Olá!

Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? hahaha

Obrigada por todos os comentários! Eles me incentivaram muito a continuar e saber que vocês gostaram da história me deixou nas nuvens!

Obrigada à Analoguec, autumnbane, Tinker e Ayame Tarimoto.

Espero que gostem,

Boa leitura!


Cappuccino

Parte II

Sesshoumaru fora cavalheiro em abrir a porta para ela e esperar até que Rin estivesse acomodada para dar a volta no carro e ocupar seu lugar no banco do motorista.

Ela aproveitou esse pequeno momento para ajeitar os fios da franja que estavam fora do lugar e para aquietar o coração que insistia em bater fora do ritmo comum.

O carro de Sesshoumaru era elegante, assim como ele. Os bancos de couro escuro eram confortáveis e o ar condicionado (que ele gentilmente ligou sem ela pedisse) mantinha a temperatura agradável.

— Por que não veio com o seu carro?

A pergunta dele quebrou os primeiros instantes de silêncio.

— Está na oficina — Rin resmungou desgostosa. A lembrança do melhor carro que ela tivera em toda a sua vida foi manchada.

— O que aconteceu?

— Uma batida. Um idiota estava em alta velocidade e bateu na minha traseira. – Ela explicou fechando os punhos com raiva por um instante.

— O seguro foi acionado?

— Pra sorte dele — Rin não escondeu a ironia em suas palavras. — Nem se vendesse aquela lata velha que ele chama de carro seria capaz de pagar o estrago que fez no meu — Ela coçou a nuca e desviou os olhos para a estrada. Sesshoumaru aproveitou o farol vermelho para encará-la.

Ele nem sequer tinha consciência do quão intenso seus olhos podiam ser.

— Você se machucou?

Foi impossível não olhar para ele. Havia preocupação genuína e uma mescla de raiva nos olhos de Sesshoumaru que não eram facilmente ignorados.

— Eu não estava lá — Ela explicou calmamente. — Meu carro estava estacionado.

— Que grande imbecil.

— Você está sendo gentil em dizer isso.

Sesshoumaru riu. Baixo, da maneira contida dele, mas fora um riso genuíno. Notar isso fez com que Rin sorrisse, mesmo que de canto.

Ambos sabiam que Sesshoumaru tinha um vocabulário vasto para xingar outras pessoas. Chamar alguém de imbecil não era nada perto do que ele podia fazer.

— Se tiver problemas com ele, pode me chamar.

— Ah! Já está quase tudo resolvido – Rin abanou a mão direita e fingiu que aquele assunto já havia sido superado. — Mas me lembrarei de falar com você caso tenha algum problema – Acrescentou em um tom descontraído.

Sesshoumaru aquiesceu e Rin entrelaçou os próprios dedos. Antes que ela pudesse reprimir, a pergunta havia saído de seus lábios:

— E você? Voltou de vez pra cá? – Arrependida no mesmo instante em que proferiu tais palavras, a Nakamura manteve os olhos no trânsito.

— Voltei a trabalho — Sesshoumaru a respondeu após instantes. Um motorista à esquerda exige mais da atenção dele e dá uma brecha para que ele pense em uma resposta. – Fechamos alguns projetos na cidade, ficarei até que as obras terminem.

Temporário.

Rin não fazia ideia de quanto tempo aquilo duraria, mas notar que em breve Sesshoumaru partiria novamente lhe causou um leve aperto no peito.

— Entendo – Ela não entendia, mas parecia o certo a se dizer. – Deve ser incrível viajar a trabalho assim... Quer dizer, você pode conhecer tanta coisa — E tantas pessoas.

— É divertido — Sesshoumaru concordou e procurou o olhar dela, mas Rin está com o rosto distante do seu alcance. — Mas não é tão bom quanto parece — Ele acrescentou e quando ela o encara, Sesshoumaru já está com os olhos fixos no trânsito mais uma vez. — Você está fazendo um belo trabalho com a cafeteria da sua mãe.

— Obrigada — Rin sorriu e em seguida olhou para as próprias mãos. — Ela tem milhares de sugestões incríveis, mas desistiu de tocar os negócios – Comentou pensativa.

— E o que ela tem feito para matar o tempo?

— Crochê — Para Rin era inevitável não rir daquele comentário, embora Sesshoumaru não soubesse o porquê. — E antes disso, Pilates. E antes de Pilates, aulas de cerâmica e artesanato.

— Uau.

— Ela não é excelente em nenhuma delas, mas pelo menos não preciso comprar mais cachecóis no inverno – Rin recitou categoricamente algo que a própria mãe havia dito há poucas semanas. — É um investimento.

— Vocês podem se juntar e abrir um ateliê — Sesshoumaru comentou ao virar em uma esquina.

— Eu não sei o que é costurar há muito tempo – Ela confessou com um tom nostálgico. — Nem mesmo tenho tempo para costurar os pequenos defeitos das minhas próprias roupas e quando tenho, estou cansada demais pra isso. — A rotina de administração da cafeteria consumia uma parte considerável do tempo dela.

— É uma pena — Sesshoumaru dissera e Rin sabia que o pesar nas palavras dele é sincero. — Você tem talento, Rin. Não devia desperdiça-lo.

Rin nada disse. Uma parte dela ficou aliviada em notar que eles estavam em frente ao prédio em que ela mora e a dúvida em sua mente a faz olhar para Sesshoumaru com inquisição.

— Como sabe onde eu moro?

— Trouxe Kagome até aqui há alguns dias — Sesshoumaru não parecia incomodado com a pergunta. — Ela me disse que vocês estavam morando juntas.

"Aquela fofoqueira!" A frustração de Rin é bem disfarçada pelo sorriso que ela dirigiu à Sesshoumaru enquanto se desvencilhava do cinto de segurança.

Havia um brilho ansioso nos orbes dourados.

Sesshoumaru também havia se livrado do cinto de segurança e agora seu corpo estava inclinado na direção dela.

— Obrigada por me trazer até aqui, Sesshoumaru.

— Tenha uma boa noite, Rin.

Nenhum dos dois se moveu. A impressão de que algo os prendia naquele instante era ainda mais forte quando Sesshoumaru estava perto.

Tão perto que Rin podia ver os pequenos fios de barba que começavam a despontar no maxilar dele e inalar o cheiro do perfume dele que parecia ainda mais forte.

Era um absurdo.

Sesshoumaru se aproximou, a pele de sua mão roçou o braço de Rin quando ele se inclinou sobre ela. Por um instante ela sentiu que Sesshoumaru a beijaria ali, certamente ele parecia alguém que a beijaria naquele momento. E ela quis que aquilo acontecesse com tanta intensidade que sabia que ele percebera.

Os olhos brilhantes como ouro líquido não se afastaram do rosto dela em momento algum e demoraram-se nos lábios dela antes que o barulho da porta do passageiro sendo aberta despertasse Rin do transe.

Sesshoumaru recuava lentamente para o banco do motorista quando Rin desceu do carro, jogando a mochila desajeitadamente sobre o ombro com as mãos trêmulas.

Ela sorriu para Sesshoumaru da maneira mais descontraída que conseguiu e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.

— Boa noite, Sesshoumaru.

X-X-X

Com uma máscara facial de argila verde, uma taça de vinho e o cabelo enrolado em uma toalha, Rin sentia que nada seria capaz de abala-la.

A playlist com músicas favoritas dela tocava baixo e preenchia todo o ambiente da sala enquanto Rin cantarolava as letras com determinação.

Era um bom exercício para esquecer do que aconteceu. E principalmente, do rosto de Sesshoumaru que constantemente aparecia em sua mente.

A mulher de olhos castanhos bebericou a taça de vinho e assistiu aos vídeos de uma das redes sociais mais conhecidas do momento. Permaneceu daquela forma por longos minutos até que foi surpreendia por Kagome, que adentrou o apartamento como um furacão.

— Aquele grande idiota – Resmungou a Higurashi enquanto chutava os sapatos de salto para longe de seus pés. Ela já havia desfeito o coque do cabelo e arrancado o blazer azul-marinho do corpo ao notar a prima. — Você bebendo sozinha? – A análise rápida da situação indicava problemas, e por isso, Kagome limitou-se a dobrar o blazer em seu braço ao invés de xingar toda a geração de sucessores de seu último cliente. Aquilo podia esperar.

— Quer saber? – Olhou para a prima que parecia ter uma longa história para contar. – Vou buscar uma pra mim também – Apontou para a taça nas mãos de Rin e correu para a cozinha sem esperar por uma resposta.

Os planos iniciais de Kagome envolviam um banho quente, edredons quentes e uma aspirina forte para dor de cabeça. No entanto, encher a cara com Rin e reclamar sobre a vida parecia muito mais interessante naquele momento.

— Ok, estou pronta – Anunciou a morena sentando-se no sofá. Junto da taça, ela havia trazido uma segunda garrafa de vinho. – Encontrou Sesshoumaru de novo? – A suposição em cheio fez com que Rin resmungasse.

— É tão óbvio assim?

— Só quando você fica com essa cara — Kagome comentou casualmente antes de bebericar o vinho. — E então? Ele beijou você?

Rin agradeceu que seu rosto estava coberto pela máscara facial, pois Kagome facilmente identificaria que ela estava corando.

— Não foi bem um beijo — Rin resmungou sob o olhar atento da Higurashi. — Ele me deu uma carona.

— Até os seus lábios? — Kagome provocou e antes que pudesse ter uma resposta, acrescentou: — Ele é tão gentil. Me trouxe em casa na semana passada.

— Por que não me contou isso?

— Tenho certeza de que comentei no café da manhã — Kagome ergueu os ombros e ajeitou o próprio corpo no sofá antes de continuar. — Te disse isso no dia em que você saiu daqui correndo com a blusa do lado errado.

Rin fez uma careta. Ela lembrava vagamente de ter escutado o nome de Sesshoumaru durante o café da manhã, mas estava atrasada. A cafeteria tinha uma grande reserva para um grupo de amigos durante a manhã, uma comemoração surpresa de um deles.

Tinha sido caótico.

— Fiquei bem surpresa, na verdade — A Nakamura limitou-se a resmungar. — Ele decorou o caminho até aqui.

— Sério? — Kagome parecia genuinamente surpresa ao ouvir aquilo. — Se bem que não me surpreendo… Você sabe, ele é o Sesshoumaru.

Aquela única frase dizia muito sobre.

X-X-X

— Miroku vai mesmo fazer aquela festa? — Sango perguntou sentada em um dos bancos da arquibancada. — Aquele idiota, sabe dos problemas que tivemos da última vez? — Ela cruzou os braços e balançou a cabeça de um lado pro outro sem acreditar no que estava ouvindo.

Sango tinha longos cabelos castanhos que estavam presos em um rabo de cavalo e olhos da mesma tonalidade, destacados por um delineador rosado. O uniforme das líderes de torcida ficava bem nela, mesmo quando ela optava pela calça preta e o top com o símbolo do colégio. Um leão dourado que parecia rugir ferozmente.

— Não conseguiu fazer ele desistir? — Rin questionou antes de jogar um salgadinho na boca. — Quando é mesmo? Preciso pensar em uma desculpa para não ir.

— Eu também não vou — Kagome anunciou cruzando os braços como Sango havia feito. — Vou passar o final de semana comendo porcaria e vendo filme de comédia romântica.

— De jeito nenhum! — Sango retrucou. — Vocês duas não vão me deixar sozinha lá.

— Isso é um pedido ou uma ordem? — Rin questionou com um sorriso amarelo. Ela sabia que não tinha muitas opções.

— Entendam como quiserem — Sango ergueu-se da arquibancada ao ver que o time de líderes de torcida estavam se reunindo mais uma vez. — Mas vocês vão me ajudar a evitar que o idiota do meu namorado vá preso.

As duas observaram a amiga saltando os degraus em direção as colegas de time e entreolharam-se compadecentes uma da outra.

— Você me empresta aquele seu vestido azul? — Kagome perguntou após um suspiro.

— Já desistiu de pensar em uma desculpa para não ir?

— A Sango vai aparecer nas nossas casas e nos levar do jeito que estivermos – Kagome colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e apoiou o rosto nas mãos. – Dessa vez prefiro ir com seu vestido azul. Combina com a minha bolsa nova.

Para Rin foi impossível não rir. Ela lembrava claramente do dia em que Sango havia arrastado as duas para uma festa. A Nakamura aceitou de bom grado, mas Kagome tinha sido surpreendida pelas duas e não teve muito tempo para se arrumar (já que passou metade dele reclamando sobre como queria ficar em casa comendo sorvete de chocolate e mergulhada na própria raiva). A festa em questão tinha sido alguns dias depois da primeira vez que Inuyasha e Kikyou haviam sido vistos juntos.

— Acha que estou sendo ridícula? – A pergunta de Kagome atraiu a atenção de Rin. – Por ficar com raiva dele?

— Ele não sabe o que você sente – Rin enfatizou calmamente. Não era preciso de muito para saber sobre quem Kagome falava quando Inuyasha adentrou o campo de futebol com o time. – E de qualquer forma, você não se resume a isso – Ela sorriu para a prima e segurou em sua mão rapidamente. – A amizade de vocês é mais importante.

— Você tem razão – Kagome suspirou e passou a mão pelo cabelo. Tão rápido a melancolia em seus olhos havia desaparecido e o brilho de determinação surgira. – Inuyasha está oficialmente superado.

— Não é assim que funciona… – Rin advertiu com diversão e observou a prima levantar das arquibancadas. – O que você vai fazer?

— O professor Myuga pediu para que os representantes preenchessem uma papelada sobre aquela feira que nossa escola vai sediar – Kagome explicou espreguiçando-se levemente. – Estou enrolando há dois dias, vou tentar agilizar um pouco disso enquanto temos tempo livre. Quer vir? – Ela apontou em direção a saída do campo e Rin negou com um aceno de cabeça.

— Odeio papelada burocrática.

— Ok, eu sei que o seu negócio é a arte – Kagome revirou os olhos, mas mantinha o tom bem-humorado em sua voz. – Mas papelada também é importante – A ironia nas palavras de Kagome era quase palpável.

— Você não me convenceu.

— É, nem eu acredito nisso – Kagome sorriu amarelo e acenou para Rin antes de se despedir.

A Nakamura acompanhou os treinos por alguns minutos em silêncio. Parte dela tinha vontade de ir para casa, mas a outra queria incentivar os amigos e por isso ela permaneceu ali. Alheia as regras de futebol (mas comemorando a cada gol de Inuyasha ou em cada defesa de Miroku) e pensando sobre o quanto Sango parecia flexível enquanto fazia as coreografias elaboradas das líderes de torcida.

Os cadernos de desenho, no entanto, estavam abertos em seu colo e ora ou outra ela esboçava algo. Sango era a modelo perfeita, seus traços eram delicados e Rin já estava habituada a desenhar a amiga. Mesmo que dessa vez não tivesse feito traços tão bem elaborados quanto gostaria.

A atenção da adolescente estava no uniforme. As saias haviam sido remodeladas e a composição dos tops era feita com um tecido transparente, ao menos foi o que ela tentou deixar explícito em seus desenhos.

Era apenas um esboço de todo o modo.

A notificação de uma nova mensagem fez com que Rin deixasse o lápis de lado e olhasse para o celular que estava esquecido entre os materiais de estudo.

Está ocupada?

Os olhos castanhos arregalaram-se levemente em surpresa. O nome do remetente parecia saltar-lhe aos olhos, principalmente porque ela não lembrava quando tinha sido a última vez em que Sesshoumaru tinha lhe enviado uma mensagem.

A resposta certa seria: Nunca.

Rin mordiscou o lábio inferior e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha antes de respondê-lo:

Não, estou apenas desenhando

Ela quis perguntar o porquê, mas controlou a ansiedade enquanto mordiscava a ponta do dedão. O chat de mensagens continuava aberto e a resposta não demorou a vir.

Sesshoumaru:

Pode me encontrar por alguns instantes?

Ainda está no colégio?

Rin:

Sim! Estou no campo de futebol, nas arquibancadas

Onde posso te encontrar?

Sesshoumaru:

Me encontre na entrada do campo em cinco minutos...Estou indo até você.

Rin não foi capaz de conter o sorriso pequeno em seus lábios e nem de reprimir a palpitação em seu peito. Era a primeira vez desde a declaração de Sesshoumaru que eles ficariam sozinhos e não tinha sido fácil esquecer das palavras dele.

Estou apaixonado por você.

A Nakamura havia prometido que pensaria sobre aquilo e só percebera a veracidade de sua promessa quando aquela frase nem sequer saia de seus pensamentos.

Ela tinha Sesshoumaru em sua mente mais do que pensava ser capaz, mas não sabia ainda nutria algum sentimento por ele. Mesmo que seu corpo ficasse em completo descontrole e seu estômago repleto de borboletas.

A paixão por Sesshoumaru era passado… Não?

Ela recolheu todos os materiais que estavam espalhados pela arquibancada e saiu o mais discretamente que conseguiu, mesmo que o olhar curioso de Sango a tenha seguido até que ela desaparecesse.

Rin desceu as escadas que separavam as arquibancadas de um dos corredores intermediários e virou à esquerda, seguindo para a porta que a levaria direto para a parte interna do colégio.

Segurando a alça da bolsa azul com força e caminhando em passos lentos, Rin conseguiu avistá-lo encostado em uma das pilastras com a mochila preta sobre o ombro esquerdo.

Sesshoumaru definitivamente não fazia ideia do quanto era bonito, mas sabia dos olhares cobiçosos que recebia enquanto as garotas passavam por ele. Elas cochichavam e não eram discretas em rir com nervosismo, principalmente quando pensaram que o Taisho olhava na direção delas com interesse.

A verdade é que ele havia visto Rin e seus olhos dourados a fitaram intensamente até o instante em que ela estava em sua frente.

Mesmo que Rin não soubesse, era difícil para Sesshoumaru apenas olhá-la. Principalmente quando ela já sabia de tudo… Ao menos do essencial.

Ele tinha vontade de abraça-la, de tê-la entre seus braços e de sentir o aroma do perfume doce que ela usava. De tocar os fios escuros com as pontas dos dedos e de beijá-la com intensidade.

– Olá, Rin – Ele a cumprimentou quando a garota estava perto o suficiente para ouvi-lo. – Por um momento pensei que já tivesse ido pra casa.

– Ah não - Rin discordou e manteve as mãos sobre as alças da bolsa, sem saber o que fazer com elas – Assistir aos treinos é interessante de vez em quando – Acrescentou bem humorada. Ambos sabiam que Rin apenas fazia aquilo porque os amigos faziam parte do time.

– Inuyasha continua sendo um péssimo jogador?

– Na verdade, eu acho que ele é um dos melhores – Rin discordou tranquilamente. Sesshoumaru sorriu de canto minimamente. – Estou falando sério, dessa vez acho que o título da temporada será nosso.

– Você é bem otimista, Rin.

– Devia ir assistir um dos treinos qualquer dia – Rin sorriu para ele brevemente. – Apesar de que acho que você devia assumir o seu lugar como capitão.

– Gentileza sua dizer que não sou um completo idiota no campo de futebol.

– Eu nunca diria isso – Rin replicou rapidamente. – Aliás, nunca soube o porquê você decidiu sair do time.

– Estou me preparando para os exames finais – Sesshoumaru respondeu pacientemente. – Não conseguiria conciliar os treinos do time com os estudos. É melhor assim.

Apesar de parecer tranquilo com aquela afirmação, havia uma melancolia nos olhos de Sesshoumaru que não passou despercebida por Rin.

— Entendo — Foi o que ela disse, apesar da vontade de dar continuidade no assunto. — Às vezes precisamos abrir mão das coisas que gostamos.

— Não devia ser assim.

— É, não devia — Rin passou a mão pelo cabelo e riu com frustração. — Que droga de mundo.

Sesshoumaru riu baixo e puxou a mochila de seus ombros para pegar o caderno de capa escura e estende-lo na direção de Rin que o encarou com confusão.

— Minhas anotações de matemática — Sesshoumaru explicou recordando-a da conversa que tiveram há poucos dias.

— Tem certeza de que ele não mudou as questões?

— Absoluta.

— Sesshoumaru, você é o meu herói! – A Nakamura exclamou e em um impulso, o abraçou rapidamente. Ela folheara algumas páginas e pelo que vira, os exercícios eram muito semelhantes. — Prometo que te dou um cappuccino depois! — Ela sorriu constrangida ao se afastar.

— Não gosto de cappuccinos, mas aceito um café — O Taisho disse satisfeito por aquele pequeno contato que ambos tiveram.

– Ok, um expresso duplo por minha conta — Rin afirmou abraçando o caderno contra seu corpo. — Não me esquecerei disso.

— Estarei aqui para lembrá-la do que precisar.

Rin sabia que Sesshoumaru estava falando sobre o café, mas não deixou de lembrar de sua outra promessa. Ele também estaria disposto a lembrá-la do que tinha dito tantos dias antes?

— Obrigada, Sesshoumaru. — Ela agradeceu e o silêncio entre os dois tornou-se desconfortável. — Pretende ir à festa do Miroku no fim de semana?

— Você vai?

— Não tenho muita escolha — Rin fez uma careta rápida. Repentinamente o plano de ficar em casa parecia muito atrativo. — E você? — Ela repetiu notando que ele havia evitado sua primeira pergunta.

— Estarei lá.

Rin perguntou a si mesma se a resposta positiva de Sesshoumaru era por sua causa, mas nada disse. Se ela fizesse a pergunta em voz alta, teria uma resposta positiva, mesmo que não esperasse por isso.

— Está indo para casa? — Sesshoumaru perguntou ao notar que eles haviam entrado em outro momento de silêncio. — Quer uma carona?

— Primeiro suas anotações e depois caronas para casa? — Rin afastou-se de Sesshoumaru apenas para observá-lo com clareza. — Estou abusando da sua boa vontade, não é?

— Não tenho problema nenhum em leva-la para casa, Rin – Sesshoumaru afirmou com um pequeno sorriso. — Faz parte do meu caminho.

— Se me lembro bem, sua casa é na direção oposta da minha – Ela afirmou com provocação e apesar disso, passou a acompanhar Sesshoumaru em direção ao estacionamento.

— Certo, estou tentando fugir do trânsito.

— Você não é bom com desculpas — Rin alfinetou e ele a encarou pelo canto dos olhos. — Não há trânsito agora.

— Você está certa, Rin. — O Taisho disse deixando-a passar pela saída primeiro. — Vou te contar a verdade… Quero ficar mais alguns minutos com você.

Rin apenas riu baixo e colocou ambas as mãos atrás das costas, caminhando ao lado de Sesshoumaru sem respondê-lo.

O coração palpitava em seu peito, as borboletas em seu estomago dançavam e ela se sentia feliz em ouvir aquilo.

Mais do que imaginava ser capaz.


Continua...

O que acharam? hahaha A história vai intercalar com o passado até chegarmos no "presente" heheh

Aliás, caso vejam alguma coisa faltando no capitulo me perdoem! o FF desde sempre tira minhas palavras e eu preciso ficar corrigindo quando tenho tempo ahahhaha

Até a próxima!

Beijão,

Priy Taisho.