Solstício de Verão: 20 a 21 de Junho.

Solstício de Inverno: 20 a 21 de Dezembro.

Equinócio de Primavera: 20 a 21 de Março

Equinócio de Outono: 22 e 23 de Setembro.


Verão

O sol brilhava entre as árvores enquanto sente o vento bater em meus cabelos cada vez que pedalava ainda mais forte, ouvindo conversas e reclamações atrás de mim. Sorri virando a bicicleta em uma rua acelerando ainda mais para então frear na frente da única cafeteira da cidade, me virei olhando para rua vendo os outros chegarem. Ângela era a única que parecia não se importar de ter chegado primeiro, algo totalmente ao contrário de Jéssica Stanley, a maior fofoqueira da escola e que tinha paixão por Mike Newton que parecia nem aguentar respirar assim como Tyler e Lauren.

-Definitivamente você pedala rápido Swan. - disse ele entre o fôlego, enquanto Ângela ficava do meu lado com um sorriso deixando claro que, assim como eu, tinha ouvido o comentário do grupinho que sendo estranha que era, sequer Deveria pedalar sabre. Lauren foi infeliz em dar ideia a propor o desafio. Dei de ombros.

-Oh, isso? Nada demais. Até um estranho consegue fazer isso. - rebati e todos empalideceram. Olhei para Ângela que os olhava divertida. -Vamos entrar?

-Vamos.- concordou. Entramos deixando eles pra trás e logo fomos para o esperar pedir milk shake, assim que ficou pronto e nós pagamos, e nos sentamos na parte de fora da cafeteria perto das nossas bicicletas enquanto o grupo ocupava uma mesa dentro dela. Ela fez uma careta desviando o olhar deles e me olhou arrumando seus óculos. -Juro que não entendo qual é a implicância deles com você, ao ponto deles te chamarem de estranha.

-Nem eu, mas já cansei de entendre. - a respondi dando de ombros. Ângela havia chegado a cidade quando tinha 12 anos, e apesar dela ser tímida e introvertida acabamos fazendo amizade fácil. Havia ficado tão exultante com uma amizade que havia escrito uma carta enorme contando para Edward sobre, e também a travessura que havia armado naquela semana em assustar o pessoal da minha escola no dia do halloween.

O que fez ele me responder com uma outra carta enorme, e desde então não havíamos parados mais. Claro, que tanto a minha mãe como Esme tentaram impedir, assim como nossas fugas. Sorri ao lembrar que havia ganhado uma coruja do meu pai de aniversário - o que cuidava muito na hora de enviar como cartas sem serem confiscadas -, e de como minha mãe surtou com aquilo.

-Tenho a impressão que você não quer entender, porque você já sabe. - uma afirmação de Ângela tirou dos meus pensamentos. Ela me olhou, como se soubesse de algo que eu não soubesse. - Só espero que algum dia possa dividir comigo.

Sorri de volta.

-Eu também. - assegurei sugando o conteúdo do copo. Deixando o assunto de lado, nós continuamos a tomar nossos milk shakes comentando sobre o nosso trabalho de literatura e sobres os livros que lendo em paralelo, e é claro sobre os quais pretendíamos ler. O que surgiu uma pequena ideia de fazermos um clube do livro

-Nós poderíamos ir à praia de La Push amanhã, uma previsão é de sol o dia inteiro. - sugeriu descartando o seu copo no lixo, e logo depois fiz o mesmo com o meu.

-Infelizmente não vou conseguir ir, já tenho compromisso com meu amigo. - falei, ela me olhou curiosa.

-O tal de Edward? - questionou, meu coração perdeu uma batida. Assenti mecanicamente, ela sorriu pegando a sua bicicleta. - Não, você não me contou. Mas você chamou o nome dele enquanto dormia na última vez que esteve em casa.

Senti minhas bochechas arderam.

-Falei alguma coisa a mais? -questionei, a diversão aumentou em seu olhar e negou. Mas eu não acreditava. -Ângela.

-Talvez que ele era bonito e algo como "gosto de você". - respondi e o calor em minhas bochechas aumentaram. - Mas, esse Edward mora perto de Forks?

Neguei.

-Mora numa cidade longe. - respondi desconfortável. Não estava pronta para falar sobre ele, e Ângela, perspicaz como sempre, não voltou mais no assunto enquanto pedalamos para sua casa onde paramos tempo depois.

-Então até segunda Swan. - se despediu. Sorri.

-Até Weber. - me despedir no mesmo tom divertido. Ela sorriu pra então me olhar com curiosidade.

-Oi Bella, uma dúvida - disse e fiz um sinal com o queixo para continuar. - Amanhã é o equinócio de primavera?

Assenti, estranhando uma pergunta.

-É sim, porque a pergunta? - devolvi, ela deu de ombros.

-Nada. Só curiosidade. - respondeu e entrou para dentro de casa, enquanto fui em direção a minha, nenhum um pouco convencida disso.

-Você sabe que pode ter sido somente curiosidade. - disse Edward do meu lado, tão lindo quanto no solstício passado. Porém, devido a estar perto da idade de se tornar um vampiro por inteiro - algo que aconteceria quando tiver 20 anos - seu corpo ficou ainda mais definido e como linhas do seu rosto mais marcantes. Além de seus olhos verdes antes escuros, estavam ficando cada vez mais claros. O gato de Alice pulou no colo dele, nos olhando com seus olhos verdes curiosos, ele ficou irritado quando o peguei e pus no chão. O encarei.

-Cai fóruns. - ordenei, já imaginando o possível motivo dele estar ali. Ele continuou me olhando batendo o rabo forte no chão, antes de sair da sala de estar. Prendi um suspiro, apesar da minha mãe, ou Esme, permitirem a presença um do outro em casa nós podíamos sentir sermos observados a todo segundo. Algo que nem Edward e eu ficamos surpresos, e tentávamos nem nos incomodar com isso - apesar de ser difícil ignorar em todas as outras vezes.

-Não foi só curiosidade. Ângela é bastante perspicaz e sintoma que de alguma forma ela desconfia, mas ela só não tem certeza. - expliquei num tom que só ele ouviria. Ele me olhou sério.

-Se quiser, posso tentar sondar a mente dela para matar logo essa dúvida.- ofereceu enquanto ignoramos as bolas de vidro flutuantes. Sorri as abaixando com um movimento rápido dos dedos.

- Agradeço, mas acho que nesse caso é melhor eu não saber de nada. - disse e ergui como sobrancelhas deixando subentendido o motivo daquilo. A compreensão brilhou em seus olhos e seu típico sorriso torto surgiu em seus lábios, fazendo o meu coração acelerar e tentar ignorar o aviso da minha mente que ele tinha ouvido, e talvez, isso foi o motivo de diversão em seus olhos. Definitivamente eu era uma piada. A porta de entrada foi aberta. - Olá Alice.

Minha irmã apareceu e nem um pouco surpresa com a pequena recepção. Ela sorriu.

-Olá Edward, como vai? - questionou pegando o seu gato no colo, que me olhava como se me odiasse.

-Bem e você? - devolveu. O sorriso dela vacilou.

-Cansada. Se me derem licença, vou para o meu quarto. - avisou rapidamente e sem esperar uma resposta subiu as escadas deixando Brioche no chão. Edward e eu nos olhamos, percebendo que havíamos pensado a mesma coisa: alguma coisa tinha acontecido e provavelmente envolvia Jasper. Já que ambos, Alice e ele estavam ficando a um ano por baixo dos panos, era algo que sabia por Edward e por Alice que o loiro não concordava, mas minha irmã como braço direito de nossa mãe temia o que poderia acontecer se contasse.

-Boa tarde crianças.- cumprimentou meu pai, várias sacolas e algumas telas de pintura. Estranhei, porque não me lembrava de ter pedido alguma, mas logo ignorei, já que quanto mais telas melhor. Revirei os olhos, Edward tinha 17 anos e eu 15, e meu pai seguia nos chamando de crianças.

- Boa tarde pai.

-Boa tarde Charlie. - cumprimentou Edward, relaxado. Bem diferente que com a minha mãe, e é claro, por motivos óbvios. - Será que eu poderia emprestar um caminhonete? Bella e eu comentando sobre fazer trilha.

O olhei sem sentido nada com o assunto. Quando falando de fazer trilha? Removi o conjuro que havia feito que agia como um escudo para que ele pudesse não ler a minha mente.

Como nós assim mesmo?

Ele me olhou de canto de olho e me ignorou. O fuzilei.

-Claro, garoto. Só me devolva ele inteiro. - falou meu pai e jogou a chave para ele que pegou no segundo seguinte.

-Pode deixar, chefe. - assegurou e me olhou sorrindo, enquanto continuava vendo puta por me ter ignorado e confusa sem sentido que história de trilha era aquela. - Vamos Bella?

-Vamos! - disse, mas saiu mais como uma pergunta. Num movimento com a mão fiz meus livros e meus cadernos se fecharem, e logo fiquei de pé.

-Se divirta, querida. - desejou meu pai, quando passamos por ele. Sorri segurando a porta.

-Obrigada pai. - agradeci. Ele devolveu o sorriso e subiu como escadas enquanto eu fechava a porta vendo Edward dentro da caminhonete vinho do meu pai. Que porra estava rolando? Ele me olhou encarando divertido e revirei os olhos ao notar que tinha ouvido meus pensamentos. Murmurei o conjuro que protegia meus pensamentos enquanto andava para o lado do passageiro.

-Às vezes, é estranho ouvir seus pensamentos depois de tantos anos de silêncio. - comentou dando ré.

-Acha isso ruim? - indaguei o vendo acelerar pela rua e logo pegar a que dava para a rodovia que levava para o limite da cidade. Ele negou.

-Nenhum um pouco, pelo contrário, aprecio o fato que você tomou a decisão de aprender um conjuro difícil para que eu não me sentisse mal por ler seus pensamentos. Mesmo que pensado em si mesma também. - explicou num tom amável. Ele me olhou sorrindo e mais uma vez meu coração deu saltos. Podia sentir algo nas entrelinhas, sabia do que poderia ser, mas preferi baixar conforme expectativas que estava querendo brotar em meu íntimo. Poderia ser somente coisa da minha cabeça.

Apesar disso, e como todos os outros equinócios e solstícios, não paramos de conversar durante todo o caminho sobre diversos assuntos. Desde os nossos dias com estudos bizarros ou sobre nossos irmãos, e de que como apesar de amá-los gostaríamos de matá-los de vez em quando. Edward estacionou num espaço do acostamento da rodovia que possuía um grande espaço e uma placa que indicava o início de um das tantas trilhas dentro da Floresta Nacional Olímpica.

-A gente realmente veio fazer trilha? Fala sério. - comentei já estou prendendo a fazer um coque no meu cabelo. Ele ficou sério.

-Não quer fazer? Se não podemos…

-Não é isso, eu quero. Só não me julgue, tá legal? Mas achei que estava mentindo para meu pai para podermos sair de casa. - expliquei e fiz uma careta. - Fora que vim de all-star.

Seus ombros relaxaram, e ele sorriu.

-Não se preocupe Bells, qualquer coisa te carrego.- disse e piscou para mim antes de seguir para dentro da floresta que como imaginava estava seguindo por fora da trilha. Que porra foi isso? Questionava para mim mesma ainda olhando o meio vampiro entrando na floresta, mas parou e olhou para mim vendo que ainda estava parada perto do carro. - Bella.

-Claro. - murmurei e o segui. Apesar do clima quente, quase ameno, devido ao equinócio de primavera, o vento frio me impedia de tirar a minha camisa xadrez de flanela que estava vestida. Porque como imaginava, o caminho não fora nada curto e como prometido Edward me carregou por um boa parte do caminho quando fiquei cansada de andar - e depois enroscar meu pé com alguma maldita raiz.

-Mas, e aí, falta muito para a gente chegar no final dessa trilha? - questionei talvez pela quinta vez. O meio vampiro me olhou meio irritado.

-Só mais alguns passos apressada. Impaciente .- resmungou, e eu revirei os olhos. Mais alguns passos depois, como ele havia dito, fui obrigada a parar completamente sem fôlego. Não pela subida tenebrosa - na verdade, por causa dela também . - mas devido a visão surreal bem na minha frente.

Com o chão cheio, forrado, das mais diversas flores que se dividiam entre o azul, lilás e branco, uma clareira onde possuía uma forma geométrica que a deixava ainda mais com impressão que ali era um pedaço do paraíso. Árvores altas rodeavam a clareira fazendo sombras em vários pontos delas, Edward estava parado em uma enquanto eu andava completamente encantada sentindo as flores na altura das minhas pernas.

A visão - a minha visão - pegava pequenos detalhes do sol se infiltrando pelas copas das árvores e tomando outra parte da clareira, ou das flores balançando de maneira suave com o vento. Tudo ali transpirava magia.

-Iria pergunta se tinha gostado, mas vendo onde você está acredito que a pergunta seria vã. - a voz de Edward fez meus olhos se desprender dos detalhes das flores para desenhar e pintar em um dos quadros que meu pai havia comprado. Então tudo se encaixou na minha mente com um estalo. O olhei.

- Quando? - foi a única que saiu dos meus lábios. Ele saiu das sombras e pude ver sua pele brilhando como diamante.

-Estava caçando perto daqui no último solstício e decidi andar um pouco antes de voltar para casa, e foi onde a encontrei. - contou vindo na minha direção.

-Ela é linda. - murmurei boba. Ele assentiu parando na minha frente também sorrindo - Ela transmite uma magia única.

-Exatamente como você. - o olhei surpresa com o comentário. Edward diminuiu o espaço entre nós e meu coração bateu mais forte no meu peito.

-Edward ...

-Bella, gostaria de fazer algo. Posso? - perguntou interrompendo-me, assenti sem conseguir achar a minha voz. Entre nós era possível ouvir o vento assobiando enquanto levava meus cabelos para loja, além disso, mesmo uma bruxa podia ouvir meu coração batendo ainda mais quando Edward tocou o meu rosto com a ponta dos seus dedos. O erguendo pelo meu queixo, para então, selar seus lábios contra os meus fazendo o som do meu coração se tornasse ensurdecedor.

Meus dedos trilharam um caminho do seu pescoço até sua nuca para se infiltrar em seus cabelos, ao mesmo tempo em que sentia uma das suas mãos apertando a minha cintura enquanto a outra se mantinha em minha bochecha. Nós lábios se moviam num beijo delicado ao mesmo tempo intenso que nos fez separar ofegantes, com as nossas testas grudadas uma contra a outra. Para então, nos beijamos novamente.

E ali, no equinócio de primavera, naquela clareira cheia de flores e magia, enquanto estava sendo beijada, percebi que estava perdidamente apaixonada por Edward Cullen.

- Obrigada pelo presente, Rose.- agradeci a irmã de Edward, ignorando completamente o olhar de Esme que encarava Edward e eu como se tivéssemos cometido um crime. O que no ponto dela nós tínhamos, quando nos flagrou nos beijando, de língua, no quarto dele antes dela nos ordenar descendo de cara fechada.

É claro que todos recebidos percebido o que havia acontecido e tentavam seguir com normalidade, mas Jasper, Rosalie e Emmett - namorado da loira e amigo de Edward - nos olhavam com uma pontada de diversão. Abri o presente com todo cuidado possível e logo abri uma caixinha onde tinha dois colares dos quais possuíam pingentes distintos, um era prata e outro dourado. Sorri, com certeza iria usar muito.

-Eles são lindos, eu amei - comentei e vi ela sorrir ainda. - Obrigada mais uma vez Rose.

-Pare de aumentar o ego dela, Bella. Depois Edward e eu temos dificuldades em abaixar. - falou Jasper, levando um tapa da mesma que o olhava brava. O que me fez rir.

-Mas então Belinha - meu riso parou diante do apelido que odiava, o grandão ignorou - Edward comentou que voltou às aulas na sua escola de humanos. E como está sendo?

-Sinceramente? - perguntei, ele assentiu ao mesmo tempo que senti a mão de Edward na minha cintura e pude notar o olhar de Esme acompanhar. - Um saco, como é todos os anos.

-Mas você não pode faltar? - indagou Rosalie, neguei me ajeitando no sofá.

-Não, os próximos anos nem posso por estar inscritas em turmas avançadas para…

-Jasper, Rosalie e Emmett tem como subirem? Preciso conversar com eles dois. - interrompeu Esme áspera, um olhei puta pela interrupção brusca. Os três nos olharam antes de assentir e subir dando um breve olhar para nós ao mesmo tempo que repetia o mantra de paciência. Edward estava rígido do meu lado e me fez ter certeza que se Renée tinha a sua cara de me colocar medo quando queria, Esme também tinha e estava com ela agora. Ela nos olhos séria. - Eu só vou perguntar uma vez e espero que não mintam. Desde que equinócio vocês estão juntos?

-Não te interessa. - respondi antes de Edward que apertou a minha cintura. Esme me olhou cética como a resposta enquanto ergui o queixo.

-Bella… - ele cochichou, ignorei.

-Claro que me interessa. Preciso saber desde quando essa amizade passou para algo a mais…

-Pra quê? Para contar para minha mãe e minha avó, e vocês três montarem alguma coisa para nos afastar, para a gente parar de se ver? - interrompi, recebi um beliscão de aviso. Mas ignorei. - Aliás, o que você precisa saber no que isso muda a sua vida, que pelo o que saiba não vai mudar nada.

Ela me olhou brava.

-Ele é meu filho.

-Exatamente, seu filho não seu prisioneiro para querer saber absolutamente cada passo dele.

Seus olhos âmbar escureceram.

-Quem você pensa que é para falar comigo desse jeito? - perguntou exaltada, ficando de pé. -Tenho direito de saber desde quando meu filho…

-Está se atracando aos beijos com uma bruxa pirralha nefasta? - completei uma frase em alto ficando de pé. Ela me encarou em choque, dei um sorriso irônico. - Sim, eu ouvi a sua conversa e fofoca com Carmen na cozinha no equinócio passado. - confirmei. - E é algo muito interessante, porque até hoje nunca fiz nada para ser chamada de nefasta com tanto nojo e ódio. Pelo contrário, sempre fui cordial, sempre a respeitei mesmo que não merecesse, ignorando tudo e até isso, simplesmente por ser mãe do Edward.

-Bella. - ele me chamou novamente, fiz um movimento com a mão para que se calasse.

-Você deve saber que me obedece ao mínimo fazer necessária na minha casa. - cuspiu.

-Realmente dona Esme. Isso é o mínimo, e até esse mínimo estou cansada de fazer além de tentar não ser controlado pela senhora, como se fosse um dos seus filhos. - rebati ao mesmo tempo que ela me encarava em fúria. -Espero que quando você se arrepender da merda que você está fazendo, não seja tarde demais.

- O que está insinuando Isabella? - indagou alto. Edward olhava para nós desesperado sem saber o que fazer ou falar, sem se enfiar no fogo cruzado. A olhei cética.

-Porque iria insinuar alguma coisa? Tenho mais que fazer o que perder meu tempo com isso, ao contrário de você. - rebati mordaz. - Agora se me der licença.

-Assim como está perdendo tempo com meu filho? Para depois largá-lo quando ele se transformar em vampiro ou quando tentar matar alguém? - parei e a olhei chocada com aquilo, assim como Edward. Ela me olhava num misto de irritação e desespero. - Me diga Isabella, você vai largá-lo quando encontrar os olhos vermelhos por ter dito um deslize.

-Não, Esme. Eu nunca o deixaria. - disse séria. - Não sei que merda você pode ter ouvido sobre alguma bruxa, mas jamais abandonaria Edward por um deslize. Eu o amo exatamente como ele é e vou continuar o amando pelo o que vier ser.

-Como você pode estar falando isso? Amar o meu filho, você só tem 16 anos, garota. Preste atenção na besteira que está falando. - disse, fechando o casaco respirando fundo. Porque caralhos o pai de Edward não estava aqui mesmo? Ah sim, ele está fofocando com meu.

-Realmente existe alguém falando besteira aqui, mas pode apostar que não sou eu. - revidei grossa. Olhei para o teto. - Obrigado pelo presente, gente. Até o próximo equinócio. - falei e olhei para Edward longamente, antes de sair da sua casa rápido. Andei a passos rápidos para o portão e logo que o fechei chegando na rua, puxei o ar com força sentindo um fardo ser tirado dos meus ombros. Mas com a certeza que não voltaria ali tão cedo. Senti os braços de Edward envolver minha cintura e grudou os seus lábios contra a minha bochecha.

-Você definitivamente não tem senso de autopreservação. - sussurrou no meu ouvido, o que me fez sorrir. Entrelacei a sua mão com a sua.

-Achei que soubesse quando você me empurrou na lama quando éramos crianças. - revidei no mesmo tom, ele sorriu.

-Ao que parece eu esqueci. -comentou fazendo-me balançar sem acreditar, enquanto começamos a andar em silêncio cada vez mais longe da sua casa - que ficava escondida na mata - e mais próximo do portal que levava a Forks. Respirei fundo.

-Peço desculpas pelo o que aconteceu lá dentro. - quebrei o silêncio. - Não era minha intenção desrespeitar a sua mãe, da forma que aconteceu ou te colocar em maus lençóis.

-Quem deve pedir desculpas pelo acontecido sou eu. - ele disse. - Por não ter dito nada enquanto ambas estavam discutindo, só não sabia o que dizer.

Apertei a sua mão.

-Acho que foi melhor assim, pelo menos, quando você voltar e encarar ela vai ser porque tem me beijado e não ter me defendido. - falei, ele deu um aceno de concordância.

- Bella, você falou sério? - perguntou num sussurro quebrando o silêncio que tinha se instalado novamente. O olhei.

-Tudo o que falei foi sério. - garanti. - Mas sobre parte especificamente você está perguntando?

Nós paramos de andar, e nos olhamos.

-A qual disse que me amava.

-Sim, tão sério quanto estou afirmando agora. - disse, e meus lábios foram tomados pelo os seus de uma maneira tão intensa e quente que todo ar que havia perdido tentava recuperar assim que paramos de nos beijar.

-Saiba Swan, que o sentimento, assim como a grandeza dele, é recíproco. - estou fazendo-me sorrir e o beijar novamente tão apaixonada quanto estava no último equinócio, e como sempre estaria pelo resto dos meus dias.

A casa estava mergulhada num silêncio que me transmitia um pouco de tranquilidade enquanto observava a neve cair lentamente sobre o quintal que era iluminado pela luz do poste evitando olhar para o despertador ligado no criado mudo. Meu coração borbulhava de ansiedade - e de saudade - em ver Edward.

Sua transformação completa tinha acontecido justamente no solstício de verão - e no seu vigésimo aniversário. O que me causou uma angústia sem tamanho quando descobri por Jasper que a mesma tinha começado assim que o dia tinha começado e terminaria só depois de dois dias.

Porém, Edward só voltou a me mandar cartas quase duas semanas depois, o que me surpreendeu quando vi Roxie parado na janela com uma carta no bico.

Apesar de estar "acostumada" a não vê-lo em dias que não era de solstício e equinócio, aqueles seis meses até ali tinha sido um inferno. Por isso que havíamos planejado aproveitar cada segundo do solstício de inverno, isso incluía ver as estrelas e chuva de meteoros que passaria pelo céu de Forks.

Pensando nisso e outros detalhes, percebemos que o melhor lugar para aquilo seria em nossa clareira.

Como imaginava e sabia que seria, Renée foi contra. Ela compromete em seus olhos azuis uma insatisfação, uma raiva de estar avisando o que iria fazer e com quem iria. A raiva e vontade era de querer armar um circo, um escândalo, mas iria do mesmo jeito. Então ela simplesmente saiu, deixando-me sozinha na sala junto com Alice que logo também foi embora antes de ir trabalhar sorrindo para mim, como se aprovasse.

Ela possuía um sorriso parecido quando chegou em casa com uma sacola grande e com barraca para acampamento que tinha comprado na loja de esportivos dos Newtons.

- Acredito que por serem vampiros, os Cullens não tenham. Por isso, achei melhor comprar do que ficar enfiada em uma tenda de pano do pode congelar. - contou entrando no meu quarto. A olhei animada.

-Vai nevar? - questionei, ela assentiu sentada no chão e acompanhei sentando no chão ao seu lado.

-Não vai ser uma nevasca, e só vai cair no centro de Forks. Mas o vento vai estar bem gelado. - contou, já tirando o manual dentro da capa. Ficamos tentando montar uma barraca aos comentários de como ela e o Jasper estavam bem juntos, depois de finalmente ela decidir contar aos berros para nossa mãe que estava namorando com Jasper profissional quase 3 anos.

É claro que Renée entrou em choque e fez um circo, querendo bater em Alice porque ela é uma parte importante do coven não deveria namorar um vampiro. Meu pai interveio assim que chegou ao me ver parada encarando a minha mãe com raiva.

Enquanto abraçava e agradecia Alice pelo presente antecipado de natal, me lembrei mais uma vez o quanto meu relacionamento com ela tinha melhorado quando finalmente entendi, naquela noite, do que ela tanto temia quando éramos pequenas. E que era teimosa demais para entender tanto o seu ponto e quanto estava errado de julgar ou seu lado sem conhecer.

A noite foi longa, cheia de brigas, enquanto tinha uma Alice em prantos no meu colo, porém mais leve.

E apesar da semana ter sido um inferno para ambas, no equinócio da primavera, quando Edward veio me ver, Jasper veio junto e se apresentou a minha mãe que se limitou a dar boas vindas, enquanto meu pai o concedeu praticamente uma recepção tão boa que todos ficamos em casa conversando e jogando jogos de tabuleiro.

O relógio da sala começou a dar suas doze badaladas anunciando o início do solstício de inverno. Meu coração parecia explodir de emoção e ansiedade ao ponto de fazer verificar as minhas coisas duas vezes antes de me sentar na cama encarando o quadro que havia recebido e pintado a clareira, completamente inquieta. Ouvi a porta se abrir lentamente e o rosto de Alice surgiu, ela sorriu.

-Edward já está chegando. - sussurrou, devolvido ao sorriso. Com o máximo de silêncio que podíamos, Alice me qualificou a descer com bolsas e mochila até o térreo onde ouvimos um carro parar. O vento gelado em meu rosto fazendo-me arrepiar por completo quando abri a porta, porém ao encarar os olhos dourados de Edward tudo em mim elevar se acalmar. Ele estava ali, e bem .

-Se divirtam, e juízo. - disse Alice com um sorriso divertido, revirei os olhos. Ela acenou para Edward que devolveu o cumprimento.

-Bom descanso Alie. - desejei um ajuste. Ela me apertou e me soltou.

-Obrigada. - e logo fechou a porta, trancando-a. Andei a passos rápidos em direção a Edward, um pouco desengonçada por causa da quantidade de roupa, para logo sentir os braços envolvendo a minha cintura. Fitei os olhos e logo seus lábios - agora frios como gelo - tocaram os meus causando um arrepio e estranhamento. Afastei-me, ele me olhou curioso.

-Está tudo bem? - colocando uma mecha atrás da minha orelha ajeitando a minha touca. Assenti, dando um selinho.

-Sim, só estou estranhando a sua temperatura. - respondi sincera, sabendo que mentir seria pior. Apertei meus braços envolta de sua cintura. - Nada que com certa prática não me acostume.

Ele sorriu e deu um beijo na minha testa.

-Bom saber disso Swan. - disse e pegou uma das minhas bolsas. - Mas vamos antes de chegar tarde na clareira e perder a chuva de meteoros.

Assenti concordando. Colocamos as coisas na segunda parte da cabine, onde tinha uma pequena pilha de cobertores, e logo entramos na frente para seguir o caminho. Como era de praxe, fomos o caminho para conversando, inclusive sobre a minha conclusão do High School que aconteceria no próximo semestre, bem como sobre o baile e a formatura. Mesmo que datas estivessem longe, todos do último ano estavam polvorosos com isso. Todos, menos eu.

Havia tentado me animar para aquele rito de passagem importante, como Ângela adorava falar e tentava me convencer a ir. Dizendo coisas, inclusive que seria marcante.

Mas para mim, seria marcante de horrível.

Desejava que Edward estava lá vestido de terno e gravata arregalada me vendo buscar meu diploma, tirando onda da minha cara por quase tropeçar no palco e me puxar para dançar quando estivéssemos no baile. Queria tanto aquilo quanto vê-lo todos os dias e não apenas 4 vezes no ano.

Ansiava viver no mundo que sentir pertencer e nos braços de Edward, que era meu refúgio, meu respiro. Porém, apesar disso tinha ciência que assim que virasse as costas para casa, eu não iria mais pertencer ao um coven e seria uma renegada.

E apesar das histórias que contavam era um preço que estava disposta a pagar.

-Bella - Edward me chamou de tirando os meus pensamentos. Seus olhos âmbar brilhavam na escuridão e fui inundada novamente pela certeza que ele era e sempre seria, meu eterno amor. Suas sobrancelhas arquearam, ao mesmo tempo em que sua mão apertou a minha. - Amor, está tudo bem?

Meu coração saltou com aquilo. Assenti sentindo um sorriso surgir em meus lábios.

-Está sim, meu amor. Só acabei me levando pelos pensamentos sobre o baile. - comentei e dei um selinho. Ele me olhou um pouco com desconfiança, mas logo dos ombros.

-Se é o que você diz. - disse - Vou levar todas as coisas para a clareira, e assim que tiver tudo arrumado venho te buscar.

-Vai adiantar dizer que não precisa?

Ele sorriu torto.

-Não. - confirmou antes de me beijar. O beijo que antes começou calmo, se tornou ainda intenso e ávido, separe o ofegante antes de beijá-lo novamente e ele retribuir com o mesmo fervor, antes de ser afastada por ele. - Bella, precisamos parar aqui e ir.

-Hurum .. Certo! - resmunguei afastando-me sentindo meu coração batendo forte contra o meu peito, e completamente afetada e quente. Edward parecia tão afetado quanto eu, quando saiu do carro e logo abriu a parte de trás pegando como nosso para depois sumir pela floresta escura. Fiquei incontáveis minutos dentro do carro normalizando a respiração enquanto desenhava no vidro embaçado, olhando pelo canto do olho engolindo a floresta. Até que Edward apareceu sorrindo, fazendo meu coração bater como louco novamente, segurei a vontade de revirar os olhos enquanto sai do carro.

Com a ajuda dele, subi em suas costas e prendi como minhas pernas envolta da sua cintura e até encaixar meu rosto na lateral do seu pescoço, suas mãos seguravam coxas numa forma de me deixar ainda mais segura. Mas acabou trazendo as sensações que me fizeram encarar com desejo quando me evoluiu a descer na clareira, porém, apesar disso acabei desviando do seu olhar quando notei que estava muito tempo no encarando.

A clareira estava tomada pela neve, que como Alice previu não caia ali, ao contrário do centro de Forks. A barraca estava bem montada, e podia apostar que dezenas de cobertores estavam ali dentro, e alguns passos de distância estava um telescópio montado sob um tripé.

-Como conseguiu? - questionei habilitado para o equipamento. Ele sorriu vindo na minha direção ficando ao meu lado.

-Jasper, e disse ainda que se eu devolvesse riscado ou quebrado, me mataria. - contou fazendo-me rir com sua cara fingida de medo. Ficamos nos revezando no mesmo vendo constelações, planetas e suas luas ao mesmo tempo que fazem pequenos movimentos, ou dancinhas, para me esquentar trazendo certa diversão para Edward, por serem estranhas.

-O que você estava pensando? - me perguntou do nada, fazendo-me olhar confusa. - No carro, você estava imersa em seus pensamentos e parecia incomodada com algo.

Prendi a vontade de suspirar. Edward tinha aprendido a me ler bem, bem até demais.

-Estava pensando na formatura, e como gostaria que estivesse lá. - contei num tom baixo, olhando para o céu estrelado e olhei para o telescópio. - Fiquei imaginando como seria se pudesse estar presente, como seria ver de cima do palco, dançar com você no baile.

-Bella…

-Está tudo bem, amor. Eu sei! - adiantei arrumando como minhas pernas na barraca e o olhei. - Só foi alguns pensamentos.

Ele continuou me olhando com um olhar indecifrável até desviar para olhar para o céu. O vento forte balançou a barraca, mas nem de nós preferiu se incomodar. Edward pegou algo da minha mochila e depois uma harmonia suave de alguma música desconhecida começou a subir, para no segundo seguinte ele estar a minha frente curvado e com sua mão estendida.

-A senhorita me concederia essa dança? - indagou cortês. Meus olhos ouvidos marejados, e assenti tirando as luvas e segurei a sua mãos. Ignorando o arrepio que percorreu o meu corpo senti a sua outra mão tocar a base da minha coluna e em seguida começamos a nos mover em silêncio. Com um olhar de devoção e sorrisos, dançamos, giramos para então a minha risada soar pela clareira quando tropecei nos meus pés, para logo ser acompanhada por Edward que me fez parar de rir o olhar fascinado com o som da sua risada. Ele notou o meu olhar e parou de rir, olhando-me sem graça.

-Porque você está me olhando desse jeito?

-Porque estou me sentindo feliz de estar aqui com você, de me sentir amada e ser amada.- declarei, toquei o seu rosto antes de encostar a minha testa na sua. - Eu te amo Edward.

-Eu também te amo minha Bella.- sussurrou. Atraídos como imãs e tão quentes como o fogo, seus lábios se sobrepuseram e queimaram os meus, fazendo que um calor incomum passasse pelo meu corpo que se colou ao seu enquanto nos beijamos ardentemente até que eu ficasse sem ar. Seus lábios desceram lentamente pelo meu pescoço elevado a minha excitação e deixando-me arrepiada.

Puxei o ar com força sentindo o calor insano me tomar, e ainda sedenta por ele do que antes. O beijei novamente sentindo uma de suas mãos sair da minha coluna e descendo até a minha coxa a erguendo do lado do seu corpo. Em um impulso, pulei no seu colo e gemi sob seus lábios sentir ao seu pau duro. Suas mãos puxaram mais o meu corpo para si, para logo sentir o e ser colocado sobre o amontoado de cobertores sentindo o corpo de Edward - mesmo com roupas - investir com o meu. O ar escapou pelos meus lábios ao mesmo tempo em que me sinto sucumbida pelo calor e desejo.

-Bella. - sussurrou, seus olhos âmbar estavam escurecidos, porém, parecia transbordar em desejo, luxúria e paixão. - Você quer continuar?

-Quero. - afirmei. Edward me deu um selinho antes de afastar, fechar a barraca e me beijar com mais intensidade que antes.

Seus lábios desceram para o meu pescoço, dando pequenas mordidas e breve chupões que me escolha delirando de prazer. O ar se tornado ainda mais passageiro em meus pulmões e a pressa incomum se tornado ainda mais presente a cada peça de roupa tirada para até estar apenas de lingerie na frente dele. Seus olhos conhecidos me admirando por um certo tempo até que uma de suas mãos envolveu o meu seio apertando levemente e depois o tirou do sutiã para sugá-lo.

Gemidos intermináveis saíram pelos meus lábios ao mesmo tempo em que meu corpo arqueava buscando, ansiando mais contato dos seus lábios, dos seus dedos em cada parte de mim. Até que completamente nus, Edward investiu contra meu corpo, penetrando com força fazendo-me o sentir dentro de mim. Cravei as minhas unhas em suas costas e respirei fundo para o que alguns minutos depois de beijos e sussurros, ele se mover, e investindo de novo dentro de mim. E de novo. Cada vez mais rápido e forte.

Os lábios dele continuados a trilhar um caminho entre os meus lábios e os meus seios, deixando cada vez mais submersa ao prazer e ao calor que me sucumbir às profundas emoções. Nossas respirações se intercalavam com os meus gemidos que ficavam cada vez mais altos.

-Edward… sussurrei entregue a loucura, apertando contra mim e arranhando as suas costas. Ele soltou um grunhido e segurou a minha coxa, erguendo ela e meu quadril, indo mais fundo e por consequência meus gemidos se processados gritos. Perdi o ar e senti uma sensação tomar todo o meu corpo de maneira rápida e surreal, para então sentir todo ele trêmulo.

Edward me beijou ainda investindo contra mim algumas vezes, para então parar e deitar sobre mim também tremendo. Ficamos em silêncio por uma boa parte do tempo, normalizando nossas respirações ofegantes, para poucos trocarmos selinhos e por fim ele proporcionou ao meu lado puxando a coberta para si e logo em seguida me puxou. Deitei a minha cabeça em seu peito não ouvindo mais o seu coração, mas ouvindo a canção de ninar soar até eu dormir.

Ao contrário do dia anterior, o sol apareceu e ignorando alguns planos ficamos na barraca nos beijando, nos amando antes de fazer trilha e eu dormir novamente, para enfim ornamentos-lo ao quilômetro da rodovia onde existia o portal que ficava perto de sua casa. Uma tristeza bateu à medida que nos aproximávamos, ao me lembrar que nós não nos veríamos no dia seguinte e sim dali alguns meses - no equinócio de primavera. Parei a caminhonete e nota pelo seu olhar que ele estava sentindo a mesma coisa, porém, antes que pudesse dizer algo Edward me beijou.

- Encontre-me no equinócio. - sussurrou cantarolando, enquanto enrolando uma mecha do meu cabelo antes de colocar atrás da minha orelha. - Ao meio - dia.

Sorri, mexendo em seus cabelos.

- Me encontre na metade do caminho. - disse, e foi a vez dele sorrir.

-Sempre.

-Está aqui seu boletim das principais matérias. E aqui, das atividades extracurriculares. - disse a sra. Coppe colocando os documentos no balcão da secretaria e sorriu. - E o último e não menos importante seu certificado de conclusão.

Sorri, definitivamente era o mais importante de todos. Porém, apesar da felicidade, sentia uma inquietação desde que havia acordado e parecia piorar a cada minuto que passava. Meu pai estranhou assim como a minha mãe, mas nada comentaram, apenas me abraçaram antes de saírem dizendo que voltavam logo.

- Ótimo. Preciso assinar algo? - questionei e logo ela me deu uma folha onde assinei sobre os documentos e logo sai da secretaria com eles dentro de um envelope. Puxei o ar gelado o que diminuirá o turbilhão de emoções que passavam por mim, e queimavam por baixo da minha pele.

O ar que inspirei, saiu com a mesma rapidez quando senti algo me aceitar com força ao mesmo tempo em que me lembrava que havia abraçado meu pai com força naquela manhã. Um misto de sentimentos e urgência cresceram dentro de mim, fazendo-me entender que havia acontecido algo e eu precisava voltar para casa. Andei a passos rápidos para a bicicleta onde joguei o envelope dentro do cesto e pedalei com todas as minhas opções e desespero que sentir naquele momento.

Meu coração parou por um momento ao ver o carro de Jacob - meu primo e filho do tio Billy - parado na frente de casa. Definitivamente não era nada bom . Andei o restante do percurso e encostei a bicicleta na porta para andar a passos rápidos para casa sentindo o ar pesado, e parecia estar pior dentro dela. Abri a porta num rompante vendo Alice chorar enquanto nosso primo a olhava com pesar.

-O que aconteceu? - indaguei desesperada, meu irmão me olhou em lágrimas e com seu rosto retorcido em dor intensa ainda mais angustiada. Alternei o olhar entre os dois. - Falem. O que aconteceu?

-Bella… - começou Jacob a dizer num tom que me irritou.

-Bella é o caralho Jacob. O que aconteceu? - revidei nervosa. Alice ainda chorando, me olhou com um intensidade que me fez ofegar baixinho. Então eu soube, que sabia desde que havia saído do pátio correndo, quando lembrei involuntariamente do abraço que dei em meu pai antes de partir. O choro queimou a minha garganta: partiu para nunca mais voltar. Alice me abraçou enquanto meu choro se atrelou ao seu, ambas compartilhando a mesma dor que nos estraçalhava e nos unia.

-Sei que o momento é péssimo para vocês, mas nós, precisamos ir para o aeroporto o mais rápido possível. - interrompeu Jacob, afastei-me de Alice o olhando sem sentido.

-Porque? Para onde iremos? - indaguei.

-Os Volturis estão atrás de nós. - fora Alice que me respondeu e fungou. Paralisei com aquilo.

-Mas como os Volturis passaram para o portal?

-Não passaram, eles tem guarda para cá.

-Sei que você quer saber sobre tudo e a situação é difícil, mas Bella, precisamos ir antes que seja tarde. - falou Jake num tom urgente, assentimos. Alice e eu subimos correndo como escadas e logo entramos roupa em nossos quartos, tirei a mala do fundo do guarda e fiz as minhas roupas começarem a sair sozinhas e se dobrarem dentro dela enquanto pegava tudo o que poderia guardar e levar. Peguei meus cadernos, folhas de desenhos e meu estojo colocar-os dentro da mochila, e olhei para Roxie que me encarou com seus olhos grandes amarelos, me lembrando do que precisa fazer.

Abri a janela e logo ela saiu voando, levando consigo duas cartas para destinatários diferentes, e fechei a mesma me permitindo chorar por tudo o que estava acontecendo e por tudo que ainda ia acontecer. Ouvi Jacob nos chamar e logo enxuguei como lágrimas pegando como minhas malas e mochila para encontrar Alice no corredor com um cara de choro igual a minha. Nos abraçamos forte antes de descer e entrar no carro após nos despedirmos de nossa avó que ficou no portão olhando para chorosa e tão abalada quanto nós.

Segurei a mão de Alice e nos olhamos, sofrendo por nossos pais e por nós mesmos. Porque nós duas sabíamos - de alguma forma eu sabia - que iríamos entrar em aviões para lugares distintos e distantes. A placa de Forks passou e eu rezei, para o Deus que Ângela dizia crer, ao universo, a ordem para que eu voltasse.

Para casa.

Para Forks.

Para Edward.

Edward,

Eu gostaria de morar no mesmo mundo, no mesmo lugar que você, para que eu pudesse me refugiar em seus braços nesse momento. Talvez assim amenizaria um pouco da dor que está massacrando, pesando, o meu peito.

Meus pais foram mortos, e por algum motivo que ainda não compreendo precisamos fugir, Alice e eu estamos partindo. Não sei por quanto tempo ficarei fora, escondida, ou em qual cidade iremos nos refugiar. Mas eu vou voltar.

Espere por mim, meu amor. Por favor, me espere.

Lhe prometo que nesse tempo, mandarei cartas por Roxie sempre que der. Ou até mesmo as entregarei em casa para que elas sejam repassadas a você.

Eu te amo e sempre te amarei.

De sempre sua, Bella.

Verão

O sol brilhava entre as árvores enquanto sente o vento bater em meus cabelos cada vez que pedalava ainda mais forte, ouvindo conversas e reclamações atrás de mim. Sorri virando a bicicleta em uma rua acelerando ainda mais para então frear na frente da única cafeteira da cidade, me virei olhando para rua vendo os outros chegarem. Ângela era a única que parecia não se importar de ter chegado primeiro, algo totalmente ao contrário de Jéssica Stanley, a maior fofoqueira da escola e que tinha paixão por Mike Newton que parecia nem aguentar respirar assim como Tyler e Lauren.

-Definitivamente você pedala rápido Swan. - disse ele entre o fôlego, enquanto Ângela ficava do meu lado com um sorriso deixando claro que, assim como eu, tinha ouvido o comentário do grupinho que sendo estranha que era, sequer Deveria pedalar sabre. Lauren foi infeliz em dar ideia a propor o desafio. Dei de ombros.

-Oh, isso? Nada demais. Até um estranho consegue fazer isso. - rebati e todos empalideceram. Olhei para Ângela que os olhava divertida. -Vamos entrar?

-Vamos.- concordou. Entramos deixando eles pra trás e logo fomos para o esperar pedir milk shake, assim que ficou pronto e nós pagamos, e nos sentamos na parte de fora da cafeteria perto das nossas bicicletas enquanto o grupo ocupava uma mesa dentro dela. Ela fez uma careta desviando o olhar deles e me olhou arrumando seus óculos. -Juro que não entendo qual é a implicância deles com você, ao ponto deles te chamarem de estranha.

-Nem eu, mas já cansei de entendre. - a respondi dando de ombros. Ângela havia chegado a cidade quando tinha 12 anos, e apesar dela ser tímida e introvertida acabamos fazendo amizade fácil. Havia ficado tão exultante com uma amizade que havia escrito uma carta enorme contando para Edward sobre, e também a travessura que havia armado naquela semana em assustar o pessoal da minha escola no dia do halloween.

O que fez ele me responder com uma outra carta enorme, e desde então não havíamos parados mais. Claro, que tanto a minha mãe como Esme tentaram impedir, assim como nossas fugas. Sorri ao lembrar que havia ganhado uma coruja do meu pai de aniversário - o que cuidava muito na hora de enviar como cartas sem serem confiscadas -, e de como minha mãe surtou com aquilo.

-Tenho a impressão que você não quer entender, porque você já sabe. - uma afirmação de Ângela tirou dos meus pensamentos. Ela me olhou, como se soubesse de algo que eu não soubesse. - Só espero que algum dia possa dividir comigo.

Sorri de volta.

-Eu também. - assegurei sugando o conteúdo do copo. Deixando o assunto de lado, nós continuamos a tomar nossos milk shakes comentando sobre o nosso trabalho de literatura e sobres os livros que lendo em paralelo, e é claro sobre os quais pretendíamos ler. O que surgiu uma pequena ideia de fazermos um clube do livro

-Nós poderíamos ir à praia de La Push amanhã, uma previsão é de sol o dia inteiro. - sugeriu descartando o seu copo no lixo, e logo depois fiz o mesmo com o meu.

-Infelizmente não vou conseguir ir, já tenho compromisso com meu amigo. - falei, ela me olhou curiosa.

-O tal de Edward? - questionou, meu coração perdeu uma batida. Assenti mecanicamente, ela sorriu pegando a sua bicicleta. - Não, você não me contou. Mas você chamou o nome dele enquanto dormia na última vez que esteve em casa.

Senti minhas bochechas arderam.

-Falei alguma coisa a mais? -questionei, a diversão aumentou em seu olhar e negou. Mas eu não acreditava. -Ângela.

-Talvez que ele era bonito e algo como "gosto de você". - respondi e o calor em minhas bochechas aumentaram. - Mas, esse Edward mora perto de Forks?

Neguei.

-Mora numa cidade longe. - respondi desconfortável. Não estava pronta para falar sobre ele, e Ângela, perspicaz como sempre, não voltou mais no assunto enquanto pedalamos para sua casa onde paramos tempo depois.

-Então até segunda Swan. - se despediu. Sorri.

-Até Weber. - me despedir no mesmo tom divertido. Ela sorriu pra então me olhar com curiosidade.

-Oi Bella, uma dúvida - disse e fiz um sinal com o queixo para continuar. - Amanhã é o equinócio de primavera?

Assenti, estranhando uma pergunta.

-É sim, porque a pergunta? - devolvi, ela deu de ombros.

-Nada. Só curiosidade. - respondeu e entrou para dentro de casa, enquanto fui em direção a minha, nenhum um pouco convencida disso.

-Você sabe que pode ter sido somente curiosidade. - disse Edward do meu lado, tão lindo quanto no solstício passado. Porém, devido a estar perto da idade de se tornar um vampiro por inteiro - algo que aconteceria quando tiver 20 anos - seu corpo ficou ainda mais definido e como linhas do seu rosto mais marcantes. Além de seus olhos verdes antes escuros, estavam ficando cada vez mais claros. O gato de Alice pulou no colo dele, nos olhando com seus olhos verdes curiosos, ele ficou irritado quando o peguei e pus no chão. O encarei.

-Cai fóruns. - ordenei, já imaginando o possível motivo dele estar ali. Ele continuou me olhando batendo o rabo forte no chão, antes de sair da sala de estar. Prendi um suspiro, apesar da minha mãe, ou Esme, permitirem a presença um do outro em casa nós podíamos sentir sermos observados a todo segundo. Algo que nem Edward e eu ficamos surpresos, e tentávamos nem nos incomodar com isso - apesar de ser difícil ignorar em todas as outras vezes.

-Não foi só curiosidade. Ângela é bastante perspicaz e sintoma que de alguma forma ela desconfia, mas ela só não tem certeza. - expliquei num tom que só ele ouviria. Ele me olhou sério.

-Se quiser, posso tentar sondar a mente dela para matar logo essa dúvida.- ofereceu enquanto ignoramos as bolas de vidro flutuantes. Sorri as abaixando com um movimento rápido dos dedos.

- Agradeço, mas acho que nesse caso é melhor eu não saber de nada. - disse e ergui como sobrancelhas deixando subentendido o motivo daquilo. A compreensão brilhou em seus olhos e seu típico sorriso torto surgiu em seus lábios, fazendo o meu coração acelerar e tentar ignorar o aviso da minha mente que ele tinha ouvido, e talvez, isso foi o motivo de diversão em seus olhos. Definitivamente eu era uma piada. A porta de entrada foi aberta. - Olá Alice.

Minha irmã apareceu e nem um pouco surpresa com a pequena recepção. Ela sorriu.

-Olá Edward, como vai? - questionou pegando o seu gato no colo, que me olhava como se me odiasse.

-Bem e você? - devolveu. O sorriso dela vacilou.

-Cansada. Se me derem licença, vou para o meu quarto. - avisou rapidamente e sem esperar uma resposta subiu as escadas deixando Brioche no chão. Edward e eu nos olhamos, percebendo que havíamos pensado a mesma coisa: alguma coisa tinha acontecido e provavelmente envolvia Jasper. Já que ambos, Alice e ele estavam ficando a um ano por baixo dos panos, era algo que sabia por Edward e por Alice que o loiro não concordava, mas minha irmã como braço direito de nossa mãe temia o que poderia acontecer se contasse.

-Boa tarde crianças.- cumprimentou meu pai, várias sacolas e algumas telas de pintura. Estranhei, porque não me lembrava de ter pedido alguma, mas logo ignorei, já que quanto mais telas melhor. Revirei os olhos, Edward tinha 17 anos e eu 15, e meu pai seguia nos chamando de crianças.

- Boa tarde pai.

-Boa tarde Charlie. - cumprimentou Edward, relaxado. Bem diferente que com a minha mãe, e é claro, por motivos óbvios. - Será que eu poderia emprestar um caminhonete? Bella e eu comentando sobre fazer trilha.

O olhei sem sentido nada com o assunto. Quando falando de fazer trilha? Removi o conjuro que havia feito que agia como um escudo para que ele pudesse não ler a minha mente.

Como nós assim mesmo?

Ele me olhou de canto de olho e me ignorou. O fuzilei.

-Claro, garoto. Só me devolva ele inteiro. - falou meu pai e jogou a chave para ele que pegou no segundo seguinte.

-Pode deixar, chefe. - assegurou e me olhou sorrindo, enquanto continuava vendo puta por me ter ignorado e confusa sem sentido que história de trilha era aquela. - Vamos Bella?

-Vamos! - disse, mas saiu mais como uma pergunta. Num movimento com a mão fiz meus livros e meus cadernos se fecharem, e logo fiquei de pé.

-Se divirta, querida. - desejou meu pai, quando passamos por ele. Sorri segurando a porta.

-Obrigada pai. - agradeci. Ele devolveu o sorriso e subiu como escadas enquanto eu fechava a porta vendo Edward dentro da caminhonete vinho do meu pai. Que porra estava rolando? Ele me olhou encarando divertido e revirei os olhos ao notar que tinha ouvido meus pensamentos. Murmurei o conjuro que protegia meus pensamentos enquanto andava para o lado do passageiro.

-Às vezes, é estranho ouvir seus pensamentos depois de tantos anos de silêncio. - comentou dando ré.

-Acha isso ruim? - indaguei o vendo acelerar pela rua e logo pegar a que dava para a rodovia que levava para o limite da cidade. Ele negou.

-Nenhum um pouco, pelo contrário, aprecio o fato que você tomou a decisão de aprender um conjuro difícil para que eu não me sentisse mal por ler seus pensamentos. Mesmo que pensado em si mesma também. - explicou num tom amável. Ele me olhou sorrindo e mais uma vez meu coração deu saltos. Podia sentir algo nas entrelinhas, sabia do que poderia ser, mas preferi baixar conforme expectativas que estava querendo brotar em meu íntimo. Poderia ser somente coisa da minha cabeça.

Apesar disso, e como todos os outros equinócios e solstícios, não paramos de conversar durante todo o caminho sobre diversos assuntos. Desde os nossos dias com estudos bizarros ou sobre nossos irmãos, e de que como apesar de amá-los gostaríamos de matá-los de vez em quando. Edward estacionou num espaço do acostamento da rodovia que possuía um grande espaço e uma placa que indicava o início de um das tantas trilhas dentro da Floresta Nacional Olímpica.

-A gente realmente veio fazer trilha? Fala sério. - comentei já estou prendendo a fazer um coque no meu cabelo. Ele ficou sério.

-Não quer fazer? Se não podemos…

-Não é isso, eu quero. Só não me julgue, tá legal? Mas achei que estava mentindo para meu pai para podermos sair de casa. - expliquei e fiz uma careta. - Fora que vim de all-star.

Seus ombros relaxaram, e ele sorriu.

-Não se preocupe Bells, qualquer coisa te carrego.- disse e piscou para mim antes de seguir para dentro da floresta que como imaginava estava seguindo por fora da trilha. Que porra foi isso? Questionava para mim mesma ainda olhando o meio vampiro entrando na floresta, mas parou e olhou para mim vendo que ainda estava parada perto do carro. - Bella.

-Claro. - murmurei e o segui. Apesar do clima quente, quase ameno, devido ao equinócio de primavera, o vento frio me impedia de tirar a minha camisa xadrez de flanela que estava vestida. Porque como imaginava, o caminho não fora nada curto e como prometido Edward me carregou por um boa parte do caminho quando fiquei cansada de andar - e depois enroscar meu pé com alguma maldita raiz.

-Mas, e aí, falta muito para a gente chegar no final dessa trilha? - questionei talvez pela quinta vez. O meio vampiro me olhou meio irritado.

-Só mais alguns passos apressada. Impaciente .- resmungou, e eu revirei os olhos. Mais alguns passos depois, como ele havia dito, fui obrigada a parar completamente sem fôlego. Não pela subida tenebrosa - na verdade, por causa dela também . - mas devido a visão surreal bem na minha frente.

Com o chão cheio, forrado, das mais diversas flores que se dividiam entre o azul, lilás e branco, uma clareira onde possuía uma forma geométrica que a deixava ainda mais com impressão que ali era um pedaço do paraíso. Árvores altas rodeavam a clareira fazendo sombras em vários pontos delas, Edward estava parado em uma enquanto eu andava completamente encantada sentindo as flores na altura das minhas pernas.

A visão - a minha visão - pegava pequenos detalhes do sol se infiltrando pelas copas das árvores e tomando outra parte da clareira, ou das flores balançando de maneira suave com o vento. Tudo ali transpirava magia.

-Iria pergunta se tinha gostado, mas vendo onde você está acredito que a pergunta seria vã. - a voz de Edward fez meus olhos se desprender dos detalhes das flores para desenhar e pintar em um dos quadros que meu pai havia comprado. Então tudo se encaixou na minha mente com um estalo. O olhei.

- Quando? - foi a única que saiu dos meus lábios. Ele saiu das sombras e pude ver sua pele brilhando como diamante.

-Estava caçando perto daqui no último solstício e decidi andar um pouco antes de voltar para casa, e foi onde a encontrei. - contou vindo na minha direção.

-Ela é linda. - murmurei boba. Ele assentiu parando na minha frente também sorrindo - Ela transmite uma magia única.

-Exatamente como você. - o olhei surpresa com o comentário. Edward diminuiu o espaço entre nós e meu coração bateu mais forte no meu peito.

-Edward ...

-Bella, gostaria de fazer algo. Posso? - perguntou interrompendo-me, assenti sem conseguir achar a minha voz. Entre nós era possível ouvir o vento assobiando enquanto levava meus cabelos para loja, além disso, mesmo uma bruxa podia ouvir meu coração batendo ainda mais quando Edward tocou o meu rosto com a ponta dos seus dedos. O erguendo pelo meu queixo, para então, selar seus lábios contra os meus fazendo o som do meu coração se tornasse ensurdecedor.

Meus dedos trilharam um caminho do seu pescoço até sua nuca para se infiltrar em seus cabelos, ao mesmo tempo em que sentia uma das suas mãos apertando a minha cintura enquanto a outra se mantinha em minha bochecha. Nós lábios se moviam num beijo delicado ao mesmo tempo intenso que nos fez separar ofegantes, com as nossas testas grudadas uma contra a outra. Para então, nos beijamos novamente.

E ali, no equinócio de primavera, naquela clareira cheia de flores e magia, enquanto estava sendo beijada, percebi que estava perdidamente apaixonada por Edward Cullen.

- Obrigada pelo presente, Rose.- agradeci a irmã de Edward, ignorando completamente o olhar de Esme que encarava Edward e eu como se tivéssemos cometido um crime. O que no ponto dela nós tínhamos, quando nos flagrou nos beijando, de língua, no quarto dele antes dela nos ordenar descendo de cara fechada.

É claro que todos recebidos percebido o que havia acontecido e tentavam seguir com normalidade, mas Jasper, Rosalie e Emmett - namorado da loira e amigo de Edward - nos olhavam com uma pontada de diversão. Abri o presente com todo cuidado possível e logo abri uma caixinha onde tinha dois colares dos quais possuíam pingentes distintos, um era prata e outro dourado. Sorri, com certeza iria usar muito.

-Eles são lindos, eu amei - comentei e vi ela sorrir ainda. - Obrigada mais uma vez Rose.

-Pare de aumentar o ego dela, Bella. Depois Edward e eu temos dificuldades em abaixar. - falou Jasper, levando um tapa da mesma que o olhava brava. O que me fez rir.

-Mas então Belinha - meu riso parou diante do apelido que odiava, o grandão ignorou - Edward comentou que voltou às aulas na sua escola de humanos. E como está sendo?

-Sinceramente? - perguntei, ele assentiu ao mesmo tempo que senti a mão de Edward na minha cintura e pude notar o olhar de Esme acompanhar. - Um saco, como é todos os anos.

-Mas você não pode faltar? - indagou Rosalie, neguei me ajeitando no sofá.

-Não, os próximos anos nem posso por estar inscritas em turmas avançadas para…

-Jasper, Rosalie e Emmett tem como subirem? Preciso conversar com eles dois. - interrompeu Esme áspera, um olhei puta pela interrupção brusca. Os três nos olharam antes de assentir e subir dando um breve olhar para nós ao mesmo tempo que repetia o mantra de paciência. Edward estava rígido do meu lado e me fez ter certeza que se Renée tinha a sua cara de me colocar medo quando queria, Esme também tinha e estava com ela agora. Ela nos olhos séria. - Eu só vou perguntar uma vez e espero que não mintam. Desde que equinócio vocês estão juntos?

-Não te interessa. - respondi antes de Edward que apertou a minha cintura. Esme me olhou cética como a resposta enquanto ergui o queixo.

-Bella… - ele cochichou, ignorei.

-Claro que me interessa. Preciso saber desde quando essa amizade passou para algo a mais…

-Pra quê? Para contar para minha mãe e minha avó, e vocês três montarem alguma coisa para nos afastar, para a gente parar de se ver? - interrompi, recebi um beliscão de aviso. Mas ignorei. - Aliás, o que você precisa saber no que isso muda a sua vida, que pelo o que saiba não vai mudar nada.

Ela me olhou brava.

-Ele é meu filho.

-Exatamente, seu filho não seu prisioneiro para querer saber absolutamente cada passo dele.

Seus olhos âmbar escureceram.

-Quem você pensa que é para falar comigo desse jeito? - perguntou exaltada, ficando de pé. -Tenho direito de saber desde quando meu filho…

-Está se atracando aos beijos com uma bruxa pirralha nefasta? - completei uma frase em alto ficando de pé. Ela me encarou em choque, dei um sorriso irônico. - Sim, eu ouvi a sua conversa e fofoca com Carmen na cozinha no equinócio passado. - confirmei. - E é algo muito interessante, porque até hoje nunca fiz nada para ser chamada de nefasta com tanto nojo e ódio. Pelo contrário, sempre fui cordial, sempre a respeitei mesmo que não merecesse, ignorando tudo e até isso, simplesmente por ser mãe do Edward.

-Bella. - ele me chamou novamente, fiz um movimento com a mão para que se calasse.

-Você deve saber que me obedece ao mínimo fazer necessária na minha casa. - cuspiu.

-Realmente dona Esme. Isso é o mínimo, e até esse mínimo estou cansada de fazer além de tentar não ser controlado pela senhora, como se fosse um dos seus filhos. - rebati ao mesmo tempo que ela me encarava em fúria. -Espero que quando você se arrepender da merda que você está fazendo, não seja tarde demais.

- O que está insinuando Isabella? - indagou alto. Edward olhava para nós desesperado sem saber o que fazer ou falar, sem se enfiar no fogo cruzado. A olhei cética.

-Porque iria insinuar alguma coisa? Tenho mais que fazer o que perder meu tempo com isso, ao contrário de você. - rebati mordaz. - Agora se me der licença.

-Assim como está perdendo tempo com meu filho? Para depois largá-lo quando ele se transformar em vampiro ou quando tentar matar alguém? - parei e a olhei chocada com aquilo, assim como Edward. Ela me olhava num misto de irritação e desespero. - Me diga Isabella, você vai largá-lo quando encontrar os olhos vermelhos por ter dito um deslize.

-Não, Esme. Eu nunca o deixaria. - disse séria. - Não sei que merda você pode ter ouvido sobre alguma bruxa, mas jamais abandonaria Edward por um deslize. Eu o amo exatamente como ele é e vou continuar o amando pelo o que vier ser.

-Como você pode estar falando isso? Amar o meu filho, você só tem 16 anos, garota. Preste atenção na besteira que está falando. - disse, fechando o casaco respirando fundo. Porque caralhos o pai de Edward não estava aqui mesmo? Ah sim, ele está fofocando com meu.

-Realmente existe alguém falando besteira aqui, mas pode apostar que não sou eu. - revidei grossa. Olhei para o teto. - Obrigado pelo presente, gente. Até o próximo equinócio. - falei e olhei para Edward longamente, antes de sair da sua casa rápido. Andei a passos rápidos para o portão e logo que o fechei chegando na rua, puxei o ar com força sentindo um fardo ser tirado dos meus ombros. Mas com a certeza que não voltaria ali tão cedo. Senti os braços de Edward envolver minha cintura e grudou os seus lábios contra a minha bochecha.

-Você definitivamente não tem senso de autopreservação. - sussurrou no meu ouvido, o que me fez sorrir. Entrelacei a sua mão com a sua.

-Achei que soubesse quando você me empurrou na lama quando éramos crianças. - revidei no mesmo tom, ele sorriu.

-Ao que parece eu esqueci. -comentou fazendo-me balançar sem acreditar, enquanto começamos a andar em silêncio cada vez mais longe da sua casa - que ficava escondida na mata - e mais próximo do portal que levava a Forks. Respirei fundo.

-Peço desculpas pelo o que aconteceu lá dentro. - quebrei o silêncio. - Não era minha intenção desrespeitar a sua mãe, da forma que aconteceu ou te colocar em maus lençóis.

-Quem deve pedir desculpas pelo acontecido sou eu. - ele disse. - Por não ter dito nada enquanto ambas estavam discutindo, só não sabia o que dizer.

Apertei a sua mão.

-Acho que foi melhor assim, pelo menos, quando você voltar e encarar ela vai ser porque tem me beijado e não ter me defendido. - falei, ele deu um aceno de concordância.

- Bella, você falou sério? - perguntou num sussurro quebrando o silêncio que tinha se instalado novamente. O olhei.

-Tudo o que falei foi sério. - garanti. - Mas sobre parte especificamente você está perguntando?

Nós paramos de andar, e nos olhamos.

-A qual disse que me amava.

-Sim, tão sério quanto estou afirmando agora. - disse, e meus lábios foram tomados pelo os seus de uma maneira tão intensa e quente que todo ar que havia perdido tentava recuperar assim que paramos de nos beijar.

-Saiba Swan, que o sentimento, assim como a grandeza dele, é recíproco. - estou fazendo-me sorrir e o beijar novamente tão apaixonada quanto estava no último equinócio, e como sempre estaria pelo resto dos meus dias.

A casa estava mergulhada num silêncio que me transmitia um pouco de tranquilidade enquanto observava a neve cair lentamente sobre o quintal que era iluminado pela luz do poste evitando olhar para o despertador ligado no criado mudo. Meu coração borbulhava de ansiedade - e de saudade - em ver Edward.

Sua transformação completa tinha acontecido justamente no solstício de verão - e no seu vigésimo aniversário. O que me causou uma angústia sem tamanho quando descobri por Jasper que a mesma tinha começado assim que o dia tinha começado e terminaria só depois de dois dias.

Porém, Edward só voltou a me mandar cartas quase duas semanas depois, o que me surpreendeu quando vi Roxie parado na janela com uma carta no bico.

Apesar de estar "acostumada" a não vê-lo em dias que não era de solstício e equinócio, aqueles seis meses até ali tinha sido um inferno. Por isso que havíamos planejado aproveitar cada segundo do solstício de inverno, isso incluía ver as estrelas e chuva de meteoros que passaria pelo céu de Forks.

Pensando nisso e outros detalhes, percebemos que o melhor lugar para aquilo seria em nossa clareira.

Como imaginava e sabia que seria, Renée foi contra. Ela compromete em seus olhos azuis uma insatisfação, uma raiva de estar avisando o que iria fazer e com quem iria. A raiva e vontade era de querer armar um circo, um escândalo, mas iria do mesmo jeito. Então ela simplesmente saiu, deixando-me sozinha na sala junto com Alice que logo também foi embora antes de ir trabalhar sorrindo para mim, como se aprovasse.

Ela possuía um sorriso parecido quando chegou em casa com uma sacola grande e com barraca para acampamento que tinha comprado na loja de esportivos dos Newtons.

- Acredito que por serem vampiros, os Cullens não tenham. Por isso, achei melhor comprar do que ficar enfiada em uma tenda de pano do pode congelar. - contou entrando no meu quarto. A olhei animada.

-Vai nevar? - questionei, ela assentiu sentada no chão e acompanhei sentando no chão ao seu lado.

-Não vai ser uma nevasca, e só vai cair no centro de Forks. Mas o vento vai estar bem gelado. - contou, já tirando o manual dentro da capa. Ficamos tentando montar uma barraca aos comentários de como ela e o Jasper estavam bem juntos, depois de finalmente ela decidir contar aos berros para nossa mãe que estava namorando com Jasper profissional quase 3 anos.

É claro que Renée entrou em choque e fez um circo, querendo bater em Alice porque ela é uma parte importante do coven não deveria namorar um vampiro. Meu pai interveio assim que chegou ao me ver parada encarando a minha mãe com raiva.

Enquanto abraçava e agradecia Alice pelo presente antecipado de natal, me lembrei mais uma vez o quanto meu relacionamento com ela tinha melhorado quando finalmente entendi, naquela noite, do que ela tanto temia quando éramos pequenas. E que era teimosa demais para entender tanto o seu ponto e quanto estava errado de julgar ou seu lado sem conhecer.

A noite foi longa, cheia de brigas, enquanto tinha uma Alice em prantos no meu colo, porém mais leve.

E apesar da semana ter sido um inferno para ambas, no equinócio da primavera, quando Edward veio me ver, Jasper veio junto e se apresentou a minha mãe que se limitou a dar boas vindas, enquanto meu pai o concedeu praticamente uma recepção tão boa que todos ficamos em casa conversando e jogando jogos de tabuleiro.

O relógio da sala começou a dar suas doze badaladas anunciando o início do solstício de inverno. Meu coração parecia explodir de emoção e ansiedade ao ponto de fazer verificar as minhas coisas duas vezes antes de me sentar na cama encarando o quadro que havia recebido e pintado a clareira, completamente inquieta. Ouvi a porta se abrir lentamente e o rosto de Alice surgiu, ela sorriu.

-Edward já está chegando. - sussurrou, devolvido ao sorriso. Com o máximo de silêncio que podíamos, Alice me qualificou a descer com bolsas e mochila até o térreo onde ouvimos um carro parar. O vento gelado em meu rosto fazendo-me arrepiar por completo quando abri a porta, porém ao encarar os olhos dourados de Edward tudo em mim elevar se acalmar. Ele estava ali, e bem .

-Se divirtam, e juízo. - disse Alice com um sorriso divertido, revirei os olhos. Ela acenou para Edward que devolveu o cumprimento.

-Bom descanso Alie. - desejei um ajuste. Ela me apertou e me soltou.

-Obrigada. - e logo fechou a porta, trancando-a. Andei a passos rápidos em direção a Edward, um pouco desengonçada por causa da quantidade de roupa, para logo sentir os braços envolvendo a minha cintura. Fitei os olhos e logo seus lábios - agora frios como gelo - tocaram os meus causando um arrepio e estranhamento. Afastei-me, ele me olhou curioso.

-Está tudo bem? - colocando uma mecha atrás da minha orelha ajeitando a minha touca. Assenti, dando um selinho.

-Sim, só estou estranhando a sua temperatura. - respondi sincera, sabendo que mentir seria pior. Apertei meus braços envolta de sua cintura. - Nada que com certa prática não me acostume.

Ele sorriu e deu um beijo na minha testa.

-Bom saber disso Swan. - disse e pegou uma das minhas bolsas. - Mas vamos antes de chegar tarde na clareira e perder a chuva de meteoros.

Assenti concordando. Colocamos as coisas na segunda parte da cabine, onde tinha uma pequena pilha de cobertores, e logo entramos na frente para seguir o caminho. Como era de praxe, fomos o caminho para conversando, inclusive sobre a minha conclusão do Ensino Médio que aconteceria no próximo semestre, bem como sobre o baile e a formatura. Mesmo que datas estivessem longe, todos do último ano estavam polvorosos com isso. Todos, menos eu.

Havia tentado me animar para aquele rito de passagem importante, como Ângela adorava falar e tentava me convencer a ir. Dizendo coisas, inclusive que seria marcante.

Mas para mim, seria marcante de horrível.

Desejava que Edward estava lá vestido de terno e gravata arregalada me vendo buscar meu diploma, tirando onda da minha cara por quase tropeçar no palco e me puxar para dançar quando estivéssemos no baile. Queria tanto aquilo quanto vê-lo todos os dias e não apenas 4 vezes no ano.

Ansiava viver no mundo que sentir pertencer e nos braços de Edward, que era meu refúgio, meu respiro. Porém, apesar disso tinha ciência que assim que virasse as costas para casa, eu não iria mais pertencer ao um coven e seria uma renegada.

E apesar das histórias que contavam era um preço que estava disposta a pagar.

-Bella - Edward me chamou de tirando os meus pensamentos. Seus olhos âmbar brilhavam na escuridão e fui inundada novamente pela certeza que ele era e sempre seria, meu eterno amor. Suas sobrancelhas arquearam, ao mesmo tempo em que sua mão apertou a minha. - Amor, está tudo bem?

Meu coração saltou com aquilo. Assenti sentindo um sorriso surgir em meus lábios.

-Está sim, meu amor. Só acabei me levando pelos pensamentos sobre o baile. - comentei e dei um selinho. Ele me olhou um pouco com desconfiança, mas logo dos ombros.

-Se é o que você diz. - disse - Vou levar todas as coisas para a clareira, e assim que tiver tudo arrumado venho te buscar.

-Vai adiantar dizer que não precisa?

Ele sorriu torto.

-Não. - confirmou antes de me beijar. O beijo que antes começou calmo, se tornou ainda intenso e ávido, separe o ofegante antes de beijá-lo novamente e ele retribuir com o mesmo fervor, antes de ser afastada por ele. - Bella, precisamos parar aqui e ir.

-Hurum .. Certo! - resmunguei afastando-me sentindo meu coração batendo forte contra o meu peito, e completamente afetada e quente. Edward parecia tão afetado quanto eu, quando saiu do carro e logo abriu a parte de trás pegando como nosso para depois sumir pela floresta escura. Fiquei incontáveis minutos dentro do carro normalizando a respiração enquanto desenhava no vidro embaçado, olhando pelo canto do olho engolindo a floresta. Até que Edward apareceu sorrindo, fazendo meu coração bater como louco novamente, segurei a vontade de revirar os olhos enquanto sai do carro.

Com a ajuda dele, subi em suas costas e prendi como minhas pernas envolta da sua cintura e até encaixar meu rosto na lateral do seu pescoço, suas mãos seguravam coxas numa forma de me deixar ainda mais segura. Mas acabou trazendo as sensações que me fizeram encarar com desejo quando me evoluiu a descer na clareira, porém, apesar disso acabei desviando do seu olhar quando notei que estava muito tempo no encarando.

A clareira estava tomada pela neve, que como Alice previu não caia ali, ao contrário do centro de Forks. A barraca estava bem montada, e podia apostar que dezenas de cobertores estavam ali dentro, e alguns passos de distância estava um telescópio montado sob um tripé.

-Como conseguiu? - questionei habilitado para o equipamento. Ele sorriu vindo na minha direção ficando ao meu lado.

-Jasper, e disse ainda que se eu devolvesse riscado ou quebrado, me mataria. - contou fazendo-me rir com sua cara fingida de medo. Ficamos nos revezando no mesmo vendo constelações, planetas e suas luas ao mesmo tempo que fazem pequenos movimentos, ou dancinhas, para me esquentar trazendo certa diversão para Edward, por serem estranhas.

-O que você estava pensando? - me perguntou do nada, fazendo-me olhar confusa. - No carro, você estava imersa em seus pensamentos e parecia incomodada com algo.

Prendi a vontade de suspirar. Edward tinha aprendido a me ler bem, bem até demais.

-Estava pensando na formatura, e como gostaria que estivesse lá. - contei num tom baixo, olhando para o céu estrelado e olhei para o telescópio. - Fiquei imaginando como seria se pudesse estar presente, como seria ver de cima do palco, dançar com você no baile.

-Bella…

-Está tudo bem, amor. Eu sei! - adiantei arrumando como minhas pernas na barraca e o olhei. - Só foi alguns pensamentos.

Ele continuou me olhando com um olhar indecifrável até desviar para olhar para o céu. O vento forte balançou a barraca, mas nem de nós preferiu se incomodar. Edward pegou algo da minha mochila e depois uma harmonia suave de alguma música desconhecida começou a subir, para no seguinte ele estar a minha frente curvado e com sua mão estendida.

-A senhorita me concederia essa dança? - indagou cortês. Meus olhos ouvidos marejados, e assenti tirando as luvas e segurei a sua mãos. Ignorando o arrepio que percorreu o meu corpo senti a sua outra mão tocar a base da minha coluna e em seguida começamos a nos mover em silêncio. Com um olhar de devoção e sorrisos, dançamos, giramos para então a minha risada soar pela clareira quando tropecei nos meus pés, para logo for acompanhada por Edward que me fez parar de rir o olhar fascinado com o som da sua risada. Ele notou o meu olhar e parou de rir, olhando-me sem graça.

-Porque você está me olhando desse jeito?

-Porque estou me sentindo feliz de estar aqui com você, de me sentir amada e ser amada.- declarei, toquei o seu rosto antes de encostar a minha testa na sua. - Eu te amo Edward.

-Eu também te amo minha Bella.- sussurrou. Atraídos como imãs e tão quentes como o fogo, seus lábios se sobrepuseram e queimaram os meus, fazendo que um calor incomum passasse pelo meu corpo que se colou ao seu enquanto nos beijamos ardentemente até que eu ficasse sem ar. Seus lábios desceram lentamente pelo meu pescoço elevado a minha excitação e deixando-me arrepiada.

Puxei o ar com força sentindo o calor insano me tomar, e ainda sedenta por ele do que antes. O beijei novamente sentindo uma de suas mãos sair da minha coluna e descendo até a minha coxa a erguendo do lado do seu corpo. Em um impulso, pulei no seu colo e gemi sob seus lábios sentir ao seu pau duro. Suas mãos puxaram mais o meu corpo para si, para logo sentir e ser colocado sobre o amontoado de cobertores sentindo o corpo de Edward - mesmo com roupas - investir com o meu. O ar escapou pelos meus lábios ao mesmo tempo em que me sinto sucumbida pelo calor e desejo.

-Bella. - sussurrou, seus olhos âmbar estavam escurecidos, porém, parecia transbordar em desejo, luxúria e paixão. - Você quer continuar?

-Quero. - afirmei. Edward me deu um selinho antes de afastar, fechar a barraca e me beijar com mais intensidade que antes.

Seus lábios desceram para o meu pescoço, dando pequenas mordidas e breve chupões que me escolha delirando de prazer. O ar se tornado ainda mais passageiro em meus pulmões e a pressa incomum se tornado ainda mais presente a cada peça de roupa tirada para até estar apenas de lingerie na frente dele. Seus olhos conhecidos me admirando por um certo tempo até que uma de suas mãos envolveu o meu seio apertando levemente e depois o tirou do sutiã para sugá-lo.

Gemidos intermináveis saíram pelos meus lábios ao mesmo tempo em que meu corpo arqueava buscando, ansiando mais contato dos seus lábios, dos seus dedos em cada parte de mim. Até que completamente nus, Edward investiu contra meu corpo, penetrando com força fazendo-me o sentir dentro de mim. Cravei como minhas unhas em suas costas e respirei fundo para o que alguns minutos depois de beijos e sussurros, ele se mover, e investindo de novo dentro de mim. E de novo. Cada vez mais rápido e forte.

Os lábios dele continuados a trilhar um caminho entre os meus lábios e os meus seios, deixando cada vez mais submersa ao prazer e ao calor que me sucumbir às profundas emoções. Nossas respirações se intercalavam com os meus gemidos que ficavam cada vez mais altos.

-Edward… sussurrei entregue a loucura, apertando contra mim e arranhando as suas costas. Ele soltou um grunhido e segurou a minha coxa, erguendo ela e meu quadril, indo mais fundo e por consequência meus gemidos se processados gritos. Perdi o ar e senti uma sensação tomar todo o meu corpo de maneira rápida e surreal, para então sentir todo ele trêmulo.

Edward me beijou ainda investindo contra mim algumas vezes, para então parar e deitar sobre mim também tremendo. Ficamos em silêncio por uma boa parte do tempo, normalizando nossas respirações ofegantes, para poucos trocarmos selinhos e por fim ele proporcionou ao meu lado puxando a coberta para si e logo em seguida me puxou. Deitei a minha cabeça em seu peito não ouvindo mais o seu coração, mas ouvindo a canção de ninar soar até eu dormir.

Ao contrário do dia anterior, o sol apareceu e ignorando alguns planos ficamos na barraca nos beijando, nos amando antes de fazer trilha e eu dormir novamente, para enfim ornamentos-lo ao quilômetro da rodovia onde existia o portal que ficava perto de sua casa. Uma tristeza bateu à medida que nos aproximávamos, ao me lembrar que nós não nos veríamos no dia seguinte e sim dali alguns meses - no equinócio de primavera. Parei a caminhonete e nota pelo seu olhar que ele estava sentindo a mesma coisa, porém, antes que pudesse dizer algo Edward me beijou.

- Encontre-me no equinócio. - sussurrou cantarolando, enquanto enrolando uma mecha do meu cabelo antes de colocar atrás da minha orelha. - Ao meio - dia.

Sorri, mexendo em seus cabelos.

- Me encontre na metade do caminho. - disse, e foi a vez dele sorrir.

-Sempre.

-Está aqui seu boletim de todos, aqui das principais matérias. E aqui, das atividades extracurriculares. - disse a sra. Coppe colocando os documentos no balcão da secretaria e sorriu. - E o último e não menos importante seu certificado de conclusão.

Sorri, definitivamente era o mais importante de todos. Porém, apesar da felicidade, sentia uma inquietação desde que havia acordado e parecia piorar a cada minuto que passava. Meu pai estranhou assim como a minha mãe, mas nada comentaram, apenas me abraçaram antes de saírem dizendo que voltavam logo.

- Ótimo. Preciso assinar algo? - questionei e logo ela me deu uma folha onde assinei sobre os documentos e logo sai da secretaria com eles dentro de um envelope. Puxei o ar gelado o que diminuirá o turbilhão de emoções que passavam por mim, e queimavam por baixo da minha pele.

O ar que inspirei, saiu com a mesma rapidez quando senti algo me aceitar com força ao mesmo tempo em que me lembrava que havia abraçado meu pai com força naquela manhã. Um misto de sentimentos e urgência cresceram dentro de mim, fazendo-me entender que havia acontecido algo e eu precisava voltar para casa. Andei a passos rápidos para uma bicicleta onde joguei o envelope dentro do cesto e pedalei com todas as minhas opções e desespero que sentir naquele momento.

Meu coração parou por um momento ao ver o carro de Jacob - meu primo e filho do tio Billy - parado na frente de casa. Definitivamente não era nada bom . Andei o restante do percurso e encostei a bicicleta na porta para andar a passos rápidos para casa sentindo o ar pesado, e parecia estar pior dentro dela. Abri a porta num rompante vendo Alice chorar enquanto nosso primo a olhava com pesar.

-O que aconteceu? - indaguei desesperada, meu irmão me olhou em lágrimas e com seu rosto retorcido em dor intensa ainda mais angustiada. Alternei o olhar entre os dois. - Falem. O que aconteceu?

-Bella… - começou Jacob a dizer num tom que me irritou.

-Bella é o caralho Jacob. O que aconteceu? - revidei nervosa. Alice ainda chorando, me olhou com um intensidade que me fez ofegar baixinho. Então eu soube, que sabia desde que havia saído do pátio correndo, quando lembrei involuntariamente do abraço que dei em meu pai antes de partir. O choro queimou a minha garganta: partiu para nunca mais voltar. Alice me abraçou enquanto meu choro se atrelou ao seu, ambas compartilhando a mesma dor que nos estraçalhava e nos unia.

-Sei que o momento é péssimo para vocês, mas nós, precisamos ir para o aeroporto o mais rápido possível. - interrompeu Jacob, afastei-me de Alice o olhando sem sentido.

-Porque? Para onde iremos? - indaguei.

-Os Volturis estão atrás de nós. - fora Alice que me respondeu e fungou. Paralisei com aquilo.

-Mas como os Volturis passaram para o portal?

-Não passaram, eles tem guarda para cá.

-Sei que você quer saber sobre tudo e a situação é difícil, mas Bella, precisamos ir antes que seja tarde. - falou Jake num tom urgente, assentimos. Alice e eu subimos correndo como escadas e logo entramos roupa em nossos quartos, tirei a mala do fundo do guarda e fiz as minhas roupas começarem a sair sozinhas e se dobrarem dentro dela enquanto pegava tudo o que poderia guardar e levar. Peguei meus cadernos, folhas de desenhos e meu estojo colocar-os dentro da mochila, e olhei para Roxie que me encarou com seus olhos grandes amarelos, me lembrando do que precisa fazer.

Abri a janela e logo ela saiu voando, levando consigo duas cartas para destinatários diferentes, e fechei a mesma me permitindo chorar por tudo o que estava acontecendo e por tudo que ainda ia acontecer. Ouvi Jacob nos chamar e logo enxuguei como lágrimas pegando como minhas malas e mochila para encontrar Alice no corredor com um cara de choro igual a minha. Nos abraçamos forte antes de descer e entrar no carro após nos despedirmos de nossa avó que ficou no portão olhando para chorosa e tão abalada quanto nós.

Segurei a mão de Alice e nos olhamos, sofrendo por nossos pais e por nós mesmos. Porque nós duas sabíamos - de alguma forma eu sabia - que iríamos entrar em aviões para lugares distintos e distantes. A placa de Forks passou e eu rezei, para o Deus que Ângela dizia crer, ao universo, a ordem para que eu voltasse.

Para casa.

Para Forks.

Para Edward.

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Edward,

Eu gostaria de morar no mesmo mundo, no mesmo lugar que você, para que eu pudesse me refugiar em seus braços nesse momento. Talvez assim amenizaria um pouco da dor que está massacrando, pesando, o meu peito.

Meus pais foram mortos, e por algum motivo que ainda não compreendo precisamos fugir, Alice e eu estamos partindo. Não sei por quanto tempo ficarei fora, escondida, ou em qual cidade iremos nos refugiar. Mas eu vou voltar.

Espere por mim, meu amor. Por favor, me espere.

Lhe prometo que nesse tempo, mandarei cartas por Roxie sempre que der. Ou até mesmo as entregarei em casa para que elas sejam repassadas a você.

Eu te amo e sempre te amarei.

De sempre sua, Bella.