As mãos grandes deslizaram pelas laterais do corpo pequeno e curvilíneo provocando fortes arrepios alojando-se finalmente na traseira macia e cheia dela enquanto ele mordiscava o pescoço feminino. O vestido de festa havia sido arrancado de Hinata assim que mal cruzaram a porta da suíte, logo depois seu sutiã havia sito tirado de si enquanto era provada e provocada pelo Uchiha. Sem ficar para trás, ela havia tirado dele partes das roupas de gala o que o deixou apenas de boxer. Encaixada sobre o colo dele, ela tinha o par de seios fartos prensados contra o peitoral duro de Sasuke. Aproveitando-se da posição que estava, e sentindo cada toque mais rude e bruto dele em si, ela esfregava-se languidamente movendo seus quadris em fricção dos sexos, separados apenas pelas peças intimas. os dedos de Hinata perderam-se nos fios negros dele agarrando-os enquanto os lábios femininos passeavam pela pele clara masculina. pequenas chupadas eram largadas ao longo da trilha em direção aos lábios dele, e ela parecia sentir o peso da abstinência que os anos causaram do corpo dele, do sexo com ele. Os gemidos roucos dele misturavam aos agudos dela até as bocas tornarem a se encontrar em um beijo forte e intenso. Os lábios formigavam dolorosos ao serem sugados com força e desejo.
Uma batida na porta com o aviso do serviço de quarto não bastou para afasta-los, embora Hinata tenha escondido o rosto sobre a curva do pescoço de Sasuke por um instante enquanto suas bochechas ficavam ligeiramente rosadas, o que era um pouco bobagem, ainda mais pela parte de "estar" da suíte ser separada do quarto principal, como um pequeno loft. Ela sentiu os Lábios de Sasuke em sua orelha enquanto ele soprava lentamente a provocando. apalpava sua bunda com força e sem pudor como um maldito pervertido que pouco se importava com o mundo ao seu redor.
—O jantar chegou – a voz dele soprou roupa e baixa a provocando a pele completamente. Hinata apertou o corpo mais ao dele.
—Hm... Quer jantar? – ela indagou com uma pitada de inocência e luxuria na voz, arrastando o restinho de sanidade do Uchiha ralo abaixo. Ele sorriu malicioso enquanto levantou-se um pouco da cama a suspendendo consigo e a despejando sobre o colchão fofo a deixando de bruços.
—Nem fodendo, Hyuuga – a voz reverberou forte e dominadora enquanto ela sentiu seu corpo sendo encoberto pelo grande e quente dele. uma mão afastou seus cabelos negros-azulados para o lado e uma pequena e dolorosa mordida fora depositada na nuca de Hinata a fazendo gemer remexendo-se sob o corpo viril. Ela era um maldito recheio imprensado entre o corpo masculino e o colchão. podia sentir o pau duro de Sasuke contra a sua bunda fazendo pressão. oh deus, ela o queria, seu corpo ansiava por ele, suplicava em uma saudade que ela sempre carregara. – Se for pra comer, vai ser você primeiro...
sugestivo, ela sentiu a língua dele escorrer por sua coluna a fazendo sentir sua intimidade formigar e pulsar desesperada por alivio da excitação. ela levantou um pouco mais a bunda a forçando contra a ereção dele esfregando-se como uma gata no cio e manhosa.
—Hmmm... Sa-su...
—Não me provoque assim, Hina... – ela estremeceu ao sentir os pequenos chupões dele ao longo de sua coluna enquanto uma das mãos do Uchiha içava sua traseira para cima. ela gritou contra os lençóis os agarrando quando sentiu os dentes dele rasparem sua bunda marcando-a.
Quantos anos...
Hinata sentia sua peça intima molhando-se cada vez mais e mais enquanto aquele maldito fogo espalhava-se sem piedade por todo o seu corpo. sua face não deixava mais de ruborizar enquanto ela lufava e lufava sentindo seu corpo exposto e devoto a ele, sentindo as mãos malditamente grandes e quentes arrastar sua calcinha para baixo em uma posição tão constrangedora quanto a traseira a disposição dele. A Hyuuga praguejou e xingou baixinho, choramingou para depois morder o lençol enquanto sentia a língua de Sasuke deslizar por toda a extensão de sua boceta excitada demais, encharcada demais... seus olhos reviraram-se e suas unhas cravam-se nos tecidos enquanto ele agarrava faminto a suas ancas afundando-se nela. Empinada de quatro, ela estava completamente a mercê de Sasuke, de sua boca faminta e sua língua perversa que explorava cada milímetro de si. Ela gemia cada vez mais alto e mais alto, as suplicas tornavam-se mais ferozes à medida que ele a decantava como um vinho.
Hinata sentia aquela língua atrevida dele misturar a saliva aos seus sulcos enquanto a penetrava. Sasuke não deixava de apertar sua bunda e mostra-la o quanto tinha falta dele. seus seios moviam-se rápido em sincronia a sua respiração entrecortada. Seu corpo implorava em cada fibra por ele. A Hyuuga sentia seu ápice chegando rápido e forte. seu corpo parecia ter sido atingindo por um incêndio, seu interior pulsava apertando-se mais e mais. O Uchiha não ficava para trás quanto aquilo. seu coração pulsava forte contra o peito, suas bolas doíam enquanto seu pau latejava duro e aprisionado na boxer enquanto ele degustava o sabor agridoce que a sua garota tinha. causava-lhe um tesão ainda maior ao se deparar com aquela pele de porcelana carregando suas marcas, gemendo seu nome... quanto de saudade ainda cabia em si? malditos dez anos sem vê-la, sem toca-la, sem senti-la e ainda assim, era como se nenhum dia houvesse de fato passado porque Hinata provocava em si exatamente as mesmas coisas, o mesmo desejo e tesão, o mesmo fulgor, o mesmo... amor...
ele conseguia apenas ver e sentir que ela estava quase lá, a linguagem corporal de Hinata não havia mudado e ele a conhecia bem, intimamente bem, aquele corpo de carto modo era seu, respondia a si como nenhum outro era capaz e como tal o seu corpo agia do mesmo modo. Louco, o Uchiha soltou uma das mãos daquela traseira e levou-a ao seu membro sobre a cueca que usava e apertou-o buscando algum alivio momentâneo, mas em vão. Irritado e excitado, ele apenas trouxe seu pau para fora acariciando a extensão espessa enquanto a apertava. movendo para cima e para baixo buscando alivio desesperadamente enquanto sentia Hinata rebolar contra sua boca o fazendo literalmente devora-la mais e mais.
tão perto...
ele a sentia quente como o inferno enquanto se derretia em seus lábios, os gemidos cada vez mais altos e desinibidos, os pedidos cada vez mais insistentes e desesperados e fora impossível para Sasuke não gemer em êxtase junto da garota que gozava naquele momento. Sobrepondo o corpo pequeno, ele deixou o seu cobri-la novamente enquanto, ofegante de excitação, beijou a tatuagem que havia na altura do ombro. Podia ouvir a respiração descompassada de Hinata, podia sentir o cheiro do perfume doce misturado ao suor, e esse misturava entre as peles. No limite do desejo, ele não a deixou ceder ao orgasmo completamente, muito menos seu corpo delicado esmorecer, o braço esquerdo envolveu a cintura dela mantendo-a empinada para si a medida que ele tornou a ficar ajoelhado sobre a cama, a destra segurou seu comprimento espesso e deslizou lentamente na boceta melada e quente dela enquanto Sasuke fechara os olhos sentindo o corpo todo arrepiar-se e reagir aquele contato sensível. a cabeça de seu pau encostou contra aquela pequena fenda rosada forçando só um pouco, provocando-a e se torturando, mas não penetrando voltando assim a deslizar entre os lábios vaginais melando-se mais e mais no gozo da Hyuuga enquanto ele mordia os lábios se deliciando com o prazer momentâneo e ansiando afundar-se nela completamente.
—S-Sasuke... – o som da voz feminina não passava de um sussurro, ainda assim um sussurro bastante desesperado. – M-me fode...
Ele sorriu contra a pele dela, tendo um pequeno vislumbre das bochechas rosadas, ajeitou-se e encaixou novamente seu pau contra a pequena e tentadora entrada quente, empurrou um pouco apenas arfando logo em seguida ao sentir como ela ainda era tão pequena e estreita para si, logo a mandíbula tencionou-se enquanto ele travou o maxilar contendo a vontade violenta de enfiar de uma vez, não que não o fizesse ou não o faria, mas aquele momento era mais de provocação dos sentidos, assim sendo, ele afastou-se dela recuando aquela penetração apenas para ouvi-la choramingar enquanto balançava languidamente aquela traseira branca para si. não resistiu a vontade de marca-la mais uma vez, então fez sua mão chocar-se contra o monte farto da nádega direita a ouvindo gemer e uivar como uma loba. seu coração arrebentava feroz no peito, cada célula de si queria reclama-la dos malditos dez anos de abstinência... rosnou sim, como um animal louco e possessivo. ela jamais sairia debaixo de seus olhos e muito menos de perto de si, então mais uma vez como a anos atrás, reivindicou-a:
— Você é minha, Hinata – reverberou com imponência enquanto encaixou-se novamente na boceta dela – Só minha... toda minha!
ela quis responde-lo, ela quiz sim dizer que era, que sempre foi, que malditos dez anos e ela ainda continuava a ser, que nunca conseguiu de fato libertar-se e seguir em frente, porque de alguma forma eles estavam amarrados e nada era tão bom, quanto já foi, e parecia que jamais seria, a não ser que fosse ele.
intenso demais? deveria, afinal, estavam juntos desde de muito jovens, se entregaram, se possuíam... Ela sabia que ele foi o seu primeiro, e suplicava internamente para ser o último.
no entanto, ela não conseguira o responder, porque tudo de que escapou de sua garganta fora um doloroso gemido esgaçado e misturado com o doloroso prazer dele afundando-se em si de uma só vez. Sasuke a penetrou tão profundamente que a tirou do eixo a fazendo deixar uma palavra tão chula e baixa perder-se nos lábios rosados e maltratados por ele. O Uchiha manteve a cabeça pendida levemente para trás, olhos fechados, lábios entreabertos de onde escapou um gemido gutural de prazer. Ela ainda era miúda, apertada, molhada, e quente como o inferno. Ainda era o seu vício, seu desespero, sua paixão e perdição. Ele então moveu-se lentamente puxando seu comprimento para fora e antes que esse saísse completamente de dentro de Hinata, ele arremeteu os quadris com força e rapidez novamente sentido seu pau ser completamente tragado, engolido com paixão por aquela bocetinha. melado, ele deslizava facilmente agora entrando e saindo de dentro dela. O cheiro de sexo começou a ser aspirado na suíte, os corpos a estalarem com o choque forte e intenso da foda. Sasuke a estocava sem dó enquanto suas mãos deslizavam pela extensão do corpo lácteo dela. os gemidos misturavam-se entre palavras sujas e frases desconexas, então as mãos grandes agarraram os fartos seios dela enquanto ele a puxou para si sem parar de fode-la um instante sequer. Apalpou os seios amaciando-os enquanto os dedos indicador e polegar uniram-se nos mamilos e bicos excitados os estimulando e puxando. Puxou mais fazendo as costas dela colarem contra seu abdômen e peitoral, os lábios buscaram o pescoço esguio o chupando ferozmente enquanto aumentava as estocadas em Hinata. uma mão saiu dos seios e fora até o pescoço o agarrando e segurando parte dos cabelos escuros dela enquanto a outra circundou com o braço a cintura dela a puxando mais enquanto enterrava-se fundo demais, os dedos logo trilharam para o clitóris o tocando e brincando, estimulava cada vez mais rápido enquanto sentia as paredes dela o apertar tanto. Hinata estava cada segundo mais quente, mais molhada e gostosa.
Rápido
Forte
Fundo...
—Muito gostosa – a voz rouca e excitada dele soprou no ouvido dela que, mantinha os olhos apenas fechados entregando-se ao arrebatamento do frenesi sexual. – Uma delícia essa bocetinha apertada, Hina... hmm... oh... deus... ela continua perfeita pro meu pau! caralho! – gemeu quando ela o apertou mais – Sua boceta tá ordenhando meu pau tão bem e tão gostoso...
—Oh Sasu... – ela choramingou mais sentindo o seu ápice chegando a galope – E-eu vou... vou...
ele fechou os olhos e segurou forte a cintura dela apoiando quando começou a meter com força e brutalidade tão típica do Uchiha para ela.
—Goza no meu pau, Hina... goza... – rosnou louco sentindo seu membro latejar duramente dentro dela que o estrangulava naquele instante – caralho... eu vou te dar porra – Urrou ele, incapaz de conter mais o próprio gozo, e precisou de mais algumas estocas nela para que finalmente sentisse seus jatos de sêmen despejar-se no interior dela. Hinata ainda sentia os espasmos no próprio corpo provindos do novo orgasmo que fluía tão rápido e forte em si.
ofegantes, permaneceram assim apenas alguns instantes antes de caírem sobre a cama. Sasuke a inçou para sim a aninhando em seu peito enquanto eles apenas tinham os olhos fechados e se permitiam apreciar o silencio e frenesi do gozo. Alguns minutos depois, ele apenas despertou do devaneio do quão surreal estava sendo aquele momento, quando sentiu o toque dos dedos finos e gentis dela dançando em círculos sobre seu peito nu. O Uchiha levou os olhos negros intensos em direção a ela enquanto sentia-se devorado, completamente tragado e preso a eles outra vez mais. seus lábios curvaram-se um pouco enquanto os dela curvaram-se mais enquanto as bochechas tornaram a ruborizar-se... seu coração batia forte, seu amago agitava-se enquanto seu vazio era rapidamente preenchido. Ele nunca foi um cara romântico, não mesmo, estava longe disso, mas era um daqueles momentos que você precisava apenas falar porque nunca saberia quando seria a ultima chance. os dedos médio e indicador dele tocaram suavemente a testa em um gesto que lhe era comum do irmão mais velho toda vez que lhe prometia algo, quando prometia estar lá, cuida-lo e era exatamente aquele sentimento que ele tinha, conhecia e queria alimentar por ela: de cuidado. então indiretamente fora uma promessa silenciosa dele de que sempre haveria um depois, um amanhã, uma próxima...
Os dedos então acariciaram o rosto dela movendo a grossa franja de lado e então seguraram o queixo delicado a trazendo para si e tomando os lábios em um beijo lento e molhado. um contato excitante enquanto ele sem rodeios a puxou para si a deixando deitada sobre si. Quando se afastaram, estavam ofegantes outra vez enquanto ele sentia-se rendido aqueles lindos e intensos olhos luminosos... sua luz. Os lábios dela abriram-se um pouco mais e então aquelas palavras fluíram docemente como parte de uma promessa revigorada:
—Amo você, Sasu...
Hinata sentia o coração acelerado e aquela velha sensação de borboletas no estomago. nervosa não esperava tanto, embora suplicasse e então veio:
—Também amo você, Hina...
...
Champanhe, vinho branco... um pouco de ceviche, ostras, um risoto de limão siciliano e lagosta, camarões, um linguado...
—Não acha que é muita comida? – ela sorriu divertida enquanto levava a taça de vinho branco aos lábios depois de engolir uma boa garfada de seu risoto e lagosta. Aconchegada entre as pernas de Sasuke, ambos nus, provavam do jantar enquanto descansavam para o que seria uma noite quente.
—Bom... falam que ostras são afrodisíacas e frutos do mar energizante... – ele deu de ombros enquanto tornava a encher sua taça.
—Energizante... hmm... gosto disso – ele viu os lábios dela unirem-se charmosamente e então virou o rosto a beijando lentamente e soltando. – Você ainda é um maldito pervertido!
ele gargalhou...
—Acredite... você tem o pior de mim, nesse caso.
As bochechas dela coraram enquanto ela provou de um camarão processando os pensamentos, estavam em um processo de se reconhecerem novamente do ponto que pararam até os dias atuais, e isso de certo modo a deixava nervosa um tempo e ansiosa, porque sabia que ocasionalmente aquela conversa teria que ser tida, se fossem de fato seguir em frente, e de certo ela temia a reação de Sasuke.
— Então... Você nunca tentou só... seguir em frente? – ela questionou e ouviu o suspiro um pouco aborrecido dele contra suas costas – houve alguém?
Ele pareceu ponderar muito sobre isso, mas ela apenas o empurrava aquilo o que em partes o irritava. Ele não mentiria jamais.
—Houve uma garota... dois anos atrás. Ela é medica do Konoha Memorial, ou era, sei lá... não nos falamos mais.
Hinata continuou a comer, e ainda assim indaga-lo, houve uma pitadinha de ciúmes? houve, seria hipócrita dizer o contrário, mas ela era madura o bastante naquele ponto para entender os pontos da vida que estavam, e depois, Sasuke era um homem bonito, de boa família, e principalmente solteiro. Claro, havia também uma curiosidade sobre a tal garota. de todo modo era algo respeitável, uma médica... de algum modo Hinata imaginava que Sasuke deveria ter fodido tudo.
—E como ela era?
Aquela pergunta o surpreendeu, ainda mais vindo da garota que de certo modo era um poço de insegurança e ciúmes quando eram dois adolescentes. Aquela sobriedade e calma dela ante a esse assunto, em parte o assustava bastante ou só deixava na defensiva.
— Fisicamente? – indagou incerto
—Tudo, pacote completo.
Ele suspirou novamente.
—Ela era uma garota legal. bastante irritante, impulsiva e precipitada. as vezes sufocante demais, mas conseguíamos manter uma boa conversa as vezes ou apenas foder a noite toda. Era só... cômodo. Sem cobranças.
—E era uma relação? – Hinata sorriu enquanto ele a apertou.
—Funcionava... bem, até aquela querer demais de mim.
—Reciprocidade?
—Estabilidade também e um pacote completo que envolvia família e noivado – ele riu irritado e bebeu. – Foi assustador quando ela começou a falar de futuro e filhos...
—Hm... – Hinata murmurou ligeiramente desconfortável - como ela... se chamava?
—Precisa de tudo isso mesmo?
—Só curiosidade, juro.
—Tsc... – ele ficou em silencio um tempo enquanto comia e bebia. Hinata jurava que ele não responderia, e então o nome veio – Sakura... Sakura Haruno. Olhos verdes, cabelos vermelhos rosados...
—Parece bonita... e importante – ela murmurou com as bochechas rubras e um sorriso provocador nos lábios virando-se para ele – não se apaixonou nem um pouco por ela? ficaram juntos quanto tempo?
—Oito meses, e não... não me apaixonei. apenas era cômodo, como eu disse. Quando acabamos, ela ainda tentou fazer a coisa... funcionar, mas eu achei melhor não.
—Muito maduro... – ela o provocou rindo ainda mais, afim de espantar o seu próprio nervosismo de encara-lo e contar suas verdades.
—Patético... bom... e você?
Ela remexeu-se ainda mais desconfortável.
—Um relacionamento estável por quase dois anos. – Confessou e ele assoviou longo e alto. sentiu os ciúmes fervilhar em si e a todo instante gritava consigo para enjaula-lo.
—Dois anos... – murmurou com um fundo aborrecido e ela notou, embora tenha notado junto todo o controle que ele fazia com a sua possessividade, o que era algo bom. – Pelo visto alguém acertou...
Ela deu um risinho e negou.
—Não... ele era apenas legal, mas obcecado pelo trabalho. Toneri... A gente tinha encontros combinados. minha agenda sempre fica cheia também e eu estava tentando uma promoção. ele era apenas legal com... - Ela calou-se de repente ao pensar no cara que as vezes fora legal com seu filho e costumava leva-lo ao jogo ou ao parque quando Hinata estava ocupada demais.
—Com? – a sobrancelha de Sasuke arqueou e ela sorriu nervosa tingindo toda a face de rosado.
—Comigo! Poderíamos conversar bastante por muito tempo, mas não tínhamos muita química... bem... acho que eu prezava mais a amizade dele.
—E como acabou? se tinham uma relação tão... estável.
—Diplomática – ela sorriu notando os ciúmes dele ainda mais – literalmente. Acho que tal como você eu não conseguia me doar, e as vezes a gente brigava. por causa do trabalho, Toneri viajava as vezes e então... um dia, ele apenas o fez, ele pediu minha mão e junto com ela havia a proposta para sair do país. Eu não estava pronta para abdicar nada, eu não poderia estar em uma relação assim e muito menos queria. era injusto com todos os envolvidos no processo. eu apenas disse não, e no aeroporto quando ele partiu, eu nunca o impedi e nunca o dei esperanças. então ele se foi.
—Foi tarde! – resmungou Sasuke e ela inclinou-se roubando um selinho dele que tinha uma face tão séria, sexy e zangadinha. ele a apetou mais contra si deixando a taça de lado – então ele propôs? Sabia que eu... – ele olhou-a nos olhos e então o rosto esquentou um pouco quando os olhos dela o invadiam daquela forma tão única – eu iria propô-la? que na noite que partiu, eu... havia pensando muito que tudo estava errado e... a minha mente latejava aquela droga de anel que você ficou olhando na vitrine da Sanks
os olhos dela arregalaram-se e logo tornaram-se cheios de lagrimas da qual ela represou, por um instante, pequenos segundos ela apenas cogitou ou se perguntou como estariam naquele momento se tivesse apenas ficado? estariam bem, ele teria de fato mudado? ela teria mudado?
não... talvez não. de todo modo, partir, trouxe um efeito em cadeia benéfico para ambos, deu a ela razões verdadeiras para lutar, para melhorar e se provar. Ela conquistou uma vida, uma profissão... ela tinha um apartamento legal, mesmo um pouco pequeno, que tinha uma localização adequada, havia escolas perto, e... um futuro calmo e constante. depois de tantas inconstâncias, ela precisava daquilo. Poderia haver indagações, mas arrependimentos? Ela fez tudo por ele, e faria tudo outra vez, por mais que amasse Sasuke Uchiha, Satoru era a sua vida, e agora a vida trazia o Uchiha de volta para si e de algum modo, ela tinha que encaixa-lo naquela nova vida, apenas não esperava, e nem sabia por onde começar. Seu estomago agitava-se, seu peito apertava e mentiria se dissesse que não havia temor, embora se embriagasse com uma real perspectiva de uma família completa ela apenas o pensava. Satoru sabia muito bem de onde vinha, Hinata nunca o escondeu suas origens, ela apenas nunca foi atrás, tinha medo do que acharia, tinha medo de arrastar seu pequeno e precioso filho para a bagunça que Sasuke era. Ela então respirou pensando no melhor momento para que aquela conversa só viesse a tona, até porque, estava apenas lidando com o novo Sasuke, e naquele momento apenas preparava o próprio terreno, conhecia mais dele e buscava saber onde ela e Satoru se encaixariam. De algo tinha certeza, Sasuke não parecia um cara que apenas desejava filhos, bom, pelo menos não o pareceu com Sakura, com ela seria diferente? E se ele apenas a acusasse, ou julgasse suas razões, ou pior, se ele a culpasse daquilo e tirasse Satoru de si? oh não...
Ela tornou a olha-lo, e havia tanta apreensão em seus olhos que fizeram Sasuke gelar, ao pensar que talvez mesmo naquele tempo ela só o quisesse longe. Estavam naquela reconciliação, mas havia apenas esquecido que a mesma era um processo, embora ele achasse que não, que bastavam querer estar um com outro e todo o resto ficava para trás, mas simplesmente não era assim. eram adultos, com vidas adultas, reponsabilidades, horários – não que isso os impedisse - mas eram apenas duas pessoas estranhas em vidas opostas que precisariam se organizar, precisavam de uma conversa seria e de intensões reais. Ele ficou nervoso por um instante apenas pensando, ele deveria só propor para ela? deveria dar algum tempo? eles voltavam como namorados? seriam companheiros? Aquilo era uma droga que bagunçava sua cabeça e ele sentia-se confuso e perdido sem saber como dar um passo, temendo apenas perdê-la pelos dedos outra vez. tinha medo de assusta-la, mas também tinha medo dela partir, dela o achar insuficiente.
virou em grandes goles o vinho branco e deixou uma pequena careta formar antes de levantar-se de onde estava, trazendo consigo a mulher de cabelos curtos negros-azulados.
—Talvez um banho de banheira e podemos falar sobre o agora?
ela consentiu enquanto timidamente afundava o rosto no peito dele. sentia seus músculos tornarem-se tão tensos de repente, e se fossem falar no agora, ela definitivamente tinha de lhe falar.
...
o relógio marcava pouco além das cinco e meia da manhã enquanto a suíte estava apenas inundada em silencio. os cobertores repousavam sobre os corpos nus que estavam aninhados. Aquela altura, Sasuke estava completamente apagado, mas Hinata não. Seu sono não passou de um pequeno cochilo que a fizera acordar assustada. Os grandes olhos perolados observavam as feições do homem, os traços do maxilar, ela usava a ponta do dedo tocando e contornando. a fronte, os olhos, os cabelos negros e o ressonar tranquilo e lento. Era incrível como cada pedacinho dele a lembrava exatamente Satoru. Era frustrante pensar que se carregava um garotinho por nove meses no ventre para esse nascer quase uma cópia exata do pai.
Ela então sorriu ternamente e ao mesmo tempo frustrada. Puxou a mão de volta a si e apenas ficou o olhando enquanto divagava sobre o passado. Não o passado com Sasuke, mas o pós Sasuke, como por exemplo no dia que descobriu que quando saiu da vida do Uchiha, ela não levou apenas malas e um carro fodido, mas levava consigo no ventre a criança deles da qual ela só veio ter conhecimento dois meses depois. Ela se lembrava da quantidade de vezes que esteve frente a um telefone publico apenas ansiando liga-lo, ou em quantas vezes ela discou o numero da casa Uchiha e não conseguiu discar o numero final. Pra cada vez que ela temeu fazer aquilo e ao mesmo tempo o quanto ela se desesperava para fazê-lo. Como ela passou alguns apertos ao ligar para o pai e apenas ter a porta na cara, já que esse pareceu esquecer que tinha uma filha com problemas, bem, Hiashi Hyuuga poderia ser um homem bastante amargo e rancoroso. Afinal, ela não havia deixado o átrio familiar pelo Uchiha? bem, para ele, aquele era o limite. Naquele dia, Hinata percebeu que não passava de uma garotinha assustada e sozinha, uma criança que carregava outra, felizmente anjos existiam, e seu primo Neji poderia ser considerado um deles, ele fora o responsável por arrasta-la a Suna e ajuda-la a se erguer. Hinata então fizera uma promessa a si mesma, uma promessa por seu bebê. com essa promessa na mente e coração, ela colocou suas forças e bússola. Por essa razão ela nunca escondeu de Satoru sua origem, seu pai... No fundo, bem lá no fundo, ela temia reencontra-lo, mas considera que em algum momento da vida isso aconteceria. nos primeiros dois ou três anos, isso a queimava e rasgava, afinal, descobrira que esquecer seu primeiro amor era impossível, e conviver com aquela dor a matava aos pouquinhos, mas seu pequeno era tudo que ela precisava, e àquela altura, ela mataria e morreria apenas pelo bem-estar do pequeno Hyuuga, e tudo que Hinata sabia era que Sasuke não era uma influência positiva para ninguém, muito menos uma criança. o que ele diria? merdas a ela? ou sustentaria ela com vida noturna? e a sordidez, as baladas? O exemplo de Satoru seria aquilo? e ele na instabilidade dele apenas decidisse que aquela criança o afetava e o importunava, ou era sua fraqueza, ele a jogaria no chão, a magoaria e a quebraria? seria um maldito filha da mãe? não... ela só precisava protege-lo e prepara-lo para lidar com alguém como Sasuke. e então os anos passaram rapidamente, e ela passou a ter mais confiança. Sasuke não a buscou, ela não o buscou e por mais egoísta que fosse, o que os olhos não veem, o coração não sente. Satoru era amado, tinha pessoas com ele, figura paterna, e Hinata considerava o garoto maduro o bastante, e logo, ele por si só poderia ir atrás do pai. aquela altura ela até imaginava que ele pudesse estar com outra pessoa, talvez ter filhos, talvez seu menino batesse na porta dele e esse o jogasse para longe e estava bem, porque diferente de tudo, o pequeno Hyuuga tinha uma família inquebrável para si, uma família que era seu porto seguro constante, e ela sabia que ele poderia apenas se decepcionar e voltar para si.
No entanto, agora Hinata deparava-se com outra realidade, com outro homem, com outras verdades, o que tornou a sua tão egoísta, mesquinha, infantil... ela sabia, e depois de uma noite perfeita, de um momento perfeito, de juras e promessas, ela apenas tinha medo dele só odiá-la e aquilo a machucava outra vez, afinal, talvez ela realmente devesse ter concluído aquela chamada a dez anos atrás, mas apenas privou-o de tudo e agora... bem... agora ela corria o risco de realmente ter o pior dele para si de novo, e isso a assustava mais que tudo, perder seu filho que era sua maior razão de viver.
então ela chorou em silencio sem mesmo perceber que seus olhos transbordavam, ela divagou tanto que mal percebeu que o dia raiou e que as luzes invadiam sem convite ou permissão a suíte, que agora ela tinha olhos negros a encarando de volta e então só acordou quando daquele transe quando a mão dele segurou seu rosto e ela notou a expressão confusa e assustada que ele tinha.
—Hei, está tudo bem? aconteceu algo?
o coração de Hinata disparou como se ela corresse uma maratona. ela tremeu, ela temeu. ela apenas puxou o ar o encarando enquanto seus lábios tremulavam. Sua voz não queria sair, seu corpo não reagia.
—Hinata... E-eu... não vou a lugar algum, quer dizer... se... voice quiser a gente...
Ela negou veemente com a cabeça enquanto ele sentiu o coração disparar, seria o momento que ela apenas o dizia adeus? que não queria, que...
Quando ele se tornou tão temoroso assim?
ela chorava mais e mais e ele apenas tremeu e então ela murmurou:
— A-a dez anos... você ia me propor – ele concordou, estava doloroso vê-la chorar sem saber o porquê, se era alegria, embora o olhar transmitisse tristeza, então sustentar-se aquele olhar doía. – A dez anos... e-eu... eu fui embora... e... A dez anos eu levei algo muito precioso comigo, algo nosso... a-algo que lhe neguei...
a mente dele fez um nó, ele sentiu-se travado, nervoso como nunca esteve, as coisas não faziam sentindo, ou ele apenas não queria entender, seu coração agora doía em seu peito enquanto ele se sentia incapaz de falar, queria ouvir o restante dela.
— E-eu... A gente... Eu estava grávida, Sasuke... gravida de um filho seu, um filho nosso.
naqueles segundos seguintes, os olhos dele arregalaram-se, e ele travou, ele não ouvia mais nada, ele apenas estava concentrado demais naquilo: eles tinham um filho, um filho que ela levou consigo e nunca o falou...
ele era pai.
