Capítulo 16.

Seguir Sem Você.


Optimus passa a semana na estrada, que pareceu ir rápido demais, ele estava chegando onde menos queria agora. No amanhecer do último dia, o caminhão vai se aproximando do antigo bairro de Sarah, antes que eles chegassem, param em um bosque que tinha ali ao lado que dava uma boa visão das montanhas. Sarah desce do caminhão e Optimus converte para bot, ele levanta Sarah a deixando em cima do vagão ficando sentado do lado, os dois ficam em silêncio por um momento observando os raios de sol começando a apontar no céu.

- Sarah suspira.: Esse é o primeiro nascer do sol que vejo na vida...

- Optimus.: ... É o meu primeiro também. Queria que não tivesse fim.

- Sarah.: Sabe que nunca vou esquecer você.

- Optimus.: Sei que vai ser difícil, mas. ... você precisa. - ela o interrompe.

- Sarah.: O sol nasce na janela do meu quarto, vai me ajudar a lembrar de você.

- Optimus.: Sarah. ... Por favor, não quero que fique sozinha. Um dia vai conhecer alguém...

- Sarah.: Não existe outro pra minha vida.! Se não for você, não será mais ninguém.! - ela olha pra ele com lágrimas nos olhos.

- Optimus.: Eu... Eu prometo que vou fazer tudo que puder, vamos ficar juntos de novo. Nem que eu tenha que morrer para isso. - ele a segura nas mãos próximo de seu rosto.

Sarah o beija chorando no exato momento que o primeiro brilho do nascer do sol raia sobre eles, após alguns últimos minutos, Optimus a deixa no chão e adentra o bosque sumindo entre as árvores, Sarah continua chorando ouvindo o som da ponte da terra sendo aberta e fechada no fundo do bosque, ela cai de joelhos ainda chorando no resto do amanhecer do dia. Depois de quase uma hora, um homem que saía para trabalhar passa ao lado do vagão no bosque e vê Sarah ali no chão, ele oferece ajuda a ela chamando um amigo que tinha um caminhão pra levar o vagão até a casa da jovem.

Chegando na casa, os pais de Sarah logo correm para abraçar ela, pois já estavam sabendo de toda a situação e tentaram consolar ela, que ainda estava chorando dizendo que tudo havia acabado. Alguns dias depois, a própria agência foi vê-la na casa dos pais, e para piorar, a levaram para o novo apartamento dela no centro de Nova York com as ordens de não manter moradia com os familiares para garantir que eles não tentariam fazê-la contar tudo que passou na agência.

Ainda não aceitando a separação, Sarah passa o próximo mês dentro de seu quarto, que por sorte, toda manhã recebia os raios do nascer do sol por sua janela. Novamente, a agência vai até o apartamento, a campainha toca e Sarah nem responde, a porta da entrada abre, ela já sabia por essa entrada que eram o pessoal da agência.

- Pres. entra no quarto de Sarah.: Oi. - ela continua quieta. Ele senta na beira da cama. - Sabe bem que não vou mudar a lei, mas sou humano e as suas condições não estão boas.

- Sarah bufa fraco.: Volta pra toca de onde saiu e me deixe em paz. - ela diz abraçando um travesseiro.

- Pres.: Eu entendo sua dor.

- Sarah.: Se entendesse não teria tirado ele de mim.

- Pres.: Você precisa mudar sua vida. Suas condições não estão boas e isso pode te fazer muito mal.

- Sarah.: Grande coisa, Senhor Óbvio.

- Pres.: Sei que você não está procurando por emprego, seus mantimentos vão acabar e não vou permitir viver sabendo que parte disso seria culpa minha.

- Sarah.: A culpa É TODA SUA SEU DESGRAÇADO.! - ela levanta rápido chorando.

- Pres. se levanta afastando um pouco.: Você precisa de um emprego adequado para o que sobrou do seu histórico.

- Sarah.: ELE ERA TUDO PRA MIM E VOCÊS DESTRUÍRAM A MINHA VIDA.! - ela joga um travesseiro com força nele caindo na cama chorando muito.

- Pres. desvia.: Eu fiz uma empresa aceitar você na recepção. Você Vai pegar esse emprego e Vai mudar sua vida. Vai esquecer tudo e seguir em frente. Sem ele!

Após dizer isso, ele sai do quarto e do apartamento deixando ela passando mal de tanto chorar ali, ela gritava várias vezes e voltava a chorar. Depois de mais 4 dias trancada no quarto, Sarah sai para caminhar pelo centro da cidade com uma roupa qualquer e o cabelo apenas passado uma escova por cima. Algumas horas andando pela cidade, ela passa em frente a empresa que ela teria que trabalhar, sem mais nada para fazer, ela entra para olhar o ambiente, e assim que entra, todos começam a olhar torto pela aparência dela, mas ela não ligava e foi direto procurar o CEO da empresa. Assim que ela o encontra, ele já se enoja por ver que aquela era a mulher a quem ele Deveria dar a vaga, ele fez uma entrevista rápida e mesmo estando daquele jeito, Sarah pôde mostrar o que ele precisava pra sua vaga na recepção.

- CEO.: Bom, er, Senhorita Nakayami. Você receberá um salário do primeiro mês, más. ... - ele dá uma olhada de baixo a cima nela. - Venha começar seus serviços apenas quando estiver mais. ... Apresentável. Use o dinheiro do primeiro pagamento para ser uma mulher de verdade.

Ele a dispensa sem ela dar a mínima, Sarah volta pro seu apartamento e apenas fica na sala assistindo a TV por mais dois dias, no terceiro dia, ela recebe o pagamento do que seria um mês de serviço naquela empresa, ela apenas encosta o dinheiro na mesa e continua na sua "rotina" por mais algum tempo. Certo dia, o pai de Sarah vai visitá-la. A campainha toca, e quando ela abre a porta, Henk leva um susto ao ver o estado de sua filha.

- Henk entra olhando em volta.: . . . Céus. ... Sarah, o que você está fazendo da sua vida nessa situação?

- Sarah.: Exatamente o que eles fizeram comigo. - ela se joga no sofá com um pote de sorvete nas mãos.

- Henk senta do lado dela e tira o pote de sorvete dela.: Jamais pensei que veria minha filha assim um dia.

- Sarah começa a ter lágrimas nos olhos.: Minha vida não tem sentido sem ele, Pai. O que o senhor quer que eu faça?

- Henk a abraça.: Viva.! Eu sei que um dia você terá a felicidade que tanto deseja, minha princesa. - ele diz passando a mão na cabeça dela.

Sarah o abraça forte caindo em choros pesados e dolorosos novamente, Henk fica ali, sentado ao lado dela a consolando até que ela ficasse calma, e depois de uma conversa, Henk a ajudou a organizar a casa, mais tarde, a mãe dela também chegou ali e os três foram juntos à alguns lugares. No fim do dia, Sarah estava com uma aparência mais organizada como era antes, mas ainda estava triste, mesmo assim tentando sorrir para os pais. Durante os próximos dias, os pais de Sarah ainda a visitavam para ajudar ela a se manter de pé enquanto ela ainda não trabalhava. Henk sempre trazia alguns alimentos e Makena trazia roupas para ela, eles saiam juntos com as irmãs dela para passearem pela cidade algumas vezes e outras as irmãs iam passar a noite com ela no seu apartamento. Até que, após 1 mês o recebimento do primeiro pagamento, Sarah vai até a mesma empresa da primeira vez e vai diretamente falar com o CEO, que quase não a reconheceu.

- CEO.: Ora ora. Bem vinda de volta, Senhorita Nakayami. Espero que esteja pronta para sua nova vida.

- Sarah.: Não, nunca estarei pronta.

- CEO.: Bom, sabe seu trabalho. Já é hora de seguir em frente.! - ele a deixa já em seu posto para começar o trabalho.

- Sarah abaixa levemente a cabeça.: Nunca vou estar pronta. ... Para seguir sem você. - ela diz olhando uma foto do Optimus.