Ato 4
"Ás? ÁS? Por favor, amigo, me diga que está bem. Não vai me dizer que virou carta fora do baralho."
"Não, Valete. Nem de longe." Olhando pra dentro do abismo escuro, o herói de um só olho viu uma luz fraca de uma saliência. Ás tinha conseguido fixar uma vara de iluminação pra evitar seu fim no fundo do buraco. Agora que tinha obtido a atenção do parceiro, o herói das cartas disparou seu lança-gancho no teto, podendo subir até ser amparado pelo Valete.
"Oh, graças a Deus que está bem. Nem imagino você fora da partida."
"Um bom jogador sempre leva uma carta na manga, Valete."
Seguindo pro local da van, os dois viram o robô completamente inoperante e encharcado pelos sprinklers. Era uma visão como nunca tinham visto.
"Parece, Ás, que ele escolheu se sacrificar no lugar de pôr vidas inocentes em perigo...como nós faríamos."
Ás Astuto retirou a máscara do duplicoide, revelando a face similar a sua, embora só metade dela tenha restado.
"Ele era bem mais que hardware e processadores de dados, Valete. Será que poderia ter tido uma consciência? Uma consciência eletrônica, mas de alguma forma...uma consciência?" Essa foi uma questão que os dois combatentes do crime não souberam responder enquanto contemplavam a figura mecânica tombada diante deles cujo semblante era bem humano e tudo ao redor se escurecia como um ato que se encerrava.
FIM.
"E é assim que se faz, Lincoln."
"Pode crer, Clyde. Essa história ficou super maneira."
"Preciso confessar que sempre imaginei uma sequência pra aquela aventura em 3 partes do Ás Astuto e do Valete Caolho quando encararam o computador enlouquecido. Será que os juízes vão gostar?"
"Vão amar, Clyde. Não tem como esta história perder no concurso de roteiristas na próxima convenção do Ás Astuto. Clincoln McCloud com a corda toda."
"Falou e disse, maninho. Epa, hora de ir pra casa. Meus pais, minhas mães e Komimo estão me esperando e vamos ensaiar teatro japonês hoje. Mamãe Sharon sugeriu uma apresentação kabuki hoje sobre o quadragésimo samurai, e eu vou ser Yoshi."
"Tá certo então. Volta amanhã para irmos juntos a convenção. Clincoln McCloud são os caras."
"Falou. Clincoln McCloud é o bicho e ninguém segura."
Os dois amigos deixaram o quarto bem na hora de Rita chamar as filhas e Lincoln pra jantar.
"Crianças, jantar. Lincoln, pode chamar a Lisa? Sabe como ela fica muito ocupada."
"Ok, mãe. Ei, Lisa." Ele bateu na porta da irmã gênia. "Vem jantar e rápido. Não esqueça a Lily."
"Estou indo, unidade fraternal macho. Certo, Lily. Está no momento da degustação noturna após o crepúsculo, conhecida como jantar. Depois voltarei a me ocupar deste meu novo projeto que modéstia à parte, será um grande avanço na área da computação."
Lisa deixou seu quarto com a irmã mais nova e em cima da mesa, vários projetos com esquemas se destacavam, um dos quais era intitulado: 'Console Automático Digitalizado Interfacial de Cálculos Expressos', ou simplificando...C.A.D.I.C.E..
FIM(de fato).
Desde que assisti esse episódio do Batman, um dos meus favoritos, pensava a qual franquia poderia adaptá-lo e com The Loud House, pude achar a chave certa para a porta certa.
Dentre os nomes dos duplicoides, além dos personagens convencionais, pensei em outros dois que mereciam destaque.
O fim foi para dar um gostinho de 'quero mais'. Não que planeje levá-lo a ter uma continuação, mas dependendo de alguém gostar e querer, posso estudar a ideia.
Existem outros pontos no decorrer do conto como por exemplo o que implica de quem o Ás poderia ser e se ficaram atentos, saberão de quem se trata.
