Outono
Edward,
Ando preocupada.
Não recebi nenhuma carta sua sobre desde que o enviei a minha breve e desesperada despedida. Assim como, até o momento Roxie não retornou.
Ela está com você? Se sim, por favor, me mande uma resposta através dela. Preciso saber com você está, ler sobre o que você, Jasper e Emmett andam aprontando com Rosalie e quais foram como bronca, e puxões de orelha, que a sua mãe deu em vocês.
Sinto-me sozinha, literalmente uma estrangeira nas terras de lobos em New Orleans. Alice disse que sente da mesma forma em Chicago, e que assim como eu, ainda não escapou do choque de nossos pais estão mortos. Apesar de ter ciência da nossa separação, de maneira brusca e desesperada, a minha matrícula na faculdade para não levar suspeitas.
Eu ainda espero meu pai chegar com quadros que sequer pedi. Espero um olhar de repreensão de Renée por mais uma vez não tomar uma de uma bruxa integrante de um coven. Ou até mesmo seu sorriso - raro, porém existente - quando Alice e eu estamos pegando inúmeros cookies que acabara de fazer da forma.
Mas a realidade bate e tenho vontade de chorar mas não consigo. Mais uma vez o choque é maior que eu e tenho vontade de voltar às pressas para Forks e me jogar em seus braços.
Sinto sua falta ardentemente.
Por favor, mande notícias. Não me deixe sozinha, e não se esqueça que o amo.
E não importa quanto tempo leve, voltarei pra você e te encontrarei no equinócio ao meio-dia.
Amo você, meu Cullen.
Com todo coração, de sua Bella.
-Preparada para o primeiro dia, Bella? - questionou Abigail com um sorriso gentil, entrando na cozinha. Era na casa dela e de seu marido, que estava escondida desde que fugi às pressas de Forks semanas atrás, mas parecia algo tão recente quanto o dia anterior. Prendi um suspiro e forcei um sorriso.
-Nenhum um pouco. - comentei num sussurro. Ela segurou a minha mão sobre a mesa e apertou.
-Vai dar tudo certo, menina. - encorajou-me, mas sua tentativa com certeza era vão. Eu não acreditava que desse certo, porque nada estava certo. Não deveria estar indo para a faculdade, não deveria estar em Nova Orleans, não deveria estar com Abigail. Mas o errado naquele momento, era o que tinha e necessidade segui-lo para me manter viva. Apenas a assenti mecanicamente tomando o resto do café. Ela tomou o seu café em silêncio e ambas subimos como escadas vendo seus filhos saindo de seus quartos. Joshua era um garoto de doze anos amável, ao contrário da sua irmã Eliza que era tão desagravél como uma garota de 17 anos podia ser, ao ponto de permanecer no quarto sempre que possível para não cruzar com ela.
Sabia que Abigail já havia puxado a sua orelha, comentado meio por cima o motivo que uma bruxa estava longe de seu coven. Mas para garota, eu era uma renegada que não deveria estar ali. Que deveria estar no mundo dos mortos.
Em partes deveria concordar, mas simplesmente não me importava o bastante para aquilo tirar o meu sono. Tinha coisas mais importantes para me preocupar, e consequentemente sofrer. Roxie não voltará da sua viagem com as minhas cartas, e vó Marie pouco sabia sobre ela, Alice a milhas de mim e sofrendo por Jasper, tanto eu sofria por Edward. Além é claro, que estava prestes a cursar engenharia civil, algo que nunca pensei cursar, mas me matriculei por sabre que não conseguiria fazer nada em artes pelas lembranças que envolviam com isso.
Entrei no meu quarto improvisado que ficava no sótão, peguei meu casaco, minha mochila e desci as escadas ouvindo mais uma vez Abigail implicar com Eliza pelo tamanho da saia que ela estava indo para a escola.
-Eu não vou te levar para escola com essa saia Eliza, esqueça. - disse alto, a garota fechou a cara deixando nítido a sua raiva. - Ou você vai querer que seu pai saiba que você não foi para aula por uma saia minúscula dessa?
Ela grunhiu.
-Desde que Isabella chegou, você anda pegando no meu pé. - falou alto. - É só uma porra de saia.
-Está precisando se situar melhor nas datas Eliza, sua mãe já pega na porra do seu pé antes mesmo de eu chegar. - falei a fazendo se olhar para mim.
-E como você, uma bruxa renegada e sem dons pode saber disso? - revidou grossa. Abigail fechou a cara.
- Não precisa ter dons para saber que você é garota chata para caralho que adora usar uma roupa curta para atrair a atenção do bonitão da escola. Que deve te achar estranho assim como a escola inteira desde do middle. - falei, ela se endireitou e me encarou dura. Sorri, touché. - Posso ser uma renegada, Eliza, mas ainda sou uma bruxa que estudou com humanos, como você.
-Chega. - determinou Abigail quando viu que a filha iria retrucar. - Suba e troque essa roupa agora Eliza, não vou ordenar pela terceira vez. - disse, a garota bufou e subiu batendo o pé. - Joshua, vá pro carro. - ordenou, o garoto assentiu e seguiu, nos deixando sozinha.
-Abigail… - não consegui terminar ao sentir o tapa em meu rosto. As lágrimas inundaram os meus olhos sentindo o meu rosto arder.
-Nunca mais assuma que é bruxa renegada, mesmo não sendo Isabella. Não quero que meus filhos achem que sou esse tipo bruxa. - disse ela firme. A olhei me vendo encarar dura. - Muito menos para Eliza, que não faz ideia do que aconteceram com os seus pais para falar isso de maneira errônea.
-Como quiser Abigail. - afirmei fria, erguendo o queixo não deixando uma lágrima cair. Andei para fora da casa e segui em direção ao ponto de ônibus, ignorando o carro onde Joshua estava seguindo-me com olhar.
Definitivamente New Orleans era o meu inferno. O inferno que nunca desejei conhecer.
Edward,
As coisas e os piores do que imagina que estariam, pelo menos, quando o assunto convivência está em pauta. Desde do tapa de Abigail no meu primeiro dia de aula, tenho sido o mais silenciosa possível dentro dessa casa seja qual for o momento. Seja na hora do almoço, seja no jantar, seja limpando a casa.
É claro que tanto Marcus, ela e os demais notaram, e para ser sincera estou pouco me importando com o que estão achando sobre isso. Apenas estou tentando buscar um pouco de paz no meio do caos e inferno que está tudo.
A faculdade está indo relativamente bem, inclusive ela é a maior desculpa que uso pelo qual não são do meu quarto e pelo tempo que passo fora de casa. Estou indo para o terceiro semestre e estou começando a pegar gosto pelas matérias, e pelo curso em si. Mas não estou o amando, e nem cem por cento feliz como estava se estivesse fazendo algum curso relacionado a artes. Alice está feliz fazendo o curso de enfermagem, porém, assim como eu, estamos sentindo falta de vocês. E acima de tudo, passar pelos portais em dias de equinócio.
Você não faz ideia de como desejo passar por algum portal e encontrar você, passar horas contando sobre tudo o que venho vivendo e aprendendo. Sinto tanto a sua falta que dias não consigo nem respirar, apenas reviver em lembranças e ao ver nos desenhos o que ocorreu, e torcer pelo dia que posso voltar finalmente para casa e te reencontrar.
Seja no seu melhor comportamento, seja no seu pior. A minha alma, meu coração e meu corpo deseja deitar ao seu lado querido e te amar.
Então, por favor, espera-me, responde-me. Não me deixe achar que desistiu de nós.
Pois, quero que saiba que independente de quanto tempo passe, eu nunca irei desistir. Amo você Edward, e sempre você amar.
Com carinho e todo coração,
De sua - pra sempre sua - Bella.
-Então, você vai se mudar? - questionou Eliza, na porta do sótão me vendo empacotar as minhas coisas. Segurei uma resposta grossa no nível "preciso desenhar?" e somente assenti em silêncio. Sabia que a garota tinha me ouvido eu falar com a sua mãe sobre a minha mudança, já que após um tempo trabalhando na livraria perto da faculdade e fazendo trabalho extra de revisão de trabalhos, consegui arranjar um apartamento pequeno aos arredores da faculdade e que dividiria com Lexie, uma garota da turma de engenharia que tinha vindo de outra cidade e também era bolsista, como eu.
Abigail ficou surpresa, é claro, e ao contrário do que imagina, não gritou comigo e disse impropérios por ter me acolhido por quase dois anos ali para fazer nada me mudar para algum lugar. Ela apenas me perguntou o porquê, e simplesmente respondeu que ela sabia o motivo antes de me virar as costas e arrumar as minhas coisas. Ouvi Eliza suspirar.
-Mamãe contou porque veio morar conosco. - comentou. É claro que tinha contado , pensei amarga. Era direito e obrigação de Abigail contar os segredos do coven quando Eliza tinha atingido 19 anos. Algo que infelizmente acabei não descobrindo pelo meu pai, mas pela minha avó através de uma carta. Sem intimidar com o meu silêncio, ela continuou: - Sinto muito por tudo o que te disse e te tratei esses últimos anos, Isabella.
O meu celular tocou, o que me fez ver que era uma mensagem de Ryan dizendo que estava ali na frente da casa para pegar as coisas.
-Era só isso que tinha a dizer? - um questionei. Ela assentiu. - Então pode ir.
Ela me olhou um pouco chocada com eu disse, mas ignorei separando as caixas já ouvindo Abigail receber meu amigo, que logo começou a subir as escadas.
-Isabella…
-Se você não para ajudar Elizabeth, peço para que se aposentar para não atrapalhar. - falei seca. Uma mesma mesma sequência encarando até Ryan chegar notando o clima estranho entre nós duas.
-Está tudo bem?
Assenti.
-Só um cão arrependido, que acabei de chutar. - expliquei já passando uma caixa para ele, e pegando outra junto com a minha mochila. Ele não ousou questionar. Ryan, Brian e William eram os meus amigos desde o primeiro semestre de engenharia, eles surgiram se acostumado com meu jeito meio bruto que era constante na maioria dos dias e situações. Eles, como Lexie, eram os únicos amigos que tinha em New Orleans e deixavam tudo mais leve, principalmente nos dias em que eram insuportáveis para respirar. Eles sabiam da situação que eu vivia, apesar de não entenderem o porquê de chegar nela. Mas algo em mim os impedia de questionar mais sobre.
Com as minhas coisas no carro e uma breve despedida com agradecimento, virei como costas para a família Santori e enfim pude revirar de alívio, ao mesmo tempo que desejava chorar.
Era o equinócio de inverno, e mais uma ano havia se passado longe de casa e de Edward.
EDWARD
SEU VAMPIRO BABACA ESTÚPIDO FILHO DE UMA PUTA
ONDE VOCÊ ESTÁ? FAZEM 3 MALDITOS ANOS E VOCÊ NUNCA, NUNCA ME RESPONDEU.
NENHUMA CARTA. NEM UM SINAL DE NÃO VIDA DA SUA EXISTÊNCIA.
Um gole
SEQUER ME DEU NOTÍCIAS, NUNCA NEM MANDOU ROXIE EMBORA. ALIÁS QUE PORRA VOCÊ FEZ COM A MINHA CORUJA SEU INFELIZ DESGRAÇADO ?.
TODO DIA MALDITO DIA PENSO VOCÊ, AMO VOCÊ E VOCÊ NÃO ME RESPONDE. NÃO ME ENVIA UMA MALDITA CARTA.
Outro gole.
CONFESSO QUE ESTOU COMPLEAMENTE DECPECIONADA *, PORQUE
PORQUE
PORQUE MANDO E EU MANDEI DIVERSAS CARTAS E VOCÊ NUNCA MANDOU UMA.
PORRA EDWARD.
Outro gole, uma respirada funda.
Edward, eu o amo tanto. Porque fizera isso comigo? Porque me abandona quando mais preciso que está presente, o amo tanto que mal posso respirar. Amo tanto que estava disposta a ser renegada para passar a eternidade com você. COMO VOCÊ PODE SEU IMBECIL?
Até questionei pra vovó se você tinha enviado para casa, mas você não mandou. VOCÊ
O choro contido explodiu fazendo largar a caneta e me afastar da mesa escrivaninha enquanto aos pouco a dor que antes parecia adormecida dentro de mim tomava meu coração, minha alma e meu coração de maneira tão intensa e insana que não obrigada nem respirar direito. Sentindo-me alta por ter bebido metade de uma garrafa de vinho, me joguei na cama e me permiti chorar tudo o que não havia chorado naqueles malditos anos da minha vida
Chorei pela morte dos meus pais, que após um certo tempo havia caído a ficha que eles nunca iriam voltar no meio da biblioteca da faculdade enquanto procurava sobre edifícios e no fim parei na seção sobre magia. Chorei por mim e Alice que havia nos tornado órfãs e locais quando tudo o que precisamos era um apoio uma das outras, e de não estranhos. Chorei por Edward que nunca retornou nenhuma das minhas cartas, seja porque Esme interceptou todas ou simplesmente, porque ele nunca me amou.
Meu choro aumentou e minha alma doeu com a possibilidade.
- Tudo acaba . - sussurrei e tomei outro gole de vinho. - É assim que acaba.
(* erros propositais)
Os chapéus de formaturas foram jogados para o alto, e apesar de estar entre eles os jogando depois dos anos estudando para o trabalho, sofrendo para seminários e provas. Não via a hora de tudo aquilo acabar e estar de volta para Forks antes do equinócio de outono. Era impossível esconder a minha ansiedade de quem quer fosse, finalmente estaria em casa depois de tantos anos, depois de tanto sofrimentos e depois de tantas cartas sem respostas poderia confrontar Edward.
E por um momento pude me lembrar da minha última formatura, do qual ele não presente, mas ao saber desejava dançar com ele, tentará arrumar isso no dia do solstício de inverno. Balancei a cabeça afastando a lembrança e tristeza para os meninos que estavam dançando com suas becas, e logo me abraçaram erguendo-me. Com certeza seria falta dele, e seja o que fosse que poderia acontecer tentaria manter contato com todos eles.
Descemos o palco sendo recepcionados por Lexie que estava bela num vestido azul que caia perfeitamente no seu corpo e logo foi abraçada por William que a girou a fazendo gargalhar. Afastei o olhar disso e dos meus amigos irem comemorar com sua família, respirei fundo segurando o choro sentindo-me sozinha até ver Eliza e Joshua num canto inevitável, dei um meio sorriso.
Apesar da minha grosseira quando não há dia que sai de sua casa, Eliza tinha ido atrás de mim na livraria para novamente me pedir perdão pela maneira que havia me tratado quando morava lá, é claro, que não havia nos tornado amigas a partir de então. Mas acabamos saindo esporadicamente para fazer qualquer coisa, algo que não inicie-me incomodou, mas acabei vendo que não era só eu precisava de amiga em não precisasse esconder o tempo todo quem eu era. Eliza também.
E foi onde percebi, que apesar de tudo, ela era tão parecida comigo que me fez amolecer ainda mais e ajudá-la quando necessário sair escondido para encontrar seu namorado humano. Que é claro, para reforçar seu álibi, colocado Joshua em todo trâmite para que Abigail não desconfiasse.
Mas obviamente, nenhum dos dois aceitamos completamente de graça. Em troca do auxílio nas fugas, Eliza comprava alguns livros de magia ou me emprestava alguns para continuar a treinar magia.
- Então é assim que realmente são as formaturas? - questionou ela sem acreditar. Assenti.
-Eu sei, são chatas e sem graças. Ainda mais comparadas ao que sofremos durante o percurso. - disse, ela riu e eu abraçou.
-Parabéns Bella. - desejou animada em seu ouvido.
-Obrigada. - sussurrei antes de me afastar dela. Joshua me encarava meio sem graça. - Veio obrigado?
Ele fez uma careta, sorrindo.
-Na verdade, ela me chantageou dessa vez. - falou brincando. - Ela sabe que não te suporto.
Fingi estar brava.
-Me respeita moleque, sou mais velha que você. - rebati, ele me olhou debochado.
-Vai fazer quantos anos? 50?
-26, mané. - devolvi, dando um tapa na sua cabeça. Eliza riu, enquanto ele revirava os olhos.
-Depois desse tapa não deveria te abraçar.
- Fica ao seu critério, mas se algo acontecer nesse ano que nós vamos nos ver, a consciência é sua.
-Sempre apelando pro golpe baixo, não é Isabella? - comentou Eliza divertida.
- É um dos meus charmes. - me gabei, a fazendo rir junto com o Joshua que no fim me abraçou. Apesar de ter negado nas últimas vezes, eu sabia que iria sentir falta deles. Iria sentir de quem havia conhecido em New Orleans e sabia que independente que acontecesse em Forks, teria uma lugar para voltar. Sai do auditório com eles, onde tiramos algumas fotos antes que entregasse a beca ao organizador junto com capelo que não tinha certeza se era o meu. Fomos num restaurante comemorar, onde depois os meus amigos nos recreativos e para variar, todos juntos me fizeram rir como nunca, esquecendo da minha viagem no dia seguinte.
Suspirei entrando no meu apartamento feliz e apreensiva por tudo que estava acontecendo, porém, assim que entrei no meu quarto senti o sangue correr mais rápido, fazendo ferver cada parte do meu corpo e ar fugir dos meus pulmões enquanto meu coração batia forte, e veloz . Puxei o ar sendo tomada pela certeza que algo grande me aguardava em Forks.
Sentei-me na cama tentando entender o que aquilo significava e o que poderia esperar, mas nada vinha. Nenhuma sensação, nenhum pensamento, nem uma ideia. Liguei o abajur vendo um amontoado de correspondências que iam desde propaganda a uma carta de Alice. Sorri minimamente e abri.
Olá Bella,
Parabéns pela sua graduação, minha irmã. Fico feliz que tenhamos concluído algo juntas - mesmo que distantes - e com tanta honra. Algo que merecemos depois de anos de sofrimentos com trabalhos, provas e pessoas filhas da putas (sejam elas humanas ou bruxas ).
Apesar disso, quero que saiba que também estarei indo para Forks. Porém, chegarei dois dias antes, então saiba que serei quem vai te receber.
Não vejo a hora de te ver para conversarmos, matarmos a saudade e claro, esclarecer porque cacete escolheu um vestido amarelo horrível para sua formatura.
Enfim, amo você irmã.
Te vejo em Forks.
Da sua amada, querida - e agora enfermeira - Alice.
Respirei fundo, sentindo o ar úmido e frio de Forks ignorando os olhares que as pessoas que me davam enquanto eu estava parada na entrada da cidade completamente emocionada por quase cinco anos depois de estar em casa. De respirar aquele ar que somente aquela cidade tinha devido suas chuvas constantes.
Nada no mundo parecia igual àquele lugar, nem a majestosa Nova Orleans. Entrei novamente na picape sentindo as minhas bochechas doerem com o tamanho do meu sorriso e começar cantarolar animada a música que tocava na rádio e conhecia muito bem por Lexie ouvi-la quase todos os dias.
Pensei nela como carinho e que deveria ver com ela no ano seguinte quando seria sua colação e formatura. Isso me lembrou de alguém que parecia com ela, que havia terminado em Forks, Ângela. E mil perguntas encheram a minha mente, o que me fez ter vontade de ir a sua casa e vê-la como estava, mas apesar do súbito desejo fui contra ele e segui direto para casa. Aos poucos uma apreensão incomum surgiu no meu peito que aumentou quando virei a rua até parar na frente da enorme casa do qual havia saído às pressas anos atrás.
-Finalmente em casa. - murmurei emocionada segurando, o choro. Enxuguei como lágrimas que tinha caído e passei pelo portão com um nervosismo e ansiedade crescente dentro de mim, uma maneira insana. Abri a porta e soltei ou vendo que nada tinha mudado, exceto que ao adicionar de cinco casacos pendurados pendurados apenas dois - agora três com o meu. - Alice?
Ouvi passos serem soados e os segui para ser abraçada forte por ela, no qual devolvi em prantos. Afastamos ainda em lágrimas nos olhando uma para sem acreditar em nossas mudanças evidentes, ela estava com seus cabelos pretos compridos que acentuava a sua feição madura, mas ainda delicada. E eu, com meus cabelos curtos para baixo dos ombros que foi recentemente cortados.
-Você está linda.- disse sem conseguir parar de chorar, tocando o seu rosto, que assim como o meu estava banhado em lágrimas. Ela riu.
-Falando assim parece que você é a irmã mais velha, e não eu. - comentou divertida, fazendo-me rir. Ela me abraçou com força.
-Senti a sua falta. - sussurrei após minutos de silêncio.
-Eu também. - disse e se afastou de mim. Peguei a minha mochila e fomos para a cozinha onde divulgamos as coisas para comer enquanto nós nos atualizamos uma à outra sobre tudo o que tinha vividos nos últimos anos. Até que senti o ar pesar quando contei a ela que Roxie nunca havia voltado para casa, assim como um certo alguém não tinha retornado nenhuma das quais tinha mandado.
-Bella, minha irmã, preciso te contar uma coisa. - avisou se sentando perto de mim. A olhei confusa. - Quero que saiba, que não sabia disso antes, só tomei conhecimento disso depois que cheguei. Sendo mais específica ontem.
-O que você ficou sabendo ?. - incentivei apreensiva tanto pela sua face séria quanto pela tensão que a cozinha estava mergulhada. - Conte-me logo Alice, eu sou cardíaca.
- Edward nunca respondeu suas cartas, porque ele nunca como oficial. - disse devagar, mas o impacto que aquilo causou foi maior do que imaginava. A olhei sem entender.
-Como assim? Como você sabe disso?
-Nossa avó deteve todas as cartas, não somente as suas, mas também as que Edward escreveu para você. - contou fazendo-me acertar com tamanha violência que não consegui falar e sequer pensar direito. Puta que pariu! Minha avó tinha mentido por todos aqueles anos, não apenas dizendo que entregava como minhas cartas, como não recebi as de Edward.
Minha irmã colocou um baú envernizado na minha frente e assim que o abri vi as minhas diversas cartas, todas elas seladas e empilhadas.E ao lado delas, estava outras cartas da mesma forma, só que elas estavam com a letra de Edward.
Olhei para Alice desesperada e em lágrimas, tentei dizer algo, mas nada saiu. O choque ainda prendia como palavras na minha garganta, fazendo se tornar um bolo. E aumentar ao me lembrar que Roxie nunca voltou, e ela tinha dito que nem para casa tinha voltado.
Minha irmã olhou para mim entendendo uma pergunta muda em meus olhos, e grito mudo dos escapou dos meus lábios. Minha própria avó tinha matado a minha coruja para não receber carta de Edward, a coruja que era uma lembrança viva do meu pai. A dor tomou meu corpo e perfurou o meu peito fazendo-me respirar fundo e o choro sair devastador, todo o sofrimento que havia passado achando que Edward havia me abandonado, que havia parado de me amar, tudo fora de emergência por causa de minha avó.
-Bella, olha para mim. - Alice chamou, ficando na minha frente. Neguei, não queria mais ouvir, ela segurou o meu rosto, fazendo-me olhá-la. - Imagino como você está se sentindo, e fiquei tão puta quanto você quando encontrei essas cartas e sei que no equinócio de outono vai querer encontrar com ele para tentar arrumar essa merda. Mas você precisa saber de algo importante que aconteceu enquanto tivéssemos antes de passar pro lado.
-Que merda aconteceu Ali? - a incentivei a contar, sem saber se aguentaria ouvir mais uma desgraça.
-Soube através de uma visão atrasada when cheguei a Seattle, que Esme e Carlisle foram pouco tempo depois que os nossos. - contou-me, aumento ainda mais o meu choque. E ela suspirou. - Pelo mesmos seres.
-Os Volturis. - sussurrei, ela assentiu.
-Tudo o que não previ quando estava Chicago, previ que estava vindo para cá. E Bella, devo alertá-la, que talvez você não encontre Edward com os mesmos olhos que você o viu da última vez. - contou fazendo-me endireitar uma coluna ao sentido que estava dizendo.
-Onde ela está?
-Terceiro andar, quarta porta a direita. - respondeu. Num movimento rápido fiquei de pé e subi como escadas de maneira ágil e os passos pesados até abrir uma porta dando de cara com a Marie que estava pronta à minha espera.
-Ao que parece Mary Alice já te contou sobre o baú que achou mexendo em lugares que não desviar. - comentou. Filha da puta.
-Ela, ao contrário de você, tem coração. - retruquei. - E por isso, não é uma bruxa amarga e fria igual a você.
-Olha como você fala comigo Isabella. - ameaçou ficando de pé.
-Porque? O que você vai fazer vovó? - ergui o meu e soltei com deboche: - Vai querer me bater ao ponto de mim adestrar igual você tentou fazer por anos? Ou vai me matar igual você matou Roxie?
-Ela precisou ser morta. - disse sem emoção, a raiva e ódio ferveram embaixo da minha pele.
-Pra que? Para saciar um mero capricho seu?
-Não se faça de sonsa, garota, você sabe o porquê.
-Ah eu sei, infelizmente eu sei. Mas tenho que te contar que não adiantou porra nenhuma, e sabe porque? Por que Edward é o amor da minha vida, meu companheiro, meu parceiro. E eu me entreguei a ele, de corpo e alma declarando isso.
O som do tapa ecoou pelo quarto ao mesmo tempo em que senti a minha bochecha arder. E sem ao menos pensar, o revidei tão forte quanto recebi.
-Eu não sou mais uma menina de 8 anos para me dar tapas, sem que o revide. - anunciei fria e ergui o queixo vendo-a me olhar surpresa com aquilo. -Não é mais alguém da minha família que merece respeito para eu não revidar.
-Seu Edward - disse o nome dele com nojo, a olhei. - Não pode se atrelar a nossa família, ele é um vampiro Isabella. Isso seria terrível.
A olhei zombeteira.
-Tão terrível quanto ter um pai lobisomem? Ou é medo dele matá-la? - devolvi e vi ela se mover desconfortável. Sorri cruel. - Não se preocupe Marie, o Cullen não mataria seu pai e nem a criatura asquerosa que você é. Seja humano ou animal, ele preza um bom sangue, sem esse tipo de imundície igual a sua. - ressaltei. - Agora se me der licença, tenho mais o que fazer respirar o mesmo ar que você.
-Se você sair dessa casa, será uma renegada Isabella. - anunciou, parei e encarei seus olhos azuis e sorri.
-Não, eu não serei. Você sabe que assim que Alice e eu sairmos por aquela porta, a renegada será você.
-E você sabe que serei menosprezada ao passar pelo portal.
-E quem disse que me importo?
Ela me olhou sem acreditar e sai fechando a porta, indo direito para o meu quarto ouvindo ela tentar abrir um porta.
-Isabella, me tira daqui. - começou a dizer alto enquanto via Alice dentro dele já arrumando algumas coisas. - Alice.
-Está tudo bem, minha irmã. Ele irá perdoá-la. - sussurrou para mim quando encarei uma foto de nós dois entre telas e desenhos.
-Você previu isso?
Ela negou.
-Então, não me iluda Alice. - murmurei firme. Os gritos de Marie continuaram. -Vamos antes que mate essa mulher.
Ela assenti, pegamos tudo e descemos como escadas fazendo uma pequena na cozinhas antes de entrarmos na picape com as minhas coisas e suas malas. Finalmente livres e decididas para recuperarmos o que tínhamos perdido.
A casa do Cullens não havia mudado desde a última vez que estive ali, o que fez muito tempo. Puxei o ar frio tentando amenizar a ansiedade que não houver sono dormir naquela noite e momento momento além de me conceder um nervosismo horrível, estava deitado como minhas mãos tão geladas quanto a de um vampiro. Apenas sorri com uma comparação e abri o portão de madeira para então atravessar o jardim que não estava tão bem cuidado quanto antes.
Algo bem compreensivo tendo em vista que era Esme que passava a maior parte dos dias ali, cuidando do jardim. Balancei a cabeça tirando a lembrança da vez que chegara ali e ela estava ali, sorrindo para o filho e olhando com desprezo, parei na frente da porta. Ouvindo risos do qual um deles era familiar, o que me fez respirar fundo de novo antes de bater na porta com força. O silêncio se instalou e logo a porta foi aberta num rompante, o que me fez surpresa ao ver uma vampira loira sorridente.
-Olá. - cumprimentou, fazendo-me notar que estava a encarando confusa. - Não posso ajudá-la
-Oh. Olá, os Cullens ainda residem aqui?
-Depende de qual Cullen você está buscando. Rosalie e Emmett moram em uma casa mais baixo, e Jasper mudou para outra região.- instruiu prestativa, até que Edward surgiu atrás dela como uma sombra. Apesar do alerta de Alice, fiquei chocada ao encarar seus olhos vermelhos tão duros quanto a sua face, ao contrário de anos atrás, era impossível dizer o que emoções seu olhar transmitia. Mas eu podia sentir, que naquele momento eu era a última pessoa que ele gostaria de encontrar.
-Acredito que seja eu o Cullen que ela está procurando. - disse de maneira tão gélida, que me fez perceber que uma conversa não seria nenhum um pouco fácil. A garota o olhou sem sentido e depois olhou para mim notando o olhar dele sobre mim. - Olá Swan.
-Olá Cullen, e sim, é você que estou procurando. Precisamos conversar, em particular .
Tanya se mexeu incomodada com o meu tom.
-Qual seria o assunto que quer conversar, para exigir privacidade? - indagou Edward debochado.
Olhei para Tanya.
-Nada contra você moça - e olhei para ele. - mas o assunto que vim tratar com você, não é da conta dela. Não é da ossada da qual nós fazemos parte.
-Sabe que posso simplesmente negar isso. - ele avisou sério. Sorri.
-Eu sei, e eu também sei que não vai. Pois, tenho quase certeza que ainda continua lendo mentes, bem como continua sendo um fofoqueiro e curioso ao ponto de ir atrás de mim depois para descobrir o assunto. - revidei. - Então vamos aproveitar que estou aqui, sim?
Vi Tanya morder os lábios um riso ao ver Edward ficar ainda mais puto. Ele a olhou, e ela se recompôs.
-Bom, vou dar uma volta enquanto vocês conversam. - anunciou e sumiu no segundo seguinte. Ficamos nos encarando.
-Vai ficar aí parada, sem dizer nada?
-Até eu ser convidada para entrar? Vou. - retruquei. Ele revirou os olhos e se afastou.
-Entre Swan. - convidou grosso. Dei um meio sorriso e entrei a passos rápidos, ficando no meio dentro da enorme sala que não possuía um terço luminosidade que imaginava encontrar. Tudo estava igual, os móveis, os quadros, com exceção do piano que apesar de estar ali o mesmo estava coberto por um pano negro que tinha um castiçal e taças com conteúdo escuro que tinha certeza que não era vinho.
-Acho que atrapalhei um encontro. - comentei e olhei para ele que estava atrás de mim.
-Atrapalhou. - confirmou, apesar da pontada de dor no meio peito. Não reagi à sua resposta. - E se você puder adiantar logo o assunto, do que cacete veio fazer aqui depois de anos, para retornarmos da onde paramos, agradeceria.
-Oh claro. - concordei, sorrindo duro. - Aliás, foi bom ter tocado essas questões por anos. Fora justamente sobre eles que estou aqui,
-Veio conta o que fez durante eles? Porque se for, você pode sair por aquela porta e nunca mais voltar.
Aquilo me deixou surpresa. Não pela raiva que continha a sua voz, mas pela forma direta que estava querendo me ver for dali.
-Não, eu não vi contar o que fiz durante eles. Vim te contar que nós estávamos enganados durante todo esse tempo .. - disse ignorando o seu olhar. - Descobri há duas semanas, quando voltei a Forks, que Marie mentiu sobre nossas cartas, não só para mim, mas também para você. Ela disse que nunca tava convidado nenhuma carta. Mas a verdade é que ela receptou todas elas e como guardou.
O olhar de Edward estava afetado quando riu.
-Você está mentindo Swan. - concluiu. - Você só está dizendo isso, como desculpa por nunca ter se importado comigo ao ponto de me escrever.
Conjurei mentalmente o bloqueio mental e retirei o baú da bolsa o colocando em seguida sobre a mesinha de centro e abri o mesmo mostrando todas as nossas cartas intactas. Os olhos de Edward encarou em choque para elas, e olhou para mim.
-Leia a minha mente, veja nela se estou mentindo sobre isso. - disse. - Eu nunca recebi como suas cartas, nunca vi Roxie de novo depois que a fiz entregar uma carta para você e Ângela.
Ele me olhou confuso, em choque.
-Como? Roxie saberia te encontrar onde você estava, ela saiu daqui bem alimentada e descansada.
-Marie a matou assim que chegou em casa.
Seus olhos arregalaram ainda mais de choque ao me ouvir enquanto segurava o choro que ameaçava vim.
-Isabella…
- Sabe Edward, entendo o seu ódio por mim, por nunca ter mandado carta nenhuma além da qual enviei por ela quando estava fugindo da cidade. Porque quando ler as minhas cartas, você verá que senti tanta raiva, ódio, mágoa de você pelo menos motivo. - falei e dei sorriso amargo. - E pra ser sincera, eu ainda tinha até chegar em Forks e saber que a minha própria avó tinha feito isso com uma neta exilada e não houve um sequer um pingo de arrependimento por parte dela quando um confrontei. - contei sentindo como lágrimas cair. - Pelo contrário, ela justificou que na nossa família não deveria haver um vampiro. O que é irônico, já que temos lobisomens, filhos da lua, em nossa família.
-Isabella…
O olhei séria. Seu rosto estava contorcido de dor.
-Não vim lhe pedir perdão, ou exigir perdão de você do que aconteceu, foi nossa culpa. Assim como também, não exijo que você termine com Tanya. Não sei o que ela significa para você e nem o que você sente por ela, e sinceramente, no momento, é algo que não deseja saber. - esclareci. - Porém, quero que você fique com as minhas cartas. Elas foram para ter sido entregue a você em todos esses anos, e é com você que elas devem ficar.
-E as minhas vão ficar com você?
-Se assim, você quiser.
Ele colocou as mãos nos bolsos, e respirou fundo antes de me encarar com seus olhos vermelhos tempestuosos.
-Nada mais justo, se ficarei com as suas.
-Claro. - concordei e peguei a pilha de cartas dele, pondo como na minha bolsa com cuidado. Ficamos nos encarando em silêncio, analisando em nós a mudança que o tempo havia feito em nós. Porém, a maior mudança era invisível aos olhos. Desviei os olhos ao pensar nisso. - Está escurecendo, preciso ir.
-Certo. - murmurou incerto, andei em direção a porta sentindo seu olhar me acompanhar. Mordi os lábios, e o encarei.
-Sinto muito pelo o que aconteceu com seus pais. - falei, e vi seus olhos se inundados pela dor. Ela deu um aceno.
-E eu sinto muito pelos seus.
Retribui o aceno e suspirei.
- Edward - os olhos vermelhos me encararam. - Seja o que for, estarei te esperando no solstício de inverno à meia noite, no lugar de sempre. Se você não for, entenderei que tudo acabou, como tudo acaba.
Ele só me olhou. Desviei o olhar do seu e passei pela porta, fechando a mesma atrás de mim. Andei pelo jardim sentindo um olhar sobre as minhas costas e levando-me a seguir até o fim da rua, passei pelo portal e tirei ou conjuro sobre a minha caminhonete que logo assim que entrei foi o meu refúgio das minhas lágrimas e da minha dor, mais uma vez.
-Você sabe que ainda é cedo demais para ir. - falou Alice, me vendo fazer uma pequena bolsa com guloseimas, cobertas grossas, folhas, lápis e giz.
-Sim, por isso que estou levando tudo isso para não morrer de fome e nem de tédio. - comentei e dei um meio sorriso para ela que me olhava não gostando muito do que estava fazendo. - Sei que você está pensando Alice, e entendo. Mas estranhamente sintoma compelida a ir de uma forma que nem eu entendo, só sei que eu preciso ...
-Ir. - completou. Assenti. - Eu sei. Mas fico preocupada porque você irá o esperar literalmente na frente do portal, e nós nem sabemos que tipo está passando por ele.
-Não precisa surtar Ali, irei fazer algum conjuro para que ninguém me veja sem ser Edward. - garanti fechando a mochila e colocando no ombro. - Agora, eu preciso ir.
Ela suspirou e me seguiu.
-Sabe onde me encontrar caso ele….
-Eu sei Ali, eu sei. E obrigada. - um interrompi. Não estava querendo pensar na possibilidade de Edward não aparecer, apesar de tudo ainda existia uma esperança do qual não queria destruir. Ela me abraçou forte antes de nos despedir novamente e eu entrar na picape.
Dirigi cautelosa pela rodovia tanto pelo frio que congelava meus dedos por baixo das luvas, quanto pela angústia em meu peito que parecia aumentar a cada quilômetro percorrido. Parei a picape no meio da rodovia e saí dela andando em direção ao portal que existia ali. Invisível aos olhos humanos . Toquei no vazio e sussurrei algumas palavras desconhecidas para então ao poucos ele surgir, com uma parede quase espelhada e estranhamente fosca.
Antes que pudesse tirar a minha mão, vi Edward do outro lado segurando em uma mãos uma das cartas que escrevi com a sua mão no portal enquanto estava de joelho com a sua face retorcida em dor. De relance vi a data na carta antes de me afastar completamente sem fôlego.
Foi a última carta que escrevi para ele. A carta onde ao mesmo tempo em dizia que o amava, dizia que não iria mais insistir em perturbar a sua vida. A carta que tinha escrito após o seu vigésimo oitavo aniversário, que fora há um ano.
Sabia o que ele podia estar pensando, o que podia estar passando pela sua cabeça. E eram coisas que apesar de estar indo e voltando na minha mente, decidi não remoer. Mas apesar das tarde, acabei remoendo, pensando que as suas cartas - que me fez chorar por horas - eram datadas até dois anos depois que fugi. Dois anos antes de eu desistir.
-Pare de pensar Isabella. - repreendi a mesma coisa e voltei a desenhar. Para então depois de muito tempo comer alguma coisa, e para dormir enrolar com as cobertas. Acordei assustado com alguém batendo no vidro e logo relaxei ao ver que era Edward, destranquei a porta, e logo ele entrou fechando a porta novamente.
Seus olhos rubros me encaram de maneira indecifrável, enquanto o olhar fascinado como ele continuava tão lindo como da última vez que o vi e com uma face um pouco mais leve que antes. Porém, logo se carregadas antes de dizer:
- Nós temos muito o que conversar, Isabella.
