Ela estava sentindo a coisa começar a fluir, estava quase vislumbrando aquela queima de fogos de artifício, tão pertinho, tão… frustrante! O som das batidas fortes contra a porta do quarto do casal simplesmente trouxeram sua mente de cem a zero em cinco segundos. A única coisa que restou foi um contido gemido masculino que novamente finalizou aquilo de forma tensa e desleixada, deixando-se despencar ao lado da cama.
— Mamãe, a Tsuki me empurrou!
— É mentira! — a voz infantil feminina soou alta seguida de um gemido masculino.
— Ela bateu de novo!
— Eu to com fome! — reclamou.
Batidas insistentes capazes de acordar um quarteirão inteiro. E lá sobre a cama jogados e encarando o teto, estavam Hinata e Sasuke Uchiha divagando novamente sobre a nova frustração sexual do casal. Veja bem, o problema não era falta de interesse, porque esse existia em grande escala, mas o problema eram os gêmeos Tsuki e Shiro que tinham pouco mais de quatro anos e tornaram-se verdadeiros… bem, empata-fodas dos pais.
— Qual o problema, eles têm um... Um... Maldito radar? Adivinham a hora de acabar com a festa do pai deles? É um tipo de ligação com a origem? – desatou o Uchiha de forma emburrada e mau humorada, algo que fez Hinata sorrir e virar-se beijando a ponta do nariz do marido, e levantou-se deixando o bonito corpo nu à mostra, enquanto alcançava um robe para vesti-lo sob o olhar atento dele.
—Ahh, isso foi... Rapidinho, mas gostoso né?
A careta dele aumentou.
— Rapidinho? Você acabou com o resto da minha moral, obrigado, senhora Uchiha.
Ela sorriu mais enquanto laçava o robe, sendo abraçada por trás por ele que beijou seu pescoço. Ao fundo, as batidas e reclamações por trás da porta continuavam.
— Fizemos monstrinhos no lugar de crianças – resmungou Sasuke – podia levá-los para os seus pais hoje.
— Meus pais estão fora.
— Então para os meus!
—Temos jantar justamente com eles hoje, querido. Se esqueceu? – ela virou-se vendo a face extremamente contrariada dele – é... Esqueceu.
Sasuke afastou-se buscando seu robe enquanto Hinata caminhava para a porta.
— De repente no banho?
Ele viu a careta dela que abriu a porta do quarto sendo recebida por duas carinhas bem zangadas que lembravam exatamente a do pai.
— Pequenos empata-fodas – resmungou indo direto para o banheiro.
(...)
Ela serviu uma concha cheia de sopa de abóbora e pegou algumas outras coisas enquanto segurava sua bandeja em direção ao caixa para pagamento sendo seguida de perto pela melhor amiga e companheira de trabalho, Ino Yamanaka. Ambas trabalhavam em uma grande empresa de vendas de departamento e ocupavam cargos de chefia, sendo Hinata gerente financeira, e Ino de RH. Naquele pequeno intervalo de almoço, a Uchiha aproveitava para colocar para fora com a loira suas atuais frustrações.
— Precisamos só de... Tempo talvez? Tipo agora, eles estão na creche e se fosse em outra época, eu estaria aproveitando o meu almoço de outra forma com o Sasuke.
— Adoro essas pequenas aventuras sexuais no início do casamento. É tão... Tesudo, se é que existe essa palavra. – Riu a loira levando uma colherada de sopa de ervilha à boca.
— Sabe que o problema é a falta de tempo agora. Quer dizer. Temos contas, com a chegada deles precisamos comprar a casa maior, então temos hipoteca, aí tem o carro, tem creche... – ela suspirou – Eu trabalho pra caramba e o Sasuke também. O problema é que quando chegamos em casa tem jantar, casa, crianças com deveres, roupas... Eu quero morrer!
Hinata abaixou a cabeça na mesa e logo recuperou-se ouvindo a amiga sorrir.
— Ahh eu te entendo, se entendo! E olha que só tenho o Inojin!
— Fora que, quando o Sasuke não está de serviço, ele tá de sobreaviso no quartel dos bombeiros. É uma profissão meio que... Em tempo integral. Quer dizer, não estou sendo ingrata, é uma profissão linda e ele sempre trabalhou duro para estar lá. Só que... Olha só, da última vez que tivemos um tempo só nosso, por exemplo. Eu me depilei toda, tudo mesmo. Fiz unha, cabelo. Um jantar incrível, comprei vinho e despachei os meninos para a minha irmã. Sabe o que aconteceu? A gente jantou, encheu a barriga, bebeu e dormimos de tão cansados que estávamos. Ele teve treinamento de rapel e resgate em altura a porcaria do dia todo. A gente trepou e apagou, sem massagem, ou romantismo, ou... Loucuras. Só... Entende?
Limpando os lábios no guardanapo, Ino opinou:
— Acho que precisam de algo picante mesmo, e não romantismo.
— É... Acho que preciso pra valer e não sei mais o que fazer. Eu amo meus filhos, amo nossa vida, mas essa rotina está matando minhas expectativas sexuais. Eu tenho devaneios de vadia, tá? – Ino gargalhou, porque Hinata simplesmente tinha uma carinha doce e ingênua demais para imaginá-la em uma posição pervertida.
Quem vê cara não vê coração!
— Porque não tenta fazer algo diferente... Talvez mais ousado. – disse maliciosa.
— Ousado como bater roupa colorida com as brancas? – Hinata riu achando graça.
— É sério, Hina!
— Olha, eu já tentei calcinhas novas, escrita sexy com brilho, eu já tentei chamar ele pra namorar de forma espontânea numa noite de chuva que os meninos estavam dormindo.
— E aí?
— A gente ficou gripado. E sabe, homens gripados tem uma tendência... Exagerada – ela franziu o cenho se lembrando que o Uchiha conseguia ser pior que os filhos quando doente.
Ino gargalhava que não se aguentava.
— Para Ino – A morena exibiu um sorrisinho, embora as bochechas estivessem bastante coradas.
— Tá... Porque não tenta as... Fantasias sexuais? Deve ter alguma na sua cabeça. Caramba, Hinata! Seu marido é um bombeiro. Mulheres tem tanta tara em fardas. Sonhos eróticos e tantas outras coisas. Cacete, mulher. E um cara de farda ao seu dispor!
Ela sentiu as bochechas bem quente e o calor se espalhando pelo rosto todo.
— E-ele fica bem de farda...
—Bem?
— Tá... Ele é bem gostoso de farda – murmurou como se fosse pecado falar tal coisa.
— Olha ai! – Ino bateu uma palma alta e atraiu olhares para a mesa – vão caçar o que fazer, bando de curioso! – ela bradou aos outros e voltou a conversar. – Tem uma ótima oportunidade.
— A gente fazia umas coisas... mas era antes das crianças.
— Deveriam fazer mesmo isso. Ele é SEU bombeiro particular. Poderia fazer isso, com direito a historinha e tudo.
— Tipo um pornô da madrugada dos anos oitenta?
A loira gargalhou.
— Os clássicos nunca morrem!
— Então meio que seria, marcar uma hora pra trepar, com roteiro e sacanagem?
Chupando o suco do canudinho, a loira sorriu muito, muito maliciosa.
— Com direito a mangueira e strip-tease, amor, despacha as crianças lá pra casa. O Inojin adora a Tsuki.
— Uma fantasia erótica? ... – Divagou ela finalmente ponderando. Estava tão desesperada assim?
...
Ele poderia dizer que realmente confiava em seu chefe a ponto de considerá-lo um amigo. Ok, melhor amigo. Kakashi Hatake, era o atual capitão da unidade de resgate da qual o Uchiha era tenente. Sendo alguns anos mais velho, a relação dos dois era cheia de controvérsias, embora fossem bastante parecidos de um modo geral. Por isso, naquele início de tarde, enquanto organizava e checava alguns equipamentos, Sasuke decidiu se abrir, mesmo suspeitando que isso poderia custar sua dignidade, afinal, que cara gostaria de assumir estar sexualmente frustrado?
À medida que Sasuke relatava aquele assunto, e usava o tom mais baixo possível para tal, Kakashi ouvia tudo comparando exatamente com suas próprias experiências ao lado de sua esposa Shizune.
— Já leu romances eróticos, tenente?
— Que raio de pergunta é essa?
— Eu leio, sabe? Ajuda a ter ideias. Muitas fantasias, coisas loucas... – divagou.
— Hm...
— Sabe o problema de relações com dez anos e filhos? Rotina. Caiu na rotina é isso: um precipício de casamentos, daí é só ladeira abaixo.
— Não quero meu casamento indo ladeira abaixo.
— Então precisa realmente fazer algo. Quebrar a rotina. Tente fazer algo inesperado para ela.
— Ah saquei... – ele olhou para o caminhão de resgate e tornou a olhar para o capitão – não, não saquei. O que é ousado? Para mim, colocar geleia doce na torrada já é bem ousado. Igual aquelas pessoas loucas que misturam fruta com comida.
— Eu gosto de frutas na comida. – Ele fez uma careta.
— E desde quando você é normal, Kakashi?
— Quer minha ajuda e ainda me chama de louco?
— Tsc!
—Olha, já disse. Algo impactante, e inesperado.
— Tipo não pagar a hipoteca? Ela com certeza vai ficar impactada, principalmente com os juros. Ela odeia pagar juros.
— Lê a porcaria desse livro aqui! – Disse enfiando a mão no bolso da calça e tirando uma versão pocket de um livro intitulado "Táticas de Amassos". – E só pra constar, inesperado é você esperar ela pelado de tenda armada e chantilly para ser... Você sabe... Comido direto na fonte.
Sasuke sentiu o rosto queimar. A imagem desenhada na sua cabeça não foi algo sexy.
— Não vou fazer isso – resmungou – Tenho crianças pequenas em casa!
— Tem que se livrar deles. Mesmo. Despacha pelo correio, sei lá, e aí... Tem aquelas pílulas mágicas...
— Tá me tirando? – a face de indignação de Sasuke tornou-se evidente. – Eu tenho cara de quem precise disso?
— Não acho que precise, só to dizendo que elas meio que... Prolongam a diversão, se é que me entende...
O platinado afastou-se e no mesmo momento o Uchiha olhou para o livrinho e franziu o cenho. Estava tão aflito a ponto de levar um conselho daqueles de Kakashi adiante?
Engoliu em seco e guardou o livro no seu bolso.
(...)
Os pés dela estavam suplicantes por aquele contato com o piso de madeira. Depois do dia todo trabalhando em seus saltos, e algumas horas de jantar em família, finalmente se viu livre deles. Receber Mikoto e Fugaku era sempre um imenso prazer. Amava seus sogros e não havia aquela rixa sogra/nora. Embora acontecessem algumas alfinetadas, era perfeitamente normal. Foi uma correria para ela: sair do trabalho, passar no mercado para comprar as coisas que faltavam, pegar as crianças na creche, tirar uniformes, trocá-las, despachar para a santa televisão e brinquedos, duas horas cozinhando... e finalmente Sasuke chegou para ajudá-la. Uma verdadeira batalha para banhar e vestir apropriadamente duas crianças pequenas, fora que eles também precisavam. Mesa posta e nada além de míseros dez minutos de sobra para arcar com três horas em companhia dos sogros que, bajulavam os netos como ninguém. Era como diziam, avós eram pais com açúcar, e no caso de Mikoto, era com melado mesmo.
Frente a pia, Hinata lavava as louças restantes, depois de colocar a primeira leva na lavadora. Alongou os ombros pendendo o pescoço para o lado e fechando os olhos preguiçosamente sentindo o cansaço. Quando sentiu o agarro firme e possessivo em sua cintura e os lábios rudes na pele de seu pescoço. Sorriu, ainda com os olhos fechados.
— E as crianças? – ronronou manhosa, começando a esfregar-se contra o marido que a apertava cada vez mais forte, evidenciando a ereção que se formava latente contra o traseiro redondo dela.
— Acabei de colocar as pestinhas pra dormir. Já devem estar babando. – Ele sussurrou contra o ouvido dela que sentiu a pele eriçar. Mordeu o lábio forte quando sentiu aquela mão grande e quente dele deslizando para a saia do seu vestido a erguendo despudoradamente e tocando sua boceta.
Santos dedos, abençoados sejam!
Um gemidinho dela e bastou para ele sentir seu pau vibrar dolorido. Quanto tesão conseguia ter naquela miúda?
Sem pensar duas vezes, ele a virou com brusquidão. Ofegante, Hinata arrancou as luvas as jogando junto da esponja na pia. Gemeu um pouquinho mais alto, buscando se conter quando sentiu aquele par rude de mãos apertar sua bunda com força a içando contra aquele corpo rígido e deliciosamente malhado por treinos constantes.
Benza Deus!
As pernas femininas enroscaram-se no quadril dele enquanto os braços envolveram o pescoço masculino. Hinata deixou sua boca perder-se ao ser completamente envolvida e tomada por ele. Movia-se languidamente atiçando aquilo que já gritava para estar dentro dela. Sasuke sentou-a sobre a mesa, agora vazia, e amassou com vontade os seios volumosos e deliciosos da sua esposa enquanto encaixou-se gostosamente entre as pernas dela.
Preliminares fogosas. Era disso que precisavam!
O corpo dela estava em alvoroço, em desespero. Era isso. Algo bom ia rolar! Sentiu os dentes dele raspando seu pescoço, descendo por sua pele e trilhando um caminho perigoso e ansiado, mas então, como atingida por um raio bruto, ela se deu conta que não poderia permitir aquele tipo de coisa rolar bem ali, daquela forma. Puxou com força os cabelos negros dele, o fazendo a olhar.
— As crianças, Sasuke! – murmurou em tom mandão e preocupado.
— 'Tão dormindo! – ele tentou voltar.
— E se aparecerem? Como vamos explicar algo assim? Vamos traumatizar nossos filhos.
— Eles 'tão mortos sobre a cama, vai por mim!
Ela gemeu com ele apertando mais seus seios.
— S-Sa-suke...
— Confia...
— A-aqui não, amor... Na cama...
Rosnou zangado, mas com o desejo queimando suas veias, ele a pegou no colo da mesma forma e a levou direto para o quarto, para a cama deles a jogando com o desejo inflamado de um grande felino que ia comer algo. Naquele momento, Hinata queria tanto ser o prato principal. Sua calcinha molhada denunciava o anseio. Ele arrancou aquele vestido ao mesmo tempo que ela puxou a camisa do Uchiha. Havia muita luxúria em ambos e o céu parecia ser o limite. Então a porta abriu-se de uma vez, malditamente na ansiedade, ele sequer se lembrou de tranca-la. Na cama, Hinata puxou os cobertores para si e Sasuke quase urrou frustrado quando aquela garotinha banguela e agarrada ao urso favorito surgiu ali dentro já subindo na cama do casal e se ajeitando entre eles no meio dos cobertores.
—Mamãe. Tem bichinhos no meu quarto e eu não to conseguindo dormir. Eu tenho quase certeza que um duende está lá. Posso dormir com vocês? – Aquela carinha, e aquela vozinha, eram de matar.
Hinata estava com as bochechas muito vermelhas, coração acelerado, e agora com o corpo incendiado e dividida ao meio na função de mãe e esposa. Sorriu acariciando os cabelos pretos azulados como os seus.
— Claro, querida. – Beijou o topo da cabeça dela
Irritado, o Uchiha virou-se para o outro lado pensando se era tarde para um banho gelado, porque aquilo ia ficar doendo. Pau duro sem gozo? Coitadas das suas bolas. Aquilo era o que? Uma punição divina? As crianças saiam de fábrica com um radar? Hinata entendia a frustração do marido, afinal, ela estava na mesma. Mas naquele momento, não havia nada a fazer, afinal o clima fora jogado para escanteio.
— Boa noite, papai, amo você! – a voz infantil estava sonolenta enquanto agarrava-se a mãe. Hinata ouviu um tipo de rosnado irritado e vendo que a filha esperava a retribuição paterna, a morena deu uma cutucada no marido.
— Também... – respondeu entre dentes.
Hinata acarinhou o rostinho e cabelos até que essa dormiu profundamente, e quando finalmente percebeu o sono pesado da garota, levou-a até a cama infantil repousando ali e a cobriu. Voltou ao quarto de casal e dessa vez trancou a porta, mas apenas constatando o óbvio: Sasuke já havia dormido pesado.
"Leva as crianças lá pra casa" a voz de Ino ecoou em sua mente naquele momento.
(...)
Ele deu uma bela abocanhada no seu sanduíche favorito. Não era sempre que o foodtruck estava por ali, então aproveitou-se de um pequeno intervalo naquele plantão para fazê-lo. Estava tão concentrado, degustando que internamente praguejou quando o celular tocou. Sasuke enfiou a mão no bolso da calça de uniforme puxando o aparelho e logo viu se tratar de uma vídeo-chamada de sua esposa. Os olhos abriram-se um pouco já pensando que algo poderia estar acontecendo ou que ele havia esquecido de algo. Rapidamente, atendeu a mesma vendo uma Hinata com os cabelos mal presos e o fundo da cozinha de casa. Diferente do que esperava ou pressupôs, Hinata começou aquele assunto de forma bem arrastada e tímida, afinal, na última semana a vida sexual deles vinha se defasando. E depois da frustração de três noites atrás, ela ponderou muito sobre a ideia de Ino e mais ainda lutando contra sua própria timidez em como tocar naquele assunto com o marido.
— Sei que... Não estamos sendo mais... Espontâneos. – Continuou Hinata. Sasuke, conseguia ver perfeitamente as bochechas rosadas dela. – Acho que... Talvez a gente pudesse... Só se você quisesse – ele sentiu o coração disparar. Que raio de coisa sairia da boca de sua mulher? – é só uma sugestão, amor. A gente poderia tentar algo diferente.
Engoliu em seco e antecipando seu possível ataque cardíaco, ele se pronunciou com uma face mista de zanga e apreensão da qual ela conhecia muito bem.
— Hinata, sabe que é importante para mim, certo? Eu topo qualquer coisa, desde que não envolva outro cara colocando as mãos em você, porque aí não vai ter sexo, mas sim um homicídio.
Hinata arregalou os olhos e logo depois gargalhou o fazendo ficar irritado.
— Tsc!
— Sasu... Lembra da gente antes dos bebês? Das pequenas viagens ou de como fazíamos aquilo em qualquer lugar?
Ele esboçou um meio sorriso malicioso. Não fazia nada bem falar de sacanagem com Hinata, ainda mais a distância.
— Você adorava quando eu...
— Sasu! – ela estava roxa e foi a vez de ele gargalhar.
— O que eu posso fazer se você me excita de qualquer maneira? Aliás, eu bem que queria reviver esses velhos tempos naquele dia, na cozinha...
— E-eu sei..., mas tem as crianças, Sasu... Não podemos só sair fazendo essas coisas como se elas não estivessem lá, elas podem ver.
Houve alguns instantes de silêncio entre eles, e não era como aqueles bons. Era de um clima meio tenso.
— Sabe... Existem algumas... Fantasias. – A sobrancelha dele arqueou-se e os olhos brilharam como se dissesse: prossiga – Talvez possamos tentar algo.
— Fantasia... – repetiu absorvendo – como se vestir de algo?
Ela mordeu o lábio.
— Algo mais... Profundo que só se vestir.
O maxilar dele tencionou e ele engoliu em seco. Enquanto ela, ainda bastante corada sugeriu:
— Lembra aqueles filmes... Sabe... De adultos.
— Pornô?! – franziu o cenho e nesse momento Hinata sentiu-se tão ridícula.
— Olha, é bobagem, esquece, amor. Só...
— Não, espera! – ela não conseguia ficar olhando diretamente para a tela do celular. Ao fundo daqueles instantes de silêncio, o Uchiha podia ouvir o som da televisão ligada. Àquela altura, ele já havia deixado o sanduíche de lado sobre a mesa, e passou a mão sobre os cabelos pensando. – Como a gente faria isso?
Ela mordeu o lábio inferior com suavidade pensando em uma primeira experiência daquelas.
— E-eu não sei exatamente. B-bem... Eu... Meio que gosto, sabe... De... De você fardado – as bochechas dela estavam tão quentes. Céus, anos de casada e ainda sentia vergonha de falar safadezas. Como diria Sasuke, ela conseguia ser uma safada fofa. – A gente poderia fazer algo assim... Você... Poderia só... Receber de repente um chamado de emergência... – sugeriu com uma pontinha de malícia na voz doce.
Ele engoliu em seco pensando naquilo, a ideia de espontaneidade e fantasia sexual eram meio contrárias, mas de alguma forma tinham que se tornar paralelas. Acontece que, ela esperava algo além dele simplesmente se vestir de farda, por isso a ideia do "pornô" precisava ser encaixada.
— Certo... Um chamado de emergência. – Céus, ele possivelmente teria que "fugir" do quartel. Kakashi ia ter que quebrar essa pra ele, ah mais teria!
Ela mordeu o lábio mais ao ponto de ficar ligeiramente dolorido.
— Sábado eu vou mandar os meninos para a casa da Ino... Então... Você deveria ficar bem atento ao... Celular.
...
Quando ele voltou para dentro do batalhão, Sasuke tinha a mente cheia e totalmente focada naquela conversa com Hinata. Lentamente processava como aquilo ia funcionar, e convenhamos, ele não era um cara romântico ou tão falador, então como funcionaria aquilo? O que exatamente Hinata esperava de si? E que tipo de teatrinho baixo e vulgar ele teria que fazer? Pensando nele como bombeiro, ele era praticamente curto, grosso e objetivo. Não era à toa que estava em operações especiais.
Bufando irritado, pegou alguns acessórios no seu armário e encarou aquele livro emprestado por Kakashi e lembrou-se da insinuação: "você lê romance erótico?" Teria naquela porcaria alguma pista realmente satisfatória de mulheres e seus devaneios sexuais? Veja bem, para ele qualquer coisa estava boa, Hinata o deixava louco e qualquer coisa imposta por ela bastava para ele ter um sexo satisfatório, até mesmo se trepassem no banco de trás do carro, mas tinha de admitir, que viver de rapidinhas não era o sonho de nenhum casal.
Bufou irritado e pegou o livro. Ia sim atender as expectativas da esposa e aquele devaneio erótico.
Quando terminou aquela chamada, ela ficou alguns segundos encarando a tela do celular pensando no que acabara de falar com o marido. Sentia-se internamente quente, safada, louca, atrevida e tantas outras confusões. Céus! Era uma loucura, eles iam fazer mesmo aquilo, certo? Sasuke aceitou aquele "papel" e ela? Bom, primeiro, ligar para Ino para combinar tudo. Segundo... QUE RAIO DE PAPEL ELA FARIA? A MOCINHA INDEFESA?
As bochechas tornaram a esquentar. Envergonhada, ela fez o impensado até alguns dias atrás, usou o navegador do celular e pesquisou por vídeos eróticos naquela temática, afinal, mal não fazia, certo?
(...)
Hinata serviu mais uma pequena dose de vinho do porto na tacinha, virando de uma vez. Encarou-se no espelho que ficava sobre o aparador da sala de jantar observando a produção que havia feito. No restante daquela semana pós combinado, ela praticamente não tocou mais no assunto com Sasuke, achava que morreria de vergonha ou ele poderia desistir, ou pior, ela. Aquilo parecia uma aventura, porque a adrenalina era a mesma. A sensação de estarem fazendo algo errado ou incerto queimava suas veias. Ao mesmo tempo que enxergava como excitação, havia o receio de que estavam indo longe demais. No entanto, os pensamentos pervertidos, por vezes alimentados por aqueles vídeos pornográficos com bombeiros, fizeram a ex Hyuuga imaginar aquelas mesmas obscenidades vindas do marido, e porquê? Porque Sasuke podia ter uma boca tão suja, um linguajar tão chulo e uma pegada tão...
Arfou sozinha e serviu mais uma dose de coragem, também conhecida como álcool.
Ela havia feito novamente um especial "arranca tudo" lá embaixo, deixando sua boceta pronta para ser completamente consumida pelo marido, ou, assim esperava. Ela havia dedicado um tempo para aquilo como se fosse uma missão ou a primeira vez que fosse "dar". O que tornava engraçado e emocionante ao mesmo tempo. Havia comprado um conjunto novinho de lingerie bem sexy e provocante em que a calcinha era bem ousada e fio dental, e o sutiã meia-taça elevando os seios que já eram fartos. Sobre isso, ela colocou uma camisola bem curta na cor azul marinho – cor favorita do marido – que tinha acabamento em renda incluindo as laterais que tinham apenas a renda vazada que deixava exposto parte do corpo branco e macio. Ela colocou um robe de seda, laçando e saltos altos. Enfim, estava pronta para aquilo. Não havia bem um plano, ela pensava em algumas coisas mais... Picantes para provocá-lo, ou coisas para fazer, mas contava com a audaciosa e extremamente importante, parte do marido.
Lentamente o sol se pôs trazendo a noite e junto com ela, o coração acelerado de Hinata que olhava fixamente o celular sobre o móvel, criando coragem ou esperando algum sinal divino de aquele era o momento.
Sasuke passou as mãos sobre os cabelos retirando o excesso de água do banho recém tomado. Enrolado na toalha, ele parou frente ao seu armário no vestiário percebendo que a respiração estava um pouco mais acelerada. Merda, estava ansioso, nervoso, intimidado. Não havia um "roteiro" certo em sua cabeça, e talvez ler aquela porcaria de livro tenha colocado ainda mais caraminholas em sua cabeça. Mentiria também se dissesse que não foi atrás de... Bem, vamos dizer, material de estudo.
Abrindo a porta de aço, ele olhou para o celular, entendendo que àquela altura as crianças já deveriam estar fora de casa e sabe-se Deus o que Hinata estaria fazendo, aliás, como toparia ela?
Ouriçou-se.
Voltou a vestir o uniforme enquanto pensava na conversa que tivera com Kakashi a respeito de talvez ter que sair emergencialmente. Ainda se lembrava do sorriso sacana e sugestivo do superior e de todas as conversas tortas que vieram depois. Quando fechou a gandola e pegou o celular para guardá-lo no bolso, o mesmo vibrou acendendo com o apelido de Hinata brilhando na tela. Imediatamente uma onda elétrica que mesclava excitação, pânico e ansiedade, corria por todo o corpo masculino. Então era aquilo...
Deslizou a tela atendendo a chamada e ouviu a voz de Hinata do outro lado de uma forma baixa, tímida e ao mesmo tempo com o toque erótico, ele soube imediatamente que ela estava passando muito por cima da vergonha que tinha, bem como, conseguia até visualizar as bochechas bem vermelhas.
— Alô...é do corpo de bombeiros? Eu preciso muito de ajuda, tem um incêndio aqui.
Ele limpou a garganta. Por mais que tenha "se preparado" para aquele momento, ainda estava muito nervoso. Deveria ser sério? Sexy? Provocante?
Céus...
Optou pela segunda opção, ou tentaria ao menos.
— Não se preocupe, senhorita... Irei pessoalmente apagar esse... Fogo. - Sentiu o coração acelerar um tanto mais, e, inegavelmente a adrenalina começou a fluir por seu corpo e uma vibração excitante pulsou em sua virilha. E pelo visto com Hinata afetara de alguma forma, pois ouviu a esposa respirar mais forte do outro lado da linha.
— Por favor, senhor bombeiro, vem depressa, o fogo está se espalhando muito rápido.
Aquele foi o estopim. Largando qualquer outra coisa, Sasuke enfiou o celular no bolso e pegou suas chaves. Mais que apressado saiu passando apenas frente a sala de Kakashi dando duas batidas e dizendo.
— Emergência, eu 'tô no celular!
— Divirta-se, filhinho. – disse o Hatake e ouviu um bufar de Sasuke, o que o fez sorrir.
O Uchiha precisaria de poucos minutos para estar na sua casa.
Hinata, assim que encerrou aquela chamada, sentiu suas mãos geladas da ansiedade, estava trêmula e podia sentir aquela pulsação no baixo ventre. Se havia adrenalina? Oh, havia, e a tanto tempo que ela não sentia aquilo. Tão... Gostoso. Suas bochechas estavam tão rosadas, ela ajeitou o sutiã elevando ainda mais os seios. Ajeitou o robe, e virou só mais uma tacinha de vinho do porto para garantir que sua timidez fosse embora completamente. Olhou-se no espelho novamente e então as batidas na porta a fizeram estremecer. Seria o marido? E se não fosse? E agora? Não... Ela não estava esperando ninguém, certo? Só um...
Respirou fundo e aproximou-se da porta espiando o olho mágico vendo se tratar mesmo de Sasuke, e Deus, como ela amava o uniforme militar, só perdia para o de combatente, mas era pedir demais. Respirou fundo e mordeu o lábio abrindo a porta logo em seguida. Os olhos obsidiana encararam os níveos e ela podia vê-los incendiar vermelhos quando a fitaram de baixo até em cima. Estremeceu ao ver o marido dar um sorriso sacana daqueles que somente ele tinha.
— Foi aqui que pediram um bombeiro?
As bochechas rosadinhas destacaram, os lábios entreabertos e o corpo instigando com o tom de voz por ele usado. Deus, seu marido era uma perdição, mas de uniforme?
— Foi sim... Como eu disse... Tem um incêndio. – disse ela de forma atrevida, mordendo a pontinha do lábio em seguida ao desatar lentamente o robe enquanto dava dois passinhos para trás vendo aquele homem todo atravessar a porta entrando e a batendo. Sasuke, com aquele olhar, parecia mesmo preda-la. – Preciso que o apague com a sua mangueira.
— Ohhh ela vai apagar, com certeza! – ele quase rosnou quando viu o robe escorrer pelos ombros dela deslizando suavemente até o chão. Os seios fartos, a cintura pequena, as coxas grossas acentuadas pelo salto. Babou vendo aquela camisola azul, com certeza era nova, se lembraria de ter visto o monumento de mulher que tinha dentro dela. – Vou cuidar muito bem desse seu fogo, mulher...
Ele avançou contra ela e com certa intensidade agarrou a nuca esmagando os lábios contra os dela. Deixou sua língua deslizar contra os lábios dela exigindo passagem. O corpo másculo empurrava o curvilíneo passo a passo até ter um obstáculo atrás dela, sua língua envolvia a feminina com domínio provocando-a fazendo os sabores misturarem-se . O toque doce e alcoólico nos lábios dela denunciava que havia bebido, ele sabia que para livrar-se um tanto da timidez excessiva. Os lábios cheios e macios dela, faziam com que ele desejasse mordê-los impiedosamente, mas contentou-se em sugá-los enquanto apertava mais os cabelos negros lisíssimos dela. Sua ereção cada segundo mais instigava-se dura contra a barriga dela. A mão canhota desceu de encontro a cintura apertando forte e extraindo de Hinata um gemido sôfrego e excitado enquanto ele deslizava sua língua pelo céu da boca dela. Afastou-se o bastante para atacar o pescoço branquinho enquanto puxou os cabelos dela de lado, forçando a cabeça a ceder espaço a carne dela, que deixou a língua deslizar.
— Quente... Muito quente... Gostosa – rosnou próximo ao ouvido dela.
Mordeu o lóbulo da orelha dela e deixou pequenos chupões sendo gravados na sua mulher enquanto se deliciava com aqueles gemidos dela. Sentia tanta falta de ouvi-la se entregar despreocupadamente. Os acordes que Hinata era capaz de atingir gozando, era a sua verdadeira sinfonia.
— Sa...su... Hm...
As duas mãos grandes e fortes apertavam os seios sob o sutiã ouvindo o gemido protestante doloroso e ao mesmo tempo prazeroso. Ele deixou as mãos descerem para a cintura novamente as apertando enquanto pressionava o próprio eixo duro nela. Inesperadamente afastou-se olhando-a naquela lingerie. Encostada contra o aparador, Hinata tinha a respiração entrecortada deixando-se ser contemplada, vendo o marido esmagar os lábios de forma excitante.
— Na mesa! – a voz soou rouca e de comando fazendo o corpo dela estremecer – quero você na mesa de jantar agora!
Ela ergueu o corpo, e virou-se de costas para ele caminhando de forma tão... Provocante em direção ao móvel. Sasuke contemplava aquela calcinha miúda que destacava aquele bundão todo dele. Deixaria sua marca ali também, ah se deixaria. Vê-la caminhar assim, o fez sentir o latejar doloroso no pau. Levou a mão sobre a calça e apertou a extensão rígida gemendo levemente. Só Deus sabia como precisava consumi-la até a última gota. Caminhou lentamente logo depois dela a vendo de frente para a mesa. Ele a alcançou e segurando os braços, com rudez a virou contra a mesa e fez as mãos deslizarem sobre a madeira fazendo ela empinar-se completamente. O tronco dele pesava sobre o dela fazendo seus seios serem esmagados contra o material rígido. Sentiu os cabelos serem afastados para o lado e a língua dele percorrer sua nuca e trilhando um caminho quente e úmido por sua coluna sendo alternado com mordidas ligeiramente dolorosas na sua carne. Os gemidos baixinhos dela escapavam cada vez mais intensos à medida que ele se aproximava de sua traseira.
Um tapa forte e estalado ecoou a fazendo gritar. Ele olhou com grande satisfação sua mão impressa ali naquela bunda redonda e branca.
— Caralho! – ela rosnou e então ele deu outro na outra nádega a fazendo morder os lábios e estremecer o corpinho macio.
Fazer aquilo, ouvi-la assim com a boca suja, era bom, deliciosamente bom.
— Que boca suja, mulher... Está muito vulgar – ele a provocou baixinho e rouco enquanto deslizava a mão sobre o tapa o acariciando e acalmando a pele, para logo depois dar outro.
Não resistiu e beijou a região, deslizou a língua e fora se ajoelhando bem ali enquanto deixava seus dedos deslizarem pelo meio das dobras dela em direção a boceta quente. Pelo tecido da calcinha, ele já era capaz de sentir a umidade melada dela e isso o fizera sentir um puta tesão. Os dentes arranhavam, enquanto ele chupava e mordia a bunda macia enquanto os dedos deslizavam em um provocante vai e vem sobre o tecido da calcinha a estimulando. As pequenas reboladas dela eram sugestivas pela necessidade de mais e de contato. Ah, ele era mal por atiça-la? Ele nem havia começado e aqueles gemidos dela o estava fazendo enlouquecer. As mãos alçaram o tecido da calcinha o puxando de uma vez para baixo, os dentes morderam a parte interna das coxas dela enquanto ele afastava-as fazendo aquela boceta pequena ficar toda exposta para os seus desejos e fome. Hinata lufava arfando loucamente com gemidos engasgados principalmente sentindo a respiração dele contra sua pele lisa e nua. Tão sensível...
— Você é... Deliciosa...- ela sentiu a pontinha do dedo dele deslizando por sua entrada melada contornando-a e desenhando seus lábios íntimos em direção ao seu clitóris. Suas pernas tremiam, seu baixo ventre pulsava desesperado. – Tão melada assim... – O dedo contornou o ponto exato de prazer a fazendo gemer mais alto inclinando as costas. E então ela sentiu outro dedo deslizando junto e logo trilhando em direção a sua entrada a penetrando lentamente – tsc... Apertada e quente... Muito quente... – Empurrou os dedos até o limite, curvando-os no interior a fazendo gemer mais. Os movimentos de entrada e saída começaram e ela sentiu a língua dele alcançar então sua boceta.
Os dedos dela pressionaram a madeira ao ponto de formar nós brancos enquanto ela remexia-se rebolando lentamente contra a boca e dedos dele.
— Sa-suke... Hmmm oh... P-por... Por favor... Eu preciso...
Ele tirou os dedos de dentro dela e levou-os à boca chupando quando ouviu mais um palavrão dela por ter parado. Assustando-a, ele a virou de frente sentando-a na mesa, as mãos alcançaram o sutiã. Sem se fazer de rogada, a Uchiha levou os dedos a gandola que ele vestia e a desabotoou abrindo-a. As mãos adentraram por baixo da camiseta sentindo as saliências musculares e os gominhos dele enquanto sentia a peça íntima ser tirada de si por ele que esmagou seus seios nas mãos e logo em seguida a empurrou contra a madeira plana a deitando e abocanhando seu seio enquanto apertava e puxava o mamilo do outro. A respiração dela tornara-se desesperada e constante. O rastro da saliva dele foi levada para o outro seio, as pernas dela abertas, recepcionavam o encaixe do corpo do marido enquanto ela sentia o pau dele tão duro instigando-se languidamente contra si.
Os gemidos misturavam-se a tentativas fracassadas dela falar qualquer coisa, a mão pequena grudou-se nos fios negros dele puxando-os enquanto sentia a língua dele provoca-a em uma trilha direta para baixo. Seu abdômen contraiu-se sentindo o contato dele intimamente. Suas costas curvaram-se ansiosas como respostas impulsivas de seu corpo tomado de verdadeiro fogo sexual. Incendiava-se cada segundo mais até sentir a boca de Sasuke literalmente devora-la. Os dentes de forma provocante rasparam e mordiscaram a ponta durinha e sensível de seu clitóris para aliviar logo em seguida com a língua o contornando.
Ela não resistira aquilo. Gritou de prazer enquanto impulsionava o quadril ainda mais para a boca dele. Cada músculo do seu corpo tencionava, sua boceta contraia mais e mais, suas coxas tremiam, o corpo parecia cada vez mais quente e parecia que havia uma precipitação formando-se no seu interior prestes a explodir para todos os lados como uma potente bomba. Sentiu os dedos dele novamente preenchê-la iniciando sem hesitação, uma gostosa penetração em vai e vem enquanto a língua acelerou o contato com seu ponto de prazer e foi aí que ela fechou os olhos com força, pressionou mais os cabelos dele entre os dedos e impulsionou o quadril enquanto misturava o gemido ao grito de prazer chamando por ele. Aquela precipitação explodiu completamente todos os lados como uma onda avassaladora que arrastava tudo, incluindo sua consciência temporária. Completamente preenchida pelo torpor branco, ela derramou-se nos lábios dele sentindo a onda orgástica tomar conta de si.
Ofegante, e duro como o inferno, Sasuke arrancou a gandola a jogando longe no chão as mãos arrancaram a camiseta e sem conseguir perder mais um segundo sequer ele abriu a calça segurando seu pênis que dava pequenas vibrações tamanho era o estado de sua excitação. A cabeça do seu pau brilhava melada pela excitação. Apertou com um pouco de força rosnando em seguida, apenas posicionando-se na entrada pra lá de molhada de Hinata, e enterrando-se fundo na esposa. A cabeça fora declinada para trás enquanto fechou os olhos com força, a mandíbula travou-se tensa enquanto as paredes dela o esmagava. Tão apertada...
Bruto, as mãos puxaram com selvageria a bunda dela trazendo o corpo ainda mais para a ponta da mesa e deixando seu pau tão fundo nela que se pudesse ele enterrava até suas bolas. Hinata era mais que deliciosa, era sua completa perdição. Saindo quase todo, ele voltou a enterrar-se, para logo começar a fodê-la para valer. O som das estocadas fortes ecoavam facilmente e ele sorriu como um maldito pervertido ao ouvir os gritos crescente da sua garota. Hinata levou o dedo a boca o mordendo, achava que estava extrapolando, talvez estivesse gritando tanto que os vizinhos ouviriam, mas como resposta ao seu gesto. Sasuke ergueu seu corpo a sentando de vez e segurando seu rosto com uma das mãos, beijou-a com força chupando dolorosamente seu lábio para então encará-la metendo com força a fazendo gemer alto novamente.
— Se eu te fodo com força, é pra você gritar e gemer, caralho!
Oh Deus! Ela sentia-se uma puta vulgar nos braços do marido, e o pior? Apreciava tanto. E mais ainda era aquela boca suja que ele tinha enquanto a fodia forte. Como ela, logo ela, conseguia se sentir ainda mais excitada com isso? Com a intensidade dele, com o vocabulário nada romântico... Definitivamente ela sentia saudades demais de fazer aquilo, daquele jeito, com aquela força, com aquela vulgaridade pervertida.
Soltou-se, liberta completamente deixando seu lado devassa se divertir.
Agarrou-se ao corpo dele deixando as mãos explorarem o abdômen maravilhoso do marido, os lábios buscaram o pescoço o chupando e dando mordidinhas ouvindo-o ofegar e gemer baixinho. As estocadas em seu interior tornavam-se cada vez mais rápidas e fortes, ela sentia-se mais molhada cada segundo mais, suas paredes apertavam-no quase estrangulando o membro masculino enquanto ela sentia o contato do pau bastante robusto do marido atingir seu ponto mais fundo misturando a pontada dolorosa a explosão prazerosa. Suas pernas então o envolveram mais enquanto sentia as mãos dele a apertarem mais forte. Hinata sentiu o membro dele pulsando mais dentro de si, crescendo prestes a explodir.
Quase lá...
Os dentes dele pressionaram contra a pele do ombro delicado dela contendo o rugido gutural dele, enquanto o gemido ávido dela ressoara no ouvido dele quando finalmente ambos chegaram ao ápice com ela sentindo seu interior sendo tomado pelos jatos mornos do gozo. Largando a pele dela, as testas encostaram-se enquanto as respirações estavam descompassadas. O suor tomava conta dos corpos enquanto a onda de prazer lentamente dissipava-se, a mão de Sasuke subiu ao rosto dela e acariciou vendo Hinata sorrir plena.
Então aquele pequeno sorriso malicioso e pervertido dela surgiu.
— Acho que... Ainda tem mais fogo... Senhor bombeiro...
Ele deu um meio sorriso e ergueu-a no colo.
— É claro que tem! Sou um profissional, moça, só paro quando seu incêndio acabar.
Ela gargalhou afundando o rosto no peito dele que rumava para o quarto do casal.
Se teriam a noite toda pra eles... Bem, ele deveria manusear muito bem a mangueira, afinal, a fantasia só acabava quando ela não aguentasse mais levantar da cama, e que Deus o desse forças, porque se dependesse dele, aquela fora a apenas a primeira de outras que ainda viriam... Quem sabe da próxima Hinata não poderia ser... Bem... Sua enfermeira?
