Disclaymer: Essa fic se passa no universo de Triangle Strategy. Todos seus personagens e locais citados são de propriedade da Square-Enix. Escrita sem fins lucrativos.
Cenário: Triangle Strategy
Série: Love Triangle
Personagens: Anna e Milo
Sinópse: Após espionar a noite de romance entre Serenoa e Frederica, Milo é surpreendida por Anna, a assassina. Ela está sempre em seu encalço, sempre seguindo-a. Será apenas desconfiança? Ou há algum motivo a mais?
PS.: Essa fic é continuação de outra fic que publiquei chamada "Sob as estrelas te amarei". A leitura da outra não é obrigatória, mas é recomendada.
VENENOSA DANÇA
Milo aparava as folhas de suas plantas medicinais, sozinha na tenda do acampamento. Frustrada, pois Serenoa havia rejeitado seus avanços. O jovem podia ser um lorde inexperiente, mas suas ações o levaram a resistir a guerra contra Aesfrost e a se tornar um dos Sete Santificados de Hyzante.
Milo adorava um homem de poder. Um homem belo e determinado como Serenoa que a fazia arder de desejo. Mas ela foi rejeitada. Aproximou-se dele, tentando embebedá-lo, sob o pretexto de dar a ele dicas de como satisfazer sua esposa, mas esperando que ele compreendesse que era ela quem o queria em sua cama.
Diante do fracasso, restou apenas a frustração. E agora, invés de passar a noite aquecida nos braços de Serenoa, passaria na companhia de suas adoradas plantas.
- Oh, veja como cresceram… Não imaginei que produziriam tão bela recompensa. E floresceram também. E floresceram também. Estou tão orgulhosa de vocês, minhas queridas.
- Bem passional você, não é? - A voz de Anna a surpreendeu de repente.
- Milo foi pega de surpresa, voltando-se para a espiã de maneira indignada.
- Não se esgueire pelas costas das pessoas assim. Ninguém lhe disse que é rude?
- Minhas desculpas. Eu estava apenas curiosa. O que estava fazendo aqui?
- Se você precisa saber, eu estava colhendo ervas. Eu estava pensando em transformá-las em remédio para os feridos.
- Isso seria útil. Lorde Serenoa ficará agradecido também.
- E eu fico tão feliz em agradar. - Milo disse de forma insinuante. - Eu sou bem afeiçoada a pessoas poderosas. Pessoas como lorde Serenoa. Você dirá a ele que estou fazendo meu melhor para ser útil a ele, não é?
O que a dançarina queria dizer com aquilo? Anna detectou algo a mais nas palavras de Milo? E a pontada em seu próprio peito? Era… ciúmes?
Os devaneios de Anna, de repente, foram afastados quando deu uma olhada melhor nas plantas que a dançarina cultivava.
- Espere. Essas plantas… elas induzem paralisia, não é? - Questionou Anna intrigada.
- Que perspicaz você é. Você sabia que também podia ser usada como alívio para dor?
- A mesma planta pode ser um veneno e um remédio?
- Sim, dependendo de como é usada. E ainda assim, pessoas tentam forçar plantas à uma categoria ou à outra. Boas, e portanto, valiosas. Ou más, e portanto, detestadas. - Milo volta a aparar as folhas. - Tolo, não acha? Estas pequeninas não são boas ou más. Elas apenas… são.
- Você as trata como se fossem suas filhas.
- Talvez seja estranho se importar com uma planta, que não passa de uma ferramenta para se fazer venenos ou remédios, mas…
A mente de Milo divaga para uma lembrança, de seu passado em Hyzante. A ministra Lyla conversava com o ministro Indore sobre medicina. Milo espiava a conversa, mas foi descoberta pelo seu mestre. Quando questionada, disse que seria importante que ela guardasse a informação. Ao tempo em que seu mestre deixou bem claro que ela só deveria agir conforme suas ordens.
"Mas isso me tornaria nada além de uma ferramenta."
"Isso a desagrada? Não se preocupe. Eu cuido bem de minhas ferramentas, contato que me sirvam bem. Mas se elas extrapolarem os limites… serão descartadas."
Aquelas palavras feriram Milo profundamente, fazendo com que ela entendesse que não possuía o valor que acreditava ter para seu mestre. E de repente, sua mente divagou de volta para o presente.
"Até mesmo ferramentas têm sentimentos."
- O que disse…?
- Nada com que deva ser preocupar. - Ela sorriu um pouco desconcertada. Anna percebeu o nervosismo da mulher. - Tenho certeza de que minhas ervas beneficiarão à casa Wolffort. Por favor, transmita meus mais sinceros sentimentos a lorde Serenoa.
Tão pronta para agradar Serenoa. Tão obcecada por Serenoa. O que a mulher queria? Tinha certeza de que não passava de uma espiã traiçoeira de Hyzante e por isso a seguia por todos os lados.
Por isso? Ou porque a mulher despertava sentimentos em Anna que ela mesma não era capaz de compreender? Era dever para com Serenoa que a fazia seguir a mulher o tempo inteiro? Ou era… algo mais?
Uma doença que fazia seu corpo sentir necessidade de Milo?
- Com sua licença, Anna. Vou me retirar para minha tenda.
- Boa noite… - A assassina respondeu apática.
Sabia que a dançarina não iria para sua tenda. Provavelmente iria se esgueirar pelo acampamento, planejando alguma coisa, planejando enviar uma mensagem para seu mestre em Hyzante, talvez?
De fato. Anna observou-a se afastando do acampamento, seguindo… Serenoa e Frederica? O que a maldita planejava? Espioná-los? Assassiná-los? Usando suas habilidades como espiã, seguiu a mulher sem ser vista e quando chegou ao local onde Milo estava, deu-se conta, estarrecida do que a mulher fazia.
Estava espionando Serenoa fazendo amor com sua esposa Frederica. Milo se despia e se tocava lascivamente, levando a si mesma ao orgasmo observando o casal em seu momento mais íntimo.
Puta obcecada por Serenoa. Era isso que ela desejava então? Seduzi-lo? Anna não permitiria que ela se aproximasse de seu lorde. Não poderia permitir que ela… desejasse, seu lorde? Milo deveria desejar a ela?
Observou a dançarina por mais tempo do que foi capaz de mensurar.
A dançarina quase desmaiou pelo prazer de observar seu amado Serenoa preencher Frederica ainda mais com seu gozo, levando a jovem roselle ao limite do prazer.
Mas, para seu infortúnio, Serenoa já era casado e perdidamente apaixonado por uma vadia roselle. Milo se conformaria com suas fantasias. E uma esperança, talvez vã, de que um dia, Serenoa tivesse olhos para ela.
Enquanto os dois amantes se abraçavam deitados na grama, ela se recompôs, vestiu novamente suas roupas e decidiu que já se rebaixara demais ali. Espionando o objeto de seu desejo satisfazer outra mulher além dela.
Caminhando de volta ao acampamento, deu de cara com Anna. A espiã de Benedict, leal a Casa Wolffort.
- Posso saber o que estava fazendo aqui, Milo? Colhendo mais plantas para seus… remédios?
- Anna…? - respondeu escondendo a surpresa. - Nada. Eu… apenas, tomava um pouco de ar.
- Eu, por um acaso, vi lorde Serenoa e lady Frederica caminhando na mesma direção de onde você vem?
- Eu não os vi. - Respondeu com um sorriso. - Com licença.
Milo passou por Anna, mas foi rapidamente impedida de prosseguir quando sentiu a adaga da assassina pressionada levemente contra seu abdome.
- Eu estou de olho em você, Milo.
- O que está fazendo, Anna? Vai me matar?
Anna ergueu a adaga até o peito da dançarina, empurrando-a contra a árvore.
- Se eu a quisesse morta, já estaria morta, Milo.
- Então, o que quer?
- Como eu disse, estive te observando. - A assassina respondeu. - Sempre ao lado de lorde Serenoa, sempre se esgueirando para os lados. Sempre buscando ficar sozinha evitando o olhar dos outros… O que está escondendo?
- Estou realmente me escondendo dos olhares alheios. - Milo sorriu. - Afinal, não dou a qualquer um o prazer de admirar meu belo corpo…
Anna desferiu um tapa inesperado no rosto da dançarina. Milo se orgulhava de possuir excelentes reflexos, mas Anna não era uma mestre espiã atoa. Se aquela mão estivesse segurando uma adaga, Milo poderia ter tido a garganta cortada, antes que pudesse reagir.
- Acha que eu não vi o que estava fazendo, puta? "Serenoa… eu o desejo… Eu sou melhor do que ela… Deveria ser meu…" Patético.
Então, Milo foi pega de surpresa. Não adiantava esconder. Anna fazia jus a sua reputação de mestre espiã. Ouviu tudo que ela sussurrou em sua sessão de prazer, espiando o casal Serenoa e Frederica.
Anna se aproximou dela, seus lábios quase se tocando e sussurrou em seu ouvido:
- Gozou bastante espionando lorde Serenoa e Lady Frederica fodendo, vadia?
- Oh, sim… Gozei muito… e foi delicioso. E você…? Não vai espioná-los também? É isso que você é, não é, sua cobrinha sorrateira? Uma espiã?
A adaga foi apontada para seu pescoço agora. Anna se moveu depressa e com precisão o suficiente para que Milo sentisse apenas a ponta da arma contra sua jugular. Quanta habilidade.
- Não gosto da sua atitude. - Anna desceu a adaga novamente para o vão entre os seios de Milo. - Devo lembrá-la de seu lugar, Milo?
- Estou curiosa. Qual é o meu lugar?
A faca deslizou pela pele da dançarina, alcançando o broche que segurava o tecido sobre o peito. Do broche, pendia um pingente dourado que parecia valioso. Milo se adornava muito bem para uma mera dançarina. Esse era o preço de uma espiã paga pela fortuna do sal de Hyzante? Ser coberta de jóias? Quem a cobria com ouro, afinal?
Anna rasga o tecido, fazendo o broche e o pingente caírem no chão. Os seios da dançarina foram expostos ao ar e ela instintivamente os cobriu com os braços.
- Porque se cobre? A poucos minutos estava nua, se tocando como uma vadia, observando a intimidade de lorde Serenoa e Lady Frederica. Porque tão pudica agora?
Milo não acreditava na arrogância da mulher. Acha que ela poderia ser intimidada assim? Humilhada? Constrangida? Milo sorriu e descobriu os seios, apertando-os com os braços. Anna tentou manter-se neutra, mas a dançarina percebeu que ela engoliu em seco. E por um breve momento, desviou os olhos para os seios esbeltos de Milo. Seios suculentos, adornados por mamilos escuros e pequenos que combinavam perfeitamente com sua pele amendoada. A dançarina era maravilhosamente linda e exótica.
- Gosta do que vê, Anna? Será que pode parar com o teatro agora e fazer o que realmente deseja fazer?
- E o que supõe que eu desejo fazer, Milo?
- Me foder.
Anna leva a mão livre ao próprio ombro, ainda pressionando a adaga contra o pescoço da dançarina e removendo a presilha que prendia sua capa sobre os ombros. Quando a capa caiu no chão, Milo viu o pequeno decote de Anna revelando uma faixa sobre os seios. A assassina atacou a dançarina, mas não da forma que ela esperava. Mas com um beijo. Um voluptuoso beijo que retirou o ar dos pulmões de Milo. A mão de Anna puxou-a pelos cabelos para mais próximo de si enquanto a outra habilidosamente rasgava mais tecido da roupa da dançarina, deixando-a completamente nua.
- De joelhos, puta. - Sussurrou Anna.
Milo obedeceu. A ordem umedeceu sua boceta tanto quanto o beijo. Anna não era bela como ela, tinha marcas de cicatrizes no rosto, provavelmente de alguma batalha que travou. E mesmo assim, Milo a achou completamente sexy.
A Adaga de Anna voltou para o pescoço de Milo enquanto ela dizia, lentamente dando passos para trás:
- Esse é seu lugar.
Anna começou a retirar a camisa que vestia, botão por botão, revelando seu torso atlético e abdome definido. Os braços também era levemente musculosos e os seios estavam cobertos por faixas que faziam parecer menores do que eram. Não eram grandes como os de Milo, mas pareciam bonitos e deliciosos.
Com a Adaga Anna cortou as faixas, num único movimento rápido revelando seus seios. Milo lambeu os lábios, observando a assassina nua. Em seguida, foram as botas e as calças dela que foram para o chão, revelando o corpo deliciosamente esguio de Anna.
Anna se aproximou da mulher e a segurou pelos cabelos, removendo o lenço que os mantinha presos.
- Vamos, vadia. Me chupe. Me dê prazer e talvez eu retribua.
- Oh, você vai retribuir…
Milo sorriu e se aproximou da boceta dela. O cheiro era inebriante. Cheiro de mulher excitada. A dançarina levou uma mão aos próprios seios e outra à boceta, vendo que estava novamente encharcada. E com um sorriso malicioso de serpente, ela beijou a boceta de Anna, fazendo-a gemer.
- Isso, puta. Aí mesmo. - Puxou-a pelos cabelos e esfregou seu rosto contra a boceta. Milo se fartou no mel que vertia de Anna, lambendo-a como se saboreasse uma doce fruta.
Milo estava preenchida de desejo. O sabor de Anna em sua boca, sua unidade escorrendo pelo seu queixo, seus dedos apertando e beliscando seu próprio mamilo enquanto com a outra mão esfrega seu clitóris de maneira frenética. Parecia uma corrida para ver quem gozaria primeiro e Milo parecia querer ter todas as vantagens para atingir o orgasmo antes da assassina.
Mas de repente, Milo agarrou a cintura de Anna com as duas mãos e se aprofundou em seu beijo devasso, lambendo a boceta de Anna com tanta força que ela começou a gemer e gozar, lambuzando o rosto da dançarina.
Anna deu passos vacilantes para trás, caindo de joelhos sobre a grama fria e apontando a adaga para Milo. A dançarina sorriu sarcasticamente diante da visão patética das pernas e do braço trêmulos de Anna e com um movimento jogou a adaga longe.
- O que foi, vadia? - a dançarina aproximou seu rosto do de Anna, sussurrando bem próximo dos lábios dela. - Um orgasmo e mal se aguenta de pé? Acho que superestimei você, assassina… acho que agora, você precisa ser colocada em seu lugar.
Milo empurrou Anna de costas sobre a grama e, como um tigre, engatinhou sobre o corpo dela. Pelo caminho beijou sua perna, aproximou sua boca da boceta da garota, mas sem tocá-la, apenas acariciando-a com sua respiração. Passou a língua pelo umbigo de Anna, tocando seu abdome definido e levando a mão até o seio, onde beliscou e torceu o mamilo perolado.
Anna gemeu, talvez de dor, talvez de prazer. Não importava. A cadela ousou acreditar que a humilharia, agora pagaria o preço. Milo faria essa putinha ganir até não aguentar mais.
- Vagabunda. Como ousa…?
- Shhh… - Milo cobriu os lábios dela com seu dedo. - Não fale, Anna. Apenas aproveite o privilégio. Pois são poucos os que têm o prazer de se deitar comigo.
Milo sentou-se sobre o abdome de Anna, esfregando sua boceta contra ela e imobilizou os braços da assassina sobre a cabeça.
- Você é bela, Anna. - Milo tentou beijá-la, mas a garota virou o rosto. - Era isso que queria? Por isso vive me seguindo? Se tudo que você desejava era uma foda, podia ter pedido com jeitinho…
Milo beijou o pescoço de Anna e em seguida beijou seus lábios. A espiã tentou resistir, mas não conseguiu. Os lábios doces e lascivos da dançarina eram viciantes e ficava cada vez mais difícil resistir.
Milo abocanhou um dos seios de Anna e com uma mão tocou a boceta e massageou seus lábios. Anna se aconteceu, mas ainda tinha as mãos imobilizadas sobre a cabeça.
- Está gostando?
- Não…
- Sua boceta diz o contrário, Anna.
A dançarina retirou os dedos lambuzados dentre as pernas da assassina e forçou-os em sua boca.
- Prove o gosto do seu prazer.
- Puta! Vai pagar por isso!
- Você me pagará primeiro, minha cara Anna. Eu a fiz gozar, agora é a minha vez.
Milo sentou-se de pernas abertas sobre o rosto de Anna e puxou os cabelos prateados dela de encontro a sua pélvis.
- É a sua vez de me chupar, vadia. Sua vez de me fazer gozar.
Anna desistiu de resistir e apenas fez conforme mandado. Deleitou-se no mel de Milo, sorvendo-o com gosto, de olhos fechados, chupando a mulher tão bela e traiçoeira que se tornou sua obsessão.
Ficou furiosa quando viu que Milo também era obcecada, mas não por ela. E sim, por Serenoa. Quis castigar a vadia sorrateira, mas de forma humilhante, quem acabou humilhada era ela.
Mas tudo bem. Ela se sujeitaria, por enquanto. Como das vezes em que foi capturada por um inimigo, tudo que precisava era aguardar um momento de fraqueza para escapar e inverter o jogo. Se Milo queria um orgasmo, ela lhe daria o melhor de todos.
Já podia ver a dançarina perdendo a compostura e gemendo feito uma cadela, agarrando o próprio seio, enquanto se contorcia de prazer.
- Oh, Anna… sua boca é deliciosa. Estou… gozando…!
E Anna sorveu como água fresca o gozo de Milo, preenchendo sua boca. Milo rebolava o quadril lentamente, ainda aproveitando as carícias da Assassina.
Eis que o momento de fraqueza veio e a dançarina caiu de costas com um golpe de luta de Anna. A assassina usou um golpe com sua perna para se livrar da mulher e empurrá-la no chão.
Milo gemeu quando sentiu que Anna parou, de forma a fazer suas bocetas se tocarem. Anna a olhava com raiva, apertando seu pescoço, odiando aquele sorriso sarcástico e irritante da mulher que tanto a provocava.
- Pare com o teatro. Sabe que não vai me matar… então, faça de uma vez o que deseja comigo.
Anna respirou fundo, por dez segundos e se jogou sobre ela. Seus seios foram amassados contra os da dançarina, seus lábios se encontraram e suas bocetas se esfregavam contra as pernas da outra.
- Mulher traiçoeira e provocante… agora você é minha! - Anna rosnou.
Milo sorriu. Anna a surpreendeu de mais maneiras do que podia imaginar. Ela sentia-se tão mal por ter sido rejeitada por Serenoa. Pensava que de forma alguma, aquele homem poderia resistir a ela e no fim teve de se resignar em apenas masturbar-se enquanto ele fodia Frederica.
Quando Anna a encurralou, tocou e até mesmo quando a ameaçou, Milo sentiu uma chama forte de tesão tomar seu corpo. Seu corpo acendia de desejo e agora, tinha alguém para saciá-lo. A jovem esguia e sinuosa, Anna. Com seu corpo nada delicado, em comparação ao dela.
A dançarina perdeu-se no prazer dos beijos e na fricção de seus corpos. Fricção que gerava calor além das leis da física. Em sua mente só existia o doce sabor dos lábios de Anna, o frescor do mel que verteu por entre suas pernas e desceu pela sua garganta.
Sem dizer mais qualquer palavra, porque as palavras não eram necessárias, Anna pôs-se de joelhos e entrelaçando suas pernas às de Milo, esfregou suas bocetas juntas.
- Pela deusa… Anna…!
- Isso mesmo, vadia… implore a sua deusa e talvez eu tenha misericórdia de você.
- Tudo isso por ciúmes de mim, Anna? - Ela gargalhou. - Não se preocupe… você terá a dose de mim que merece…
- Puta venenosa!
- Não está se saciando do meu veneno?
Estava caindo nas provocações de Milo e quanto mais a dançarina a provocava, mais ela fazia arder seu desejo. E dando-se conta disso, Anna acelerou os movimentos de seu quadril, forçando o orgasmo a vir mais rápido e mais forte.
Milo tinha razão quando disse que uma planta podia ser tanto um veneno quanto um remédio dependendo de como era usado. Milo era veneno puro, tóxico e mortal como uma serpente, mas naquele momento estava sendo um remédio que anestesiava a dor de sua solidão. E vê-la desejando seu senhor Serenoa invés dela, a adoeceu. Agora, precisava do alívio de seu veneno para anestesiar a dor.
Naquele momento, como as plantas que cultivava, Milo não era boa ou má, apenas… era. Era seu veneno e seu remédio. E o alívio que seus toques indecentes e beijos traziam era incomparável a quaisquer outros.
Milo e Anna tocaram as bocetas da outra, acariciando-as com força, gemendo e tremendo de tesão até ambas explodirem em gozo. Milo, segurou a mão de Anna, fraca pelos múltiplos orgasmos e lambeu o mel que lambuzava seus dedos. Seu próprio mel. E em seguida, enfiou seus próprios dedos lambuzados na boca de Anna.
- Esse é o sabor do seu prazer, Anna. Espero que tenha gostado…
Anna não respondeu nada. Apenas levantou-se e começou a recolher as roupas do chão.
- É isso? Obteve o que desejava e agora parte sem uma palavra? - Milo também se levanta, recolhendo suas roupas. - Você é realmente uma mulher de poucas palavras, não é mesmo?
Novamente, de maneira sorrateira e surpreendente, Anna a segura por trás. Uma mão no seio e a outra apontando uma faca para o pescoço da dançarina.
- Da próxima vez que quiser gozar… vá para o meu quarto. - deslizou a parte chata da lâmina pelo corpo de Milo, aproximando-a de sua boceta. - Eu irei fodê-la.
E de repente, Anna desapareceu como um fantasma. A mulher era sorrateira, muito mais do que Milo. Impressionante como ela conseguia desaparecer em questão de instantes, como uma sombra.
- Veja o que ela fez com as minhas roupas… como espera que eu volte para o acampamento nua? - Disse tentando amarrar as partes que a assassina cortou com sua adaga. Pegou o broche e o pingente, ajeitou as faixas e se recompôs. - Mas… como bem entender, Anna… Eu a procurarei novamente… Pode ter certeza…
De repente, a tristeza por ser rejeitada por Serenoa não parecia tão grande mais. Milo tinha outra forma de saciar seu desejo agora.
Fim…?
