Capítulo 7.

Algo a Mais?


Os meses se passam, Sarah e Optimus ficam cada vez mais inseparáveis, tanto pelo trabalho quanto pelas conversas. Sarah começa a se acostumar a explicar certas coisas para Optimus, enquanto ele continuava curioso com aquele sentimento que tinha, e só crescia cada vez mais à cada dia que ficava com ela.

Alguns dias eles visitavam os morros da montanha da floresta para ver o pôr do sol juntos, outros dias faziam missões juntos, mesmo sendo perigoso para Sarah, ela ainda ia junto com ele, e sempre na rotina, uma vez por semana, eles visitavam uma nave caída no fundo da floresta, onde as mesmas marcas sempre voltavam, sem nenhuma explicação de o que ou quem fazia aquilo. Conforme o tempo passava, Sarah ia ouvindo histórias de Cybertron, sobre a guerra e como Optimus virou um Prime, e ela contava suas histórias também pra ele, e ele adorava ouvir cada uma delas, como se fosse criança ouvindo seus contos.

Certo dia, a agência deu uma semana de "folga" para toda a Equipe Prime, dizendo que eles deveriam se afastar da agência nesse tempo para que algumas pessoas do governo não soubessem deles. Então, Optimus decide fazer sua primeira surpresa para Sarah, ele decide levar ela para um lugar onde ninguém mais poderia saber deles, onde eles poderiam ser "livres" sem se esconder. Ele resolve levá-la à praia das antigas lendas Havaianas, para realizar uma vontade dela de conhecer o local das lendas.

Optimus prepara a ponte da terra enquanto Sarah se arrumava para sair com ele, durante isso, Arcee vinha e ainda tentava fazer ele acreditar que essa mulher não era uma boa pessoa.

- Arcee: Optimus. Por favor, me escuta. Essa garota não vale tudo isso.

- Optimus: Ela se esforça demais no seu trabalho. Então ela merece ter um dia para realizar suas vontades.

- Arcee: Viu só?! Ela já começou a controlar sua mente! Você está fazendo o que ela quer que você faça! Ela...

- Optimus: CHEGA! Eu já disse, se vier falar comigo, que não seja para ofender a Sah. Entendido?

Ela sai dali, um pouco nervosa, mas quieta, Sarah volta já pronta, os dois então passam pela ponte e vão até uma praia. Sarah olha ao redor, mas estranhava o lugar, ela sentia que já tinha visto mas sabia que nunca foi ali antes. Optimus então fala a surpresa que tinha feito e ela se encanta ao estar pessoalmente no local de suas lendas favoritas.

Os dois passam a tarde ali, Sarah mostra pra ele algumas das suas brincadeira preferidas de praia, conta sobre as lendas antigas dali e caminhavam juntos na beira do mar. Cai a noite, eles sentam no morro da Colina Dourada e conversam um pouco mais, e claro, sobre as curiosidades que Optimus tinha pelos hábitos humanos.

- Sarah se espreguiça um pouco bocejando: Que dia.

- Optimus: Por que os humanos dormem?

- Sarah: O comum é para repor nossas forças e energia física.

- Optimus: Mas vocês não repõem suas energias quando comem?

-Sarah: O alimento só coloca a energia, como um estoque, e quando dormimos, o nosso corpo repõe a energia por ele todo. É da natureza dos humanos.

- Optimus: Mas e quando ainda estão cheios de energia mas mesmo assim dormem? Por quê fazem isso?

- Sarah: Dormir também ajuda a relaxar os músculos do corpo e a mente. É um ato bom e calmo, faz a gente se sentir melhor na maioria das vezes.

- Optimus: E por que os humanos gostam disso? Se quando estão inconscientes, estão à mercê de qualquer um?

- Sarah: Nos dá uma sensação boa, quando acordamos, nos sentimos melhor, com mais disposição para fazer várias coisas. Por isso existem quartos e camas individuais, locais certos para tirar um bom cochilo.

- Optimus: E é comum os humanos sorrirem enquanto estão dormindo?

- Sarah: Depende dos sonhos que alguém tem. Se alguém sonha algo bom, o corpo, inconscientemente vai ter alguns movimentos indicando o que a pessoa está vendo nos seus sonhos.

- Optimus: Então você tem sonhos bons toda noite. É por isso que sorri enquanto dorme?

- Sarah: É, ultimamente eu tenho sonhado- ... Espera. QUÊ?! - Ela percebe e cora um pouco.

- Optimus: Eu não durmo, então, costumo ver você dormir... - Ele parece ficar meio corado mesmo sendo de metal - Às vezes...

- Sarah percebe seu novo jeito tímido: Você... não quer tentar dormir um pouco? Aproveitamos que é nossa folga da agência.

- Optimus: Não sei se vou conseguir fazer isso. Não parece ser algo bom para mim.

- Sarah: É só para relaxar. Vai se sentir melhor quando acordar.

Optimus acha que não consegue, mas tenta assim mesmo, ele se deita no morro com a cabeça do lado dela, eles olham as estrelas, e Sarah conta histórias sobre as lendas das grandes constelações, depois de quase 2 horas deitados ali, Sarah percebe que Optimus estava mesmo dormindo, ele parece exausto, muito cansado, ele dormia profundamente, e Sarah ficou ali, vendo ele dormir. Ela ficava ali, não conseguia parar de ver ele dormir, então, ele vira a cabeça pro lado, ainda dormindo, Sarah cora um pouco e sente seu coração disparar como doido, ela se levanta, olhando pra ele, vê os lábios dele e quase fica paralisada. Então, se aproxima devagar, coloca a mão no queixo dele e continua observando ele dormir profundamente, ela respira fundo, fecha os olhos e dá um beijo de leve nos lábio dele, corada com o coração louco.

Depois disso, Sarah se sente mais leve, ela o vê novamente, ele sorri de leve como se estivesse tendo um sonho agradável, ela deita do lado do rosto dele e dorme também. Amanhece, Sarah acorda primeiro que Optimus e fica ali, continuando a observar, pouco depois ele acorda e vê ela bem na sua frente, sorrindo.

Durante todo o dia, os dois ficavam ali na praia, conversando de várias coisas e como Optimus se sentia melhor depois de ter dormido como os humanos fazem.

Eles ficam naquela praia quase a semana toda, e toda noite, Sarah dormia primeiro e Optimus fica vendo ela até ele dormir também, toda manhã eles falavam de seus sonhos, toda tarde brincavam e se divertiam nas águas do mar e toda noite, olhavam as estrelas juntos. E foi assim, até voltarem para a base no fim da semana.

Voltam à base, e volta a rotina, mas dessa vez, tinha algo de diferente, toda manhã exatamente igual as outras, porém, o sol parecia brilhar mais, toda tarde igual as outras, mas as conversas tinham algo no fundo, e toda noite igual, mas parecia que a Lua ficava maior e as estrelas cintilavam mais, o mundo era o mesmo de sempre, mas algo, bem lá no fundo, estava prestes à sair para dizer algo importante, algo valioso, algo. ... deles.