Capítulo VII
Lembranças do passado
Uma moça de quinze anos de olhos castanhos e cabelos negros, uma menina de doze e um menino de sete anos, ambos de cabelos também negros mas olhos azuis, estavam brincando em um balanço, eram todos irmãos.
A mais velha se revezava em empurrar seus irmãos cada um em um balanço.
Estavam eles em um orfanato pois haviam perdido seus pais recentemente em um acidente e não foi encontrado nenhum parente que pudesse ficar com a guarda dos três.
– Olha Kikyou! Aquele homem está aqui de novo. – Disse a mais nova das irmãs, que apontava para alguém que estava do lado de fora dos portões do orfanato olhando em direção dos irmãos, mas em especial para a irmã mais velha, Kikyou.
Esta sabia que o estranho homem estava olhando principalmente para ela. Um olhar que lhe inspirava asco, pois nesse olhar havia malícia, cobiça e algo de muito perverso.
– Vamos para dentro. – Disse Kikyou pegando os irmãos pelas mãos e lançando um último olhar de desprezo para aquele homem.
Os irmãos de Kikyou nem protestaram, também haviam conseguido perceber aqueles olhares do homem que vinha ali todos os dias, e não gostavam disso.
Aquilo já estava incomodando Kikyou, todas as tardes esse estranho homem aparecia no portão do orfanato e sempre que ela e seus irmãos estavam do lado de fora, ele se concentrava em observ�-los.
E isso estava fazendo com que a garota evitasse de sair com seus irmãos para o pátio no período da tarde. E quando acontecia de não saírem ela ficava vigiando de dentro mesmo se o homem ia aparecer e não dava outra, ele estava no portão como de costume.
Parecia uma manhã qualquer, igual a todas as outras em que os três irmãos tomavam café da manhã e não tinham nada para fazer, já que estavam de férias. Rezavam, apenas, para que uma boa família os adotassem.
Não que fossem maltratados, mas nada se compara ao calor de uma família, ainda mais como o que tinham até quando seus pais morreram.
Depois do acidente os irmãos ficaram bastante unidos, mas não tinha alguém quem cuidasse deles e eles sentiam falta disso.
Estava tudo na mesma até que a diretora do orfanato mandou chamar Kikyou para que esta fosse até a sua sala. Quando ela adentrou o recinto teve uma desagradável surpresa: aquele estranho homem que a observava todas as tardes estava lá.
Ela ficou paralisada pelo choque e manteve-se assim até que a diretora lhe mandou sentar numa cadeira ao lado do estranho homem.
– Kikyou, este aqui é o Sr. Naraku Onigumo, ele é conhecido pelas diversas obras de caridade que promove, e é por isso que ele está aqui. – A diretora fez uma pausa e passou a olhar bem para Kikyou. – Ele tem um projeto no qual emprega adolescentes que trabalham em diversas funções, como a de atendente. Bom, o que eu quero dizer é que ele precisa de uma pessoa e você se encaixa bem no perfil. Eu já expliquei à ele sobre você e seus irmãos e ele aceitou ficar com a guarda dos três. O que você acha?
Kikyou ponderou por um momento, apesar de não gostar daquele homem, o que ele propunha seria bom para ela e seus irmãos, o fim de suas constantes preocupações.
– Eu vou falar com meus irmãos. Amanhã eu dou a resposta. Se era só isso, com licença. – Disse ela se levantando, como ninguém se manifestou contra, a jovem, se retirou.
Kikyou conversou com seus irmãos e eles deixaram a decisão nas mãos dela. Pensando estar fazendo o melhor ela aceitou a proposta.
Logo ela e os irmãos saíram do orfanato. Kagome e Souta foram para um internato sob a condição de que a irmã mais velha poderia vê-los nos fins de semana.
Kikyou começou trabalhando como telefonista e dormia num alojamento que existia na própria empresa. Uma semana se passou e a jovem foi visitar seus irmãos. Tudo parecia ir bem até que na segunda-feira Naraku mandou cham�-la.
– O que o senhor deseja? – Perguntou Kikyou ao entrar na sala de Naraku.
– Vou direto ao ponto, eu quero você! – Disse ele com um sorriso malicioso.
– Está louco. – Exclamou a garota horrorizada.
– Não estou não. Se você estava achando que eu fiz tudo isso por caridade, você é muito ingênua. E se você não fizer o que eu mandar, seus irmãos é que sofrerão as conseqüências.
– Você é um demente, eu vou dizer tudo isso para assistente social.
– Pois fale e veja se alguém vai acreditar em você e se isso acontecer saiba que não verá seus irmãos nunca mais.
– O que você pretende fazer com eles? Não ouse encostar um dedo neles, seu maníaco!
– Não vou fazer nada se você cooperar comigo.
– Não conte com isso. – Dizendo isso Kikyou saiu em disparada da sala de Naraku.
Depois disso Kikyou conseguiru descobrir que aquela empresa não passava de faixada para uma rede de tráfico de drogas e prostituição, na qual havia muita gente importante envolvida.
Kikyou até tentou fugir mas quando foi atrás de seus irmãos para lev�-los com ela, descobriu que Naraku havia tirados eles do internato e que ninguém de lá sabia do paradeiro deles.
A jovem ficou desesperada e não teve opção a não ser se entregar. Logo Naraku satisfez o seu desejo e Kikyou passou a se prostituir mas pelo menos seus irmãos ficaram "a salvo".
Essa vida de prostituição de Kikyou já durava três anos, quando Kagome completou o ensino fundamental. Alegando que não havia colégio interno para o ensino médio, por perto, Naraku trouxe a irmã mais nova de Kikyou para a casa de prostituição.
Kikyou percebeu que a situação começava a sair de controle, tinha feito tudo que o maldito queria e ainda assim estava claro que ele envolveria seus irmãos naquele esquema sujo de tráfico e prostituição. Kagome agora trabalhava servindo mesas, o que a irmã mais velha encarou como uma forma sutil de Naraku levar a outra a prostituição. A garota de olhos castanhos, vendo que a única alternativa era fugir resolveu comunicar sua decisão a Kagome.
Kikyou chamou a sua irmã até seu quarto. Logo que entraram fechou a porta e as duas se sentaram na cama que havia lá.
– Kagome, escuta bem o que eu vou te dizer. Eu vou fugir daqui, não dá mais para agüentar essa vida, e também vou atrás de um parente nosso. – Começou a irmã mais velha, Kikyou.
– Mas a assistente social não disse que não temos mais ninguém? – Kagome questionou, interrompendo a irmã.
– Eu sei, só que, certa vez, eu ouvi uma conversa entre o papai e a mamãe, falando sobre o pai dele que havia cortado relações com ele porque ele se casou com a mamãe. Talvez ele ainda esteja vivo e possa nos ajudar. O que não dáé para ficar esperando a situação piorar. Naraku já obriga eu a me prostituir, agora ele te trouxe para trabalhar como garçonete desse lugar. Daqui a pouco ele vai querer tirar o Souta da escola, para fazê-lo trabalhar no tráfico de drogas.
– Você tem razão... então me deixe ir com você.
– Não posso, se formos nós duas será mais fácil de sermos pegas, e também tem o Souta. Não conseguiremos lev�-lo, a escola em que ele está é longe e não podemos tir�-lo de lá. Foi o que aconteceu da outra vez que eu tentei fugir. Como ele é ainda uma criança temo deix�-lo sozinho nas mãos de Naraku. Agora você, eu sei que conseguirá se virar e defender o nosso irmão ao mesmo tempo.
– Ah, Kikyou! E eu temo por você, e se Naraku te pega?
– Não se preocupe, porque o máximo que ele pode fazer é me matar, e isso, ele não faria comigo. É por isso que eu estou indo, as conseqüências se eu for pega serão menores do que se fosse você. Apesar de que você ficar aqui também é perigoso. Mas pelo menos aqui só tem o Naraku, lá fora teria ele te perseguindo e mais outros perigos.
– Tudo bem Kikyou, você tem razão. Eu ficarei aqui e não se preocupe, eu saberei me virar. – Disse Kagome abraçando a irmã que retribuiu o abraço. – Só espero que você também consiga.
As duas ainda se encontravam abraçadas quando alguém irrompeu pela porta fazendo com que se desvencilhassem do abraço por causa do susto.
– Kagura! – Exclamou Kikyou surpresa. – O que faz aqui? – Ela perguntou assumindo uma fisionomia agressiva.
– Eu escutei a conversa de vocês. – Kagura respondeu com um brilho estranho no olhar e fechou a porta do quarto atrás de si.
– Você vai contar para o Naraku? – Kagome perguntou com voz quase sumida e o rosto pálido.
– Ela deve querer fazer algum tipo de chantagem. – Kikyou disse com uma voz que demonstrava o quanto estava irritada.
– Não é nada do que vocês estão pensando. Pelo contrário, eu estou aqui porque tenho um ótimo plano para que você possa fugir. – O rosto de Kagura tornou-se sério.
– Por que você me ajudaria? O que você ganha com isso? – A mais velha das irmãs questionou.
– Vai ser ótimo ver Naraku irado, porque nós o passamos para trás. – Kagura fez questão de enfatizar o "nós". – E também tenho certeza que você poderá arranjar um jeito de me tirar daqui quando estiver lá fora. E então, vão escutar meu plano? – Ela encarou as irmãs esperando por uma resposta, mas as duas ainda estavam um pouco incrédulas e indecisas.
– Tudo bem. – Kikyou disse por fim.
– Ótimo! – Kagura sorriu. – Nós vamos convencer um dos clientes a levar nós duas para o quarto. Enquanto eu dou um jeito nele você foge pela janela, que será a do meu quarto já que ela dá para o fundo da propriedade e a possibilidade de você ser pega saindo por lá é menor. Parece simples mas temos que agir de forma que Naraku não desconfie de nada. – A mulher de olhos vermelhos fez uma pausa. – Acho que não vamos levantar suspeitas agradando o mesmo cliente, basta que escolhamos o mais rico que estiver presente, aí Naraku pensará que isto se trata da nossa tão conhecida rivalidade. Mas também devemos, pelo menos parecer, bem embriagadas. Nesse estado as pessoas não vão achar tão incrível estarmos dividindo o mesmo cliente. E para finalizar teremos que despistar os seguranças de Naraku, está será a parte mais difícil por que não há como subornar esses caras, eles são muito leais. – Kagura fez uma careta. – Só nos resta mesmo despist�-los. E então o que acharam do plano?
– Como você conseguiu armar um plano assimÉ um bom plano, gostei. – Kikyou sorriu com maldade. – Logo estaremos livres de Naraku. Kagome vá vigiar o corredor, enquanto eu e Kagura acertamos os detalhes do plano. Temos que assegurar que não seremos descobertas. – Assim que Kikyou terminou de falar, Kagome a obedeceu e então as duas que ficaram no quarto se puseram a combinar os pormenores do plano.
Quando chegou o dia marcado para a execução do que haviam planejado, tudo ocorreu como o esperado. Kikyou e Kagura embebedaram um cliente muito rico e fizeram com que ele as levasse para o quarto de Kagura. Lá Kagura o embebedou ainda mais enquanto Kikyou saía pela janela carregando uma bolsa contendo algum dinheiro e umas peças de roupa.
A garota desceu por lençóis, firme e previamente amarrados por ela e Kagura, sem que fosse descoberta.
Assim que pôs os pés na área de serviço, Kikyou sentia os seus batimentos acelerados e por isso tentava se acalmar, para partir para a parte mais complicada que era sair da casa pela frente, já que este era o único lugar por onde se poderia sair.
Respirando fundo começou a se movimentar. Escondendo-se atrás de tudo que encontrava pelo caminho, ela chegou até a parte da frente, bem perto do portão, mas faltava, passar por ele.
A maior dificuldade era que o lugar por onde ela tinha que passar estava bem iluminado e a todo momento carros e pessoas também passavam por l�, sendo o risco de ser reconhecida bastante alto.
Kikyou escondida atrás de uma grande árvore, observava com um certo ódio, os homens que entravam no lugar, enquanto esperava por uma oportunidade de escapar. Apesar de não terem culpa direta pelo sofrimento dela, a garota não conseguia deixar de ter raiva, eles iam para lá querendo diversão e esquecer os problemas, mas não faziam idéia e até mesmo fechavam os olhos para o que acontecia com moças como ela.
"Homens preocupados com prostitutas eram lindas histórias, pois apenas ouvia-se sobre eles, mas na realidade nunca ninguém encontrava um deles" – Kikyou pensou, e em seguida balançou a cabeça, não podia ficar pensando bobagens, enquanto seu futuro, e de outras pessoas também, estava em jogo.
Observando atentamente o movimento de carros e pessoas ela viu sua chance de fugir. Dois seguranças conversavam longe do portão, enquanto outros dois conduziam um homem, que parecia embriagado, até seu carro e por fim um outro estava do lado de fora da propriedade conversando com um homem que estava dentro de seu carro, certamente era algum cliente novo querendo saber se poderia entrar com seu carro.
"É agora ou nunca!" – Ela pensou ao dar uma última olhada para os lados e então virar sua atenção para o homem que havia sido expulso da casa. Agora ele estava só, os seguranças haviam ido para dentro, ao invés de voltar para os seus postos do lado de fora.
O homem tinha dificuldade em abrir seu carro, então nesse tempo em que tentava abri-lo, Kikyou conseguiu se aproximar do veículo sutilmente. Finalmente ele destrancou o carro, abriu a porta e cambaleando entrou no mesmo, enquanto Kikyou com uma agilidade e rapidez espantosas também entrou no veículo, só que pela porta traseira e oposta à do motorista.
Assim que entrou ela se encolheu no chão do carro torcendo para que os seguranças não a tivessem visto, já que aquele homem certamente não havia se dado conta da presença dela, e que este conseguisse sair com o veículo sem problema algum.
Demorou um pouco mas o carro começou a se movimentar fazendo o coração de Kikyou exultar de alegria, que durou pouco porque o carro parou de repente, com o motor continuando ligado.
– Vê se não venha causar mais confusão aqui e cuidado para não bater o carro no próximo poste. – Kikyou ouviu uma voz masculina, ameaçadora a princípio e depois zombeteira, dizer estas palavras. Ela reconheceu como a voz de Musou, um dos seguranças. – Agora pode ir. – Ele completou mas o homem não foi, deixou o carro morrer.
Enquanto o homem tentava ligar o carro, alguém bateu no vidro traseiro do mesmo. Kikyou olhou nessa direção e viu que era Musou. Ele a descobrira.
"Era sonhar demais, acreditar que eu conseguiria sair daqui." – A garota disse a si mesma, sorrindo com amargura. Mas para a sua felicidade, Musou, deu um sorriso cúmplice e balançou a mão em sinal de despedida. Nesse tempo o homem ligou o carro.
Quando ele começou a se afastar, Kikyou sorriu e mandou uns beijinhos para o segurança que ainda sorria. No fim das contas, havia valido a pena prestar os seus "serviços" para ele por um preço especial, porque ele não a denunciaria.
Após um bom tempo o carro parou novamente e um pouco apressado o dono dele saiu do interior do veículo. Pelo barulho que a garota ouviu em seguida, ela constatou que o homem cuidava de suas necessidades fisiológicas.
Kikyou se levantou um pouco e viu pela janela que o lugar era bem deserto, mas mesmo assim acreditou ser apropriado descer ali antes que fosse descoberta. Saiu do carro e começou a correr pela rua em direção de umas luzes que não pareciam distantes.
Em resposta às preces que fazia, ela chegou logo até essas luzes, que não eram se não o Centro da cidade onde morava e que na verdade mal conhecia. Foi direto para a rodoviária e comprou passagem para um ônibus que logo sairia. Não conhecia a cidade para onde ele ia, mas como tudo o que queria era sair dali, não se importou com esse detalhe.
As quatro horas de viagem foram intermináveis, a toda hora temia que o ônibus parasse e que Naraku entrasse pela porta para lev�-la de volta, ou então, que houvesse fiscalização e pedissem seus documentos, coisa que ela não tinha. Mas nada disso aconteceu.
Por fim chegou a uma cidade que era pequena como a de onde viera, mas parecia menos desenvolvida, o que desagradou Kikyou, porque não seria nada difícil Naraku encontr�-la ali, caso ele descobrisse que ela pegou um ônibus e qual era o destino dele.
Por isso ela decidiu seguir viagem. Passou por diversos lugares até que decidiu se estabelecer numa cidade maior que a outra e bem mais desenvolvida. Arrumou um emprego e quando não estava trabalhando passou a pesquisar na internet, e como mais conseguia, o paradeiro de um possível parente.
Continuava com o firme propósito de resgatar seus irmãos das mãos de Naraku, enquanto não conseguia, levava sua vida como podia, torcendo para que este não a encontrasse.
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Todas essas lembranças e pensamentos passaram pela mente de Kikyou que se encontrava sentada atrás de um balcão de atendimento de um consultório médico, onde trabalhava como secretária.
Seus devaneios foram interrompidos pela chagada de uma cliente, pegou o telefone e comunicou a chegada desta.
– Pode entrar, o Dr. Suikotsu a aguarda. – Disse Kikyou que se levantou e abriu a porta para a cliente, sorriu para esta e ela retribuiu o sorriso e agradeceu, entrando na sala do médico.
"Naraku, você não perde por esperar". – Kikyou disse para si.
Kikyou, havia ido embora com a promessa de voltar para tirar seus irmãos das garras de Naraku. Ainda não havia encontrado um meio para isso, mas não desistiria. A promessa ainda persistia e Kikyou dizia a si mesma que seu retorno não havia de tardar.
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Naraku estava em sua sala sentado à sua enorme mesa, verificando alguns papéis referentes a suas transações ilegais, quando Tsubaki entrou sem nem ao menos bater na porta. – Como se atreve a me interromper, entrando aqui sem permissão? – A voz de Naraku era calma, mas ameaçadora. – Você vai me agradecer pelo que eu vou te falar. Naraku, você precisa impedir que Kagome continue com esse mesmo cliente. – Tsubaki fechou a porta e sentou-se de frente para Naraku.– Não preciso de nada. Kagome não demonstra estar muito satisfeita com esse cara. Não há porque me preocupar com que isso, vire algo mais. Agora vá embora, tenho mais o que fazer.
– Ela conseguiu te enganar direitinho. Eu estou sabendo de muita coisa que você ignora. O que você presenciou ontem era pura encenação. Kagura é que teve a idéia. Eu escutei as duas conversando quando Kagome chegou. Pelo que ela disse, o dia de ontem foi muito bom. As coisas estão bem mais avançadas do que imagina: eles se amam! E eu sei que isso poderá causar muitos problemas. Ainda mais que Kagome vive grudada na Kagura e sabe-se lá o que esta mulher anda falando para a garota. Eu sei muito bem o passado de Kagura. – Naraku encarou Tsubaki surpreso, o que não era típico dele. – Isso mesmo, aquela história que você inventou quando ela ficou meses longe daqui não me convenceu. Eu investiguei e fiz umas deduções, com isso descobri a verdade. Por isso se você não fizer nada, tudo vai se repetir.
– Continue me informando. – Naraku abriu uma gaveta, tirou um maço de dinheiro e o entregou a Tsubaki. – Vou tomar providências, mas não no momento. Agora vá. – Ele apontou para a porta, e então Tsubaki saiu com um sorriso maldoso nos lábios, sem dizer mais nada.
"Menina idiota, até conseguiu me enganar, mas agora que sei de tudo, vai se arrepender. Aproveite bem o tempo que te resta até eu pensar o que vou fazer com você... Kagura, você também não perde por esperar." – Naraku disse para si, enquanto sua fisionomia se tornou malévola.
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Inu-Yasha parecia muito ansioso quando chegou na casa de prostituição. Percorreu com os olhos todo o salão mas não encontrou Kagome. Seu rosto tornou-se preocupado. Sentindo uma mão tocar o seu braço, virou-se para ver de quem se trava então passou a encarar uma mulher de olhos vermelhos.
– Eu sou Kagura. Kagome me pediu que te avisasse que está te esperando no quarto. Sabe, ela quer evitar propostas desagradáveis como a de Kouga, aquele homem de olhos azuis do outro dia. – A mulher de olhos vermelhos sorria enquanto falava.
– Ah, obrigado. Eu vou, j�, para o quarto dela. A princípio Inu-Yasha se surpreendeu pela abordagem, depois lembrando-se de que Kagura era amiga de Kagome, ele também sorriu e se dirigiu para o quarto da garota de olhos azuis.
Inu-Yasha abriu a porta de fininho, pôs a cabeça para dentro e verificou que Kagome estava distraída penteando seus cabelos sentada diante da penteadeira.
– Kagome! – Ele chamou e a garota, sobressaltada, derrubou a escova. Depois, ao reconhecer de quem se tratava, ela virou-se na direção da porta e sorriu.
– Fiquei me perguntando se você viria mesmo, já que tínhamos nos visto cedo. Agora estou feliz porque você está aqui. – Kagome disse se levantando, enquanto Inu-Yasha entrou e fechou a porta se aproximando dela.
– Eu disse que viria, então, não poderia deixar de vir, aliás eu estava louco para vir e ansioso para te ver. Você se tornou um vício para mim, gostaria que estivesse vinte quatro horas por dia ao meu lado. - Ele a abraçou bem apertado. – O que você fez comigo para eu me sentir assim, sua feiticeira? – Perguntou para em seguida beij�-la demoradamente.
Quando se soltaram estavam ofegantes e então ficaram se encarando, ambos com um sorriso. E poderiam ficar horas assim, porque estando juntos o tempo parecia não passar, mas Inu-Yasha quebrou o encanto pegando Kagome no colo e sentando-se com ela na cama da garota.
– Hoje, nós vamos somente namorar um pouco e conversar. – Ele disse quebrando um longo silêncio.
– Mas você está pagando... – Ela tentou argumentar mas ele a interrompeu colocando dois dedos sobre os lábios dela.
– Não comece com essa ladainha novamente. Não vou perder tempo discutindo. Na noite passada apenas dormimos abraçados e isso foi suficiente para mim. Eu amo você, a sua companhia e o que você é, e, não apenas um corpo que satisfaz meus instintos. – Ele a abraçou novamente. – Depois que eu percebi que te amo, entendi que tem outras coisas tão ou mais importantes do que esses instintos. Conversar é uma delas... pois nós conhecemos tão pouco.
Kagome o encarou, emocionada. Um sorriso surgiu por entre as lágrimas dela.
– Eu te amo tanto, Inu-Yasha! – Ela exclamou puxando-o para um beijo extremamente apaixonado.
Oi, pessoal!
Levei cinqüenta dias, novamente, para atualizar a história, né? Me desculpem, essa não era nem de longe a minha intenção, gostaria de ter chegado até pelo menos o capítulo 10 nas minhas férias, infelizmente não foi possível. Justificativas eu tenho várias, mas não vou perder tempo com elas.
Este ano estarei completando o ensino médio e me preparando para o vestibular, por isso não posso prometer atualizações constantes. Tentarei postar pelo menos um capítulo por mês, mas como disse, isso não é uma promessa. Talvez eu demore mas não abandonarei essa fic. Espero que me desculpem mais esse transtorno.
Quanto o capítulo, eu acho que ele ficou um pouco sem pé nem cabeça. Finjam acreditar nesse modo maluco que eu inventei para a Kikyou fugir e nas outras maluquices que eu coloquei aí. Ah, não sei se repararam, mas tem uma partezinha do capítulo 3 nesse aqui.
Este capítulo é dedicado a minha amiga Gisleine que fez aniversário há quase um mês atrás, dia 20/01. Demorei muito, mas como eu havia dito a ela que lhe dedicaria um capítulo quando ela fizesse aniversário, eu não poderia faltar com minha palavra. Perdoe a demora Gisleine! Espero que goste do capítulo.
Agora as respostas às reviews:
Miaka: Oie! Que bom que gostou da aparição do Kouga, mas acho que ele não volta mais. Agora quanto a Kagome ficar com os dois, seria meio difícil, o Inu-Yasha é muito ciumento e não aceita concorrência. Mesmo que ela quisesse o Kouga, o Inu-Yasha dava um jeito nele (hehehe). Muito obrigada por comentar. Beijos!
P.S.: Apesar de sua review ser do capítulo 5, a resposta dela está no 7 ao invés do 6 porque você mandou depois que eu já tinha postado o capítulo 6, ok?
Otaku-IY: Oie! Fico feliz que tenha gostado do capítulo. Muito obrigada. Não se preocupe, eles não vão sofrer muito, o sofrimento deles só vai durar uns SEIS ANOS. Ops! Esquece o que eu falei. A fic deve ter uns vinte capítulos, até agora tem quinze escritos, mas pelo menos mais quatro eu devo escrever. Agradeço as suas palavras em relação ao meu primo. Beijos!
Bella Lamounier: OieÉ muito bom saber que você gostou, fico contente por isso! A Tsubaki sozinha não vai fazer muita coisa, ela vai ficar é enchendo a cabeça do Naraku. No próximo capítulo você vai saber o que Inu-Yasha vai fazer para tentar tirar a Kagome do prostíbulo. Além dele ser ciumento também tem a questão dele ser mais velho que ela, então acaba bancando o tipo "pai super protetor". É, você tem razãoé pouco provável ter um adolescente de treze anos que não entenda desses assuntos, ainda mais com os programas que se tem na televisão. Que bom que gostou da mensagem, algo dentro de mim dizia que eu devia por para fora o que eu estava sentido, e o que eu disse é a pura verdade. Ele era um primo adotivo, mas nem por isso eu gostava menos dele do que dos irmãos, que eram primos de sangue. E eu não acho o que você disse ridículo e superficial, uma perda humana é sempre algo ruim, não precisamos conhecer a pessoa para lamentarmos. Muito obrigada. Beijos!
Bianca Himura: Oie! Eu estou bem e você? Muito obrigado pelos elogios, fico muito feliz que tenha gostado do capítulo. Sim, a Kagome vai conseguir sair de l�, mas não vou dizer quem vai tir�-la. Por enquanto o Naraku está morto, acho que é no capítulo catorze, mas eu estou pensando em rever isso. E como você mesma deve ter lido, a Kikyou acabou de aparecer, agora para saber se ela vai cumprir a sua palavra e voltar continue acompanhado! E por último, eu espero que o Papai Noel tenha trazido o seu presente, pelo menos o meu chegou aqui. (hehehe). Beijos!
Neko Chan: Oie! Você também pode contar sempre comigo! Muito obrigada por tudo, eu estou bem melhor. Fico muito contente que tenha gostado do capítulo. Também gosto muito de você e estou com saudades. Beijos!
Shuro: Oie! Que bom que gostou da minha fic. Vou fazer o possível para não só continuar assim como também melhorar. Espero que você continue comentando. Muito obrigada. Beijos!
Yuri Sawamura: Oie! Menina como você me deixou feliz, você foi a review de número 100é um marco para mim. Muito obrigada! E fico mais feliz ainda que tenha gostado do capítulo. Eu nunca vi o filme "Uma Linda Mulher", sempre quis ver, mas quando passa na televisão à noite eu acabo dormindo, mas já ouvi muitos comentários sobre ele. Nessa fic aqui o Inu-Yasha está como humano, então ele tem cabelos negros, mas não tem problema, daqui uns anos eles ficam brancos. Eu me lembrei desse filme também, só que o meu pai me contou que ela vai fazer as compras sozinha. A Tsubaki é muito invejosa mesmo, tem inveja da Kagura porque ela arrumou um bonitão que por pouco não a tirava de l�, inveja da Kikyou por que os clientes mais ricos e bonitos a queriam e inveja da Kagome por que ela arrumou um cara que parece disposto a fazer qualquer coisa por ela. Esse capítulo não ia ter cenas do Inu-Yasha e da Kagome, mas como você queria que tivesse... a vontade da reviewer 100 é uma ordem! (hehehe). A mensagem que você deixou é linda, obrigada! Beijos!
Kassie-chan: Oie! Fico agradecida pelas suas palavras, eu já estou bem melhor. Que bom que gostou do capítuloé sempre gratificante saber disso. É, ela vai sofrer um bocado, são só SEIS ANOS, depois melhora, quer dizer, acho que melhora, pois ainda não sei qual será o destino dela e do Inu-Yasha. Muito obrigada. Beijos!
Akeminu: Oie! Dizer que eu curto essa música é pouco, foi uma verdadeira luta para conseguir saber o nome delaé que eu ouvia ela no rádio e não conseguia entender direito quando eles falavam. Depois ainda cacei a tradução e a música no formato Midi Voice, que é bem difícil de encontrar, para eu ouvir no computador. Por acaso eu descobri que ela fazia parte da trilha sonora de "Manequim, a Magia do Amor" que eu gosto muito também. Fico muito feliz que tenha gostado do capítulo. E como eu já havia dito eu nunca assisti "Uma Linda Mulher". Agradeço pelas suas palavras em relação à minha perda. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Hitomi Higurashi: Oie! Eu estou bem e você? Muito obrigada pelos seus elogios. Fico até sem graça, a fic não é tudo isso não. Eu acho que o Inu-Yasha está bem fofo mesmo, pelo menos a atenção dele é toda para a Kagome. Não deu para postar o capítulo tão logo, sinto muito mesmo. Não se preocupe por ter demorado a mandar outra review. Beijos!
Gisleine: Oie! Realmente tudo isso é muito doloroso, mas graças a Deus eu estou conseguindo superar. As lembranças de momentos felizes com ele ajudam bastante. Ele foi uma benção na nossa família, trazendo muitas alegrias e a história da vida dele foi muito bonita, uma grande lição. Agradeço pelas suas palavras. Novamente você anda sumida, né? Nós temos nos encontrado muito pouco na internet, mas também é culpa minha, eu não tenho entrado muito no MSN. Fico feliz que tenha gostado do capítulo passado, agradeço aos elogios, só lamento que a fic não esteja realmente tão boa como você fala e como eu gostaria. Espero poder conversar com você em breve, eu gosto muito das nossas conversas. Muito obrigada. Beijos!
Nazumi: Oie! Que bom que você está gostando tanto assim da minha fic. Mas e a sua fic, você a publicou em algum lugar? Não conheço o filme à que se refere mas a fic parece bem interessante. Quando eu escrevi o Inu-Yasha de óculos escuro fiquei pensando a mesma coisa que você, bem que eu gostaria de vê-lo assim só para comprovar se ele fica lindo mesmo. A história da diferença de idade entre eles nem sei de onde saiu, mas achei que ficaria legal mostrar que apesar disso eles se gostam de verdade. Espero que as outras pessoas tenham opinião igual a sua no que se refere a classificação da fic. Agradeço as suas palavras em relação ao meu primo. Muito obrigada por comentar, espero que você não tenha morrido do coração de curiosidade. Beijos!
Kk-chan: Oie! Obrigada por suas palavras, e não se preocupe você não me chateia por falar nisso, eu mesma abri espaço para que as pessoas falassem quando contei os meus problemas. As palavras de uma pessoa, na minha opinião, podem ajudar, sim, de certa forma. Para mim é um alívio saber que os corações das pessoas não se esfriaram e mesmo à distância elas se preocupem com os sentimentos dos outros. Fico muito contente que tenha gostado do capítulo e da música. Eu não estava conseguindo escrever muito bem os sentimentos do Inu-Yasha, quando vi a letra achei que ela se encaixava perfeitamente. Muito obrigada. Desejo que você encontre a força e a paz que procura. Beijos!
Rin Chan: Oie! Fico feliz que tenha gostado da fic, muito obrigada. É realmente existe uma boa diferença de idade entre eles, mas eu sou do tipo de pessoa que acredita que isso não tem importância, exemplos ao meu redor, na minha própria família me fazem acreditar nisso. Pelo visto, para a sua infelicidade, a Kikyou apareceu exatamente nesse capítulo. Eu também não sou muito chegada nela não, mas aqui até que ela será útil. Miroku e Sango vão ter algo sim, mas é mais para frente e eu não darei muita ênfase ao romance deles. Beijos!
Ayumi-tenshi: Oie! Capítulo grande mesmo, você demorou um tempão para lê-lo e eu para escrevê-lo. Eu não vi "Uma Linda Mulher", não, mas realmente o capítulo deve estar parecido com filme, porque outras pessoas também disseram isso. Que bom que você acha que está muito fofo! Eu não vou parar não, o ritmo pode até ser bem devagar, mas ainda assim continua. Muito obrigada. Beijos!
Miyu Camui: Oie! Muito obrigada pelo seu comentário. Sinto muito por ter demorado tanto, mas agora está aqui. Espero que continue acompanhando e que goste dos capítulos. Beijos!
Nat D: Oie! Fico muito feliz que tenha gostado tanto assim do capítulo. Essa sua reação tão calorosa em relação ao amor deles me deixou muito contente. Como você deve ter lido, a Tsubaki, aprontou nesse capítulo de novo e ela não vai para por aí. Demorei a atualizar mas espero que você ainda não tenha morrido de curiosidade. Muito obrigada. Beijos!
Jaqueline Sant'ana: Oie! Que bom que gostou do capítulo passado. Infelizmente a história ainda está um tanto longe de terminar e nem eu sei como vai ser o final apesar de pensar muito nisso. A sua idéia de eu mostrar algumas maldades do Naraku é muito boa, mas ainda não consegui pensar o que eu poderia escrever, vou tentar, mas não prometo nada. Essa visão do Naraku com um estilo mafioso italiano fumando charutos cubanos é bem hilária! Agradeço pelo pêsames. Muito obrigada pelo comentário. Beijos!
Hyuri Higurashi: Oie! O seu comentário me deixou muito feliz mesmo. Eu estava um tanto desanimada, mas aí quando eu o li fiquei bem motivada a escrever. Escrevi um bom pedaço do capítulo depois disso. Demorei com capítulo, mas espero que tenha gostado dele. Muito obrigada. Beijos!
Kagome Higurashi: Oie! Que legal, uma nova leitora! Muito obrigada por comentar. Demorei bastante para atualizar mas como você está lendo agora a espera foi menor, né? Espero que continue gostando da fic. Agradeço os pêsames. Beijos!
Um agradecimento especial à Neko Chan e a Gisleine que comentaram a minha outra fic, Kagome e o Quebra–Nozes.
Quero agradecer muito e de todo coração à todos aqueles que comentam e comentaram a minha fic, sem vocês, logicamente, eu nunca chegaria a um marco tão importante quanto 100 reviews. Muito obrigada mesmo! Agradeço também a quem perde seu tempo lendo. Muito obrigada!
Mesmo muito atrasada, desejo que o ano de todos vocês seja repleto de paz, amor, alegria e muita saúde. Que vocês possam realizar os seus sonhos e alcançar muitos objetivos. Já estamos no segundo mês, mas ainda tem muito pela frente, vamos fazer o nosso melhor para que este ano supere o anterior em coisas boas! Obrigada aos votos que vocês me mandaram de feliz natal e ano novo.
