N/a: Bom, eu tinha escrito umas três páginas desse capítulo antes de ir para praia, e não gostei delas. Quando eu vi o mar me senti com uma paz de espírito enorme, e vi pequenas coisas, não exatamente em mim, mas no que eu escrevo, o que é praticamente a mesma coisa. Por isso o capítulo começa desse jeito, só posso desejar que gostem. Mais explicações lá embaixo. Boa leitura. ;D
Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado
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Capítulo Vinte e Três
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Explosões do Acaso
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Acho que foi um dia, particularmente importante. O tipo de dia que você se depara com algo ruim, mas o modo que sai dele te torna melhor. Haviam partes confusas, mas aquele ano em si foi confuso, eu era confusa, ainda sou. No fundo isso seria algo que jamais mudaria em mim – confundir as coisas.
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4 de Julho de 2007
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Eu podia vê-la dançando na cúpula metade vidro, metade tijolos, que se estabelecia no quintal dos Uzumaki. Tinha apenas uma luz acesa e a sombra em movimento dela cobria vez ou outra a parede. Vestia roupas leves, short, camiseta e meias cinza nos pés, estes, que rodopiavam junto do corpo.
Suspirei. Tínhamos duas semanas de férias da Konoha High e eles decidiram vir para os Estados Unidos visitar a família de Kushina. Eles voltariam conosco para Tóquio, dessa vez, definitivamente. Deveria ter algo mais acontecendo, Hinata tinha voltado do internato e se matriculado para o próximo semestre, para onde Naruto também íamos em um mesmo lugar, isso era praticamente inédito, os herdeiros vivendo em um mesma cidade.
Desviei minha atenção. Analisei os movimentos graciosos da rosada, uma grande mistura de tudo – balé, dança de rua e passos dignos de um ritual em homenagem a lua. Seu corpo todo me chamava atenção. Ela havia engordado, músculos nas pernas, os seios aumentaram uns bons centímetros. Sakura ficou melhor do que era e aquela dança mostrava-se demasiadamente chamativa.
Todos comentavam. Ela estava praticando dança, frequentando a academia em casa, assumiu o concelho estudantil, participa dos eventos das H&U e corria todos os domingos pela manhã. Eu sabia, ela tentava ocupar a mente ao máximo, porque ela tinha parado com tudo. Não existia um grama de toxina no seu estava limpa.
Não precisei erguer os olhos para saber que foi Naruto que se sentou ao meu lado, aceitei sua cerveja e voltei a fitá-la.
O cabelo comprido se soltava conforme se movia. Piruetas, doces e suaves, braços erguidos em direção ao céu, girando em sentido horário, rodopiando junto ao corpo. A cada passo eu podia ver os fones de ouvido e o ipod escondidos dentro da roupa. Ela parecia tentando colocar a raiva para fora. Os gritos foram substituídos pela força e o cansaço impostos no corpo.
- O que aconteceu com vocês, teme? - Pelo canto do olho pude vê-lo colocando os braços atrás da cabeça e deitando-se no chão. - Sakura-chan parece ter mergulhado em gelo e sarcasmo. Assim como você se tornou mais idiota que o normal, imaginei que isso fosse impossível.
- Muito. - Respondi sua pergunta, ignorando seu comentário.
Não podia lhe contar os detalhes, as palavras não saíam por minha boca. Tudo que eu conhecia dela era desprezo, repugnância, nojo... Nada fazia com que ela mudasse seu novo modo de ser. Ela não demonstrava nada do que sentia, tornou-se mentirosa e dissimulada. Eu jamais deixaria de pensar que parte da culpa era minha.
- Tsc. - Naruto reclamou. - É muito burro.
Olhou para mim e em seguida para a cúpula. Sai estava com ela. Agora só sorria com verdade junto dele. Parecia divertir-se. Ele a segurou em uma espécie de valsa silenciosa, os corpos juntos, e logo ela estava com as pernas na cintura dele, beijando-o avidamente, apertando seus cabelos, peito com peito.
Fiquei em pé, mãos dentro dos bolsos do jeans surrado. Caminhei para longe. Naruto não se importou, ele sabia do que eu precisava e o loiro não estava incluído nisso. Descalço, caminhei pela areia, era verão ali, apesar disso, a praia estava vazia. A noite e a falta de luz deixaram que eu visse o impressionante número de estrelas no céu negro. Acendi um cigarro de marijuana e deixei a lucidez de lado. Minha mente começou a viajar enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas e a tosse invadiu meus pulmões.
Essa era a mágica. Você tossia como um louco, lacrimejava, mas começava a ver as coisas de outra forma. Detalhes. Coisas que jamais notou ou imaginou notar. Havia o arqueiro, sempre apontado para o norte. Eu conseguia vê-lo ali, claramente. Sorri, soltando a fumaça.
Lembrei-me dela no aeroporto, a última vez que a vi antes de sua grande mudança. Mesmo lá, já haviam pinceladas de mágoa no seus olhos. Ainda era capaz de sentir o abraço apertado e a água salgada molhando minha camisa. "Você sabe o porquê Sasuke-kun". Ela tinha fungado no meu pescoço, inalando meu cheiro, como sempre fez. "Você estragou tudo". Depois disso ela tinha me beijado brusca e desesperadamente. Eu tinha me afastado, encarado-a. "Você ouviu o que eu disse quando dormi com você?", eu havia perguntado. Sakura tinha segurado meu rosto, se colocado na ponta dos pés e beijado minha testa. "Palavras não bastam quando você faz o contrário do que diz".
Pisquei, fixando meus olhos no mar movendo-se conforme a lua. Atirei-me na areia branca. Uchiha Sasuke, o que inferno está acontecendo com você?
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26 de Agosto de 2008
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Levantei-me, ele parecia outra pessoa enquanto dormia. Coloquei os fios de cabelo cor-de-rosa atrás da orelha, trancando-me no banheiro.
Eu gostaria de parar de ser insegura. A noite de ontem pareceu mais uma ilusão criada por minha mente do que a realidade. Mais uma vez, lá estávamos, na casa de campo, no mesmo quarto onde as coisas mudaram de patamar, trancados, juntos... Eu desejava que Sai estivesse aqui comigo, me desse uns tapas e dissesse: "Se arrisque gata! Esse é o gostosão Uchiha. Você consegue!".
Queria um solo seguro para me estabelecer, minha vida era mais instável do que eu gostaria que fosse. Eu nunca teria total confiança que eu, Sakura, seria capaz de ir em frente com ele. Entretanto, por experiência eu sabia que arriscar estar com ele era a melhor opção. Numerosos relacionamentos falhos me mostraram ser impossível parar de pensar nele, por mais que eu alegasse o contrário.
Ah, inferno! Eu o amava, ainda amo, fazer amor com ele era o mais próximo de paz que eu já senti. Nunca parecia suficiente, eu sempre iria querer mais. Cansada dos "poréns", desliguei o chuveiro.
Sequei meus cabelos da melhor forma que pude, o sol podia ser visto entre as nuvens, denunciando que ainda era antes do meio-dia. Caminhei descalça pelo quarto, Sasuke continuava dentro de um sono profundo. Abri meu antigo guarda-roupa. Estava limpo, sem cheiro de ácaros ou mofo. Havia uma boa quantidade de roupas minhas, da última vez que vim para a casa de campo com Sasuke eu mantive distância desse cômodo. Por Deus, eu tinha esquecido a minha fascinação por cuecas, havia uma gaveta inteira com dezenas delas. Peguei a que me pareceu maior delas, vestindo-a. Sorri para as miliares de camisetas, optando por uma de mangas compridas, essa era uma das muitas roubadas do armário do cara sobre a cama. Deitei-me ao lado do Uchiha.
Enquanto ele dormia, voltei a deitar a cabeça no seu ombro, passando o nariz no seu pescoço. Meus olhos percorriam cada mínima parte do seu corpo, haviam várias cicatrizes espalhadas por ele. Olheiras profundas abaixo dos olhos, cujas eu fiz questão de acariciar. Eu esperava que, a partir de hoje, tudo que causamos tenha sido em prol de algo maior. Ouvi sua respiração se alterando, seus braços prendendo-se em torno de mim. Eu ri, segurando seus ombros.
- Acho que isso é um bom dia. - Eu disse sentindo seus lábios na minha bochecha.
Apoiei-me nos cotovelos, segurei seu rosto em minhas mãos o beijando com tudo que eu tinha. Os dedos que enrolavam meus cabelos eram suaves e famintos. Acho que essa era eu, Sakura, deixando tudo sair. Minhas pernas estavam uma a cada lado do seu quadril, afastei-me, testa com testa, encarei seus olhos.
- Alguma ideia de como vamos sair daqui? - Perguntei.
- Você pode fingir estar passando mal, quem sabe assim o dobe abre a porta.
Ouvi um resmungo, e dirigimos os olhos para a porta. Havia a sombra de pés lá. Naruto estava escutando, a minha suposição foi confirmada quando ele disse:
- Isso não vai funcionar. - Arqueei a sobrancelha. - É melhor falarem sobre o que não querem.
Não houve mais respostas vindas do loiro, e eu me questionei sobre quanto tempo fazia que ele tinha se tornado um mestre em relacionamentos. O único problema nas palavras de Naruto foi a atmosfera tensa que voltou a nos circular. Sai de cima dele, não sabendo o que falar. Ótimo, lá estávamos deitados na cama que a horas atrás fazíamos sexo, comigo lembrando das últimas palavras saídas de sua boca, e, a memória de todos os anos convivendo juntos. Maravilha!
Torci os lábios. Para começo de conversa, eu tinha vindo até a casa de campo para esclarecer da melhor forma que eu podia sobre Mikoto e sobre o desgraçado que me ameaçava. Agora eu sabia que Sasuke tinha a encontrado antes, eu supus, da ambulância chegar. Ele viu o estrago completo, eu queria dizer algo que fizesse as coisas mudarem, quem sabe o confortar, só que nada que pudesse ajudar vinha a minha mente agora.
- Sempre tem alguém para quebrar o clima. - Comentei.
- Sakura. - Era como se eu fosse uma criança sendo reprendida por um adulto. Não gostei de como isso soou.
- Sasuke-kun. - O sufixo saiu automaticamente. - Eu não posso falar sobre isso por inúmeros motivos, então, não comece.
Sentou-se na cama, esfregando o rosto, despenteou os cabelos bufando em irritação. Ele ficou de costas para mim, cotovelos nos joelhos e cabeça nas mãos. Eu não precisava o conhecer como conheço para identificar detalhadamente o que ele sentia. Havia culpa por não ter chego antes em casa, por não ter impedido que sua mãe fosse morta. Raiva e mágoa entravam aí também. Sasuke odiava saber que eu presenciei tudo e, por mais que eu alegasse o amar, não lhe contasse o que eu vi. Ele estava ferido, e, de certa forma, não gostava que eu estivesse informada sobre toda a tragédia e ele não.
Encostei minha cabeça na cabeceira, olhei para a direção oposta a ele. Eu queria gritar, espernear e agir do modo mais infantil que eu conhecia, queria culpar ao mundo por ter me feito passar por isso, por ter me colocado naquela situação. Ser a menina mimada e a pré-adolescente revoltada, a pessoa que jamais entendeu o que queria. Mas nenhuma dessas partes de mim agiu. Elas apenas anularam umas as outras. Nada disso teve a ver com as palavras que saíram da minha boca. A voz morta, o tom frio e os olhos escassos, e eu não tinha ideia de onde esse novo comportamento veio.
- Quando eu fui vê-la, Mikoto pediu-me para conversar com você. Ela disse que nunca viu ninguém mais idiota que seus dois filhos. Falou que você jamais me machucaria e que deveria ter acontecido algo para você fuder com a ruiva depois de eu dizer que amava você.
Estiquei meus braços, nós dois continuávamos parados do mesmo jeito, sem muita reação.
- Que eu era uma das pouquíssimas pessoas com quem você se importava. "Sasuke é estúpido às vezes Sakura-chan, mas no fundo você sabe que ele é só complicado". Ela havia me dito. Foi aí que as luzes se apagaram e a confusão toda aconteceu. Tudo não passou de borrões e a última coisa que eu lembro é de usar um telefone público para pedir socorro. Na manhã seguinte uma nova personalidade, uma nova pessoa tinha surgido.
A lembrança trazia um nó no meu estômago. Eu odiava todas as coisas ligadas aquele dia. Era pior do que os meses de reabilitação, ou tudo que Mai estava envolvida. O tipo de coisa que você detesta, mas todos os dias está planando na sua cabeça. Eu jamais tentaria suicídio novamente, não depois da experiência de uma quase morte, entretanto, eu não era capaz de evitar que isso corresse pelo meu sangue. Difícil de acreditar nas situações que me levaram até esse ponto.
- Foi um homem, por volta dos trinta e cabelo escuro, que atirou nela. Uma mulher com a mesma idade, cabelos claros, loiro avermelhado ou castanho muito claro, nas condições eu não percebi muito bem, foi ela que deu o segundo tiro. Eles discutiram, falaram algo sobre herdeiros da H&U. Descobriram-me, me ameaçaram e foram embora.
Levantei, fiquei de braços cruzados, de costas para Sasuke, olhando o campo molhado através da janela aberta. Minha cabeça latejava, eu gostaria que fosse por não ter me alimentado, ao invés da real causa.
- Espero que esteja contente agora. Tudo o que eu te disse foi tentado ser arrancado de mim por todos os psicólogos que eu já conheci. Só não me peça para comentar mais nada sobre aquele dia, porque não vai acontecer.
A cama rangeu, e a porta do banheiro se fechou. Eu estava sozinha, grata pelos minutos que eu tinha para me recompor. Que Uzumaki Naruto me tirasse logo desse quarto, ou eu juro que o mato.
Segurei as grades da janela e escorei minha cabeça nelas. Não houve um dia que eu não tivesse desejado sair dessa situação, fazer justiça a Mikoto, mas as coisas não eram simples assim. É horrível, você viu sua mãe morrer e não pode fazer nada sobre isso, como se fosse só mais um inço.
Eu sempre fui o tipo "estúpida" que, por mais que soubesse que as coisas iriam dar errado, insistia até não poder mais. Foi assim com Sasuke, e eu via que continuava sendo. Ele tornou-se uma pessoa diferente, mais maduro, um tanto ético, isso me fascinava. Por mais pessimismo que eu desejasse ter, eu ainda estava aqui, eu disse que o amava. Isso não é pouca coisa, não para mim.
A melhor parte é que eu não planejava lhe contar nada, eu queria protegê-lo. Mas eu era imprudente nesses momentos, como se meu consciente desligasse e as minhas vontades, apesar de serem erradas até certo ponto, começassem a manifestar-se. Eu não queria ter lhe dito sobre Mikoto, tampouco os fatos que eu lhe contei, o modo como eu agi, desde o dia que aquela garota sem amor próprio baleou Naruto, e todas as coisas começaram a voltar.
Naquele dia eu via como eu tinha mudado. Além do porquê, atualmente, amar séries policiais. O senso de justiça, eu o tinha antes e, aparentemente, ele foi tirado de mim. Eu não sabia quando, mas naquele dia, quando a garota tinha entrado com uma arma eu fiquei sem reação, só depois que o estrago estava feito eu assumi essa pose de Rainha do Gelo. Praguejei os empregados e estaquei o sangue. Eu imaginei se teria algum resultado se eu tivesse feito isso pela matriarca Uchiha.
Mas, Uchiha Mikoto sempre me dizia, nada é ao acaso, tudo tem um motivo, uma explicação, um bem maior. Se eu estava recebendo uma lição, eu esperava que o trauma fosse embora quando eu a aprendesse. Eu não queria mais ser cheia de mágoa e todas essas coisas. Queria ser trazida de volta, queria que eles tentassem me trazer de volta. A doce, safada, irônica e romântica Haruno Sakura.
Eu sinceramente gostaria que fosse meu anjo negro que me trouxesse de volta. Ele era expert nisso, que os anos não tenham enferrujado-o, pois eu precisaria dele, assim como ele precisaria de mim. Que o equilíbrio estivesse de volta, que nós dois estivéssemos de volta. Com esse pensamento eu me arrastei até a cama, fechei os olhos, e deixei que o vazio preenchesse minha mente.
Nada é por acaso.
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4 de Julho de 2007
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Os fogos de artifício explodiam no céu, os habitantes da pequena praia estavam estourando os últimos fogos ao fim do dia. Ajeitei os óculos de sol e continuei andando a beira-mar. Até onde eu havia entendido, as poucas pessoas que viviam ali, trabalhavam nos hotéis ao redor da cidade, nessa época do ano tudo ficava cheio, apesar de que hoje mal se via alguém.
Na próxima semana já estaríamos de volta a Konoha High e eu queria aproveitar a calmaria da melhor forma que eu podia. Sai veio para os EUA conosco e nesse momento deveria estar aos beijos com seu amante americano. Um sorriso se formou em meus lábios, ele deveria estar se divertindo bastante.
Eu fiquei praticamente sozinha essa semana. Kushina e Akane preferiam ficar na piscina, elas conversavam sobre várias coisas, da última vez era sobre a nova decoração que elas planejavam fazer quando voltássemos a Tóquio. Kushina alegava uma imensa felicidade ao voltar para casa. Na outra metade do tempo as duas se reuniam a Minato, Touya, Fugaku e Hiashi para discutir o real motivo de estarmos aqui. A empresa estava com problemas.
Todo mundo que é ligado a empresa é bom ator – faz parte do trabalho. Kushina e Akane demonstravam despreocupação sempre que me avistavam. Nenhuma das duas queria que alguém de fora descobrisse, e no caso de Kushina, ela não queria deixar Naruto preocupado. Meu pai, por pior que fosse, sempre foi bom em resolver os problemas da H&U, então não deixei que tudo isso me impedisse de dormir à noite.
Sasuke estava aqui. Até onde eu sabia ele tinha se tornado mais idiota do que antes, mas não deixava de ser estranho passar por ele, como se, para os dois, não houvesse ninguém ali ao lado. Eu queria que Itachi tivesse vindo, para poder distrair-me com ele agora, era uma droga que ele tenha ficado preso na faculdade. Isso, ou vigiando a empresa enquanto os donos estavam fora.
Aproveitei o silêncio deixando minhas coisas na areia e dando um mergulho no mar. Estava anoitecendo quando voltei para casa. Minhas pernas estavam um pouco doloridas pela longa caminhada, alonguei-me, tomando banho e vestindo roupas frescas. Comi um rápido sanduíche depois de ser informada que o jantar sairia em uma hora.
As vozes vinham do escritório de Kushina, ela praguejava nitidamente. Tirei os fones de ouvido me pondo a escutar.
- Nós sabemos que nenhum dos quatro está preparado. - Hiashi disse. - Hinata é ingênua demais. Ela não nasceu para isso, Hanabi é muito melhor, mas muito nova.
- Sasuke tem a natação, pretendo colocá-lo na empresa apenas no próximo ano. - Eu conhecia esse tom de Fugaku, ele e Sasuke deveriam ter discutido por causa de Emiko recentemente.
- Sakura. - Kushina gritou,e, por um segundo imaginei que ela tivesse me descoberto fuçando. - Ela já está nos outdoors, é esperta e responsável, pode muito bem começar a aprender e se tornar -
- Não. - Fugaku a cortou. - Depois do que aconteceu em Veneza é melhor que ela se concentre na escola.
- Eu concordo. - Akane falou, eu tinha certeza que Fugaku colocou algo na cabeça dela.
- Mal faz um ano. - Touya. Eu estava esperando que ele se pronunciasse. - Ela pode ter mudado o modo externo, mas eu conheço aquela criança. Ela tem a mente de Mai, é capaz de nos dar um desfalque.
- Não acredito que está falando assim da Sakura. - Kushina era pequena, mas já tinha ganhado milhares de medalhas em artes marciais. Apesar disso, eu sabia que meu pai não tinha medo dela. - Se ela fez o que fez foi por sua causa Haruno Touya.
Eu conseguia imaginá-la batendo com o indicador no peito dele. Seu cabelo esvoaçando como fogo e Minato pensando como acalmá-la. Deixei minha própria fúria de lado me focando novamente neles.
- Kushina, não comece.
- Não se meta Fugaku. - Aposto que foi ela a estralar os dedos lá dentro. - Você sempre soube que Mai não era do tipo doce e ingênua. Sim, merda, ela era minha amiga, mas ela também fez um inferno da vida do pai dela. Se você tivesse dado o mínimo de atenção para ela, se você e Akane tivessem se importado com ela, Sakura jamais teria usado drogas ou tentado se matar.
- Uzumaki Kushina não me diga como educar minha filha.
- Touya, lembra quando você fumou maconha até não poder mais porque seu pai te culpou por Kakashi renunciar o sobrenome dele? Ou como nós dois, Fugaku e Hiashi gostávamos de encher a cara com a idade dela? Agora olhe para Sakura! Você a vê rindo ou se divertindo? Ela sequer fala com Sasuke e eles eram como unha e carne.
Rangi os dentes, escorregando da parede até o chão, eu não queria tê-la me defendendo, ou Touya me humilhando. Droga, por que minhas malditas pernas não saiam do lugar?
- Algo aconteceu para ela viajar do nada, ela deveria estar em pânico por algum motivo. E eu não creio que no meio do ano você tenha aceitado a desculpa dela "To-chan, deixe-me ir para a Itália, quero olhar o cenário que inspirou Shakespeare". Por favor, Touya! Sakura não está bem a quase dois anos e você simplesmente não se importa!
Não aguentei, corri para o quintal, entrando na cúpula. Eu não precisava ouvir tudo aquilo para saber quem meu pai era. Eu poderia ser Madre Teresa e ele me veria do mesmo jeito. Um peso, uma sombra da mulher que ele amava, nada mais que isso.
Coloquei a música no máximo, meu corpo se movendo em seu próprio ritmo. Que Touya fosse para o inferno! Eu iria mostrar para ele o quão fantástica eu podia ser. Ajudaria Sarutobi-sama mais ainda, e colocaria sempre o meu melhor sorriso no rosto. Eu não queria que eles sentissem pena de mim nunca mais. Daria jus ao título de Rainha de Gelo. Eles não teriam mais motivos para me ver como uma fracassada, não enquanto eu respirasse.
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26 de Agosto de 2008
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Não podia dizer ao certo quanto tempo havia passado desde que Sasuke se trancou no banheiro. Eu havia comido um doce que estava dentro da pequena geladeira, bebido água e acabei pegando no sono. Franzi o cenho, havia uma brisa fria tocando meu rosto, mas meu corpo estava coberto. Abri os olhos, ele estava sentado, um caderno nas mãos, banho tomado, vestido e lendo algo.
Dei uma leve arrumada nos meus cabelos, esfreguei os meus olhos. Queria que ele me dissesse algo, qualquer coisa.
Por um lado nossa situação não era apenas constrangedora, mas bem insatisfatória. Ontem, ambos abrimos a boca para dizer 'eu te amo' e não um 'eu te amo' qualquer, por algum motivo eu ainda não tinha digerido isso. O que era meu pessimismo achando que tudo o que estávamos vivendo juntos era uma grande mentira. E... Com ele ali sentado imerso nos próprios problemas fez com que eu me sentisse exposta para um completo estranho. No fim não havia sido somente eu que havia mudado, Sasuke também tinha o feito.
- E agora? - Perguntei. Meu corpo todo latejava.
- Agora o que, Sakura? - Eu estava odiando cada vez mais o tom que ele empregava ao meu nome.
- Não sei. Só não quero passar o resto do fim de semana trancada aqui, não quando... Não depois da noite de ontem.
Uma salva de palmas, meu ferrado senso de romantismo estava de volta. O que eu queria lhe dizer de verdade era: "Não quero brigar com você, não quero que me odeie, não depois de eu ter me sentido tão maravilhosamente bem após dormir com você!". Admitir sentimentos nunca foi o meu negócio, porque para o meu subconsciente, essa era a maior merda do mundo. Era detestável, mas eu não via outra saída.
- Não me olhe desse jeito. - Falei. Ele só arqueou a sobrancelha. - Sim, desse jeito, como se nada tivesse acontecido, com empatia e frieza.
Deixou o caderno de lado, que reconheci como sendo o bloco de notas onde eu antigamente desenhava. Sasuke ficou de pé e eu imitei seu gesto, nossa diferença de altura fazia com que ele me olhasse de cima. Minhas mãos estavam em punhos e me indignava que ele continuasse calmo, isso só fazia com que minha fúria aumentasse.
Dei um passo à frente, agora só havia um palmo nos separando. Ansiosa e aflita, prendi meu cabelo em um nó, os jogando sobre o ombro. Já havia algum tempo que esse tipo de atitude se sobrepunha sobre mim, decidi fazer o que eu queria. Espalmei as mãos no seu peito, apertando com força o tecido da sua roupa, o trouxe para mais perto, meus olhos cravados nos dele.
- Você queria a antiga Sakura de volta, pois ela está aqui agora! Então seu filho da puta, me diga logo, fale a merda da verdade! Você queria que eu lhe contasse sobre Mikoto por mais que eu não devesse, eu o fiz. O que você vai fazer? Gritar comigo, acusar o mundo, ir atrás de quem a matou?
Percebi uma dose de satisfação no seu rosto, isso se devia ao meu bom comportamento ter ido para o espaço. Deus! Meu atual problema era pensar muito nas consequências, em coisas que eu não necessitava me preocupar. Talvez isso fosse algo melhor em comparação aos meus antigos atos imprudentes, mas depois daquele show que eu fiz com Konan notei que as coisas não tinham mudado tanto assim.
Vindo de lugar nenhum, isso me lembrou de quando discutimos, a briga tinha começado do nada, e, logo ele queria saber por que eu nunca "namorava" - (isso antes de Itachi) - e eu porque ele trocava constantemente de namoradas. Agora, mais ou menos, fazia sentido. Respirei profundamente tentando me focalizar no presente, era absurdamente fácil de perder a linha do raciocínio para mim.
- Merda, Uchiha! Responda!
- Você é insuportavelmente irritante. Eu não aguentei esse seu maldito cinismo, seus sorrisos falsos, e a fodida pessoa que você criou. Detesto seus segredos e a forma que se enclausurou, sua felicidade mentirosa me enoja.
Mal pisquei, meus olhos estavam serrados, prestando total atenção no que ele dizia. Sasuke apertava meus braços em seu acesso de raiva. A ira irradiada dele parecia pior do que sempre foi. Eu não me importei, cada palavra que saía da sua boca ficou guardada por três anos e meio, só esperando para que eu as ouvisse.
- Odeio ter tentado chamar a sua atenção, o rancor e ainda mais a facilidade com que o esqueço toda vez que ponho meus olhos em você. - Caí para trás deitando na cama. - Nunca vou entender porque não consigo te mandar para o inferno.
Cada mísera coisa dita por Uchiha Sasuke foi em um tom frio e assustador, ele não precisava exclamar, ele sabia o quanto sua forma calma me irritava, e em momentos como aquele, acredito, que ele não pensava nisso. As coisas só saiam na sua forma nua e crua, com dor, raiva e desgosto. E foi a soma disso tudo que me fez arregalar os olhos.
- Você me ama! - Soquei o seu peito em um gesto espontâneo. - Não acredito que um desgraçado como você pode me amar!
Talvez ele não precisasse de exclamações, mas eu, eu necessitava delas.
- Detesta esse fato tanto quanto eu? - Perguntou no tom mais cru de sarcasmo.
- Você não tem ideia.
Eu o empurrei para o lado, nossas respirações ofegantes pela descarga de energia. Eu não me lembrava da última vez que me exaltei daquela forma, nada de lágrimas, só gritos rancorosos e estranhamente corretos, éticos. A verdade fundamental estava empregada ali. Eu estava um pouco aliviada, mas não pude dizer como seriam as coisas dali para frente com nossos gênios de fogo.
- Você não me respondeu. - Falei arfante. - O que vai fazer sobre o que eu te disse?
- Não sei. - Estendeu o braço cobrindo os olhos. - Apesar de saber o que aconteceu isso não faz com que eu me sinta melhor.
- O peso da culpa sempre vai estar presente.
Rolei para a direção contrária a sua, ficando de bruços na cama, juntei meus braços fazendo deles um travesseiro. Eu estava realmente cansada. Como eu havia dito anteriormente, faziam anos que eu não tinha uma noite tranquila, ou que meu autoflagelo fosse totalmente ignorado. Percebendo como eu estava agora, eu continuei deixando meu instinto e minhas vontades me guiarem.
- Lembra-se do bilhete que eu recebi?
- O que tem ele?
- Era uma ameaça, que se eu abrisse minha boca de novo, cabeças iriam rolar. – Olhou-me atentou. - Você entende a gravidade da situação agora?
- Hn. - Assentiu.
- Ótimo. – Olhei-o com toda a seriedade que eu tinha. - Porque, Uchiha, se algo acontecer com você, juro que te busco no inferno se for preciso, só para que eu possa lhe matar de novo.
Ele sorriu de canto, suspirando. Sabe, era tudo tão estranho e confuso. Havia ele, e como se nós não fossemos espertos e astutos o suficiente poderíamos acabar com uma maldita bala na cabeça. Tinham os segredos da nossa família, e Mai vindo do nada, eu ainda queria saber o que ela veio fazer no Japão, isso não tinha ficado claro para mim. Eu só me sentia bem melhor por nós dois termos saído desse impasse. Era gratificante e prazeroso.
Sentir isso não deveria estar errado? Quero dizer, ainda tinha tanta merda na minha vida, mas eu estava feliz por saber que ele me amava, eu não podia culpá-lo por não ser o melhor em demostrar isso, porque eu também não era. Depois de toda aquela briga eu comecei a rir, e não somente isso, eu estava gargalhando. No fundo eu sabia que tinha me tornado minimamente melhor, todavia, já era alguma coisa.
- Por que você está rindo?
- Eu não sei. - Falei sincera.
Sentei-me na cama, sorrindo de orelha a orelha. Eu estava dentro de um dèjá vú, não imaginei que isso fosse tão gratificante. Eu procurei pelo aparelho de som do quarto, quando o achei dei uma olhada na estante de CD's achando o que eu queria. Sasuke olhou para mim, e eu me joguei ao seu lado.
- Eu te perdoo. - Eu falei olhando para o teto, os braços atrás da cabeça.
- Eu não pedi seu perdão.
- Não em voz alta. - Eu disse. - Só quero receber o mesmo de você. Lembra o que costumávamos dizer um para o outro?
- Hn. - Isso era um sim. - Nada é por acaso.
- Posso deixar meu senso clichê falar por mim agora? - Cobri meu rosto com o travesseiro, isso seria constrangedor. - Se estamos novamente aqui, nessa fodida situação, é porque devemos fazer algo juntos, não acha?
Pelos céus, eu queria bater a minha cabeça na parede por dizer essas porcarias, mas inferno, elas faziam questão de sair pela minha boca. Fechei os olhos com força quando o travesseiro foi tirado de cima de mim. Mãos me levantaram pela cintura, agarrando meu corpo, havia lábios suaves na minha bochecha.
- Você está parecendo uma criança, rosada. - Ele riu baixo. - Mas talvez esteja certa.
- Isso é sério? - Estava surpresa, tanto que arregalei os olhos para ele. Seu rosto estava calmo, uma calmaria diferente da anterior. - Você me perdoa, Sasuke-kun?
Tirou o cabelo do meu rosto, daquela forma tão singela que só ele possuía. Do jeito que olhava eu podia vê-lo dizendo "Sakura, o que eu faço com você?". Talvez essa fosse uma das coisas que eu mais senti falta. Meu coração batia rápido e eu estava "ok" com isso.
- Sim. - Ele fechou os olhos, acho que tanto para ele quanto para mim essa era uma coisa difícil de dizer. - Eu perdoo você.
Não houve um alívio instantâneo ou um peso invisível desaparecendo das minhas costas, mas eu me senti grata. Por que eu queria muito estar com ele, mas também era difícil. Você não esquece coisas ruins em um estalar de dedos, mas no meu caso eu estava tentando fazer com que as coisas boas as sobrepujassem.
Com a postura ereta e olhar sério no rosto, eu lhe dei um beijo casto, apreciando sua retribuição. Eu tentaria me livrar do meu pessimismo e arranjar uma forma de mudar todas as coisas confusas e complicadas que preenchiam minha vida. Eu já tinha dado alguns passos, e já tinha passado da hora de continuar a caminhada.
No fim, talvez eu devesse agradecer Naruto e Hinata, por terem me proporcionado aquilo.
- Obrigada. - Sussurrei.
Não sabia se era por mim, por ele, ou por nós, mas eu esperava que as coisas melhorassem dali para frente. Ao menos eu sabia que eu o teria, dessa vez, só para mim.
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28 de Agosto de 2008
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Era segunda-feira e eu estava entrando na casa dos meus pais tranquilamente, hoje era aniversário de Touya. Mal eram sete horas, e minhas aulas começavam um pouco depois das oito, Kakashi tinha deixado o apartamento antes de eu levantar e algo em mim quis ver os dois.
Eu ainda tinha todas as chaves da casa, admito que era estranho não ter alguém dirigindo o carro para mim. Essa era uma das coisas que tinha mudado comigo morando com Kakashi, eu tinha que me virar por conta própria, não haveria ninguém ali para me servir vinte e quatro horas por dia se eu desejasse.
A casa estava silenciosa, e eu entrei ajeitando a bolsa no meu ombro e colocando o cabelo para trás. A luz da cozinha estava acesa e eu fui até lá, me escorando no arco da porta enquanto encarava o homem que fazia quarenta e sete anos, no seu terno bem passado e olhos cansados. Eu sempre quis ter toda essa jovialidade que ele exalava. Otou-san poderia estar nos cinquenta daqui a três anos, mas você é incapaz de dizer que ele tinha mais que trinta e seis.
- Ohayo. - Eu disse.
Touya e eu nunca tivemos um relacionamento muito bom, mas eu me senti no dever de ser a primeira a lhe parabenizar. Eu fiquei lembrando do que Sasuke me disse no domingo, que ele não gostava do fato de não ter estado mais com Mikoto, e não poder mais fazer isso. Claro, os dois sempre se deram bem, mas, por mais desgraçado que o homem a minha frente fosse, ele continuava sendo meu pai e eu queria estar de bem com ele.
- O que faz aqui Sakura? - Perguntou.
Não soou grosseiro, mas sim relutante. Ele deveria estar se perguntando o motivo da sua filha que a pouco pediu emancipação vir conversar com ele. Eu poderia dizer que era sobre as ações que foram transferidas para o meu nome, ou fingir uma má educação, mas resolvi não pestanejar e falar a verdade.
- Vim te desejar feliz aniversário. - Sorri fracamente.
- Não esperava por isso. - Deu de ombros, continuando com sua seriedade. Talvez ele estivesse se lembrando das minhas palavras, sobre estar cansada de ser filha de todos os três. Eu odiava a culpa que começava a me preencher.
- Eu sei. - Parei na sua frente, e ele me olhou em expectativa. - Feliz aniversário, pai.
Envergonhada, eu lhe abracei. Acho que Touya ficou tão surpreso quanto eu por minha atitude.
- É bom ter você aqui Sakura.
To Be Continued..
N/a:
Então gatas, o que acharam?
Como eu disse antes, 80% desse capitulo foi escrito quando eu estava na praia. Ele demorou mais porque é meio chato ficar digitando algo quando você está ansiosa para dar a continuação nisso.
Eu acho que esse capítulo marcou o final em uma etapa da fic. Não por Sasuke e Sakura se acertarem, apesar de que isso foi algo importante, mas sim pelo orgulho e a mágoa superada. Esse capítulo só teve dez páginas, mas eu prometo recompensar no próximo.
Eu coloquei "Explosões ao Acaso" como título desse capitulo pela as situações que do nada aparecem na vida dos dois, e como um pode ser tão controlado quanto o outro, mas chegam em um ponto de total descontrole que surtam, falando tudo o que esteve guardado, surgindo uma grande explosão.
Ah, reviews dos três últimos capítulos respondidas. Talvez eu atrase um pouco, mas vocês vão ter no mínimo uma atualização mensal. Eu estou no meu último ano da escola, o que complica um pouco para mim. Ah, eu estou escrevendo o próximo capitulo de Darkness, e Between Truths and Lies. Que vergonha, faz maior tempo que eu não atualizo essas duas. Ainda essa semana tem mais um capítulo de Ressurgir também. ;D
Bom, nesse domingo, dia quatro, eu estou muito feliz, essa última parte foi escrita hoje. Eu li em algum lugar que 2012 vai dar início a idade da luz, ou coisa assim, que vai ter muita positividade no ar. Eu acho que começo a ver isso. Kkk' Mais inspiração vindo para mim, isso é boa notícia para vocês!
Não tenho muito o que falar nessa n/a, mas só posso dizer que minha vontade de escrever Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado só está aumentando. Eu gosto tanto dessa fic porque a Sakura daqui é totalmente o contrário da Sakura de Just Me, e essa última foi uma das histórias que eu mais amei escrever.
É isso. Espero saber o que vocês acharam.
Bgsbgs
Sami
N/b:
Hey people! Muitas emoções no decorrer do capítulo...parece que finalmente as coisas estão se acertando entre a Sakura e o Sasuke... particularmente, amei a cena em que eles, furiosos, falam tudo e acabam se perdoando...
E então, qual a expectativa de vocês para os próximos capítulos? Comentem, please...
Beijos
Bella
Reviews (os de usuários cadastrados já foram respondidos):
Nick: Sim, o capitulo foi totalmente para você, por que gata, sua review foi importante para mim. Na minha última fic os reviews eram enormes e em grande quantidade por capitulo, claro era uma fic leve entre outras coisas, mas Meu Anjo está sendo uma das mais importantes para mim. ;D Então, só tenho a agradecer. Kkk' Bom, se você gosta do passado deles, acho que deve ter gostado do POV Sasuke e Sakura de um mesmo período de tempo, assim espero. Nossa imagina eu sem o note na praia, e eu levei um caderno, sem linhas, por causa disso. Eu tinha lido e relido muitas vezes o capitulo, mas para passar para o computador e psicografar minha letra foi difícil. Kkk' SasuSaku sempre foi meu casal preferido por ser o mais complicado, e eu adoro fazer essas coisas loucas como o amor dos dois pela Mikoto e a péssima situação por causa da morte dela. Nesse capitulo eu quis lavar a roupa suja, uma coisa bem explosiva mesmo. Ah, se não fosse pelo Naruto e a Hinata eu acho mesmo que eles teriam fugido. Os dois são cabeças duras, sempre precisam dos cúpidos particulares. Ah, minhas férias acabaram semana passada, não sei onde mora, mas aqui no em RS as aulas começaram dia 27/02. É meu último ano, e apesar da pressão dos professores eu estou gostando bastante. Quero fazer faculdade de letras por causa da minha paixão por escrever, então tento prestar atenção na aula de português. Kk' Mas sério, eu espero que você entre de cabeça na fic assim como eu faço, uma hora a inspiração vai embora, e na outra eu nem vejo que já escrevi todo um capitulo. Ah, e suas reviews são maravilhosas, sério! Nossa, essa dos abrigos subterrâneos eu não sabia, mas eu gosto bastante de culturas antigas, e até onde eu vi era para ser um novo ciclo de positividade, vai saber também. Não faz mal, o FF bebe às vezes. Kk' Então, esse capitulo talvez tenha sido mais esclarecedor para uns e menos para outros. Que conclusão você chegou? Kkk'
Liilly: Obrigada gata, é sempre um prazer ter uma marca sua na minha fic. Kkk' Acho que todo mundo queria ter amigos como o Naruto e a Hinata, eu não tenho no sentido de cupido, mas no resto estou ok. Kkk' Sabe, eu gostei de saber que você está gostando da Sakura da minha fic, porque ela é bem diferente das que eu geralmente leio. Tipo, geralmente põem o Sasuke escondendo segredos e ela submissa, mas eu não acho que um relacionamento seja assim, então quis colocar meu ponto de vista. ;D Tipo, eu sou uma completa viciada em TPR, hoje saíram três novas músicas, Hit Me Like A Man, Under The Water, e Cold Blood. Eu amei as demos! Bom, realmente espero que tenha gostado desse capitulo também. ;D!
Alice C. Uchiha: Nossa, admito que é meio automático escrever seu nome para responder uma review. Kkk' Tipo, acho que você leu todas as minhas fics, então meio que decorei. Kkk' A eu li todos os livros antes de virar modinha também, tanto que quando eu estava procurando fics Jake&Nessie eu acabei descobrindo o FF e comecei a escrever fics de Twilight. Kkk' Flávia também é um nome bonito, eu gosto. Kkk' Sabe que quando eu cortei meu cabelo bem curto me disseram que eu fiquei parecida com a Alice, só que começaram a me chamar de baixinha, e da última parte eu não gostei muito kkk'. Nossa, eu amo escrever os dois, cabeças duras e complicando sempre as coisas. Se você gostou do capitulo passado, espero que goste desse, porque nele tem umas pistas sobre o próximo. Kk' Bem, espero que cúpidos Naruto e Hinata entrem mais em ação. Kk' Sim, ainda vai acontecer muita loucura por causa da empresa, no próximo capitulo tem disso também. Kk'k Bem, espero que tenha gostado. ;D
