N/a:Um capítulo turbulento para vocês. Sugestão: Miss Nothing – The Pretty Reckless.


Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado

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Capítulo Dezesseis

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Benefícios De Uma Amizade

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Lembro bem da primeira vez que o vi, eu estava um caos com todas as coisas acontecendo na minha vida. Não vou negar que fiquei abalada, mas todas as preocupações que eu sentia desapareceram como se sequer existissem. Bem antes de nascer já possuía esse efeito sobre mim.

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16 de Agosto de 2008

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Abri a porta subindo as escadas em direção ao meu quarto. Depois de jogar tudo que eu carregava sobre minha cama, abri a porta do banheiro retirando a roupa e ligando o chuveiro.

Meus olhos se fecharam e eu me agachei, sentando no chão de pedra, com a água quente tocando minha pele. Eu sabia que já deveria passar das quatro horas da tarde, depois da aula eu conversei com Sarutobi-sama, pedindo-lhe uma espécie de dia de folga. Minha sorte foi que eu tinha um uniforme reserva guardado no meu armário, se não fosse por isso, nem entrar nos domínios da Konoha High eu teria sido capaz de entrar.

Admito que o dia esteja sendo bastante agitado, principalmente com os questionamentos meticulosos de Sai. Era certo que essa coisa de eu voltar a falar com Sasuke era surpreendente, mas não precisava adicionar muita ênfase nisso. Ok. Entrar na escola com a camiseta dele, realmente, foi algo fora do normal e eu não me preocupava com as fofocas sobre isso, essa madrugada me fez ignorá-las totalmente.

Irônico como as coisas eram capazes de mudar. Até onde eu sabia Sasuke nunca foi do tipo de lhe aparar quando estivesse caindo e eu estava longe de ser uma pessoa que derramava suas angústias a cada hora... Porém, ontem, lá estávamos, os dois, fazendo algo que jamais se mostrou possível para mim. Nunca senti tanta paz e aconchego como ontem à noite, havia várias teorias para isso, mas a mais provável para mim era a dor que eu sentia, ela tinha que se esvair de alguma forma e aquele pareceu o melhor jeito.

Entretanto existia um problema nisso tudo. Eu me negava a recorrer a Sasuke todas as vezes que eu me sentisse mal, ou que algo me abalasse e me deixasse triste. Não, de forma alguma. Agora eu deveria arranjar um método saudável, que não fosse me desmoronar emocionalmente para isso. Também havia meu grande problema em verbalizar o que eu sinto, eu sabia que era idiota, mas não tinha como parar-me. Eu não queria despejar minhas frustrações em cima das pessoas, elas tinham suas próprias vidas para se preocupar. Insanamente, Sasuke me compreendia sobre isso.

Afinal, o que havia de errado comigo?

Enrolando-me na toalha, sai do banheiro, abri meu guarda-roupa, tirando roupas íntimas, uma calça de moletom cinza e uma camiseta preta de algodão. Penteei meus cabelos, prendendo-os em um coque frouxo. Respirando fundo, encaminhei-me para a quinta porta à direita, onde provavelmente minha mãe estaria.

O corredor estava quieto e o único som na casa era dos empregados em seus afazeres, o resto era puro silêncio. Meu celular estava sem bateria desde ontem, quando o pus para carregar, minutos atrás, vi todas as milhares de chamadas perdidas com o número de Akane no visor. Eu estava envolvida em situações fúteis se comparadas ao meu antigo desejo de ter um relacionamento com minha mãe de criação. Foi por isso que eu me escorei no arco da porta, vendo-a sorrir para as revistas de bebês sobre a cama.

- Já pensou em algum nome? – Perguntei, cruzando os braços. – Acho Katsuo um nome bom para um menino, a não ser que você queira colocar algo americano, como "Bob".

- Haruno Sakura. – Akane disse entre dentes. – Você quer me dizer por que diabos passou a noite fora sem retribuir sequer uma das minhas ligações?

- Desculpe mãe. – Falei dando de ombros. – Eu só tinha me esquecido que agora você ligava para isso.

- Não fale assim comigo Sakura. – Akane parecia abalada com minhas palavras, fazendo com que uma nuvem de angústia se formasse em meu estômago. – Eu só me importo com você.

- Desculpe mãe. – Repeti. Andei até ela, sentando-me na cama ao seu lado, deixei que meus olhos caíssem sobre sua barriga meio saliente. – Eu estou frustrada com algumas coisas e sem querer descontei em você, sinto muito.

Akane estava parada me olhando calmamente, eu sorri para seu cabelo castanho escuro preso em uma trança de lado, para o jeans e a babylook branca, ela parecia tão jovial com a gravidez. Acho que esses anos eu me sentia tão só que nem sei mais como lidar com as pessoas. Minha mãe estava sendo sincera comigo, ela tinha deixado as coisas bem claras nos últimos meses e eu gostava disso. Eu teria que agir conforme uma filha com ela, não uma garota mimada.

- Onde esteve? – Ela me perguntou franzindo o cenho. – Fiquei sabendo que não foi à aula ontem...

- É... Eu estava refletindo sobre umas coisas. – Confessei. – Sasuke me encontrou e acabei passando a noite na casa dele.

- Emiko sabe disso? – Arqueou a sobrancelha, curiosa.

- Espero que não. – Eu disse. – Não vi ninguém em casa. Assim como Itachi, nenhum empregado gosta da presença dela. Caso vissem, acredito que não diriam nada.

- Sakura, o que realmente está acontecendo entre você e Sasuke?

- Como assim? Nós apenas saímos juntos, mais nada.

- Seu pai me falou da forma que ele lhe beijou na frente dos seus padrinhos. Pela forma que me descreveu a situação ele não estava nenhum pouco preocupado com as ações futuras. – Ela suspirou. – Filha, vocês voltaram a ter um relacionamento... Um relacionamento como aquele do vídeo?

O que eu poderia lhe dizer? As coisas não eram exatamente como antes, nada seria como antes. Porém havíamos nos tornados algo próximo a amigos e em momentos como o de ontem, quando eu estava mal e "necessitada" nós dormíamos juntos. Mas até onde eu sabia nada de sentimentos conflituosos estavam no meio disso. Afinal, eu continuava sentindo a mágoa deixada por Sasori e tinha um pouco de rancor de Sasuke, por tudo que tínhamos vivido e tudo mais. Então não, não estávamos tendo nada perto de um relacionamento.

- Não. – Falei com sinceridade. – Eu não gosto dele se é isso que quer saber e tenho certeza que ele não sente nada nesse sentido por mim.

- Deus Sakura! – Akane jogou as mãos para o ar. – Eu quero saber se vocês têm feito sexo!

- Ah, isso. – Franzi o cenho para suas palavras tão diretas. – Estamos, digo, às vezes.

- Eu não lhe entendo, quando eu insistia para que vocês se dessem bem tempos atrás, você ignorava totalmente minhas palavras e agora estão tendo uma espécie de amizade colorida.

Suspirei. Não acredito que ela estava entrando nesse assunto, sério. Acho que a última coisa que eu queria no momento era falar com a minha mãe sobre uma pegação com o seu sobrinho favorito. Ainda por cima era difícil não pensar em Mai em um momento daqueles, como seriam as coisas se meus pais biológicos tivessem se casado e me criado, como seria se Mai Smith não fosse a maior vadia.

- Não sei o que dizer sobre isso mãe. – A olhei seriamente. – Nós já fomos amigos, nós dois brigamos e ficamos implicando um com outro por todo o tempo. Não tenho ideia do real motivo de ambos estarmos nos dando bem novamente.

- Sakura-chan, você gos-

- Nunca diga isso! – Falei sentando ereta. – Sério mãe, isso nunca pode acontecer, e às vezes quando agente verbaliza acontece. Então, por favor, nãodiga.

Franzi o cenho para o sorriso de canto que se formou no seu rosto. Segurei-me para não revirar os olhos. Ela me olhava divertida e por Deus, eu esperava que ela não começasse com brincadeiras infantis sobre Sasuke e eu. Porque se há algo que eu tenho certeza é que todo ser humano já teve uma espécie de amizade com benefícios algum dia.

- Você está em negação. – Ela concluiu.

- Mãe não começa! – Eu disse começando a ficar irritada. – Sabia que sentimentos só são reações químicas, algo para "acasalar" e manter a sobrevivência da espécie. Eu não sinto nada por Sasuke nesse sentido, ele só me dá tesão e ponto.

- Como queira. – Akane revirou seus olhos negros, levantando da cama. – Seu pai quer que você o encontre às cinco horas no escritório, depois disso, nós dois vamos fazer o ultrassom, caso você queira ir junto.

Eu congelei com o que ela havia dito. Ultrassom. Aquilo faria mais real ainda a criança que estava dentro de Akane. Meuirmão. Era engraçado, uma coisa borbulhava no meu estômago quando eu pensava nessas duas palavras juntas. Era como... Como se fosse minha obrigação manter meus pais juntos para que ele tenha uma estabilidade melhor do que a que eu tive. Nunca fui a melhor em psicologia, mas cheguei à conclusão de que se meus pais tivessem estado presentes na minha vida, eu jamais teria consumido qualquer tipo de droga.

Com esse pensamento eu fiquei de pé dando um beijo estalado na bochecha de Akane e seguindo para o meu quarto. Depois de mais tempo do que eu poderia me lembrar, eu senti uma ânsia enorme de cuidar de alguém, proteger, e droga, eu sequer havia o visto, ou sabia o sexo do bebê. Aquilo era estranho, muito, muito estranho.

...

O prédio das empresas H&U estava na sua agitada quietude de sempre. Na realidade eu não tinha ideia do que a maioria das pessoas fazia ali, só o mínimo. Por exemplo, onde fabricavam os produtos eletrônicos era do outro lado da cidade, o que me levava a pensar que ali era algo como telemarketing, papelada, serviço ao cliente e a direção da empresa. Apenas. Já que, como filha mais velha, eu teria que assumir a parte da família eu deveria questionar Touya sobre isso.

A recepcionista me deu uma rápida olhada, lançando-me um sorriso segundos depois. Dei o meu máximo para retribuir. Era raro eu aparecer ali e nas poucas ocasiões eu estava usando roupas de grife, o que não era o caso de hoje. Eu tinha colocado um par de jeans pretos, uma camiseta de mangas compridas branca, e um suéter vermelho, justo ao corpo que ia até dois palmos abaixo do meu quadril. Combinando com minha bota preta de cano curto e minha bolsa de mesma cor.

Sai do elevador caminhando pelo último andar do prédio. Lá tudo estava vazio. Estranhei, obviamente. Sequer a secretária do meu pai estava lá. Foi então que algo surgiu em minha mente. Caminhei a passos largos até a última porta do corredor, respirei fundo. Juro, que se ele estiver lá com alguma vadia eu o mato. Sem bater, abri a porta, me deparando com... Sasuke?

- O que diabos você está fazendo aqui? – Perguntei, vendo-o parado na porta, acredito que ele iria sair quando eu ia entrar. Pisquei algumas vezes, analisando sua figura. – E de terno?

- Acredite rosada, eu também gostaria de saber. – Ele colocou seu corpo de lado, passando as mãos pelos cabelos e me dando espaço para entrar. – Meu pai e o seu nos chamaram aqui.

Dentro do escritório, com uma parede toda feita de vidro, gerando uma bela vista da cidade estava meu pai. Do seu lado, sentado na poltrona mais próxima estava Uchiha Fugaku. Frisei os lábios, vendo os homens bem vestidos de preto conversando seriamente. Aquilo não deveria ser algo bom.

- Pai, Fugaku-san. – Acenei, entrando na sala.

- Já que está aqui podemos começar. – Meu pai falou, apontando para que Sasuke e eu nos sentássemos no sofá de dois lugares.

Olhei de relance para Sasuke, mas ele também se mostrava curioso. Eu não esperava que eles falassem sobre nossa amizade com benefícios, por eu ter saído da casa dos Uchiha de fininho hoje cedo. Não poderia ser nada relacionado ao vídeo no aniversário de Sasuke, ou o que acontecera na festa de caridade da empresa, isso já era assunto velho. No fim, eu não possuía nenhum palpite sórdido sobre aquela "reunião".

- Fugaku e eu andamos conversando nos últimos dias e chegamos à conclusão de que vocês precisam de um pouco mais de responsabilidade. – Touya estendeu a mão para me silenciar. – Deixe-me terminar Sakura. Sarutobi me disse que você é extremamente organizada e seu trabalho na escola é esplêndido. Por isso, quero que trabalhe para mim.

- Como? – Perguntei arqueando a sobrancelha, ele não poderia estar falando sério. – Eu não vou vir trabalhar com você e deixar Sarutobi-sama sem que eu arranje um substituto. Sem querer me gabar pai, mas ele estaria perdido sem mim lá.

- Nós sabemos disso Sakura. – Fugaku interveio. – Por isso que Sasuke está aqui.

- Você não pode estar falando sério. – O moreno disse ao meu lado.

- Ah, ele está. – Meu padrinho cruzou os braços, olhando severamente para o filho. – Sakura irá lhe ajudar nos primeiros dias e logo depois ela será secretária de Touya por meio período, já que Yume se mudou.

Analisei aquilo tudo. Sarutobi era legal, nos dávamos bem, ele era uma espécie de avô para mim, já que meus avós paternos e maternos eram meio desprendidos da família. Nunca tive um real problema com ele, eu sempre fui uma espécie de assistente pessoal, cuidava do horário dos seus remédios e reuniões, todo o necessário. Era algo meio cansativo, levando em conta que eu trabalhava na organização dos eventos estudantis e seus afins. Porém, nunca deixou de valer à pena.

Já trabalhar com meu pai... Isso não me soava algo bom. Admito que quando se tratava de negócios, por assim dizer, eu tinha um complexo perfeccionista, mas Haruno Touya sabia ser exigente quando queria. Isso desde que eu voltei da reabilitação até os dias de hoje. Olhando por esse ponto ele sempre esteve ali me observando, mas sem participar de forma direta de minha vida. Pensando nisso tudo eu havia tomado uma decisão.

- O que eu terei que fazer? – Perguntei.

- Praticamente o mesmo que faz para Sarutobi, só terá que comparecer nas reuniões comigo. – Otou-san falou. – Ano que vem você começará a frequentar a faculdade, não sei o que quer fazer, mas um dia terá de assumir o que é seu por direito. Um dos cargos presidenciais das empresas H&U.

Estaquei com os olhos parcialmente arregalados. Aquilo foi o mais próximo de um gesto afetivo que eu havia recebido em anos. Sorri de canto, assentindo enquanto olhava para seus olhos tão verdes quanto os meus. Talvez disso surgisse uma boa experiência e eu conseguisse arrancar algo dele. Algo relacionado à Mai. Eu não tinha mais as tolas esperanças de me dar bem com ela, na realidade, desejava-a o mais distante de todos nós. Como eu havia pensado comigo mesma, horas antes, eu não a deixaria intervir na pequena paz que havia se formado entre os Haruno.

- Alguma objeção criança?

- Nenhuma, pai. – Falei. – Será um prazer trabalhar com você e ajudar Sasuke a – Encarei o Uchiha com um sorriso sacana no rosto – assumir responsabilidades.

- E quanto a você Sasuke? – Touya perguntou.

- Hn. – Ele quase revirou os olhos. – Por mim tudo bem, desde que eu não deva participar de nenhuma festa da empresa.

- Você nunca participa. – Eu disse o encarando. – E se eu vou ter que vir a reuniões você também vai.

- Tanto faz rosada. – Ele deu de ombros, ficando de pé. – Posso ir agora?

- Pode, por que não leva Sakura com você? Touya e eu temos que resolver algumas coisas. – Estranhei a iniciativa de Fugaku, aquilo não era normal dele.

- Ok.

Levantei-me com uma ruga na testa. Segui Sasuke pelo corredor, olhando-o pelo canto do olho e pensando na situação em que estávamos. Admito que eu iria contestar Fugaku, porque eu precisava conversar com Touya sobre Mai, eu queria olhar nos olhos do meu pai e ver se ele sabia que ela estava aqui. Contudo, quando fiquei de pé e vi o rosto de Sasuke, eu notei que aquele talvez não fosse um bom momento para começar uma guerra familiar.

Sasuke parecia irritado, nervoso com algo, suas mãos nos bolsos do terno estavam fechadas em punhos e seus olhos negros praticamente faiscavam ira. Aquilo não era bom. Seu cenho franzido já me denunciava muita coisa. Por favor, eu já fui apaixonada por esse imbecil, e toda garota apaixonada, que conhece realmente o garoto, sabe quando ele não está bem. Por isso, eu fiquei em silêncio, apenas caminhando ao seu lado.

Quando entramos no elevador ele se escorou na parte espelhada fechando os olhos com força. Eu nunca tinha visto algo tão humano nele nos últimos três anos, quando éramos mais novos ele não continha suas expressões, era até um pouco sorridente, depois da morte de Mikoto e da minha partida que Uchiha Sasuke se tornou em um ser que ocultava as coisas.

Cruzei meus braços, fitando seu rosto, assim recapitulando o que tinha de errado com ele desde o começo do dia. Por toda a manhã ele estava ok, eu pude até ver um sorriso no canto do seu rosto quando entramos na escola juntos, eu vestida com uma de suas camisetas e um casaco, os cochichos sobre isso foram enormes. Eu ouvi algum novato dizendo "...mas eles não se odiavam?" ou algo do tipo quando passava pelo corredor.

Eu o vi no intervalo, Naruto e Sasuke estavam sentados na cantina da escola, tomando uma lata de coca, Hinata e eu nos juntamos a eles por um tempo. Bem, isso foi até Sai me ver e me puxar descaradamente dali e os questionamentos começarem, todos eles com "Sasuke Cat", ou "O Gostosão Uchiha". No final da aula, eu ajudei Sarutobi-sama com alguns papéis e o lembrei dos remédios para a pressão e quando eu andava até o carro que me esperava nos portões da escola, ele ia em direção da piscina, para um provável treino. O que me fazia questionar como ele nadava e continuava fumando? Deveria ser praticamente impossível para ele.

Algo deve ter ocorrido quando ele chegou em casa, só poderia ser isso, ou alguma coisa depois que eu fui embora, porque o resto eu não tinha ideia do que poderia ser. Emiko era o meu palpite.

- Hei, vamos tomar um sorvete? – Perguntei, fazendo-o arquear uma sobrancelha para mim.

- Rosada, está praticamente nevando lá fora. – Disse com os olhos ainda fechados.

- E dai? Isso nunca nos impediu antes. – Falei enquanto as portas do elevador se abriam.

- Hn. – Ele murmurou algo que eu não consegui ouvir direito. – Vamos lá.

No estacionamento subterrâneo do prédio havia dezenas de carros, dos mais comuns aos mais caros. A Mercedes negra de Sasuke estava estacionada a leste de onde descemos em um lugar praticamente vazio na enorme extensão.

Eu mantive meus olhos fechados, apenas ouvindo a música calma que saia pelo autofalante, Sasuke dirigia de forma rápida e, por um motivo fora do meu conhecimento, eu tinha medo de carros em alta velocidade. Aquilo ali era bom, esquecer meus problemas e tentar desvendar o dos outros, isso meio que acalma. Nunca fui boa em lidar comigo mesma, mas antes, quando eu era a mocinha da história, eu vivia aconselhando o mundo.

Respirei fundo, deixando o ar sair pela minha boca depois. Era engraçado o quanto eu tinha mudado. Apesar disso, parecia que Sasuke estava bem mais diferente do que eu. Pelos velhos tempos, eu queria ajudá-lo.

- Fora o lance da escola, o que está lhe incomodando? – Perguntei, tentando me distrair.

- Itachi e eu conversamos ontem.

Nesse momento eu o analisei atentamente, algo me dizia que o que quer que fosse que eles conversaram, não foi uma coisa muito alegre. Esperei que ele continuasse, dando abertura para que ele pensasse, ou dissesse o que sentia quando estivesse bem para isso.

O vidro tinha uma pequena fresta aberta, deixando o vento gelado do inverno tocar minha pele. Eu gostava daquilo, por mais que quase toda população preferisse o verão, o inverno era minha estação preferida. Talvez isso fosse por causa das merdas que eu fiz no verão e das mortes que aconteceram nesta estação também, não é como se eu realmente me importasse.

Para mim, a neve era a coisa mais perfeita que existia. Quando eu olhei para Sasuke agora, falando de Itachi, lembrei-me de quando éramos crianças e fazíamos bolas de neve, brincando uns com os outros. Claro, isso foi antes da pressão que Fugaku começou a colocar em Itachi e bem antes de Sasuke e eu começarmos a nos drogar. Talvez tenha sido por isso que eu amava tanto aquela época.

- Vocês não brigaram, nem nada assim, não é?

- Não. – Ele encostou a cabeça no banco do carro. – Foi totalmente o oposto disso.

- Então... Você vai me dizer o que aconteceu?

- Como agora eu sou maior de idade a herança da Okaa-san pode ser dividida. – Sasuke falava devagar, mas eu via o quanto isso o afetava. – Ela colocou a casa de campo e a mansão no meu nome, o que me dá o direito de tudo dentro dela.

Eu franzi o cenho, passando as mãos pelos cabelos e me virando um pouco para encará-lo. Era estranho falar sobre a herança de Mikoto agora, depois de tanto tempo. Eu lembro de ter escutado Akane conversar sobre isso com meu pai, ela disse que Fugaku tinha ficado irritado porque eles tinham casado com divisão de bens e estava claro no testamento que ele não poderia tocar em nada da metade dela, porque tudo ali pertencia a Sasuke e Itachi.

- Vocês querem mandar Emiko embora. – Conclui.

- Sim. – Ele me olhou rapidamente. – Mas não foi só isso que estava descrito no testamento.

- O que mais? – Curiosa o fitei, sentindo o carro parar no sinal.

- Ela deixou algo para você.

Eu estaquei, arregalando os olhos e vendo nada em minha frente. Sim, eu amava Mikoto mais do que minha própria mãe, porque, cara, ela era uma verdadeira mãe para mim. Porém, eu jamais esperei por isso.

Um milhão de perguntas surgiram em minha mente. Como eu nunca soube disso? Por que não me chamaram quando leram seus últimos desejos? Porqueeu? Ela tinha seus filhos que amava e mimava tanto, os seus pais, que vangloriava, e o marido que amava. Mas eu? Eu era filha da sua cunhada com seu melhor amigo. Eu não era nada, a não ser uma menina chorona que sempre corria para os braços dela. Isso simplesmente não fazia sentido.

Mordi meu lábio, virando-me para a janela. Eu não podia ver, mas eu sentia Sasuke me encarando, olhando-me e analisando calmamente. Era estúpido, admito. Ainda assim era difícil de absorver a notícia. Mikoto tinha me adicionado em seu testamento. Eu, a garota que namorou um de seus filhos e era apaixonada pelo outro. E... Parecia que ela realmente se importava. Tanto quanto eu por ela.

- O que... – Minha voz estava trêmula, assustadora demais para mim. – O que ela deixou para mim?

- As jóias da minha bisavó, uma carta e algumas outras coisas. – Sasuke desligou o carro, finalmente fazendo-me perceber que havíamos parado. – Tem um detalhe.

- E qual seria? – Perguntei abrindo a porta do carro e entrando com ele na sorveteria.

- Você só vai poder receber seus bens quando fizer dezoito anos.

Sentei-me, vendo-o fazer o mesmo, logo ao meu lado. Hesitei, sem entender o por quê. Todos esses meses eu não consigo parar de pensar nela, de como era legal estarmos todos juntos e sorrindo. Quero dizer, sorrindo verdadeiramente, não do jeito falso que eu sempre faço. Por alguma razão é simplesmente raro eu sorrir por sorrir nos últimos tempos.

Levantei a cabeça, chocando-me com o brilho negro dos olhos de Sasuke. Aquilo era totalmente estranho, aquela espécie de intimidade que tínhamos um com outro era o dobro da qual dizíamos ter quando éramos amigos. Eu gostava daquilo, do modo protetor que estávamos tendo um com outro. Do jeito que reais amigos tinham. Por mais coisas erradas que eu ou ele tenhamos feito, eu soube que o moreno estaria ali do meu lado. Exatamente como estava fazendo nos dois últimos meses.

- Obrigada. – Sorri minimamente. – Acho que não aguentaria escutar tudo isso do meu pai.

- Eu também não iria. – Ele colocou as mãos sobre a mesa, dando uma olhada no cardápio em suas mãos. – Foi principalmente por isso que nossos pais vieram com a história de responsabilidade hoje. Não tenho certeza, mas é possível que algumas ações do meu pai tenham acabado em suas mãos. Tornando-te majoritária na empresa.

- Você não pode estar falando sério! – Abaixei meu tom de voz, vendo a garçonete parada ao nosso lado.

- Com licença. – Ela disse. – Já decidiram o que querem?

- Um sorvete de chocolate com morango e um de baunilha.

- Mais alguma coisa? – Os olhos dela estavam fixados nele e eu via a forma que ela mexia no seu cabelo falsamente encaracolado.

- Não, obrigada. – Eu falei, vendo-a partir. Virei-me para frente, arqueando uma sobrancelha para Sasuke. – Como sabia que eu queria de chocolate com morango?

- Você é óbvia às vezes. – Deu de ombros.

- Ok... – Dei de ombros, voltando meus pensamentos para o que dizíamos antes de sermos interrompidos. – Por que sua mãe fez tudo isso? Tipo, gerar uma guerra dentro da sua família. Nunca houve um caso de algum dos donos das empresas H&U ter mais ações do que o outro.

- Você sabe o porquê. – Ele disse. Eu continuei sem entender. Nunca fui realmente boa sobre negócios, sabia o básico, porque sempre tive a esperança de que meu tio, Kakashi, assumisse as coisas. Para mim jamais seria um problema vê-lo controlando o que era meu. – Ela gostava de você, rosada. Fora que, por direito, ela era dona de uns cinco por cento das ações, por causa dos meus avós e tudo mais.

- E o que isso tem haver Sasuke? – Eu quase exclamei, tanto que era o caos dentro de mim. – Eu amava sua mãe, ela era uma mãe para mim. Isso é uma coisa, mas me envolver em assuntos conflituosos entre vocês é algo completamente diferente.

Sasuke bufou, escorando seus cotovelos na mesa e inclinando seu corpo para frente. Eu tive uma visão melhor dos seus olhos, dependendo da luz se mostravam meio acinzentados. Sua mão tocou meu rosto, tirando uma mecha de cabelo e a colocando atrás da minha orelha. Não entendia suas motivações agora, não era como se fosse haver sexo naquele lugar. Erguendo meu queixo ele beijou meus lábios, em um gesto totalmente inesperado. Sua mão, a que continuava sobre a mesa, segurou a minha e eu me deliciei com aquele toque.

- Por que fez isso? – O questionei quando nos separamos.

- Porque você estava me irritando. – Falou simplesmente. – Foi à única forma que encontrei para lhe manter calada.

- Você é louco, Uchiha.

- Chame como quiser.

Seu celular começou a vibrar sobre o tampo de madeira. Ele suspirou e foi aí que eu vi quem era. Naruto. Ele havia lhe mandado uma mensagem e rapidamente Sasuke respondeu.

- O que ele queria?

- Vai haver uma festa temática na semana que vem. – Olhou-me. – Onde todos vão ter que se vestir de branco. Ele quer que agente vá.

- E o que disse?

- Que estaríamos lá. – Seu corpo se inclinou mais uma vez para o meu lado e dessa vez senti uma leve mordida na bochecha. – Você precisa mesmo relaxar.

...

O hospital continuava da mesma forma de sempre, naquele branco ofuscante e muitas pessoas andando com pressa. Akane segurava minha mão, em um gesto mais maternal possível. Creio que ver Sasuke me deixando na porta do hospital tinha aumentado suas malucas suspeitas.

Ela estava animada, esse seria o primeiro ultrassom, a primeira vez que ela poderia ver o bebê. O médico tinha confirmado sua gravidez, mas não havia chego ao ponto de fazer um ultrassom. Cara, eu estava animada. Acho que a felicidade dela tinha entrado em mim. Minha mãe até mencionou que queria fazer algumas compras e ela nem sabia o sexo da criança ainda. Deveria ser assim que toda mulher ficava ao carregar o primeiro filho.

Eu realmente me sentia alegre por estar ali com ela, mas o fato de meu pai ter ligado dizendo estar preso em uma reunião me irritou. Ele tinha sido ausente minha vida inteira e meu irmão recém estava se formando e ele já se ausentava da vida dele. Akane ficou meio chateada, mas ignorou. Tanto ela quanto eu estávamos acostumadas com a falta da presença dele. Eu me iludi pensando que ele mudaria um pouco. Algo me dizia que como a sua paixão adolescente tinha voltado – Mai – ele estaria se divertindo com ela.

Era hipocrisia da minha parte. Eu acreditava que as pessoas mudavam, só não acho que poderia ser de uma hora para outra. Meu pai tem um histórico enorme de vadias e é lamentável dizer que algumas delas estudam na minha escola. Idade nunca importou para ele, desde que fossem maiores e não o arranjassem problemas. Meu pai era um cara bonito, você não diz que ele já esta na casa dos quarenta, quase passando de lá. Era chato ver o sorriso de Akane murchar por causa dele, por isso eu tentava dar o melhor para distraí-la.

Já tínhamos entrado no consultório da sua médica e ela tinha trocado de roupa, pedindo minha ajuda para fechar aquela estranha camisola de hospital. Algo parecido com um vestido com um buraco onde deveria ficar a barriga. Akane se deitou na maca esperando a médica voltar com o gel para o ultrassom.

- Eu vi você chegando com Sasuke hoje. – Ela comentou com um sorrido de canto, algo tipicamente Uchiha.

- Não vamos começar com esse assunto de novo. – Bufei, engolindo um sorriso.

- Admita, vocês estão namorando as escondidas. – Minha mãe parecia uma adolescente falando daquele jeito. – Sabe, você poderia ter dito algo para mim sobre isso.

- Sério, mãe, se eu estivesse namorando alguém não teria porque esconder. – Dei de ombros, meu corpo se escorando na parede. – Eu estou dando um tempo para isso tudo. Ando meio cansada de namorados, alguém que você tem que dar satisfação e encher você na maior parte do tempo.

- Mas também é alguém para te dar carinho e te confortar. – Ela sorriu bobamente e eu juro que quase revirei os olhos.

- Não sei quem é pior, você ou Hinata. – Ri baixo. – Por favor, não afete essa criança com isso.

Ela gargalhou, mas tentou parar quando viu sua médica nos olhar curiosa. Era uma mulher bonita, mais baixa que eu, com um cabelo escuro e corpo magro. O tipo de pessoa que parece louca pelo que faz. Ela acariciou a barriga da minha mãe, passando o gel esverdeado sobre a superfície da pele, de forma devagar e cuidadosa.

- Como andam os enjoos? – A doutora perguntou

- São raros agora, mas Sakura teve que me acudir fim de semana passado. – Minha mãe olhou de relance para mim. – Vai demorar muito para passar?

- Não sei dizer, varia muito em cada mulher, mas aparentemente até o terceiro mês irá ter passado.

Eu não dei muita importância para o que elas diziam, meus olhos estavam totalmente vidrados no televisor fixo à parede. Era um grande borrão de preto, branco e cinza, mas de alguma forma eu conseguia ver um pequeno corpo. Aquilo era tão pequeno. Eu só conseguia diferenciar os borrões por causa de uma aula de biologia, onde Orochimaru nos fez analisar ultrassons de varias espécies, na tentativa de que descobríssemos qual era humano e qual animal. Eu achei uma perda de tempo na época, mas pareceu ter valido para alguma coisa agora.

Não pude dizer qual o sexo da criança, mas o som do coração era forte e os pés e cabeça eram levemente distintos. Coloquei minha mão na boca, surpresa por sorrir com aquilo. Akane estava pior, ela chorava quietamente, sem deixar de se mostrar impressionada por um segundo qualquer. Apertei sua mão na minha, se meu pai não estava ali por ela, eu estaria. Beijei sua testa, deixando-a mais impressionada.

- Ele é lindo, mãe. – Eu falei.

- Ele? Você acha que é um menino? – Ela me perguntou.

- Acho. – Balancei levemente meus cabelos. – Se Tsunade apostar que será uma menina eu vou ganhar.

- Ia ser bom se fosse um menino. – Akane parecia perdida em pensamentos. – Sendo assim eu teria uma filha e um filho.

- É. – Eu encostei minha cabeça na parede, continuando a encarar a tela.

- Bom, Senhora Haruno. – A médica disse. – Parece estar tudo bem com vocês dois. Eu vou fazer uma lista de algumas vitaminas para você tomar, enquanto isso pode ir ao banheiro se limpar.

- Ok. – Akane sentou.

- Eu vou à lanchonete comprar uma coca, você quer algo?

- Não, só não demore muito.

Eu acenei, saindo do consultório. Sorri levemente, olhando para um mapa do prédio. Até onde eu lembrava tinha uma espécie de lanchonete em cada andar do prédio. Segui pela direita, passando por um berçário. Havia uma dúzia de pessoas ali, todas babando enquanto olhavam as crianças recém-nascidas. Acho que aquele andar todo era para a maternidade.

No fundo eu posso ser uma garota mimada e egoísta, alguém que bloquei sentimentos e emoções, mas vendo aquelas pequenas criaturinhas do outro lado do vidro eu vejo que não sou tão fria quanto esperava.

Revirei meus olhos entrando na lanchonete, coisas melosas me irritavam, principalmente quando vinham de mim.

Depois de ter comprado meu refrigerante, eu tentei ir pelo mesmo caminho. Depois de dobrar um corredor eu parei, surpresa e irritada. Eu a vi falando com uma mulher jovem, talvez uns vinte e poucos, com as mãos na barriga, sinal claro de gravidez. O cabelo loiro preso em um coque e o jaleco branco cobrindo a roupa social que ela usava por baixo. Eu só não conseguia acreditar que ela estava aqui. Tão descaradamente se infiltrando na minha vida.

Esperei que a moça fosse embora. Foi ai que Mai se virou para mim. Eu estava mais calma do que da última vez que a vi. Foi estranho isso, ver minha progenitora me olhar de forma tão surpresa. Como eu estava morrendo de raiva dela. Andei parando em sua frente, eu conseguia olhar bem para os seus olhos, tínhamos a mesma altura, talvez ela fosse um ou dois centímetros maior que eu, mas não passava disso.

- O que você está fazendo em Tóquio? – Perguntei ríspida.

- Vejo que você começou a se vestir como gente. – Mai sorriu, olhando-me da cabeça aos pés.

- Não foi isso que eu lhe perguntei. – Falei, dando um passo em sua direção. – Até onde eu sei meu pai paga você para se manter longe da minha mãe e de mim.

- Ah. Da sua mãe... – Ela colocou uma mecha do seu cabelo loiro atrás da orelha. Eu nunca poderia entender como ela podia ser tão descarada. – Soube que ela está gravida.

Foi aí que algo explodiu em mim, de uma forma que nunca aconteceu antes. O corredor estava vazio, dessa forma não houve tumulto quando a empurrei de encontro com a parede, seu corpo se desequilibrando nos saltos agulha. Houve um flash de surpresa no seu rosto, mudando para indignação segundos depois.

- Escute. – Eu disse com os dentes trincados, minhas mãos segurando suas roupas. – Você já destruiu a minha vida e fudeu com o casamento dos meus pais, duasvezes, e se eu você se meter novamente, eu juro, eu acabo com você.

Mai olhou sobre meu ombro, voltando para encarar meus olhos. Minhas mãos apertavam seus ombros, minhas unhas quase fincadas na pele e eu me segurava para não agarrar o seu pescoço. Lembro-me que um dia eu imaginei viver um conto de fadas com ela e a considerei minha mãe. Isso acontece quando você não conhece o demônio das pessoas.

- E o que vai fazer Sakura? – Sorriu arrogante. – Cortar seus pulsos e se drogar na esperança de uma vida melhor? Você não me assusta criança, eu vivi muito mais que você.

Meu punho se ergueu, com toda a raiva esmagadora saindo do meu corpo. Para sorte dela, minha mão não atingiu seu rosto bronzeado. Não, alguém tinha me segurado.

- Pare com isso Sakura. – A voz ríspida disse as minhas costas.

- Pai?

To Be Continued


N/a:

Gatas, seguinte, eu tive que excluir meu tumblr, então se você seguia, por favor, pode seguir de novo e me avisar por ASK que eu sigo vocês de volta. ;D

Reviews, please.

Beijos

Sami

N/b:

Hey girls! Muitas mudanças acontecendo na vida da Sakura… o que vocês acham dela ir trabalhar com o pai? Além de um emprego ela também descobriu sobre o testamento da Mikoto... muito bonita a atitude por parte da Uchiha, mostra que ela realmente considerava a Sakura, não? Depois de tudo isso, ela ainda reencontra a Mai... muito tenso! Ainda bem que a rosada tem o Sasuke para ajudá-la...rsrsrsrsrs

Reviews, pleaseeeee!

Beijos

Bella

Reviews:

Raiza:Gata, muito obrigada por esses elogios maravilhosos. Eu dou o meu máximo para que a fic fique "coerente", e a Bella me ajuda muito nisso. ;D Sim, eu posto no Nyah também. Espero que tenha gostado do capitulo. Mas me diz, o que achou dessa reviravolta?

Letyychan:Nossa você ressurgiu das cinzas gatinha. Akoskoakosk Brinks, fazia tempo que eu não tinha noticias suas, é bom ti ter acompanhando a fic de novo. \õ/ Baah tudo isso é foda, fim de namoro eu sei como é ruim, nem tanto porque geralmente sou eu que ponho o ponto final, mas problemas sentimentais é comigo mesma. Kkk' Faculdade é foda, família, tudo isso junto, deve ter sido difícil para você, nem si estressa viu? Ter você de volta aqui já é algo maravilhoso. (: Aah muito obrigada, eu dei meu máximo para escrever essa fic, porque não tava bem emocionalmente e escrever comedia não ia dar certo. Eu quase choro quando eu leio isso, sério, eu amo receber elogios para essa fic, porque aqui eu mostro todo o meu lado instável. Kkk' Eu espero que você tenha tempo mesma, tah. Run' kkk' Espero que tenha gostado desse capitulo também. LOL

CarolineCisnero: Muito obrigada gata. Esses elogios são sempre bem vindos. Espero que tenha gostado desse capitulo também.


Reviews?

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