Capítulo 13.

Missão: Meu Filho.


Após passarem as duas semanas, Optimus já tem todos os dados necessários, um grande carregamento do Sifa, e já tem reunido seu grupo de assistentes humanos para irem na viagem. Em um dia, logo pela manhã, o pessoal leva todo o equipamento necessário de Jasper para o litoral da Califórnia, onde ao chegarem, havia um enorme navio já esperando por eles. Mas era um navio totalmente diferente de qualquer outro conhecido da região. Optimus converte em bot e aproxima das docas, onde tinha outro bot que estava ""gritando"" com o pessoal que estava limpando o casco do grande navio.

- Optimus.: São seus novos alunos, Capitão.? Se não forem, dê um descanso ao menos para sua própria voz. Hahaha.

- O bot azul olha para Optimus.: Sabe bem que gosto do serviço bem feito, Prime. Haha.

Os dois se cumprimentam como velhos amigos, enquanto os humanos de ambas as equipes estranham os dois bots rindo assim, pareciam até irmãos se reencontrando. Optimus logo passa as ordem para as equipes carregarem o navio com os equipamentos, e enquanto isso, Hightide puxa conversa com ele.

- Tide.: E então, Prime. Qual o destino para hoje?

- Optimus.: Para Griffin Rock. - ele responde brevemente.

- Tide.: Outra grande missão para o Júnior.? Hahaha.

De repente, Optimus muda a linguagem para uma no qual os humanos não compreendiam, em Cybertroniano, e continua a conversa.

traduzindo

- Optimus.: Não é exatamente uma missão para ele. É mais uma missão minha que envolve ele.

- Tide.: Se está falando na antiga linguagem, deve de se tratar de algo extremo, eu suponho.

- Optimus.: Não seria prudente deixar esses humanos saberem minha real missão. Eles poderiam facilmente espalhar meus assuntos para o resto do mundo.

- Tide.: Você fala daquela sua tentativa de usar o sangue da humana no garoto.? Prime, tem noção do quanto isso é arriscado?

- Optimus.: Não o puro sangue dela, e sim um composto misto aprovado do meu energon com o sangue dela.

Enquanto eles conversavam em outra língua, os humanos continuavam seu trabalho carregando o navio sem entender nada da situação e, literalmente, bugando ao ouvirem pela primeira vez uma linguagem alienígena real em serviço. Pequenos cochichos entre eles eram feitos.

- Manobrista.: Cara, imagina a cara da minha esposa quando chegar em casa e eu disser "Querida, eu ouvi dois aliens se comunicando bem na minha frente". - ele junto a seus colegas começam a rir juntos e fazendo outros comentários do tipo enquanto viam os dois grandes robôs conversando.

- Tide.: E como sabe que isso não vai matá-lo mesmo com essa aprovação?

- Optimus.: Tive minha chance com um corpo conhecido. O composto funcionou bem como alternativa para o energon do corpo Cybertroniano.

- Tide.: Usou uma cobaia e pretende colocar isso no garoto. Talvez tenha outra reação nele, não acha?

- Optimus.: Sua preocupação com meu filho parece ser maior que a minha ou é impressão minha, Capitão.? - ele olha com um leve sorriso e um olhar de desconfiado.

- Tide muda para a linguagem dos humanos novamente.: . . . . TODOS A BORDO.! - ele diz entrando no navio meio apressado tentando esconder o rosto.

Após o carregamento, Hightide e Optimus vão direto para a sala de comandos enquanto os outros humanos ficam no convés continuando seus serviços. Logo é levantado a âncora e o navio parte rumo à ilha de Griffin Rock a todo vapor. Durante a viagem, Optimus nota os humanos uniformizados com um padrão semelhante da antiga armadura de batalha de Hightide.

- Optimus.: Esses humanos, ao que vejo, eles trabalham para você, certo?

- Tide.: Eeeer. ... na verdade, não são lá exatamente meus trabalhadores.

- Optimus.: Então?

- Tide.: Esses humanos praticamente imploraram para trabalharem pra mim, disseram que me viram uma vez e agora não largam do meu pé. E quando ficam um dia sem serviço já vem reclamando perguntando o por que estou abandonando eles.

- Optimus.: E por que não os pôs para fora em terra firme?

- Tide.: Sabe o que é viver no silêncio no meio do oceano por séculos?

- Optimus.: . . . Tomará que eles não queiram trazer mais humanos a bordo, então.

A viagem levou a semana toda, e já de noite, o navio se aproxima da Ilha de Griffin Rock. Heatwave, Chase e Chefe de polícia, Charles Burns, estavam nas docas esperando a chegada do Prime. Logo a equipe de humanos chegam nas docas com todo o equipamento, no qual Heat já acha um tanto estranho, e bem atrás, Optimus também chega nas docas, ele vai até Heatwave o cumprimentando.

- Optimus.: Olá, Heatwave. Espero que esteja pronto, infelizmente precisarei voltar para o continente ao amanhecer.

- Heat o cumprimenta formalmente.: Eu estou pronto sim, Optimus.

- Chase.: Uma pena, senhor, que não possa ficar. Amanhã teremos o que os humanos chamam de Véspera de Natal.

- Chefe Burns.: Vamos para o abrigo, lá conversamos melhor.

Todos vão para o corpo de bombeiros, mas o caminhão com todo o equipamento não é posto para dentro, ao notar, chefe Burns pergunta o porquê e Optimus explica que não poderá fazer isso no abrigo, já que a energia poderia interferir nos sistemas dos outros Rescue Bots. Então, Prime chama Heatwave para o antigo galpão onde a nave de resgate caiu a primeira vez na terra, por ser o único lugar seguro, enquanto o resto do pessoal ficava no abrigo. Ao chegarem lá, toda a equipe começa a montar todo o equipamento rapidamente enquanto Heatwave conversava com Prime ainda um pouco confuso com essa suposta missão.

- Heat.: Ainda não entendo, que missão é essa, Optimus?

- Optimus.: Você, Heatwave, receberá um composto de energon que lhe dará uma nova resistência, e talvez, novas habilidades. Parte de seu avanço como líder dos Rescuebots.

- Heat.: E como vou saber que o energon fez efeito em mim?

- Optimus.: Você saberá.

Os humanos terminam toda a montagem e de imediato chamam o bombeiro para iniciarem a instalação dos tubos para injetarem o composto nele. Heatwave, ainda um pouco desconfiado, vai e se deita ao lado do equipamento, logo os humanos começam a pôr os tubos de injeção nele preparando cada sistema de monitoramento, Hightide apenas observava de longe, torcendo para que nada desse errado. Os humanos então se afastam e, a distância, iniciam todo o processo, quando Heatwave olha o composto, leva um susto grande, pois o líquido era muito semelhante ao red energon, que histórias diziam que o mesmo dava habilidades de velocidade extrema ao bot que o consumisse. Hightide se aproxima de Optimus um pouco indignado com o que via.

- Tide.: Vai dar Red Energon pro garoto.? É sério isso, Prime.? - ele diz baixo para não chamar atenção dos humanos.

- Optimus.: Isso não é o Red Energon, apesar de parecer muito. Isso se chama Sifa, o composto do qual havia lhe dito.

- Tide.: Você ficou louco.? Sabe-se lá o que uma composição dessa pode fazer com ele, olha a cor dessa coisa!

De repente, os humanos se agitam um pouco e começam a controlar o tempo de injeção do composto, quando Hightide olha para o bombeiro, nota que o mesmo estava começando a se contorcer um pouco como se sentisse um desconforto.

- Tide.: Já chega.! Isso é maluquice.! - diz ele indo em direção aos humanos que trabalhavam nos injetores.

- Optimus segura no braço de Hightide o impedindo.: Acho melhor você esperar no navio. - diz com um tom sério.

Hightide apenas fica com uma expressão séria muito irritado, ele puxa o braço saindo dali, notavelmente indignado. Optimus observa a saída do bot azul com um leve suspiro, e logo volta a atenção para os humanos.

- Optimus.: Situação!

- Funcionário.: O composto mostra uma atividade que já era esperado quando injetado no organismo consciente. Seria mais fácil, e talvez, até mais seguro se ele estivesse dormindo.

De repente, o bombeiro começa a gritar e se contorcer mais como se um ácido passasse pelo seu corpo. Os humanos correm para tentar manter ele parado para que não desconectassem os cabos de injeção. Após todo o desespero, um dos humanos, com um dispositivo, consegue desligar os sistemas do bombeiro o fazendo parar de se debater e dormir, com isso, os tablets mostram indicações positivas de reação do composto no corpo dele, o que fez Optimus ficar aliviado. Pouco depois, os humanos terminam de injetar o composto no corpo de Heatwave e já começam a recolher todo o equipamento para guardar, enquanto isso, Optimus vai até o navio e vê Hightide sentado na beira das docas. Ele se aproxima ficando de pé ao lado dele, de braços cruzados, ficando um largo silêncio entre os dois apenas com o som da água.

Pela manhã, Heatwave acorda já no abrigo e vê Cody conversando com Blades e Boulder sobre a natureza de alguns animais. Ele se levanta devagar ainda sentindo um pouco de tontura, e chefe Burns estava do lado dele.

- Chefe Burns.: Bom dia, Heatwave.

- Heat olha pra ele um pouco confuso.: ... Bom dia, chefe. ... - ele olha em volta. - O que aconteceu noite passada?

- Chefe Burns.: Optimus disse que precisaram desligar seus sistemas pra sua segurança, e como você não acordava, eles trouxeram você aqui.

- Heat.: Onde o Optimus está agora?

- Chefe Burns.: Nas docas, embarcando pra voltar ao continente.

- Heat.: QUÊ?

*nas docas*

Os humanos terminam de subir no navio, já fechando as portas e subindo âncora para a partida. Optimus fica no deque do navio apenas observando enquanto o navio se afastava da ilha até mar aberto, Hightide chega ao lado de Optimus também olhando para a ilha.

- Tide.: Se funcionou, por que não contou a verdade pro garoto?

- Optimus.: Ele ainda não está pronto pra saber do próprio passado, tão pouco para isso.

- Tide.: Quando pretende contar?

Antes que Optimus respondesse, ele recebe uma mensagem de Sarah, que dizia que Arcee havia descoberto sobre Breakdown, e agora, toda a equipe Prime também soube.

- Tide.: O que houve?

- Optimus.: Precisamos chegar ao continente logo. - ele vira de costas indo para dentro do navio. - Temo que terei novos inimigos em breve.