Capítulo III
O dia seguinteQuando Kagome adormeceu, o rapaz de olhos violetas se vestiu e pegou sua carteira tirando de lá um certa quantia de dinheiro, era o pagamento da jovem, e deixou sobre a mesinha que ficava próxima da cama dela.
Antes de ir embora se deteve para contemplar a garota dormindo. Sua fisionomia demonstrava tranqüilidade, as marcas do choro já não eram mais evidentes. Tinha a impressão de estar diante de um anjo.
Finalmente deixou aquele lugar, mas o pensamentos em relação à Kagome tomaram conta de si. As lembranças dos momentos que passaram juntos, há poucas horas atrás, apenas, não o abandonavam.
De onde teria saído aquela garota com cara de anjo e corpo de uma deusa? Que motivo fez com que ela entrasse naquele tipo de vida? Porque fora trabalhar justamente naquele lugar?
Estas eram algumas das perguntas que surgiam na mente do rapaz. Uma vontade imensa de conhecer a vida de Kagome o dominava. Desde que a avistou do balcão em que estava sentado, sentiu que de alguma forma ela era especial.
Teve dúvidas se a queria quando viu que ela estava num canto escondido, mas o encanto daqueles olhos azuis já o tinham conquistado. No fim não se arrependeu, apesar de que aquela noite não entrava no conceito de uma noite divertida.
Mas por outro lado havia sido algo mais profundo, sentia-se culpado por tirar a inocência da garota, mas ao mesmo tempo feliz por ter sido o primeiro na vida dela.
Kagome acordou no outro dia sentindo-se um pouco dolorida, levantou-se e foi para o banheiro que ficava em seu quarto mesmo. Queria tomar um banho para ver se aliviava a sensação de que estava suja.
Quando terminou de tomar banho e saiu do banheiro, Kagome sentou-se abraçada aos seus joelhos e encostada na cabeceira de sua cama. Olhando para o lado viu o dinheiro em cima de sua mesinha, pagamento do seu primeiro cliente.
Não teve a mínima vontade de tocar nesse dinheiro, ele fazia com que se sentisse como uma reles mercadoria, que tinha um preço e podia ser vendida e comprada por qualquer um.
Colocou sua cabeça sobre os joelhos aos quais ainda estava abraçada e naquele momento começou a se lembrar de um certo dia, há não muito tempo atrás...
Kikyou chamou a sua irmã até seu quarto. Logo que entraram fechou a porta e as duas se sentaram na cama que havia lá.
- Kagome, escuta bem o que eu vou te dizer. Eu vou fugir daqui, não dá mais para agüentar essa vida, e também vou atrás de um parente nosso. – Começou a irmã mais velha, Kikyou.
- Mas a assistente social não disse que não temos mais ninguém? – Kagome questionou, interrompendo a irmã.
- Eu sei, só que, certa vez, eu ouvi uma conversa entre o papai e a mamãe, falando sobre o pai dele que havia cortado relações com ele porque ele se casou com a mamãe. Talvez ele ainda esteja vivo e possa nos ajudar. O que não dá, é para ficar esperando a situação piorar. Naraku já obriga eu a me prostituir, agora ele te trouxe para trabalhar como garçonete desse lugar. Daqui a pouco ele vai querer tirar o Souta da escola, para fazê-lo trabalhar no tráfico de drogas.
- Você tem razão... então me deixe ir com você.
- Não posso, se formos nós duas será mais fácil de sermos pegas, e também tem o Souta. Não conseguiremos levá-lo, a escola em que ele está é longe e não podemos tirá-lo de lá. Foi o que aconteceu da outra vez que eu tentei fugir. Como ele é ainda uma criança temo deixá-lo sozinho nas mãos de Naraku. Agora você, eu sei que conseguirá se virar e defender o nosso irmão ao mesmo tempo.
- Ah, Kikyou! E eu temo por você, e se Naraku te pega?
- Não se preocupe, porque o máximo que ele pode fazer é me matar, e isso, ele não faria comigo. É por isso que eu estou indo, as conseqüências se eu for pega serão menores do que se fosse você. Apesar de que você ficar aqui também é perigoso. Mas pelo menos aqui só tem o Naraku, lá fora teria ele te perseguindo e mais outros perigos.
- Tudo bem Kikyou, você tem razão. Eu ficarei aqui e não se preocupe, eu saberei me virar. – Disse Kagome abraçando a irmã que retribuiu o abraço. – Só espero que você também consiga.
Infelizmente o que se passou naquele dia não muito distante, decretou o inferno pelo qual estava passando, mas ela já tinha se conformado, foi pelo bem do que restou de sua família, não podia se queixar, Kikyou havia feito o mesmo.
E afinal, não havia sido tão ruim. O cara até que tinha sido compreensivo, ela que foi boba por não ter dito a ele que era virgem logo no início, teria sido bem melhor. O que fazia com que se sentisse mal e suja é que estava recebendo por algo que acreditava que deveria ser feito apenas por amor.
Deixou suas lembranças e pensamentos de lado quando ouviu batidas na porta.
- Entre! – Gritou e logo a porta foi aberta revelando duas pessoas.
Eram Sango e Kagura. Esta trazia consigo uma bandeja com café da manhã.
- Bom dia! - Disseram as duas.
- Bom dia... - Respondeu Kagome com desânimo. Ela se levantou sentando-se em frente à sua penteadeira para ajeitar o cabelo, já que ao sair do banho não se lembrara disso, e fez sinal para que as duas, que haviam acabado de entrar, se sentassem, mas apenas Kagura o fez, se acomodando na cama de Kagome e colocando a bandeja perto de si com cuidado.
- Eu já estou de saída só vim saber como você está se sentindo. - Explicou Sango.
- Pode se dizer que não estou em um dos meus melhores dias, mas podia ser pior. - Disse Kagome esboçando um sorriso.
- Espero que melhore então. Vou indo agora, pois vou trabalhar. - Disse Sango abraçando Kagome e em seguida indo em direção à porta.
- Então até logo. - Disse Kagome.
- Tchau Sango. - Disse Kagura.
- Tchau para vocês duas, nós vemos mais tarde. - Disse Sango se retirando do quarto de Kagome.
- Como foi? - Perguntou Kagura, após Sango ter se retirado.
- Eu fiquei no meu canto, tinha esperança de que ele desistisse, sei lá. Mas isso só serviu para irritá-lo, então ele acabou sendo meio rude, apesar de ter razão em tudo que disse. - Contou Kagome.
- E o que ele disse?
- Reclamou que eu estava parada e não tomava nenhuma iniciativa. E ele me chamou de prostituta, mas ele está certo, foi nisso que eu me transformei. - Disse Kagome com os olhos marejados.
- Ouvindo você, lembro de mim mesma, quando comecei. Eu também me sentia mal ao ser chamada de prostituta e na verdade ainda sinto. – Disse Kagura, com mais raiva do que tristeza na voz. - Maldito Naraku, me enganou quando ofereceu ajuda me jogando nessa vida!
- Você não se arrepende de ter dispensado aquele cara que queria se casar com você?
- Não, pois além de que eu poderia atrapalhar a vida dele, Naraku poderia querer nos perseguir.
- É verdade, Naraku é muito vingativo. Será que ele está perseguindo Kikyou e pretende fazer alguma coisa contra ela?
- Eu acredito que ele não vai fazer nada contra ela, diretamente, na verdade eu acho que ele está te usando para se vingar. Kikyou exerce uma estranha fascinação sobre Naraku, de forma que ele não consegue fazer nada de muito ruim contra ela, então a melhor forma de fazer algo contra ela é fazendo algo contra você ou o seu irmão.
- Acho que você tem razão.
- Veja bem, eu também não acho vantajoso para ele, ir atrás dela, até mesmo porque agora ela já é maior de idade. Ele sabe que Kikyou não abandonaria vocês, ela vai voltar, então quando isso acontecer e ela souber o que ele te fez, ela vai ficar se sentindo culpada por ter deixado você e seu irmão sozinhos. É assim que ele gosta de agir, causando sofrimento e angústia nas vítimas dele.
- Como ele pode ser tão sujo e baixo?
- Vai saber... mas o que sei é que um dia ainda vamos conseguir nos livrar dele e ele vai ter um castigo bem merecido por tudo de mal que nos causou.
- Assim espero; - Disse Kagome num suspiro descrente.
- Mas deixando esse cretino de lado... como o seu cliente é fisicamente? - Perguntou Kagura deixando a raiva de lado.
- Não é muito velho, deve ter uns vinte e cinco anos, cabelos longos e negros. Mas o que me chamou a atenção foram os olhos violetas, são tão penetrantes.
- Menos mal, seria muito pior se ele fosse um daqueles velhos barrigudos. Mas tirando o que ele falou, como ele agiu?
- Ele foi muito compreensivo e até mesmo carinhoso, quando percebeu que eu era virgem, fez o possível para não me machucar. Acho que ele se sentiu um pouco culpado. Não foi tão horrível como eu imaginei.
- Eu falei que você havia de ter sorte, e sei que há de ser maior que a minha.
- Você está certa, eu tive sorte, no entanto não sei se continuarei tendo, mas se ele continuar vindo me procurar todas as noites já está de bom tamanho. Bom agora vamos deixar essa conversar para lá, porque eu estou com fome. – Kagome disse abrindo um sorriso e se aproximando da bandeja que Kagura havia trago.
Olá!
Dessa vez demorei menos, né? Além disso o capítulo saiu um pouco maior. Considere isso como um presente do dia das crianças, e também é para ver se consigo diminuir as pedradas que vou levar na cabeça por causa do próximo capítulo, porque eu sei que tem gente que não vai gostar do que eu escrevi lá.
Mudando de assunto... quero dizer que estou espantada com o sucesso dessa fic, eu sinceramente não esperava tanto. Nem sei o que dizer, só posso agradecer de todo coração àqueles que estão lendo e comentando e àqueles que apenas lêem.
MUITO OBRIGADA À TODOS!!!
Apesar de poucas pessoas terem dado opinião, eu vou colocar o desafio assim mesmo. Se alguém acertar depois conversamos sobre a "premiação".
O desafio é: Quem será o par da Kikyou nesta fic? Só posso dizer que eu, particularmente, nunca vi ela fazer par com esse personagem (ele é de Inu-Yasha mesmo, ok?) em fics em Português e o final do nome dele é igual à pelo menos outros seis finais de nomes de personagens de Inu-Yasha.
Estou muito feliz com os comentários, tanto que até chorei de emoção literalmente.
Otaku-IY: Oiê! Muito obrigada pelo elogio, me deixou muito feliz, espero que continue acompanhando a fic. Beijos!
Sango.:.Lupin: Oiê! Eu não havia percebido que os capítulos eram pequenos porque minha letra é grande (eu escrevo essa história num caderno antes de passar para o computador), então eu tinha a impressão de ter escrito muito. Mas agora eu aprendi a lição e estou fazendo eles maiores (apesar de não adiantar muito já que a fic está no fim, mas isso também vale para as minhas outras histórias). É crime mesmo, eu já pensei nisso e as explicações virão mais para frente. Eu concordo com você, eles preferem serem os primeiros, mas as circunstâncias não ajudaram, porque ele não sabia, então as coisas não saíram muito boas, mesmo assim o Inu-Yasha gostou de ser o primeiro, apesar da culpa de ter tirado a inocência da Kagome. Não, eu não estou com vergonha de mostrar as minhas fics, digamos que eu tenha segundas intenções com esse desafio, aliás, muitas intenções. E ouvir opiniões sobre o que escrevo é uma delas. Muito obrigada pelo comentário. Beijos.
Lady Pandora L: Oiê! Fico felicíssima que tenha gostado da fic. Infelizmente os capítulos estão prontos e todos têm mais ou menos o mesmo tamanho. Antes de postá-los eu tenho dado uma reformulada neles mais não aumenta muita coisa. O desafio está aí, apesar de eu não ter recebido muitas opiniões sobre ele. Se houver participantes eu continuo. Muito Obrigada pelo seu comentário, espero não ter demorado muito. Beijos!
Kishu Arashi: Oiê! Muito obrigada pelo seu comentário, me alegra muito quando alguém gosta do que escrevo. É recompensador e gratificante. Beijos!
Isis Kazue: Oiê! É horrível mesmo, o pior é que isso acontece de verdade. Fico feliz que tenha gostado. Este tema também é bastante sério, mas como esta história é romance, não estou mostrando a realidade "crua e nua", porque aí ficaria muito pesado e também estou tentando não fantasiar demais, só não sei se estou conseguindo. Muito Obrigada por me desejar sorte e pelo seu comentário. Beijos!
Nat D: Oiê! Não precisa se desculpar, o importante é que você deixou agora e isso me alegra. Muito obrigada, espero não ter demorado muito. Beijos!
Cherryx: Oiê! Quanta honra você voltar aos velhos tempos lendo a minha fic. Muito obrigada, fiquei imensamente feliz com o seu comentário. Agora não precisa ficar triste porque tem resposta para você. Beijos!
Tassi Higurashi: Oiê! A situação dela vai melhorar sim (pelo menos durante algum tempo). Também com um Inu-Yasha na vida dela, não tem como não melhorar. Muito obrigada por comentar. Beijos!
PS: Mas a minha situação, quanto a futebol, está péssima, o meu querido CRUZEIRO não vai para frente de jeito nenhum e ainda perdeu os últimos jogos! Buáááá!!!
Juliana-chan: Oiê! Estou muito agradecida pelos seus elogios. Sinto te informar que as minhas outras histórias não são lá grande coisa. Algumas são contos e as outras estão no começo e meio abandonadas, salva-se apenas umas duas. Mas pretendo mudar essa situação. Muito Obrigada. Beijos!
Louise Black: Oiê! Fico muito grata que tenha gostado, isso me deixa extremamente alegre. Espero não ter demorado tanto. Muito obrigada. Beijos!
Bianca himura: Oiê! Realmente o Naraku é muito ruim, o pior é que ele gosta de ver as pessoas sofrendo. O Inu-Yasha é bom sim, só não foi muito gentil. Ele não a obrigou, por que nem ao menos ela tentou impedir, ela também não tinha opção se não fosse ele seria outro. Muito obrigada pelo comentário. Beijos!
Kk Higurashi: Oiê! Que bom que mudou seu pensamento e tenha gostado desses dois capítulos. Agüente mais um pouco e você vai descobrir quem é o homem do qual a Kagura falou, é no próximo capítulo. Neste você viu o motivo da Kikyou ter ido embora e no capítulo sete eu conto tudo o que aconteceu com elas. Espero não ter demorado tanto. 2x muito obrigada, pelos seus dois comentários. Beijos!
Camis: Oiê! Não é que ele esteja na forma humana, é que nessa fic ele é humano. Na verdade eu ia colocar humanos e youkais convivendo "normalmente" nessa fic, mas isso atrapalharia algumas coisas que acontecerão mais para frente. Fico feliz que tenha gostado, muito obrigada. Beijos!
Teresinha: Oiê! O Inu-Yasha não a obrigou, e ele não teve culpa do que aconteceu, por que ele não sabia da situação dela. A Kagome não falou nada e nem tentou impedir que ele fizesse alguma coisa porque também não tinha muita escolha se não fosse ele seria outro de qualquer forma. Em todo caso houve o consentimento dela. E não tem porque eu ignorar seu comentário, fique à vontade para dar a sua opinião. Muito obrigada. Beijos!
Lari-chan: Oiê! Não se preocupe por não ter comentado o primeiro capítulo, só de ter comentado agora, me deixa feliz. Realmente, vocês não fazem idéia do tanto de coisa que vem pela frente. Kouga, Miroku, Sesshoumaru e Rin são alguns dos personagens que ainda vão dar as caras por aqui. Que bom que você vai continuar me "enchendo o saco", isso me deixa feliz. Muito Obrigada. Beijos!
Ryeko-Dono: Oiê! Fiquei extremamente lisonjeada pelos seus elogios. Eu, muitas vezes, também prefiro ficar só lendo, mas tem umas idéias que aparecem e não me deixam em paz, então eu chuto a preguiça e escrevo. Pois é, tenho outras treze sim, só que muitas ainda estão no começo e é por isso que não as coloco aqui, mas a minha intenção é postar, não todas, mas pelos menos mais algumas. Te adicionei no msn, só não sei se está certo porque ficou faltando o resto do seu endereço, depois do arroba é hotmail mesmo, ou é msn? Muito obrigada pelo comentário. Beijos!
Kassie-chan: Oiê! Fico muito grata pelos seus elogios, eles me deixam realmente feliz, e também por estar achando a minha fic legal. Eu coloquei o desafio, apesar de não ter tido muitas opiniões quanto a isso. Como eu já disse, se houver participantes eu continuo. Eu também espero que possamos ser amigas. Muito obrigada por comentar e me desejar boa sorte. Beijos!
hitomi higurashi: Oiê! Muito obrigada pelo elogio. O capítulo três está aí, espero não ter demorado muito. Continue acompanhando, vou fazer o possível para não demorar a postar o capítulo quatro. Beijos!
Gisleine: Oiê! Você me deixou super feliz com esses elogios. Fico alegre que esteja gostando da fic. E quanto as outras fics, como eu já falei, mais para frente eu coloco mais algumas por aqui. Eu até gostaria de colocar o meu e-mail aqui, porém não adianta, ele não aparece, mas você pode pegá-lo no meu profile ou se você quiser posso te mandar um e-mail, já que você colocou o seu endereço na review, aí você pega o meu. Muito obrigada. Beijos!
Gente, mais uma vez muito obrigada à todos e até breve (eu espero).
Beijos!!!
