Olá!
Faz pelo menos seis anos que eu não posto uma história "longa" aqui e nem será dessa vez ahaha mas também senti que Cappuccino não é uma One-shot, as coisas ficariam muito confusas se fosse assim.
Enfim, eu não sou conhecida como a autora que mantém a personalidade original dos personagens, mas gostei de como está ficando até agora haahha É a minha primeira SesshRIn, SOS!
Espero que gostem,
Boa leitura!
Cappuccino
Parte I
Respirou fundo pela terceira vez.
Ela sentia a ansiedade correndo por todo o seu corpo, mas manteve a expressão tranquila, mesmo que suas mãos pressionassem o pano entre elas com firmeza.
Apesar dos anos, nada havia mudado.
Rin continuava sentindo seu coração acelerado ao vê-lo. Uma lembrança constante de que os sentimentos que ela havia enterrado em seu próprio peito estavam voltando para aterrorizá-la, para lembrá-la de sua intensidade, de que eles eram constantes.
O cabelo prateado continuava o mesmo. Cumprido e sedoso, deixando-o com um ar de príncipe encantado saído diretamente de livros clichês. Ele continuava atraindo a atenção de metade da população por onde passava, mesmo que sempre estivesse alheio à isso (ou fingisse, já que ela sabia que ele era atento a tudo o que acontecia ao seu redor).
Rin conhecia aqueles olhos dourados bem o suficiente para saber quais eram suas reais motivações.
Mas não sabia se era capaz de encará-las, não ainda.
Sesshoumaru detestava cafeterias. Elas eram barulhentas demais e, na grande maioria das vezes, não gostava de ficar tempo o suficiente para apreciar o café enquanto ainda estava quente.
E ele odiava cappuccinos com todas as suas forças.
— Um café e um cappuccino, por favor. — A voz grave e baixa dele ainda lhe causavam arrepios. — Como você está, Rin?
— Estou bem e você?
— Obrigado por perguntar. — E então desviava os olhos para o lado de fora, sem respondê-la e sem dar indícios de que continuaria aquela conversa.
Rin também não era capaz de dar continuidade, mesmo que a curiosidade lhe consumisse. Todas às vezes em que repassava os pedidos para os baristas, ela se dirigia até o banheiro e ficava bons minutos jogando água fria contra o rosto para manter os pensamentos em ordem.
O cabelo negro sempre parecia desgrenhado e Rin tentava arrumá-lo de uma maneira que não deixasse claro para ele que ela o fizera.
Agia como uma adolescente.
Uma adolescente, uma verdadeira adolescente.
Passado cinco minutos ela retornava para o salão de atendimento, sorria para os próprios funcionários e o servia pessoalmente, dessa vez, os dois não trocavam palavras, mas um olhar intenso, carregado de vontades que nenhum deles tinha coragem de admitir.
Depois disso, Rin se afastava, ia para o próprio escritório para gerir todas as despesas enquanto acompanhava o horário de pico da cafeteria pelas câmeras de segurança. Ela o observava sentado à mesa próxima da janela por mais tempo do que admitia.
Sesshoumaru bebericava o café com paciência e saber que ele gostava a deixava com satisfação. Rin sabia que ele não faria questão de bebê-lo se não gostasse.
O que a intrigava era o cappuccino.
Como nos outros dias, a xícara permanecia cheia de frente para o lugar vago, como se ele estivesse esperando por alguém. Ao mesmo tempo, Sesshoumaru não dava indícios de que estava ansioso.
Ele continuava bebendo seu próprio café e quando acabasse, ele permaneceria por mais cinco ou dez minutos.
Os olhos dourados vagariam para algum ponto da cafeteria e pouco depois, ele decidia ser hora de partir. Carregando consigo metade das atenções do estabelecimento, uma mochila que parecia pesada e todas as respostas para as dúvidas que Rin tinha.
Sesshoumaru nem sequer tocara no Cappuccino.
X-X-X
O maior problema em encontrar um ex namorado era relembrar de tudo o que eles haviam passado juntos.
O namoro com Sesshoumaru foi durante o colegial. E número de garotas que dariam tudo para ter alguns momentos com ele era incontável.
Sesshoumaru e Rin tinham se aproximado furtivamente, em conversas rápidas em meio ao grupo de amigos. Apesar de ser de um ano superior, Sesshoumaru costumava andar com os amigos do irmão mais novo (dentre eles, a própria Rin).
— Estou apaixonado por você.
Rin não sabia o que fazer quando ouvira tais palavras. Eles estavam sozinhos no carro de Sesshoumaru, ele oferecera uma porção de caronas para ela nos últimos dias e parecia mais disposto em puxar assunto durante os silêncios prolongados, mesmo que ela já entendesse que ser observador fazia parte de uma de suas características principais.
— Por quê? — Certamente eram as palavras erradas, mas expressar o que sentia foi a única opção para ela. — Quer dizer… Não estava esperando por isso, Sesshoumaru. Eu…
O olhar dele era ansioso, mas ele parecia se esforçar para que suas feições continuassem ilegíveis. Definitivamente, Sesshoumaru não estava acostumado a agir por impulso e a ansiedade o consumia.
— Apenas pense sobre isso. — Os olhos dourados amenizaram-se antes dele desvia-los para longe dela. — Quando pensar que não há nenhuma opção.
— Estava prestando atenção na minha conversa com as meninas?
— Fica difícil ignorar quando vocês falam tão alto.
Rin preferiu não comentar, mas tinha certeza de que Sesshoumaru estava com fones de ouvido durante todo a conversa. Kagome e Sango enfatizaram sobre isso algumas horas depois, quando elas debateram sobre o assunto.
— Eu não sei o que responder. — Rin mordeu o lábio inferior e desviou os olhos para o céu por um instante. As nuvens negras aproximavam-se cada vez mais. — Sesshoumaru, eu…
— Não estou esperando por uma resposta. — Sesshoumaru parecia tranquilo ao dizer tais palavras e está emoção transparência em seus olhos dourados. — Não agora.
— Pensarei sobre. — Rin afirmou com sinceridade — Prometo que pensarei.
Sesshoumaru aquiesceu e embora fosse um hábito incomum, seus lábios haviam curvado-se em um pequeno sorriso. Os olhos dourados atraiam Rin com intensidade, eram parecidos com ouro líquido.
Sesshoumaru era um dos homens mais bonitos que ela conhecia. Foi sua primeira paixão. E ouvir suas palavras havia despertado uma sensação esquisita em seu coração.
— Preciso ir. — Ela murmurou após um tempo. — Vá para casa com cuidado, tá bem?
Sesshoumaru aquiesceu e em um gesto inesperado, a beijou. Um beijo cálido e demorado contra a bochecha de Rin que a deixou com o coração acelerado.
Aquele beijo havia marcado Rin de uma forma que ela nunca soubera explicar, mas ela sentia que a paixão por Sesshoumaru começara a queimar naquele instante.
Como labaredas que consumiam a pólvora de um explosivo.
E apesar de tudo o que Sesshoumaru havia dito, ele não de maneira diferente. Continuam encontrando-se pelos corredores do colégio, dividiam a mesma mesa e o rapaz não dava indícios de que aquele momento dentro de seu carro fora real.
Pensar sobre isso causava uma sensação de frustração que Rin não estava acostumada a lidar. E seu suspiro alto atraiu a atenção dos amigos que se contentavam apenas em rir das coisas que Miroku insistia em dizer.
— Algum problema, Rin? — A voz de Kagome despertou a garota de seus próprios pensamentos. — Aconteceu algo?
Kagome era prima de Rin. Às duas nasceram com apenas dois dias de diferença e eram tão parecidas que as pessoas costumavam perguntar se elas eram irmãs.
Ambas tinham o mesmo cabelo escuro, os mesmos olhos castanhos expressivos e a mesma afeição por doces. Kagome era uma de suas melhores amigas desde sempre e não precisava de muito para descobrir sobre o que Rin sentia apenas de olha-la.
— Matemática — Rin respondeu em um murmúrio. — Como faltei na semana passada estou com problemas com aqueles exercícios que o professor pediu — Apesar de não ser a principal fonte de suas dúvidas, aquela era uma boa resposta.
O gemido de frustração que vinha de Miroku Houshi era o suficiente para que todos entendessem sobre o que Rin falava.
Miroku tinha visto todas as aulas, mas não fora capaz de prestar atenção o suficiente para entender sobre o que elas eram propriamente.
O adolescente de cabelos escuros e sorriso galante ocupou metade de seu tempo montando uma lista de convidados para uma festa clandestina que ele organizaria em sua casa.
— Ficou fazendo aquela lista idiota de novo? — A pergunta foi feita por Kagome que se inclinara sutilmente sobre a mesa para ver o caderno que Miroku havia puxado da bolsa. — Seus pais vão matar você. — Ela concluiu após contar rapidamente a quantidade de pessoas que o Houshi pretendia convidar.
— Eles não vão descobrir.
— Vai subornar seus vizinhos? — Rin perguntou enquanto brincava com o lacre de seu refrigerante com o dedo indicador.
— Vou convidar todos eles — Miroku sorriu. — E vocês vão me ajudar com a decoração.
— Esqueça — A declaração foi feita por Inuyasha que acabara de se juntar a mesa. — Suas festas não são boas o suficiente para eu trabalhar como um idiota — Ele apontou para si e em seguida puxou uma das batatinhas do prato de Kagome que o olhou com irritação.
Inuyasha Taisho era o irmão de Sesshoumaru. Assim como o mais velho, ele tem longos cabelos prateados e olhos dourados brilhantes que eram a marca registrada de sua família.
Ao contrário do irmão que permanecia sentado à mesa em silêncio, Inuyasha rapidamente entrosava-se nos assuntos e era bom em reclamar.
— Não se esqueça de que foi na minha festa que você conheceu a Kikyou — Miroku avisou apontando para o amigo com o dedo indicador. — Não se esqueça de que fiz aquilo acontecer.
— Eu e Kikyou ficamos sem qualquer ajuda. Acredite, tinha algo rolando entre nós dois há muito tempo — Inuyasha disse em um tom convencido. — Sou irresistível — Ele sorriu de canto e em seguida tentou pegar mais uma batatinha quando foi impedido por Kagome. — Ei, me deixe pegar uma.
— Você pode comprar suas próprias batatas, senhor irresistível — A Higurashi ralhou afastando o prato do alcance de Inuyasha que franziu o cenho em confusão. — Vou procurar a Sango, você vem Rin? — Ela levantou da cadeira e após endireitar a própria jaqueta olhou para a prima que assistia à cena em silêncio. — Ou prefere ficar com esses idiotas? Não estou falando de você, Sesshoumaru. — Kagome foi rápida em acrescentar ao notar que o Taisho mais velho tinha lhe encarado seriamente.
Rin aquiesceu e reprimiu o riso ao notar a careta de irritação da prima. Desde que Inuyasha havia ficado com Kikyou em uma das agitadas festas de Miroku que Kagome não conseguia esconder a frustração por vê-los juntos.
Ela gostava de Inuyasha desde muito tempo, mas estava confortável em contar sobre aquilo apenas para as amigas.
— Rin — A voz de Sesshoumaru atraiu a atenção da garota que estava prestes a correr atrás da prima. — Posso ajudá-la com matemática se quiser — Ele avisou segurando o pulso dela levemente para mantê-la ali enquanto falava. — E tenho meus cadernos do último ano, o professor Takeada não é tão criativo assim.
Ao sentir o toque dele, Rin lembrou que Sesshoumaru estava silenciosamente sentado ao seu lado e todas as frustrações que ela estava remoendo desde cedo reapareceram. Aquela era uma oportunidade?
— Rin, você não vem? — Kagome puxou a bandeja da mesa a tempo de impedir que Inuyasha roubasse uma de suas batatinhas. — Nós podemos comer lá fora — A Higurashi avisou prontamente ignorando o olhar irritado que Inuyasha lançou em sua direção.
— Você nem vai comer isso! — Inuyasha acusou a todo custo tentando atrair a atenção de Kagome para si.
Kagome esperou até que Rin estivesse ao seu lado e às duas caminharam para fora do refeitório em silêncio. Rin não sabia se aquele era o momento certo para rir, mas quando deu por si, gargalhava sem culpa alguma da expressão enfezada de Kagome.
— Vai acabar ficando com rugas desse jeito.
— Aquele imbecil — A Higurashi resmungou contrariada. — Espero que Sesshoumaru seja menos idiota do que o irmão dele.
— Inuyasha não sabe que você gosta dele.
Kagome parou de andar e entreabriu os lábios sem saber o que dizer. Era claro que ela compreendia o que Rin havia dito, mas a revolta em seus orbes castanhos não haviam desaparecido.
— E daí? — Ela questionou em um tom baixo. — Ele ainda é um idiota.
X-X-X
— Senhorita Rin?
A voz adolescente atraiu a atenção de Rin, fazendo com que ela deixasse as lembranças de lado temporariamente.
Shippou era um dos funcionários de meio período da cafeteria. Ele costumava prender o cabelo ruivo em um rabo de cavalo pequeno e tinha olhos verdes brilhantes que faziam bastante sucesso com as garotas que frequentavam a cafeteria.
— Sim?
— Nosso último cliente foi embora — Ele avisou sorrindo brevemente. — Sei que está ocupada, então fechei a loja e nós já estamos limpando tudo. Falta apenas o fechamento do caixa.
— Oh! — Rin ergueu-se da cadeira rapidamente e olhou para o relógio de pulso, reparando que já se passavam das nove da noite. — Obrigada Shippou, estou indo.
Rin aguardou até que o adolescente a deixasse sozinha para passar as mãos pelo rosto.
A planilha inacabada no computador apenas ressaltava que Rin não estava prestando atenção no que tinha que fazer. Os controles ainda estavam desatualizados e o pequeno projeto para automatizar o controle de estoque não saiu dos rascunhos que ela havia rabiscado no caderno de capa rosada que ficava em sua mesa.
A mente de Rin Nakamura estava vagando em uma época da qual ela já não tinha mais controle.
E a culpa de tudo era de Sesshoumaru.
X-X-X
— Boa noite, pessoal! — Rin acenou para os adolescentes que seguiam na direção oposta à dela. — Tenham cuidado — Alertou antes de continuar rumando para o ponto de ônibus.
Era uma noite quente e agradável. A avenida em que a cafeteria ficava era movimentada mesmo durante a noite e o fluxo de pessoas eram conhecidas por Rin, principalmente porque parte delas eram seus clientes habituais.
A Nakamura ajustou a mochila em seu ombro e caminhou tranquilamente, permitindo que sua mente voltasse a pensar sobre o homem de olhos dourados que estava perambulando por sua mente nos últimos dias.
Por que diabos um Cappuccino?
— Deixe de pensar nisso, Rin — Resmungou consigo mesma. — Não é da sua conta.
Apesar de que Rin teria um motivo plausível para questioná-lo. Sesshoumaru estava desperdiçando uma ótima bebida diariamente desde que começara a frequentar a cafeteria novamente.
Fazia exatamente um mês desde que ele retornara. Kagome dissera em uma das conversas e com uma expressão de que o assunto muito interessaria Rin. A Higurashi estava certa, embora tivesse limitado-se a beber mais um gole do vinho e enfiar alguns petiscos na boca.
A Nakamura sentou em um dos bancos vagos e aguardou pelo ônibus com ansiedade. O desejo de retornar para as paredes aconchegantes de seu apartamento e tomar um banho quente por bons minutos enquanto ainda podia aproveitar o silêncio do lugar era extremamente atraente.
E passados vinte minutos, Rin percebeu que a espera seria mais longa do que ela imaginava.
A garota colocou os fones de ouvido e manteve os olhos no movimento ao seu redor, buscando por algo que prendesse sua atenção.
A vitrine de roupas do outro lado da rua despertou-lhe o interesse por um instante, lembrando-a do diploma de moda que estava empoeirado em uma das gavetas de seu guarda-roupas.
— Rin? — A mulher ergueu os olhos e a surpresa em seu rosto não passou despercebida para o homem em sua frente. — Está tudo bem?
— O que você está fazendo aqui? — A resposta dela não era educada, mas por um momento Rin teve a impressão de que ele era apenas fruto de sua imaginação. — Quer dizer… Estou e você? — Rin colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e levantou-se.
A diferença de altura entre ela e Sesshoumaru era evidente, mesmo que Rin usasse sapatos com salto. Ela rapidamente notou que ele tirou o blazer e a gravata, embora ainda usasse as mesmas roupas de quando visitara o café durante a tarde.
— Por que ainda está aqui?
— Estou esperando o ônibus — A resposta era óbvia e ainda assim, Sesshoumaru estreitara os olhos levemente como se esperasse por mais. — E você? Não parece alguém que usa transporte público.
— E não uso — O Taisho respondeu tranquilamente. — Estava passando com o meu carro quanto te vi. Achei que precisava de ajuda.
Rin franziu o cenho e não escondeu a confusão ao ouvir tais palavras. Ela tinha certeza de que não estava com a expressão de que queria desesperadamente ir para casa (embora quisesse).
— Só estou esperando o ônibus — Ela repetiu delicadamente. Apesar de não trocar mais do que algumas palavras com Sesshoumaru, não era difícil perceber que ele falava menos do que pensava.
— É perigoso ficar sozinha em um lugar como esse. Não é melhor ir de carro para casa?
— Não precisa se preocupar, há muita gente por aqui — Rin sorriu para ele brevemente e indicou as poucas pessoas que ainda restavam no ponto. — Sesshoumaru? O que está fazendo? — Questionou a Nakamura ao vê-lo ocupar o lugar vago ao lado dela.
— Vou esperar até que pegue o ônibus.
— Não precisa fazer isso.
— Não tenho nada para fazer agora.
Rin entreabriu os lábios para protestar, mas não conseguiu pensar em nada para dizer. Com um suspiro retomou o próprio lugar e manteve os olhos na vitrine de roupas, que já não era tão interessante quanto o homem ao seu lado.
Ela entrelaçou os próprios dedos e olhou para Sesshoumaru o mais discretamente que conseguiu. Pelo canto do olho, enquanto fingia que estava arrumando uma das mechas de seu cabelo displicentemente.
De perto ele era ainda mais bonito. E tão cheiroso quanto ela se recordava, mesmo que Rin tivesse certeza de que ele tinha trocado de perfume com o passar dos anos.
Maldito.
— Tem certeza de que não quer aceitar a minha carona? — Sesshoumaru quebrou o silêncio após dez minutos. — Faz quanto tempo que está esperando?
— Você não me ofereceu uma carona — A Nakamura disse de imediato. Os olhos de Sesshoumaru a fitavam com intensidade, embora o semblante dele fosse sereno.
— Pensei que fui claro — Sesshoumaru colocou as mãos nos bolsos e se levantou. — Tenho certeza de que te ofereci uma carona.
— Não, você apenas sentou e disse que ia esperar que eu pegasse o ônibus.
— Também disse que seria melhor que você fosse de carro para casa — A forma sutil com que Sesshoumaru sorrira fez com que Rin ficasse presa naquele pequeno gesto por tempo demais. — Rin?
— Não pode chamar isso de "oferecer carona" — Ela balbuciou contrariada. Sesshoumaru estava mesmo lhe oferecendo uma carona?!
— Estou te oferecendo uma carona agora — Ele estendeu a mão para ela em um convite. Rin apenas observou o gesto em silêncio, preocupada em silenciar o próprio coração que batia desenfreadamente. — Posso levar você para casa, Rin?
Rin sabia que toda aquela história entre eles tinha começado apenas com uma carona, mas aceitou a mão que Sesshoumaru lhe estendeu.
Era apenas uma carona, mas Rin não deixou de se perguntar se aquela era uma oportunidade perfeita para perguntar sobre todos aqueles cappuccinos.
Continua...
O que acharam? Alimentem uma autora com suas opiniões ou críticas hahahah
Até a próxima!
Beijão,
Priy Taisho.
