Olá!

Caramba, não pretendia demorar tanto, mas...O tempo tá passando tão rápido né! hahah Me perdoem, juro que não foi intencional!

Esse capítulo fluiu de uma maneira diferente pra mim e nesse, não teremos lembranças do "passado".

Agradeço todos os comentários que recebi previamente e, vou respondê-los no final desse capítulo.

Sem mais delongas e esperando que vocês gostem,

Boa leitura!


Cappuccino

PARTE III

Rin serviu a si mesma de uma xícara de chá de camomila, enquanto acompanhava a conversa de Kagome ao telefone (mesmo que sem querer).

A prima que tomava banho e conciliava a tarefa com uma discussão animada com o namorado, os detalhes tão esperados para as famosas semanas de férias. Era o assunto favorito deles nos últimos dias.

— Ela não vai querer ir — Kagome enfatizou. Aquela frase em particular havia atraído a atenção da Nakamura mais do que o de costume. — Ok, ok. Você pode tentar, mas tenho certeza de que não vai.

A resposta de Inuyasha foi abafada pelo som do chuveiro.

Rin conteve um bocejo e sorveu um pouco da bebida com os olhos fechados. Os remédios para dor de cabeça que ela tomara assim que acordou estavam começando a fazer efeito, mas a moleza em seu corpo permanecia.

— Graças a Deus é sexta — Ela murmurou para si mesma, reprimindo com pouco sucesso um novo bocejo. Os olhos castanhos abriram-se instantes depois, para conferir o horário no relógio de parede próximo a ela. — Kagome, nós precisámos trocar as pilhas do relógio da cozinha — Rin aumentou a voz para avisar a prima e conferiu o horário no celular.

A verdade era que Rin estava ignorando o aparelho com todas as forças, pelo menos desde que acordara. Ela sabia que tinha ido dormir por volta de uma da manhã, falando pelos cotovelos e com apenas um par de meias.

Mas ela não lembrava em que momento a mensagem de Sesshoumaru havia chego e principalmente, não sabia quando tinha sido respondida, embora o histórico de mensagens dissesse que tudo tinha acontecido entre onze e meia noite.

Sesshoumaru:

Rin, boa noite!

Esqueci de te perguntar isso antes de nos despedirmos, quer carona amanhã para o trabalho?

Rin:

Sesshy, eiiii

Como conseguiu o meu número?

Sesshoumaru:

Ainda usamos o mesmo número de telefone de antes...

Rin:

Ah, é clarooo! Me esqueci de como você é esperto, Sesshy

Uma sequência de emojis e palavras que não faziam sentido algum foram enviadas por Rin e visualizadas por Sesshoumaru no mesmo instante.

A Nakamura, agora sóbria, desejava ter tido consciência do que fazia para evitar maiores constrangimentos na manhã seguinte.

Rin:

Você vai aparecer em frente ao meu prédio em um cavalo branco?

Sesshoumaru:

É isso que você quer? Que eu vá buscá-la com um...Cavalo branco?

Rin:

É assim que príncipes vão para os lugares, não é?

S

E

S

S

H

Y

Sesshoumaru:

Você está bem, Rin?

O restante do histórico era constituído por uma ligação (da qual Rin não lembrava, mas que tinha durado quase uma hora antes de ser encerrada) e uma mensagem de que ele a buscaria no dia seguinte...Um lembrete.

Rin conteve um grito baixo de frustração e cobriu o rosto, amaldiçoando em silêncio a segunda garrafa de vinho que Kagome tinha achado interessante abrir.

— Por que tenho a impressão de que você tá arrependida? — A voz da prima interrompeu o lamento silencioso, mesmo que Rin ainda permanecesse com as mãos no rosto por alguns instantes antes de olhá-la.

A Nakamura olhou para a prima em silêncio, avaliando a aparência de Kagome com acusação. A camisa social que ela trajava era preta, com botões perolados e mangas dobradas até os cotovelos, a calça jeans tinha um rasgo moderno em um dos joelhos e o tênis branco reluzia conforme a Higurashi se movimentava pela cozinha despreocupadamente.

— O que você fez com o seu cabelo? — Rin perguntou com o cenho franzido. A xícara de chá colada aos lábios. — E seus olhos estão mais brilhantes... — A última parte fora acrescentada em um muxoxo.

— Escovei o cabelo e passei maquiagem — Kagome explicou levando o café até os próprios lábios. Ela soltou um murmúrio de satisfação e avaliou a prima enquanto apreciava mais um gole da bebida. — Ah, entendi — Kagome apoiou o corpo contra a pia da cozinha e sorriu como quem tinha solucionado um problema. — Ressaca moral. É uma merda, né?

— Como você sabe? — Rin não tinha pretensões de esconder aquilo, mas de qualquer forma, era surpreendente que Kagome tivesse adivinhado tão rápido.

— Escutei você e Sesshoumaru conversando — A Higurashi ergueu os ombros com pouco caso. — Quer dizer, eu escutei você dizendo "Você é tão engraçado Sesshy!" e rindo como uma fangirl maluca.

Mas que merda...

— Vai me contar sobre o que conversaram? — Os olhos de Kagome brilharam com expectativa. Ela arqueou as sobrancelhas e logo a expressão divertida foi substituída por uma de compreensão. — Você não lembra?

Rin balançou a cabeça negativamente e lançou seu melhor olhar de irritação na direção de Kagome que não fazia questão de conter a gargalhada. Era ainda melhor do que a Higurashi pensava.

— Será que se eu perguntar com jeitinho o Sesshoumaru me conta?

— Você pode testar isso hoje — Rin resmungou antes de beber o restante do chá. Ela sequer tinha tido coragem de beliscar os biscoitinhos amanteigados que tinha separado para o café da manhã. — Ele vai me dar uma carona — A Nakamura suspirou e levantou da cadeira.

— É tão ruim assim? — Kagome perguntou em um tom baixo. Ela resmungou contrariada ao ser empurrada sutilmente para o lado quando Rin fez menção de começar a lavar a pouca louça da pia. — Vocês fazem um belo casal, pequena Rin — A Higurashi comentou erguendo a mão direita para ajeitar alguns fios do cabelo de Rin delicadamente.

— Isso não importa.

— E por que não?

— Não é óbvio? — Rin não olhou na direção de Kagome ao dizer tais palavras. As palavras em sua boca tinham gosto amargo. — Porque no final dos projetos, ele vai embora mais uma vez.

— Isso é pior do que quando estamos em fechamento no escritório — Kagome murmurou resignada. Ela olhava para Rin pelo canto dos olhos, aguardando alguma reação da morena que esfregava o mesmo copo por longos instantes. — De qualquer forma, você não devia pensar tanto sobre isso.

— Não estou pensando — Rin resmungou e revirou os olhos, secando as mãos com um pano verde separado especialmente para isso. — Ele que continua pedindo os cappuccinos e agora, me dá caronas despretensiosamente.

— Bom, você não devia tomar decisões sem saber quais as premissas do contrato — Kagome citou algo que havia escutado durante uma das reuniões no trabalho. — Se pensar muito no assunto, vai ficar com dor de cabeça. — Ela repetiu antes de se afastar.

— Essa é sua maneira de me animar?

— É a minha forma de dizer que você devia esperar para ver como as coisas vão se desenrolar dessa vez. — Kagome pegou um biscoitinho da mesa e mordiscou antes de rumar para a saída da cozinha. — Não será como quatro anos atrás. — A Higurashi pisca e sai da cozinha como um personagem que encerra suas ações em um dos atos de uma peça.

X-X-X

Sesshoumaru aguardava do lado de fora, apoiado contra o carro enquanto mexia no celular distraidamente. Trajava um terno escuro como o da noite anterior, com uma gravata vermelha que ele ajustou quando notou a presença de Rin.

Os olhos dourados a avaliaram com intensidade, atentos a qualquer reação que ela esboçaria. Ele lembrava claramente sobre a conversa no início da madrugada e tinha o palpite de que Rin ficaria constrangida ao vê-lo. Sesshoumaru sabia que estava certo.

As bochechas da Nakamura coraram sutilmente e ela sustentou o olhar de Sesshoumaru, parando em frente a ele com todo o resquício de coragem que ainda lhe restava.

— Olá, Rin — O Taisho a cumprimentou em um tom baixo, casual. Sesshoumaru a observava como alguém que está com a curiosidade aflorada, mesmo que seu rosto estivesse lívido de qualquer expressão que o denunciasse. — Como você está? — Ele guardou o celular no bolso da calça e abriu a porta do passageiro para que ela entrasse no carro.

— Estou bem e você? — Rin manteve o tom descontraído, mas sentia que as bochechas esquentavam a cada novo segundo sob o olhar de Sesshoumaru. Ela pressionou a alça da bolsa com as mãos e sorriu brevemente para ele antes de dizer: — Não precisa abrir a porta para mim todas as vezes.

Sesshoumaru não disse nada de imediato, limitando-se a fechar a porta quando percebeu que ela já estava acomodada.

Rin respirou fundo e colocou o cinto de segurança, fechando os olhos por um breve momento ao sentir o cheiro dele dentro do carro. O barulho da porta do motorista sendo aberta a despertou do leve transe que ela mesma havia se enfiado.

— Estou bem. — Ele respondeu por fim, olhando para ela de soslaio antes de dar a partida no carro. — Como foi sua noite? — Uma pergunta que soaria descontraída se ela não tivesse lido o histórico de conversas.

Rin mordeu o lábio inferior e manteve os olhos a frente, questionando a si sobre o porquê de ser a única constrangida naquele instante.

Era óbvio que a pergunta dele era carregada de divertimento.

— Olha, sobre ontem à noite... Me desculpe — Rin declarou sem rodeios, olhando para o Taisho pela primeira vez desde que entrara no carro. — Tinha duas garrafas de vinho, a minha prima e... Uau, eu não devia beber em uma quinta-feira.

— Por que está se desculpando, Rin? — Sesshoumaru perguntou, olhando para ela diretamente ao parar em um farol vermelho. — Tivemos uma conversa divertida.

— Eu não me lembro de nada — Ela resmungou mais uma vez constrangida. Os olhos dourados de Sesshoumaru a fitaram com interesse, absorvendo cada minúscula reação que o rosto dela exibia. Rin tinha a impressão de que Sesshoumaru podia vê-la por inteiro se continuasse a encarando daquela maneira. — Me desculpe — O pedido soara baixo, mas o leve estreitar de olhos de Sesshoumaru era uma advertência.

Ele desviou os olhos da Nakamura, focando sua atenção no trânsito em direção a cafeteria que ela administrava. Apesar do silêncio, a expressão ilegível do homem era marcada por um franzir de sobrancelhas que deixava explícito seu incomodo pelo rumo que a conversa tomou.

Rin tentou manter os olhos para o lado de fora, para as pessoas nos pontos de ônibus, em direção aos motoristas dos carros vizinhos e para o colégio repleto de estudantes aguardando a abertura do portão, mas seus olhos insistiam em traí-la a todo instante, mirando Sesshoumaru com interesse pouco disfarçado.

Ela queria saber o teor da conversa, era claro. E não saber como abordar o assunto a incomodava.

— Estou incomodado. — Sesshoumaru ecoou os pensamentos de Rin, atraindo a atenção dela em definitivo. — E não se desculpe novamente, Rin — Ele advertiu quando notou o que ela estava prestes a dizer.

— Eu...

— Foi a primeira conversa que tivemos desde que retornei — Sesshoumaru a interrompeu, mantendo os olhos a frente como se aquilo o ajudasse a falar. — Uma conversa de verdade.

— Mas...

— Não foi uma conversa de verdade se você não se lembra — Sesshoumaru continuou. Faltam apenas duas ruas para que eles chegassem à cafeteria. — É frustrante.

— Sobre o que nós conversamos? — Rin perguntou em um murmúrio.

— Sobre a noite e de como você... — Sesshoumaru molhou o lábio inferior com a ponta da língua e sorriu minimamente. — Como você perdeu um par de meia.

— Ah, não — Rin desviou os olhos, mas riu baixo. Da sensação frustrante de não encontrar o par de meia durante a noite ela lembrava. — Você chama isso de conversa de verdade? — Ela arqueou as sobrancelhas, enquanto sentia que o clima dentro do carro havia se transformado em algo leve novamente.

Sesshoumaru manteve o sorriso nos lábios enquanto estacionava de frente para a cafeteria. Ele se virou na direção de Rin, desprendendo-se do cinto de segurança para poder olhá-la sem maiores impedimentos.

As mãos dela permaneciam sobre a mochila, pressionando o tecido com a ponta dos dedos. Os olhos castanhos fitavam o Taisho com brilho de expectativa.

— Você não aceitou nenhum dos meus cappuccinos.

Rin não conseguiu conter o riso. Começou com algo baixo, incrédulo, acompanhado de um sutil arregalar de olhos repleto de surpresa. Logo Rin cobria a boca com a mão direita e tentava conter a risada enquanto Sesshoumaru permanecia em silêncio.

E ela só não parara antes porque ele também ria, de maneira muito mais comedida do que Rin, mas ainda assim um sorriso brincava nos lábios do Taisho que havia proferido tal frase como uma birra.

— Sesshoumaru — Rin o chamou ainda com a voz risonha. — Eu ainda não leio mentes. — Ela ainda soava divertida ao repreende-lo sutilmente.

— Esperava que a sua curiosidade sobre os cappuccinos fosse maior — Ele respondeu com naturalidade. Sesshoumaru apreciava o riso de Rin, era como uma canção que podia ser cantarolada apenas por ela. — Sabe que eu...

— Você odeia cappuccinos. — A Nakamura completou e revirou os olhos. — E ainda assim, você preferiu gastar tanto dinheiro em algo que não ia beber?

— Estava esperando por você. Todo esse tempo.

Rin piscou algumas vezes e não soube o que responder. O sorriso nos lábios de Sesshoumaru havia desaparecido, sendo substituído por um olhar carinhoso que há muito ele não demonstrava.

Ela sentia que o próprio coração batia descompassadamente contra o seu peito, assim como o calor que se concentrava em suas bochechas. Rin estava corando, por Sesshoumaru, mais uma vez.

— Está falando sobre essas últimas semanas?

— Sobre os últimos quatro anos.

Rin congelou e entreabriu os lábios, sem sentir que era capaz de pronunciar uma palavra sequer. Ela conseguia sentir a batia do coração em seus ouvidos, o nervosismo que fazia com que suas mãos tremessem e de sua garganta seca que impedia que as palavras fossem proferidas.

— Não pode aparecer aqui e dizer uma coisa como essa — Rin disse com descrença. — É loucura, Sesshoumaru. Você não...Você não pode. — A ênfase era para o Taisho, mas Rin parecia repetir aquilo para si mesma.

— Por que é tão difícil aceitar? — Sesshoumaru questionou. Ele estava contrariado, mesmo que soubesse que Rin teria uma reação como aquela. Ele ainda a conhecia bem. — Por que...

— Porque você vai embora quando seus projetos acabarem. — Rin o interrompeu, preparando-se para sair do carro quando a mão dele a impediu. Ela fechou as mãos em punhos e respirou fundo, lutando contra as próprias emoções. — Você quem foi embora há quatro anos, não eu. Eu fiquei aqui, ainda estou aqui.

Sesshoumaru queria bradar que ela o havia incentivado a ir. Que ela tinha sido a responsável por ele entrar no maldito avião enquanto Rin o observava do portão de embarque.

A mão que ainda segurava o pulso de Rin se desvencilhou aos poucos e foi erguida na direção do cabelo dela, colocando algumas madeixas escuras para longe do rosto dela. Sem que Sesshoumaru desse conta, ele tocava a face de Rin, guiando-a na direção dele, para que ela pudesse olhá-lo nos olhos.

Sou uma opção tão ruim assim?

As palavras de Sesshoumaru despertaram uma lembrança que estava quase esquecida na mente de Rin. O aniversário de Miroku, a primeira vez que ele havia lhe tocado o rosto daquela forma, acariciando a pele dela como uma boneca frágil que podia facilmente ser quebrada pelo mais simples toque descuidado.

— Sesshoumaru...

— Um cappuccino. Me deixe te pagar um cappuccino. — Ele declarou notando o olhar indeciso da Nakamura. — E então...

— Você se lembra do que eu te disse aquela noite? — Rin perguntou após fechar os olhos brevemente. O toque de Sesshoumaru era aconchegante, acalentava toda a recusa que sua mente insistia em ter.

— Eu me lembro.

— Você é a minha melhor opção, Sesshoumaru. — Ela recitou antes de abrir os olhos. — É por isso que tenho medo.


Continua... O que acharam?

O aviso de sempre: me perdoem caso vejam palavras faltando, desde sempre o ff vive tirando palavras aleatórias dos meus capítulos e eu preciso corrigir quando tenho tempo ahahha

Beijão e até a próxima!

Respondendo reviews do capítulo anterior:

Autumnbane:

Olá, tudo bem?

Obrigada pelo comentário! hahaha eu não aguento esses dois, sinceramente. É muito nítido que os dois querem, né?! Aos poucos o quebra cabeça vai ser solucionado, prometo! Beijão.

Analoguec:

Oieeeeeeeee! Turu bom?

Já disse que é uma HONRA que você acompanhe a minha história? Porque é! ahahah Espero que agora você esteja se sentindo melhor (inserindo um coração aqui haha). Eu amo esse casal, juro! ta tão na cara que eles querem um ao outro, por que resistir né?!

E fico feliz em saber que você está gostando, sériooo! To trazendo pra essa fic meu primeiro teste com essa história contada em paralelo presente-passado e fico feliz que até aqui as coisas estejam claras. Quanto a quantidade de partes ainda não sei...A principio seriam em 3, mas ainda estou chegando na metade das coisas que eu planejei a princípio...No momento sei que não acaba no próximo e nem depois do próximo hahaha Obrigada por ler e por comentar, beijão!

Ayame Tarimoto:

Oiee, tudo bem?

Os dois são uns amorzinhos né? sou apaixonadaaa! Obrigada por ler e comentar, beijão!

DindaT:

Olá! Tudo bem?

Ai, fico feliz em saber disso...Muito obrigada por acompanhar a história, é a minha primeira desse casal hahah Obrigada por ler e comentar, beijão!

Yayoi:

Olár, tudo bem?

Fico feliz que esteja gostando! :) Obrigada por ler e comentar, beijão!

Caribdis:

Olár, tudo bem?

AAAAAA, muito obrigada por acompanhar, de verdade. Fico feliz que você está gostando, beijão!