Um fim de semana para adolescente é um dia sem ir para a escola. Nesse momento Henrietta está sozinha em casa. Sua mãe saiu para visitar as irmãs, seu pai está no bar e seu irmão… está no espaço querendo encontrar os pais biológicos algo que faz desde quando descobriu que tinha poderes relacionados a cereais saudáveis. Não se incomoda estando sozinha, mas o benefício de sua mãe está em casa para cozinha faz uma considerável falta.

Ela está com fome e não tem nada para comer já pré-pronto em casa. Seus conhecimentos culinários são do nível "dá pra se virar", mas sua disposição de preparar alguma coisa naquele momento está zero. Tanto pelo… 'ânimo' que está tendo naquele momento acha muito trabalhoso esquentar um pão com queijo para comer. Nessa situação que vai na casa dos seus amigos góticos para comer de graça, mas nenhum está disponível neste momento.

A única opção mesmo é sair para o setor comercial e comer em uma lanchonete ou restaurante. Não que dinheiro seja problema, mas não queria está cercada de… conformistas. Usando suas roupas habituais, pega o carro de sua mãe que está na garagem e sai para a parte comercial. Desde aos 11 anos que dirige carro sem se importar com as leis, mas com dezessete anos já tem sua habilitação.

De longe consegue ver Lorrah com diversos sacos plásticos nas mãos de compra. Sua mente lembra quando falou com o grupo de 'não gótico' da ruiva (evitar de usar a palavra conformistas em um grupo) foi revelado uma informação: Lorrah é uma excelente cozinheira. Essa informação lhe dá uma ideia.

Ela estaciona o carro alguns metros à frente da garota magra que passa ao lado e finalmente Henrietta a chama:

— Lorrah.

— Henrietta - a garota para de andar e olha para a janela do carro.

— Quer uma carona? - disse tentando aplicar alguma emoção na sua voz, apesar de ainda continuar quase como inexpressivo.

— Eu não quero incomodar.

— Não é incomodo nenhum. Pra isso que servem as… amigas - a última palavra tenta soltar, porque nunca usou para nenhuma garota mesmo no seu grupo social. Não que esteja sendo falsa com a frase, mas não está acostumada com o uso da palavra, ainda mais para uma pessoa não gótica.

— Eu estou sozinha em casa - disse Lorrah - estou preparando o almoço. Quer comer lá em casa?

— Aceito seu convite, garota redneck.

Henrietta deixa escapar um sorriso discreto por conseguir comer uma comida caseira de graça. As outras amigas de Lorrah diziam que ela é uma excelente cozinha e está na hora de confirmar essa afirmação.

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"Redneck até o talo" pensa a gótica, enquanto observa a casa de Lorrah, enquanto está sentada no sofá comendo uma bandeja de bolo de chocolate com café.

South Park é uma cidade do interior e rednecks são muito comuns. Para um pessoal de fora considera qualquer um que mora na cidade como redneck. Muitas crianças e jovens procuram afastar visualmente da imagem do homem do campo seja por ter mais aceitação pública ou mesmo amante do pensamento progressista.

A expressão 'redneck' é usada muito para qualquer homem branco americano de baixa renda ou que apresenta comportamentos… 'caipira' ou mesmo que vai contra ao pensamento dos Democratas. Contudo para os homens verdadeiros do campo a expressão é utilizada com orgulho. Esse é o caso do senhor Thomas e sua filha.

Vendo Lorrah cozinhar está fazendo basicamente carne e massa. Só comprou alguns ingredientes para lasanha. As carnes já estavam sendo preparadas. Henrietta experimentando o bolo já consegue ver a qualidade da ruiva como cozinheira. O café também está ótimo: um amargo leves porções de açúcar. Lorrah está com avental colocando a costela para assar, enquanto frita frango. Ver que puré de batata está pronto e a lasanha já está no fogo. Toda aquela comida sendo preparada pela ruiva faz sua boca salivar. A quantidade que ela está fazendo assusta um pouco, mas Henrietta não se preocupa com desperdícios.

No meu desse sentimento de gula não deixa de reparar uma outra… 'visão' que desperta um outro… desejo de pecado capital. Muitas vezes ver Lorrah de costa e seus olhos descem justamente na farta bunda da ruiva. Interessante quando a olha de frente o grande quadril passa despercebido dando impressão que ela é magrinha, contudo olhando de costa consegue ver toda… magnitude dos quadris largos e fartos de Lorrah. Apesar do short jeans ser curto, não é daquelas peças de roupa extremamente justas. Quando Lorrah se inclina parece que a qualquer momento a peça de roupa vai arrebentar. Henrietta admite que veio apenas para comer, mas essas visões dá fome 'comer' a cozinheira.

— Pronto. Dentro de alguns minutos vai esta pronto - disse Lorrah ainda estando na cozinha.

Henrietta pega um pedaço de bolo na mão direita e a xícara de café na mão esquerda na outra e se levanta.

— Não fez comida demais? - disse a gótica com sua típica calma fúnebre.

— Hum… talvez sim - Lorrah coloca o indicador nos lábios ficando pensativa - mas posso guardar para meu pai depois - estala os dedos da mão direita.

Henrietta come todo pedaço do bolo que estava na mão e com um gole toma todo café.

— Eu não sei como você não engorda com uma dieta dessas - coloca a xícara na pia.

— Algumas pessoas tem sorte de ter uns quilinhos a mais e outras não - Lorrah faz um beicinho.

— Heim? Você queria ser gorda? - Henrietta não esconde a surpresa, afinal ela mesma tentou com muito custo sair da condição de sobrepeso, mas infelizmente não conseguiu e encontrar uma pessoa que desejaria ser gorda.

— Seria meu sonho, mas infelizmente posso comer o que for que não vou engordar.

— É a primeira vez que escuto alguém queria… - Henrietta engole seco antes de admitir uma afirmação -... ter um físico parecido comigo.

— Você é perfeita! - disse Lorrah.

— Perfeita? Isso é uma cantada? - pergunta com um tom de malícia.

— Não… é que… - Lorrah fica vermelha.

Henrietta achando divertido a reação da redneck e se aproxima muito perto ao ponto de sussurrar no seu ouvido:

— Gosta daquilo que ver? - pergunta de maneira muito sugestiva.

— Henrietta, eu…

— Pode me chamar de Etta - diz com uma voz pastosa e suave.

Lorrah desvia o olhar e Henrietta sorri. Dá pra ver na cara que a ruiva não tem intimidade tão íntima com o sexo feminino ou para algumas pessoas dizem especialistas em cisgeneridade um contato mais íntimo com uma mulher cisgênero. Parece que tem uma… curiosidade por contato mais… carnal.

Basta um movimento simples de levar a mão no rosto dela, direcionar seu rosto para frente e tomar seus lábios. Contudo existem alguns princípios que são comuns para muitos grupos, inclusives aos góticos. Não ficar com uma pessoa comprometida. Não que tenha alguma coisa contra ou a favor do namorado de Lorrah, mas toda pessoa merece um (a) companheiro (a) se o mesmo desejar. Os góticos prezam muitas coisas que muitos podem achar estranho, mas uma coisa que prezam é o respeito em um relacionamento. Tanto que alguns anos atrás Henrietta junto com seus amigos cobrou uma atitude do Stan em proteger Wendy, sua namorada, mas o mesmo não levantou um dedo para o mesmo.

Henrietta se afasta de Lorrah e comenta:

— Muita gente tem nojo das pessoas que tem físico... semelhante a mim - mesmo não demonstrando tem muita amargura pelos bullyings que sofreu por causa do seu peso.

— Eu particularmente não gosto de magros. Para mim, parece que uma pessoa magra demais está doente tanto em físico como em caráter. Como a vadia da mulher que me colocou no mundo largou meu pai para ficar com o amante judeu esquelético - Lorrah fala com um ódio em suas palavras.

— Parece que aprendeu um pouco da linguagem Cartman - Henrietta deixa escapar um semi-sorriso.

— Dane-se. Judeus pode até ficar vivo, mas se não me venham encher meu saco imaginário.

— Para mim judeus são apenas religiosos, apesar de ter um certo representante aqui em South Park dessa religião que me faz, as vezes, pensar que os judeus precisavam ser exterminados.

— Nossa. O que esse judeu fez?

— Apenas se parece com meu irmão adotivo e eu o odeio.

Atenção das duas vai que um gato estava quintal da casa de Lorrah. Um gato cinza do sexo feminino que estava miando. Alguns momentos depois aparece Eric Cartman que estava pulando a cerca.

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Eric Cartman está no seu quarto, enquanto está mexendo no computador jogando Counter-Strike Go com seus amigos. Nesse momento Cartman e sua equipe está jogando no time terroristas.

— Em Kevin. Eu ouvi uma história curiosa no seu trabalho - diz a voz Davin dentro do canal de comunicação do jogo. Ele está se referindo ao trabalho do Kevin que trabalha em uma lanchonete - eu ouvir que pediram um rabo de galo, uma bebida brasileira, e em vez de pegar a bebida ficou de quatro em cima da mesa. Que porra é essa, marreco?

É fato que esse fato descrição não é verdade, mas são adolescentes e criados em South Park. Não perdem a piada de humor negro em nenhum momento.

— Esse é o verdadeiro rabo de galo - disse Cartman zombando.

Kevin até pensa em responder, mas em uma situação dessa é melhor aceitar as provocações do que tentar se defender e dá mais… munição para seus… amigos.

— Como dizem o cliente tem sempre razão - disse Cartman.

— O cliente tem sempre tesão - disse Butters.

O grupo ri muito com a piada do Butters. Talvez não foi intenção dele de fazer uma piada muito engraçada, contudo virou uma excelente piada onde todos estão rindo ao ponto de suas respectivas barrigas doerem.

Terminado de jogar Cartman vai cozinha para preparar alguma coisa para sua gata e para ele, já que sua mãe não está em casa.

— Nepeta. Nepeta. Onde está você - desce as escadas e vai para sala. Depois para a cozinha e ver que a porta que dá para o quintal de sua casa estava aberta. Indo para o lado externo de sua residência ver sua gata pulando a cerca.

— Puta que pariu - sentindo cheiro no ar percebe que a casa de sua namorada está fazendo costela - espero que não incomode o senhor Thomas. Ele pula a cerca e fala para sua gata:

— Nepeta. Volte aqui menina.

— Miau - disse a gata em resposta.

— Eric - disse Lorrah vai até a porta de vidro e abre.

— Desculpe invadir seu quintal, estava atrás dessa menina - pega sua gata no colo.

— Miau.

Henrietta até fica surpresa por Lorrah e Cartman serem vizinhos, mas consegue não transparecer isso para manter sua fachada de gótica.

"Eu não ficaria surpreso se uma parte da cerca tivesse um buraco na altura da cintura dele" pensa a gótica rindo no seu subconsciente.

— Estou perto de almoçar, por que não almoça comigo e Etta? - disse Lorrah.

— Etta? - Cartman olha atrás e ver a gótica - ok, estou surpreso de só está ela, porque eu só a vejo andando com seu grupo.

— De uma chance para ela, Eric.

— Nunca fui contra a pessoa dela - Eric dá um beijo rápido nos lábios da redneck - também nunca fui a favor.

— Vamos comer sem brigar, tudo bem? - Lorrah.

— Que isso até parece que só vivo brigando - sorri confiante.

— Por que eu não me sinto segura com essa afirmação.

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Comer. Um ato simples que pode dá muita satisfação. Henrietta e Eric estão sentados na mesa junto com Lorrah se servindo da grande quantidade de comidas. Até mesmo a gata do Cartman está comendo um pouco na carne em um pratinho no chão. Lorrah não deixa de admirar seu namorado e sua amiga comendo, afinal eles são bons de garfo e come em grandes quantidades que de forma hipérbole poderia dizer que estão comendo em quantidades industriais.

"Anos cozinhando finalmente valeram a pena" pensa Lorrah orgulhosa, enquanto observa os dois comerem. De certa forma se sente como a bruxa da história de João e Maria. De certa forma se tivesse oportunidade de… morder os dois faria sem hesitar.

— Quanto às suas amigas falaram que você cozinhava bem, não imaginava que era tão bem - disse Henrietta - meus parabéns.

— Obrigada Etta.

— Vejo que Nepeta está gostando também - ver que a gata está bem satisfeita.

— Nepeta? Que nome estranho - disse Henrietta.

— Nome de uma planta em uma parte Europa chamada Nepeta Cataria. Também conhecido como erva-dos-gatos - disse Eric.

— Nossa Eric. Você é muito culto.

— Que nada. Aposto que ele viu uma websérie e pegou esse nome - disse Henrietta.

— Aposto se tivesse um gato daria nome de Satanás - disse Cartman.

— Góticos não são satanistas - ela se vira para Cartman.

— Me explique aquela vez em Casa Bunita.

— Eu tinha apenas amizade com Satã e tirava os poderes dele. Sabia que cultuava Cthulhu no passado?

— To sabendo disso agora.

— Pensava quando ele despertasse ele traria o mundo em caos, mas quando dei por mim você o manipulou.

— Que posso dizer. Até uma entidade cósmica tem seu coração. Irritada comigo por ter feito isso?

— Não, apenas com raiva do viado do meu irmão que derrotou a criatura facilmente.

Lorrah acha interessante a interação do seu namorado com Henrietta. Eles parecem ser inconstantes na interação. Variam em uma verdadeira amizade com uma rivalidade.

— Henrietta. Qual é sua crença? - pergunta Lorrah.

— Cristã.

— Cristã? - disse Eric e Lorrah juntos.

— Achava cristianismo conformista, mas conheci uma organização interna da Ordem de São Nortenho chamada Irmandade da Santa Ravena que tinha atividades de tratar os corpos para serem enterrados. Vendo a santa e a ordem foi algo mais gótico que já vi no catolicismo.

— Eu gosto da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos da Santa Maria. Acho eles muito melhores que os Cavaleiros Templários - disse Eric.

— Nossa. Vocês são tão aprofundados a ordens encleciativas que fico até sem jeito com toda essa informação - disse Lorrah.

— Em questão de arma de fogo você dá um banho em nós todos - disse Eric.

— Isso é verdade. Adoro armas de fogo - Lorrah fala com os olhos brilhando.

— Redneck até o talo - disse Henrietta.

— Lembra do nosso primeiro encontro, Eric? A gente atirou que só.

— Lembro-me sim - responde o rapaz.

— E pensar que você conseguiria namorar novamente - disse Henrietta.

— Não sabia que minha vida sentimental era importante.

— Quando eu estava na quinta série você só ficava grudado com aquela vegana o tempo todo não tem como reparar.

— Vamos falar de outra coisa - Lorrah infla as bochechas em sinal de ciúmes.

— A comida está boa - disse Eric.

— Concordo - disse Henrietta - é a melhor costela que já comi na vida.

— Espere só quando eu fizer um churrasco. Aí vão ver que é qualidade de carne - disse Lorrah convicta.

— Aposto que a churrasqueira é um tambor improvisado - disse Henrietta.

— Vendo no quintal até que tem uma churrasqueira de tijolos, mas é bem capaz de trazer um tambor - disse Eric.

— As coisas simples que fazem comida boa. Vocês estão reclamando de barriga cheia - disse Lorrah

— Eu até pergunto, amor. Você comeu o mesmo tanto que a gente. Eu me pergunto: onde vai toda essa comida?

— Ela desce para o cu. Só pode - disse Henrietta - fazendo o casal gordinho ri.

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Depois de farto almoço o trio foi para o quarto da ruiva para jogar vídeo-game e jogaram por 3 horas seguidas até Henrietta e depois Lorrah caírem no sono. Eric está sentado no chão com controle na mão, mas no fim ele cansou. Foi divertido os três competirem no jogo de tiro e luta. Quando a gótica ia para o banheiro, Eric aproveitava para dar uns amassos em sua namorada.

Olhando para as duas ver que ambas estão em um sono profundo. Henrietta está em posição fetal, enquanto Lorrah espalhada na cama. Engraçado que a ruiva se mexeu tanto que a blusa dela subiu um pouco deixando o ventre totalmente a mostra. E ainda sua namorada está usando uma saia, porque sentiu calor demais no quarto e tirou o short e a meia.

Não é a primeira vez que Lorrah cai no sono, afinal na noite anterior estava assistindo um filme na casa dela onde adormeceu em seus ombros. Descobriu que ela é difícil de acordar.

Eric aproveita para dar um carinho no seu cabelo curto, enquanto admira o corpo de sua namorada. Uma pele cheia de sardas, mas ainda sim uma pele sensível e delicada aos olhos masculinos.

Eric nunca imaginou que sentiria atraído por ruivas, mas Lorrah é uma amostra que pode fazer ele viciar. Os cabelos curtos que ele gosta tanto e a bunda grande que só de imaginar pegando já o deixa duro. Tudo isso está ao seu alcance basta apenas estender a mão para tocar… aquilo que é seu.

Muito errado! Eric sabe muito bem disso e até está correto se reter. O grande desafio é que seus hormônios apelam para explorar o corpo de sua namorada mesmo dormindo. Ele não quer errar com Lorrah como fez com a antiga namorada.

O que não ajuda são as expressões faciais de sua namorada meio de felicidade como se dissesse 'por favor, me abuse'. Cartman sabe que essa interpretação é totalmente absurdo e só está querendo uma justificativa para fazer algo errado.

Ele acaricia a mão no ventre pálido da ruiva e acaricia com as pontas os dedos aquela região. Tendo mais curiosidade em saber onde foi parar todo aquele alimento que ela comeu. Pelo menos é isso que ele está querendo argumentar já que está cedendo um pouco dos seus desejos… errados.

O corpo adormece estremece em resposta e o sorriso inconsciente de Lorrah se alarga. Não é um sinal que ele estava esperando. Queria um sinal de incômodo para induzir a pará-lo, mas parece que tem sinais para… continuar.

"Eu sou um filho da puta!" pensa Eric, enquanto fecha os olhos para relutar entre si. Aproveitar de uma pessoa sempre foi o prazer dele mesmo quando era criança. Como adorava manipular e enganar alguém para fazer seus caprichos. Como gostava de ver o sofrimento da pessoa se desesperando por uma de suas maldades. Ainda sente o gosto das lágrimas de seu meio irmão quando provocou a morte do seu pai biológico e fez chili com o corpo dele e de sua esposa. Sente a satisfação de alguém serra as pernas para se libertar das correntes que tinha prendido uma pessoa. Ou vendo os corpos de hippies sendo esmagados pela entidade lovecraftiana no passado. Ou mesmo o prazer de ver o corpo do seu ex-melhor amigo, Kenny, sendo estraçalhado pelo trem passando em cima.

Sente neste exato momento como um comprador que está analisando a qualidade de uma escrava para ter uma noção da… 'qualidade' de determinados… 'serviços'.

Eric tenta afastar sua visão de Lorrah, mas uma outra visão quase deixa desnorteado. Henrietta também está dormindo em uma posição bem confortável. Sua mente pervertida e distorcida quer também 'avaliar' aquele corpo gótico e farto. Ela pode está acima do peso, mas isso parece que realça mais as qualidades físicas. Os seios grandes e a bunda enorme. Com certeza é maior que sua namorada, mas isso por causa da massa corporal que Henrietta tem a mais. Talvez se ela estivesse na mesma condição física que Lorrah teria o mesmo tamanho de bunda.

Contudo essa tentação é mais facilmente contida, por desconhecer o grau de sono da gótica. Ou seja, o grau de ser pego em flagra é desconhecido. O medo e também o fato dela ser uma amiga de sua namorada meio que inibe por total a ideia de explorar.

"É melhor ter uma rabuda na mão que duas voando por aí" pensa Cartman.

Para seu desconhecimento Henrietta está acordando, mas não se mexeu nenhum momento. Sua primeira visão foi justamente quando Eric estava explorando o ventre de Lorrah.

"O que ele está fazendo"? É um pensamento que a gótica tem e sabe o que o rapaz está fazendo é bem… errado. Enfrentando em vez de manifestar alguma indignação do ato está mais irritada por não ser ela que esteja abusando da redneck.

Logo fechou os olhos, porque o olhar do Cartman foi para sua direção. Faz a mesma pergunta, mas desta vez porque ele está fritando.

"Não me diga que ele quer…" Henrietta faz um esforço para não abrir os olhos. Eric parece que encontrou um alvo mais… sombrio para suas… 'análises'. Ela está se questionando do porque Cartman está trocando uma ruiva totalmente em forma por algo mais… gordo como ela. Mas parece esse detalhe não é um… desagrado para o rapaz.

Abre os olhos timidamente, mas parece que os olhos do rapaz estão novamente focados na ruiva. Parece que o namoro trás um pacto de fidelidade que impede até mesmo dele explorar outros corpos. Henrietta tem que admitir essa qualidade, apesar da situação bem errada.

Ver que ele começa a subir as mãos para os seios de Lorrah. Só acha curioso que quando chegou as mãos pararam e não sabe do porquê. Eric descobriu um… 'segredo' de Lorrah naquele exato momento: ela não está usando sutiã.

Seios não é algo que Lorrah chama atenção, mas para Eric ainda aprecia. Tem aréolas pequenas e faz massagens com cuidado para não acordar Lorrah. Ele até sente que estão enrijecidas com o toque. Os polegares masculinos sentem os bicos pequenos dos seios macios e aproveita para fazer movimentos lentos e circulares.

— Eric… - sussurra Lorrah com um gemido durante o sono que pega tanto Eric e Henrietta desprevenidos.

Se ainda existia um sentimento inibidor para impedir do rapaz estava fazendo acabou de sumir. Um sorriso psicopata aparece na face do rapaz e uma determinada parte fica mais apertada. Henrietta que está vendo tudo, já que está deitada de lado na direção do casal, pressiona suas duas pernas para tentar inibir uma… sensação que está tendo em… sua… intimidade.

"Por que não consigo tirar os olhos disso"? pensa a gótica ficando excitada com que está vendo.

"Será possível? Lorrah poderia estar sonhando com esse momento?" pensa no rapaz, enquanto continua sua… 'análise'.

Desta vez suas mãos agora vai avaliar as coxas grossas da redneck. A saia dela está pouco levantada e conseja já notar a umidade que está sendo formada na calcinha branca dela, cena inclusive notada por Henrietta que morde os lábios pela cena e desejando que… queria participar dessa… 'análise'.

As coxas de Lorrah são polposas e bem carnudas. Eric sente tão em apertá-las e Henrietta ver sendo apertadas tentando ter cuidado para conhecer o corpo de Lorrah melhor, mas é inevitável chegar nas partes mais íntimas. Gostaria de poder explorar sua bunda farta, grande e gorda, mas a posição que Lorrah está deitada não está permitindo.

Se sua namorada acordasse justamente nesse momento que está abusando do corpo dela? Difícil imaginar como seria a reação dela. Contudo uma fantasia de fude-la naquele lugar nem importando com a presença da gótica e fazendo o máximo de esforço para não acordá-la. Também não imaginando que a terceira pessoa está totalmente acordada e testemunhando todo seu… crime.

— Lorrah. Eu cheguei - Bryar Thomas acaba de chegar em casa e grita para chamar atenção da filha.

Cartman pula para trás por susto e Henrietta arregala os olhos. Parece que esse crime não vai ser consumado por completo. Ou será que era crime?

"Droga" pensa Lorrah que todo esse tempo estava fingindo e aproveitando cada toque do seu namorado "justamente quando estava chegando na melhor parte" infla as bochechas de raiva. Contudo logo finge que está acordando, assim como Henrietta para encontrar com senhor Thomas.

Os três fingem que nada aconteceu naquele quarto. Pelo menos Lorrah está satisfeita por saber que qualquer momento pode… evoluir o relacionamento a qualquer momento.

CONTINUA