Dedicado em memória de José Luís, o meu querido primo Luisinho, que passou por aqui como um raiozinho de luz fugaz mas deixando uma grande lição de vida. Me ensinou que os laços de sangue são irrelevantes se deixarmos o amor falar mais alto.

Capítulo VI

NOTHING´S GONNA STOP US NOW (Nada irá Nos Deter Agora) - Starship

LOOKIN' IN YOUR EYES I SEE A PARADISE
Ao olhar em seus olhos eu vejo um paraíso
THIS WORLD THAT I FOUND IS TOO GOOD TO BE TRUE
Este mundo que encontrei é bom demais para ser verdade
STANDIN' HERE BESIDE YOU WANT SO MUCH TO GIVE YOU
De pé aqui ao seu lado, quero oferecer muito a você
THIS LOVE IN MY HEART THAT I'M FEELIN' FOR YOU
Este amor em meu coração que estou sentindo por você

Mal tinha começado o expediente e Inu-Yasha já estava louco para que ele terminasse. Queria ver Kagome, estar com ela. Ele não conseguia se conter, definitivamente aquela garota tinha mexido com ele profundamente e em muito pouco tempo. E nem adiantaria lutar, era muito mais forte que ele, mas também o rapaz não queria, o que estava sentindo era muito bom.

Se aproximou da janela de seu escritório. Lá estava ele novamente, o lindo céu extremamente azul. Do lado de fora o dia estava bonito, as pessoas iam e vinham na rua e pareciam não se dar conta do que acontecia ao redor delas. Com certeza estavam muito ocupadas, pensando no trabalho, nas obrigações do dia-a-dia, estudando...

Inu-Yasha parou para pensar. Não adiantava nada ele ficar trancado naquele escritório, se nem ao menos conseguia se concentrar no trabalho. Seria um total desperdício não aproveitar o dia lá fora, ainda mais a troco de nada. Mas se divertir sozinho não tinha graça, ele queria a companhia de uma certa garota de olhos azuis.

E foi pensando nela que ele teve uma idéia bem afortunada. Pegou o seu paletó e saiu de sua sala dando de cara com a sua secretária que o encarou surpresa. Ela estava de pé atrás de sua mesa com uma pasta na mão, provavelmente algum documento para ele assinar.

- Sr. Inu-Yasha, vai à algum lugar?

- Vou sair e não volto mais hoje.

- Mas o senhor precisa... – A secretária tentou argumentar mais Inu-Yasha a interrompeu.

- Keiko, depois eu cuido disso. Amanhã eu venho aqui e olho tudo que ficou pendente. E não se preocupe porque você não precisa vir, eu dou conta de tudo sozinho. Bom final de semana para você, até segunda. – Então o rapaz de olhos violetas se foi. A secretária assistiu a cena espantada, nunca vira ele fazer uma coisa assim, apesar do pouco tempo em que trabalhava para ele.

Inu-Yasha foi até a garagem do prédio e entrou no seu Mitsubishi preto. Antes de dar a partida retirou do porta-luvas os seus óculos escuros há muito esquecidos naquele lugar, colocou-os e ligou o carro. Seu destino: encontrar a garota mais linda que já tinha conhecido.

LET 'EM SAY WE'RE CRAZY I DON'T CARE 'BOUT THAT
Deixe que eles digam que somos loucos, não me importo com isso
PUT YOUR HAND IN MY HAND BABY DON'T EVER LOOK BACK
Dê-me sua mão, querida, jamais olhe para trás
LET THE WORLD AROUND US JUST FALL APART
Deixe que o mundo ao nosso redor se acabe
BABY WE COULD MAKE IT IF WE'RE HEART TO HEART
Querida, nós conseguiremos se estivermos ligados pelo coração

Inu-Yasha sorria ao imaginar a cara que Kagome faria ao saber o que ele estava planejando para aquele dia. Qual seria a reação dela ao vê-lo tão cedo? Esperava que ela ficasse feliz com a surpresa.

Porém o principal é que ainda teria que convencer Naraku. Mas era só oferecer um bom dinheiro, que sem dúvida ele deixaria, alguém que só visa lucro não rejeitaria uma proposta dessas.

Chegou ao local. De dia a casa perdia todo o glamour que ostentava de noite. Onde estavam as luzes? E os carros? Os homens entrando e alguns poucos saindo?

A realidade era outra muito diferente. Não precisou falar nada com o porteiro do lugar este já foi lhe abrindo o portão, com certeza o reconheceu pelo carro. Inu-Yasha entrou, saltou do veículo e foi até a porta da casa. Estava fechada, sendo que de noite ela ficava aberta o tempo inteiro.

Encontrou a campainha e em seguida a apertou. Uma moça de cabelos vermelhos e olhos verdes lhe atendeu.

- Pois não?

- O Sr. Naraku se encontra? – Para Inu-Yasha foi um verdadeiro suplício chamá-lo de senhor.

- Sim, vou chamá-lo. Entre, pode esperar sentado neste sofá. – Depois que Inu-Yasha entrou a garota fechou a porta e foi chamar Naraku.

Já o rapaz sentou no lugar indicado por ela, o móvel se encontrava bem próximo da porta mesmo. Depois que ela se retirou foi que ele parou para pensar e lembrou que aquela garota era a mesma que havia dado um jeito no sujeito impertinente da noite passada, o que estava incomodando Kagome.

No entanto, Ayame... por um momento ficou em dúvida quanto ao nome, mas recordou-se que foi assim que Kagome disse que a garota se chamava, estava diferente, parecia ser outra. Talvez fosse a roupa, já que ela estava substituindo o vestido decotado, e um tanto vulgar, por uma calça jeans e uma camiseta regata. Ou então era a falta da maquiagem carregada. Na verdade deviam ser as duas coisas.

A tal garota não tardou a voltar. Ainda bem, porque ele já não estava mais agüentando de ansiedade para ver Kagome.

- O senhor por favor me acompanhe, Naraku irá recebê-lo na sala dele. – A garota foi chegando e falando.

Inu-Yasha sem dizer nada a acompanhou. A moça de olhos verdes introduziu-o numa sala com pouca iluminação, causando-lhe uma sensação desagradável. Assim que ele entrou, ela se retirou fechando a porta.

Naraku estava sentado em uma grande poltrona negra, atrás de uma mesa também escura. Ao ver Inu-Yasha sorriu maliciosamente.

- Ora, ora. O que o trás aqui à uma hora dessas?

- Bem, eu... eu gostaria de contratar o serviço de uma de suas garotas. – Inu-Yasha engasgou um pouco antes de falar, conversar com Naraku não era nada confortável.

- E essa garota é a Kagome, certo? – O sorriso malicioso de Naraku se ampliou.

- Ela mesma. – Inu-Yasha respondeu.

- E posso saber para quê?

- Eu tenho um almoço com uns sócios e também um jantar com eles e uns clientes e seria muito importante que eu estive acompanhado. Então no caso eu precisaria dela o dia inteiro. – Inu-Yasha torcia para que ele acredita nessa mentira deslavada.

- Entendo. – Naraku respondeu, parecendo pensar no assunto.

- Você estaria interessado? Eu pago bem! – Quando Inu-Yasha falou em pagamento isso pareceu deixar o homem bastante interessado.

- E por que logo Kagome?

- Eu estive reparando e é a menos vulgar dessa lugar. As outras riem muito alto, seria um vexame para mim.

- Tudo bem, eu aceito. Vamos combinar o preço. – Naraku disse fazendo com que Inu-Yasha sorrisse satisfeito, o mais importante ele tinha conseguido.

AND WE CAN BUILD THIS DREAM TOGETHER
E podemos construir este sonho juntos
STAND STRONG FOREVER
Forte para sempre
NOTHING'S GONNA STOP US NOW
Nada irá nos deter agora
AND IF THIS WORLD RUNS OUT OF LOVERS
E se este mundo ficar sem amantes
WE'LL STILL HAVE EACH OTHER
Nós ainda teremos um ao outro
NOTHING'S GONNA STOP US
Nada irá nos deter
NOTHING'S GONNA STOP US NOW WOW WOH
Nada irá nos deter agora wow woh

Kagome estava na janela de seu quarto observando o dia bonito lá fora. Pensava no dono de lindos olhos violetas e seu coração acelerava, ela não podia negar que estava sentindo algo muito forte em relação a ele. As lembranças das noites que passara com ele não lhe soavam horríveis, pelo contrário, eram muito boas.

A vontade de vê-lo era muita. A incerteza lhe perturbava. Não sabia o que o futuro lhe reservava. Por enquanto Inu-Yasha lhe prometera que não lhe deixaria. Mas seria até quando? Era uma situação muito difícil.

Bruscamente alguém entrou no quarto dela. Ela virou-se e deu de cara com Kagura que estava ofegante e fechava a porta do quarto.

- Você não vai acreditar... mas o Inu-Yasha está aí! Eu vi ele indo em direção da sala do Naraku junto de Ayame. – Kagura despejou, não fazendo pausa para falar. Kagome ouviu e ficou sem conseguir dizer nada, estava surpresa demais. – Então assim que ela saiu de perto eu fui até lá para ver se conseguia escutar algo. Eu descobri que ele veio te buscar para acompanhá-lo num almoço e um jantar com sócios e clientes dele e pelo que eu entendi o Naraku aceitou.

- Eu... eu... não dá para acreditar. – Ela disse sentando-se na cama ainda sem conseguir digerir a informação. Mas um tempo depois ela saiu do estado de estupefação e numa explosão de alegria abraçou Kagura.

- Eu não quero cortar o seu barato não, mas acho melhor você guardar um pouco dessa alegria. – Kagura falou assim que Kagome se acalmou.

- Porquê?

- Hoje eu escutei a mexeriqueira da Tsubaki conversando com Naraku envenenando-o contra você, como se já não bastasse todo o veneno que ele tem sozinho.

- O quê ela disse?

- Ela falou para ele que acha que o Inu-Yasha está ficando interessado demais em você e que por isso Naraku devia dar um jeito de acabar com a "relação" de vocês, se não ela pode acabar causando problemas.

- Que fulaninha mais invejosa! E agora Kagura, o que eu faço?

- Você é boa atriz? – Kagura perguntou com um sorriso meio sapeca.

- Eu posso tentar, né? – Kagome respondeu sorrindo também, ela compreendeu que a amiga planejava alguma armação.

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Assim que Kagura explicou o plano, Ayame apareceu dizendo que Naraku estava chamando Kagome. Ela sorriu para a amiga, pegou sua bolsa de uma vez, pois sabia que ia ter que sair mesmo, e foi atender ao chamado de Naraku confiante.

Quando desceu a escada a visão que teve deixou-a de olhos arregalados. Ela não podia acreditar. O cara que estava ao lado de Naraku era realmente Inu-Yasha, mas ele estava diferente. Cadê a calça jeans e a camisa polo? Tudo bem, não fazia falta, o terno de cor escura assentava perfeitamente nele, e o óculos escuros, então... sem comentário!

E ainda por cima, ele sorriu. Mas que sorriso lindo! Como podia existir um cara tão atraente, lindo e charmoso como ele? Será que a presença dele ali era real? Ela não estaria sonhando?

Parou de ficar olhando, porque não demoraria muito e ela estaria babando. Se aproximou de Naraku olhou com uma cara de desprezo para Inu-Yasha que foi percebida pelo outro homem e sentiu o peito doer pela cara de decepção do rapaz de olhos violetas, quase desistiu do plano.

Inu-Yasha ficou impressionado no instante que viu Kagome descendo a escada. Não podia acreditar, ela era mesmo uma menina, a maquiagem tinha conseguido perfeitamente ocultar isso. Um rostinho que mais parecia de anjo. Sua roupa também era outra bem diferente. Ela vestia uma saia jeans e uma baby look rosa bebê.

E aquela linda menina era sua, só sua. Sim era dele, porque ele não ia permitir que outro cara pusesse suas mãos imundas nela. Sorriu com esse pensamento.

Mas algo apagou este sorriso, ela passou por ele com uma cara de desprezo. Será que ele tinha feito algo de errado? Ela não tinha gostado da surpresa?

- O que você quer Naraku? – Kagome perguntou com a cara mais desanimada possível.

- Ele te contratou, você irá acompanhá-lo o resto do dia, amanhã de manhã ele irá te trazer de volta. – Naraku mantinha o sorriso malicioso mas sua fisionomia mudou assim que a de Kagome também mudou para uma enfurecida.

- O quê? Eu vou ter que sair com ele? Já não basta o que eu tenho que passar todas as noites, agora é durante o dia também? – Kagome gritou, o que não sabia é de onde tinha tirado coragem para enfrentar Naraku desse jeito.

- Até parece que você tem alguma escolha por aqui. Vá logo com ele, não espere que eu tome alguma medida drástica. – Naraku falou num tom ameaçador. Kagome cerrou os dentes.

- Vamos logo então. – Ela disse com raiva puxando Inu-Yasha pelo braço arrastando-o para fora da casa.

Inu-Yasha estava atônito, para onde foi o anjo de agora a pouco? Ele e Kagome entraram no carro, ele deu a partida. Enquanto saíam do lugar, parecia que ela ainda estava com raiva.

Mas então, assim que parou num semáforo, ele se virou para ela, e qual não foi a sua surpresa quando ela o encarou sorrindo docemente.

- E aí, gostou da minha atuação? – Inu-Yasha não conseguia assimilar o que Kagome disse, ficou tão passado que não viu quando o sinal abriu, só arrancou o carro quando ouviu o som de buzinas.

I'M SO GLAD I FOUND YOU I'M NOT GONNA LOSE YOU
Estou feliz por encontrar você, não vou te perder
WHATEVER IT TAKES I WILL STAY HERE WITH YOU
Farei o que for necessário, eu ficarei aqui com você
TAKE IT TO THE GOOD TIMES SEE IT THROUGH THE BAD TIMES
Te levarei aos bons momentos, passaremos juntos os maus momentos
WHATEVER IT TAKES IS WHAT I'M GONNA DO
O que for necessário é o que irei fazer

- Nossa, você foi bem convincente. Merecia que a Globo explorasse esse seu talento. – Disse Inu-Yasha. Agora ele e Kagome estavam entrando numa lanchonete.

- Também não precisa exagerar. – Kagome contestou. Ela e o rapaz sentaram-se à uma mesa.

- Você me fez acreditar que era verdade. Fiquei até preocupado.

- Me desculpe mas eu tive que fazer isso.

- Tudo bem. – Inu-Yasha disse pegando o cardápio e Kagome fez o mesmo.

Enquanto olhavam atentos os cardápios que lhes ocultavam os rostos, uma jovem garçonete de cabelos castanhos escuros e olhos verdes se aproximou da mesa em que o casal estava sentando.

- O que desejam? – Uma voz muito familiar para Kagome perguntou, esta tirou o cardápio do rosto revelando-o, e então pode verificar que se tratava de Sango.

- Oi, Sango! Eu não sabia que a lanchonete em que você trabalha era esta. – Kagome disse muito feliz por encontrar a amiga.

- Kagome?! – Sango exclamou chamando a atenção de todo o recinto para si. Ela sorriu sem graça e as pessoas voltaram ao que estavam fazendo. – Menina, o que você está fazendo aqui?

- Eu estou com ele. – Ela disse apontando para Inu-Yasha. – Este é o Inu-Yasha. Ele me contratou para acompanhá-lo em uns compromissos. – A jovem de olhos azuis explicou.

- Ah, entendi. – Sango sorriu meio triste para Kagome.

- Inu-Yasha, está é uma amiga minha, a Sango. Ela também trabalha naquele lugar, mas só servindo mesas.

- Muito prazer. – Disse Inu-Yasha estendendo a mão para a jovem de olhos verdes.

- O prazer é meu. – Ela retrucou aceitando o cumprimento dele. – E então, o que vocês vão querer?

Kagome olhou para Inu-Yasha com cara de "você é quem sabe".

- Pode trazer dois sundaes caprichados. – O rapaz disse.

- Ok. Já, já eu trago para vocês. – Disse Sango anotando o pedido num pequeno bloco de papel e se retirou para providenciar os sundaes.

- Mas voltando àquele assunto, por que você fez aquela cena toda? – Inu-Yasha questionou.

- É que a Kagura, minha amiga, ouviu a Tsubaki, uma outra "companheira" minha, falando com Naraku que você estava ficando interessado demais em mim, e que isso poderia causar problemas. Então a Kagura sugeriu que eu fizesse aquele escândalo para o Naraku pensar que pelo menos eu não tenho interesse em você.

- Ah, tá. Essa sua amiga é bem esperta e te deu um bom conselho.

- Ela tem muita experiência e tem me ajudado muito, agora só espero que esse plano maluco funcione. Mas mudando de assunto, sabe que você está um gato com essa roupa? – Indagou um pouco enrubescida.

- Ah é? Muito obrigado! – Ele sorriu. – E você sabe o que eu descobri? Você tem cara de menina. – Ele disse debochado, mas o comentário não agradou muito Kagome que enfezou a cara. – Isso mesmo, uma linda menina, a minha menina. – Completou Inu-Yasha sorrindo e puxando Kagome para perto de si. Tirou os óculos de sol, colocando-os sobre a mesa.

Passou a mão atrás das costas da garota e foi pousá-la no ombro dela. A outra mão ele pôs sob o queixo da jovem, levantando o rosto da mesma, que ainda se mostrava zangada, mas também um pouco corada, para que o encarasse.

- Não seja boba, eu gosto de você assim. Eu quero que você seja sempre a minha menina, só minha e de mais ninguém. – Ele disse encarando-a sério.

Kagome sorriu envergonhada. O que tinha sido aquilo? Seria algum tipo de declaração? Não sabia, mas tinha sido lindo na opinião dela. Ele voltou a sorrir. E aproximou seu rosto ainda mais do dela e a beijou sem se importar se as pessoas presentes naquele estabelecimento estariam olhando para eles. E isto era o que realmente estava acontecendo, ao estreitar os olhos Inu-Yasha pôde constatar.

As pessoas deviam estar estranhando a situação pela contradição que havia entre os dois. Uma mocinha vestida de jeans e baby look e um homem de terno e gravata.

Mas eles que se danassem. Eles deviam estar é com inveja por que não tinham coragem de fazer o mesmo. Podiam chamá-lo de louco, mas ele não estava nem aí.

- U-hum. – Sango pigarreou para que Kagome e Inu-Yasha dessem conta de sua presença. O casal se separou, Kagome estava com o rosto em fogo de vergonha quando encarou a amiga, e esta a encarou, novamente com um sorriso triste, Inu-Yasha se mostrava indiferente. – Aqui está. Agora com licença. – A garçonete colocou o pedido dos dois sobre a mesa e se retirou.

- Ai, que vergonha. – Kagome sussurrou para Inu-Yasha enquanto pegava uma colherada em seu sorvete.

- Bah! Vergonha de quê? Se estão incomodados eles que se retirem. – Inu-Yasha disse fazendo cara de pouco caso. – O que vocês estão olhando? – Ele perguntou encarando duas velhinhas que olhavam para ele e Kagome com reprovação.

- Inu-Yasha, deixa elas. – Kagome pediu.

Ele deu uma última olhada para as velhinhas com cara feia e se concentrou no seu sorvete.

Não demoraram muito e dois acabaram o sorvete. Enquanto Inu-Yasha foi acertar a conta Kagome foi falar com Sango.

- Eu já estou indo. – Ela disse para a amiga.

- Que pena que você já vai, nem deu para a gente conversar, mas esse cara também talvez não gostasse. – A jovem de cabelos castanhos disse com um olhar de pena.

- Sango, não precisa olhar para mim com pena e nem com tristeza, o Inu-Yasha me trata super bem e não é nenhum monstro.

- Por mais que ele seja bom, ainda fico revoltada com essa situação. O Naraku é um maldito mesmo. Olha, esse tal de Inu-Yasha, ele deve ser bem mais velho que você.

- É sim, ele é dez anos mais velho que eu.

- Está vendo! Isso não está certo. – Disse Sango balançando a cabeça negativamente.

- Não se preocupe comigo, Sango. Ainda não deu para a gente conversar, então eu não te falei o que aconteceu esses dias. Depois a gente conversa direito e você vai ver que não é tão terrível assim.

- Tudo bem, Kagome. Espero que ele realmente te trate bem. Até breve. – Disse a jovem de olhos verdes abraçando a de olhos azuis.

- Até logo. – Kagome disse se soltando do abraço. Se encaminhou para fora da lanchonete onde Inu-Yasha já esperava por ela.

LET 'EM SAY WE'RE CRAZY WHAT DO THEY KNOW
Deixe que eles digam que somos loucos, o que eles sabem?
PUT YOUR ARMS AROUND ME BABY DON'T EVER LET GO
Abrace-me, querida, jamais me solte
LET THE WORLD AROUND US JUST FALL APART
Deixe que o mundo ao nosso redor se acabe
BABY WE COULD MAKE IT IF WE'RE HEART TO HEART
Querida, nós conseguiremos se estivermos ligados pelo coração

- Inu-Yasha, por que você me levou àquela lanchonete? – Kagome perguntou enquanto ela e Inu-Yasha iam para o carro.

- Era sé para conversarmos um pouco e comermos alguma coisa até dar a hora de almoçar.

- E esse almoço, hein? A Kagura escutou a sua conversa com Naraku e me disse que ia ser com uns sócios seus.

- Mas essa Kagura é danada mesmo! Bom, na realidade... – Inu-Yasha hesitou, ia contar a verdade, mas uma idéia passou pela sua cabeça. – Ela está certa, por isso eu vou levar você para comprar um vestido adequado.

- Ai, eu estou com medo. E se eu fizer algo errado?

- Não se preocupe. Veja, tem uma loja de roupa feminina ali em frente. – Inu-Yasha apontou para uma loja próxima em cuja vitrine se viam vários vestidos e outras roupas femininas. Os dois foram até lá.

- Bom dia, em que posso ajudá-los? – Muita simpática a vendedora perguntou.

- A minha noiva e eu. – Disse Inu-Yasha abraçando Kagome pela cintura. – Temos alguns compromissos hoje, muito importantes, por isso eu quero que você mostre a ela os seus melhores vestidos. – O rapaz disse sem nenhum constrangimento enquanto Kagome ficava vermelha e a vendedora arregalava os olhos em surpresa. Esta última com certeza estranhava o fato de uma moça tão jovem estar noiva.

- Claro, eu vou lá dentro pegar. – Disse a vendedora voltando ao normal. Saiu de trás do balcão onde se encontrava até o momento e entrou por uma porta. Sem muita demora ela voltou trazendo diversos modelos de vestidos em várias cores.

Um por um a vendedora foi mostrando-os para Kagome que não fazia idéia de qual escolher.

- Experimente todos, aí você vê qual que assenta melhor. Me acompanhe até o provador. – A vendedora se dirigiu à mesma porta pela qual havia entrado para pegar as roupas, Kagome a seguiu.

Inu-Yasha aproveitou este momento para sair da loja, sabia que aquilo ia demorar e precisava dar um telefonema.

Tirou o celular de um dos bolsos da calça, parou para pensar durante uns instantes e depois discou alguns números. Estava ligando para um clube bem freqüentado da cidade, fez reserva para ele e Kagome no restaurante do lugar.

Quando retornou para a loja a vendedora estava a sua procura.

- O senhor não gostaria de se sentar? Tem um sofá lá dentro perto do provador e também assim o senhor aproveita para ajudar a sua noiva a escolher o vestido.

- É uma ótima idéia. – Inu-Yasha então seguiu a moça atravessando a mesma porta pela qual Kagome entrara minutos antes.

Sentou-se no sofá e passou a observar o lugar. O provador tinha três portas, mas em apenas uma delas a luz estava acesa e era atrás dela que Kagome se encontrava.

Ela então saiu de lá, estava linda, usava um vestido lilás sem mangas que ia até o joelho. Inu-Yasha ficou deslumbrado pela visão.

A jovem aproximou-se dele, inclinou seu corpo até seus rostos ficarem bem próximos e colocou uma de suas mãos sob o queixo do rapaz.

- Inu-Yasha, fecha a boca, se não você vai acabar babando o chão. – Brincou Kagome com um sorriso atrevido e insinuante.

Ela tirou a mão do queixo dele e ia se afastar quando ele a impediu. Em fração de segundos ele segurou o pulso dela e a puxou de volta para ele fazendo com que seus lábios se encontrassem.

O beijo durou pouco, mas o suficiente para Kagome ficar constrangida ao se dar conta de que a moça que a estava atendendo tinha visto tudo. Esta no entanto apenas sorria, não via nada de mal naquilo. Inu-Yasha, como da outra vez, nem se preocupou.

- Vamos levar esse vestido. – Foi o que ele disse, quando viu que a vendedora os olhava.

Mesmo depois dessa decisão, o rapaz de olhos violetas fez a sua "noiva" experimentar outros vestidos e outras roupas, inclusive biquínis.

Ao vestir estes últimos ela não teve coragem de deixar Inu-Yasha vê-la. Assim que terminou de olhar todas as roupas que ele quis e de decidir as que levaria eles foram para a parte externa da loja.

- Por que você não me deixou vê-la de biquíni? Ficou com vergonha? – Inu-Yasha perguntou, enlaçando, por trás, a cintura de Kagome que se encontrava de frente para o balcão em que a vendedora fazia a nota da compra deles. Ele apoiou a cabeça num dos ombros da garota de olhos azuis.

- Achei que ia pegar mal. – Ela respondeu sussurrando próximo ao ouvido dele.

- Agora eu estou curioso. – Ele disse no mesmo tom que ela.

- Não tem porquê. O mais importante, que é o que o biquíni tapa, você já viu. – Ela murmurou de forma provocante. Um arrepio percorreu o corpo dele.

- Se você ficar me atiçando desse jeito, daqui a pouco seremos presos por atentado violento ao pudor. – O rapaz deu um sorriso malicioso.

Kagome não disse nada, a vendedora havia acabado de fazer a nota que Inu-Yasha imediatamente pegou para fazer o pagamento. Enquanto isso a vendedora puxou conversa com a garota de olhos azuis.

- Me desculpe a pergunta, mas o seu noivo é bem mais velho que você, não?

- É. – Kagome respondeu sem jeito, afinal eles não eram noivos.

- Imaginei. Eu estranhei um pouco vocês dois, mas depois me convenci de quê formam um belo casal. Quando se tem amor, nada mais importa. – A vendedora com sinceridade sorriu.

- Obrigada. – Kagome retribuiu o sorriso, apesar de ter ficado um pouco confusa com as palavras dela. Amor... seria esta a palavra que definia o que estava sentido por Inu-Yasha?

Não teve tempo para refletir a resposta, logo o rapaz pagou a conta e voltou para perto dela. Eles se despediram da vendedora e se foram.

Inu-Yasha a arrastou para uma loja de calçados. Bem que ela queria recusar, afinal ele já tinha comprado dois vestidos e um biquíni para ela, mas haviam os compromissos dele e ela não poderia "fazer feio".

Depois de meia hora eles foram para o apartamento dele que ficava na cobertura de um dos maiores prédios da cidade. Era grande e espaçoso e estava um tanto desarrumado.

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E podemos construir este sonho juntos
STAND STRONG FOREVER
Forte para sempre
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Nada irá nos deter agora
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E se este mundo ficar sem amantes
WE'LL STILL HAVE EACH OTHER
Nós ainda teremos um ao outro
NOTHING'S GONNA STOP US
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NOTHING'S GONNA STOP US NOW WOW WOH
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- Seu apartamento é legal. – Kagome disse enquanto dava uma olhada nos móveis da sala. – Só está um tanto bagunçado. – ela deu um sorriso ao ver uns copos de ramen sobre a mesinha de centro da sala.

- Pois é... a minha empregada só vem aqui três vezes por semana. – Inu-Yasha sorriu sem graça.

- Ele também é bem grande. Você mora aqui sozinho? – A garota estava temerosa, ainda não havia entrado em detalhes sobre a vida particular dele.

- Esse apartamento era dos meus pais, só que agora eles moram em outra cidade. Então respondendo a sua pergunta, sim, eu moro sozinho.

Kagome sentiu-se aliviada ao escutar esta resposta, mas não sabia porquê. Porém uma outra pergunta não se calava em sua mente. Decidiu arriscar.

- Você não tem namorada ou coisa assim, não? Não é que você esteja velho mas muitos homens da sua idade têm noiva, namorada ou algo assim, enfim, pensam em se casar. – Novamente o temor tomou conta dela.

- O que te faz pensar que eu procuraria você para me divertir se eu tivesse uma noiva ou namorada?

- Muitos homens têm namoradas, noivas e esposas mas procuram garotas como eu para se divertirem.

- Bah! Mas eu não sou esse tipo de homem. – Ele fechou a cara e cruzou os braços. Pelo visto havia ficado ofendido.

- Me desculpe, mas é que você é muito bonito e também pelo que eu vi é rico. É estranho um homem com tais qualidades não ter ninguém. Eu não quis te ofender. – Ela se aproximou dele, delicadamente tocou seu rosto e o encarou profundamente. A fisionomia dele serenou.

- Eu fico lisonjeado pelo "muito bonito". – Ele sorriu e ela o imitou. – Talvez você tenha razão. Homens como eu têm noivas ou pelo menos namoradas. Na verdade eu também queria ter, só que eu estou esperando pela pessoa certa. Quero saber o que é um lar de verdade, porque eu sinceramente não sei. Meus pais durante o pouco tempo em que estive com eles não pareciam um casal feliz.

- Pouco tempo?

- É, eu passei a maior parte da minha vida estudando em colégios internos e estudando em outras cidades, longe deles.

- Entendi.

- Por causa disso sempre me senti sozinho. E foi essa solidão que me fez procurar aquele lugar. Meu íntimo dizia que seria apenas uma noite, que no dia seguinte eu sentiria o mesmo vazio. Mas então eu encontrei você. De alguma forma sua companhia me fez bem, estar ao seu lado me conforta.

- Eu sinto a mesma coisa em relação a você. É como se com você eu sempre estivesse protegida. – Ela o abraçou forte e aconchegou sua cabeça no peito dele.

Ele beijou o topo da cabeça dela e passou a acariciar os seus cabelos carinhosamente.

O tempo passou, quando eles se deram conta já estava quase na hora do almoço.

- Nossa! O tempo voou! Estamos um pouco atrasados, mas se você quiser tomar um banho dá tempo. – Inu-Yasha disse soltando-se do abraço.

- Eu quero sim. Onde é o banheiro? – ela indagou.

Ele a pegou pela mão e a guiou até lá.

- Nesse armário tem toalhas. – Ele apontou o lugar com o dedo.

- Obrigada.

- Eu vou te deixar sozinha, infelizmente. – Ele deu um sorriso safado. – Tenho que me arrumar também. – Ele a puxou para um beijo repleto de ternura se retirando em seguida.

"Quanta contradição! Ao mesmo tempo que faz comentários maliciosos, ele age de forma carinhosa." – Ela pensou enquanto se despia.

Inu-Yasha se aprontou primeiro que Kagome e foi para a sala esperá-la, ele vestia uma camisa branca e uma calça social preta. Minutos depois ela apareceu usando o vestido lilás, seu cabelo estava preso no alto da cabeça em um rabo de cavalo e em seu rosto uma leve maquiagem. Estava simples, mas bela.

- Estou pronta, só que um pouco nervosa. – Ela se aproximou dele que estava sentado numa poltrona.

- Senta aqui que eu tenho um segredo para te contar. – Ele, então, fez com que ela se sentasse em seu colo. – Na verdade eu não tenho nenhum compromisso com cliente ou sócio algum.

- Mas... – Kagome ficou surpresa.

- Foi só uma mentirinha que eu inventei para o Naraku. – Ele sorria de forma inocente.

- Por que não me disse nada? – A garota começava a se zangar.

- Eu até ia te dizer mas aí eu tive a idéia de sair para almoçar e fazer uns outros programas, e também eu queria te ver usando outras roupas mas se eu contasse a verdade, você não aceitaria.

- Você me deixou preocupada à toa. – Ela fez uma cara de indignação e virou a cara para Inu-Yasha, tentou sair de seu colo mais ele não permitiu e a obrigou a encará-lo.

- Você fica linda, brava desse jeito, ainda mais com essa cara de menina. – Ele sorriu maroto, mas ela fez cara de indiferente. – Não adianta fazer essa cara, por que é só eu fazer uma coisa que ela some rapidinho.

- Ah, é? E o que você faz? – Ela questionou desafiadoramente.

- Isso. – Ele disse beijando-a em seguida.

Dessa vez o beijo foi longo, de forma que quando o cessaram os dois estavam ofegantes.

- Está vendo, é fácil te "dobrar". – Inu-Yasha disse com um ar convencido.

- Hum... engraçadinho. – Kagome fez cara de desdém e saiu do colo dele.

OOH ALL THAT I NEED IS YOU
Ooh tudo o que preciso é de você
ALL THAT I EVER NEED
Tudo o que jamais precisei
AND ALL THAT I WANT TO DO
E tudo o que quero fazer
IS HOLD YOU FOREVER EVER AND EVER (HEY)
É te abraçar para sempre (ei)

Chegaram ao clube, desceram do carro e Inu-Yasha entregou as chaves para o manobrista e então deu o braço a Kagome e dois entraram no restaurante do lugar.

O maître os acompanhou até a mesa que estava reservada para eles, que em seguida se acomodaram e sem demora pegaram o menu e escolheram o que iriam pedir.

Não tiveram que esperar muito para a comida chegar, também, aquela hora o restaurante estava bem vazio, a hora de maior movimento havia passado.

Enquanto comiam Inu-Yasha reparava nos modos de Kagome, ele ficou um pouco surpreso ao constatar como ela se comportava bem, seus modos deixavam bem claro que ela havia recebido uma ótima educação. Kagome percebeu que ele não tirava o olhar de cima dela deixando-a perturbada.

- Inu-Yasha, tem alguma coisa de errado comigo? – Kagome indagou querendo saber o porquê do olhar insistente do rapaz.

- Nada... bem é que eu estava reparando como você se comporta bem, eu sabia que você era diferente daquelas mulheres que trabalham com você naquele lugar, mas não a esse ponto. Cheguei a pensar que passaríamos até por situações... er... digamos embaraçosas. – Ele respondeu de forma sincera sem desviar o olhar de Kagome que o encarava.

- Você pode ter certeza de que eu não teria vindo se não soubesse me comportar. A última coisa que eu quero é dar vexame e que você tenha que passar por algo constrangedor. O medo que eu tinha era porque você falou que íamos almoçar com seus sócios, então fiquei com receio deles descobrirem algo sobre nós e de eu falar algo que não devia. – Ela disse um pouco séria, mas por fim abriu um sorriso.

- E você pode ter certeza de que eu não me importaria nem um pouco se passasse por situações constrangedoras, como já disse não estou ligando para o que os outros dizem, para falar a verdade eu acho que me divertiria com os olhares assustados e reprovadores das pessoas. – Ele sorriu, também, divertido. – Mas de onde saiu essa sua "educação" toda?

- Meu pai não tinha nenhum bem, mais veio de família rica, foi muito bem educado. E minha mãe também foi, a diferença é que a família dela nunca foi rica, sendo esta justamente a causa de eu e meus irmãos não termos família mais. Meu pai cortou relações com a família dele para ficar com a minha mãe e ela já não tinha mais parentes quando eles se casaram. Mas voltando ao que você perguntou... meus pais como não tinham nada, sempre falavam que o melhor que poderiam nos dar era educação, tanto no que se refere a conhecimento quanto comportamento. Então é isso, eles fizeram questão de que pelo menos fôssemos bem educados.

- Entendo... bom, agora vamos comer logo para dar um tempo e depois cair na piscina. – Ele abriu um lindo sorriso que ela retribuiu com um outro encantador.

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Forte para sempre
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Nada irá nos deter agora

Inu-Yasha já se encontrava próximo da piscina, usava uma sunga preta, o que permitiu que quase todo o corpo bem definido ficasse exposto, e estava deitado na espreguiçadeira com seus óculos escuros.

Pouco depois Kagome apareceu, vinha vagarosamente na direção de Inu-Yasha que retirou os óculos para poder apreciar devidamente a estonteante visão a sua frente. A garota vestia um biquíni azul celeste que não era nenhum fio dental mas deixava a mostra mais que o rapaz de olhos violetas gostaria já que eles não estavam sozinhos no lugar.

No momento havia apenas um grupo pequeno de rapazes que aparentemente eram amigos.

Quando percebeu que o grupo de rapazes não tiravam os olhos de Kagome, Inu-Yasha começou a achar que teria sido melhor que ela tivesse comprado um maiô, pelo menos assim eles olhariam para ela e veriam muito pouco. Finalmente ela se sentou ao lado dele, logo percebendo o olhar de desagrado dele sobre si.

- O que foi Inu-Yasha? O biquíni está muito grande? Você queria que fosse um fio dental? – Ela perguntou com voz macia.

- Não! – Ele exclamou, os olhos de Kagome o fitaram confusos. – Muito pelo contrário, você devia estar usando um maiô. – Completou, cruzando os braços e emburrando a cara.

- Não te entendo Inu-Yasha, você já viu tudo que tinha para ver e agora vem com essa? – Kagome começava a se irritar.

- Eu já vi, mas eles não! – Inu-Yasha apontou para o grupo de rapazes que agora conversavam animados, Kagome olhou para a direção indicada.

- Você está ficando neurótico, eles estão conversando e não estão nem aí para mim. – Ela deu uma risada nervosa.

- Eles estavam olhando sim. – Insistiu Inu-Yasha.

- Tudo bem. – Kagome não estava nem um pouco afim de discutir. – Agora eles devem ter percebido que estamos juntos, então, deixa isso para lá. Cadê o filtro-solar que você comprou quando estávamos vindo para cá? Anda, passa ele em mim. – Ela pediu pegando no braço dele gentilmente.

Inu-Yasha obedeceu e enquanto passava o creme ficou observando de minuto em minuto se os rapazes olhavam para Kagome, mas para seu alívio não.

Assim que ele terminou de passar o filtro-solar Kagome agradeceu. Ele então ficou olhando para ela e em seguida deu um sorriso maldoso que a garota não entendeu. Inu-Yasha pegou-a no colo e foi se aproximando da piscina, ela finalmente compreendeu a intenção dele.

- Inu-Yasha! Não! – Ela gritou, mas era tarde, ele já a havia jogado dentro da piscina. Logo ela emergiu inspirando profundamente. – Sem graça, você me pegou de surpresa, não pude nem me defender. – Ela reclamou.

Ele sorriu estendendo a mão para ela que aceitou mas ao invés de sair da piscina ela o puxou para dentro dela também. Olhou para ele percebendo que ainda sorria, irritada ela deu as costas para ele e foi em direção de uma pequena escada para se retirar, mas quando já estava no topo ela sentiu Inu-Yasha se aproximar. Não dando tempo para ela fazer nada, ele segurou o braço dela puxando-a para a água novamente.

No instante seguinte ele estava abraçando Kagome. Esta tentou se afastar mas não teve forças para resistir, pois nos braços dele se sentia segura. Os lábios dele procuraram pelos dela. Os dois se encontraram num terno beijo.

Quando se soltaram ficaram se encarando, a expressão de Kagome era suave mas ainda restava uma ponta de irritação no olhar. Inu-Yasha não estava sorrindo mais, havia algo de meigo na forma como encarava Kagome, eles estavam completamente esquecidos do grupo de rapazes, estes não tinham perdido nem um só momento do que se passou desde que Inu-Yasha pegou Kagome no colo.

- Me desculpe Kagome, sei que exagerei na brincadeira. – O olhar de Inu-Yasha tornou-se indecifrável, deixando Kagome confusa. Ela sentiu seu coração acelerar, mas um alerta soou em sua mente.

"Ele não devia estar me pedindo desculpas, ele está pagando por mim e teoricamente pode fazer o que quiser comigo. O coração me diz que isso é um bom sinal mas a razão diz que devo lembrá-lo da minha condição."

- Você não tem que se desculpar, afinal você paga para fazer o que quiser comigo. – Ela disse num tom que foi o suficiente apenas para que Inu-Yasha a escutasse. Sem encará-lo se retirou da piscina.

Aquela resposta soou amarga para Inu-Yasha, ele não entendia por que ela havia dito aquilo. Ele também saiu da piscina e ia perguntar para Kagome a respeito do que ela havia falado quando seu celular tocou, ele estava do lado da espreguiçadeira junto com uns outros objetos. Se enxugou um pouco em sua toalha e em seguida atendeu a ligação.

A conversa foi rápida, pelo pouco que Inu-Yasha falou ela percebeu que ele estava falando com seu pai. Assim que ele terminou de falar, encarou Kagome.

- Acho melhor irmos embora. – Ele se levantou pegando suas coisas e foi para o vestiário masculino.

Kagome também pegou suas coisas e foi para o lado oposto na direção do vestiário feminino. Quando voltou, Inu-Yasha ainda não estava lá, ficou parada sem saber se devia esperá-lo lá mesmo.

Um dos rapazes que a observou quando ela chegou estava indo em sua direção, ela só se deu conta disso quando alguém gritou um nome.

- Hitten! – Esse devia ser o nome do rapaz que estava vindo até ela, os amigos dele faziam um gesto para que ele voltasse, mas ele não ligou e chegou bem perto de Kagome.

- O que uma gatinha como você está fazendo com um cara tão mais velho? Ele te ofereceu alguma coisa? Talvez eu possa oferecer algo além disso. – A arrogância nas palavras dele era bem visível.

- Isso não é da sua conta. – Foi o que Kagome conseguiu dizer, pois sentiu-se ameaçada pelo olhar que o rapaz a sua frente lhe lançava.

- Tem certeza? – Ele então passou a segurar o queixo de Kagome com brutalidade. – Eu vou te mostrar como você está errada. – Ele se aproximou para beijá-la quando um soco o acertou em cheio.

- Você tem sorte de eu não fazer coisa pior por você ter ousado tocar nela. – Inu-Yasha disse, seus olhos cintilavam de ódio. Tomou Kagome pela mão e então os dois deixaram o clube.

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O olhar de Inu-Yasha instantes atrás havia deixado Kagome um pouco apreensiva, depois daquilo não trocaram uma palavra sequer. Dentro do carro dele ambos se encontravam mudos.

Enquanto dirigia, Inu-Yasha, lançava alguns olhares para Kagome mas não falava nada, só depois de algum tempo decidiu quebrar o silêncio.

- Em menos de vinte e quatro horas já tive que dar um jeito em dois caras que estavam se engraçando para o seu lado. Você deve tê-los atraído da mesma forma que fez comigo. – Ele falou sem tirar os olhos da rua.

- O que você está insinuando? Eu não fiz nada para te atrair, você veio até mim por vontade própria.

- Ah, claro que você não fez isso. – Ele disse irônico. – À quem pretende enganar? O seu trabalho é esse, você foi instruída de alguma forma para que atraísse os clientes.

- Com isso tudo que você falou, está querendo dizer que eu é que provoquei esses caras? – Kagome estava horrorizada com as acusações dele.

- Pois é isso mesmo. – Inu-Yasha estava com muita raiva e bastante nervoso.

Kagome se calou, não ia responder à uma acusação daquelas estava se sentindo humilhada.

O resto do trajeto até o apartamento dele foi silencioso. E mesmo depois de terem entrado no apartamento o silêncio continuou. Estavam na sala, sentados em sofás diferentes, não se encaravam e não pareciam dispostos a falar um com o outro.

"Estamos brigando como se algum tipo de laço afetivo nos unisse. Eu quase diria que ele está com ciúme de mim, mas essa reação dele deve ser apenas porque ele está gastando muito dinheiro comigo e quer exclusividade." – Kagome disse para si mesma.

"Porque eu estou agindo assim? Deve ser algum efeito colateral do sentimento que tenho por Kagome. Agora me lembrei que não falei com ela sobre a resposta que ela me deu quando saiu da piscina. Precisamos conversar. Essa situação toda está muito desagradável." – Inu-Yasha pensou.

- Temos que conversar. – Inu-Yasha disse indo para o mesmo sofá no qual Kagome estava. Sentou-se ao lado dela, que nem se mexeu. – Olhe para mim. – Ela levantou o olhar para encará-lo mas logo desviou, ele então segurou o rosto dela entre as mãos obrigando-a a encará-lo. – Me diz uma coisa. Por que você disse que eu não preciso me desculpar com você?

- É a verdade. – Ela disse com alguma demora. – Você paga e eu obedeço sem reclamar. Não tem por que pedir desculpas por uma coisa que você tem o "direito" de fazer. – As palavras de Kagome eram cruéis ao ver de Inu-Yasha.

- Você está enganada, a nossa relação não é assim. Eu não te pago para me obedecer. Tudo o que eu faço é porque me sinto bem ao seu lado. Mas também quero que você sinta o mesmo quando está perto de mim. Você não gostou da brincadeira então achei que te devia desculpas da mesma forma que te devo desculpas pelo que eu disse enquanto estávamos vindo para cá. – Mas uma vez Kagome contemplou um olhar indecifrável em Inu-Yasha.

- Eu... eu também queria me desculpar. Acho que eu levei a brincadeira a sério demais, você não fez nada de tão ruim assim. E eu também sinto muito por ter feito você brigar com aquele cara. Não foi a minha... – Inu-Yasha interrompeu Kagome colocando dois dedos sobre os lábios dela.

- Não fale nada. Aquele cara mereceu o soco que levou, viu que você estava acompanhada e mesmo assim foi atrás de você e te faltou com o respeito. Eu sei que você não tem culpa de ser tão linda e chamar a atenção de outros caras, só que é difícil para mim ter de aturá-los quase te comendo com os olhos. Sou muito egoísta por isso não aceito dividir você com ninguém. – Agora havia ternura na forma como ele falava, Kagome ficou emocionada com as palavras dele. Algumas lágrimas saltaram de seus olhos. – Kagome, não chora. Eu detesto ver mulher chorando. – Ele disse beijando uma por uma as lágrimas dela.

- Mas não são lágrimas de tristeza, o que você falou me deixou emocionada e feliz também. Vamos esquecer as discussões e as brigas bobas de hoje. – Ela sorriu por entre as lágrimas. – Eu só quero que você me abrace agora. – Kagome envolveu a cintura de Inu-Yasha com os seus braços e ele envolveu o pescoço dela.

Naquele instante, o tempo pareceu uma eternidade e nada mais parecia existir além dos dois unidos naquele quente abraço.

Quando enfim se deram conta de que existia um mundo todo além deles, Inu-Yasha levou Kagome para passear num parque bem próximo de seu apartamento, comprou sorvete e cachorro quente para os dois. Comeram o lanche sentados num banco que estava sob uma árvore que carregada de flores vermelhas.

- Quando eu sinto vontade de sair um pouco da solidão que é aquele apartamento, eu venho para cá. Mesmo se estando sozinho, aqui é um lugar agradável. – Inu-Yasha disse. Ele olhava para o céu assim como Kagome, seu braço esquerdo envolvia os ombros dela. Os dois observavam o sol que estava se pondo.

- Esse lugar é bem bonito. Eu não sabia que na cidade tinha um lugar assim. Eu conheço pouco daqui. Naraku não deixa a gente sair facilmente e antes de meus pais morrerem eu morava numa cidade próxima.

- Eu também estou aqui há pouco tempo, alguns meses na verdade. Mas como esse lugar é próximo de onde eu moro, logo o descobri.

- Nós vamos sair para mais algum lugar hoje? – Kagome perguntou, lembrando-se de que Inu-Yasha havia falado algo a respeito para convencê-la de que devia comprar outro vestido.

- Sim. Vamos ir a um restaurante para jantar e depois vamos numa boate para dançar. – Ele deixou de observar o céu para encarar o rosto de Kagome, os olhos assustados dela se fixaram nos dele.

- Mas eu não sei dançar. E também sei que é preciso ser maior de idade para entrar em lugares assim. – Ela argumentou, explicando assim a sua reação.

- Dançar não tem segredo nenhum, é só se deixar levar pela música. E não se preocupe em ser menor de idade, eu conheço o dono do lugar, nós vamos entrar sem problemas. – Ele sorriu para ela, se levantou e estendeu a mão para a mesma. – Vamos indo, aí você arruma para sair sem a mesma pressa de quando fomos almoçar. – Sorrindo, também, Kagome aceitou a mão que ele estendia. De mãos dadas eles voltaram para o apartamento dele.

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Kagome assim que terminou de se maquiar, contemplou sua imagem no espelho gostando do que viu. Seus olhos estavam contornados por um lápis preto, uma sombra prata cobria suas pálpebras e em seus lábios ela havia passado um brilho rosa chá.

Deu graças à Deus por ser uma garota precavida sempre deixando uma bolsa preparada com alguma maquiagem dentro, apesar de raramente sair.

Observou sua imagem uma última vez e então foi para a sala onde Inu-Yasha havia dito que estaria esperando por ela. Chegando lá o avistou de costas, olhando pela janela. Parecia distante mas logo que ela entrou no cômodo ele se virou.

Estava simplesmente lindo, usava uma roupa social sem gravata, o blazer e a calça pretos e a camisa vermelha. Kagome sentiu-se privilegiada por ser a companhia dele e por ele ter lhe escolhido para passarem todos aqueles momentos juntos, havia sido uma sorte grande.

Com Inu-Yasha acontecia algo semelhante. Se perguntava como tinha conseguido encontrar uma garota tão incrível como Kagome, aliás, uma mulher incrível, sim ela era uma mulher apesar do seu jeito de menina e a idade dizerem o contrário, o seu corpo confirmava. Ele não acreditava que a mulher a sua frente estava ali com ele lhe proporcionando os melhores momentos de sua vida.

Ela estava maravilhosa com o vestido vinho que trajava. Era um tomara que caia longo com uma fenda lateral. As sandálias eram pretas e de salto alto permitindo que Kagome ficasse quase da altura de Inu-Yasha. O cabelo dela estava solto assim como o dele.

O rapaz de olhos violetas e a garota de olhos azuis se encaravam profundamente, como se nada mais importasse. No entanto a magia daquele momento teve que ser quebrada.

- Vamos? – Inu-Yasha perguntou, Kagome apenas fez um aceno positivo com a cabeça.

Então eles saíram do apartamento dele e foram para a garagem. Entraram no Mitsubishi preto e foram para o restaurante. Quando desceram do carro Inu-Yasha deteve Kagome.

- Você está maravilhosa. – Ele disse com um sorriso terno.

- Pois eu digo o mesmo de você. – Ela também sorriu.

Sem dizerem mais nada entraram no recinto.

O lugar era agradável e aconchegante, as mesas estavam dispostas longe umas das outras proporcionando um certo grau de privacidade. A mesa onde se sentaram ficava próxima de uma janela da qual podia se observar o céu iluminado por centenas de estrelas e pela lua.

O tempo pareceu voar, mal chegaram e já tinham escolhido o que iam comer. Logo a comida veio, e em seguida já tinham terminado. Depois Inu-Yasha estava conduzindo Kagome para o andar de cima do restaurante onde funcionava uma boate.

Lá estava bastante movimentado, uma música dançante passava no momento. Inu-Yasha não deu nem tempo para Kagome se familiarizar com o lugar pois foi logo puxando-a para dançar.

Ela seguiu o conselho de seu companheiro se deixando levar pela música, assim não demorou muito para dançar sem receio. E gostou tanto de dançar com Inu-Yasha que os dois mal pararam para descansar.

Deram um tempo após dançarem uma música bem agitada, sentaram perto do balcão de bebidas e Inu-Yasha pediu água mineral para os dois. Enquanto bebiam ele deu uma olhada no relógio.

- Kagome, está ficando um pouco tarde. Infelizmente, eu tenho que trabalhar amanhã. – Ele disse terminando de tomar a sua água.

- Tudo bem. – Kagome falou, também terminando de beber a sua água. – Mas bem que a gente podia dançar uma última música. – Os olhinhos pidões dela o impediram de recusar o pedido.

- Ele estendeu a mão para ela que prontamente aceitou. Enquanto se encaminhavam para a pista de dança, uma música lenta, orquestrada e bem romântica, começou a tocar. Kagome enlaçou o pescoço de Inu-Yasha e ele a cintura dela.

A música os envolveu completamente, de modo que mais uma vez naquele dia, eles se esqueceram do mundo, apenas se dando conta da presença do outro e do quanto era bom estarem tão próximos.

- Oh, Kagome! É tão bom ter você assim juntinho de mim. – Ele murmurou com voz rouca ao ouvido dela apertando-a mais contra si. – Quando estou perto de você sinto que nada pode me impedir de alcançar meus objetivos. O importante é ter você comigo, o resto é relevante. Eu quero te abraçar assim para sempre e poder construir todos os nossos sonhos juntos. Eu te amo. – Completou.

Kagome ficou um pouco surpresa, mas não se permitiu ficar assim por muito tempo. No fundo, ansiava por essa declaração e sabia que ela merecia uma resposta. Esta já se encontrava em seu coração, mas precisou das palavras dele para ter a certeza e poder admiti-la.

- Inu-Yasha, eu também te amo. – Kagome se afastou um pouco dele para falar olhando nos olhos dele, e então sorriu. Ela descobriu que o olhar indecifrável era o que continha o amor de Inu-Yasha. Ele retribuiu o sorriso e em seguida a beijou.

Ouviram assobios e aplausos. Envergonhados os dois se soltaram e rapidamente saíram da boate. Logo estavam no carro e Inu-Yasha o ligava.

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Um silêncio se fez presente, o rapaz de olhos violetas desviou a atenção do trânsito para ver se estava tudo bem com a garota ao seu lado, constatando que ela dormia.

Sorrindo, as lembranças de momentos atrás voltaram à sua mente. Naquela hora havia ficado um pouco surpreso ao ver que três palavrinhas tão importantes como "eu te amo" tinham saído com tanta naturalidade, mas logo percebeu que aquela era uma verdade que precisava dizer ainda que os dois se conhecessem à tão pouco tempo.

A resposta dela lhe causou um pouco de surpresa mais era o que ele queria ouvir.

Quando parava para pensar, aquilo tudo se apresentava como algo extremamente confuso e precipitado. Ele então não pensava mais e só desejava deixar as coisas rolarem e poder viver o que sentia no momento.

Chegando ao prédio onde ficava o seu apartamento, decidiu não acordar Kagome, por isso pediu ao porteiro que guardasse seu carro. Tirando ela do carro se pôs a carregá-la nos braços até seu apartamento. Com um pouco de dificuldade o abriu e depois de colocar Kagome num sofá o fechou.

Aproveitou para checar se as janelas e a porta da área de serviço estavam trancadas. Estando tudo em ordem ele pegou Kagome novamente levando-a para o seu quarto.

Trocou a roupa dela por uma camiseta sua, um pouco constrangido por estar fazendo isso sem o consentimento dela. Mas ele havia tentando acordá-la e ela apenas se movimentou um pouco resmungando alguma coisa inteligível e voltou a aquietar-se, não parecia disposta a fazer mais nada, devia estar exausta.

E como ela mesmo dizia, ele já tinha visto tudo o que tinha para ver, então, ela provavelmente não se incomodaria por ele ter trocado a roupa dela.

Depois ele despiu a própria roupa e vestiu um pijama. Deitou em sua cama de casal, que havia sido de seus pais assim como o quarto no qual se encontrava, junto de Kagome, adormecendo abraçado a ela, em seguida.

Bem cedo, pela manhã, acordou com um beijo de Kagome, que trazia uma bandeja com café da manhã e estava sorridente. Ele também não pôde deixar de sorrir ao pensar no quanto fora agradável esse despertar. Bem que ele queria acordar assim todos os dias.

Enquanto comiam tudo parecia ser uma alegria só, mas a partir do momento em que ele teve que se arrumar para ir trabalhar e ela teve que ajeitar suas coisas para voltar para a casa de prostituição, os sorrisos morreram.

Agora eles estavam na sala, prontos para cada um seguir o seu destino. Inu-Yasha percebeu que Kagome não estava levando com ela as coisas que ele havia comprado para ela.

- Você não levar as coisas que eu te dei não? – Ele questionou.

- Não, se não vai ser motivo de fofoca e também Tsubaki pode usar isso para encher a cabeça de Naraku com idéias a nosso respeito.

- Tudo bem. Então vamos. – Inu-Yasha disse se encaminhando para a porta. Kagome não falou nada, se limitou a acompanhá-lo.

Nenhuma palavra foi dita durante o percurso até a casa de prostituição e Kagome se preparava para descer sem ainda dizer nada quando Inu-Yasha a deteve beijando-a calorosamente no que de pronto foi retribuído.

- Não se esqueça de que eu te amo. – Ele disse assim que se separaram, encarando-a fixamente.

- Também amo você. – Ela retrucou encarando-o da mesma forma.

Eles se beijaram mais uma vez e só então Kagome desceu do carro.

- Vejo você de noite. – Ele disse, quando Kagome desceu do carro e acabava de fechar a porta deste, e partiu em seguida.

Só depois do veículo ter desaparecido no fim da rua é que ela entrou pelo portão da casa e percebeu que os vigias de lá deviam estar observando-a há algum tempo, para que ele não fugisse já que Inu-Yasha a tinha deixado do lado de fora. Só torcia para que eles não tivessem escutado o que ela e Inu-Yasha haviam dito.

Entrou no lugar com cara de pesar. Infelizmente a hora de voltar para a realidade tinha chegado, agora ela era apenas uma prostituta sem liberdade. E também o melhor era não deixar transparecer o quanto o dia anterior tinha sido bom.

No caminho para o seu quarto não encontrou ninguém porque ainda deviam estar dormindo, mas quando entrou no cômodo percebeu que tinha alguém a sua espera. Não se assustou, logo viu que se tratava de Kagura.

- Sango me contou que te viu ontem. – Kagura foi logo dizendo. – Só pelo que ela relatou deve ter acontecido muito mais coisas interessantes. – Ela completou sorrindo maliciosamente.

- Ah, Kagura! Nem te conto! – As lembranças do dia anterior trouxeram a alegria de Kagome de volta, ela então começou a relatar tudo o que tinha acontecido, com detalhes, para a amiga.

Mas o que ela não fazia idéia é que Tsubaki ouvia, atrás da porta, a conversa dela, mostrando-se bastante interessada no que escutava.

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Há quanto tempo, né? Para ser exata a última atualização foi há cinqüenta dias.

A explicação da minha ausência eu coloquei no meu profile (eu deixei alguns recados lá, espero que a maioria de vocês tenha lido, foi o jeito que eu arrumei para avisar sobre a minha ausência) se vocês tiverem interesse peço que percam um pouco do tempo de vocês para irem lá e ler, não quis colocar aqui porque era um pouco grande. Aqui irei apenas pedir desculpas pela demora do capítulo e por qualquer coisa que tenha saído ruim nele, principalmente a partir daquela parte em que a Kagome e o Inu-Yasha estão na piscina, é que eu recebi a notícia de que meu primo havia morrido afogado e eu havia parado de escrever justamente nessa parte então foi um pouco difícil para mim continuar. E também desculpem os erros de ortografia, é que não deu para eu revisar direito.

E como eu já havia comentado antes, esse capítulo, eu tive que fazer para "tapar buraco", ele saiu bem grande mesmo. Com a música é 10x maior do que o que eu tinha antes e sem ela 8x. Deu um trabalho danado! Espero que ele tenha compensado um pouco a demora e que vocês tenham gostado dele, apesar de não ter saído como eu queria.

O que acharam dessa letra de música que eu coloquei? Pode parecer que não faz muito sentido ela estar nesse capítulo mas eu a coloquei porque ela está relacionada com os sentimentos de Inu-Yasha por Kagome, é assim que ele se sente quando está ao lado dela. Essa música é antiga e passa no final do filme "Manequim, a magia do amor", se tiverem oportunidade eu recomendo que a ouçam.

Nos próximos capítulos a melação vai ser bem menor, afinal a história tem que andar! Esperem por revelações, armações e mais capítulos com música.

Quero fazer um agradecimento especial à Neko-chan que me deu muito apoio logo depois que eu fiquei sabendo da morte do meu primo. Eu te agradeço de coração por ter me "escutado" todo aquele tempo enquanto você podia muito bem ir dormir e não ter que ficar agüentando os meus problemas. Gizeli, muito obrigada mesmo!

§§Asuka§§: Oi! Acho que eu devo ter conseguido compensar os capítulos curtos com esse aqui, mas sinto te informar que depois deste eles voltam ao normal, ou seja, voltam a ser pequenos. Porém para frente teremos algumas outras exceções. Claro que podemos conversar, eu adoro ouvir idéias. Eu não gosto nem desgosto da Kikyou, depende da situação, as vezes tenho pena dela, mas tem hora que se eu pudesse a esganaria, que é o que acontece na maioria das vezes. Me desculpe por ter demorado tanto. Muito obrigada. Beijinhos!

Otaku-IY: Oi! Muito obrigada pelo elogio. O que eu posso garantir é que o Naraku não fará nada de bom quando souber, afinal ele é o vilão dá história e tem o papel de atrapalhar a mocinha e o mocinho de ficarem juntos. Beijinhos!

Gisleine: Oi! Eu vou te contar isso mas só para acabar com a sua alegria em seguida. O Kouga não deve voltar mais para atrapalhar, isso só acontecerá se eu precisar dele para encher capítulo. Mas em compensação o Houjo, seu outro personagem "amado", que não tinha previsão de aparecer deve entrar na história, e tem um outro também que causará problemas para o Inu-Yasha mais para o final da história. E o que você achou desse capítulo? Espero que ele tenha saído pelo menos um pouco romântico. Muito obrigada. Beijinhos!

Andréia: Oi! Muito obrigada pelos elogios. Eu também amo romance só que infelizmente eu não dou muito certo em escrevê-los, agora se me pedirem um dramalhão mexicano, eu tiro de letra. Mas espero que você tenha gostado desse capítulo. Beijinhos!

Yukyuno Hikari: Oi! É que eu precisava de uma vilã e em Inu-Yasha não tem tantas personagens femininas para isso, mas eu também tenho alguns projetos em que ela não é má. E eu faço isso com vários personagens, em alguns fics eles são maus em outro bons, esse é o caso da Kikyou, nessa fic ela não é má, mas em várias outras fics minhas ela é a vilã. O Inu-Yasha está bem fofo mesmo, é só para variar, no anime/mangá ele já passa a maior parte do tempo ignorando a Kagome, então aqui ele também sofre junto com ela. Muito obrigada. Beijinhos!

Alexandra: Oi! O quê você achou deste capítulo? Acho que as ações do Inu-Yasha foram tão fofas quanto as do capítulo passado. Quanto a Kikyou no próximo capítulo você terá notícias dela. Terá Miroku e Sango sim, só que está mais para frente. Eu também não acho a Kagura má, ela é uma das minhas personagens preferidas, tanto que eu chorei demais por causa dela no capítulo 374 do mangá. Pode ter certeza que vem coisa muito boa para ela. Naraku tem que pagar e vai pagar pelo que ele fez. Não se preocupe, pode perguntar que eu farei o que puder para responder. Muito obrigada. Beijinhos!

KASSIE-CHAN: Oi! A intenção é esta, deixar os leitores curiosos para que eles continuem lendo. Por enquanto eu desisti de colocar outra fic, talvez mais depois. A sua sugestão é boa, inclusive eu tenho até um projeto em que Kagome e Inu-Yasha são primos, só que os problemas que eles enfrentam não são por isso, já que a história se passa no século XIX e nessa época casamentos entre primos eram comuns. Muito obrigada. Beijinhos!

Yuri Sawamura: Oi! Eu sou o contrário de você, dificilmente leio uma história que não seja universo alternativo. Realmente estou tentando não pegar pesado, se não teria que aumentar a classificação da fic. Eu compreendo você porque também sou leitora, mas dessa vez o capítulo saiu bem maior, se não me engano deve ser o maior que escrevi levando em conta as minhas outras fics. Muito obrigada por me desejar sucesso. Beijinhos!

Nat D: Oi! Que bom que gostou, isso me deixa muito alegre. Sinto por ter demorado a postar esse capítulo, vou fazer o possível para não demorar a colocar o próximo. Muito obrigada. Beijinhos!

Mila Otaku: Oi! Fico contente que tenha gostado da fic. Eu gosto de histórias quentes e românticas, sem nada muito ousado, só que nem sempre consigo escrever esse tipo de história, que bom que tenha achado a minha assim. Demorei mas finalmente postei o capítulo. Muito obrigada. Beijinhos!

Bianca Himura: Oi! Tudo bem! E você como vai? Não se preocupe e nem precisa se desculpar, você comentou nesse capítulo e isso é o importante. É sempre bom quando não tem ninguém para atrapalhar o romance da Kagome e Inu-Yasha, nesse capítulo eles tiveram bastante sossego, pena que nem sempre vai ser assim. Infelizmente não continuei logo como você queria, mas espero que esse capítulo maior tenha compensado um pouco. Muito obrigada. Beijinhos!

YumeSangai: Oi! Muito obrigada pelo seus elogios, fico feliz que a fic tenha te agradado. Infelizmente não pude atender o seu pedido demorando muito para postar esse capítulo, espero que me desculpe. O Kouga apareceu mas não sei se ele volta, provavelmente não. Muito obrigada. Beijinhos!

Tenshi-Yuki: Oi! Fico feliz que a minha fic tenha te agradado, mas esse não é a primeira que eu escrevo, é a primeira que eu posto. Antes dessa eu tenho mais oito e tenho outras quatro depois, mas não estão todas terminadas. Os erros sempre me perseguem, por mais que eu revise a fic. Você anda lendo pensamento? Ou melhor, quase lendo? Como você deve ter lido o Inu-Yasha deixou o trabalho dele, mas não só passou a manhã com ela, como o dia inteiro. Desde quando eu tive que juntar o capítulo cinco com o capítulo seis que eu tinha escrito antes, eu tive essa idéia deles passarem o dia juntos, para poder tapar o "buraco" que ficou. Muito obrigada pelos elogios e pelo boa sorte. Beijinhos!

Kk-chan: Oi! Fico muito feliz que tenha gostado do capítulo passado. Eu acho que não foi só você que não ficou com pena do Kouga, mas também ele agiu de forma muito vulgar com a Kagome e mereceu que o Inu-Yasha abaixasse a "crista" dele. A Kagura não vai exatamente se lembrar disso, ela vai vê-los juntos para ligar uma coisa com a outra. Agora com o que eu disse você mesma conclua se a Kagura e o Sesshoumaru vão se reencontrar. Muito obrigada. Beijinhos!

Akeminu: Oi! Que bom que gostou, fico muito feliz. Até que esse capítulo não ficou curto, não é mesmo? Bem que eu queria fazer só capítulos grandes, mas eu infelizmente não consigo. Espero que assim mesmo a fic te agrade. Muito obrigada. Beijinhos!

Juliana-chan: Oi! É muito bom saber que tenha gostado do capítulo, fico feliz. O Inu-Yasha não vai ser mal, como você deve ter lido nesse capítulo ele foi super legal com a Kagome, ele nessa fic é um pouco romântico. Dessa vez o capítulo não foi tão curto, né? Muito obrigada. Beijinhos!

Bella Lamounier: Oi! Fiquei super lisonjeada com o seu comentário. Muito obrigada! É, realmente o Naraku é uma espécie de mafioso, afinal ele tem algumas atividades ilícitas. Foi bom você ter chamado a minha atenção para esse meu deslize, na verdade eu já tinha percebido que devia mudar essa parte, mas acabei esquecendo, obrigada por me avisar, eu dei uma ajeitada nessa parte, espero que tenha melhorado. Quanto aos assuntos que eu estou de certa forma abordando, não vou me aprofundar em nenhum, por causa da classificação da fic, estou até receosa de que o conteúdo esteja pesado para a classificação que coloquei. Espero que continue acompanhando. Beijinhos!

Miroku-Juray: Oi! Que bom que tenha gostado dos dois capítulos, também gosto dos finais de capítulo principalmente quando eu termino na melhor parte. O capítulo 4 é só um dos que justificam o título da história. Muito obrigada 2x. Beijinhos!

Dama da Lua: Oi! Como você pode ver não abandonei a fic, demorei mas estou de volta. Muito obrigada por comentar e continue acompanhando. Beijinhos!

Fernanda: Oi! Que bom que gostou, fico muito contente. Além de escrever, geralmente, eu também prefiro ler universo alternativo, não sou chegada em "universo habitual". Eu não tenho um espaço de dias determinado para postar novos capítulos, e quanto a terminar nessas férias, dificilmente acontecerá pois a fic é grande e o meu atraso contribuiu para demorar mais ainda, vou fazer o possível para atualizar uma vez por semana de agora para frente, mas não é promessa. Muito obrigada pelos elogios. Beijinhos!

Lorenna: Oi! Eu não fazia idéia que você ia gostar tanto da minha fic, isso me deixou muito alegre. Pois é, eu já te expliquei o porquê dos "nomes esquisitos", que bom que você se acostumou com eles. É uma pena que você nem tão cedo vai ler os próximos capítulos, mas também você tinha que morar na roça! Agora vai ter que esperar as aulas voltarem. Os poemas e o segredo vamos deixar para lá, melhor enterrar esse assunto. Muito obrigada pelos elogios. Também torço por você e para que consiga alcançar seus objetivos. Beijinhos!

Nandykboo: Oi! Muito obrigada pelo elogio e pelo boa sorte, fico feliz que tenha gostado. Sinto muito por ter demorado tanto, mas agora está aí. Beijinhos!

HoLLy-182: Oi! Fico muito feliz que tenha gostado da minha fic. Acho que matei um pouco da sua curiosidade, né? Eu vou olhar a sua fic sim, só não tive tempo ainda. Pode ter certeza que eu vou lá deixar um comentário. Muito obrigada. Beijinhos!

Muito obrigada por estarem acompanhando a fic. Deixem comentários se puderem. Até a próxima!

Beijos!

P.S.: Eu estava pensando em postar um conto que eu escrevi há quase um ano para "comemorar" o natal. Não sei se o farei, por isso vou desejando por aqui mesmo os meus sinceros votos de:

Feliz Natal e Boas Festas!

Talvez até o Ano Novo eu já consiga postar o capítulo sete, não é uma promessa, OK?