Lar
Autora: Theka Tsukishiro
Desafio 100 temas: Tema 93 - Sobre Lar
Beta: Slplima querida amiga, não sei como agradecer todo o carinho, paciência em me ajudar. Obrigado, obrigado de coração! Minha amizade e lealdade para todo o sempre!
Notas da Beta: Querida amiga!
Que deleite poder ajudá-la, novamente, a moldar mais esse enredo. E tenho que dizer ... lindo!
A definição de lar, a grandiosidade do significado dessa palavra.
E enquanto lia, refletia eu, cá com meus botões, o quanto a felicidade custa pouco quando prestamos atenção nos detalhes. Pois que aquilo que nos faz felizes está mesmo nas pequenas coisas; em um olhar, num gesto, uma palavra de carinho, um aconchego, alguma coisa que te faça sorrir ou, até mesmo, chorar de emoção.
Um lar onde somos bem -vindos e amados, de verdade!
E Camus sabe bem onde fica o seu, não é?
Tão romântico e singelo.
É inacreditável como um texto pequeno pode nos atingir na alma com tanta força. Principalmente se escrito com esmero e sensibilidade por uma autora tão talentosa e perspicaz como você, amiga!
Obrigada por este privilégio. Por me deixar fazer parte desse milagre!
Simplesmente, perfeito.
Parabéns, por mais esta obra-de-arte.
Fique bem.
Bjocas.
Notas da Coelha: Fazia muito tempo que eu não escrevia uma ficlet, e hoje ouvindo a música Home, essa ideia me veio, e eu não consegui deixar de passar em branco Agradeço a parça Almaro, pois foi com ela que aprendi a gostar dessa música !
Saint Seiya não me pertence. Todos os direitos são reservados aos criadores!
Música inspiração: Home - Gabrielle Aplin
oOoOoOo
Já existente algum tempo que estava ali!
O sol já havia se posto, e o manto ébano noturno começava a cobrir-lhes a cabeça. Pontinhos brilhantes iam ganhando mais evidência, dando a abóbada celestial um significado muito especial.
Estavam todos sentados ao redor da fogueira.
Um meio círculo quase perfeito, sinuoso, tendo como companhia o imperioso mar azul tão próximo, e ao mesmo tempo, distante.
O silêncio determinado momento exato era quebrado apenas pelo crepitar ameno do fogo nas toras pequenas dispostas na fogueira que a pouco introduzida acendido. As ondas quebrando na arrebentação pareciam se unirem ao burburinho da lenha queimando em um sincronismo igual.
Apaziguador.
Recostado no peito largo do namorado, o sueco ajeitou suas madeixas loiras em movimentos comedidos. E com um olhar lânguido, fixou sua atenção no francês ensimesmado que parecia estar vagando em seus pensamentos.
"Tão distraído ..." - ambulância, enquanto observava-o mirando a arrebentação como se isso fosse algo muito interessante!
Remexendo-se um pouco, Afrodite aproveitou se incomodar com algo que não poderia ser visto, ou mesmo, sentido. O que houve feito? Todos brincando estavam, jogando conversa fora, quando o assunto surgira e o silêncio se instaurou. Sempre que aquilo acontecia, parecia que o Deschamps se fechava de uma tal forma, que poderia cair um meteorito na Terra, que este não iria responder o que quer que fosse.
Sua vida era muito sua! E não gostava de ficar contando o que só dizia respeito a ele e ao noivo, que ainda estava em viagem.
- Camus ... - Afrodite o chamou. E arqueando uma sobrancelha, bufou irritado, quando não declarar uma resposta. Detestava ser ignorado, mas conhecia o amigo muito bem para saber que não o estava sendo.
Prestando melhor atenção a tudo e todos, Shaka sorriu de soslaio. Astuto como si só, iria tentar a sorte.
- Camus? - o indiano lhe chamou um pouco mais alto que o loiro sueco.
Olhos castanhos, quase rubros, desmoraram um pouco a mirarem aos demais, parecendo surpreso.
Havia realmente se perdido em seus devaneios, e a prova estava ali, bem evidente; a ruga em sua testa.
- Desculpa ... acho que eu divaguei. - respondeu um tanto sem graça o arquiteto.
Rindo baixinho, Mu balançou a cabeça, agitando assim seus longos cabelos lilases.
- Vamos, Camus! Bastou perguntar a você o que considera como seu lar, para que se fechasse em sua concha, fugindo da realidade para se proteger! - o ariano sorriu ao sustentar-lhe o olhar.
- Hmm ... foi mesmo, não ? - Camus respondeu com nova pergunta.
Adorava fazer aquele jogo de gato e rato, e quem sabe, quiçá não se divertia, mesmo que internamente com tudo isso!
Um leve arquear de sobrancelha. Os olhos fixos, sustentando os olhares indignados a si direcionados.
- Ora, sem rodeios, Camus! - Enzo, que até aquele momento apenas estava prestando atenção, exigiu, com sua voz de barítono e olhar de mafioso.
Camus não era um homem que gostasse de se abrir com as pessoas, e deliberadamente estava mesmo evitando dar aquela resposta.
- Vai, Camus, conta para nós onde está o seu lar? - Afrodite tentou, mais uma vez. Afinal, a esperança era a última que deveria morrer! - E sem gracinhas, pinguim! - gracejou ao notar o ruivo trincando os dentes. Era divertido usar o apelido dado ao francês quando este ainda era apenas um garotinho. - Vamos, Camus, diga logo para nós! E não vale dar o seu endereço como das outras vezes! - fazendo um leve beicinho, lanç-lhe um punhado robusto de areia para em seguida rir.
- Mas você me perguntou onde ... - o ruivo parou de falar, não acreditando no que via. Piscando algumas vezes, emocionado, ficou de pé e deixou que uma pessoa que estava acabando de chegar se aproximasse.
Um abraço apertado, um beijo saudoso trocado. A ânsia de estar e ter uma pessoa junto de si.
Ambos estavam separados já há alguns meses devido ao trabalho do grego loiro, e aquele simples abraço parecia aplacar como saudades.
Tudo valeria a pena ... contanto que estivessem juntos!
- Afrodite ... - Shaka murmurou ao mirar o amigo com intensidade, ao mesmo tempo que acarinhava o braço do marido ao seu lado. - Creio que acabamos de descobrir qual é o significado de lar para Camus, não é? - e voltando os olhos para o casal que continuava a trocar juras de amor ao pé do ouvido, deu de ombros.
Porque eles dizem que lar é onde seu coração se grava em pedra!
E era nos braços de Milo, o belicoso oficial da EKAM que se encontrava o lar do arquiteto francês.
Isso sim, é um valioso Lar.
"Porque eles dizem que lar é onde seu coração se grava em pedra
É onde você vai quando está sozinho
É onde você vai para descansar seus ossos
Não é apenas onde você deita sua cabeça
Não é apenas onde você arruma sua cama
Contanto que estejamos juntos, importa pra onde vamos? "
Lar - Gabrielle Aplin
oOoOoOo
Lembretes e explicações:
E.K.A.M.: A Unidade Repressora Especial Antiterrorista (em grego:. Eidiki Katastaltiki Antitromokratiki Monada, Ε.Κ.Α.Μ.) é a unidade contra-terrorismo da Polícia Helênica e o seu grupo mais seleto. Caracteriza-se como uma força especial, altamente treinada em táticas militares para participar de operações incomuns destinadas a combater o terrorismo, aniquilar a capacidade de combate do inimigo ou assumir a vanguarda na ação contra os opositores da lei.
Originou-se em 1978, quando dois grupos antiterrorismo foram criados nas antigas Polícia Urbana e Gendarmeria. Com a união das duas forças em 1984 tornaram-se uma só unidade.
Contava inicialmente com um efetivo de 150 homens, quando o pais hospedou os Jogos Olímpicos de 2004, mas em razão da importância do evento e da necessidade de melhor proteção foi este aumentado para 200 policiais. – Fonte Wikipédias
Link para a música inspiração - watch?v=3REdwjmUoDo
A tradução da letra da música não foi minha, assim qualquer erro relevem. Achei no Vagalume
Momento Coelha Aquariana no Divã:
*Ouvindo Home enquanto arruma a fic e nem percebendo que algumas figurinhas carimbadas se encontram atrás da cadeira em que a Coelha trabalha para colocar nova fic no ar*
Kardia: Eu disse a você velhote, ela está escrevendo com Milo e Camus em vez de escrever com você e seu Katsudon, ou comigo e meu Dedé!
Viktor: Fiquei sabendo que ela tinha tido uma crise furiosa de ansiedade, agora que ela consegue escrever é uma novidade boa, visto que ela se anula terrivelmente.
Kardia: De certa forma você tem razão, então, talvez, quem sabe, deveremos deixa-la em paz. Uma recaída agora pode piorar a situação, e vai que ela desanda a buscar escrever com outros casais e nos esqueça!
Viktor: Disse tudo... Deixa a Coelha trabalhar!
*ouvindo a conversa pois estava com a música baixinha*
Ah! Mas eu mereço esses dois agora juntando forças para me policiar! Não falta mais nada mesmo!
Bem, mas vamos deixar os dois para lá, e bem, quero agradecer quem chegou até aqui. Realmente não ando muito bem com minha ansiedade, ela vem e vai, e por vezes nem eu mesmo aguento muito bem as coisas, mas foi com surpresa que ao ouvir essa música, Home, que tudo causar clarear.
Espero de coração que gostem, e deixem comentários, pois é isso que nos deixa felizes, e faz com que escrevamos mais!
Beijos
Theka
