mau caráter" eu acabei ficando traumatizada.

- Haruno-hime. - Uma das empregas apareceu na porta. - Naruto-san disse que você pode subir se quiser.

- Vá lá Sakura. - Kushina riu e deu de ombros. - Agora eu vou ter que me encontrar com Minato para mais uma ultrassonografia. Eu espero que seja uma menina, faz um tempão que essa criatura se mantém com as pernas fechadas e me deixa na maior curiosidade.

- Tudo bem. – Abracei-a, beijando sua bochecha em seguida. - Você vai estar na festa dos Uchiha hoje a noite?

- Vou. - Deu de ombros. - Fazer o que, tenho que cuidar do meu marido.

Kushina me acenou em sinal de adeus, pegou sua bolsa e caminhou até a porta. Levantei-me do sofá, seguindo escadas a cima. Agora Uzumaki Naruto iria me ouvir, e Deus que me segurasse para eu não arrancar todos os dentes que aquele imbecil possuía! Minha madrinha não estava mais em casa para impedir-me. Eu sei ser má quando quero, estava mais do que na hora de usar o gene Uchiha no meu sangue, não que ele contasse muito.

A casa dos Uzumaki possuía somente um andar, diferente da minha que tinha três ou da dos Hyuuga com cinco, mas era tão bonita quanto todas elas. As cores sempre em tons vivos, tudo ali demonstrava alegria, os retratos de família nas paredes e as pinturas que Kushina sempre foi tão boa em fazer. Enquanto eu caminhava até a última porta a direita do enorme corredor, era possível ouvir a música alta do AC/DC balançar os móveis. Bati na porta, ouvindo um grito de "entre".

Logo que coloquei os pés no quarto, meus olhos acabaram por pousar no loiro deitado na cama king-size. O cabelo estava despenteado, como seu habitual, o rosto pálido demais e, apesar do dia frio, Naruto usava somente uma calça de moletom, exibindo o enorme curativo em seu peito. Kushina realmente estava o vigiando, porque senão, ele nunca estaria em casa no meio de uma tarde de sexta-feira. Pergunto-me como Hinata está. Provavelmente sentindo-se culpada, mal fazia uma semana e todos pareciam ter esquecido a recente morte de Sasame, em compensação os dois mais atingidos continuavam naquele estado mórbido.

- Você! - Naruto gritou com os olhos arregalados. - O que diabos faz aqui, ttebayo?

- Não posso vir conversar com o afilhado do meu pai? - Sorri falsamente, aproveitando para fechar a porta.

- O que você quer Sakura? - Naruto cruzou os braços, se ajeitando na cama.

- Eu sei o que aconteceu com você e Hinata. - Falei, fazendo com que ele arregalasse os olhos.

- Co-como? - Se pôs de pé parando na minha frente. - O que pretende?

- Só vim aqui para te avisar duas coisas. - Bati meu indicador no seu peito. - Primeira: Hinata é minha melhor amiga, e se você fizer ela chorar eu juro que corto seu brinquedinho fora. E depois piso nas suas bolas com meu Dolce And Gabbana treze centímetros. Segundo: Se alguma das suas vadias te ameaçar ou a Hinata, avise-me. Eu sou melhor que vocês dois juntos quando se trata de vingança e seus derivados.

Naruto me encarou confuso por alguns minutos, depois ele sorriu, me abraçando. Sorri com o gesto, não nos falávamos há muito tempo, desde que ele e os Uzumaki se mudaram para os Estados Unidos, onde a família de Kushina morava. Isso foi quando tínhamos onze anos. Se um dia eu tive algo que chegasse perto de um melhor amigo foi Naruto. Eu mantive pouco contato com ele desde que voltou, quatro anos atrás, porque ele e Sasuke andavam sempre grudados. E até essa semana eu mal conseguia olhar para a cara do Uchiha.

- É bom ver que você está de volta, Sakura-chan. - Ele riu segurando meus ombros.

- Isso é o que eu mais ouço nessa semana, da forma que todos falam até parece que eu morri. - Revirei os olhos.

- Você não tem ideia do quanto estava diferente, não é?

- Apenas parcialmente. – Sentei-me no sofá do seu quarto, quando ele voltou a sentar-se na cama. - Mudei tanto assim?

- Hai. - Ele assentiu, passando as mãos pelos cabelos. - Você estava fria, nunca sorria de verdade, ofendia a tudo e todos. Parecia uma versão da Madrasta da Branca de Neve com cabelo rosa. A morte de Mikoto te afetou mais do que o teme, não é?

- É. - Menti, não foi exatamente a morte de Mikoto que me fez mudar tanto.

- Por que se afastou de todos Sakura-chan? - Naruto deixou sua cabeça cair de lado, em uma mistura de curiosidade com tristeza. - Nunca mais vi alegria nos seus olhos, só magoa.

- Eu tive meus motivos. - Murmurei. - Acho que precisava de um tempo só para mim. Acabei exagerando um pouco.

Os olhos de Naruto desviaram para a cômoda ao lado de sua cama. Deixei um pequeno sorriso surgir no meu rosto. Ali estava um porta-retrato com a imagem de nós dois e Sasuke, com meu tio Kakashi logo atrás de nós. Vivíamos juntos, unha e carne. Era divertido, acredito que apesar de tudo eu tive uma infância agradável com aqueles dois brigões e barulhentos garotos. Eu dividia meu tempo entre eles e Ino e Tenten. Somente comecei a sair com Hinata anos depois, quatro anos atrás para ser exata, quando ela voltou de um internato na Suíça.

- Só para saber... - Falei. - Por que vocês não me contaram?

- Hinata não queria te incomodar. - Naruto olhou para o chão. - As coisas não aconteceram nas melhores situações possíveis.

- Sei como é. - Passei as mãos por meus cabelos. - Também perdi minha virgindade em uma situação um tanto tensa.

- Espera aí! - Naruto estendeu a mão no ar, em um estranho gesto de pare. - Você não é mais virgem Sakura-chan?

- Eu e Sai namoramos por um ano e meio, é meio obvio. - Falei.

- E depois ele assumiu ser gay.

Corei instantaneamente escutando a voz de Sasuke. Virei meu corpo, vendo-o escorado no arco da porta agora aberta. Suas mãos estavam dentro dos bolsos, os cabelos da mesma cor de sua camiseta cobrindo parcialmente seus olhos. Deus ele estava lindo! Internamente eu quis matar meu pai por interromper minha noite de quase sexo com ele. O Uchiha era o melhor nadador da escola, senão do país, eu sempre ia às competições de natação para representar o grêmio estudantil, e era muito gratificante vê-lo deslizar sobre a água – somente de sunga.

Coloquei-me de pé, só então me tocando do que ele dizia. Dei um tapa forte no seu ombro, recebendo um olhar raivoso de sua parte. Naruto nos olhava curioso, e eu tinha certeza que seu próximo comentário não seria nada agradável. É eu já fiz o que eu queria aqui, talvez seja a hora de ir embora. Peguei minha bolsa que estava sobre a cama e parei entre os dois.

- Você está me difamando imbecil. - Cerrei os olhos para ele.

- Só estou complementando o que você disse, rosada. - Ele sorriu de canto, da forma arrogante de sempre.

- Eu preciso falar com você. - Segurei sua mão, o levando para fora do local. - Até mais Naruto.

- Tchau Sakura-chan! - Naruto apareceu na porta.

- Espero que tenha captado meu aviso. - Olhei sobre meu ombro, focando os olhos no loiro no topo da escada, depois disse entre dentes. - Coisas de seu interesse estão em jogo.

Ele automaticamente fechou as pernas, forçando um sorriso. Homens, sempre preocupados com sexo. Suspirei, revirando os olhos. Minhas mãos empurravam Sasuke junto comigo até a saída da casa dos Uzumaki. Ele permanecia calado. Desviei meus olhos para o chão. Bom, talvez as coisas não tenham voltado a ser como antigamente. Também a culpa não era só do Uchiha, se alguém havia se afastado sem querer encarar as consequências havia sido eu.

Praguejei mentalmente por não ter trazido óculos de sol. Logo que chegamos aos portões a luz bateu diretamente nos meus olhos. Respirei fundo, andando com Sasuke ao meu lado pelos ladrilhos da calçada. Eu estava um pouco tensa, o que estranhamente fazia eu me desequilibrar sobre o par de saltos. Segurei o braço de Sasuke fazendo com que ele me encarasse parado a minha frente.

- O que você quer rosada? - Falou friamente.

- Nada demais. - Joguei meus braços ao seu redor, abraçando-o com força. Demorou um tempo, mas ele retribuiu o gesto. Era confortável ficar ali, principalmente se eu levar em conta que toda vez que eu me machucava eu corria para os braços dele quando criança. - Feliz aniversário, Sasuke-kun.

- Hn. - Sorri quando ele encostou o queixo na minha cabeça.

- Que horas vai ser a festa? - Cutuquei seu ombro de brincadeira.

- Eu vou viajar para a casa de campo, rosada. - Deu de ombros.

- Emiko está planejando uma festa surpresa, sugiro que vá para não arranjar maiores problemas.

Sasuke trancou a mandíbula. Sim, eu estava realmente certa. A vadia da atual Senhora Uchiha planejava fazer o aniversário de dezoito anos de Sasuke o mais inesquecível de todos, e não de uma boa forma. Ano passado ela fingiu que o encontrou bêbado com alguma meretriz na cama, mas até mesmo Sasuke não seria tão baixo a esse ponto. E outra coisa a mulher era loira, ele não gosta muito de loiras. Sasuke tinha o pior ser humano do mundo de baixo do mesmo teto, eu queria saber como ele conseguia suportar alguém tão irritante no lugar da pessoa - talvez a única - que ele amou na vida.

Não deve ser nada fácil ter aquela mulher como madrasta. Depois de tudo que ela causou para Itachi e Sasuke, Fugaku ainda acreditava que ela não era culpada de nada. Só de encarar os olhos azuis foscos dela, eu sentia um arrepio na espinha. Ela negaria até a morte, mas foi por sua total culpa que Mikoto estava morta. Sasuke não viu as coisas acontecendo como eu, mas ele tinha um ótimo sexto sentido. Talvez venha do fato de ele ter caído da escada, "sem querer" como ela alega até hoje. Mas de algo eu tenho certeza, saltos Alexander McQueen não surgem do nada.

- Quem vai estar lá? - Sasuke perguntou, segurando um suspiro.

- Boa parte das pessoas que você odeia, incluindo meu ex-namorado. - Revirei os olhos. - Sua querida sobrinha, vomita, Karin também está na lista de convidados. Acho que as únicas pessoas que se pode chamar de agradáveis serão Naruto e Hinata.

- E quanto a você? - Perguntou.

- A mim foi incumbida a função de te distrair pelo resto do dia e fazê-lo vestir um terno até as oito da noite, quando eu tenho que te levar para o New York Bar.

- E se eu não facilitar? - É, Sasuke deve conhecer bem sua família, porque sempre existia um "plano b".

- Você pode ir para sua casa, e dar de cara com sua vadia preferida. - Sorri arrogantemente inocente. - Porque se tem algo que ela e sua querida tia têm em comum, é o fato de adorar abrir as pernas para os Uchiha.

Ele franziu levemente o cenho e eu não sabia dizer o porquê daquilo. Nossos passos mal ecoavam pela calçada, tudo isso devido ao trânsito turbulento de Tóquio. Lá estava eu, sendo arrastada por Uchiha Sasuke, como nos velhos tempos. Sem dúvida alguma essa semana estava cheia de Déjà vu. Aquilo já chegava ao extremo do ridículo, eu estava com dezessete anos e fazendo os mesmos atos de quando tinha catorze, onde está a parte de evoluir e amadurecer?

Tóquio sempre foi meu lugar preferido no mundo, e não era só porque eu nasci ali, ou pela enorme tela de HD com a minha imagem representando as empresas H&U por todos os lugares. A modernidade simplesmente me fascinava. Como aquela cidade poderia ser tão moderna e ao mesmo tempo possuir lugares rústicos cheios de cultura? Diversidade, provavelmente era isso que eu gostava nas coisas, e era isso também o que mais havia em mim. São poucas garotas que entendem de Moda e Música, não se você levar em conta que música sempre foi um assunto que é ligado aos homens.

Eu estava frustrada com toda essa coisa de voltar aos velhos tempos. Não era isso que eu queria. Eu mudei completamente de vida e, apesar, de eu ser considerada uma pessoa melhor agora, se formos levar em conta as drogas e o álcool, todos as pessoas ao meu redor preferem meu "eu" anterior. Eu não tinha noção se ignorava, seguindo o que eu achava certo, ou ao contrario, os ouvia, vendo o que há de tão errado com essa minha nova versão. Às vezes eu sentia-me tão confusa comigo mesma que somente desejava ter um futuro traçado, sem precisar pensar no que fazer quando problemas surgissem.

Naquele momento eu percebia que as leis da física não se aplicavam apenas a ações e reações, como jogar uma bola para o alto e depois a mesma cair no chão. Não, não era somente isso. Tudo se aplicava as pessoas também. Eu fugi desde que me conheço por gente, sempre estive fugindo de tudo e todos, me escondendo dos meus problemas e criando outros maiores, sentindo-me por tantas vezes magoada, confusa e incompleta. Tudo isso porque estive fugindo doverbo crescer. A prova disso eram coisas antigas e há tanto esquecidas me rodeando por agora. Por mais que eu soubesse que o meu maior segredo viria à tona, eu não conseguia contá-lo, porque minha fraqueza ficaria evidente e eu não queria admitir para mim mesma que se minhas escolhas tivessem sido outras, as coisas estariam melhores agora.

No momento eu não tinha a menor ideia de para onde Sasuke estava me levando. Ele simplesmente pegou minha mão e me arrastou da casa de Naruto atravessando toda a Tóquio. No futuro eu tenho que aprender a medir minhas palavras. Droga! Eu sequer sabia por que eu me importava! Ele era meu primo, "meio-primo", mas parente da mesma forma. Não deveria me meter na sua vida sexual. Itachi também era meu primo e ex-namorado e eu tinha uma ótima relação familiar com ele. Sasuke era só um idiota que pegava a carne quando ela se jogava em cima dele, caso a vida dele fosse estragada por uma gravidez "não intencional" o problema deveria ser todo seu, eu não tinha o direito de ficar irritada.

A quem eu queria enganar no final das contas? Revirei os olhos mentalmente. Quando eu namorei Itachi foi por toda aquela atração por ele ter me salvo de um estupro. Já Sasuke... Nós fomos o que se podia chamar de amigos, saíamos juntos, nossas famílias se conheciam e um dia eu gostei dele. Com catorze anos você não pode saber o que é amor, eu com dezessete mal sei direito o que é isso. Gostar e amar são coisas muito diferentes, são ligadas por uma linha fina demais, praticamente invisível. Toda garota tem uma queda por um primo, desde que possua um primo bonito, mas no momento que você lembra que é filho do seu tio/tia, que veio do mesmo lugar que um de seus pais e, acima de tudo, possui o mesmo sangue que você... Quando esse tipo de coisa acontece, sua perspectiva muda. Assim como a minha mudou.

Meus olhos começaram a analisar melhor o lugar onde eu estava, tentando assim, me distrair dos meus próprios pensamentos. Era claro que estávamos em uma parte calma da cidade, ali não se podia ouvir o som de buzinas ou gritos de motoristas frustrados. Olhando para as árvores com poucas folhas, todas em tons alaranjados, as crianças correndo na rua sorrindo com seus amigos e animais de estimação, as casas simples e com cores em tons aconchegantes. Era tudo tão familiar, o lugar onde sem dúvida toda mãe sonha que seu filho cresça saudável e em segurança, tão magnificamente sutil que te da vontade de ficar naquele mundo paralelo para sempre.

Muitas vezes ouvi dizer que um sorriso pode mudar o seu dia, e vi que isso era verdade quando uma garotinha andando de mãos dadas com sua mãe e um cachorro fofo ao seu lado, curvou seus lábios, mostrando-me os dentes que faltavam em seu sorriso. Não tinha a menor ideia do motivo de Sasuke ter me trazido para um lugar daquele tipo, ou o que ele fazia ali, mas pela primeira vez depois de muitas coisas não muito agradáveis que me aconteceram eu me sentia em paz. No último lugar que eu esperava, com a última pessoa que um dia eu imaginei trocar uma dúzia de palavras novamente.

Meus pés já estavam doendo, caminhávamos por mais de vinte minutos e eu estava sobre um scarpin com salto agulha. Foi então que eu finalmente notei onde Uchiha Sasuke estava indo. Fui tola por não ter notado tudo isso antes. Havia uma enorme pracinha com escorregadores, balanços e gangorras, árvores frutíferas por toda a parte, e eu sabia que dali a cerca de três quadras era a casa dos seus avós maternos. Mikoto vivia nos levando ali, as partes felizes da minha infância conturbada sempre ocorreram quando eu estava do lado da morena.

Diferente do que imaginei a poucos segundos atrás, nós não estávamos indo para casa de Aoshi e Nadesico, o objetivo final daquela caminhada era mesmo a praça infantil. Sasuke levou-me até um dos bancos de madeira antiga, sentando-se perto de uma macieira, hesitante juntei-me a ele. Meus olhos estavam focados em minhas mãos, pousadas sobre meu colo, o vento balançava as folhas das árvores fazendo o mesmo com meu cabelo que estava mal preso em um rabo de cavalo baixo. Não sabia o que dizer, então falei o que primeiro veio em minha mente.

- Por que me trouxe aqui?

- Lembra-se do que lhe disse na casa de campo? – Respondeu-me com outra pergunta. Seus olhos vagavam pela paisagem, ele parecia entediado, sem se importar muito com as crianças correndo e gritando à nossa frente.

- Você disse: "Então me faça te conhecer". Mas não nos falamos desde a ligação do meu pai.

- Toda sua vida você criticou Karin, e eu não estou a defendendo, mas por sequer um segundo parou para pensar que às vezes você age de pior forma que ela? - Seus olhos focaram nos meus, e pela primeira vez na minha vida eu o vi como realmente era.

- Sim. - Assenti. - Não irei lhe dizer que sou a pessoa mais correta do mundo, você sabe bem como meu passado pode ser obscuro, mas a vida nos molda e eu não sou mais a mesma garotinha sorridente que achava horrível menores de idade ingerirem álcool e que perdia tempo com sonhos impossíveis. Estranhamente, agora eu posso ser uma vadia quando quero.

- Seis anos atrás eu jamais acreditaria que a garota que vivia gritando nos meus ouvidos: "a vida é feita de sonhos", falaria algo desse tipo. - Debochou.

- As pessoas mudam Sasuke, às vezes para melhor, e outras para pior.

- Por mais que você tente ser outra pessoa, no fim sempre acaba como você mesmo. Não acredito que o que tenha te feito mudar foram as drogas ou mesmo seus pais.

- O que acha que foi então?

- É algo que eu me questiono até hoje. - Ele passou as mãos pelos cabelos, acendendo um cigarro em seguida.

- Eu posso ser uma caixa de surpresas quando quero. - Virei meu corpo na sua direção, deixando uma das minhas pernas deitadas sobre o banco. - Sabe por que eu mudei minha maneira de me vestir, deixando todas as roupas escuras e calças rasgadas? Eu quis ser feminina Sasuke, usar algo que eu gostasse e ao mesmo tempo me fizesse sentir como se eu fosse uma mulher. Só depois dessa pequena mudança que os caras que um dia eu gostei começaram a me notar.

- Você se tornou uma vaca só para ser notada? - Ironizou. - Não esperava tanto de você.

- Eu me tornei uma vaca porque estava cansada dos outros pisarem em mim, admita Sasuke, a menininha meiga sempre se ferra no final da história, sou muito velha para acreditar em contos de fadas.

- Talvez seja isso que falte em você. - Ele me olhou pelo canto do olho. - Esperança.

- Talvez. - Murmurei fitando minhas mãos. - Mas quando você perde algo é quase impossível o conseguir de volta.

- Só os fracos desistem rosada.

- Então sugiro que me ensine a ser forte, porque eu jamais soube o que é isso.

Olhei dentro dos seus olhos negros, tentando lhe mostrar todo o caos que sempre esteve presente em minha vida. Como só meu pai me fazia chorar, minha mãe não se importando comigo, as inúmeras vezes que eu cai e não havia ninguém para me ajudar a ficar de pé, as diversas vezes que fui esquecida na saída da escola, as reuniões escolares, a antiga ingenuidade que agora se tornou em desconfiança, a raiva e desprezo que sentia por mim mesma, só por ter estragado a vida de todos que amo.

Por toda minha vida eu me mascarei, escondendo de todos o quanto odiava a mim mesma. Depois de ser tão humilhada, você acaba fazendo isso com os outros para que eles não tenham coragem de fazer isso com você. Eu sempre soube disso, por diversas vezes fui parar no hospital por perda de sangue, causada por mim mesma ao cortar meus pulsos. Eu tinha melhorado no sentido de largar as drogas e parar de me mutilar, mas em compensação eu deixei para trás tudo que era bom em mim. O ruim daquilo tudo, era que sem sequer perceber, Sasuke estava esfregando minha insanidade bem na minha cara.

- Se você conseguiu parar com os seus antigos vícios também é capaz de conseguir ser um pouco mais viva. Só basta querer. - Arregalei os olhos com suas palavras.

- E o que sugere?

- Em primeiro lugar pare de se lamentar, é extremamente irritante.

Assenti levemente com a cabeça, deixando um pequeno sorriso de gratidão surgir no meu rosto. Sasuke ficou de pé, só então fui capaz de perceber que já havia anoitecido. Imitei seu gesto, levantando um pouco a cabeça para encarar seus olhos. Lá estava ele, ao meu lado, e acima de tudo, eu permitia isso. Como se toda a dor que eu senti fosse esquecida, um recomeço. Suspirei, ainda éramos uma família, eu lhe daria essa proximidade, só que, diferente da última vez, eu teria cautela. Amizade, talvez companheirismo, mas não passaria disso.

- Para onde pretende ir agora? - Perguntei, enganchando meu braço no seu, com o cair da noite a temperatura diminuira.

- Sempre passo meu aniversário com meus avós, vamos ficar um pouco lá e depois seguimos para a comemoração. - Ele me olhou de soslaio. - Espero que não haja mais surpresas.

- Nenhuma, ao menos no meu conhecimento da situação.

To Be Continued...


N/a:

Meus amores, mil perdões pela demora! Eu tenho ótimos motivos, e espero que esse e o próximo capitulo compensem! Eu estava realmente doente na semana anterior, por sorte eu não tive aula, mas fiquei o tempo todo na cama, e os remédios estufavam meu estomago me impedindo de comer. Foi horrível! Eu até tentei escrever, mas a enorme dor de cabeça me impedia, para terem ideia esse capitulo foi reescrito cerca de três vezes. Só essa semana algo decente saio, e admito que me apaixonei imaginando cada momento dele.

Fiquei triste por não ter mais episódios de Glee para mim assistir, a segunda temporada acabou e eu não sei quando começa a terceira, se for como Vampire Diaries é só em setembro. Foi Glee que me impediu de surtar nesses dias de doença. #Fato. A segunda temporada de Gossip Girl não é tão boa como a primeira, na minha opinião, mas como eu vi na teve acabo um teaser da última temporada a curiosidade me bateu e eu vou voltar a olhar. Na realidade só não estou o fazendo para terminar esse capitulo.

Vocês descobriram boas coisas nesse capitulo, Sakura já namorou Itachi e Sai, sendo que descobriu que o último é gay. Trágico. Esclarecendo suas frequentes perguntas, Sasuke e Sakura já se envolveram no passado, mas em que situações vocês terão que descobrir futuramente. Sakura era muito ligada a Mikoto e Kushina. A festa de aniversário do Sasuke promete. Muahahahaha. Prometo postar segunda ou terça-feira o próximo capitulo, as reviews do último capitulo superaram minhas espectativas, se ocorrer o mesmo nesse capitulo podem ter certeza que superará as 11 paginas do capitulo anterior.

Bom é isso, espero que tenham gostado, e please, colaborem com as reviews.

Beijos

Sami

N/b:

Hey people! Capítulo cheio de emoções e revelações! Tenho certeza que todos estavam ansiosos para saber o que ocorreu depois do telefonema do pai da Sakura...humm, por falar na família da Sakura, foi só eu ou vcs também perceberam que eles andam bastante diferentes?

É, parece que a aproximação entre o Sasuke e a Sakura está sendo ótima para a rosada...talvez assim ela consiga encontrar o equilíbrio entre as qualidades do passado e o seu planejamento para o futuro. A rosada está em um momento de total conflito interno...mas isso pode ser bom quando ajuda no amadurecimento!

Pleaseeeeeee mandem reviews, eles são muitíssimo importantes!

Beijos

Bella


Reviews:

Fernanda: Gatinha eu concordo com você sobre o pai da Sakura, ele é muito idiota pelas palavras que disse para ela, a quase rapidinha pode-se recuperar, mas aquelas palavras brutas são difíceis de se esquecer. Ainda bem que você gostou do capitulo anterior, porque apesar de ter gostado eu fiquei um pouco insegura com o que os leitores achariam. É a casa de campo acabou sendo deixada de lado, a Sakura ficou sabendo que as coisas piorariam ainda mais se ela não voltasse logo para casa, e conhecendo o pai dela e o Fugaku preferiu voltar. Eu amo isso neles, e acho que as coisas só vão melhorar com essa aproximação, tipo eles se conhecem desde as fraudas, mas nunca se conheceram internamente. São dois cabeças duras cheios de arrependimentos, mas as coisas só estão começando a se esclarecer, tem muito para ser mostrado. Kk' Fico feliz que tenha gostado gatinha, mas me diz, o que achou desse capitulo?

Paty: Muitíssimo obrigada gatinha, todo elogio é mais do que bem vindo! Não foi só você, todas nós, faz de SasuSaku ficamos fulas com o final desse capitulo, maldita hora para ligar. Eu amo Nothing eles Matters do Metallica, acho uma música profunda e romântica, no meu ponto de vista combina com eles, principalmente com o Sasuke. Realmente espero que tenha gostado desse capitulo, apesar de tudo ele ainda está lá apoiando ela. E ai o que achou?

Luu: Realmente desculpe-me pela demora gatinha, tive inconvenientes. kk' Sei como é, não se preocupe com próximas atualizações, agora vai ser postado com mais frequência. Frustração encheu todos no final do capitulo passado, espero que tenho atingido as suas expectativas. Mas me diga, o que achou?

Mari: Nossa que empolgação! Ler todos os capítulos em um mesmo dia, isso prova que você realmente gostou, modéstia parte os capítulos são enormes, e você deve ter tido muita paciência para ler todos. Eu admito que já fiz isso com outras fics kkk' Nossa uma fã! Que honra *-* Meu objetivo é mostrar como uma pessoa possui várias faces, principalmente o Sasuke. Saber que você está gostando me deixa realmente contente, principalmente porque eu tento botar tudo o que acho legal e ruim em um cara nele, uma forma de equilíbrio, sabe. Bom, realmente espero que tenha gostado desse capitulo assim como os anteriores, faço o meu melhor para agradar a todos. Kk'

Mari: Você não tem ideia de como elas ajudam, é meio que como um pagamento pelo que eu escrevo. Com poucas reviews eu vejo que não estou me saindo muito bem e tento melhorar para que elas aumentem, fico feliz que tenha deixado a sua. Kkk' Você está certa sobre isso, a separação dos dois foi difícil, mas não foi somente por causa dos pais da Sakura teve muita coisa a mais, mas ela não disse para ninguém o porque exatamente disso. Kk' Algumas coisas sobre o Naruto e a Hinata ficaram entre eles, mas ele deixou algo escapar nesse capitulo. Realmente fico contente que tenha gostado, mas me diz, o que achou desse capitulo?

Taiih: Respira, inspira, relaxa. Kk' Bom, tenho que admitir que eu cogitei a ideia de escrever uma fic sobre riquinhos e esnobes, mas não é como se eu fosse conseguir, tipo eu não consigo ler fics assim e geralmente o tipo de coisas que eu leio e escrevo são um tanto similares. Kkk' Taiih fico feliz em saber que superei suas expectativas, espero continuar com isso, porque tem muita coisa bolada na minha cabeça. Kkk' A Ino e a Sakura são duas safadas, e a Tenten entra junto nessa, pode ter certeza. O Naruto e a Hinata são o casal muito fofo, que eu adoro, particularmente, só perde para SasuSaku nos meus preferidos. E acredite, todos ficaram surpresos pela Hinata não ser mais tão pura. kkk' É as coisas pegaram fogo capitulo passado, admito que fiquei com muita raiva do pai da Sakura, eu fiquei tão empolgada escrevendo aquele hentai, me senti uma grande pervertida e tudo mais, mas o pai da Sakura pareceu gostar da ideia de tirar o que todas nós mais queríamos. Eu não trabalho ainda, porque só completo 16 dia 9/8, mas eu leio na escola também, hoje eu tava lendo a Biografia do Kurt Cobain *-* Eu quase chorei também, tive que morder meu lado e mentir que era por causa do frio kkk' E apresentei um trabalho sobre Shakespeare, foi muito legal, adoro falar sobre meus ídolos. \o/ Assim como você eu achava yuri/yaoi muitas vezes nojento, mas isso foi antes de eu entrar na adolescência, hoje em dia tenho muitos amigos gays e lésbicas kkk' O Itachi ainda vai aparecer bastante, eu amoo muito ele também, não gosto quando fazem dele o vilão, mas como completo mocinho também não fica legal kkk' Se tem um casal que eu amo em GG e B&C, gosto bastante da Taylor Momsen, a Little J tem um pouco da Sakura nessa fic, meio revoltada, só que a Sakura tem motivos e ela não, mas o fato de correr atrás do seus objetivos, eu amo isso nela, que é uma coisa em comum com B&C também. Kkk' Você já tinha me dito uma vez, mas eu adorei saber que gosta do meu jeito de escrever, eu ponho muito de mim nos textos, as vezes eu entro tanto na mente do personagem que demora algum tempo para me desligar dele. ;p Sim, vai ter muitas senas calientes, super hentai/ero pela frente, sabe neh EU AMO MUITO TUDO ISSO kkk' Se quiser ler minhas outras fics, fique a vontade, algumas estão um pouco atrasadas, mas eu to fazendo o máximo para atualizar logo. Curiosidade é outra coisa que temos em comum então kkk' Muito obrigada pelo elogio viu, e você é uma das poucas a acertar minha idade, pelo FF acharam que eu tinha tipo trinta, kkk', mas pelas fotos da para ver mais ou menos quantos anos eu tenho, é 15 e 16 em agosto como eu tinha dito antes. Kkk' To te seguindo no seu tumbler também, eu amei *-* E você é super gata gatinha (?) kkk'. Bom, espero que você tenha gostado desse capitulo, vou dar meu máximo para não demorar muito com a postagem do próximo.