O despertador toca sinalizando o início do dia para Eric Cartman que em segundos tem o instinto de desligar o despertador na cômoda perto. Mesmo acordando rápido demora alguns segundos para se levantar e dirigir para o banheiro, mas consegue fazer sua higiene matinal, tempo suficiente para conseguir ficar acordado por completo. Depois volta para seu quarto arruma sua cama e desce as escadas para comer.

Consegue ver sua mãe fazendo waffles. Pode ver a beleza de sua mãe solteira perto dos seus quarenta anos. Uma mulher que vivia como garota de programa e agora é cafetina de diversas garotas de programas. Apesar dessa profissão… questionável tem aquela aparência de uma mulher respeitada.

— Bom dia, querido - disse Liane.

— Bom dia, mãe - aproxima e abraça por trás.

— Seus abraços são sempre gostosos, querido. Eu não entendo como você não namora.

— Tanto faz - diz mais pra si mesmo do que para responder sua mãe e senta na cadeira.

Quando Liane está colocando uns waffles no prato de Eric, o adolescente não deixa de refletir como era insuportável quando na infância. Aquele gordinho que tinha a boca mais suja do mundo que nem poupa a própria mãe para um adolescente que a respeita.

Aos dozes anos essa necessidade de chamar atenção perdeu a graça, já que fazia isso para se afirmar que tem autoridade como homem, mas com um amadurecimento que veio mesmo sem buscar e pedir. Está mais na fase de se auto realizar com suas próprias ações, diferente da fase de outros da sua idade que buscam ser amado e amar.

Agora na característica de ser mimado poderia ser um problema para Liane, mas teve sorte que seu filho começou a respeitar sendo um ponto fora da curva. É mais pelo fato que Eric entende muito o que é ser julgado pelos outros como ser deplorável, apesar de ser responsável parte dessa imagem. Esse sentimento de sentir algo excluído fez entender sua mãe melhor e passou compensar aquelas ausência de retribuir o carinho que fazia quando era criança.

— Filho, lembra da casa vermelha perto da nossa? Chegou novos hóspedes - comenta Liane.

— Quem são eles?

— Parece que é um homem redneck que é um pai solteiro de uma menina da sua idade.

— Mais um caipira burro.

— Eric - diz em uma forma de repreensão.

— Mas é verdade. Pelo menos os rednecks daqui são burros pra caralhos.

— Eu não sei da inteligência, mas diz que ele é republicano.

— Vish. Vai vem aqueles bundões da PC Delta enxerem o saco dele.

— De qualquer jeito a gente vai visitá-lo amanhã junto com Stevie.

— Pode deixar. Eu vou está com a senhora.

— Quem sabe lá esteja sua futura namorada - pisca para o filho.

— Duvido muito - disse Cartman terminando de comer.


— É impressão minha ou as garotas não estão olhando você com medo mais? - pergunta Davin para Cartman.

— Sei lá. Vai ver que estou bonito hoje - disse Cartman de forma sarcástica.

O gordo e o ruivo encontra andando no corredor indo para próxima aula reparam que a parte feminina está olhando para Cartman de forma diferente. Para um olhar leigo não tem nenhuma diferença, mas para olhos apurados que nem os dois reparam pequenos sinais de algo... diferente.

— Fez alguma coisa?

— Nada, eu juro. Até já pensei em fazer Wendy ficar sem os braços e pernas, mas eu juro não fiz nada.

— Eu acredito. como vamos descobrir o que aconteceu?

— Já sei como - Eric ver um antigo colega de classe, Jason White, um antigo colega de classe que mal trocou palavras quando estudava no colégio elemental da cidade quando estava na quarta série.

Uma breve história dele que passou ser um 'feministo', ou seja, um homem militante ao movimento feminista. Para muitos uma piada de homem submisso até mesmo pelas militantes, mas para Cartman é seu espião particular do que acontece do grupo feminino já que Wendy conta tudo para suas militantes.

— Jason! Ah quanto tempo - se aproxima falando de forma amigável - o que tem feito na vida?

— Cartman - disse o rapaz com medo, afinal bem justificável.

Quando ele se entregou para o feminismo queria provar para a militante que não era um machista e faria de tudo para provar seu valor. Assim teve a 'brilhante' de combater o símbolo maior do que tudo que é de ruim em South Park, segundo Wendy, Eric Cartman. Só que o corajoso confronto terminou com a colisão da mão de Cartman em sua cara causando um nocaute. Um preço pequeno que pagou em desafiar alguém que matou o próprio pai biológico e fez o meio irmão comer o corpo moído em um chili.

— Me diz uma coisa: o que o conselho das meninas decidiu atualmente? - diz próximo em um jeito muito amigável não tendo nenhum pingo de ameaça.

Mesmo não sendo alguém provido de uma boa aparência, não no padrão de uma pessoa magra, sempre possui uma aparência impecável. Seus antigos amigos diziam que o quarto dele fedia para provocar que era um gordo imundo, mas nesse quesito sempre preocupou ter um bom cheiro e ser bem arrumado. Não possui mais aquela aparência inocente de uma criança gordinha de bochechas de cor de rosa, mas como adolescente precisa apelar para outro visual: de um adolescente organizado e controlado. Tanto que nem se importou que um grupo de pessoas esbarraram nele ao ponto de movimentar um pouco, desde que consiga manipular as pessoas pequenos sacrifícios podem ser feitos.

Jason sente que está na presença de um demônio acolhedor que a qualquer momento pode roubar sua alma, mas sente meio hipnotizado pela presença de Cartman e logo cede a informação, mesmo para se afastar o mais rápido possível.

— Wendy tirou você da lista negra das garotas. Isso é tudo que sei.

— Wendy? Sabe do porquê.

— Não, ela não falou com ninguém.

— Compreendo. Espero que tenha sucesso com feminismo Jason até a próxima - Cartman se afasta junto com Davin para alívio de Jason.

— Você fez algo com Wendy?

— Não. Essa é casca grossa de fazer alguma coisa. Se tivesse sucesso estaria namoradinho hippie na minha cola.

— Stan? Ele é meio merda pra fazer alguma coisa.

— Sim, mas teria ajuda seu 'namoradinho' judeu. Aquele arrombado iria estar no meu pé novamente.

— Se fosse o problema pode contar comigo pra qualquer coisa.

Eric sorri lembrando de como no passado nunca teve amizades desse nível de alguém poderia contar. Não pessoas que façam todas suas vontades, mas pessoas dispostas a ajudarem sem pedir. Stan, Kyle e Kenny já ajudaram, mas sempre fazia isso da pior forma possível.


O intervalo está dirigindo para o refeitório para comer sozinho. Estava já imaginando o que iria comer e bate no bolso para ter noção do volume de sua carteira. Porém fazer esse ato descobre a falta de espaço mostrando que sua carteira não estava no bolso. Logo para de andar e enfiar as mãos do bolso da calça e jaqueta para encontrar sua carteira, mas a única coisa que encontra é seu celular.

— Tanto dia pra esquecer a porra da minha carteira tinha que ser logo o dia que estou com mais fome - disse e seu estômago dá um grande ronco.

— Com fome? - uma voz feminina é dita atrás dele.

Eric se vira para encontrar uma garota baixa e magra que nunca viu na vida. Ruiva clássica: pele branca sardenta e cabelos laranja, parece com dificuldades de visão pelo diâmetro das lentes dos óculos. Possui um dentes perfeitos que destacam mais o sorriso radiante que ela está emitindo. O que achou interessante do visual que ela usa um short jeans curto com uma meia calça grossa branca. Uma maneira criativa de usar um visual provocante e discreto ao mesmo tempo.

Realmente pessoas ruivas nunca algo que apreciasse visualmente, principalmente depois que descobriu que tinha um meio-irmão mais velho que era ruivo, mas sua amizade com Davin começou mudar seus conceitos. É fato que não sente desconforto pela presença da ruiva, mas fica curioso para saber o que ela tem na cabeça para trocar palavra com ele.

— Oi - Eric dá um sorriso acolhedor entrando na interação social e ignorando a raiva que está sentindo por si mesmo por ter esquecido sua carteira. Repara que ela está segurando uma saco de papel.

— Meu nome é Lorrah Thomas. Você deve ser Cartman, certo?

— Sim, como sabe? - o rapaz olha curioso.

— Todo mundo da cidade sabe quem é você, Cartman. Eu só não sei seu primeiro nome, porque ninguém me falou.

— Eric. Eric Cartman. Mesmo sabendo das fofocas da cidade aqui está você falando comigo. Não é, Lorrah? - ergue uma das sobrancelhas.

— Não vejo nada demais. As meninas aqui parece que tem um clube secreto que tem um relatório de cada menino, peguei os principais nomes que são recomendados e que estavam na lista negra. O seu estava na lista negra até esses dias, mas a feminista mudou isso.

— To ligado, mesmo assim não sabe meu primeiro nome?

— Na ficha só tinha seu sobrenome. Tinha uma vegana que se recusava falar seu primeiro nome.

— To ligado - ele finge que acredita, sabe que as garotas tem um registro quase criminal de todos os garotos relevantes, contudo vai dá o beneficio da duvida dela não lembrar seu primeiro nome ou está fingindo não lembrar para puxar assunto - E o que faz aqui sozinha? Não era para tá no refeitório com suas amigas?

— Eu sou novata, ainda estou formando amizades. Todas resolveram comer com seus respectivos namorados. As três tiraram o dia para serem judias, só podem - a ruiva bufa inflando as bochechas.

— Judia?

— Força do hábito de referir que minhas amigas me deixaram na mão. Eu até me desculparia, mas parece que você não é judeu.

— Eu até tentei ser judeu - disse para a surpresa de Lorrah - mas no final os judeus são desprezíveis.

— Concordo - disse Lorrah.

Cartman acha interesse como uma pessoa pode ter um grande de antissemitismo tão aberta como ele. Cartman pode ser o único que fala abertamente seu descontentamento com a religião, mas o povo de South Park é bastante hipócrita, porque a antipatia é algo bem sutil. Não esquece um dia que Kyle foi chamado pela direção do colégio fundamental para se comunicar com dois judeus vindo de Israel que falavam um inglês bem fluente. Ou o mais clássico: vitimizar os islâmicos e vilanizar os judeus. Realmente a garota ruiva ganhou muitos pontos para o conceito para Cartman.

De repente o estômago de Eric ronca que deixa com vergonha.

— Vejo que está com fome - Lorrah abre seu saco de papel e estende um sanduíche - toma.

— Não precisa dar seu lance para mim, Lorrah - pelas palavras Cartman recusa, mas pela boca salivando parece que está diz o contrário.

— Não se preocupe, sempre trago um a mais caso sinta mais fome - tirou outro do saco de papel - espero que goste de sanduíche de mortadela com tomate com geleia de bacon.

— Bacon?

— Sim. Só se vive uma vez.

Eric pega o sanduíche e cheira sentindo o leve aroma da comida. Logo dar a primeira mordida e sente uma explosão de sabor em seu paladar que faz fecha os olhos para saborear mais. Incrível como simples sanduíche com pão de forma está tão bom.

Lorrah ver com satisfação o resultado de sua simples receita. O segredo está como usar uma faca. Cortar a mortadela e o tomate, tirar a casca do pão para deixar mais macio e dá o gosto especial com a geleia salgada ao mesmo tempo que faz a liga para todos os ingredientes.

— Obrigado mesmo - disse Cartman com boca cheia.

— Não foi nada - disse Lorrah rindo.

"Nada como conquistar a confiança de um gordo com gordisse" pensa a ruiva.

— A propósito - disse Cartman com a boca vazia - foi você que mudou para uma casa vermelha?

— Sim.

— Eu moro perto de você. Minha mãe está planejando fazer uma visita para seu pai.

— Que legal. Estarei esperando - dá um sorriso radiante.

Ainda focando no próprio sanduíche não deixa de reparar no corpo da baixinha. Realmente um monte de apelidos sobre a altura dela vem na cabeça. Realmente ela é bem magra, mas não é seca tem uns peitos médios. Só a largura dos quadris que chama atenção, o que faz pensar que a magrinha não seja tão magra assim. Não deixa de achar esse ponto… interessante.

CONTINUA