Capítulo 6
Sun follows rain, Strength follows pain
(O sol segue a chuva, a força segue a dor)
Oh, we will find a way
(Oh, vamos encontrar um caminho)
Manny nem sequer conseguiu dormir naquela noite com medo da reação de Corina à visita de Jenny e, pela manhã, ao constatar que ela não chegara no horário usual, temeu nem mesmo ter a chance de se explicar. Ele ficou na porta da casa andando de um lado para o outro e verificando seu relógio constantemente, porém não havia sinal dela.
Finalmente, quando Manny já estava pensando em ligar para o trabalho e informar que não poderia ir, Corina surgiu na entrada da casa, descendo do carro de um homem. Ela parou na janela e se despediu dele com um sorriso antes de se dirigir à residência com uma expressão de raiva.
— O ônibus atrasou — ela murmurou entredentes adentrando a casa sem olhar para a cara dele.
Manny a seguiu também com o cenho franzido. Quem era aquele homem que a trouxera, afinal?
— Corina, quem era aquele cara? — perguntou, porém ela continuou seguindo em direção à cozinha sem lhe dar atenção. — Será que você pode olhar pra mim e me responder?
— Não é da sua conta — ela retrucou colocando seu avental ainda sem encará-lo.
Por um milagre, Molly ainda não havia se levantado ou estaria presenciando a cena que se desenrolava entre eles.
— O quê? — Manny indagou chocado. Sabia que a aparição de Jenny causaria danos, mas não imaginara que Corina o trataria como se fosse um estranho. — Que eu saiba temos um relacionamento e vamos nos casar. Como isso poderia não ser da minha conta?
Corina, que havia começado a juntar os ingredientes para preparar o café da manhã de Molly, bateu um copo sobre a mesa e o encarou com fúria.
— Um relacionamento tão importante que você passou a noite com outra, não é? — ela disse cruzando os braços. — Bem, se você pode andar por aí com outras mulheres, eu também posso sair com outros homens.
Manny engoliu em seco e sentiu o ar lhe faltar.
— Você está dizendo que passou... Passou a noite com aquele homem?
Corina pensou em responder que sim, por conta do desaforo que tivera que engolir na noite anterior, mas não conseguiria mentir a esse ponto.
— Anthony foi na casa da minha irmã ontem à noite, sim, mas não dormimos juntos, se é isso o que quer saber — respondeu séria. — E hoje de manhã ele me deu uma carona quando o ônibus não passou no horário, mas, como eu disse, isso não é da sua conta.
Corina lhe deu as costas para continuar com seus afazeres, porém Manny segurou seu braço e fez com que ela o encarasse. Não podia deixar que as coisas entre eles terminassem daquele jeito.
— Eu entendo sua raiva e entendo que queira se vingar de mim, mas acha mesmo que eu teria coragem de trair você desse jeito? Acha que eu conseguiria ir pra cama com outra mulher se amo você? — indagou acariciando os braços dela. — Jenny é uma amiga.
— A mesma que estavam empurrando pra cima de você — ela resmungou enciumada e Manny teve que se controlar para não sorrir diante disso, ou acabaria numa situação muito pior do que a presente.
— Sim. Mas eu nunca quis nada com ela. Você sabe disso — explicou. — Ontem ela ficou sabendo da minha promoção e veio até aqui me felicitar. Eu não esperava por isso e teria dito que já tinha companhia, mas você me pediu pra manter nosso relacionamento em segredo. Eu não sabia o que fazer.
— Então, simplesmente, passou um tempo se divertindo com ela. Eu entendo — Corina disse com ironia e Manny suspirou.
— Eu não me diverti nem um minuto desde que ela colocou os pés nesta casa e você saiu. Não dormi também, pensando em como me desculpar. E agora vi você saindo do carro daquele sujeito; o mesmo que estavam empurrando pra cima de você — ele disse usando as palavras dela. — Estou uma pilha de nervos. Por muito pouco não o fiz descer do carro e lhe dei um soco.
— Manny...
— Estou falando sério, Corina — ele insistiu. — Quase morri de raiva quando você insinuou que havia passado a noite com ele.
— Agora você tem uma noção do que eu senti ontem, então — ela replicou ainda irritada.
— Foi horrível. Eu sei. Prometo que isso nunca mais vai acontecer — Manny afirmou segurando-a pelos ombros. — Hoje mesmo todos vão saber que estamos juntos e que logo estaremos casados. Isso é, se você ainda quiser casar comigo.
— Nós havíamos combinado...
— Não me importa o que havíamos combinado. Não quero correr o risco de te perder por uma bobagem dessas. E não quero aquele Anthony correndo atrás de você.
Corina acabou rindo ao ouvir a última parte.
— Ciumento.
— Olha quem fala. Pensei que você fosse me matar alguns minutos atrás — ele disse rindo também. — Eu te amo — murmurou antes de encostar seus lábios aos dela, num beijo apaixonado.
— Eu também te amo — Corina respondeu quando se afastaram.
Manny respirou fundo sentindo-se aliviado.
— Fico feliz em ouvir isso — ele falou sorrindo, beijando a testa dela. — Então, estamos bem?
— Estamos bem — ela disse sorrindo também e Manny a abraçou feliz.
— Eu queria ficar, mas já estou atrasado — explicou quando se separaram. — Nossa comemoração foi interrompida ontem, mas hoje vai dar tudo certo. — Ele começou a se encaminhar para a porta e ela o acompanhou. — Quando eu voltar, contaremos tudo à Molly, certo? Já chega de segredos.
— Tudo bem — Corina concordou, embora ainda se sentisse receosa quanto àquela decisão.
— Ótimo! Só espero que não faça essa cara quando contarmos a ela, ou Molly vai pensar que estou te obrigando a casar comigo. — Ela riu e o ajudou a ajeitar a gola do terno. — Até mais tarde — concluiu dando um beijo rápido no rosto dela.
— Até mais — Corina respondeu correspondendo ao beijo.
Fora um ato involuntário dos dois, mas isso apenas serviu para mostrar que já se comportavam como marido e mulher, mesmo que ainda não estivessem casados.
There is a plan, peace follows understanding
(Há um plano, a paz segue a compreensão)
Ohhh, we will find a way
(Oh, vamos encontrar um caminho)
Quando chegou em casa, Manny percebeu que Corina estava ansiosa diante da perspectiva de contarem a Molly que iriam se casar. De certa forma ele podia compreendê-la, mas tinha certeza de que tudo daria certo, afinal, Molly a adorava.
— Temos uma novidade pra você, Molly — Manny falou ao sentar sua filha no sofá da sala. Ele trocou um olhar com Corina que, apesar de ainda parecer receosa, sorria.
— Você e Corina vão se casar? — a menina perguntou animada para surpresa dos dois.
— Bem, vamos — ele respondeu confuso. — Como você sabia?
— Eu pedi pra mamãe fazer isso acontecer lá do céu — Molly disse empolgada e ficou de pé no sofá para abraçar Corina, que se aproximou dela.
— Então, tudo bem por você? — Corina perguntou abraçando-a amorosamente e Molly assentiu rindo, fazendo com que todos os temores dela se afastassem.
Assim que elas se separaram, os três se sentaram no sofá com Molly entre eles.
— Fico feliz que tenha aceitado a notícia tão bem, Molly — Corina falou acariciando o rosto dela. — E quero que saiba que em nenhum momento vou tentar roubar o lugar da sua mãe. Eu amo você e você pode me ver como uma amiga sempre.
— Mas eu posso te chamar de mãe, né? — Molly indagou preocupada, fazendo Corina sorrir emocionada.
— É claro que pode — ela respondeu voltando a abraçar a menina. — Sempre que quiser.
— Obrigada. Vai ser muito legal poder dizer que tenho duas mães. — Os olhos de Corina ficaram marejados e Manny segurou a mão dela. Também estava muito emocionado e feliz.
— Já vi que agora vou sair perdendo — ele comentou num tom brincalhão. — Todos os seus abraços são pra Corina. — Molly riu divertida e soltou Corina para poder abraçar seu pai também.
Logo os três dividiam um abraço, felizes diante das inúmeras possibilidades que o futuro guardava.
And in the long run, all things happen for a reason
(E na longa corrida, todas as coisas acontecem por um motivo)
Though it's hard sometimes believing what that means
(Embora algumas vezes seja difícil acreditar no que isso significa)
Manny decidiu que seria melhor ir até a casa de seus pais para lhes dar a notícia de seu casamento, e fez isso na noite do dia seguinte, logo depois que Corina foi para casa. Porém, antes mesmo que sequer pensasse em formular o que diria, sua mãe o arrastou para a cozinha com a desculpa de que precisava mudar a lâmpada da geladeira. Molly ficou na sala com o avô.
— Não tem nada de errado na geladeira, mãe — ele falou após verificar o utensílio e se virar para encará-la.
— Eu sei. O que quero dizer não tem nada a ver com a geladeira — Eva afirmou séria.
— Então o que...
— Quero falar sobre Corina e Molly. Você não acha que sua filha tem passado tempo demais com a empregada? — ela questionou apontando a menina que limpava a mesa de centro enquanto cantarolava sacudindo suas tranças.
Molly era a o retrato de uma criança feliz e despreocupada, então Manny não entendia de onde sua mãe tirara aquela loucura.
— Só porque ela está limpando os móveis? Pelo amor de Deus, mãe! — ele se recostou contra a pia indignado. — Corina foi a melhor coisa que aconteceu à Molly. Ela só falta brilhar de tanta alegria.
— E é só por isso que mantem essa empregada? — ela perguntou com um olhar que indicava saber muito mais do que dizia.
Manny se perguntou se ela, de alguma forma, descobrira sobre o envolvimento deles.
— O quê? Se a senhora quer me dizer alguma coisa em específico, sugiro que seja mais direta.
— Pois muito bem — Eva concordou. — Sua vizinha me ligou e disse que o viu trocando beijos com ela na entrada de casa. O que tem a me dizer sobre isso?
— Isso é doentio. Doentio — Manny respondeu com raiva. — Quem essa mulher pensa que é pra tomar conta da minha vida? E ainda veio fazer queixas à senhora — comentou rindo sem qualquer humor na voz. — Por acaso ela pensou que a senhora teria o poder de me colocar de castigo?
— Você não nega que a beijou na entrada de casa, então? — ela insistiu focando na única informação que lhe interessava.
— Não nego e afirmo que vamos nos casar — concluiu sério.
— Manny! Você ficou louco? — Eva questionou segurando-o pelo braço. — Já pensou nas implicações disso? No que as pessoas vão pensar?
— Estou pouco me lixando pras pessoas. A essa altura da vida, esperava que a senhora me conhecesse bem o suficiente pra saber o que acho sobre convenções sociais.
Anos atrás fora difícil para Eva aceitar que seu filho optara por não seguir nenhuma religião e era com amargor que se lembrava disso.
— Esta é uma decisão que não afeta apenas a vocês. Já pensou nisso? Molly é apenas uma criança, não vai entender...
— Molly adorou a notícia, mãe. Ficou encantada e ansiosa em ter Corina como madrasta — Manny retrucou. — Tem alguma outra desculpa ou vamos focar no seu preconceito?
— Não se trata de mero preconceito, Manfred. Não importa o quanto vocês queiram ficar juntos, o mundo nunca verá isso com bons olhos. Tenho medo das repercussões contra vocês.
— Bem, teremos que lidar com elas conforme forem acontecendo.
Eva bufou. Seu filho não parecia compreender as dificuldades que enfrentaria naquele relacionamento. Corina e ele eram muito diferentes, não apenas por questões raciais, mas também de classe social.
— Manny — ela falou segurando o rosto de seu filho, aflita —, um pássaro e um peixe podem se apaixonar, mas onde construirão seu ninho?
Ele segurou as mãos de sua mãe com delicadeza e as afastou de seu rosto.
— Desde que estejamos juntos, não me importa — ele afirmou com gentileza sem deixar de encará-la. — Se for no fundo do mar, posso usar uma máscara de mergulho e se for no alto de uma árvore, vou construir uma escada.
Eva lhe deu um sorriso triste e resignado. Percebeu que não adiantaria discutir com seu filho. Ele realmente estava decidido a dar aquele passo.
There's a long road, we will sail above these waters
(Há uma longa estrada, nós vamos navegar sobre estas águas)
And as heaven, wonders too be seen
(E assim como o céu, maravilhas a serem vistas)
— Era exatamente isso que eu queria evitar — Corina comentou enquanto Manny e ela observavam Molly soltar pipa no quintal. — Agora imagine como será a festa de aniversário da Molly.
— Bem, é óbvio que eu também não esperava que ficasse esse clima chato entre minha mãe e eu, mas também não podia permitir que ela interferisse em uma questão que diz respeito apenas a nós — Manny replicou parando ao lado dela e a abraçando pelos ombros. — Você tem que se lembrar que boa parte dessa confusão se deve à minha vizinha. Sinto raiva toda vez que penso naquela velha fofoqueira tomando conta das nossas vidas.
Corina tentou, mas não conseguiu deixar de rir daquele comentário.
— Ela provavelmente está nos observando agora mesmo — ela disse tentada a se virar para confirmar, porém Manny não permitiu.
— Se estiver, acho que devíamos dar algo pra ela observar — Manny falou com um sorriso malicioso e lançando um olhar sugestivo a Corina.
— Em que você está pensando? — ela questionou no mesmo tom que ele, contudo, Manny não disse mais nada, apenas aproximou seu rosto do dela e, em seguida, a beijou.
Ao fundo era possível ouvir a tesoura de poda da vizinha batendo no ar, devido a indignação que ela sentia com aquela cena, mas nenhum dos dois pareceu notar ou se importar com isso.
Here in your smile, my heart can rest awhile
(Aqui em seu sorriso, meu coração pode descansar um pouco)
And I know we will find a way
(E eu sei que vamos encontrar um caminho)
— Até que o aniversário da Molly correu melhor do que eu esperava — disse Corina sentada ao lado de Manny no sofá que fora entregue naquela tarde e que tiveram que deixar no quintal. Ele deixara um disco tocando e isso dava um clima mais romântico àquele fim de tarde.
— Sim — ele concordou segurando a mão dela e sorrindo agradecido. — Acho que minha mãe percebeu o quanto eu falava sério e se deu uma chance pra conhecer você melhor.
— Parece que ela ao menos me aceitou, já que nos convidou pra almoçar na casa dela na próxima semana — Corina prosseguiu e Manny podia sentir, pelo tom de sua voz, o quanto isso a deixara feliz. — Eu não esperava que algo assim fosse acontecer; ao menos não tão cedo.
— Eu sabia que assim que ela te conhecesse um pouco mais ia ficar tão encantada por você quanto Molly e eu. Era inevitável — Manny explicou e Corina riu divertida.
— Galanteador... — ela murmurou aproximando-se dele para beijá-lo.
Os dois ficaram assim, trocando beijos apaixonados, durante algum tempo, até que outra música começou a tocar e Manny se afastou dela levemente.
— É a nossa música — ele murmurou em um tom embevecido.
— Nossa música? — Corina perguntou no mesmo tom e ele assentiu.
— Desde que você disse que essa também era sua música favorita, na minha cabeça ela passou a ser a nossa música — Manny explicou e Corina sentiu seu coração se aquecer, pois a verdade era que ela havia feito o mesmo. — Não podemos deixar de dançar essa — ele prosseguiu se levantando e estendendo a mão para ela, que a segurou na mesma hora.
Logo o casal dançava no quintal, totalmente esquecidos do mundo ao redor. Eram momentos assim que davam à Corina a certeza de que estava exatamente onde deveria estar.
Faith is the key that brought you here to mean
(Fé é a chave que te trouxe aqui para resolver)
Oh, we will find a way
(Oh, vamos encontrar um caminho)
— Tenho uma surpresa pra você — Manny disse ao pé do ouvido dela, enquanto dançavam.
— Uma surpresa? — ela indagou da mesma forma, dando um beijo no pescoço dele. — Eu também tenho uma surpresa pra você, mas só vou poder mostrar quando estivermos no quarto.
Aquelas palavras fizeram o coração de Manny acelerar e suas mãos percorreram o corpo dela suavemente, já imaginando o tipo de surpresa que Corina tinha para ele.
— Estou ansioso pra descobrir o que é — ele comentou em um tom malicioso, sorrindo —, mas minha surpresa é algo um pouco diferente disso.
— O que é? — Corina insistiu curiosa, afastando seu rosto do dele para que pudessem se encarar.
Manny a soltou e pegou um papel no bolso de sua calça.
— Bem, não é exatamente um artigo em uma revista ou sua opinião publicada na capa de um disco, mas espero que isso a aproxime do seu sonho — ele falou lhe estendendo o papel parecendo levemente receoso e Corina o pegou com uma expressão confusa.
Ao ler o que estava escrito, ficou boquiaberta. Aquele papel não podia significar o que ela havia entendido.
— Manny, isso... Isso é verdade? — Corina questionou dividida entre a animação e o receio de ter lido errado.
— É sim — ele afirmou com um pequeno sorriso. — Eu registrei a composição daquele single no meu nome e no seu. Metade do que eu ganhar com ele, vai pra você e você pode incluir esse documento no seu currículo. Talvez isso te ajude a conseguir escrever para revistas ou...
Manny não pôde concluir o que dizia, pois Corina o envolvera pelo pescoço e beijara com todo o seu amor.
— Não acredito que você fez isso por mim — ela disse quando se separam. Seus olhos estavam marejados.
— Eu não fiz nada, Corina — Manny respondeu, feliz por tê-la deixado feliz. — Você me ajudou a compor aquela música, nada mais justo que seu esforço seja reconhecido.
— Ainda assim... — Corina lutava contra as lágrimas. Nunca se sentira tão agradecida e com o coração transbordando quanto nesse momento. — Esse foi o melhor presente que eu já ganhei; e não me refiro só a esse papel. Ninguém nunca se preocupou tanto comigo, ou valorizou as coisas que eu escrevo. Ninguém nunca me amou assim.
Manny se emocionou com as palavras dela e acariciou seu rosto, limpando as lágrimas que o dominavam.
— Então já estava mais do que na hora disso acontecer, não? — ele questionou encarando-a como se fosse a coisa mais preciosa do mundo e Corina o beijou. Não acreditava ter feito algo tão bom para o universo a ponto de merecer um homem como Manny, porém ficava muito agradecida por seus caminhos terem se cruzado e terem a chance de estar ali juntos.
— A minha surpresa não chega nem perto de ser algo tão incrível — ela murmurou em meio ao beijo, fazendo-o rir.
— Bem, sou eu quem devo julgar isso — ele respondeu ainda sorrindo. — E tenho certeza de que nada pode ser mais incrível do que ter você comigo pra sempre.
Corina também sorriu e lhe deu um último beijo antes de puxá-lo pela mão para que fossem para o quarto. Aquela noite estava longe de acabar.
All things happen for a reason, that much for us to believe in
(Todas as coisas acontecem por uma razão, nisso temos que acreditar)
And as long as I'm still breathing, oh, we will find
(E enquanto eu estiver respirando, oh, vamos encontrar um caminho)
[We Will Find a Way – Oleta Adams & Brenda Russel]
