Orario, esse é o nome da cidade onde os sonhos de todos os homens e mulheres se realizam, essas palavras são populares por todo canto do mundo. A cidade labirinto como é conhecida, proporciona tudo que uma pessoa possa querer, fama, dinheiro, poder e até amor.
O motivo dessa cidade ser tão especial? É muito simples para falar a verdade, Orario têm apenas um labirinto subterrâneo conhecido como masmorra, acima tinha uma cidade enorme. A cidade, ou melhor, a cidade que floresceu por causa da guilda que gerenciava a masmorra, tinha uma variedade de pessoas vivendo nela, não só seres humanos, mas também de outras raças.
Quanto às pessoas que entram na masmorra e continuam a obter o pagamento de lá para garantir seu sustento, eles são chamados aventureiros, existem inúmeros por toda Orario, espalhados por todos os cantos da gigantesca cidade.
A cidade onde os sonhos se realizam
Muitos homens e mulheres vão até a cidade por conta dessas palavras, mas havia um evento em especial que mudaria o rumo que essa "pacífica" cidade estava tendo, isso era…
(Em algum lugar de Orario)
Piscar
Em um quanto vazio e sem graça como o de qualquer hospedeira, habitava um homem que olhava com nítidez para o teto.
Não era muito completativo, ele apenas manteve seus olhos no teto nas últimas horas esperando o amanhecer. Alguns diriam que era uma ação tediosa, mas dada as origens do homem, era realmente um presente pode ter tanto tempo apenas para não fazer nada.
Clarão
O sol finalmente chegou aos seus olhos, fazendo ele se levanta instantaneamente, e começa a se preparar para um novo dia.
Depois de se aprontar, o homem se pegar olhando para o reflexo do espelho.
O seu cabelo loiro liso perfeitamente alinhado sobre um rosto forte e delicado. Olhos azuis esverdeados, cravados no fundo das órbitas, observam atentamente sua atual aparência. Orelhas pontudas que deixava uma lembrança convincente de talentos ocultos, que sua natureza claramente elfica representava.
Este é o rosto de Kunihito Xiloscient, uma verdadeira anomalia entre a raça elfica. Ele se destaca acima dos elfos, por conta de sua estatura grande, chegando ao 1,81 realmente impressionante para natureza da sua raça.
Suas roupas consistiam em um paletó azul com detalhes em branco, e uma camisa branca por baixo que dava destaque a sua gravata azul escuro que tinha contraste com um kimono azul com detalhes em dourado, além de uma fita laranja que sobrepunha seu torso onde dava destaque a uma medalha dourada que ficava apenas um pouco acima do seu abdomen. Suas calças eram cinzas que davam contraste ao resto do seu vestuário como seus sapatos pretos.
Em questão de armadura, ele usava ombreiras claramente orientais que iam até seus cotovelos, elas eram negras com detalhes em azul. As braçadeiras feitas obviamente do mesmo material apesar de um leve detalhe em laranja, cobriam todo seu anti-branço deixado apenas a palma da mão e os dedos descoberto da armadura. E por fim, a joelheira que chegava até os seus sapatos.
E por cima dessa aparência bonita e roupa/armadura elegante, havia um manto esfarrapado que cobria suas costas e era aberto pela frente, e por agora tinha seu capuz abaixado.
Há algo de encantador nele, talvez seja sua natureza elfica ou talvez seja simplesmente seu manto esfarrapado misturado com o paletó/kimono/armadura claramente de bom material que lhe dava um ar curioso.
O loiro então vai até sua espada do lado cama e a pegar levando o punho dela perto dos seus lábios.
É uma espada dourada de duas mãos com uma joia azul embutida no punho que possui uma magnificência e enormidade que faz parecer que foi criada por mãos desumanas.
— O Dragão Maligno será derrotado. Tudo será separado em luz e sombra. Neste momento, o mundo atinge seu crepúsculo. — Ele recita e então beija o punho da espada.
No momento seguinte ele prende a bainha nas costas e guarda sua lâmina.
Toc
Toc
Os dois toques foram ouvidos pelo loiro, Kunihito vai então até a porta e abre — Sim? — Ele responde o "chamado" da figura.
Ela tem cabelos grisalhos azulados que ela mantém amarrados com um pequeno nó em estilo rabo de cavalo. Seus olhos são da mesma cor que seu cabelo e ela tem uma pele lisa de cor pêssego claro. Ela usa uma blusa branca com uma saia longa na altura do joelho cor de folha. Ela também usa um meio avental ligeiramente longo em volta da cintura. Ela usa um par de botas marrons sobre meias pretas.
Essa era Syr Flova, a alma "gentil" que "acolheu" Kunihito em momentos de necessidade. Ele não gostava ou precisava dela, logo… Ele era um tanto hostil quanto a mulher.
— Ah, é você… — Kunihito disse com um suspiro cansado propositalmente para mostrar seu desgosto pela mulher.
Uma marca de irritação apareceu atrás da cabeça da mulher e ela claramente pareceu descontente com tratamento recorrentemente, mas tentou ignorar atrás de sua fachada de bom humor que usava com seus clientes.
— Kunihito não precisa ser rude, eu apenas vim acorda-lo para caso ainda estivesse dormindo. — A mulher reclamou com um beicinho fofo.
Kunihito balançou a cabeça de forma esnobe — Sinceramente, é dificil lidar com mulheres que caiem aos meus pés, sério vocês humanos realmente adoram enfiar o nariz onde não são chamados, não vou renegar tal comportamento por que infelizmente está na sua natureza, mesmo assim… — Ele estreitou os olhos fazendo questão dela ver claramente seu descontentamento — É tão irritante! — Lamentou o comportamento da mulher.
Syr pareceu ficar mais cabisbaixa pela forma sacastica e exasperada que Kunihito reagiu com sua suposta boa ação, ela ia se desculpar, mas antes que pudesse uma mão chegou a sua cabeça e acariciou sem jeito.
— Bom, pelo menos é um comportamento de certa forma agradável, logo você está 20% perdoada pela sua natureza irritante. — Ele se expressou com um sorriso agradável.
Kunihito não era uma pessoa ruim, apenas dificil de lidar por sua personalidade passivo-agressiva, algo que Syr diria é que ele é um tsudere.
O pensamento fez Syr rir levemente — Kunihi… — As palavras morreram na sua boca quando sua cabeça foi golpeada.
— Quantas vezes eu tenho que dizer que deve se referir a mim como Xiloscient-sama. — O loiro declarou com irritação na sua voz.
"De volta ao modo tsun-tsun" Syr pensou, claro que ela nunca diria isso em voz alta.
— Bem, Kunihito-san, você deve saber mais do que ninguém como seu sobrenome elfico com honoríficos do Extremo Oriente soam estranho… — Syr escolheu suas palavras cuidadosamente para o homem a sua frente não ativar seu modo tsun-tsun máximo contra ela.
Kunihito pareceu refletir por alguns segundos — De fato, não faz sentido eu desejar que outros vejam minha pessoa de forma estranha por conta de uma pronuncia estúpida. — O loiro concluiu, mas Syr não escapou.
Pancada
— HEIN! POR QUE VOCÊ ME BATEU DESSA VEZ!? — Ela gritou irritada. Foi bem engraçado para dizer o mínimo, o loiro não bateu nela com tanta força foi apenas um cascudo fraco que é usando como forma de punição para crianças de seu país de origem, e a punição parecia condizer muito com a atitude infantil e feições fofas de Syr.
— Por não me alertar mais cedo pelo meu erro tolo. — Kunihiro declarou, erguendo o queixo por sinal.
Suspiro
Syr bufou como uma criança birrenta — Então… Você vai para masmorra hoje? — A garota questionou.
— O que me entregou? Talvez as partes da minha armadura reluzente, ou talvez a espada enorme das minhas costas? — O sarcasmo não pode deixa de aparecer instintivamente na resposta óbvia para pergunta da garota.
Syr novamente bufou e fez beicinho — Kunihito você não se sente mal por ser tão rude com uma senhorita? — Ela então olhou bem para o sorriso irônico que ele dava a ela.
— Você pode achar que sim, mas eu não me sinto não. — O loiro comentou — Aproposito, você está me parando nesse local a muito tempo já, poderia me dizer logo o que você quer, estou ficando cansado desse diálogo pateticamente eloquente. — Mesmo ao adicionar de forma rude a sua pressa, Syr sorriu.
— Imagino que deseje comer antes de partir para um bom dia de trabalho dur…— Ela foi cortada antes de encerrar sua frase.
— Estou fora. — Kunihito com isso dito empurrou levemente a garota para o lado e começou a ser distanciar.
— Ei! Denovo não, Kunihito o café da manhã é a refeição… — Suas palavras cairam em ouvidos surdos depois que homem desceu as escadas, deixado a garota falando sozinha e bufando de forma exasperada.
(Andar de baixo)
— Essa garota as vezes consegue ser um pé no saco, humanos são realmente chatos de lidar. — Kunihito murmurou de forma mal-humorada.
O som desagradável do homem se queixando não passou despercebido pelos funcionários que residiam a baixo.
Aproposito, onde Kunihito estava atualmente alocado, não era uma pousada ou coisa do tipo, era um Pub conhecido como Anfitriã da Fertilidade, como ele acabou aqui? Ele foi forçado por uma garçonete que ele tinha certeza que era bipolar, mas isso era uma história para outra hora.
— Problemas no paraiso? — O tom malicioso veio de Anya Fromel, ela realmente não perdia uma oportunidade de insinuar sobre a relação das pessoas, provavelmente por isso que vivia sozinha até hoje mesmo sendo bonita, pelo menos essa era a conclusão que Kunihito havia chegado.
Anya tem cabelos e olhos castanhos com orelhas de gato e uma cauda da mesma cor. Ela geralmente usa o uniforme da Anfitriã da Fertilidade.
— Não tão grande quanto os seus, gatinho. — Kunihito rebateu de forma rude que apenas Anya rir da sua natureza frívola.
Kunihito tinha o hábito de se referir as pessoas por sua raça, era estranho e muitas vezes ele tentava fazer parecer que era ofensivo de forma irônica, mas para qualquer pessoa que tivesse um cérebro funcionado não soava ofensivo por ele apenas literalmente os chamar por sua raça, era estranho? Era, mas não parecia realmente um ataque a pessoa… Pelo menos comparado com o que ele fazia com…
— Anya, por favor não perturbe nosso hóspede. — Sua colega de trabalho repreendeu a garota gato.
Essa era Ryuu Lion. Ela é uma elfa feminina com olhos azuis e cabelos verdes. Ela é extremamente bonita com a pele branca como a neve, fazendo com que ela seja chamada de fada em várias ocasiões. Ryuu é frequentemente vista em uma roupa de empregada verde com uma faixa branca de babados, avental branco combinando e um par de botas marrons sobre leggings pretas
— Eu agradeço suas preocupações Majestade, mas considero o fato do gatinho aqui tenta ser irritante, bem revigorante, pelo menos ela está agindo de acordo com sua natureza ridícula de querer atenção do alheio, será que vossa Majestade poderia ao menos permitir isso para nós os pobres mortais? — Dessa vez o sacasmo não foi nenhum pouco disfarçado, era bem claro que ele não gostava nenhum pouco de Ryuu.
Não foi a primeira e nem a ultima vez que isso aconteceu, desde o primeiro contato que ambos tiveram, antipátia por parte de Kunihito foi bem aparente para todos.
Ryuu nunca havia feito nada para ele, então só restava uma conclusão para todos. Ele odiava elfos por algum motivo, alguma coisa aconteceu no passado que fez ele ter odio de sua raça, o que deixava muito subjetivo o motivo dele rotular todos que interagia por sua raça.
Ryuu não guardava ranço e nem achava realmente desagradável as poucas trocas de palavras nada amistosas por parte do loiro, pois era bem claro o motivo de tudo isso.
Por mais que fosse bem disfarçado abaixo capuz que constantemente Kunihito usava, ele tinha um par de orelhas pontudas de natureza elfica, mas ele não era um elfo puro… Ele era claramente um meio-elfo, não era preciso ser um gênio para saber o provavelmente ocorreu, uma boa parte dos elfos de sangue puro tratavam meio-elfos como lixo, nada além de mestiços de sangue impuro.
Kunihito se encontrou com esse tipo com toda certeza, o que gerou esse ódio por todos os elfos de sangue puro e esse fato dele rotular as pessoas por suas raças… Deve ter sido um inferno.
Mesmo assim Ryuu acreditava que ele sábia que isso era errado e mesquinho da parte dele culpa todos os elfos por ações que muitos são contra e não tiverem nada haver. Por isso nunca foi realmente um ataque pessoal, apenas piadas irônicas, sacasmo e apelidos de mal gosto, ela podia lidar com isso.
Ryuu preferia não rebater pois não fazia sentido e ela de certa simpatizava com o homem. Conversa sobre o caso também estava fora de questão eles eram estranhos um para o outro, ela provavelmente apenas acabaria piorado a imagem dos elfos para o loiro, então o caminho que ela decidiu seguir foi ser pacífica o máximo possível.
Mas claro se ele passasse dos limites com ela ou uma de suas colegas de trabalho…
Ela duvidava que chegaria a tanto, ele parecia ter o mínimo de caráter pelo menos.
— Bom dia, Xiloscient-sama. — Ryuu cumprimentou o meio-elfo educadamente.
Devido a recente descoberta desagradável que o loiro teve o desprazer de perceber, ele reparou em como seu sobrenome soava sendo dito dessa forma, realmente angustiante…
— Kunihito, apenas Kunihito daqui para frente. — O meio-elfo instruiu, então voltou a caminhar em direção à saída do Pub, deixado as duas mulheres para trás.
Assobio
Anya olhava maliciosamente para Ryuu — Pelo visto o nosso garoto bonito está caído no seus encantos, pobre Syr. — A gata disse dramaticamente.
Ryuu não prestou atenção nos comentários indesejados de sua colega de trabalho, ele realmente foi pegar de surpresa com as instruções do meio-elfo, realmente para ela parecia que ele estava dando um passo para frente para superar sua hostilidade contra elfos de sangue puro… Para o azar dela, ela não podia está mais errada.
(Guilda, Lado de fora)
Kunihito então chegar na guilda dos aventureiros. O objetivo principal da Guilda é gerenciar a ameaça de monstro criada na masmorra. Além disso, a Guilda compra pedras mágicas, solta itens e mapas da masmorra criados por aventureiros. A Guilda também fornece armas e armaduras para novos aventureiros que estão apenas começando.
A equipe da Guilda também assume a posição de conselheiros para aventureiros, frequentemente sugerindo a que profundidade um aventureiro deve ir em uma masmorra de acordo com seu nível e habilidades, bem como avisando-os de quaisquer perigos especiais de certos andares e como se preparar contra eles.
Era bem prático para dizer bem a verdade, se existisse algo assim na sua terra natal, provavelmente não haveria tanto derramamento de sangue por lá.
Kunihito então parar de admirar o edifício é decide adentrar o local. Seus olhos imediatamente se moveram para a sua atual conselheira, ele então caminhou para ela.
A mulher estava de cara com um livro sem prestar atenção ao seu redor. Kunihito não pode deixar de achar divertido sua falta de atenção visto que ela estava em horário de trabalho e um trabalho que por falta de atenção da guilda pode custar vidas, logo sua expressão facial escondida agora pelo capuz, ficou mais leve pelas travessuras da mulher.
Sua conselheira tinha um par de orelhas pontiagudas e olhos claros, cor de esmeralda. Seu cabelo, na altura dos ombros, era castanho e tinha um bonito brilho. Esta bela aparência não era do mesmo tipo que a dos elfos, que parecia ser pura e sem falhas, mas sim um tipo natural que deixava claro que ela era uma mestiça. Ela usava um uniforme da guilda em seu corpo magro, uma calça preta e top da mesma cor, tornando-a extremamente linda. Essa era Eina Tulle.
(Com Eina)
Como recepcionista de gestão da Masmorra, sua manhã não estava muito ocupada, uma vez que basicamente todos os aventureiros estavam dentro da Masmorra naquele momento. Assim, ela tinha tempo livre para ler livros.
Ela então derrepente sentiu um olhar um tanto penetrante preenche seu ser, Eina Tulle tirou o foco do livro em sua mão e levantou a sua cabeça ficando de cara com um jovem de expressão divertida.
Ela sabia exatamente quem ele era, Kunihiro um aventureiro da pequena família que atualmente não estava em Orario, ele havia se registrado a algumas semanas na guilda… E com isso em mente sua expressão ficou levemente sombria.
— Que expressão horrível, o que houve? Espera, ja sei! Seu shappo de lavanda acabou e não conseguiu achar outro da mesma marca! — Kunihito declarou com um leve sorriso no rosto.
Eina não riu da brincadeira, eles tinham uma relação amigável, mas agora não era hora para risadas.
— Kunihito-san, eu temo já te avisado você sobre o imposto que cada família deve pagar para guilda para adentrar a masmorra… — Eina começou o diálogo — Normalmente para famílias iniciantes demora alguns meses para começamos a cobrar esse imposto, no entanto, a Família deve ao menos ter sido devidamente apresentada a guilda em primeiro lugar, o que não é o caso da sua. — Eina lamentou um pouco teque dar essa notícia…
— Mas se seu Deus não se apresentar na guilda nos próximos 3 dias, teremos que suspender temporariamente sua idas a Masmorra. — A meia-elfa concluiu.
Kunihito não parecia nem um pouco abalado e muito menos surpreso, ele apenas continuou com a mesma expressão serena — Entendo é realmente uma pena, acho que terei que arrumar outra forma de ganhar dinheiro. — O loiro contemplou para sí mesmo.
Isso deixou Eina realmente frustada pela forma leve que lidou com isso rapidamente — Kunihito-san, por favor não aja tão naturalmente sobre isso, a uma forma muito fácil de lidar com isso, seu Deus claramente não dar a mínima para você, o mais lógico para você séria adentrar outra família. — Eina declarou.
Kunihito balançou a cabeça — Isso está fora de questão, e eu agradeceria se você não tirasse conclusões sobre mim e meu Deus sem nem mesmo nos conhecer. — O meio-elfo então se virou e caminhou para a saída.
— Até a pró-xi-ma, Eina-san. — Ele fez questão de cantarolar em um tom distante enquanto se distaciava sem chance para diálogo.
Suspiro
— Como ele pode está tranquilo sobre tudo? — A meia-elfa se perguntou.
Eina conhecia Kunihito a poucas semanas, mas eles tinham desenvolvido uma amizade amistosa até então, ele era muito relaxado para o gosto dela… Era realmente frustrante que ela logo perderia um bom amigo por conta de um Deus idiota, que Kunihito se recusava até mesmo de revelar o nome.
(Praça do amor, algumas horas depois)
A vontade de ir para masmorra havia indo embora depois da breve conversa com Eina.
Ele não estava realmente chateado nem nada, apenas era um sentimento estranho que ele tinha sobre esse lugar desde que chegou, Orario a cidade onde os sonhos se realizam, um lugar onde ele tinha liberdade para fazer o que quiser…
Realmente estranho, ele perdia e ganhava coisas o tempo todo na sua vida toda, nada nunca se manteve e ele mesmo nunca teve realmente vontade de manter algo duradouro, nada que valesse realmente o esforço… Mas por alguma razão ele não pôde mais ser um aventureiro e não puder entrar mais na masmorra deixava ele com um gosto amargo na boca, ele queria fazer algo a respeito…
Ele só precisava trazer seu Deus até Orario e terminar com a estúpida burocracia que precisava exclusivamente do Deus, mas ai entrava o seu principal problema, ele não tinha nem um Deus para começo de conversa para recorrer…
A vida era um saco mesmo para um trapaceiro como ele.
(Fim do capítulo)
