Ela chegou tão silenciosa e sorrateira. Seus pés tocavam o piso macio de madeira claro sem emitir qualquer som parando frente a porta azul marinho, cheia de adesivos comic grudado, que havia no final do corredor, essa estava entreaberta facilitando a Hyuuga apenas espiar – o que era bem feio – mas ela não resistia. se ela estava sobre uma imensa pressão e ansiedade, o que dizer de seu garotinho? afinal, seu mundo mudou completamente, virou de pernas para o ar e ela tinha medo que isso de alguma forma afetasse negativamente Satoru. Hinata encostou-se no batente da porta a empurrando suavemente um pouco mais apenas para contemplar o garotinho de cabelos negros parado frente ao seu espelho enquanto ajeitava uma nova jaqueta no corpo, e ela sabia que era uma nova tentativa pelas outras cinco que estavam jogadas sobre a cama.

—Porcaria gel! – resmungou o Hyuuga tentando ajeitar os cabelos que tinha uma aparência mais arredia da qual ele sabia ter puxado do pai. os chumaços que insistiam em arrebitar-se. Ele respirou mais uma vez profundamente ficando parcialmente satisfeito com seu jeans, camisa e jaqueta. os olhos negros encaravam ansiosos o próprio reflexo enquanto ele parecia apenas treinar o que deveria ser uma apresentação formal.

a cabeça de Hinata encostou-se contra a madeira da moldura da porta enquanto ela sorria ternamente sentindo seu coração flagelado e impotente diante da angustia e ansiedade de seu filho. Ele estava nervoso e tudo que ela podia fazer é tentar inutilmente acalenta-lo, principalmente depois de como foi a conversa que tiveram a respeito. As vezes tinha a impressão que ele era mesmo muito mais velho do que de fato era. Aceitou tão... bem. mas doía para ela, afinal ele era só um garotinho, seu garotinho e como uma mãe coruja ela queria enfia-lo sob suas asas e nunca mais deixa-lo escapar dali. Se perdeu tanto em pensamentos, que nem ao menos notou que o menino havia percebido sua presença ali e a encarava ligeiramente constrangido. então ela sorriu ao ser pega, dando assim alguns passos para dentro do quarto.

—Está a muito tempo aí?

—Um pouco – ela o confirmou vendo uma careta formar-se. então ela apenas abaixou-se a altura dele e o abraçou por trás enquanto apoiava a cabeça sobre o ombro pequeno – está nervoso?

ele envolveu os braços da mãe aconchegando-se naquele casulo de proteção enquanto os olhos perolados e os ônix se encaravam através do reflexo. Satoru balançou a cabeça afirmativamente enquanto pressionava os lábios em uma linha reta.

—Acha que... – Não conseguiu falar, então reformulou – Ele... se ele me odiar?

Hinata beijou os cabelos do filho enquanto pressionava seu rosto um pouco.

—Bem... então colocaremos ele para fora e fingiremos que ele nunca existiu. porque apenas alguém muito estupido para não gostar de um príncipe como você e não queremos esse tipo de pessoa com a gente, certo?

as bochechas dele ruborizaram enquanto consentia.

—Certo! – ele puxou a jaqueta mais uma vez ajeitando as mangas – tia Hana disse que eu posso ligar pra ela se ele... não for o que eu esperava e eu... quiser fugir.

Os olhos da Hyuuga arregalaram-se e então ela gargalhou.

—Bom... sua tia é exagerada.

...

Ele ajudou a colocar a mesa de forma um pouco formal demais para o seu gosto. Não que ele não entendesse de etiqueta, afinal já acompanhou a mãe a jantares muito mais "chiques" que um jantar em casa, mas o embrulhava o estomago a ideia de que não era como todos os dias enquanto ele apenas pensava em que tipo de cara seu pai era. Ela colocou as travessas com a comida sobre a mesa e essa cheirava divinamente bem, embora não tivesse sido ela a cozinhar ainda assim fizera questão de pedir do restaurante favorito de ambos - mãe e filho – com direito a regalias e uma boa sobremesa, e era sobre essa que Satoru adiantou-se:

—Pediu torta de sorvete com brownie?

Ela sorriu enquanto ajeitava o arranjo de lírios brancos sobre a mesa de jantar.

—Seu favorito, brownie de chocolate com nozes, sorvete de flocos e castanha e bastante calda de chocolate.

Ele cerrou os olhos de maneira engraçada a fazendo rir.

—Também pediu a cobertura?

—Eu disse, seu favorito com cada detalhe – ela apertou as bochechas dele suavemente enquanto ele a abraçou, então a afastou de uma vez quando a campainha tocou.

—Ele chegou! – ele falou como um sussurro desesperado e sentiu as mãos de Hinata em seus ombros. olhos pacifistas que o encarou transmitido apenas amor e segurança.

—Respira, e... fique calmo. como eu disse?

—Se ele não gostar da gente, chutamos ele para fora.

—Isso! – ela sorriu e então com seu próprio nervosismo disfarçado, alisou o tecido do vestido que usava enquanto caminhava em direção a porta do apartamento.

assim que abriu a porta deu de cara com um Sasuke diferente da noite anterior. esses estava mais casual, e claramente tenso. trazia consigo uma caixa não muito grande com o que ela julgava ser o presente de boas vindas ou olá, que ele queria dar a Satoru.

—Oi! – a voz dele a despertou daquele contato hipnótico que se prenderam. como uma menina boba e apaixonada, ela sentia seu estomago revirar outra vez enquanto seu coração acelerava.

—Oi! – sorriu abrindo passagem para que ele pudesse apenas entrar – foi difícil achar?

—Eu não me arrisquei dirigir, então... – deu de ombros e ela sabia que ele talvez estivesse tão nervoso quanto o filho. ansiosos demais, a diferença era que Satoru apenas confessou, já Sasuke fazia-se de durão.

—Taxi... – ela pigarreou quando deu alguns passos a frente dele o guiando para o interior do lugar. assim que entrou na sala, um garotinho levantou-se de uma vez do sofá.

Os olhos negros de ambos se encontraram como dois completos estranhos. Sasuke engoliu o acumulo de saliva que se formou, esse desceu como um bolo por sua garganta enquanto aquela sensação nervosa o tomava o corpo. Analisava o garotinho que assim como Hinata, tinha uma tez muito clara e essa pelo visto ruborizava com a mesma facilidade diante de nervosismo e timidez. Era tão nítido quanto a água mais cristalina aqueles traços, porque ele era apenas capaz de se enxergar ali. seu DNA misturado a outro formando um novo ser, um que compartilhava seus genes. Sasuke era capaz de ver o formato dos olhos puros de Mikoto Uchiha, da qual ele herdara e agora seu filho carregava...

seu filho!

Sorriu um tanto desengonçado e acanhado. Estava tão intimidado por uma criança. Ele nunca teve essencialmente aquele pensamento, considerava-se inapto a paternidade e um péssimo exemplo para ser copiado de todo modo. Crianças geralmente eram irritantes, barulhentas e caras. A lógica diria que o elo paterno nasce com o filho, que aqueles laços deveriam ser formados ao longo da vida, mas ele não os teve e não passavam de dois estranhos muito parecidos fisicamente, mas aquelas bolhas e reviravoltas em seu estomago o dizia tão contrário, talvez porque após o primeiro choque de ver, ele foi atraído justamente para a parte de Hinata que vivia dentro daquele menino. Se ele era capaz de se ligar a Hinata, de ama-la incondicionalmente, então cinquenta por cento do seu filho poderia facilmente ser ligado a si.

Hinata amassava seus dedos nervosamente enquanto a ansiedade tomava conta de si, e ela sabia que tal como ela, Satoru fazia exatamente o mesmo sob os bolsos da jaqueta que usava. Aquele primeiro olhar ele seria a primeira impressão que um teria do outro para sempre e tudo que ela queria fazer, era tornar o momento perfeito. Por isso, ela mordeu o lábio com suavidade e tomando frente vendo que nenhum dos dois parecia querer falar primeiro, ou talvez estivessem tão emocionados que não conseguiriam, ela pigarreou suavemente chamando a atenção do par de olhos negrumes do filho que finalmente respirou. Como o "cara" da casa, ele tomou frente finalmente tirando a mão do bolso e a estendendo para o Uchiha.

— Seja bem-vindo, eu sou Satoru, Satoru Hyuuga.

O Uchiha esboçou um pequeno sorriso enquanto lançava sua mão a do pequeno finalmente as enlaçando em um aperto de homens apenas para se dar conta que a do seu filho estava gelada.

—Sasuke Uchiha. É um prazer... finalmente te conhecer, Satoru. – O garoto sorriu com certa vergonha que era incapaz de esconder enquanto era tomado de emoções e sentimentos de tantos tipos que pareciam o estrangular. – Você parece ainda melhor que nas fotos – ele olhou para Hinata que tinha olhos tão grandes e brilhantes de marejados – Sabe que eu sou? – perguntou ao voltar a encarar o garoto, esse apenas consentiu e timidamente balbuciou:

—M-meu pai... – tentando apenas não estar tão nervoso como de fato estava, ele apontou para o embrulho que o mais velho carregava – Isso é... meu?

Sasuke sorriu olhando novamente para a mulher de olhos perolados.

—É... ele é muito esperto mesmo!

Como se um gatilho finalmente servisse para que eles apenas se entendessem, Satoru sorriu estufando o peito.

—é claro que eu sou esperto. sou o melhor da minha turma.

—Viu? ele é modesto como você – Hinata deu um risinho enquanto o Uchiha estendeu para o garoto o pacote.

—Vai com calma, garoto.

Mediamente ele abriu aquilo para segurar cinco jogos novos para o seu game, e esses ainda estavam acompanhados de um novíssimo óculos de realidade virtual que ele estava enchendo sua mãe para comprar a meses. Os olhos arregalaram-se, os lábios afastaram-se enquanto um: Uau, escapava.

—Mãe! olha só isso, ele me deu o Nioh 2 edição completa! – Satoru quase gritava saltitante enquanto sacodia o box do jogo

—é... ele deu – ela encarou o Uchiha enquanto suas bochechas ruborizavam e seu coração disparava feliz apenas lendo os lábios dele que se moviam em um: obrigado pela dica.

—Espera só até eu chegar no colégio na segunda e dizer para os meus amigos que eu tenho jogos novos com realidade virtual, e ainda mais, que foi o meu pai que me deu!

Pai... três letras que juntas, traziam todo um mundo novo para ele. Um mundo desconhecido, novo, mas que ele apenas queria abraçar.

—Bom... quem sabe no seu aniversário, o seu... pai, te dê a espada de realidade para jogar – ela piscou para o garoto que ficou com as bochechas completamente vermelhas, a boca completamente aberta quando parou abruptamente e virou-se para Sasuke.

—é sério?!

Aquela troca de olhares entre Hinata e Sasuke dizia muito, do lábio minimamente torcido, ou o cenho ligeiramente franzido.

— Muito sério... filho. – Tão pesado quanto uma tonelada inteira, tão leve quanto uma pluma aquilo escapou de seus lábios trazendo uma nova sensação que ele jamais sentira: pertencer.

...

Sentados no sofá, lado a lado pai e filho iam se descobrindo, enxergando um no outro as pequenas coisas que os uniam fora o lanço sanguíneo, como o amor e ciúmes que ambos tinham para com Hinata. Satoru expressava orgulhoso suas façanhas, cicatrizes de brincadeiras que deram errado, como o dia que seu tio Neji o levou para pescar e ele conseguiu fazer um anzol içar em seu dedo. ou de quando quebrou o braço pela primeira vez. Junto deles, havia uma pilha de álbuns de fotos em cima da mesinha de centro, e esses eram desbravados pagina a página de uma história contada em imagens. do barrigão que Hinata fizera no final da gravidez, de como Satoru nasceu vermelhinho e bastante cabeludo, para logo depois ficar carequinha. dos sorrisos doces, dos passinhos. A primeira bicicleta, clube, viagens... tudo estava bem ali, ao alcance do toque dos seus dedos, ao encontro do seu coração, ao filme criado em sua mente que apenas podia ver tudo aquilo, e ao mesmo tempo se colocar lar, mas ser capaz de entristecer e enfurecer por não estar lá. dez anos...

então uma lagrima apenas escorreu em seu rosto quando ele se viu ali, quando ele entendeu que precisava daquilo, deles. Se deu conta que aquilo era tão precioso e importante, e pertencia a ele e ele queria mais que tudo. Que ele queria aquelas lembranças, queria estar em fotos como aquela, que ele, embora não estivesse totalmente pronto, queria os jantares em família, as férias, os sonhos que uma vez foram perdidos.

ele queria a sua família de volta mais do que qualquer outra coisa.

— A gente pode ir no grande safari de Kumo! – animou-se Satoru e imediatamente os olhos de Sasuke buscou os de Hinata se perguntando que raios era aquilo que ele falava.

— O grande safari é um parque de atração. é como um grande zoológico ao ar livre, lá tem vários tipos de animais como girafas, tigres, leões...

Os olhos dele arregalaram-se quando as palavras apenas escaparam de sua boca:

—Soltos?

Hinata e Satoru riram.

—Claro, por isso o nome safari!

— é claro, como eu não pensei nisso – disse enquanto deslizava uma das mãos pelos cabelos de forma nervosa. – Só parece bem... emocionante.

—Gosto de coisas assim!

—E vai acabar me matando do coração – resmungou o Uchiha. Talvez agora sentisse na pele o que seu pai sentiu consigo mesmo.

Sasuke tinha que dar razão a Hinata, o filho deles era incrível! tão desenvolto e alegre, era esperto e bastante maduro para a idade. tinha grandes percepções e era emocionalmente sadio. ela o criou maravilhosamente bem. ele tinha vínculos, amigos, sonhos. praticava esporte, curtia música, tocava... qualquer pai se orgulharia dele, e Sasuke não era diferente, e a cada instante apenas sentia ainda mais vontade de dizer aos seus pais que eles eram avós de um garotinho fenomenal.

—Bom, acho que devemos jantar antes que esfrie. – Sugeriu a Hyuuga levantando-se

na mesa, ela abriu a tampa das travessas revelando o jantar e bem ao centro da mesa um suculento, bastante cheiroso e muito bonito carré de cordeiro.

Jantaram trazendo para a mesa um jogo de perguntas a fim de se conhecerem e buscarem afinidade, o que em parte incluiu muitas perguntas sobre o passado e motivos para Sasuke não estar com eles. Felizmente, ambos, Sasuke e Hinata, conseguiram lidar com grande maturidade sobre o assunto então quando chegou a hora da sobremesa eles se assemelhavam mais a uma família do que mais cedo quando ele tocou aquela campainha.

...

Sentados na cama do pequeno Hyuuga, pai e filho jogavam juntos um dos novos jogos que Sasuke trouxera, e claro que ele estava levando uma surra do garoto que parecia mesmo estar se divertindo cada segundo daquilo, enquanto isso Hinata estava ajeitando a louça e a mesa fazendo questão de dar aquele tempo a sós para os dois. Em uma determinada passagem do jogo que tinha algumas cenas da história rolando, Satoru olhou para Sasuke fixamente conseguindo a atenção do progenitor.

—Quer me perguntar algo? – inqueriu Sasuke de maneira branda enquanto pausava o jogo. Tal como Hinata, o garoto mordeu o lábio de forma ansiosa antes de finalmente falar:

— A gente poderia tocar junto algum dia?

Sasuke sorriu e bagunçou os cabelos dele.

— Mas é claro! alias, sua mãe pode cantar – ele viu o garoto fazendo uma careta e sorrir.

— E fazer coisas legais?

—O que você quiser, garoto! jogos de futebol, saídas ao parque...

ele sorriu um pouco mais abraçando Sasuke o surpreendendo, os olhos negros arregalaram-se para logo depois se suavizar enquanto seus braços corriam pelo corpo miúdo o apertando em seus braços. sua cabeça descansou sobre a cabeça infantil enquanto ele aspirava o cheiro do seu filho. tão reconfortante e gostoso. aquele abraço fraco e morno parecia apenas perfeito. Então o Uchiha sentiu os leves balanços e trancos do corpo pequeno, e logo depois ouviu os soluços baixos percebendo que o garoto estava chorando, institivamente ele o apertou mais.

—Ei, o que foi? eu disse algo errado? – temeu, mas a cabeça de Satoru apenas balançou negando. Sasuke acolheu o rosto pequeno entre suas mãos fazendo os polegares deslizarem sobre as maçãs do rosto enquanto o encarava. – porque tá chorando?

— V-você... você vai ficar? digo... vai ficar conosco. Vai ser meu pai e... vai ficar com a mamãe, com a gente?

Seu coração apertou drasticamente com aquilo, então o puxou o abraçando ainda mais apertado que antes.

— é o que quer? me quer aqui? – o menino murmurou um sim – Então eu não vou a lugar algum, Satoru. Eu vou estar ao seu lado e da sua mãe para sempre, entendeu?

—Entendi, papai. – Houve alguns instantes de silencio em que eles apenas eram incapazes de quebrar aquela conexão, então o garotinho reconfortado murmurou novamente – Eu sabia que você era um cara legal... mesmo o vovô e a tia dizendo o contrário.

Sasuke sorriu, definitivamente a família Hyuuga deveria odiá-lo, o que era uma pena já que teriam que engoli-lo, porque ele não desistiria da sua felicidade e maiores tesouros por algumas caras feias.

Quando Hinata finalmente entrou no quarto, achou a cena mais perfeita e ansiada de sua vida: Satoru havia pego no sono nos braços do pai enquanto tinha o controle em mãos frouxas. Sasuke parecia apenas incapaz de se mover e afasta-lo, muito menos muda-lo de posição com medo dele acordar, e por isso ele apenas afagava os cabelos negrumes do garoto enquanto o assistia ressonar. A Hyuuga aproximou-se para logo depois se espremer ali com eles. os dedos de sua mão enlaçaram os da mão livre de Sasuke enquanto ambos admiravam apenas o fruto do amor que tinham.

—Sabe...- a voz dele não passava de um sussurrou rouco e baixo – todo esse tempo ao lado dele, poucas horas apenas, e eu posso dizer que ele é perfeito em cada aspecto. você fez um trabalho incrível com nosso garoto. ele é um menino maravilhoso e não vejo a hora dos meus pais o conhecer.

Ela sorriu enquanto aconchegava a cabeça no peito dele.

— é... eu sei que fiz – gabou-se o fazendo dar um meio sorriso – mas ele parece ter gostado mesmo de você.

—Ciúmes? – a sobrancelha dele arqueou-se de forma divertida enquanto ela apenas deu de ombros. – Bem, precisa se preparar, logo ele estará gostando de garotas.

—Nem me fala... não sei se estou pronta para isso ainda.

ele beijou a cabeça e ambos ficaram em silencio até que finalmente Hinata levantou-se e o ajudou a ajeitar o garoto na cama para dormir mais confortável.

Quando chegaram a sala, ele colocou as mãos no bolso enquanto a encarava.

— Não faz essa cara – ela riu negando.

— Que cara? – ele fez-se de ingênuo.

— Essa cara, eu conheço essa cara.

— é? e o que ela quer dizer? – ele deu dois passos em direção a ela enquanto suas mãos deixavam os bolsos para agarrar a cintura dela a trazendo para junto de si.

— Você sabe o que ela quer dizer!

—Não... – aproximou os lábios do ouvido dela – mas você pode apenas dizer...

Ela deu um risinho enquanto enlaçou o pescoço dele e deixou ser beijada lentamente. quando se afastaram, os olhos perolados fitaram as obsidianas se vendo refletida ali neles.

— Estive pensando...

—Hm...

— Acho que é hora de os papais tomarem um pouco de vinho, o que acha?

Ele sorriu malicioso a beijando os lábios mais um pouco.

—Acho que é a hora certa para isso.

Uma taça de vinho bastou para que ela o tivesse entre suas pernas enquanto estava sentada sobre a mesa que horas antes tinha o jantar. suas pernas cruzavam o corpo dele enquanto as mãos dele percorriam seu corpo, ela sentia a fricção dos sexos apenas se instigando enquanto não conseguiam desconectar as bocas. elas estavam tão famintas e insaciáveis. quando os dentes dele vieram ao pescoço e colo dela, Hinata puxou o folego para apontar.

— Corredor, segunda porta a esquerda.

não precisava de uma segunda dica, e como nos velhos tempos, ele apenas a içou para si trilhando aquele caminho com ela nos braços.

...

As roupas jaziam espalhadas pelo chão, os lençóis estavam bagunçados enquanto os corpos dançavam em um ritmo frenético e languido. o quadril dele encaixado perfeitamente entre as pernas dela enquanto suas mãos seguravam os pulsos dela sobre a cabeça. os solavancos fortes a faziam gemer um pouco mais alto do seu ritmo contido pela presença do filho na casa. As costas dele estavam tão arranhadas, mas não ficavam atrás das marcas que tinham na derme dela. as estocadas tornaram-se mais rítmicas, rápidas e fortes à medida que as pernas dela envolveram os quadris masculinos abrindo-se mais para que Sasuke a invadisse fundo. as respirações arrítmicas chocaram-se quando as bocas se distanciaram, os gemidos dela fluíram mais perto do ouvido de Sasuke enquanto ele chupava o pescoço esguio dela.

forte, mais forte, mais fundo

—Ohhhh – gemeu rouco sentindo as paredes ela o constringir com força o estrangulando. quente e molhada – caralho, que delicia de boceta!

—Ahhh... hmmm... Sasu... eu vou...

os olhos dele fecharam-se enquanto a cabeça curvou-se ligeiramente para trás.

—Também vou – rosnou excitado, sentiu o pulsar de seu pau que estava mais sensível. sentia-se completamente envolvido pelo calor úmido do interior dela que estava tão escorregadio fazendo seu pau deslizar para dentro cada vez mais fácil, ela o engolia completamente o arrastando para o paraíso. - Haaaarrrrrrrrrrrrrr... – sentiu seus jatos dispersarem no interior dela.

um segundo, um minuto...

Os olhos se encontraram com o brilho ardente enquanto os lábios sopravam as respirações entrecortadas. pequenos sorrisos formaram-se nos lábios.

— Você é minha, Hinata Hyuuga!

o corpo dela agitou-se completamente, a mão dela subiu de encontro ao rosto masculino o acariciando com leveza e carinho.

— E você é meu, Sasuke Uchiha!

—Pra sempre – ele soprou tornando a beija-la. então finalmente deixou-se deitar ao lado dela a puxando para si, para os seus braços da onde ela jamais sairia se dependesse dele.

A mão dela subiu ao abdômen dele enquanto os dedos trilhavam desenhos imaginários, os dedos passavam pelos fios negros dela enquanto ficavam em silencio.

— E-eu sei que você vai julgar – ele começou finalmente tomando coragem para colocar para fora os mesmos sentimentos que treinou tantos anos, bem como os novos sentimentos formados – que vai dizer que é precipitado, mas quero isso, a coisa toda. você, ele e tudo que vem atrelado a isso. Quero a gente morando junto outra vez. – Ele agitou-se fazendo o coração dela acelerar. – Vem morar comigo.

ela se senta fazendo com que ele faça o mesmo. A mão clarinha sobe ao rosto de feições duras enquanto ele leva a própria mão sobre a dela e leva aos lábios beijando.

—Me diz apenas que sim.

ela sorriu com uma ponta de melancolia.

— E-eu juro que... eu diria sim sem pensar duas vezes...

—Mas... – ele estremeceu com um certo desapontamento.

— Não me entenda errado, só quero que façamos certo. vamos só... devagar. Eu quero só confiar em você totalmente, e quando digo confiar é tudo, é minha segurança e do Satoru, é estabilidade emocional. Precisamos de um novo começo. conhecer bem o nosso novo eu, nos encaixar, nos encontrar e não só por você e por mim, mas por Satoru. Vamos... fazer certo por ele para não o arrastar mais rápido do que ele possa processar.

Ele levou a outra mão a cintura dela e a puxou suavemente beijando o franjão.

— é justo. Só quero vocês, você, sua louca, neurótica e problemática.

Ela gargalhou o arrastando para o colchão outra vez.

— Acho que você tem atração por esse tipo.

ele sorriu...

— Faltou dizer baixinha...