Naomi On

A gente conseguiu dá o fora daquela festa, e ainda roubamos algumas garrafas de vodka, levamos o Takemichi no meio de nós dois, ele tava no quinto sono, bem pleno. Foi difícil carregar ele até meu apartamento, mais no fim deu certo.

- Onde eu deixo ele? _ Mitsuya pergunta.

- Joga ele aí no sofá. _ digo e platinado obedece. _ Eai, porque ele terminou com namorada? _ pergunto curiosa, servindo dois copo de vodka com refrigerante para nós.

- O pai dela pediu para ele terminar com a filha dele. _ entrego a bebida a ele.

- E o porque disso? _ tomo um gole da minha, tava forte.

- Ele tava preocupado com o futuro da filha, já que membros de gangues são considerados delinquentes.

- Beleza, e o que isso tem a ver com meu irmão?_ tomo mais dois goles.

- Ele é membro da Gang Tokyo Manji._ cuspi fora toda a bebida que tinha em minha boca.

- O que? _ pergunto rindo a beça._ Takemichi membro de gangue?_ dei uma risada alta._ Isso é uma piada por acaso?

- Não, tô dizendo a verdade, inclusive ele faz parte da minha divisão, olha só. _ olho para meu irmão jogado no sofá com o nome da gangue escrito na jaqueta.

- Isso não é irônico? _ ele me olha sem entender. _ A minha mãe me proibiu de ver o Shinichiro porquê ele era líder da Black Dragon, um delinquente em sua visão, e agora adivinha quem faz parte de uma gangue? Meu irmãozinho, o filho dela, minha mãe deve está se revirando na tuba rsrsrs... _ levanto meu copo._ Um brinde ao Takemichi Hanagaki. _ Mitsuya brinda comigo e bebemos juntos._ Isso prova que o mundo não gira, ele capota rsrsrs... qual é sua posição na gangue?

- Capitão da Segunda Divisão.

- Humm... e que tipo de gangue é essa que deixou o molenga do meu irmão entrar kkkk... se tem uma coisa que o Takemichi é ruim, é em brigar, meu Deus ele é horrível rsrsrs...

- Ele tenta dar o seu melhor, e todos gostam dele. _ Sorri de ladinho. _ Então... agora que você sabe que sou um membro de gangue, você vai desistir de fazer seu vestido de noiva comigo?

- Tá doido? Porque eu desistiria? _ tomo meu drink.

- Sei lá, talvez você me considere um delinquente. _ olho séria pra ele.

- Você se considera um delinquente? _ pergunto.

- Como assim?

- Responda a pergunta, você se considera um delinquente?

- Eu acho que sou ou não sou, sei lá.

- Então, se você não sabe se é ou não é um delinquente, como é que eu vou te julgar? _ me jogo no sofá. _ A capa do livro é o de menos, o que importa é o conteúdo. _ dou uma piscadela com um dos olhos.

- Tem razão. _ ele olha a hora no relógio de pulso._ Acho melhor eu ir para casa.

- Mitsuya, já está muito tarde, se você quiser você pode ficar e dormir aqui na sala.

- Agradeço o convite, mais minha mãe deve está me esperando.

- Não seja por isso, eu ligo para ela e digo que você vai dormir aqui._ pego o telefone fixo._ Qual o número?_ ele sorri de lado, é até bonitinho.

- Deixa que eu digito._ ele pega o telefone de minha mão, digita o número e me dar, pego o aparelho e levo ao ouvido, estava chamando, demorou alguns minutos até alguém atender.

- Alô.

- Alô, senhora Mitsuya?

- Sim, quem fala?

- Aqui é a irmã do Takemichi Hanagaki, amigo do seu filho, desde já peço perdão pelo o horário inapropriado para fazer está ligação. _ Mitsuya me olhava fixo.

- O seu irmão viu meu filho?

- Na verdade senhora, o seu filho se encontra em nossa residência, liguei justamente para pedir sua permissão para que ele possa dormir aqui hoje, como já está muito tarde, acho mais seguro ele ficar.

- Tudo bem, mais quero ele amanhã cedinho aqui.

- Ele estará aí na primeira hora, obrigada e boa noite.

- Boa noite._ desligou, olhei para Mitsuya.

- Sabe jogar buraco? _ pergunto colocando o telefone fixo no gancho.

- Depende do buraco._ ele diz baixo mais eu ouvi.

- Você pode falar mais alto? Não estou te ouvindo.

- Eu disse que jogo buraco muito bem.

- Há sim, vou pegar as cartas. _ vou pegar as cartas no meu armário, e volto depois.

- O que vamos apostar?

- Grãos de arroz tá bom pra você?

- Tá com medo de ficar pobre é?

- Não, é o contrário, não quero te deixar liso igual um sabão rsrsrs... _ pego algubs grãos de arroz e coloco em cima da mesinha, ao lado as cartas._ Eu acho que bebida e jogo nunca dar certo, mais temos que esvazia essas garrafas.

- Mais é óbvio, afinal não roubamos elas para ficar só olhando. _ denovo esse sorriso covarde.

- Preparado para perder?_ pergunto misturando as cartas.

- Quem disse que vou perder?_ arqueio uma sombracelha.

- Eu disse.

Mitsuya On

Conversa vai e conversa vem, a gente jogou treze partidas, eu ganhei 7, e ela não desiste enquanto não sair vencendo.

- E como anda a produção do meu vestido?_ não segurei o riso.

- Você já me perguntou isso três vezes.

- E foi é? E o que você respondeu mesmo? Eu não prestei atenção..._ não é que ela não prestou atenção, é que Naomi já tá chapada, bebeu a garrafa de vodka quase toda, já deve tá vendo até os teletambes.

- Que já comecei a produção da base do vestido.

- Entendi. _ ela bebe no gogó da garrafa.

- É melhor você deixar a bebida de lado se quiser me vencer, você tá vendo as cartas direito? _ brinco para ver se ela leva a sério.

- Tô vendo tudo embaçado, mais ainda posso te vencer.

- Eu duvido.

Horas mais tarde.

Naomi On

Acordei em minha cama com uma dor de cabeça horrível, como é que eu vim parar aqui? Eu não lembro de quase nada, um cheirinho bom de comida vinha da cozinha, mais meu estômago está totalmente embrulhado, levantei correndo para ir ao banheiro, só deu tempo eu entrar no cômodo que já fui logo vomitando no chão mesmo, só a bebida e mais nada.

Terminei de colocar tudo para fora, meu estômago está doendo tanto que até me arrepio de dor, deve ser meu fígado desidratado, aproveitei que já estava no banheiro e tomei um banho de água fria para me espertar mais.

Depois do banho me vesti e segui até a cozinha, onde vinha o cheiro de comida, e o barulho de algo fritando, entrei e vi Mitsuya cozinhando, o olhei surpresa, achei que fosse o Takemichi.

- Bom dia._ ele diz sorrindo._ Tomei a liberdade de usar sua cozinha.

- Bom dia, pode ficar a vontade._ sento à mesa._ Desculpa a pergunta, mais você não devia está em casa? A sua mãe disse que queria você cedinho em casa.

- Eu me viro com ela depois, e além do mais, hoje é domingo, minha mãe está de folga, e vai poder cuidar das minhas irmãs.

- Ah você tem irmãs pequenas?

- Sim, tenho duas, Luna e Mana.

- Que lindos nomes. _ ele põe um prato com omelete na minha frente, e uma xícara de chá.

- Toma primeiro o chá, pra aliviar o estômago.

- Como você sabe?

- Ouvi você vomitando. _ sorri sem jeito.

- Valeu._ tomo um gole do chá, e Jesus, que negócio amargo, fiz uma careta._ O que é isso?

- Boldo, é muito bom pra curar ressaca, só tem um gosto ruim.

- Sabe que eu nem percebi._ brinco._ Não lembro de ter essa erva na minha casa.

- E não tinha, fui comprar no mercadinho que tem aqui perto.

- Desculpa por te dar tanto trabalho.

- Que isso, pra você eu faço com maior prazer. _ nossa agora fiquei sem reação, sei nem o que dizer depois dessa.

- Sabe, eu tenho uns brinquedos de quando eu era criança pegando poeira na dispensa, estão bem conservados, se quiser levar para suas irmãs. _ pensei na primeira coisa que veio a mente para mudar de assunto.

- Sério? Você vai dar seus brinquedos?

- Bom, mesmo que eu tenha parado de "crescer", eu não sou mais criança há muito tempo, e cá entre nós, é melhor ver crianças brincando felizes com meus brinquedos, do que eles ficarem ocupando espaço dentro de uma dispensa.

- Se é assim, eu te agradeço desde já, elas vão adorar. _ termino meu chá e belisquei o omelete.

- Meu irmão acordou? _ Mitsuya nega, e eu tive uma idéia daquelas, eu podia sentir até o chifrinhos nascendo em minha cabeça de tanta maldade. _ Então tá hora de acordar ele._ dei uma risada macabra.

- O que você tem em mente?

- Vem comigo._ corremos até meu quarto, abri o armário. _ Pega essa caixa que ta lá em cima pra mim._ Mitsuya obedece, como ele é mais alto que eu, foi moleza.

- O que tem aqui dentro?

- Você vai ver._ abri a caixa e retirei uma fantasia de demônio bem realista, bem bizarra mesmo, que dava pra qualquer urinar na roupa só de susto.

- Porque você tem um negócio desse em casa?

- Festa de Halloween da faculdade, agora quem vai vestir, eu ou você?

Depois de decidimos quem iria vestir, e de ensaiar a cena, eu corri para sala gritando por Takemichi, balançei ele até o mesmo acordar, ele acordou sonolento.

- Socorro Takemichi, ele veio nos levar! _ digo fingindo choro.

- Quem veio nos levar? _ pergunta confuso.

- O oni._ aponto para Mitsuya fantasiado de demônio, Takemichi olha na direção que disse, e quando ele viu e ele gritou de medo.

- MEU DEUSSSS._ Takemishi dar dois pulos pra trás, branco igual papel, Mitsuya se aproximava devagar, como tínhamos ensaiado. _ NÃO, FICA LONGE DE MIM, SOCORRO. _ ele tenta correr, e Mitsuya puxa pelo o seu pé, e eu tava como, rachando de rir. _ SOCORRO, SOCORRO!_ o susto durou pouco porque Mitsuya tirou a máscara, morrendo de rir, não paramos de zuar meu irmão nenhum minuto. _ Não acredito que fizeram isso comigo, eu quase caguei na roupa.

- Você tinha que ver sua cara._ Mitsuya diz ainda rindo, não conseguimos parar, levamos um tempão para recuperar nossa serenidade, mais depois tudo se acalmou.

- O que eu perdi?_ meu irmão pergunta.

- Perdeu a acústica sonora que eu e sua irmã fizemos a noite inteira no quarto dela. _ Mitsuya pisca discretamente com um dos olhos, entrei na brincadeira, se bem que eu não sabia se dava risada da cara do Takemichi ou se ficava com vergonha pela a mentirinha.

- Não brinca, isso é sério?_ ambos segurava a risada._ E seu noivo?

- Vou terminar com ele pra ficar com seu amigo Mitsuya. _ o platinado se aproxima e me abraça por trás me deixando surpresa, não esperava isso._ Não é mesmo meu bem?

- Sim minha linda, e tudo isso graças a você cunhado._ Mitsuya beija minha bochecha, me deixando corada, enquanto Takemichi passava a mão na cabeça em sinal de nervosismo. _ Não gostou da notícia?

- Eu não acredito nisso, é mentira né? _ olhamos um para o outro e começamos a rir descontroladamente. _ Eu sabia que era mentira.

- Mais se fosse verdade você ia achar ruim?_ Mitsuya pergunta.

- Sei lá. _ meu irmão responde e os dois me olham.

- Aí gente, não viaja né.