Obrigada pelos comentários! Que bom que estão gostando da história, fico toda boba! Não respondi vocês ainda, mas li tudinho. A história já está prontinha (mentira, falta APENAS o final), e os comentários dão vontade de postar tudo de uma vez só. (Nem parece que demorei para postar esse capítulo.)

Nunca sei o que escrever aqui, então, para não enrolar (mais), vamos que hoje tem!


Eu não havia nem notado que Cullen havia saído quando ele passou de volta pela minha mesa e me chamou para segui-lo até sua sala. Olhei dele para a porta do escritório, para o elevador, para ele de novo e sacudi a cabeça. Eu não era louca de perguntar por onde ele tinha saído. Imagina se o homem passou na minha frente, e eu não vi? Não queria ouvir um sermão sobre viajar na minha própria mente no horário de trabalho.

Sentei-me de frente para ele, disfarçadamente procurando por uma porta secreta pela qual ele poderia ter saído sem eu ter visto.

– A senhorita sempre grava nossas conversas, senhorita Swan? – Cullen perguntou assim que eu posicionei o celular na mesa entre nós.

Como ele sabe disso? Não sabia que visão de raio-x estava entre as habilidades dele.

– Sim, senhor. – Respondi simplesmente. Não havia razão para mentir, mas também não iria me explicar.

– Alfred vai enviar um nome para você. – Cullen voltou a falar. – Preciso que faça uma pesquisa sobre essa pessoa para me entregar na próxima segunda-feira.

Nada de marcar reuniões? Pegar cafezinho? Levar roupa para a lavanderia? Comprar flores para uma amante?

– Sim, senhor.

– Faça o seu melhor. E não preciso pedir que essas informações não saiam daqui.

– Sempre faço. E não, claro que não. Posso ajudar em mais alguma coisa?

– No momento não.

A maioria dos encontros entre nós eram rápidos dessa forma. Cullen pedia algo, eu confirmava que não abriria a boca sobre o assunto para ninguém, e saía da sala. A razão pela qual ele me chamava até a sala e não fazia seus pedidos por meios eletrônicos, sem eu precisar sair do meu lugar, era uma total incógnita.

BAT

Sexta-feira. Tudo o que eu queria era ir para casa e revisar o arquivo da pesquisa para ser entregue na segunda. Pensei em adiantar e entregar ainda hoje o que tinha. Se entregasse logo e Cullen achasse que não estava bom, eu poderia refazer e entregar novamente sem perder o prazo.

Ou será que ele ia preferir que eu entregasse no prazo, e só depois corrigisse se necessário?

Fiquei em dúvida. Decidi revisar de uma vez e, se estivesse cem por cento satisfeita com o resultado, entregaria de uma vez.

Após conferir o endereço residencial no arquivo pela milésima vez, lembrei que havia passado naquela rua alguns anos antes, quando ainda não conhecia a cidade muito bem. Não vira casas ou apartamentos naquela área, eram terrenos baldios, estacionamentos e garagens de barcos.

Talvez o lugar tenha sido revitalizado e eu não tinha essa informação. Com medo de que fosse passar informação errada na pesquisa, vesti o casaco pesado para me proteger do frio e fui até o local.

Como esperado, não encontrei nenhuma casa no endereço, apenas mato. O entorno do terreno não era diferente: escuro, com aparência de abandonado, sem qualquer outra placa de identificação além do nome de uma rua em uma esquina. Senti um arrepio subir pela espinha, imaginando como faria agora para descobrir o endereço real da pessoa que pesquisava. Eu odiava fazer as coisas pela metade, e apostava o meu computador que Cullen também odiaria receber um arquivo incompleto. Pelo menos eu ainda teria dois dias para arrumar isso.

Andando de volta para casa, comecei a ouvir passos ao meu redor. Com uma olhada para trás, confirmei que haviam três homens nitidamente me seguindo.

– Ótimo, esqueci o spray de pimenta. – Murmurei para mim mesma.

Coloquei a mão no bolso preparada para ligar para a polícia quando um dos homens correu e começou a andar de costas na minha frente.

– Muito boa noite, boneca. Perdida?

Tentei desviar dele, mas outro interceptou meu caminho.

– Precisando de companhia? Achou!

O cheiro de bebida alcoólica exalando deles quase me deixou bêbada por tabela. Minhas mãos estavam agora ao lado do corpo, em alerta para acertar alguém.

– Eu preciso passar, com licença. – Pedi educadamente, tentando não forçar passagem enquanto dava um passo adiante.

É claro que eles não me deixariam passar, mas eu não podia mostrar meu nervosismo. Nem partir para a violência, porque é claro que eu tentaria me defender se eles me atacassem, e eles teriam a vantagem de estar em maior número. Mesmo eles sendo três, eu não ia cair sem lutar.

E eu tive que lutar.

O homem que estava diretamente de frente para mim avançou, tentando me abraçar. Foi recebido por um soco no nariz que o deixou cambaleando de dor. Os outros dois não aceitaram o que havia acontecido com o amigo e tentaram a sorte vindo para cima de mim. No meio da confusão, tomei uma cotovelada, ou talvez um soco, no maxilar que me deixou desnorteada por uns segundos.

Enquanto pensava em um jeito de me soltar do meu casaco para ganhar mais mobilidade, os dois homens ainda de pé arregalaram os olhos e tombaram no chão se contorcendo.

– Entre no carro. – Uma voz sibilou.

Eu me virei na direção da voz, encontrando o carro preto mais lindo que já havia colocado os olhos. Teria sorrido de alegria se não fosse por uma mão agarrando meu tornozelo. Um grunhido de horror seguiu depois que o dono da mão fora chutado por mim. Antes que ele tivesse chance de tentar mais alguma coisa, corri para o carro. Não sem antes me dar alguns segundos para admirá-lo.

– Não dificulte as coisas, entre no carro. – O motorista falou, sem paciência.

Quer dizer que super-heróis não tinham educação?

Eu me virei para o motorista com meu olhar assassino preparada para dizer alguns desaforos, mas o rosto que me encarava me deixou paralisada. Não o rosto completo, aquele pedaço de maxilar exposto pelo capuz. Desisti de falar qualquer coisa e meu rosto esquentou de vergonha.

Finalmente eu estava diante do Batman, e só conseguia ter pensamentos fúteis sobre o quão lindo ele parecia ser debaixo daquela roupa toda. Não conseguia desviar os olhos do maxilar dele.

E então, como se finalmente meu cérebro se desse conta de quem estava diante de mim, um minifilme com tudo o que ele fizera passou pela minha cabeça. Antes de ser um homem lindo, ele era um super-herói. Um que eu admirava desde muito tempo. Eu fiquei embasbacada.

– Você está em choque. Você não pensou antes de colocar sua vida em risco. – Batman afirmou, ou perguntou.

Eu não fazia ideia do que ele estava falando.

Uma barra de cereal foi estendida na minha direção junto com algumas palavras que não fizeram sentido algum.

Na minha cabeça, um turbilhão de perguntas.: Era um sonho? O que estava acontecendo? Por que eu não conseguia falar? Era porque eu finalmente o conhecia? Ou eu realmente estava em choque? Como ele me achou?

– Vou te levar para o hospital. – Ele falou sem tirar os olhos da rua.

A palavra 'hospital' me despertou do transe.

– Não. – Gemi, finalmente encontrando meus sentidos. – Odeio hospitais.

– Coma. – Algo voou na minha direção.

Muito a contragosto, comi a barra sem marca que fora jogada no meu colo.

– Você vai me dizer o que fazia lá? – Ele perguntou.

– Eu não sabia que super-heróis agora pedem explicações em seus salvamentos. – Eu respondi.

Eu ainda não estava pensando muito bem.

– Estou perguntando como foi parar naquele lugar perigoso, e não questionando a sua falta de responsabilidade em ter se metido em um lugar perigoso. – Ele rebateu mal-humorado.

– Ainda é a mesma pergunta. – Respondi emburrada. – E eu precisei.

– Por que você precisaria estar ali? – Insistiu.

– Você acha que eu me arrisquei de propósito? – Bufei. – Olha, pode me deixar aqui mesmo, tudo bem? – Olhei pela janela, sem saber onde estava. – Eu me viro para chegar em casa. Obrigada por aparecer, não precisa mais se incomodar.

Ele não parou o carro, seguiu dirigindo em silêncio até parar em frente ao meu prédio. Olhei do prédio para ele diversas vezes.

– O grande detetive sabe exatamente aonde eu moro, claro. – Tentei abrir a porta, encontrando-a travada.

– Eu deveria ter te levado para o hospital.

– Não levou. – Falei enquanto me desvencilhava do cinto de segurança, ouvindo a porta destravar. – Vou ficar bem, nada que eu já não saiba como cuidar. Obrigada mais uma vez.

Saí do carro voando para não dar chance de ele falar alguma coisa. Tentei bater a porta para dar mais dramaticidade à cena, infelizmente algum dispositivo me impediu e ela voltou para o lugar lenta e silenciosamente.

- Só eu mesmo para enfrentar um bando de bandidos na rua e fugir de um super-herói.


Bella turrona! E tarando o homem já.

AMANHÃ TEM BATTINSON! Finalmente vamos assistir esse filme, nossa! Ansiosas? Eu estou demais! Tanto por ser mais um filme do Batman, quanto pelo Rob como protagonista. Aaaaah!

Até a próxima!