N/a: Sugestão: Dream On – Aerosmith. LEIAM A N/A!


Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado

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Capítulo Catorze

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Little Peace Of My Dark Past

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Quando você está perdido e inseguro, não sabendo como agir, ou onde estar, apenas esperando ser encontrado; feche os olhos e descubra quem você é, o que você é e o que quer ser. Porque quando se está jogado no chão você descobre como se achar. Você se encontra.

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1° de Agosto de 2008

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Hinata e eu estávamos andando calmamente pelo pátio da escola, a morena estava à procura do namorado. Ela dava passos leves, segurando a minha mão enquanto atravessávamos o enorme terreno da Konoha High. Eu gostava do brilho nos olhos dela, parecia uma pequena luz que acabava por inundar todo o resto do seu ser. Apesar do caos que ocorreu na festa de caridade, e logo após, no aniversário de Sasuke, dava a impressão de que as coisas estavam bem, ao menos para Hinata.

Todos os dias, pelo que ela tinha me contado, Naruto arranjava um jeito de ficarem juntos. Hiashi e Hayami (pais de Hinata) conversaram com Minato e Kushina, tentando estabelecer uma solução para o problema da mídia. De alguma forma eles acabaram convencendo uns aos outros como o relacionamento dos filhos era bom, e não só para os negócios como para a convivência familiar também. Ainda me pergunto em que ponto as coisas chegaram a isso.

Era idiota, mas eu estava meio hesitante, não por encontrar Naruto, mas sim por saber que Sasuke estaria com ele. Eu me sentia estúpida. Acabamos de ter uma conversa adulta e eu me sentindo temerosa com a sua presença. Questiono-me o porquê disto. Só sabia que a agonia no estômago era insuportável, irritante demais. Meus dedos se mexiam de forma inconstante, eu mordia meu lábio até doer, não conseguia parar quieta.

- Droga, não consigo achá-los. – Hinata praguejou. – Você tem alguma ideia de onde eles possam estar?

- Acho que sim. – Dei de ombros, puxando-a para o prédio azul na parte norte da escola.

Atrás do prédio onde ficava o primário, havia um enorme muro de tijolos a vista, um lugar totalmente isolado e monótono, com um bocado de grama no chão e árvores grandes em volta. Era lá que eu costumava passar os intervalos. Sempre dávamos um jeito de descolar álcool e maconha, você sabe, algo como passar o tempo todo brisando. Eu só esperava que Hinata e Naruto não estivessem entrando nessa vida, ou já permanecessem dentro dela. Porque, cá entre nós, quando você entra é quase impossível de sair.

Normalmente não gosto de pensar sobre isso, tenho medo de acender a chama da tentação. Mas... Era divertido ficar ali, em estado de meia lucidez, a maconha fazia com que você abrisse a mente e se chocasse com outros pontos de vista. Não se fechando aos círculos de ideias que foram postas em sua cabeça desde criança, que não lhe permitiam aceitar opiniões que as contestassem. Sem dúvida foi à droga mais leve que eu usei, mas ainda sim, eu preferia me manter distante.

Hinata se mostrava aflita ao meu lado. Acredito que assim como todos os outros estudantes, ela ouviu falar sobre o lugar onde eu estava a levando. Sempre houve más línguas questionando o que os alunos faziam ali. Foram poucas que acertaram, porém existiam uma dúzia ou mais de questionamentos perturbadores. Apertei a mão da morena de leve, lhe lançando um olhar calmo.

O máximo que ocorria ali atrás eram alguns amassos e alguns pegas na maconha, nada realmente grave. Foi engraçado quando eu voltei do meu tempo na Europa, depois de Veneza, Londres e Munique. Em primeiro lugar todos se questionavam porque eu não havia aparecido na escola, ninguém tinha noção disso. Meus pais sequer disseram para minha família onde eu estava. Depois veio o choque. A menina que foi nunca seria a mesma que voltou.

Meus cabelos estavam meio curtos quando eu fui para Europa fazer a reabilitação na Alemanha e na Inglaterra, minhas roupas eram escuras e o comportamento era insurgente. De repente a ovelha negra se mostrou a menina de ouro. Quando eu coloquei os pés na escola, com o uniforme completo e justo no corpo, o rosto levemente corado e os olhos cobertos somente de mascara para cílios, o salto agulha sem dúvida foi de matar, bem, a soma de isso tudo foi o caos. Os comentários, de longe, foram bem mais abusivos que os de hoje.

Naquele dia havia três garotos encostados em uma Mercedes prateada – Sasuke, Neji e Gaara – todos conversando alegremente com um som pesado saindo do carro. Quando uma das limusines do meu pai chegou, parecia que o silêncio vinha junto dela. A primeira pessoa a sair foi a menos esperada, Uchiha Itachi, que por acaso tinha se formado semanas atrás naquela mesma escola. Sua presença não fazia sentido, afinal, Sasuke não poderia ser o motivo, eles mal se falavam.

A mão do primogênito Uchiha havia se estendido, sendo pega pela minha. Alguns dizem, até hoje, como eu parecia uma pessoa que lutara para sair do inferno. Foi uma bela comparação com o meu estado real naquele momento. Eu estava praticamente morta por dentro. Quando Itachi soube, como o único amigo lícito que eu tinha, pediu aos meus pais para me levar até a escola. Até mesmo ele tinha se chocado com a minha nova eu.

O moreno de cabelos longos me puxou para um abraço, bem fora do comum. Ele tinha sussurrado no meu ouvido que qualquer coisa que acontecesse era para informá-lo. Ele estaria do meu lado independente da razão. Lembro-me de ter lhe sorrido fracamente, retribuindo o abraço e recebendo um beijo na testa como sinal de gratidão. Eu possuía o conhecimento de quê, caso eu necessitasse, ele realmente estaria ali. Mas existia um grande porém, se eu não me erguesse só, eu jamais o faria ao redor dos outros. O mais importante naquele momento foi mostrar para mim mesma como eu poderia ser forte, aguentar sem me escorar em ninguém. Possuir minha própria e exuberante força.

A parte mais difícil, sem dúvida alguma, foi passar reto por Sasuke, sem sequer fitá-lo. Eu continuava magoada, talvez houvesse um fundamento, ou não, mas isso não me impedia de vê-lo como um dos vilões da história. Depois da conversa frívola que eu tive com minha mãe em Veneza comecei a ver tudo de um modo bem peculiar. Sem confiança ou afeto. O modo rígido das coisas, um tanto fantasiado para os outros. Qualquer um por fora da situação pensava que eu havia me tornado em alguém fútil e sem valores, presa em um mundo cor-de-rosa, mas não tinham noção das entrelinhas dentro disto.

Andando em direção ao lugar que eu costumava frequentar diariamente, eu vi como enormemente havia mudado. All Star trocados por sapatilhas, calças por saias, sorrisos por olhares, todos os padrões tinham mudado. Eu tinha mudado. O mais engraçado e absurdo de tudo era o fato de eu não ser nenhum dos tipos de pessoa que um dia aleguei ser. Haruno Sakura era desconhecida dela mesma.

Hinata estava centrada nos seus pensamentos, mas, assim como ela, só agora percebi que finalmente havíamos chegado. Os olhos azuis claros dela procuravam atentamente Naruto, acho que ela desejava que ele não estivesse ali. Não era exatamente um local agradável do ponto de vista dela.

Nada tinha mudado. As paredes continuavam com os tijolos expostos, o cheiro de tabaco misturado ao do baseado, às pessoas no mundo da lua, a tensão sexual. Fora os que foram se formando ao longo dos anos, todos que andavam comigo um dia estavam ali. Tenten, Ino, Sasuke. E eu sentia algo ruim ao vê-los daquela forma tão decadente. Neji, Gaara e Naruto também estavam ali. Os seis passavam um beck de mão em mão, cada um fumando um pouco.

Os olhos sem foco e pensamentos ao longe. Hinata não se mostrava muito feliz com a cena, apesar de Naruto não parecer muito chapado e estar fumando um cigarro comum. Franzi de leve as sobrancelhas. Ino tinha me visto, assim como Tenten, ela sorriu para mim, me chamando com as mãos. Eu apenas acenei com a cabeça, encarando Hinata.

- Você vai ficar aqui? – Perguntei.

Ela suspirou e depois me respondeu.

- Espero que não.

- Eu vou indo, ok?

- Hai.

- Hei Sakura-chan, não quer se juntar a nós? – Ino falou sorrindo.

- Não, obrigada. Tenho algumas coisas para resolver antes que o intervalo acabe. – Dei de ombros, não conseguindo sorrir.

- Tem algo haver com o seu novo príncipe encantado? – Tenten perguntou rindo. – Fico me questionando quem vai ser o gostosão da vez.

- Não é nada relacionado a isso. – Lhe respondi. – Nada de homens por enquanto.

- E mulheres? – Naruto perguntou, ainda analisando Hinata que ia até ele.

- Sem relacionamento. – Eu disse. – Se me derem licença.

Enquanto caminhava de volta para o pátio verde, tateei meus bolsos a procura do meu celular. Coloquei os fones de ouvido, deixando que a melodia calma entrasse na minha cabeça. Parecia que todos estavam preocupados com aquilo. Quem seria meu novo namorado, se eu voltaria a andar com Sasuke, se eu mostraria ao mundo mais uma das coisas erradas que fiz no passado. Tudo isso me atormentava, irritava e me fazia querer sumir.

Talvez nem seja o fato de ter um relacionamento, ou as pessoas me questionando infinitas vezes sobre minha vida. O meu real problema deve ser a ilusão que eu vivia antes, digo, a espera incógnita de um verdadeiro amor e a falta de atenção. Eu não queria ficar mostrando minhas fraquezas para o mundo inteiro. Além disso, tinha a soma da vida dos meus pais. As traições constantes por parte de Otou-san, o que acabou gerando no meu nascimento. As diversas vezes que eu o escutei dizer "eu te amo" para Akane, e jamais vi uma pitada de verdade nos seus olhos.

O pior de tudo, havia meu coração partido, a dor de perder algo que nunca se possuiu. O borbulhar no estômago, a amargura da mágoa no peito e as lágrimas nos olhos. Eu queria ficar o mais afastada possível de todas essas sensações. Eu desejava ser independente. Ficar sozinha para pensar, questionar-me e por minha vida em ordem. Colocar o passado para trás, olhar para o espelho e me ver, não o que os outros almejam encontrar em mim.

No fundo o que eu precisava era de terapia. Revirei os olhos. Ultimamente eu estava bipolar demais e isso me estressava.

Mordi o lábio olhando as pessoas através dos óculos de sol. Eu me questionava inúmeras vezes sobre a mesma coisa. Qual era a conflitante razão de tudo estar tão demasiadamente diferente? Não só para mim, mas minha família em si. Akane estava quase chegando aos quarenta e estava grávida, o que é raro ocorrer. Papai, apesar de continuar com sua forma bruta, parecia um pouco mais calmo e feliz. O mais impressionante era que eles me chamavam para entrar nessa onda de mudanças abundantes.

Ontem, Okaa-san tinha me falado os nomes que ela daria para o bebê, caso fosse menino ou menina. Eu realmente gostei daquilo. Das risadas folheando as revistas, da tarde tranquila assistindo filmes de época que ela havia locado, de Tsunade sentada conosco no sofá contando como minha mãe era quando pequena. De longe foi uma das melhores coisas que fizemos juntas. Eu sentia agrado nisso tudo. Mas também existia o medo de que nada daquilo fosse verdade, e principalmente, que eu acabasse fraquejando.

Otou-san tinha chegado tarde, segundo ele houve um compromisso que não poderia faltar em pleno domingo. Nós aceitamos a desculpa esfarrapada, vendo-o subir as escadas irritado e com o cenho franzido. Durante o jantar ele olhava para seu prato crispando as sobrancelhas, como se alguma outra coisa estivesse a sua frente, bem distante de um prato de comida.

Kushina também havia me visitado esse fim de semana, ela e Okaa-san trocaram informações estranhas sobre gravidez. Eu nem gostava de lembrar. Foi um fim de semana relativamente calmo, sem nenhum estorvo a vista.

No sábado pela manhã, quando eu estava nadando na piscina coberta, nos fundos da casa, Tsunade me contou que Emiko tinha aparecido lá. A mulher de Fugaku sempre tentou formar laços com meus pais, mas, por algum motivo, nunca conseguiu realmente. Mamãe não gostava dela. Só a tratava bem por causa da etiqueta. Já eu preferia manter sua presença o mais longe possível da minha. Eu sabia das coisas horríveis que ela havia feito. Qualquer um que abaixasse a guarda para ela acabava ferido.

Quando Mikoto faleceu, era uma tarde chuvosa e ela tinha me pedido para ir a sua casa, quando eu cheguei lá ela estava discutindo com alguém. Permaneci distante até que ela notasse minha presença. Ela se mostrou aliviada ao me ver. Fora meus pais, só ela sabia que eu tinha ido me reabilitar. Nós tivemos uma longa conversa, eu lembro tão bem de suas palavras que às vezes chego a escutar sua voz nos meus ouvidos. Um dos seus avisos mais importantes foi para tomar cuidado com Emiko, ela não era quem parecia ser.

Passei as mãos pelos cabelos, sentando-me em um banco banhado pela sombra de um velho carvalho. Deixei minha cabeça cair para trás, escorando-a no encosto do banco de madeira. Eu sentia falta de Mikoto. Nós tínhamos um relacionamento bem mais profundo do que o que existia entre Tsunade e eu. Eu nunca a vi como só uma tia ou amiga, ela sempre se encaixou no papel de mãe na minha vida. No seu enterro ninguém chorou, parecia algo de família a negação de fraqueza e sensibilidade. Ela faleceu cerca de um mês depois que eu voltei. Eu assistia tudo de longe, em uma grande elevação de terra metros ao sul do local.

Agora me parece absurdo, mas neste dia em especial, quando todos aderiram às vestes negras, eu usava branco. Um vestido que ia até meus joelhos e cobria toda a extensão dos meus braços. Sentada sobre um túmulo eu chorava, com as mãos no rosto e os cabelos esvoaçando ao vento. Era estranho saber que jamais a veria e nada seria como antes. Tudo tinha mudado.

- O que estava fazendo, rosada? – Não levantei meus olhos, eu sabia que era Sasuke que tinha parado na minha frente, impedindo que os raios de sol tocassem meu corpo.

- Nada. – Respondi em um murmúrio.

Eu sentia seus olhos me analisando atentamente, procurando o motivo de minha quietude. Ele já havia me dito uma vez que isso sempre me denunciava. Porém, nos últimos dias, o silêncio era freqüente por minha parte. Ele já deveria ter se acostumado.

Sasuke sentou-se ao meu lado. Eu continuei do jeito que estava - ainda conflitando interiormente. Parentes, amigos, amantes, inimigos e amigos de novo. Uma coisa que eu jamais entenderei era o que Sasuke e eu somos. Eu me sentia cansada de todos esses debates e procuras de respostas que nunca conseguiria encontrar. Só queria não pensar em nada, relaxar. Mas não podia conter minha curiosidade.

- Sasuke. – Ele me encarou. – Você continua com os mesmo hábitos ilícitos de antes?

- Depende de qual você está se referindo.

- Vícios. – O encarei pelo canto do olho.

- Alguns. – Sasuke não se mostrou muito interessado no assunto.

- Vamos mudar o ponto de vista. – Falei. – Você continua com quais vícios?

- Álcool, maconha e cigarros. – Ele disse. – Quem usava as piores coisas sempre foi você.

- Eu sei. – Suspirei. – Só não gostei de ver todo mundo chapado lá trás. E eu já estive ali. Eu me sinto perturbada.

- Não tem por que. – Me encarou. – O pior efeito da maconha é a perda de memória recente.

- É.

Os fones de ouvido tinham caído das minhas orelhas, ficando pendurados no meu pescoço. Meus cabelos agora secos balançavam com o vento, deixando-os mais revoltos que o normal.

- O que anda acontecendo com você?

- Eu não sei. TPM, talvez. – Lhe respondi. – Só ando com as minhas emoções um pouco descontroladas. Acho que é muita coisa acontecendo.

- Isso é por causa do Sasori ou dos seus pais? – Questionou-me. Ele estava com o cotovelo sobre o encosto do banco, e a mão brincando com os fios negros.

- Um pouco de tudo. – Mordi o lábio, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. – No fundo eu sei que é uma mistura disso com medo.

- Medo de quê, rosada?

- Medo de decair, voltar a fazer tudo errado outra vez. Eu não quero voltar para Europa, que agora, infelizmente, só vejo como um centro de reabilitação. Ou ouvir meu pai me comparando com minha mãe. – Fechei os olhos, abrindo-os segundos depois. – Não quero perder todo mundo de novo. Nem você.

Ele permaneceu quieto, me reconhecendo pelo seu emudecer. Diferente das muitas outras vezes que eu me deparei com a realidade, naquele momento eu não desejava chorar. Foi como se eu estivesse dizendo para mim mesma qual era a merda do meu problema. Eu não sabia o que queria, o que fazer, ou qual a minha motivação para levantar da cama todos os dias. A única coisa que eu tinha certeza era o anseio de não abrir mão de nada.

- Você não vai. – Sasuke passou o braço por meus ombros, e nisso, eu envolvi seu torço, escorando minha cabeça em seu peito.

- Sasuke, você tem ideia de como eu me sinto uma fracassada? Acordando todas as malditas manhãs e me contendo para não decair? – O encarei. – Eu me afastei de todos os meus amigos e da pessoa que eu fui um dia, pelo simples fato de que eu sabia, se eu começasse com o cigarro novamente iria para a maconha, cocaína e finalmente a heroína.

Deixei que meus olhos varressem seu rosto, sem expressão alguma. Ele não parecia abalado, irritado, confuso, interessado. Apenas se pôs a escutar minhas palavras. Eu conseguia sentir seu coração batendo com a minha mão sobre seu peito e as suas próprias apertando o tecido do meu casaco. Mas eu não dei grande importância para isso, de qualquer forma eu não sabia o que significava.

- Esse fim de semana foi o pior de todos. – Falei. – Depois de anos eu nunca senti tanta vontade de correr atrás do efeito da heroína. Sentir o líquido gelado entrando nas minhas veias, minha própria mente me mandar para um lugar totalmente diferente do que eu estava. Aquilo era como chegar ao paraíso. O único problema era que depois você não voltava para Terra, mas sim fazia uma longa parada no inferno.

Suspirei, mordendo o lábio enquanto ele continuava me fitando em silêncio. Era engraçado como tudo que eu guardei para mim e jamais compartilhei com nenhuma pessoa na face da terra estivesse simplesmente saindo. Talvez se devesse ao fato de que Sasuke e eu já fomos algo muito além do que melhores amigos, ou então, esse "desabafo" estava relacionado à minha antiga paixão e cega confiança nele. Eu não conseguia pensar em um motivo coerente. Respirei fundo, sentindo as palavras fluindo por mais uma vez.

- Na real, eu não sei por que você se aproximou de mim depois de anos, nem tenho ideia de que categoria de amizade ou companheirismo nos encaixamos. Mas só posso lhe dizer uma coisa Sasuke-kun, quando estiver perto de mim, por favor, nunca use essas porcarias. Eu não sei até onde meu autocontrole vai, eu decai uma vez, e por tudo o que é mais sagrado, não pretendo fazer de novo.

- Hn. – Ele revirou os olhos. – Foi isso que eu tentei colocar na sua cabeça nos últimos dias. Se você não quer voltar para esse estilo de vida, fique longe do Pain.

- Ele virou um traficante, não é? – Ele assentiu. – Quando eu estava em Veneza e ocorreu aquele pequeno incidente com Konan, foi Yahiko que nos ofereceu as drogas. Eu não sabia o que ele fazia na época, mas como imaginei que seria a última vez que o veria não dei muita importância.

- Deveria. – Sasuke disse. – Fique longe dele rosada.

- Eu sei. – Sorri minimamente. – Obrigada por me ouvir.

- Hn. – Ele balançou a cabeça, apenas me olhando.

Ao longe pude ver os alunos começarem a se locomover para as aulas. Notei que já estava perto da uma da tarde, e atrasos nunca foram tolerados. Suspirei, dando uma rápida olhada em Sasuke.

- Acho melhor irmos. – Falei. – Eu tenho uma palestra de psicologia agora e você?

- Física.

Coloquei-me de pé, vendo-o fazer o mesmo. Minhas mãos estavam dentro dos bolsos da saia, eu apontei para o prédio do último ano, o vi assentir. Então fomos caminhando para as primeiras aulas que eu frequentaria no dia. Não que eu fosse prestar atenção nelas, de qualquer forma.

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14 de Agosto de 2008

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Estiquei meus músculos cansados. Olhei para o segurança ao meu lado, ele havia me acompanhado por toda minha caminhada típica de um domingo pela manhã. Quando alguns se levantavam para rezar eu ia andar sem rumo. Esse era o único jeito de colocar minha cabeça em ordem. Tirei os fones de ouvido, colocando o casaco que antes estava amarrado em minha cintura.

Olhei para a rua começando a acordar às dez horas da manhã. Foi nessa rápida olhada que a vi. Seu cabelo loiro preso em um rabo de cavalo, a roupa casual, os óculos escuros escondendo seus olhos azuis. Seu corpo esbelto e suas características físicas típicas de uma australiana. Meu coração perdeu uma batida. Ouvi o homem ao meu lado perguntar se tudo estava bem, mas eu não conseguia o responder. Estava focada demais na minha mãe, do outro lado da rua.

To Be Continued...


N/a: *músicadesuspense* É nessa hora que vocês me matam.

Bom, eu não sei se vocês entenderam esse capitulo, ele foi meio difícil de escrever e também eu estava naqueles momentos depressivos provocados pela tpm, simplesmente não consegui evitar. Sinto muito. Fazia um tempão que eu não cortava o capítulo na parte boa, a tentação foi grande mais. G_G

Sei que vocês andam se perguntando do porque do Sasuke não deixar a Sakura voltar aos antigos "hábitos" dela, creio que a resposta veio com o capítulo. Para quem não entendeu eu vou explicar de outra forma: Minha mãe é ex-fumante e parte da minha família também. Se vocês conhecerem uma mulher que ficou grávida e parou de fumar, perguntei para ela o motivo, e se ela deixaria o seu filho colocar um cigarro na boca.

Gente, eu fico triste com isso, tem muitas pessoas acessando a página da fic, e em favoritos e alertas nem se conta. Eu não ligo para críticas, gosto delas. Eu descobri que sou "autocrítica" não sei vocês, mas eu consigo ver quando faço merda, mas vocês não tem noção de como uma opinião externa é boa às vezes. Quando pensarem em deixar ou não uma review se lembrem dos seus pais quando eles não elogiam vocês por uma nota 10 ou algo que vocês se acharam no mínimo bons fazendo.

Ainda não consegui responder as reviews ): Mas... vou responder todas as DM assim que puder, para quem não tem conta no site, vou responder no próximo capitulo, ok?

Muito obrigada por ter lido até aqui.

Beijos

Sami

N/b:

Hey people! É galera, a rosada está com um turbilhão de pensamentos... e vai precisar de muita ajuda para não se deixar cair no mundo das drogas novamente... Se bem que o nosso moreno favorito está ao lado dela disposto a impedir que a Sakura faça alguma besteira...

Ahhhhh, alguém aí concorda comigo que esse final foi tenso e precisamos de um capítulo logo? Então, please, mandem reviews com o que vocês quiserem e teremos capítulos mais rápidos!

Beijos

Bella