Bella chega em Gotham e conhece o grande Edward Cullen. Como será que vai ser o primeiro encontro desses dois?
Novamente, desculpa os erros.
Tudo havia dado certo e eu era a mais nova assistente pessoal de Edward Cullen.
No primeiro dia de trabalho, andei pelos corredores da Cullen Enterprise orgulhosa de ver aonde meu diploma em biblioteconomia havia me levado. Gostava da vida lenta que levava em Forks, dividindo meu tempo entre a biblioteca da cidade e a da escola onde estudei, e dos hackers do bem que fazia nas horas vagas, mas amava a possibilidade de viver o que lia sobre Gotham. De ver um super-herói em ação em algum momento. De ver a notícia, de fazer parte dela.
Por essa última parte, admito, eu não estava muito ansiosa. Por mais que tivesse feito todas as aulas possíveis de autodefesa que eram oferecidas pela delegacia em Forks, pela escola e, depois, pela faculdade, não era como se essas aulas me preparassem para explosivos em formato de pato, ou controle da mente. Esse tipo de perigo me preocupava. Mesmo assim, estava satisfeita em ter conhecimento o suficiente para enfrentá-los se realmente fosse necessário. E algo dizia que seria necessário.
Era um universo completamente novo o que eu entrava. Mesmo assim, pesar de haver todos esses perigos ao redor, não vi sequer um cidadão na rua com medo nos olhos. Em nenhuma das vezes em que estive em Gotham no passado notei algo diferente no comportamento das pessoas. Eu queria fazer parte daquele dia a dia e perder um pouco do meu medo também. Queria me acostumar de vez. Porque não importava o quanto me achasse preparada, pulava em alerta quando um barulho acabava sendo alto demais.
Conheci alguns funcionários da Cullen durante minhas entrevistas para a vaga de assistente, todos sempre muito bem-educados e simpáticos. Era a primeira vez que eu ia trabalhar no mundo corporativo, e não sei por qual motivo achei que eles fossem sérios e sisudos.
De todos que conheci, meu patrão, o famoso Edward Cullen, não estava na lista. Inicialmente, faria uma entrevista diretamente com ele, mas um imprevisto o fez cancelar quando eu estava sentada esperando que entrasse na sala. Até mesmo o braço direito dele, e verdadeiro gestor da empresa, Laurent Fox, conversou comigo em uma das visitas. Quase pedi um autógrafo. O cérebro daquele homem era admirável, coisa de outro mundo.
Levou algum tempo até que eu finalmente encontrasse Cullen pessoalmente.
Eu vira fotos e mais fotos do playboy filantropo Edward Cullen, lera e ouvira bastante sobre a vida dele. A história daquele homem se misturava um pouco com a história de Gotham, ele era um dos maiores investidores e geradores de emprego da cidade, e ajudava em diversas causas sociais. O homem sabia como gastar seu rico dinheiro. Fotos dele ostentando sua riqueza com mulheres diferentes apareciam dia sim, outro também. Todo mundo o conhecia e sabia a vida de playboy que levava, e ele fazia questão de que continuasse dessa forma.
O órfão do recorte que tanto me impressionou anos atrás era Edward Cullen. Nunca em um milhão de anos imaginei que um dia fosse trabalhar para ele. Que seria sua assistente pessoal. Os pais dele sempre tiveram dinheiro, mas Cullen multiplicou a fortuna e mantinha um império invejável. Mesmo gastando cifras vergonhosas por dia. Eu esperava aprender alguma coisa sobre finanças com ele, mesmo que fosse por osmose.
Sentada em minha nova mesa, depois de ter recebido todas as instruções da assistente de Laurent, que não via a hora de voltar para seu lugar, mexi nas gavetas a procura de resquícios da ocupante anterior. Não havia nada. O espaço estava limpo como se todos os móveis tivessem sido trocados. Mais tarde naquele dia, conversando com colegas no refeitório, eu descobriria que era esse o caso. E ficaria agradecida, pois a cadeira nova apoiava minha coluna nos lugares certos. Como se alguém soubesse exatamente o que escolher para mim.
O que ninguém parecia saber, era que outra pessoa ocupou aquele lugar. Era como se eu fosse a primeira assistente ali. Não conseguia entender o motivo de ninguém comentar sobre a ocupante anterior. Como eu havia descoberto sobre o emprego de forma não muito normal, fuçando em arquivos particulares na Internet, não queria sair perguntando demais sobre o assunto e acabar me comprometendo.
Meia hora depois de mais um cafezinho na copa, o elevador privativo apitou assinalando que Cullen havia chegado. Eu parei de pé ao lado da minha mesa, não queria parecer puxa saco parada ao lado do elevador.
Seria parada ao lado da mesa.
Se alguma vez achei o homem bonito por fotografias, estava repensando minha opinião. Alto, forte, maxilar marcado, sobrancelhas grossas, olhos verdes... Era um espetáculo em movimento bem diante dos meus olhos. Bonito era pouco.
Os olhos verdes dele fizeram uma breve varredura no meu pequeno corpo. O que quer que aquela avaliação tinha significado, eu parecia ter passado, pois fui convidada a entrar no escritório logo atrás dele.
A sala se assemelhava a uma caverna na escuridão. Ela era coberta por estantes de madeira escura, cortinas pretas nas janelas, carpete preto, mesa de vidro preto, cadeira preta... Mas era cheia de pontos de luz posicionados estrategicamente para iluminar os locais mais utilizados, ao mesmo tempo criando sombras sinistras em outros.
- Senhorita Swan? – A voz dele retumbou no espaço.
Quase me dei um tapa na testa. Estava parada na frente da cadeira olhando para todos os lados, havia esquecido que ele estava no local e havia pedido para eu me sentar. Com o rosto vermelho de vergonha, sentei com o celular no modo gravação e um bloco de anotações aberto sobre a mesa dele.
Não me levantei nos cinquenta minutos que se seguiram.
Pelo resto do dia, segui Cullen pela empresa. Foi um dia de correria, reuniões, e telefonemas que somente ele podia ouvir. Minha cabeça dava voltas por chamar de 'senhor' alguém que era apenas um ano mais velho que eu. Achei interessante como todos o olhavam com admiração enquanto andavam pelos corredores.
Perguntei-me se eu também estaria daquele jeito.
BAT
De volta ao meu pequeno apartamento em uma área nobre de Gotham, ouvi todas as gravações que fizera com o celular durante o dia. Uma delas tinha Cullen pedindo para eu ligar para seu mordomo, Alfred, para nós dois sincronizarmos nossas agendas. A ligação deveria ser feita do meu celular pessoal, ou do corporativo quando chegasse em casa. Preferencialmente do celular pessoal.
Ainda intrigada pelo pedido, liguei para o mordomo.
– Senhor Alfred? Boa noite, sou Isabella Swan, nova assistente do senhor Cullen.
– Senhorita Swan, por favor, me chame apenas de Alfred. – O homem do outro lado da linha falou com uma voz simpática.
– Com a condição do senhor me chamar apenas de Bella.
– Eu nunca poderia, – Ele deu uma pequena risada. – me desculpa.
– Senhorita Bella, então? Por favor, eu não conseguiria viver com tanta formalidade. O senhor Cullen disse que a maior parte do meu contato será com o senhor... Então... – Deixei no ar, tentando não soar chata com o homem.
– Preciso, senhorita Bella. Eu estava aguardando a sua ligação. A senhorita liga de casa, do próprio celular?
– Sim, isso. Não entendi muito bem por que eu não deveria ligar da empresa.
– O Senhor Cullen é muito detalhista em alguns aspectos. Vamos sincronizar nossas agendas? Necessito discutir vários detalhes com a senhorita.
Eu ia dizer que não tive minha resposta, mas Alfred começou a cantar instruções para eu ligar computador, abrir programas, anotar senhas.
Depois do telefonema, notei que, na verdade, meu patrão era bastante independente de sua assistente. Ele resolvia a maior parte de sua vida pessoal com Alfred, e da empresarial com Laurent. Eu apenas estaria ali para aparar algumas arestas que ficassem esquecidas. Eu teria, segundo Alfred, bastante tempo para desenvolver minhas habilidades. Seja lá o que isso significasse.
Não tenho dia certo para postar, mas o segundo capítulo já está prontinho.
Estão gostando?
