Aviso: Crepúsculo não me pertence.
Olá! Essa fic faz parte do Voltar para POSO, parceria do Voltar para Forks com o Projeto One-Shot Oculta em comemoração ao aniversário da Bella Swan.
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Parte I
Primavera
Minha avó tinha o costume de dizer que quando algo está predestinado a acontecer - mesmo o caos - nós, como bruxas, poderíamos sentir isso ferver em nossas veias.
Ela me dissera que não havia outra maneira de explicar e foi exatamente dessa forma que tinha sentido quando pressionou a grande guerra que assolou o nosso mundo meses antes dela começar. Guerra de poder que dizimou militar e fez como terras onde todos os antes viviam em harmonia, se dividirem e os seres se separarem.
Em dias de solstícios e equinócios, eram os únicos que todos puderam andar no mundo que se eliminou ao fim da guerra. No início de cada dia, os portais se abriram para se fecharem no exato minuto do outro.
Apesar de tudo, era nesse mundo que sentia de fato pertencer e não a pequena cidade de Forks, onde morávamos desde que nasci. Sabia que Alice - minha irmã mais velha - sentia da mesma forma e por isso ambas quase não dormimos de tanta ansiedade e ficávamos conversando embaixo do lençol sobre quais seres poderíamos encontrar.
Sangue correndo rápido, pontas dos dedos formando, coração batendo forte e então o pressentimento que pesava cada parte do meu corpo. Fora dessa forma que me senti segundos antes de Alice puxar meu cabelo e eu sair correndo atrás dela pelo grande mercado aberto que a minha família se encontrava, além dos mais diversos seres místicos.
Ela me olhava rindo ao mesmo tempo em que se embrenhava fácil entre os adultos por ser mais alta, e enquanto eu acabava esbarrando neles até que senti algo se chocar contra o meu corpo fazendo-me cair em algo espesso e úmido, com um peso a mais vindo junto. Olhei para uma poça de lama que me encontrava tentando entender o que havia acontecido para parar ali enquanto ouvia murmúrios e risos. Muito risos
Alice estava na minha frente gargalhando com um garoto loiro meio vampiro que parecia ter a sua idade, assim como uma garota loira também meia vampira que olhava para mim sem acreditar. Ao contrário do moleque grandalhão de cabelos pretos que se acabava de rir como Alice e o loiro. Antes que pudesse falar algo, notei que não estava sozinha naquela poça de lama que sujou meu vestido e parecia escorrer do meu cabelo. Algo que também acontece com o garoto meio vampiro ao meu lado. Seus cabelos meio ruivos estão sujos de lamas assim como a sua cara, que mostrava o quão desnorteado estava.
Num estalo, percebi que fora ele que havia trombado comigo e levando nós dois para lama.
-Você é um meio vampiro vesgo para não olhar por onde anda ou corre? - soltei brava, ficando de pé vendo meu vestido imundo. As risadas cessaram enquanto os olhos verdes dele me encararam raivosos.
-Eu não tive culpa, tá legal? Você entrou na minha frente do nada. - revidou no mesmo tom, o encarei ainda mais brava. - Aliás, se você tinha visto na sua bola de cristal que não deveria correr hoje, nada disso teria acontecido, bruxinha.
Parei de tentar tirar um lama do meu cabelo e o fuzilei.
-Se eu tenho uma bola de cristal, eu ia enfiar ela no seu…
-Isabella. - repreendeu Alice, a olhei notando que a mesma encarava-me de maneira chocada. Agora ela lembrou de falar algo e parar de rir, pense brava. Ela negou com a cabeça e pegou o meu pulso. - Vamos embora antes que nossos pais venham atrás da gente e veja isso.
-Me solta. - reclamei tentando soltar meu pulso do aperto.
-Não, nós precisamos ir. - replicou, olhei para ela irritada.
-Agora que não tinha mais graça para você rir, nós vamos não é mesmo? - cúspides. Ela parou de andar e me olhou brava.
-Você estava discutindo e enfrentando um meio vampiro. Mesmo que havendo quase sua idade, mamãe iria ficar furiosa se descobrisse que você arranjou uma confusão falando forma ou saísse aos socos com ele. - explicou.
-Eu não ia sair com socos com ele. - garanti, Alice somente me olhou como se não acreditasse. Suspirei. - Ele me chamou de bruxinha, e o papai me falou que se alguém falasse dessa forma que eu não Deveria ficar calada.
-Mas nós duas sabemos que a nossa mãe não pensa dessa forma. Agora vamos. - disse voltando a me puxar para onde ela previu eles estavam. Eles - como ambas imaginamos - não conhecido nada felizes em me ver daquele jeito e muito menos como havia sido. Alice, como sempre, por ser irmã mais velha, se livrou de uma possível bronca enquanto eu tive que ouvir o sermão de nossa mãe de que não deveria ter corrido no mercado. O que me fez odiar a minha irmã naquele momento. Odiava por ela ter 12, e eu 8.
Mas sobretudo, odiava aquele meio vampiro, de cabelo desbotado que me derrubou e ter me feito lavar o cabelo três vezes para sair toda lama que grudou quando secou.
O ódio foi brevemente esquecido até o equinócio de primavera chegar. Apesar da minha felicidade de comprar coisas novas para os meus estudos e práticas de magia com meu pai, ficava com raiva só de pensar em esbarrar com o meio vampiro de novo - mesmo que não houvesse certeza que isso fosse acontecer.
Até me deparar com o mesmo no mercado, com os cabelos lambidos para trás e vestido com umas roupas enfadonhas que tinha certeza que eram do século passado, pela quantidade de babados que tinha na sua camisa. Ele segurava um buquê de flores - enquanto eu segurava a roupa riso - se mexendo desconfortável com a.
Um vampiro loiro de olhos dourados, estava do seu lado com um sorriso divertido do qual o meu pai parecia compartilhar. Eles tocaram um aceno e o vampiro deu um empurrão no qual o meio vampiro que andou desajeitado e estranho na minha direção.
-Cara senhorita Swan, - começou a ler num cartão pequeno e me olhou dando um pequeno sorriso. -Estou aqui para oferecer as minhas sinceras desculpas por tê-la feito cair na lama e tê-la ofendido. Assim como ofereço essas flores. - acrescentou devagar e evidentemente nervoso. Olhei meu pai que devolveu o olhar que estava nítido o estava estava se divertindo com a situação.
- Preciso realmente perdoá-lo? - indaguei.
-Essa é sempre a melhor coisa a ser feita. - respondeu. Pensei naquilo e olhei para o garoto que parecia suar enquanto o olhava me decidindo se perdoava ou enfiava as flores goela abaixo.
-Aceito suas desculpas- disse e ele soltou um suspiro aliviado. Senti meu pai apertar o meu ombro e foi conversar com o vampiro loiro que ainda sorria. Fiz uma careta ao vê-lo estender o buquê. - Pode ficar, não gosto de flores.
Ele deu um meio sorriso.
-Obrigado por aceitar minhas desculpas, mas tem como aceitar mesmo que não goste? Minha mãe vai me matar se não tiver aceitado.- comentou mexendo a gola apertada. Olhei para ele divertida.
-Foi ela que te fez vestir isso? - questionei e ri ao vê-lo fazer uma careta de sofrimento e assentir.
- "Nós devemos honrar o nome e o legado da família Cullen". - a imitou fazendo-me gargalhar pela voz fina enquanto me sentava nas escadas de uma loja fechada vendo nossos pais conversarem. - Do que você está rindo? Isso não tem graça.
Revirei os olhos.
-Claro que tem graça, até porque parece a minha mãe falando. - comentei com ele se sentando do meu lado. - "Você precisa maneirar nessa boca suja, menina. Honra as bruxas que cortantes de você."
Fora a vez dele gargalhar da minha imitação.
-Elas são diferentes, mas não tanto. - apontou, assenti concordando. Eleeu a mão na minha direção, fazendo-me olhá-lo e notar que seus olhos verdes estend possuíam pontos dourados brilhantes. - Meu nome é Edward.
-E meu nome é Isabella, mas pode me chamar de Bella. - respondi apertando a sua mão. Ele deu um aceno, balançando as nossas mãos antes de soltá-las. Ficamos um tempo em silêncio, nossos pais conversam e riem com outros homens que nunca vi. Suspirei e olhei para Edward curiosa. - Quantos anos vocês têm?
- 10 anos e você?
-Está explicado o nome de velho. - provoquei, e o vi revirar os olhos. - Tenho 8.
-Está explicado a cara de piralha. - devolveu, o encarei irritada e mostrei o dedo do meio para ele, que riu.
-Isabella. - meu pai me chamou a atenção, olhando sério. - Não foi isso que lhe ensinei.
Não mesmo, foi o tio Billy , quis dizer, mas somente pensar. A risada de Edward, antes controlado, se tornado alta enquanto fazia a cara de pena para o meu pai.
-Desculpa pai. - pedi e olhei para Edward, brava. - Para de rir, palhaço.
-Só quando você parar de drama, pirralha. - devolveu, fazendo-me dar um soco em seu braço. Ouvi alguém rir e depois tossir.
-Chega Isabella, vamos antes que sua mãe venha atrás de nós aos gritos. - disse meu pai divertido, e pude ver o loiro nos encarar da mesma forma. Assenti pegando o buquê e sai das escadas.
-Oi Bella. - Edward me chamou num tom de cochicho. O olhei. - Se quiser, podemos encontrar para brincar no próximo solstício.
-Se não for para mim jogar na lama, eu topo. - cochichei de volta. Ouvimos meu pai me chamar. -Até o próximo solstício Cullen palhaço.
Ele sorriu de maneira torta, mas adorável.
-Até o próximo solstício Swan chorona. - se despediu, me fazendo revirar os olhos. Meu pai e eu nos despedimos de maneira rápida do vampiro loiro, que era pai de Edward e fomos atrás dos meus livros e material para pintura. Apesar de ter desejado fazer, não joguei para o buquê e nem joguei quando atravessamos o portal, para então irmos para casa.
Isso até ver o pequeno grande surto da minha mãe ao descobrir de quem eu havia ganhado. Naquele momento, enquanto ela me encarava brava, desejei ter jogado o buquê na primeira lixeira que vi em Forks.
-Eu não acredito que você não comeria uma barbaridade dessa, Charlie. - disse ela em tom alto, meu pai suspirou.
-São apenas flores Renée, acalma-se. O pai dele estava lá e o garoto é mais humano que vampiro. - respondeu, mas não houve nenhum sinal de que ela diminuiria a histeria. Ele me olhou. - Bella, por que você não sobe e começa a desenhar no seu caderno novo?
Apenas assenti antes de subir os diversos lanças da escada até entrar no meu quarto fechando uma porta. Suspirei e fui para uma escrivaninha onde fiz surgir um vaso simples, antes de começar a desenhar.
Ali, observando como margaridas e ignorando tudo ao meu redor, desenhei pela primeira vez o garoto meio vampiro divertido.
-Espere. - disse o olhando, sentindo o meu resto, fazer uma careta. - Você toma sangue?
Eduardo soltou um risinho
-Meio vampiro almofada? - falou mostrando como presas como se fosse para enfatizar o que estava dizendo. Fiz a minha melhor cara de tédio.
-Se não tinha esquecido, não teria perguntado. - revidei e coloquei mais um doce na boca. - É que você parece humano, igual ao que estudam comigo e acabo esquecendo disso.
-Como é estudar com os humanos? - foi a vez dele me perguntando curioso. Olhei para a feira que estava lotada.
-Entediante e ao mesmo torturador. Eles me acham estranha, então não me incluem em nada e quando fazem isso é porque a professora os obriga. - contei vendo Alice conversar animadamente com Jasper e Rosalie, irmão do meio vampiro ao meu lado. Alheios que Edward e eu esfregados sentados no telhado do casarão em ruínas ea metros longe da feira. Era onde havíamos parado após brincar de pega à pega, e literalmente fugir da sombra da minha mãe.
-Eles não te incluem só por achar você esquisita? Não faz sentido.
-Não, mas pelo que vejo quando minha irmã volta da escola, isso não vai mudar quando crescer, só vai piorar. E ela diz, que o ensino médio é pior. - expliquei notando que a camiseta branca de Edward metade dela marrom de sujeira.
-Humanos são chatos e complicados. - concluiu. Apenas assenti e sorri.
-Mas tenho pena deles por não saberem que as criaturas que eles sonham, como as fadas, são reais. E a beleza delas, não chegam nem um pouco do que imaginam. - falei, ele sorriu de maneira torta, mas adorável.
-Isabella. - ouvi minha mãe quase gritar, fazendo-me assustar.
-Droga! - resmunguei.
-É sua mãe? - perguntou, apenas assenti enquanto saia devagar do telhado até pular, e cair na varanda. Edward fez um salto simples e de maneira tranquila caiu do meu lado ..
-Metido. - soltei antes de sair quase correndo para fora da casa, sendo seguida por ele, até chegarmos na feira ofegante. Andei a passos rápidos para recuperar ou antes de voltar a correr vendo Alice ainda conversando com os outros. Sem decidir, apenas agindo, me enfiei entre eles esbarrando nela de propósito fazendo um derrubar suco no loiro. Gargalhei antes de voltar a correr, mas a minha risada morreu ao olhar a cara brava da minha mãe e da minha avó.
-Onde você estava para ficar imunda desse jeito? - questionou, fazendo-me notar que as minhas roupas estavam tão sujas quanto as de Edward.
-Brincando por aí com um amigo - respondi. Ela me olhou desconfiada.
-Que amigo é esse Isabella?
-Foi com o garoto meio vampiro. - afirmou minha avó, num tom de desagrado. Olhei para ela surpresa, e minha mãe me encarou furiosa.
-O que eu disse sobre encontrar e fazer amizade com esse menino?
-Mas ele parece ser tão humano como os garotos da minha sala.
-Parecer, não significa ser. Você está proibida de se encontrar para brincar com ele, Isabella.
-Por que Alice pode ser amiga deles e eu não? - revidei brava.
-Alice não é amiga deles, pare de mentir Bella.
-Não estou mentindo. Se ela pode, eu também posso. - insisti, batendo o pé.
-Isso é verdade Alice? - questionou minha vó, e vi minha irmã me olhar com um lampejo de raiva antes de negar com a cabeça.
-Não senhora vó. - afirmou, segurei a vontade de gritar a chamando de mentirosa. Senti minha orelha ser puxada.
-Solta a minha orelha. - quase gritei de dor, ela puxou a minha orelha de novo e soltou.
-Isso é por me desobedecer e mentir. - disse, puxou-me pelo pulso e me deu um empurrão. - Agora vamos embora, você está imunda. - acrescentou enquanto segurava como lágrimas.
Passamos pelo portal e entramos no carro que estava escondido no acostamento da rodovia de Forks. Ignorei Alice que estava sentada no meu lado que tentava me fazer conversar com ela, enquanto me controlava para não chamá-la de mentirosa. Ignorei meu pai na sala e segui para o meu quarto, onde tomei banho e fui desenhar. Ouvi a porta ser batida.
-Bella, posso entrar? - ouvi Alice dizer, olhei furiosa para a porta.
-Você já previu a resposta Alice. - respondi alto, e voltei a chorar sentindo a minha orelha doer. Ouvi seus passos e a porta do seu quarto ser batida, respirei fundo e voltei a desenhar decidida, em escapar melhor da próxima vez.
-Eu não vou entrar. - disse fornecido. Olhei para o rio cristalino que passava pelas terras das fadas e dos vampiros, e apesar do calor insano do solstício de verão podia apostar todos os meus desenhos que a água estava estupidamente gelada. Encarei Edward que me encarava com seus os olhos verdes com diversos pontos em âmbar deixando claro que havia caçado recentemente. A mistura do verde era algo lindo e me deixou fascinada - mais uma vez - ignorando seu olhar incrédulo. Forcei um sorriso. - Eu não sei nadar.
Ele sorriu divertido.
-Sua mente está pensando em outra coisa. - comentou, me fazendo revirar os olhos.
-Você deveria ser menos fuxiqueiro. - alfinetei.
-Eu sei, mas nós dois sabemos que não é algo que posso evitar. - disse e pelo seu tom percebi que fiz besteira. Ele passou a mão nos cabelos e suspirou. - Meu pai disse que a tendência é piorar quando envelhecer. - contou claro sua preocupação.
Segurei a sua mão, porque apesar da minha fala idiota e impensada, sabia que aquilo era pior para ele do que para mim. Ele podia ouvir os pensamentos de todos e nem sequer podia desligar seu dom. Era por isso que estava procurando algum conjuro nos livros da biblioteca, também que o pudesse ajudar-lo com isso de alguma forma.
-Eu sei, e me desculpe pelo meu comentário.
-Está desculpada. - respondeu apertando a minha mão, sorri e ficamos em silêncio, olhando onde que deseja.
-Sei que não gosta, mas às vezes fico pensando que você daria um ótimo jornalista de fofoca. - comentei num sussurro como se estivesse contando um segredo. Ele gargalhou.
-Definitivamente não. Iria acabar sendo preso. - argumentou tirando o seu tênis. Repeti sua ação.
-Por isso é bom ter uma amiga bruxa Cullen, palhaço. - provoquei.
-Mesmo que ela seja tão dramática quanto você? - revidou de ombros.
-Isso é um dom. - me gabei, ele revirou os olhos. Olhei para o rio buscando coragem para pular do pequeno morro que estava e quando finalmente consegui sentir ser empurrada com força. Um grito meu soou antes da água fria tomar todo meu corpo causando um choque térmico. Subi para a superfície e vi Edward parado me olhando divertido, olhei pra ele brava. - Cullen, seu idiota você me pega. - disse e fiz ele levitar até sobre o rio. Sua risada parou, olhando-me desesperado, fiz ele despencar até parar a desviar da água e depois cair dentro dela.
Ele subiu na superfície, me encarando sério ao me ver rindo
-Isso não teve graça. - resmungou, olhei para ele divertida.
- Eu discordo, Cullen palhaço. - disse, fazendo ele me encarar ainda mais irritado. Dei um meio sorriso e me virei para mergulhar, mas antes que pudesse fazer isso senti algo acertar a minha cabeça. Passei a mão vendo que era lama, olhei para ele brava enquanto ele me olhava divertido. - Eu não acredito que fez isso.
-Me diga bruxa dramática, isso tem graça? - questionou provocando e jogou outra bola de lama, do qual consegui desviar. O encarei furiosa, enquanto ele ria.
- Edward, eu vou matar você. - praticamente gritei. Ele me olhou divertido.
- Quero ver você conseguir. - me desafiou correndo correndo do rio, do qual segui. Como ambos sabíamos, eu não consegui alcançá-lo, pelo contrário, fiquei suja de terra e mato depois de ter caído enquanto tentava esse feito. Edward gargalhou, é claro, enquanto eu resmungava e xingava o universo por ser desastrada.
-Edward. - ouvíamos uma voz feminina o chamar, o que me fazia parar de levitar a água e olhar para a direção de onde vinha. Ele me olhou com uma cara assustada e disse apenas os lábios "é a minha mãe, se esconde" , e sem hesitar nadei até um ponto que tinha árvores mais baixas e me escondi deixando a maior parte do meu corpo submerso. Um lado da minha cabeça me alertava que apesar disso Esme - mãe de Edward - saberia que estava ali, pelas minhas coisas, meu tênis e acima de tudo, pelas batidas do meu coração. - Edward, seu menino levado, era aqui que você passou a tarde inteira?
- Ai mãe, solta a minha orelha está doendo. - ele reclamou alto. Me ergui um pouco conseguindo ver entre as folhas a mãe de Edward que possuía uma beleza inigualável - comum dos vampiros - o mesmo tom ruivo que o filho e os olhos dourados iguais ao de Carlisle. Deixando claro para todos que caçava animais e não humanos. Ela o fitava brava.
- É para fazer mesmo. - enfatizou, apertando sua orelha antes de soltar fazendo-me lembrar que a minha mãe iniciar a mesma coisa. - Eu não te disse que não queria garota bruxa? Por que ainda insiste em fugir e me desobedecer?
- Porque ela é minha amiga. - respondeu ele, fazendo-me sorrir enquanto meu coração dava pulos de alegria com a resposta. A cara dela ficou ainda mais séria.
-Não quero saber. Você não pode mais vê-la, entendeu Edward Anthony? - ordenou em tom rude.
- Mas mãe ...
- Mas nada Anthony, e vamos embora. - disse. Ele olhou na minha direção e depois para ela. - Vamos, me obedeça.
Ele suspirou e começou a andar em direção de onde ela viera. Esme olhou ao redor e seguiu o filho. Sai do rio um pouco tempo depois e logo peguei como minhas coisas e fui pronta para ouvir um sermão, pronta para levar mais um castigo.
- Eu não acredito que você fugiu de novo para encontrar com Edward. - acusou Alice assim que parei ao seu lado após sair da escola. Nem questionei como ela sabia que tinha matado aula para aproveitamento o equinócio de outono, porque sabia como. A olhei desafiadora.
- Você já fugiu com Jasper, Rosalie e Emmett, e não falei nada. - revidei, a deixando aturdida por provavelmente eu sabre. Se Edward havia se tornado meu melhor amigo entre solstícios e equinócios, mesmo que ambos quase perdêssemos a orelha, Alice tinha se tornado amiga dos irmãos dele no sigilo.
- Mamãe ficará furiosa. - comentou.
- Cala a boca.
- Ei, me respeita garota, sou mais velha que você.
- Bela merda. Você só lembra que é minha irmã mais velha agora, porque você esquece disso em casa, quando assume uma postura totalmente diferente - cuspi raivosa.
- Claro, porque estou sendo treinada para ser o braço direito da nossa mãe. - revidou.
-E eu, do nosso pai. Mas não ajo como uma chata mentirosa igual a você. - disse em seguida ignorando os olhares dos alunos e pais em cima da gente. Alice me encarava em choque.
-Do que você me chamou?
- De chata mentirosa. Que adora me perturbar toda vez que encontro com Edward, mas tem medo de contar para nossa mãe que também é amiga dos Cullen. - cuspi e encarei seus olhos azuis. - Você é uma covarde.
Antes que ela pudesse me responder, o carro do nosso pai entrou na rua e parou bem na nossa frente. Ignorei ela e entrei logo no banco de trás, e ela no da frente. Nosso pai nos olhou sentindo o clima estranho após nós duas cumprimentá-lo.
-Aconteceu algo entre vocês? - questionou ainda nos olhando. Neguei com cabeça e ela fez o mesmo.
- Não pai. - afirmou e o silêncio voltou até ele deixar em casa, antes de voltar para o trabalho. Ignorei a minha vó na entrada e fui direito para o quarto onde tecii a fazer lição para desenhar nas telas que havia ganhado do tio Billy de aniversário.
O som de pedras batendo no vidro me despertou e fez que fizesse um risco errado, olhei para janela brava e vi uma pedra seguir em direção ao vidro. A fiz parar milímetros antes dela bater e andei até a janela, onde pude ver Edward na entrada do bosque perto de casa e deu um aceno ao me ver.
Sorri acenando de volta, lembrando de que naquela manhã observamos observados o pessoal da minha escola de cima de uma árvore bem alta e como alguns deles nos lembravam certas criaturas. Foi divertido ouvir de Edward o que achava dos meus colegas e contar a ele sobre o que cada uma faz, e o que se achava ali.
Fiz um sinal que iria descer e vi assentir antes de se esconder entre as árvores. Com o máximo de silêncio que pude, desci as escadas ouvindo vovó ensinar Alice tocar piano em um dos andares, e assim que cheguei no térreo fui para a porta dos fundos onde sai tão silenciosa quanto, antes de correr em direção a Edward que eu esperava dentro do bosque sentado num tronco.
-Pensei que já tinha ido embora. - disse. Ele mexeu em seus cabelos deixando-os mais bagunçados que antes.
- E eu fui. Mas meu pai veio para cá e aproveitei para junto. - explicou e me olhou sério enquanto me sentava ao seu lado. - Eu ouvi sua briga com Alice antes de ir.
Claro que tinha ouvido! Como um belo fuxiqueiro que estava virando à medida que seu dom de ler mentes ficava mais forte, e que por mais que não tinha conseguido encontrar algum conjuro para diminuir isso, havia encontrado um que bloqueasse os meus pensamentos. Algo que ele estranhou no primeiro equinócio que vimos, mas assim que explicou apesar de eu ter notado seu desconforto pelo silêncio, se tornar mais confortável quando ficar sozinhos em algum lugar.
- Não foi nada. - assegurei dando de ombros. - Só não gosto desse teatro dela, dessa falsidade dela se esconder que amiga dos seus irmãos e praticamente me condenar quando encontro você. - expliquei e o olhei. - Acho isso errado.
- Entendo, assim como entendo caso decida que é melhor evitar como nossas fugas nos dias de equinócio e solstícios para não ter problemas. - falou, neguei olhando para as árvores.
- Eu não vou. Quando digo que não ligo de levar castigo e puxões de orelha, disse a verdade. - falei, para logo contar: - Você é meu único amigo verdadeiro nesse mundo todinho, Edward. Apesar desse ano ter começado a conversar com algumas meninas na escola, nunca vou ser realmente quem sou, como sou com você. - desabafei e o olhei. - Porque sei que não pertenço ao mundo deles, mas ao seu mundo, nosso mundo. E você, é meu melhor amigo e não vou desistir da nossa amizade.
- Nem eu vou desistir da nossa Bella. - garantiu com seu sorriso torto adorável nos olhos, enquanto seus olhos verdes com dourados brilhavam.
- Promete? - questionei segurando a sua mão, que apertou a minha.
- Prometo.
