N/a: Certo, certo, moças, vocês me convenceram! Teremos, então, mais alguns capítulos pela frente.
Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado
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Capítulo Trinta e Um
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Desconfiança
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Não há mais tempo para palavras de afeto, a casa está desabando e você está sozinha. Todos se foram, e agora de quem você vai fugir? O que se faz quando o teto está caindo e não há ninguém para te salvar? Pois é, parece que seu mundo não é tão cor-de-rosa quanto pensou.
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02 de Abril de 2009
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Dizem que o instinto humano tende a ser subestimado. Desde o começo da civilização foi considerado um ato de selvageria, o instinto era o animal e um ser humano jamais pode se deixar levar por isso. Diferente do que me foi ensinado, eu sempre mantive os ouvidos atentos para o que meus instintos queriam me dizer.
No momento em que Touya veio falar conosco, no momento em que ele pousou os olhos em mim, eu soube que teríamos problemas. Havia uma veia saltando de minuto a minuto, pouco abaixo de seu olho direito. Ele não parava quieto e por mais que suas palavras despedaçassem Sakura, elas só me deixavam mais alerta. Sim, ele realmente veio nos avisar de algo, não veio nos contar histórias antigas. Pelo contrário, todos os seus gestos indicavam que o perigo estava próximo.
Não houve surpresa quando encontrei meu avô no nosso quarto, ele sempre teve algo contra Sakura e, de certa forma, contra mim também, mas só quando vi minha mãe com os olhos inertes como a própria visão do sofrimento, que percebi porque ele se mantinha atento aos nossos passos. Foi em um impulso, em um instinto primitivo que apontei o revolver para ele.
O que se passou a seguir foi rápido. Minha mãe pediu desculpas, nós questionamos o que estava acontecendo, Mai apareceu em mais um de seus surtos de loucura, e então os tiros começaram. Meu corpo me dizia que a única coisa de útil que eu poderia fazer era proteger Sakura e Hiro e, sim, a criança com o meu sangue que ela carregava no ventre.
Senti-me aliviado por ela ter me ouvido – ao menos uma vez -, por ter se escondido dentro do banheiro. Depois que a porta se fechou, vi Mai sorrindo abruptamente. Minha mãe empurrou Hirome, e eu vi que ela não tinha se perdido totalmente, ainda era a mesma mulher que fazia tudo por seus filhos. Quando Hirome viu que minha mãe o empurrou, ele atirou um pouco abaixo do que seria seu pulmão esquerdo. O velho caiu duro no chão, surpreso. Mai havia atirado nele.
Em mais um de seus gestos desconexos e sem qualquer sentido, ela começou a se alongar, estralando o pescoço e a coluna de uma forma natural. Passou as mãos pelos cabelos e os jogou para trás, desviou das poças de sangue, cuidando para não sujar os sapatos. Ela se aproximou de mim e bateu o indicador no meu peito.
- Vamos deixar algumas coisas claras aqui, Uchiha Sasuke. – Sussurrava. O que quer que fosse que ela me dissesse, Mai não queria que Sakura soubesse. – Eu não tenho complexo de bipolaridade, como vocês imaginavam. Estou bem consciente das minhas ações.
- Hn.
- Não venha com "hn" para mim, fedelho. – Bufou. – Sua mãe vai ficar bem, ela já passou por coisa bem pior. Eu só quero lhe informar algumas coisas. Não confie no seu pai, ou na sua madrasta, da sua família só o seu irmão é confiável. Leve Sakura para longe daqui, e cuide da minha filha, se não eu volto dos mortos por você.
Fiquei imóvel quando ela me abraçou. Mai ficou olhando para a porta do banheiro com remorso nos olhos. Não perdi tempo tentando entendê-la, olhei para minha mãe e tentei caminhar até ela, mas a mesma me impediu.
- Mai sabe o que está fazendo, Sasuke. – Disse pausadamente. – Pegue Sakura e saia daqui, agora!
Encarei-a. Deveria estar louca, não existia uma mínima possibilidade de se confiar em Mai. Tentei clarear meus pensamentos, essa era só mais uma cena de crime envolvendo a minha mãe. Talvez eu devesse começar a me acostumar. Detive-me, olhando para o corpo do meu avô, estirado e sangrando. Suspirei e desviei, caminhando até a porta do banheiro. Bati gentilmente, sem escutar nenhuma resposta. Chamei seu nome, mas também não houve resposta. Não tive escolha senão empurrar, sentindo um peso se movendo.
Algo em mim se rachou, não sei dizer exatamente o que, no entanto, senti que se acontecesse de novo, eu iria cair da beira de um abismo. Os olhos dela estavam fechados com força, seus dentes rangiam, segurava com força o braço ensanguentado, havia uma corda, muito mal amarrada em uma tentativa inútil de conter o fluxo de sangue. Procurei Hiro com os olhos, e o encontrei dormindo calmamente na banheira, como se nada de ruim estivesse acontecendo. Agachei-me na frente da rosada e segurei seus ombros, ela tinha aberto os olhos, porém eu não consegui dizer se ela realmente estava me vendo ali.
Peguei Hiro no colo. Encarei-a e disse:
- Vamos.
Passei o braço pela sua cintura e vi que tremia. Estava tudo fora do controle, eu não sabia por quanto tempo eu iria aguentar.
- Feche os olhos.
Ela fez o que eu disse. Quando passamos pela sala, minha mãe não desviou os olhos de nós. Fiquei mais calmo, agora Mikoto estava escorada no sofá, respirando muito devagar. Toda a cena era torturante demais. Eu queria ficar para ajudá-la, mas eu não sabia o que aconteceria se eu deixasse Sakura esperando por mais tempo. Se alguém tivesse escutado alguma coisa e chamado a polícia, se isso acontecesse, é bem provável que Hiro iria ficar aos cuidados de outras pessoas. Sinceramente, eu não sabia quanto mais Sakura poderia aguentar.
Saímos do quarto e fomos direto para o elevador, mantive a cabeça abaixada, o rosto de Sakura escondido no meu pescoço e Hiro virado para mim. Eles não poderiam ter provas exatas de que estivemos ali. Não importava se estivéssemos cadastrados no Hotel, poderíamos estar em qualquer parte, desde o jardim até as saunas. Não conseguiriam nos colocar na hora exata, no momento em que tudo aconteceu.
Coloquei-a no banco do carro, e ajeitei Hiro no acento para bebês. Antes de ligar o carro, dei uma breve olhada no seu rosto. Sakura mal piscava. Seu corpo tremia e sua consciência deveria estar a quilômetros dali. O carro estava em movimento agora, vi uma placa avisando que estávamos saindo de Tóquio. Liguei para Itachi.
- Sasuke? – Ele disse extremamente surpreso.
- Eu preciso de sua ajuda.
- Como seu irmão ou como seu advogado?
Eu quase sorri, fazia muito tempo que ele não me fazia essa pergunta. Mantive os olhos na estrada, essa ligação tinha que ser rápida.
- Um pouco dos dois.
- Sakura está com você?
Previsível. Ele sempre perguntaria dela. Eu não sei ainda como irei contar para Itachi tudo que aconteceu hoje, mas eu poderia ficar tranquilo, independente dos fatos, ele ajudaria Sakura, sem sequer pensar sobre isso.
- Sim. Vamos precisar de um médico e de um avião que possa nos tirar do Japão.
Fez uma pausa. Suspirou e me passou um endereço, eu deveria estar lá no máximo em uma hora.
Acelerei. Estranhamente, o silêncio estava me incomodando. Tentei não acreditar nas calúnias que Mai havia dito, apesar de que quando minha mãe a apoiou algo em mim fez com que eu a considerasse um pouco menos insana. Ela humilhou Sakura, inconsequente e descontrolada como a rosada era, acabou se entupindo de pó branco. Foram Mai e Touya que atiraram na minha mãe, fizeram com que um abismo de desconfiança se formasse na cabeça da Haruno e, de certa forma, na minha também.
Parecia muito fácil culpá-la, mesmo algo me dizendo que isso não era o certo. Eu realmente não sabia mais o que fazer. Levar-nos para fora do país, como era nosso plano inicial, mas e depois? Uma acusação de assassinato estava por vir. Simplesmente fugir não daria certo. Precisávamos de mais alguma coisa. Eu só precisava fazer mais uma ligação.
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03 de Abril de 2009
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Itachi estava escorado perto da janela, ele tinha as mãos nos bolsos e continuava meditando em silêncio. Sasuke parecia não ter se recuperado do choque ainda, foi muita coisa acontecendo em um dia só. Por alguma razão inexplicável o meu desespero tinha ido embora, e o que me restou foi uma irritação incalculável.
Lembrei-me de uma série de coisas essa noite, e as peças foram se juntando, uma depois da outra. Senti-me uma tonta por não ter percebido nada antes. Levantei os olhos e vi que agora Itachi me encarava. Havia um brilho opaco em seus olhos, ele só estava esperando que eu começasse a fazer perguntas. Mas, eu não tinha nada para questionar, eu já tinha ligado todos os pontos.
- Sasuke sabe?
- O que Sasuke deveria saber?
- Acho que ele deveria saber que você manteve contato com sua mãe todos esses anos, e isso me faz pensar que você tinha uma boa relação com Mai e Hirome. O que eu não entendo é como você conseguiu ver sua mãe presa sem fazer nada para mudar isso. – Falei entre dentes.
Sasuke tinha me atualizado essa manhã. Mai perdeu o juízo e atirou em Mikoto e Hirome, logo depois olhou para Sasuke e disse "Cuide da minha filha, se não eu volto dos mortos por você". Sem hesitação ela caminhou para fora do quarto em uma lentidão admirável. Hirome não sobreviveu, seu corpo estava velho demais para suportar uma perda tão grande de sangue. Mikoto está em algum Hospital em Tóquio com seus pais e irmão. E eu? Bem, eu estou em algum lugar da Coréia do Sul.
A cada cinco minutos o canal de notícias divulgava o ocorrido. O Patriarca Uchiha, em um acesso de loucura, tinha tentado matar seus netos, e manteve a nora em uma espécie de cativeiro com a ajuda de uma terceira pessoa desconhecida (no caso, esta seria Mai). Como meu pai não tinha dado sinal de vida, eu teria que fazer, em um momento ou outro, uma coletiva de imprensa. Fugaku não teria coragem de mostrar as caras, e mesmo que Kushina e Hiashi já tenham dado uma declaração, não serviria para nada. Eles não eram Haruno ou Uchiha.
- Você teve um ataque de pânico horas atrás Sakura, esse não é o melhor momento para falar sobre isso.
- E quando vai ser? Quando você vai me contar que seu grupo de "amigos" sempre esteve me rodeando, de olho no que eu fazia. Que Mai ou Mikoto, ou Deus sabe quem, mandou você me checar, só para ter certeza que eu não desconfiava de nada.
- De onde você está tirando essas suposições sem fundamento? – Perguntou. Eu odiava isso em Itachi, ele sempre estava calmo, não importava a situação que estivéssemos.
- Deixe-me ver. Talvez por Hidan me procurando na escola e me dizendo que tudo ficaria bem, mas que eu precisava me manter calada. E você é a única ligação que eu tenho com ele, você e Deidara, quero dizer. Por favor, se eu estiver dizendo uma única coisa que não seja verdade aqui, me corrija.
Ele suspirou profundamente. Talvez fosse a gravidez ou o trauma emocional me deixando com vontade de chorar, eu não conseguia aceitar que Itachi tinha se tornado como qualquer outro membro da família, alguém que manipula, mente e faz tramas em prol de um objetivo egoísta. Novamente, por que inferno eu deveria estar surpresa? O mesmo aconteceu comigo, e o que me garante que eu não sou exatamente como todo o resto?
- Não posso ter essa conversa com você agora. – Disse.
Saiu porta a fora, sem mais nem menos. Não deveria estar surpresa, eu o acusei, sendo culpado ou não, eu sou uma das poucas pessoas com que ele se importa, é claro que o primogênito Uchiha não ficaria feliz com as minhas incriminações.
Não se passara nem um minuto e Sasuke entrou no quarto, desconfiado. Eu não tinha entendido porque ele ligou para o seu irmão, sempre houve uma desconfiança muito grande entre os dois. Se me perguntasse, eu diria que ele telefonaria para Naruto, e logo o Uzumaki viria com a Hyuuga ao nosso socorro. A situação tinha chego a um ponto tão extremo que mais nada fazia sentido.
Sasuke arqueou as sobrancelhas para mim, esta era sua forma de perguntar o que havia acontecido. Escorreguei na cama, como uma garota de seis anos e abracei meu travesseiro, mal humorada. Eu não estou conseguindo lidar mais com isso. Tínhamos planejado ir para longe, no entanto, essa não parece ser a melhor solução, não mais.
- Como foi? – Perguntei.
A polícia tinha ligado meio hora trás, eles já tinham interrogado Sasuke e quando souberam que eu acordei fizeram seu próximo movimento. Tudo tinha acontecido vinte e quatro horas atrás, até menos que isso. Eu conseguia ver as acusações. Iriam contestar porque Sasuke não havia ficado e esperado a ambulância para Mikoto, ao invés de sumir comigo. Declarar que eu estou grávida e que sua prioridade sou eu não deveria ser o bastante.
Ele se sentou na beirada da cama e em um gesto automático, colocou as mãos nos bolsos. Olhava fixo para parede, talvez tivesse escutado minha conversa com Itachi, talvez não, quem sabe o que se passa na cabeça dele. Às vezes eu tenho meus palpites, como agora, para mim ele estava em um debate interno. Na maioria das vezes Uchiha Sasuke prefere se manter calado, apenas observando e tirando suas próprias conclusões, mas quando se trata de mim, bom, gosto de pensar que minha opinião é relevante para ele.
- Eles terminaram a análise no quarto de hotel. Encontraram a bala que te acertou, e confirmaram que era seu sangue no banheiro. A bala que acertou Hirome veio de trás, mas isso não quer dizer nada, eles ainda me têm como suspeito.
- Vão te pretender? – Perguntei, desviando meu olhar do teto.
- Temos quarenta e oito horas para estar em Tóquio. – Desviou da pergunta.
- E então?
Ele deu de ombros e se deitou.
Era estranho (não que existisse algo na minha vida que não o fosse), eu mal tinha me acostumado com o simples pensamento que estávamos "namorando", e agora "noivos", então futuros "pais", sem esquecer que somos duas pessoas sendo procuradas por causa de um crime. Eu não sabia o que dizer para lhe confortar, eu não sabia se era isso que ele queria. Em algum ponto, nos três últimos dias, eu havia perdido o dom de adivinhar seus pensamentos.
- Você acha que eles sabem alguma coisa sobre meu pai e Mai... Digo, sobre eles estarem envolvidos com a falsa morte da sua mãe?
- Eu não tenho a mínima ideia. – Disse.
O que eu poderia lhe dizer? Eu estava sem palavras, simplesmente esgotada. Não aguentava mais. A última coisa que eu quero é perder o controle novamente, e sei que se eu continuar pensando no porque de Mai ter aparecido, no porque de Mikoto estar viva, nos porquês em geral, eu iria explodir, e acho que dessa vez, não haveria nada que me colocasse no meu lugar.
Alguns minutos se passaram e nós continuamos sem falar nada. Novamente, é estranho que eu me preocupe com alguém de novo. Apesar disso, o que eu gostaria era ficar sozinha, colocar meus pensamentos em ordem, mesmo sabendo que isso não ia adiantar para nada. Eu só gostava da solidão de vez em quando. Não por eu ser dramática, mas eu meio que estou acostumada com ela.
Eu queria contar para Sasuke todas as minhas suposições, só que eu não estava conseguindo. Algo me segurava, como se minha parte racional me mandasse ficar calada.
O que estava acontecendo comigo?
Pensei na alucinação que eu tive. Sacudi-me mentalmente. Foi só um sonho, sonhos são apenas delírios da nossa mente, desejos, pensamentos reprimidos. Eu não tinha que lembrar daquilo agora.
- Minha mãe disse que eu podia confiar em Mai.
Sasuke disse de supetão. Eu sentei na cama, surpresa. Ele se sentou também. Chutou os sapatos dos pés e sentou-se com as pernas cruzadas, o cotovelo escorado na armação da cama... Ele só poderia estar brincando comigo. Mas, eu continuei sem dizer nada, só franzi o cenho para ele.
- E Mai disse que eu podia confiar em Itachi.
Tentei não gritar. Nunca gostei de ser uma menina que grita e esperneia como uma criança manhosa. Respirei fundo, contei até dez. Ok, como eu poderia achar uma resposta adulta para o que ele me dizia?
Levantou os olhos para mim, esperando que eu falasse algo. Mordi o lábio e olhei bem para seus olhos. Supus que ele estava nervoso também. Por favor, tínhamos visto alguém voltar dos mortos há pouco tempo atrás.
- E o que você pensa sobre isso? – Perguntei.
- Não consigo ter certeza sobre nada.
Eu entendi o que ele quis dizer. Desde pequenos, todos fomos ensinados que não devemos confiar no mundo, tudo é suspeito. Entretanto, também nos é dito que devemos confiar cegamente na nossa família. Depois de toda sujeira que meus pais, que todos que supostamente são nossa família, nossos laços de sangue, tinham causado... Tudo tinha chegado ao ponto extremo de que não se sabia mais em quem se confiar. Eu tinha Tsunade, Kakashi, Naruto e Hinata, mas... Depois do que acontecera com Mikoto, eu não tinha mais certeza sobre nada também.
Por fim, ele se levantou e depois me empurrou um pouco para o lado. Passou o braço pelos meus ombros, deitando-se ao meu lado.
- Temos que estar em Tóquio amanhã. Descanse um pouco.
- Você também precisa descansar. Quando foi a última vez que você dormiu?
- Hn.
Sorri de leve. Ao menos agora eu sabia que não tínhamos nos perdido tanto assim. Meu braço ainda latejava um pouco, mas deveria melhorar até amanhã. Que Deus nos ajude, porque eu não sabia mais o que esperava por mim em casa.
...
27 de Setembro de 2004
...
Nós estávamos fumando maconha. Só nós dois como raramente acontecia. Houve vezes em que eu me tornava alucinada, louca. As coisas mais absurdas se tornavam divertidas, suicídio soava engraçado. No entanto, hoje era aquele tipo de vez que sua mente se abria, que você para e reflete sobre as coisas.
Olhei para Sasuke. O abajur atrás dele o iluminava de uma forma angelical.
- Você parece um anjo. – Eu disse sem perceber.
- É Sakura, eu sou um anjo – negro. E você, bem, você é um anjo drogado.
Não me ofendi. Era verdade no final das contas. Votei a olhar para o céu através da janela aberta. As formas nas nuvens nunca antes tinham sido tão claras, uniformes. Vi anjos. Eu não sabia por que, mas eu os via sempre que eu ficava chapada. Eles nunca estavam felizes, só havia carrancas emburradas. Talvez... Talvez eles se perguntassem o que me levou a fazer aquilo.
Mas, não importava a razão, era irrelevante. Eu só estava procurando por um motivo para jogar tudo para o ar.
...
Continua
Nota:
Hahaha. Vocês devem estar pensando. Sabe, eu fiquei pensando comigo, eu não ia gostar que uma história que eu gostasse muito não terminasse direito, digamos assim. Pensei na Trilogia Millennium do Stieg Larsson (Os Homens Que Não Amavam As Mulheres; A Menina Que Brincava Com Fogo; A Rainha do Castelo de Ar). É uma das minhas séries favoritas, e o autor morreu, a mulher dele está lutando pelos direitos autorais (eles estão juntos por 25 anos, eu acho, mas não são casados legalmente, e na Suécia isso deixa ela sem qualquer direito), e ela disse que originalmente ele fez um esboço de dez livros sobre Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist. E, eu pensei, cara, eu não posso deixar Meu Anjo desse jeito.
Enfim, vocês sabem como algumas vezes, nós, leitoras, nos irritamos com situações desse tipo. Acredito que teremos mais alguns capítulos pela frente. Como aconteceu com toda essa fic, eu pensei e não pensei nas coisas acontecendo, algumas peças ainda estão se encaixando na minha cabeça.
Não prometo, mas vou tentar responder as reviews. É injusto eu pedir para vocês deixarem alguma, comigo não respondendo elas.
Espero que tenham gostado do capítulo. E até a próxima.
Beijos
Sami
N/b:
Ehhhhhhh, quem está feliz com esses capítulos extras, como eu, levanta a mão o/! Enfim meninas, acho que nosso apelo deu muito certo e a Sami decidiu nos presentear com mais coisas!
Wouuu, ainda temos mistérios a serem solucionados... acho que a Sakura começou a desvendar alguma coisa. E a louca da Mai? Será que tudo isso foi planejado desde o começo? Mandem suas opiniões, sugestões e ideias. Reviews ajudam na inspiração da Sami.
Beijos
Bela
