Em uma noite de domingo Bryan está no 'The Crunchy's Micro Brew', grande bar da cidade de South Park. Estava de frente do balcão, em pé, tomando um copo de chopp, enquanto olha o ambiente em volta. O chão de piso de madeira, paredes cinzas, algumas mesas com tampo redondo espalhadas no grande ambiente.

— Ódio - o redneck escuta uma voz masculina já gritando com raiva. Nem se dá o trabalho de virar, mas percebe que o homem está indo na sua direção.

— Algum problema? - perguntou Bryan de forma calma.

— Seu boné, estar usando uma bandeira que está fazendo uma apologia ao ódio de segregação e escravidão - disse o homem se revelando Diretor PC da escola fundamental de South Park. Seu discurso é autoritário não deixando espaço nem para contra-argumentação.

O boné do redneck não está sendo o tradicional republicano, mas sim um boné preto que possui uma bandeira vermelha no centro, tendo um azul com bordas brancas em formato de 'X' tendo 13 estrelas disposto dentro da parte azul, em outras palavras a bandeira dos confederados que remete os tempos da guerra cívil americana. Uma bandeira usada nos tempos atuais como pessoas que sente orgulho nos estados que formaram essa união. Algumas pessoas racistas utilizam a bandeira para justificar suas ações o que aumenta o debate sobre o tema.

Bryan toma seu copo de chopp com um longo gole, se vira para Diretor PC e diz:

— Eu sou de Texas e essa bandeira faz lembrar do orgulho que tenho dos meus antepassados e...

— Micro agressão - grita o diretor desfere um soco, mas o redneck segura o punho com a mão direita e prende.

— Eu sou vou falar uma vez. Segue seu caminho e seu sigo o meu, não tente me agredir.

— Fascistas não passarão.

Para um olhar mais atento pode reparar um sorriso de satisfação de Bryan pela agressividade do outro. Diretor puxa o punho para desferir um outro soco, mas para sua surpresa recebe um soco de Bryan com a mão esquerda bem no estômago. A força do impacto faz o curvar para frente.

Rapidamente o redneck segura a nuca do progressista e força para bater a testa no balcão que desnorteia. Por fim pulsa a nuca, o empurra para aplicar um soco de baixo para cima acertando o queixo do Diretor PC, o famoso gancho de direita. A força do golpe faz o cérebro balança e os sentidos da vítima se esvaindo nem percebendo a queda de costa que levou, após o soco de Bryan.

Alguns olham apavorados pela briga rápida. Alguns olham com satisfação por ver finalmente o mais brigão de South Park receber o que merece. Uma mulher em especial olha com admiração. Idade aparente 25 anos, cabelos curtos e loiros tendo algumas mechas pintadas em branco, curvas bem desenvolvidas. Está usando uma calça jeans muito justa, botas brancas de cano curto, camisa rosa sem mangas com alça tendo um generoso decote para destacar os enormes seios. Ela olha bastante interesse pelo redneck.

Saindo do bar Bryan tem a satisfação de cumprir o pedido do seu amigo, Big Gay Ai, de dar uma lição para Diretor PC por uma vez apitar sobre homossexulidade, já que o homossexual tem uma posição mais neutra e enquanto o membro do PC tem uma postura mais radical progressista. Particularmente nem gosta das bandeiras dos confederados, afinal se é um americano que seja a bandeira do próprio país.


— Teve uma votação para eleger o garoto quem beija melhor? - pergunta Meredith para Red.

As quatros amigas estão sentadas perto em uma árvore aproveitando o intervalo. Lorrah é a única que está bebendo um refrigerante.

— Sim, vai ter. Sempre tem algumas listas que avaliam os garotos - disse Red.

— Isso não deixa de ser infantil - disse Patty Nelson - eu entendo que menininhas de quarta série iriam fazer isso, mas estamos no ensino médio.

— Sabe como é, isso é mais para mexer ego das garotas do que agradar os garotos - disse Meredith.

— Normalmente sempre os respectivos namorados das líderes são que ganham - disse Red - mas é interessante quem está na lista são os verdadeiramentes avaliados. Eu particularmente nem coloco o Kevin na parada, não quero que ninguém sabia que meu namorado beija bem.

— Tá certa - disse Patty - precisa cuidar do que é seu, mas fiquei curiosa, quais dos garotos que beija bem e não namora? Aposto que aquele galinha do Kenny esteja, afinal esse é mais uma prostituta que se oferece de graça.

Fala isso com amargura, porque Patty foi uma das garotas que foi seduzida pelas palavras manchas, mas foi rapidamente trocada por outra. Kenny pode ter muitas fãs, mas as garotas que pegaram ódio dele tem um arrependimento na alma. Nelson é uma delas.

— Por incrível que pareça ele fica na média - disse Red - ele consegue se manter na lista mais por ter muitas garotas o beijaram do que pela qualidade do beijo em si.

— Tem algum nome incomum nessa lista? - pergunta Meredith com curiosidade.

— Teve um caso especial de alguém que era até da lista negra - disse Red - mas isso não impediu dele ter conquistado algumas meninas.

— Então ele foi um Kenny na vida? - pergunta Patty.

— Até que não. Segundo os relatos de quem beijou ele foi um excelente companheiro mesmo ao curto prazo, mas sua própria permanência da lista não permitiu dele namorar, afinal quem gostaria de contrariar o grupo feminino? - disse Red.

— Nossa, temos um conquistador que é discreto - disse Meredith - quem é ele?

— Vocês não vão acreditar, mas foi revelado que era Eric Cartman - disse Red.

De repente Lorrah que estava tomando seu refrigerante calada cospe o conteudo que felizmente não acertou nenhuma das quatro. A ruiva de cabelos curtos começa a turci de engasgo.

— Lo. Você está bem? - pergunta Patty.

— Sim, estou. Só engasguei - disse se levantando - lembrei que preciso resolver algumas coisas - bate na bunda para tirar a poeira - até mais - sai correndo.

— O que deu nela? - pergunta Patty.

— Ela pegou a síndrome "pegue seu macho,enquanto há tempo" - disse Meredith.

— Nossa. Ela tá tão desesperada assim? - pergunta Red.

— Falou aquela que fez de tudo para não incluir seu namorado na lista.

— Desculpe - Red cora.


Eric Cartman está dentro do banheiro masculino e está com uma rara oportunidade de estar com banheiro sozinho. Lembra que gostava de cagar em paz depois de comer muito e lembrou até a época que o banheiro masculino tava tão difícil de utilizar que achou melhor se passar como transexual para usar o banheiro feminino. Em palavras curtas se passou de Érica. Com desenrolar daqueles acontecimentos chegou ganhar até um banheiro próprio. Foi um bom plano, um dos poucos que não prejudicou ninguém, todos estavam satisfeitos com a resolução do problema. Só não entende até hoje do porque Wendy teve que estraga-lo. Talvez por pura implicância.

A garota que passou por garoto para estragar seus planos, a garota que conseguia com facilidade estragar seus planos sem muito esforço (como se o universo a ajudasse), a garota que deu uma surra que nunca esqueceu, a garota do primeiro beijo. Wendy, a feminista, nunca vai entender ela.

Estranho como a garota o odeia até nos dias de hoje. Eric não é inocente já que aprontou três vezes com ela: uma do câncer de mama, outra como representante de classe e para última quando ela faria um discurso interrompia falando 'boo Wendy, boo'. Só que parece que ela já o odiava bem antes disso.

Será era pelos comentários que fazia contra o sexo oposto? Claro que como criança tinha comentários muito ácidos, mas normal para essa idade, já que meninos e meninas tem uma rivalidade. Isso se perde muito com a puberdade. Não tira a culpa pelos comentários eram piores que os demais, mas na parte das meninas sempre tinha comentários igualmente ofensivos.

"Dois pesos e duas medidas. A vida é uma merda, mas é o que tem" último pensamento do Cartman nesse breve reflexão.

Desta vez sua ida no banheiro foi para urinar. Quando… termina o serviço, vai na pia para lavar as mãos. Um processo entediante que não vale a pena de descrever. Olhando para frente seu reflexo e o que está acontecendo atrás dele, abaixa sua visão nas mãos e assim quando olha direito ver uma ruiva conhecida que parece materializou do nada. Tem um susto discreto em apenas arregalar os olhos, mas logo fica calmo e olha para baixo frente em seguida.

— De todos os lugares que encontraria você, banheiro masculino seria o último - disse Cartman se virando, enquanto seca suas mãos com papel toalha.

Olhando para Lorrah percebe que ela está bem agitada quase parecendo que está com excesso de cafeína como Tweek. Pior que não consegue deduzir o motivo de está ali. Logo a garota fala:

— Vamos matar aula hoje.

— Heim?

— Matar aula. Vamos ir para um lugar pra comer.

Fazem três semana que Lorrah e Eric estão conversando. Seja no colégio, seja nas mídias sociais ou seja perto de casa já que suas respectivas casas estão, segundo Cartman, a um 'Butters' de distância. Teve um dia que foram para pizzaria que comeram a níveis superiores que um humano conseguem comer.

Poderia até fazer semelhanças com Heidi, mas com a ruiva Cartman se sente tão natural. É como se encontrasse finalmente uma garota que o aceitasse do jeito que é. Alguém que não importa com seus comentários totalmente politicamente incorretos, alguém que tem bom gosto alimentar, alguém que não esconde suas insatisfações mesmo com o risco de receber rótulos desagradável e alguém… bom demais para ser verdade.

Realmente seus traumas amorosos deixou mais frio para a vida sentimental e pode não saber muito das sutilezas, mas estar na cara que Lorrah o quer. A grande questão se é isso verdadeiro ou não. Se tudo que está mostrando não seja um truque. Irônico pensar que Eric Cartman está com medo de uma ruiva.

Uma ruiva sardenta.

Uma ruiva sardenta que gosta de engordar.

Uma ruiva sardenta country.

Uma ruiva sardenta que entrou no banheiro masculino.

Precisa tomar uma atitude e tudo depende da resposta que vai dar agora.

— Tudo bem, não queria ficar até o final mesmo - faz uma bolinha com papel toalha e joga no lixo.

— Então vamos - Lorrah pega na mão de Cartman e puxa para fora.

— Ei, calma.

— Precisamos ser rápidos para fugir.

Cartman suspira parece que está levando uma garotinha para sair. Só espera não se arrepender pela sua decisão.

— Só uma pergunta - disse Cartman durante o caminho - você tem pênis?

— Com certeza não - disse Lorrah rindo. Achou a pergunta válida, afinal estava dentro do banheiro masculino.

— Ainda bem - Cartman sente aliviado fazendo Lorrah ri mais.


O casal esperou que o intervalo acabar para poder sair do colégio. O que chamou atenção de curiosos que o casal estava de mãos dadas. Seria comum se não fosse que era Eric Cartman. A maioria segue suas vidas ignorando a surpresa… exceto três pessoas:

Um loiro magro, bem aparentado, de altura média, pele lisa, olhos azuis. Possui expressões calmas e um olhar atento, possui aquele ar de galã que é capaz de chamar atenção só por sua beleza. Está usando uma blusa laranja com toca, camisa branca, calça jeans surrada, botas e luvas pretas. Quando está no frio da cidade normalmente coloca a toca, diferente quando era criança onde quase cobria o rosto todo. Kenneth McCormick mais conhecido como Kenny.

Outro é um rapaz alto, cabelos negros, olhos castanhos, bom porte físico digno de um atleta do futebol americano. Usa aquelas roupas típicos de atletas americano popular do ensino médio comum em filmes: calça, tênis, camisa preta e jaqueta que o identifica que faz parte no mundo esportivo e que é popular. Alguém privilegiado socialmente e namora a garota mais influente de South Park. Stan Marsh.

O segundo é o mais baixo dos três, possui um nariz torto, pele morena, cabelos ruivos, olhos verdes. Veste exatamente uma cópia da roupa que utilizava quando era criança. Conhecido por ser um dos alunos mais inteligentes da escola e tem uma popularidade bem alta tanto pelos próprios esforços como pelas amizade do seu melhor amigo. Incrível que pareça pareceu que seria alto se não fosse pela cirurgia plástica que se submeteve para entrar em um time de basquete.

Kyle Broflovski é que olha Eric com a novata com uma cara desgosto.

— Pensava que os anos fariam sossega, mas Cartman continua o mesmo filho da puta - disse o judeu.

— Olha Kyle não vejo nada demais. Ele só está com uma garota ruiva. O que tem de mal nisso? - disse Stan.

— Lembra do namoro dele com Heidi? Quer ver mais uma garota ter a vida arruinada?

— Sem contar que ele meio que tá realizando seu desejo homossexual de andar com mãos dadas - disse Kenny fazendo que Stan soltar uma risada discreta.

— Kenny! - repreende o amigo - é uma coisa séria. Ela é novata e viu a cara dela? Parece que é pura demais para ver as malícias da banha de poço que está fazendo ela. Precisamos impedir.

— Não sei não, Kyle. Melhor deixar as coisas como estão. Se ele está sendo cuzão não vai demorar para ser revelado. Ainda mais Wendy parece que deu uma segunda chance, se ela que odeia o Cartman tanto como você está dando um voto de confiança. Por que você não? - disse Stan.

— Eu não quero que a sanidade dessa garota seja perdida.

— Por que não deixa eu que resolve o problema?

Kyle e Stan olham para Kenny.

— O balofo não está pegando e andar com mãos dadas não prova nada. Deixe que a seduza, garanto que ela vai perder o interesse pelo gordão com um estalar de dedos. Acho que ela é virgem - disse bem animado.

— Faça o que quiser. Espero que ela faça ter juízo ainda na cabeça - disse Kyle sem hesitar.

Stan não fala nada, apenas analisa a situação. Seu melhor amigo é obcecado demais quando se trata do seu ex-amigo Cartman. Sempre ver como um mau que precisa ser combatido a todo custo.

Antigamente pelo menos isso era menos grave já que os quatros eram amigos. Os dois viviam brigando, mas andava junto e Stan sempre achava que era maneira dos dois serem amigos. Com o tempo essa amizade cada vez mais se enfraqueceu e a disputa ficava cada vez mais ácida. Sabe que seu ex-amigo gordo era bem insuportável, mas pelo menos tinha um pouco de respeito pelo seu melhor amigo. Afinal se Eric Cartman quisesse realmente acabar com Kyle não estaria vivo para contar a história. Apenas fazia possível para humilhar Kyle.

Agora seu amigo judeu pode ter um comportamento mais… suportável, mas via que ele tinha às vezes uma atitude bem… maligna. Do tipo que fazia questão de excluí-lo do quarteto, ria pela sua desgraça e se entristecia pelo seu sucesso. Se Cartman gostava de humilha Kyle, já seu amigo gostaria até de… matá-lo.

Essa disputa do Kyle versus Cartman não é da sua conta. Assim como não foi da sua conta expulsar Cartman do quarteto. Assim como não também Kenny ser um galinha que só usa as mulheres. Assim como a hipocrisia de sua namorada em tratar algumas garotas piores que as outras. Como sempre nada é da sua conta, mas o sentimento de impotência contra a situação que vive sempre prevalece no seu peito.

Stan se odeia, porque consegue ver tudo aquilo injusto, mas não tem forças para não fazer nada para mudar. Como sempre fica apenas na omissão.


— Bem vindos, aqui na loja pode encontrar todo tipo de arma - disse Jimbo e Ned no seu lado recebendo Lorrah e Eric.

— Queremos praticar um pouco de tiro - disse Cartman para Jimbo.

— Ótimo. Quais armas?

— Pode escolher Lorrah.

— Deixa comigo - a ruiva fica animada - quero essa daqui. Essa também, nossa tem esse modelo - apontando para um fuzil - nunca encontrei um desses.

— Era mais fácil de encontrar antes dos malditos democratas proibirem o uso em Colorado.

— Concordo.

— Eric - o mais velho dirige a palavra para o rapaz - como anda Stan? Faz tempo que ele não me visita.

— Desculpe Jimbo, mas faz tempo que não ando com Stan.

— Aconteceu algo.

— Nada muito relevante, só Kyle e Kenny não quiseram mais minha presença e Stan concordou.

— É uma pena. Você gostava muito de atirar, apesar de não gostar de caçar.

— Sim, aproveitei pra levar minha amiga pra matar a saudades.

— Ótimo. Eu vou preparar os alvos - disse Jimbo.

O local dos tiros é um terreno da loja alguns metros não tem nenhum casa perto para praticar os tiros. Organizou os tradicionais alvos em forma de pessoas, algumas garrafas e círculos de alvos. Jimbo e Ned estão ao lado para ver o desempenho do casal.

— Primeiro as damas - disse Cartman.

— Como você é gentil - Lorrah pega um espingarda clássica estilo velho oeste, mira e atira acertando na cabeça de um boneco.

— Nossa a garota é boa - disse Jimbo.

— Não via uma mira dessa desde da guerra do Vietnã - disse Ned com sua voz robótica.

— Essa dama atira bem pra você? - Lorrah olha para Cartman com desafio.

Existe poucas coisas que despertam em Eric Cartman reações imediata e uma delas é um desafio. Tanto que tinha um grande respeito interno pelo Kyle no passado por causa desse ritmo de desafio. Cartman pega uma pistola automática, olha frente, depois olha para Lorrah nos olhos dela. A ruiva sorri em tom de provocação para aqueles olhos bicolores e sem desviar o olhar atira três tiros que acertam as garrafas.

— Nada mal para aquele que usa uma pistola - disse Lorrah.

— É uma das poucas que dá pra usar com uma mão - Cartman entrega a pistola para Lorrah - quer tentar?

— Sim - ela pega a pistola e olha para frente para depois para Cartman. Fica olhando nos olhos do rapaz para repetir o processo, mas dispara cinco tiros, mas não acerta nenhum.

— Errou. Nyah, nyah, nyah, nyah, nyah, nyah, nyah, nyah, - Cartman balança os indicadores junto com os braços.

— Bobo - diz com uma cara emburrada, pega uma escopeta e aplica um tiro destruindo todas as garrafas.

Os dois se encaram como se tivessem perto para iniciar uma briga tanto que Jimbo e Ned ficam preocupado se ambos se matar. Antes de se moverem um músculo o casal sorri entre si em forma de cumplicidade, o mais gordo pega o fuzil e começa atirar em todos os alvos. As expressões que ambos estão fazendo é um sorriso de satisfação que chega até se psicótico. Como se aqueles alvos inanimados fossem alvos vivos indignos de misericórdia. Esperava a face de psicopata no amigo do Stan, mas na ruiva redneck… foi a grande surpresa. Vendo os dois parece que é uma reencarnação de Bonnie e Clyde, o casal criminoso dos anos 30.


Lagoa do Stark do Sul é um dos principais pontos da cidade quem quer uma passagem natural, mas sem fugir totalmente da civilização humana. As placas que informa o local com idioma correspondente dos E.U.A é um local aberto que possui um banco de praça e uma lixeira no lado. Onde o casal está sentado, Lorrah está com a cabeça encostada no braço esquerdo de Cartman.

— Esse lugar é lindo - disse a ruiva.

— Tenho que admitir que quando era criança não via tanta graça, mas quando cheguei na puberdade comecei vir mais vezes - disse Cartman.

— Por que?

— É um ótimo lugar ficar sozinho e refletir mais sobre minha vida. Deve achar que sou depressivo, né?

— Você está sendo sincero, mas me responda uma coisa senhor Cartman: que negócio é esse de está entre os melhores na lista de beijos? - disse com cara emburrada.

— Eu to sabendo essa lista agora. Eu por acaso estou nessa lista?

— Tá sim. Tem até meninas que dizem que você beija bem. Pode me falar o motivo disso?

— Simples capricho.

— Capricho? - Lorrah fica com cara de bunda.

— Sabia que era na lista negra desde sempre. Se em um acaso conseguir namorar, quis treinar minha lábia conquistando secretamente algumas garotas. Não muitas, apenas cinco foi suficiente. Parece que está com ciúmes.

— Parece que você é lento pra perceber algumas sutilezas - disse Lorrah com uma expressão triste como se estivesse preste a chorar.

— Eu percebi, apenas fiquei desconfiado como uma novata estranhamente está tendo uma queda por mim. Eu tenho certeza que você escutou histórias sobre mim e ainda sim aqui estamos sozinhos em uma passagem que mais parece que saiu de uma novelinha adolescente. Não teme que você pode ter o mesmo destino da minha antiga namorada?

— Primeiro ela é vegana e veganos tem mais que se fuder. Meus antepassados não evoluíram para a gente ficar chupando uma porra de um alface. E ainda se você for uma ameaça para minha vida eu não vou chorar como uma menina bobinha - ela olha para ti - eu vou te enfiar uma bala no meio dos seus olhos, simples assim.

— Uau, isso foi tão romântico.

— Vai se acostumando fofinho. Sei que você não é inocente teve seus erros, mas não quer dizer que são perpétuos, assim como sei que meus erros não são. Você não sabe como também posso ser má.

— Eu quando tinha nove anos fiz meu meio-irmão comer seus pais mortos em forma de chili, enquanto a banda favorita dele zombava como ele é fraco. Mesmo sabendo que a porra do pai dele foi meu pai biológico não tive nenhum arrependimento. Isso é mau para você.

Lorrah puxa Cartman para sussurrar algo nos seus ouvidos. Algo uma maldade tão chocante como ele fez quando era criança. Algo que faz Cartman achar que isso é tão cruel. Algo que faz crescer sua paixão pela pequena ruiva sardenta e… rabuda (esse detalhe não pode ser esquecido, segundo Cartman).

— Eu sou má suficiente para você, Eric - disse Lorrah.

— Não sei. Pode preciso ver você sem óculos.

— Sem óculos? - Lorrah tira os óculos - e agora eu sou…

Lorrah não termina de falar quando sente as mãos de Cartman em sua face que a puxa para um beijo nos lábios que foi rapidamente correspondido. As mãos femininas colocaram os óculos no lado para afundar aquela cabeleira castanha, enquanto as mãos masculinas fazem o mesmo em seus cabelos curtos e ruivos.

Diferente da enrolação que Cartman apresentou em ceder às investidas parece que está compensando em um beijo nada infantil, direto, misturados com todos os hormônios acumulados de ambos parecendo que estão se devorando um ao outro. Não chega algo provindo a luxúria remetendo mais a necessidade daquele beijo ser aproveitado cada segundo como a sombra da morte estivesse perto e sendo a última ação para aproveitar um ao outro.

Ironia do destino que justamente Eric Cartman que declarava seu desgosto por pessoas ruivas está aos beijos apaixonados com uma ruiva redneck que tem um prazer de engordar como uma bruxa dos contos de fadas.

CONTINUA