Sara estava entrando no banho quando ouviu algumas notas familiares, era John Mayer. Por que Gil escolheu logo ele pra tocar hoje? Todos haviam ganhado ingressos para o show dele, mas os dois haviam conseguido folga e não havia nada que eles mais queriam além de ficar juntos e aproveitar uma noite na companhia um do outro. Ela se deixou envolver na música e aproveitar o momento enquanto fechava os olhos para aproveitar o seu banho relaxante.

- Será que você aceitaria companhia neste momento, minha querida?

- Eu aceito a sua companhia em qualquer momento, Gil.

Ela abriu os olhos e encontrou o seu namorado, que era incrivelmente atraente por baixo de toda aquela armadura que ele usava para se esconder do mundo, dentro de um roupão macio segurando duas taças de vinho. Ela só conseguia pensar que não havia nada melhor para aquele momento. Ela segurou as taças enquanto ele retirava a peça que cobria seu corpo robusto e másculo. Ela nunca fora inocente, porém não tinha muitas experiências com homens, mas Gilbert Grissom era um espécime que ela amaria descobrir mais a cada dia pelo resto dos seus dias. Ela afastou seu corpo para frente para que ele pudesse se encaixar atrás dela. Quando ele se acomodou ela encostou suas costas pequenas no peito largo dele e deixou sua cabeça descansar em seu ombro forte.

- Você conseguiu deixar meu banho relaxante ainda melhor.

- Fico muito feliz em ouvir isso, não sabia se queria aproveitar o momento sozinha.

- Gil, eu não quero mais ficar sozinha enquanto tiver a opção de tê-lo ao meu lado, já passamos tempo demais separados.

- Sinto muito, Sara, por demorar…

Ela balançou a cabeça e se moveu ficando de frente para ele.

- Gil, tudo isso já passou, agora eu não quero perder tempo falando sobre isso.

- E com o que você gostaria de gastar seu tempo, querida?

- Posso ter uma ou duas ideias.

Ela retirou a taça da mão dele e colocou as duas no chão do lado da banheira. Ela se posicionou e sentou sobre as pernas dele e passou seus braços em volta do pescoço dele. - Doutor Grissom, seu corpo é um país das maravilhas. - Ele não entendeu de onde a mulher havia tirado isso até prestar atenção na música que tocava, a música repetia. E ele podia ler os lábios dela se moverem dizendo 'Your body is a wonder, I'll use my hands' enquanto as mãos macias dela desciam pelo seu peitoral em direção às suas costas e o rosto dela indo em encontro ao dele antes de envolvê-lo em um beijo macio e sedutor. Suas línguas dançavam em um ritmo conhecido, os corpos molhados e quentes rodeados pelo vapor, pareciam conhecer aquela dança que o desejo guiava. Sara se ajeitou sobre o quadril dele o posicionando para senti-lo preenchê-la. Seu corpo arqueou para trás e Grissom a segurou com uma mão no meio das costas dela enquanto a outra mão livre subia pelo corpo dela, as costas dos dedos acariciaram e apertaram o bico do seio dela enquanto seus lábios rodearam o outro e sua língua movia-se fazendo o mamilo endurecer sob o seu toque. Sara gemeu e moveu seu quadril mais rápido o que fez com que ele grunhisse contra a sua pele, a mão que estava em suas costas subiu para a sua nuca e a trouxe para mais um beijo profundo e cheio de desejo. Ele a segurou firme e virou a posição ficando sobre ela, a mão permaneceu na nuca dela segurando-a e a deixando confortável enquanto a outra ele segurou na borda da banheira para segurar o próprio peso. Sara gemeu quando ele se moveu contra ela, suas mãos agarraram as costas dele e no braço que ele se apoiava, ela podia sentir o músculo marcado e definido. Desde que começaram a namorar ele estava se cuidando mais, fazendo alguns exercícios, além da quantidade de sexo que eles estavam praticando. A análise do corpo do seu namorado ficou de lado quando ele moveu mais forte para dentro dela, ele tinha níveis e maneiras de se mover para fazer ela alcançar diferentes pontos de prazer e agora ele estava tentando deixá-la louca e estava conseguindo com louvor, seu corpo começou a se mover em sincronia com o dele, seus quadris estava indo em encontro um do outro fazendo Sara apertar seus dedos com força no braço dele, sua cabeça arqueou para trás e ele desceu seu corpo em direção ao dela, seus lábios beijaram a pele molhada e quente da mulher fazendo um caminho perigoso pela lateral do pescoço até a clavícula dela. Sara não queria que tudo o que estava sentindo acabasse rapidamente, mas se as coisas continuassem como estavam, ela não demoraria. As dobras dos dedos dele estavam brancos pela força que colocava no aperto na borda da banheira, Sara sentiu o tremor suave que percorreu o corpo dele sob sua mão, ela sabia que os dois estavam próximos, ela se deixou levar pelo ritmo mais rápido e impreciso que ele estava agora, as unhas pequenas dela cravaram na pele dele e ela conseguiu ouvir um grunhido forte saindo da garganta dele. Seus corpos estavam em brasa, ela sentia seu corpo apertando ao redor dele, mais difícil ficava o movimento dele, ela passou uma perna em volta do quadril dele, agora preso no aperto dela, o movimento do seu quadril era curto e rápido. Seu corpo curvado, a cabeça presa na curva do pescoço dela, os dedos de Sara se prenderam nos fios curtos da nuca dele e não demorou muito para que os dois alcançassem o clímax juntos. Grissom se retirou gentilmente dela e calmamente voltaram para a mesma posição de antes, a cabeça dela deitada no ombro dele, os braços dele a rodeando pela cintura. A respiração ofegante, os rostos vermelhos e a expressão satisfeita em seus rostos não negavam o que tinha acabado de acontecer. Sara inclinou seu corpo e pegou as taças de vinho.

- Nossa dança, não tão lenta, colocou fogo no cômodo.

Ele a olhou com a sobrancelha erguida sem entender o que ela queria dizer, ela apontou para o nada e ele entendeu que era sobre a música. Como ela conseguia pensar nisso agora? Ela fechou os olhos e se acomodou mais contra ele, os lábios vermelhos de Grissom pousaram sobre a têmpora dela antes dele também se entregar ao relaxamento da banheira pós sexo. Sara trouxe cor pra vida monocromática dele e nunca mais queria ficar sem ela, o pensamento de perdê-la fez com que o braço possessivo a trouxesse para mais perto.

- Sar.

Ela abriu os olhos e encontrou um mar azul escuro e profundo. - Oi, amor.

- Eu não confio em mim amando você.

Ele a ouviu rir e voltar a fechar os olhos. - Acho que eu preciso parar de ouvir tanto John Mayer. - Ela passou a mão sobre a dele que estava em sua barriga. - Eu amo você, Gilbert Grissom.

- E eu, você, Sara Sidle, desde sempre e para sempre.

Ela sentiu uma lágrima escapar e agradeceu que ele não tivesse total visão do rosto dela, ainda se emocionava ouvindo que ele a amava. Depois que começou seu relacionamento com Grissom ela descobriu o que era ter um lar, ser amada e cuidada. Ela se entregou ao relaxamento que a companhia dele trazia para ela e aproveitou cada minuto daquela noite.