N/A: Olá pessoal, essa é mais uma das minhas antigas histórias originalmente postadas no Nyah!
Essa é de 2013.
Existem pontos importantes sobre ela: assim como Natal na Neve, também será reescrita (por diferentes motivos). A verdade é que minha visão sobre esse tema (de Diretor Sedução) mudou bastante e eu estava na dúvida se postava ou não essa fanfic, mas decidi que, enquanto parte de minha caminhada como autora, ela foi importante, então aqui está.
Dito isso, eu expresso novamente que uma versão atualizada dessa história é necessária e será postada assim que eu terminá-la (o que provavelmente não acontecerá logo, porque tenho outros projetos na frente, mas vai acontecer em algum momento no futuro!).
Obrigada pela atenção, se quiserem, comentem e recomendem para as Crepusculetes!
A: Sabe que dia é hoje?
B: Não. Qual?
A: Dia do Sexooo!
B: Ah, nossa, como se eu fosse transar hoje! Ridículo!
A: Ai sua mal-humorada. Só porque não tem um pau pra te deixar esfolada!
B: Meu Deus sua desavergonhada! Onde aprendeu esses termos?
A: Não importa Dona Isabella! O que vai fazer hoje?
B: Nada, provavelmente vou só estudar. E você?
A: Vou sair com o Jazz. Meus pais finalmente deixaram! E adivinha o que faremos a noite? Hehehe!
B: Você tem sorte de tê-lo. Ele te ama! Quem me dera ter alguém pra mim. Hey sua tarada!
A: Você deveria arranjar alguém pra você. Sabe quem eu sei que anda olhando bastante pra sua bunda?
B: Porra! Olha o respeito!
A: Vai me dizer que não quer saber quem é?
B: Quero!
O papel foi puxado de minha mesa, fazendo-me olhar para cima, encontrando dois olhos pretos furiosos olhando em minha direção. Droga! Apesar de eu ser uma aluna exemplar, o professor Black adorava implicar comigo; qualquer coisa que eu fizesse era motivo para detenção, e eu havia acabado de dar a ele um motivo para ficar de castigo. Suspirei derrotada.
–Passando bilhetinho durante a aula Srta. Swan? – indagou ele – Quem é "A"?.
"Ainda é um mistério" foi meu primeiro impulso de resposta, mas preferi ficar muda diante daquela pergunta. Se eu revelasse que "A" era a Alice e algo ruim acontecesse, ela provavelmente ficaria de castigo para sempre, pois seus pais eram muito rígidos. Soltei um muxoxo e balancei a cabeça negativamente.
–Não? Não vai me dizer? – balancei a cabeça novamente – A escolha foi sua. Pegue suas coisas e vá para a diretoria!
Não, não, não! Ele nunca havia me mandado para a diretoria, meus pais ficariam furiosos. Olhei para o lado e Alice estava com os olhos arregalados, se virou em minha direção e eu sabia que ela não me deixaria sozinha. Droga, eu não queria que ela ficasse de castigo por minha culpa; ela havia dito que ia sair com o Jasper, seu – ainda não descobri como – namorado.
–Certo professor! – talvez eu não ficasse tão encrencada assim se explicasse direitinho sobre a implicância do Black para comigo ao diretor Cullen. Ele sim era um bom homem... Bom, bonito e... Ai, ai, ele era tudo de bom.
Arrumei meu material apressadamente e sussurrei para Alice que tudo ficaria bem e ela retribuiu com um olhar agradecido. Peguei o papel com a letra do idiota do Black, que dizia como eu havia me comportado mal e me dirigi à direção do colégio.
Havia mais uns dois valentões por lá: Sam Uley, James Whiterdale, além de um menino com o olho roxo, prova de mais uma briga na FHS. Suspirei sentando-me numa cadeira, o mais longe possível dos bobocas e esperei ser chamada.
Ainda passei cerca de duas horas esperando, um entra e sai de pais que só o Sr. Cullen pra aguentar mesmo!
–Srta... Swan? – ele apareceu na porta, surpreso ao me ver, encarando-me com seus orbes verdes perfeitos, de terno azul marinho, sem gravata e a camisa branca com os primeiros botões abertos. Os cabelos ruivos acobreados totalmente desalinhados. Ele estava sexy, muito sexy. Um perfeito molhador de calcinhas. E a voz? Eu mataria para ouvi-lo gemer com aquela voz gostosa... Tinha 22 anos. 22 anos de puro tesão – Algum problema? – perguntou.
–Ah, o idio... Quero dizer, o professor Black... – comecei.
–Ah, o Black de novo? – ele revirou os olhos e segurei o riso – Entre, deixe-me analisá-la, digo, analisar a situação.
Oh, claro, diretor, pode me analisar sim, não há problema!
Entramos em sua sala, as paredes em tom claro contrastavam com o ar clássico do cômodo.
–Sente-se – ele apontou para a cadeira em frente à sua mesa.
–É, mas eu queria sentar em outro lugar!
–Como?
–Hein? – eu disse aquilo em voz alta? Droga! Mil vezes droga! Olhei envergonhada para ele que sorriu malicioso; senti minhas bochechas queimarem e desviei o olhar.
O diretor Cullen se sentou em sua cadeira, olhou-me e estendeu a mão.
–Suponho que o professor Black tenha mandado uma explicação sobre o motivo de eu tê-la aqui, não?
–Ah, aqui está – coloquei o papelzinho em suas mãos; um pequeno choque percorreu meu corpo do ponto em que nossos dedos se tocaram e me afastei rapidamente.
–Bilhetinho? – ele resmungou – Seu professor me mandou aqui porque você mandou bilhetinho na aula dele?
Xi... O diretor Cullen não parecia nada feliz! Será que o Black ia se ferrar?
–Bem, antes ficar aqui com o senhor do que com ele nas detenções – revelei. Com certeza ficar na presença do majestoso Sr. Cullen era melhor do que estar com o nada do Black.
–Detenção? Por que uma aluna exemplar como você ficaria em detenção? – perguntou indignado.
E o coro vai comer pro Black!
–Implicância, diretor Cullen – choraminguei – Ele sempre arranja um jeito de me deixar de castigo – fiz biquinho.
–Não fique assim Bella! – oh, ele me chamou pelo meu apelido! E como ficava lindo o pronunciando! Imagine gemendo! – vou conversar com o Jacob. Logo vou resolver isso. Mais alguma queixa?
–Não – murmurei.
–Então está dispensada – falou com um sorriso lindo.
–Ah – falei desapontada. Era só isso mesmo, não rolava nem um beijinho, abraço, nem um apertozinho de mão sequer? – Então é só isso?
–Sim.
–Só isso mesmo?
–Sim, isso.
–Não vai fazer nenhuma ocorrência?
–Não.
–Estou dispensada?
–Está.
–Tem certeza?
–Tenho
–Absoluta?
–Absoluta, Bella! O que foi? – ele perguntou confuso. Ok, eu confesso, posso ser bem chata quando quero. O Sr. Cullen levantou-se, olhando-me desconfiado, e se aproximou de mim, fazendo sinal com o dedo para que eu levantasse também.
Algo nele fez com que eu obedecesse e ele se aproximou mais, colocando suas mãos em minha cintura e puxando-me contra seu corpo. Que pegada! Apoiei meus braços delicadamente em seus ombros e acariciei sua nuca com as mãos, e sorri ao ouvir um leve gemido dele, que estava de olhos fechados. As mãos do Sr. Cullen apertaram minha cintura, pressionando sua ereção contra minha barriga; senti minhas bochechas pegarem fogo, assim como o resto do meu corpo.
Seus lábios brincaram com meu pescoço e eu gemia cada vez mais alto, até que ele chegou à minha boca, calando-me com a sua. Sua boca era macia e fiquei ali, contemplando sua textura até que o Sr. Cullen começou a passear sua língua pelos meus lábios e os entreabri, provando seu halito de menta. Sua língua trabalhou em minha boca, preferi deixar a minha parada; eu não havia beijado tantos garotos para ter experiência.
O Sr. Cullen finalizou o beijo com uma mordida suave em meu lábio inferior. Nos separamos e ele continha um sorriso perfeito no rosto. Desviei o olhar, eu estava muito constrangida e não conseguia entender o motivo pelo qual ele seguia com o desejo por mim. Eu poderia até ser bonitinha, mas nem de longe chegava aos pés dele.
–Hey, Bella – chamou-me e suas feições estavam preocupadas – Desculpe, isso foi puro impulso. Não queria ter feito nada que não quisesse – ele disse, parecendo arrependido. É, eu sabia, melhor ele me dispensar logo do que depois do sexo.
–Acho melhor eu ir embora, certo? – sussurrei com a voz esganiçada.
–É... Não se preocupe, eu conversarei com o professor Black. E sobre o que ocorreu...
–Não se preocupe, eu não contarei para ninguém – forcei um sorriso e deixei rapidamente a sala.
Olhei em meu celular e vi que já era a hora do almoço. Desviei o caminho do refeitório e fui para o pátio, o dia estava bonito, ensolarado, não quente, mas ensolarado. Sentei-me sozinha num dos banquinhos e suspirei, pensando, finalmente, no que ocorrera entre eu e o Sr. Cullen. Ele pareceu sentir atração por mim, será que ele iria adiante se eu não tivesse travado? Droga, talvez eu devesse uma explicação a ele; ele poderia entender! Até porque, se eu não explicasse isso antes do sexo, ele descobriria na hora, fora a minha insegurança. Me arrepiei ao nos imaginar fazendo amor. Suspirei novamente, sorrindo feito boba.
–Bells? – uma voz trouxe-me de volta à realidade.
–Hum? – olhei para a baixinha se aproximando – Oi Alice.
–O que aconteceu lá na sala do Sr. Cullen? Eu fiquei preocupada. Você não levou suspensão, levou?
–Não Lice, relaxa. Está tudo bem. Na verdade eu contei ao Sr. Cullen sobre a implicância do Black para com a minha pessoa.
–E o que ele disse?
–Disse que vai conversar com aquele idiota. Bem feito! – sorri maligna.
–Hum. E aquele sorriso besta que estava estampado na sua cara quando eu me aproximei?
–Hein? Sorriso besta? – fiz-me de desentendida.
–É, senhora Swan. Sorriso de gente apaixonada.
Apaixonada? Eu estava apaixonada pelo Sr. Cullen? É! Fazia sentido!
–Eu? Apaixonada Lice? Bebeu todas é? Deixa um pouco pra noite, quando for sair com o seu Jasper!
Ela suspirou e sorriu. Aquele sim era um sorriso besta! E depois da menção no nome do Jasper, foi só sobre ele que nós duas falamos; em como ela esperava que sua noite fosse perfeita e em como eu torcia para que realmente fosse. Eu fiquei feliz por ela e feliz por ter deixado o assunto "Isabella Apaixonada" para outra hora.
...
–Srta. Swan, o Sr. Cullen está te chamando na sala dele – disse uma garota adentrando a sala da penúltima aula do dia.
Merda! Por que ele estava me chamando? Será que ele mudou de ideia sobre a historia do bilhetinho?
–Certo. Obrigada! – peguei meu material e andei apressadamente até a sala de Edward.
–Sr. Cullen? – bati na porta.
–Entre! – ele disse num som audível. Abri a porta; ó caralho! Ele estava ainda mais gostoso se é que possível!
–Olá Srta. Swan – ele deu um sorriso cauteloso.
–Aconteceu alguma coisa?
–Oh, na verdade nada demais. Só queria deixar avisado que já resolvi as questões com o Sr Black!
–Ah! Que bom! – sorri, sentando-me na mesma cadeira que horas atrás – E o que foi resolvido?
–O Sr. Black não irá mais lecionar no seu ano, ficará apenas com o Ensino Fundamental I.
–Ah, coitada das criancinhas – pensei alto. Corei desviando o olhar. Edward riu.
–Não se preocupe com elas, geralmente há um professor auxiliar, então elas ficarão protegidas.
–Hum. Que bom pra elas... Então é só isso?
–É, eu acho.
Suspirei. Contar pra ele ou não?
–Er... Sr. Cullen eu quero me explicar sobre mais cedo – comecei encarando a sua mesa.
–Não precisa Bella. Eu quem me precipitei.
–Não. Eu não estou criticando o senhor, longe disso. Só quero dizer que eu... Eu estou... – droga, cadê a coragem?
–Você está... – encorajou-me. Mordi meus lábios.
–Apaixonada por você – sussurrei. Foi como se um peso tivesse saído dos meus ombros. Aquilo me relaxou e pude encarar seus orbes verdes que estavam surpresos.
–Sério? – ele perguntou sorrindo – Que bom saber – ele comentou.
Ah, era só isso. "Que bom saber"? Encarei novamente sua mesa, meus olhos começaram a arder, meu peito doía. Pressionei meus olhos com as costas das mãos para aplacar um pouco as lagrimas. Ele se levantou rapidamente, tamanha destreza que quase derrubou sua cadeira, eu a olhei surpresa.
–Não chore! – ele se aproximou de mim, ajoelhando-se a minha frente e pousando suas mãos em meu rosto.
–Está tudo bem – sussurrei – Você não me quer, não posso força-lo a gostar de mim – as lagrimas que eu tanto tentei reprimir escorreram pelo meu rosto, enquanto eu fechava os olhos; a dor da rejeição parecia mais fraca.
–Que bom que você sabe – ele sussurrou limpando minhas lagrimas e foi como uma facada em meu coração. Deixei escapar um soluço – Eu não quero você hoje, quero sempre. E eu não gosto de você, eu te amo!
Abri meus olhos lentamente, não querendo acordar do possível sonho e encontrei os olhos verdes mais lindos e mais brilhantes que eu já vira. Mais surpresa do que eu estava, tenho certeza de que nunca mais ficaria.
–O que?
–É isso mesmo. Eu te amo Isabella Swan.
Olhei perplexa para ele. Há um minuto eu pensava que eu seria rejeitada por essa perfeição à minha frente e em seguida ele se declara e ainda diz que me ama?
–Ainda bem – sussurrei – Você me pregou uma peça.
–Desculpe amor – eu me derreti – Te compenso mais tarde.
–Ah! – eu corei – Sobre o que aconteceu mais cedo er...
–Pode falar.
–Primeiro: eu sou meio que... Hum, inexperiente por assim dizer...
–Você é virgem?
–Bom, é, sim. Em outras palavras – eu corei olhando para o chão.
–Então hoje à noite precisa ser ainda mais especial – ele elevou meu olhar e sorrimos um para o outro.
–E segundo: será que podemos repetir – ele ergueu uma sobrancelha – O beijo, tipo agora – eu corei.
–Será o maior prazer – ele sorriu me puxando da cadeira e se sentando ali, me sentando em seu colo em seguida.
–Ah, e mais uma coisa – aproximei meu rosto do seu – Eu também te amo! – sussurrei contra seus lábios.
...
–Então só pra repassar, se nossas mães ligarem, eu e a Alice dormiremos na sua casa ok?
–Ok – confirmou minha prima Rosalie.
Rose era nossa salvação; apesar dos pais da Lice terem a deixado sair com o Jazz, eles não haviam a deixado dormir com ele. Já meus pais não faziam a menor ideia de que eu sairia com Edward, portanto, Rose nos encobriria.
...
–Você está linda Bella. Para de se mexer porra! – Rose gritou a me ver andando pela sala da casa dela.
–Ele está quinze minutos atrasado – murmurei sentando no sofá – Ele deve ter desistido – choraminguei.
–Para de drama cacete! – é a Rose realmente consegue me acalmar sendo tão amorosa quanto o puto do Black seria.
Toc toc.
–Viu sua dramática, ele já chegou!
Suspirei aliviada e senti borboletas voando em meu estômago.
–Pegue sua bolsa! – Rose me deu uma bolsinha e uma mochila – Aqui tem tudo o que precisará amanhã de manhã! – ela me abraçou – Tenha uma boa noite!
–Obrigada Rose!
Abri a porta e encontrei um Sr. Cullen ainda mais lindo, com um sorriso torto de bambear pernas estampado no rosto.
–Oi amor – cumprimentou-me – Desculpe o atraso, tive um probleminha com a reserva do hotel.
–Hotel? – perguntei espantada – Nós não ficaríamos no seu apartamento?
–Mudei de planos, amor, meu apartamento está uma zona! – eu ri de sua expressão, mas algo me dizia que ele já havia planejado esse negocio de hotel – Você está maravilhosa! – eu corei.
–Você também está! – sorri.
–Vem, eu já estou com fome! – fui só eu ou ele realmente usou duplo sentido na frase?
Entramos em seu volvo e seguimos a cidade vizinha até um hotel chique. Nem ferrando que Forks teria um local desses!
–Madame! – disse ele abrindo a porta do carro para mim. Ri e aceitei sua ajuda para descer do carro.
Adentramos o lindo hotel e um homem nos esperava já dentro de lá, e levou-nos até a parte do restaurante.
–É muito lindo! – murmurei olhando o imenso salão.
–Não usaria essa palavra. Não com você aqui! – eu sorri olhando para seus olhos, cheios de expectativa.
...
O jantar foi delicioso, refinado. Edward e eu nos conhecemos mais... Alias, eu o conheci, né, já que pelo fato de ser meu diretor ele tinha todos os acessos que quisesse sobre minha vida pessoal.
Depois do jantar, Edward me mandou subir para o quarto, pois ele ajeitaria os últimos detalhes de nossa estadia.
Peguei o elevador e fui ao nosso andar, entrando no quarto de numero indicado por ele. Edward era realmente inacreditável! Tão romântico, tão fofo, carinhoso, a prova era o quarto que ele mandara arrumar.
Sorri observando tudo, ele era o homem perfeito, o homem que eu queria para mim e que de alguma forma também me queria.
Entrei no banheiro decidida a me preparar para minha tão aguardada noite. Tirei meu vestido e observei-me no espelho; minha aparência era a de alguém nervosa, ansiosa. Ouvi um barulho do lado de fora e abri uma fresta na porta, observando Edward entrar no quarto e sentar-se na cama; ele me focalizou e sorriu. Corei e fiz um sinal de espera com as mãos. O mesmo assentiu e tornei a fechar a porta do banheiro.
Respirei fundo algumas vezes, tentando normalizar minha respiração descompassada. Mandei minhas inseguranças e todos os sentimentos ruins pra puta que os pariram, porque ninguém merece ficar com esses sentimentos na hora da primeira vez né?
–Bella, amor, está tudo bem? – me sobressaltei com a batida de Edward na porta.
–Sim! – respondi rapidamente – Já vou sair! – respirei fundo mais uma vez, e finalmente abri a porta.
O olhar de Edward seguiu de meu rosto até meus pés, se demorando mais em minhas partes cobertas pelo lingerie. Ele sorriu.
–Você está linda! – sussurrou.
Eu corei e ele riu. Edward me guiou para sentarmos na cama e abriu a taça de champanhe, colocando-o nas duas taças disponíveis.
–Ainda bem que você já é maior de idade! – brincou para descontrair o clima e suspirei esboçando um sorriso – Não tenha medo! Nós pertencemos um ao outro! – ele colocou minha mão no lugar de seu coração e ouvi as batidas cada vez mais fortes. Sorri.
–Para sempre?
–Para sempre.
Bebi alguns goles de minha taça e logo deixei na mesinha de cabeceira, assim como Edward.
Ele foi se aproximando gradativamente até que seus lábios se encontraram com os meus e iniciamos um beijo calmo e recheado de amor. Edward foi me empurrando levemente até estar deitado na cama por cima de mim.
Minhas mãos acariciavam seus cabelos, bagunçando-os ainda mais, e as suas apertavam meu corpo de uma maneira deliciosa. Abri os botões de sua camisa e ao retira-la, experimentei pela primeira vez tatear seus músculos fortes e bem definidos do braço e abdômen.
Já ele procurava acariciar meus seios por cima do lingerie, enquanto nossas línguas trabalhavam arduamente em uma batalha. Desci minhas mãos até o cós de sua calça, me atrapalhei um pouco com o cinto, mas Edward tratou de me ajudar e a tirar sua calça junto com a Boxer. Corei ao notar seu membro já ereto, ele apontava na direção de minha entrada e senti meus músculos tencionarem.
Seus lábios buscaram os meus, numa tentativa, talvez, de me relaxar. Suas mãos tatearam por minhas costas até o fecho do sutiã e o retirou. Corei novamente, dessa vez ao notar seu olhar sobre meus seios desnudos. Sua boca desceu por meu pescoço até meu mamilo esquerdo, sugando-o suavemente, como se estivesse com medo de me machucar. Uma de suas mãos foi para meu outro seio, apertando-o.
–Edward! – gemi seu nome, pressionando um pouco mais forte sua cabeça.
Ele sugou mais forte e logo soltou meu seio, fazendo-me olhar confusa.
–Calma, eu ainda não acabei amor.
Corei, e observei-o envergonhada, a começar a tirar minha calcinha demoradamente. Ele estava sendo cauteloso, observando minhas feições e tudo o que eu conseguia era ficar ainda mais vermelha!
–Você tem algo muito bonito aqui, muito precioso – sussurrou ele – E eu serei o primeiro e único a tê-lo – fiquei mais vermelha com os elogios, mas ainda mais certa do que eu queria após suas afirmações.
Ele se deitou novamente sobre mim, beijando-me e seus dedos seguiram para meu baixo ventre. Seu dedo acariciou-me e senti as borboletas em meu estomago se agitarem; um me penetrou sem aviso e gemi enquanto o outro continuava a acariciar algo lá embaixo que me fazia ver estrelas.
Minha respiração estava descompassada e senti outro dedo tentando me penetrar, mas minha barreira o impediu. Edward não insistiu e continuou me estimulando, até que atingiu algum ponto dentro de mim que fez as borboletas em meu estomago descerem para minha intimidade. Pode ter soado estranho, mas a sensação foi exatamente essa.
Eu gemi seu nome alto, queria mostrar que era dele e não me importava que escutassem. Era o meu homem me dando prazer, o meu homem me amando. Tudo o que eu queria e que eu queria retribuir.
–Eu te amo! – sussurrei entorpecida pelo prazer... Do meu primeiro orgasmo.
–Eu também te amo – ele sussurrou de volta – Me desculpe se eu te machucar – avisou.
Edward começou a me beijar, quando senti uma leve pressão em meu baixo ventre e entendi o que estava prestes a acontecer. A pressão foi se tornando maior gradativamente, até que finalmente rompeu minha barreira. Gemi de dor, descolando nossas bocas e abraçando-o pelo pescoço. A dor e a ardência eram grandes, mas preferi me concentrar apenas no homem à minha frente, o homem que me fizera mulher.
Seus lábios buscaram os meus novamente, e suas mãos percorreram meu corpo, como se quisesse me fazer esquecer da dor. Agarrei-me a esses fatores quando Edward começou a se mover dentro de mim, suas mãos me acariciavam e logo a dor se tornou prazer. Eu gemia seu nome e ele gemia o meu. Eu estava feliz, radiante, para ser sincera, por causar nele as mesmas sensações que ele causava em mim.
–Bella! – ele gemeu e senti seu membro inchar dentro de mim.
–Ed... – gemi e outro orgasmo me tomou.
Algumas estocadas e senti o liquido quente de Edward me preenchera.
Sorri olhando, já cansada, para seus lindos olhos verdes. Eles demonstravam todo o amor que ele sentia por mim.
–Obrigada por isso – murmurei fraca – Eu te amo.
–Eu quem agradeço – ele beijou meu ombro e se retirou de dentro de mim, deitando-se ao meu lado – Eu te amo! – depositou um selinho em meus lábios.
–Sabe, acho que no fim, eu sou muito grata ao Black – revelei e ele riu, me entendendo.
Afinal, se não fosse pelo idiota do meu ex-professor, eu nunca teria ido à diretoria, e se eu nunca tivesse ido para lá eu nunca saberia que o homem por quem eu era apaixonada também sentia o mesmo, não teria amado ele, muito menos comemorado o Dia do Sexo com ele!
–Vem, vamos dormir! – ele apagou a luz e me deitou em seu peito – Boa noite minha aluna exemplar!
–Boa noite meu diretor sedução!
