Meu Anjo Negro, Sexy e Drogado
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Capítulo Trinta e Três
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Levantando o Castelo
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Você está triste? Pois eu sinto muito em lhe informar que não importa. Porque agora é a hora, você está livre para reconstruir seu castelo. Só sugiro que desta vez, não pinte as paredes de cor-de-rosa, já vimos que a cor da azar.
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06 de Abril de 2009
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Relaxo meus ombros – Sakura finalmente caiu no sono. Está encolhida, suas mãos seguram fortemente o tecido da minha camisa. Torço os lábios para o vestígio de lágrimas no seu rosto. Assisti-la chorar é algo agoniante. Ela é orgulhosa ao extremo, desde que me lembro, sente vergonha de quando chora e odeia quando alguém está por perto, assistindo. É perturbador pensar que um dia eu já fui o causador de seus soluços.
Com calma, soltei-me do seu aperto e a cobri. Desliguei a luz, fechei a porta e desci às escadas. Itachi e Touya ainda estavam discutindo. Minhas mãos se fecharam em punhos e em um gesto irracional eu lhe desfiro um soco. Meu irmão me encara surpreso por minha atitude, mas logo move seu olhar para o homem estatelado no chão.
- Eu não entendo vocês! – Passo as mãos pelos cabelos, fora de mim. – Você e minha mãe são impossíveis! Desaparecem e reaparecem do nada. Sempre com as mesmas ameaças nas entrelinhas e falta de comprometimento com as coisas!
Meu corpo tremia e minha cabeça doía. Eu queria muito, muito arrebentar a cara daquele imbecil. É o pai de Sakura, e ela sempre estava procurando uma desculpa para perdoar as ações dele, mas eu realmente não aguento nem mais um minuto. Não consigo assistir a maneira como ele a destrói de novo e de novo. Já basta o que aconteceu com tia Akane. Não. Não posso aceitar os surtos de Haruno Touya, não mais.
Ele passa as costas da mão esquerda pela boca e olha para o filete de sangue. Provavelmente faz muito tempo desde que alguém o confrontou. Imediatamente me lembro da casa de campo, a primeira vez que levei a rosada para lá no ano passado. Minha mandíbula se trava. Ele sempre está mexendo com o ego dela. Minha visão fica vermelha.
- Você quer ver Hiro, tudo bem. Só ligue antes, e não ameasse tirá-lo dela. – Eu disse.
Encarou-me sem dizer nada. Itachi estava sério também, e não se opôs a nada do que eu disse, ou fiz. Touya se levantou lentamente, mas não avançou sobre mim. Ele puxou uma cadeira e se sentou. Meu irmão e eu nos entreolhamos.
- Eu cometi muitos erros, mas foram erros necessários. Vocês ainda são muito jovens, não entendem a complexidade das coisas. – Suspirou. – Eu deveria ter ficado ao lado dela... Era apenas uma criança, era meu dever me impor a ela... Agora, agora é tarde demais. Minha única filha está com dezoito anos e já não confia em ninguém. Aquela criança vai destruir a vida dela... Eu preciso consertar isso.
- Você não está fazendo as coisas da maneira certa. – Itachi diz. – Ela acabou de passar por muita coisa, e Hiro é o que está a fazendo seguir em frente. Se você tirar ele dela, Sakura nunca vai se recuperar.
Touya estava visivelmente perturbado, fora de si. Ele esteve surpreendentemente calmo da última vez que eu o vi. Não acredito que ele esteja envolvido com Hirome, ao menos não com o plano do meu avô de matar Sakura e a mim. O que não queria dizer que ele e Mai não estiveram escondendo minha mãe esse tempo todo. Ele deveria ter sabido o tempo todo que ela estava viva.
Alguns minutos de silêncio se passam e o Haruno se levantou. O olhar distante e as mãos em punhos. Ele parou ao meu lado e encarou algum ponto sobre meu ombro.
- Cuide dela.
Não disse mais nada. Ele foi embora e minutos depois escutamos a porta bater.
- O que foi isso? – Perguntei para Itachi.
Meu irmão abanou a cabeça, tão confuso quanto eu estava. Desde o hotel, eu não esperava mais encontrar Haruno Touya. Sakura tinha o delatado à polícia e ele estava sendo procurado. Minha mãe não dizia nada, mas para mim era óbvio o quanto ela sentia raiva quando o nome dele era mencionado. Ninguém mais estava o apoiando, agora ele estava por conta própria.
- Acho que vocês deveriam ir embora dessa casa. – Itachi comentou. – Essa casa é dele, Touya pode entrar e sair à hora que entender. Esse lugar não é mais seguro.
Concordei com a cabeça.
- Itachi... – Comecei. – Mai disse-me que a única pessoa da minha família que eu podia confiar era você. Diga-me por que.
Fitou a janela, já começava a escurecer lá fora. Eu precisava de respostas. Não conseguia entender qual a relação de Mai e Itachi. Só esperava que meu irmão não tivesse sido mais um tolo que caíra nos truques dela.
- Eu a conheci quando pequeno, quando ela estava grávida de Sakura. Depois que nossa mãe morreu ela veio até mim atrás de notícias. – Deu de ombros. – Ela queria que eu ficasse de olho e relatasse tudo que acontecia com Sakura para ela.
- E você disse não. – Supus.
Senti-me aliviado quando ele concordou.
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07 de Abril de 2009
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Parecia que eu tinha corrido uma maratona, eu estava totalmente esgotada. Ver meu pai foi... Perturbador. Eu nunca sabia como ele iria reagir ou qual era seu propósito obscuro. Vê-lo só me deixou com mais saudades de Akane, e com mais raiva por ele não estar me apoiando. Acho que, depois de tanto tempo, minhas esperanças tinham se esvaído.
Suspirei contra o travesseiro. Contorci-me levemente sentindo uma mão deslizando do vale dos meus seios até a minha barriga. Encostei minhas costas no peito de Sasuke, escorando minha cabeça em seu ombro. A luz do sol matutino atravessava as cortinas do meu quarto.
- Bom dia. – Murmurei ainda de olhos fechados.
Ele não respondeu, mas passou o nariz pelo meu pescoço, por algum tempo seus dentes ficaram roçando minha orelha. Eu ri baixo, me virando para encará-lo. Sasuke me fitou com seus olhos negros inexpressíveis, seu rosto estava sério. Algo dentro de mim me dizia que alguma coisa tinha acontecido.
- O que você está fazendo? – Perguntei.
Ele suspirou e seus braços me apertaram contra seu corpo. Passou os lábios pela minha enorme testa, e cheirou meu cabelo sem dizer nada.
- Estou pedindo desculpas.
O empurrei levemente para trás. Arqueei as sobrancelhas. Pedir desculpas não é uma coisa que ele faz com frequência. Eu sabia que as coisas andavam bem ruins entre ele e Mikoto, eu, contudo, não queria forçá-lo a falar o que estava acontecendo. Mas, isso não pareceu ter nada a ver com o atual olhar em seu rosto.
- O que você fez? – Encarei-o hesitante.
- Dei um soco no seu pai. – Bufou. – Sinto muito.
Em uma atitude imprópria e infantil, comecei a rir. Eu tinha chorado demais na noite passada, então rir acabava sendo muito reconfortante. Lembrei-me dele dizendo que estava morrendo de medo do que meu pai faria quando soubesse que eu estava grávida. Sasuke com certeza estivera brincando e depois de ouvir o que acabou de dizer a situação se tornou extremamente engraçada.
Sasuke me segurou pelos ombros e me olhou preocupado, o que só me fez rir mais. Às vezes isso acontecia, não era com frequência, mas eu já tive uma série de crises de riso. Poderia ser por causa do meu contínuo nervosismo, não que eu me importasse.
- Sakura.
Suspirei. Segurei o seu rosto e lhe dei um beijo casto. Ele só me chamava de Sakura quando estava muito bravo ou muito preocupado. Relaxou um pouco, mas não deixou de me olhar, provavelmente esperando que eu tivesse um surto.
- Então, o que Touya fez?
- Nada. – Me disse. – Ele falou algumas coisas sem sentido e foi embora.
- Você queria ter tido uma briga de verdade, não queria?
Ele deu de ombros e eu despenteei seus cabelos. Rolamos na cama, de forma que meu corpo estava sobre o dele. Apoiando-me nos cotovelos fiquei o olhando com um sorriso no canto dos lábios.
- Você está bem? – Perguntou.
- Não sei. – Respondi com sinceridade. O abracei e enterrei meu rosto no seu pescoço. – Só ando pensando no que vamos fazer daqui em diante. Eu não quero ficar em Tóquio, mas eu sinto que preciso fazer isso.
Senti sua cabeça se mover em um aceno. Era como se eu precisasse provar para alguém, para mim mesma talvez, que eu podia agir com maturidade, que eu podia consertar as coisas, que eu era capaz.
- Você está muito tensa. – Sasuke disse muito sério. Ele rolou e me colocou em baixo dele, suas mãos segurando firmemente meus pulsos. – Vamos resolver isso.
Ele tinha acabado de me a ponta do nariz começou a empurrar a minha blusa para cima, beijando, lambendo e mordiscando minha barriga. Estremeci. Ele sabia que eu morria de cosquinha na barriga. Levantei minha cabeça e o encarei, mas ele não estava me olhando, não parecia nem um pouco preocupado com a minha reação.
Tentei fechar meus joelhos, impedindo uma maior aproximação. Seus cotovelos me impediram no momento em que pensei nisso. Puxando minha bermuda e a roupa de baixo devagar, encostando suavemente nas minhas coxas, tudo lento demais para o meu gosto. Eu já começava a respirar mais rápido, sabendo muito bem o que ele ia fazer.
Seu rosto se aproximou do meu sexo e ele soprou. Rangi os dentes. Havia um sorriso convencido no seu rosto.
- O que você está fazendo? – Falei entredentes. – Você sabe como eu fico quando você faz isso.
- Essa é a intensão. – Murmurou, abaixando a cabeça.
- Espere. Sasuke, espere! – Rangi os dentes.
Mas ele não me ouviu e eu fechei os olhos com força quando ele começou a me beijar – lá embaixo. Cada uma de suas mãos segura uma minha, e seus polegar imitava o movimento circular da sua língua. Aquilo era tão, tão injusto. Com as mãos ainda nas minhas, ele acariciou meu quadril, tocou meus seios até os mamilos ficarem rígidos. Eu tinha a leve impressão de que haveria algumas marcas de mordida nas minhas coxas, mas no momento eu não conseguia pensar nisso, ou sequer mandá-lo parar.
- Vai... Ter volta. – Murmurei entre suspiros.
- Estou contando com isso. – Deu um beijo estalado e ergueu o corpo, beijando meus lábios desta vez, com libido. Senti meu gosto na sua boca.
Soltou-me e eu agarrei seus ombros, o trazendo para perto. Ele estava completamente vestido e eu queria um contado de pele contra pele. Gemi contra seus lábios, seus dedos massageavam meus clitóris, arqueei meu quadril. Puxei sua calça do pijama para baixo e agarrei seu membro, sentindo-o pulsar na minha mão.
- Você quer mesmo jogar esse jogo? – Perguntei e ele riu, ele riu!
Passei o polegar pela ponta e mordi seu lábio, sorri quando foi à vez dele de respirar fundo. Agarrou minhas mãos e investiu dentro de mim abruptamente. Abraçou a minha cintura e rapidamente começou a entrar e sair do meu corpo. Era familiar e reconfortante tê-lo tão próximo.
Enrolei minhas pernas no seu quadril, sentindo o clímax, meus músculos apertaram seu membro e nós dois sedemos. Deixou-se deitar sobre mim, o rosto enterrado nos meus seios. Sua respiração me causava arrepios.
- Foi divertido. – Eu disse rindo.
- Divertido? – Ergueu as sobrancelhas para mim e eu passei o polegar por elas.
- Muito, muito divertido. – Levantei a cabeça, roçando nossos narizes em um beijo de esquimó. – Você é o melhor.
Satisfeitos, partimos para o segundo round.
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08 de Abril de 2009
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Bato suavemente. Olho nos olhos de Sasuke e ele me acena a porta com a cabeça. Pela primeira vez que venho ao hospital, não vejo nenhum sinal de Fugaku. Eu tinha perguntado ao Uchiha se alguma coisa tinha acontecido, e ele havia me dito que não sabia. Pelo que pude entender seus pais ficaram sozinhos e incomunicáveis depois de Itachi ter ligado.
Mikoto não respondeu e ficamos um minuto parados, até que eu resolvi tomar a iniciativa. Fiquei na ponta dos pés e lhe beijei os lábios. Ele ficou segurando Hiro no colo, andando de um lado para o outro na frente do quarto enquanto eu iria enfrentar a sua mãe. Eu já não sabia mais o que esperar de Uchiha Mikoto.
Ela estava sentada na cama, um fino cobertor cobrindo as pernas e eu podia ver várias ataduras cobrindo seu peito através das enormes mangas da camisola de hospital. Sua expressão era neutra, nada de aprovação, mas tampouco repulsa. Isso deixava a situação um pouquinho melhor.
Sentei-me na poltrona ao lado da cama e me deparei com a similaridade dos quartos de hospital. A televisão estava sintonizada em algum canal italiano. Eu não deveria ter ficado surpresa, ela tinha passado muito tempo com Mai, confinada a Veneza. Japonês não é uma língua fácil, em algum momento ela teria que ter aprendido o idioma da cidade onde residia.
Depois do que pareceu uma eternidade, ela falou.
- O que você está fazendo aqui, Sakura?
Dei de ombros e não me dignei a virar para ela. Eu estava com medo, muito medo. Mikoto não era Mai e eu tentava lembrar-me inutilmente disso. Não sabia o que era pior, ter pensado que ela esteve morta por tanto tempo, ou sentir que ela havia me enganado, que de algum modo tinha conspirado com meus pais o tempo todo. Que ela mentiu para mim.
- O que aconteceu? – Perguntei.
Eu esperava que ela tivesse entendido sobre o que eu estava falando. Porque, sinceramente, eu não me via com forças, muito menos capacidade de criar um diálogo descente. Não consigo pensar em uma forma de conversar sem parecer indignada. Que era a melhor forma de expressar o que eu sentia.
Mikoto trocou de canal e, em frustração, desligou o televisor. Passou as mãos pelos cabelos, parecendo muito o seu filho mais novo, e virou-se inteiramente para mim.
- O que você quer que eu diga, Sakura? O que quer que eu diga para você poder continuar agindo como uma vítima?
Estremeci com o seu tom, e fechei minhas mãos em punhos. Mikoto sofreu um grande trauma, ela estava arrasada e era disso que eu precisava me lembrar. Não estava sendo coerente e não queria dizer nada daquilo. Urgh. Quem eu queria enganar? Eu mesma falava a pior das verdades quando estava furiosa.
- Não venha para cima de mim me chamando de vítima! Parece que só sabem falar isso! – Rosnei. – Eu só quero que me diga o que inferno aconteceu enquanto todo mundo achava que você tinha morrido! Você planejou isso ou não?!
Algo mudou em seus olhos negros. Eu não sabia dizer o que, mas independente do que fosse só parecia tê-la deixado mais irritada.
- Você sinceramente pensa que eu pedi para sua mãe me presentar com uma série de tiros?
Ao menos ela confirmara minhas suspeitas. Mai estava atrás da sua "morte". Não que eu tivesse dúvidas disso.
Ela não é a minha mãe. Eu queria dizer. Eu gostaria de falar para a irreconhecível mulher a minha frente que eu tive muitas mães, muitas guardiãs protetoras, e que Mai não foi nenhuma delas. Eu queria dizer para Mikoto que eu havia feito o que ela me pediu, que eu tinha protegido Itachi e Sasuke de uma maneira que não pensei que seria capaz, que eu tinha ficado quieta, apesar de tudo. Só que eu acabo de perceber que ter ficado quieta impediu que as pessoas a procurassem. Talvez, se eu tivesse contado, ela teria ficado ao nosso lado e...
Interrompi minha linha de pensamentos. Aquilo não era verdade. Assim que eu contei para alguém o que havia acontecido, Mai apareceu e só piorou as coisas. Eu tinha que parar de achar soluções para coisas que já há muito tinham acontecido. Isso não resolvia nossa questão atual. Não explicava porque ela estava tratando toda sua família com desgosto.
- Então, por favor, me conte a verdade. Porque ninguém está aguentado. Todos estão no limite. E você, a princípio, é a única que pode esclarecer tudo! – Falei aturdida.
Horas antes, Sasuke e eu tivemos uma longa conversa. Ele pediu para que eu viesse vê-la, que todos tinham tentado, e eu era a última esperança. A única que faria sua mãe falar. Ele não disse com essas palavras, Uchiha Sasuke nunca seria tão dramático, mas ele realmente queria que nós duas conversássemos. Foi uma situação estranha, e eu tentei agir com maturidade. Afinal, nós dois éramos a prova viva de que não é possível evitar alguém para sempre.
- Você quer a verdade, então abra bem seus ouvidos para escutá-la, criança. – Cerrou os olhos. – Hirome era um homem abominável, e eu realmente espero que ele esteja queimando no inferno. Sua mãe é uma mulher radical, e ela fez o que tinha que fazer para me proteger, e também a você, Haruno Sakura.
Fiquei encarando-a. Sua voz fria e baixa. Eu sabia que ela estava apoiando Mai, sempre foram amigas, mas... Eu não gostava de ouvir alguém a defendendo. Minha dita mãe tinha meios muito errados de fazer a coisa certa, na visão dela, o necessário era o necessário. Sasuke me disse que ela atirou em Hirome, e eu particularmente não confio em alguém que seja capaz de matar.
- Hirome controlava seu psicólogo, ele mandou uma garota na sua escola lhe ameaçar, fez de tudo para saber o que você sabia e lhe manter calada. Mai cuidou de tudo para que ele não chegasse até você, envolveu meus dois filhos, e eu a odeio por isso. – Mikoto continuou, simplesmente despejando as palavras. – Nós duas éramos jovens curiosas, e curiosidade pode mesmo matar. Seu pai é um imbecil e até ele sabe disso. – Pausou. - Agora eu vou lhe pedir que se afaste dos meus filhos, que fique longe da minha família. Tentar proteger você e estar próxima da sua mãe só atrai desgraça, e eu estou cansada.
Depois disso, me senti estupefata, como se todo o barulho tivesse sumido. Fiquei de pé e me aproximei dela. Eu estava respirando profunda e tranquilamente, depois de muito tempo, sentia-me leve.
- Eu não pedi por nada disso. Sinto muito, mas dessa vez eu não vou fugir, não vou fingir que eu não... – Olhei para o teto. – Não vou fingir que eu não amo seu filho por sua causa. E porque eu também amo você, preciso lhe dizer isso... Esqueça Mai, perdoe Fugaku e converse com sua família. Você não sabe como todos nós sentimos sua falta.
Virei às costas e fui até os dois rapazes de cabelos escuros que me esperavam do outro lado da porta.
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23 de Dezembro de 2008
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- O que você fazia enquanto estava na Europa? – Sasuke perguntou de repente.
Estamos na casa dos Uzumaki. Naruto e Hinata nos convidaram para jantar e estavam preparando alguma coisa na cozinha. Na verdade, Hinata estava tentando cozinhar enquanto Naruto só a atrapalhava, lhe agarrando e lhe roubando beijos. Sasuke e eu estávamos deitados no chão da sala. Seu braço sobre meus ombros e meu corpo escorado contra o seu peito. De vez em quando ele me vinha com essas perguntas do nada.
- Eu estava em reabilitação. Tsunade e Mikoto nunca me deixavam parar, elas achavam que se eu ficasse isolada eu ia ter um surto. – Dou de ombros. – Geralmente eu ia a galerias de arte e tinha aulas em casa. Era para ser divertido, mas não deu muito resultado. Eu até cheguei a fazer aulas de dança do ventre por um tempo.
Ele oprimiu uma gargalhada, os lábios contra o meu pescoço. Tive que revirar os olhos. Nós dois sabíamos que para dançarina eu não servia. Dançar fazia com que eu me sentisse muito exposta, e geralmente o grande fenômeno só acontecia quando eu estava fora de mim.
- Dança do ventre... – Seus braços se apertaram ao meu redor. – Eu gostaria de ver isso.
Escoro minha cabeça no seu ombro e o encaro contendo um sorriso. Ele me beija e eu acabo me virando, os braços em volta do seu pescoço. Ouço a campainha tocar, mas a ignoro. Nos afastamos um pouco e ele puxa meu lábio com os dentes.
- Haruno Sakura. – Murmura na minha boca. - Hn... Consigo imaginar as roupas de odalisca.
- Uchiha Sasuke e suas fantasias sexuais. – Riu profundamente.
Ele ri junto comigo e me beija de novo e de novo. Suas mãos estão subindo nas minhas costas, por debaixo da camiseta. Nossos corpos estão pressionados um contra o outro e estou sentada no seu colo.
- Ah, pelo amor de Deus! Vão para um quarto!
Minhas bochechas ficam vermelhas. Não consigo parar de rir para Ino parada na porta da sala, as mãos na cintura nos olhando feio.
- Não o meu! – Naruto grita da cozinha.
Escondo meu rosto no pescoço do Uchiha. É. Nada como ser pega em meio de um amasso para começar bem o fim de semana.
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To Be Continued
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Nota:
Nem preciso dizer que o título e o trecho fazem menção ao primeiro capítulo da fic. Haha, ao que tudo indica, só teremos mais um capítulo e it's over! Tá, podem chorar. Eu me sinto um pouco aliviada, porque, bem, muita coisa mudou desde que eu comecei a escrever essa fic. Por exemplo, um tempo atrás eu não teria problemas nenhum em contar para vocês – minhas amadas leitoras, que por maior que seja a minha enrolação não desistiram dessa fic -, tudo o que me aconteceu nesses dois anos. Agora eu acho que devo poupá-las disso. E não se preocupe, foram principalmente coisas boas.
Eu acho que já disse para vocês que dois grandes amigos meus tiveram sérios problemas com drogas, e foram eles que me disseram o que acontece quando você usa cocaína, maconha e heroína. Eu não quero entrar muito no assunto, mas os dois também estão bem agora.
Aãh. No próximo capítulo teremos também uma espécie de epilogo. A Bella está me ajudando, para ver se eu me esqueci de alguma coisa, algum mistério que não foi solucionado. Se vocês lembrarem ou quiserem saber de algo em especifico, por favor, me digam.
Eu parei de pedir review, porque, sei lá, eu sei que vocês vão mandar sem eu pedir. Se não tiverem comentários a fazer, mandem só o que vocês querem saber e beijinhos. AKOSKAKOSK
Ok. É isso.
Beijos
Sami
N/b:
Oi povo, tudo bem com vocês? E então, o que acharam desse capítulo? Eu, particularmente, amei o soco que o Sasuke deu no pai da Sakura... foi mais do que merecido! Finalmente a vida do nosso casal amado está caminhando...
Mandem suas opiniões e sugestões para o último capítulo! Já estou com saudades da fic...
Beijos
Bella
