Capítulo VIII
Um Segredo Descoberto"O tempo está passando depressa demais." – Inu-Yasha afirmou para si em pensamento, enquanto observava o céu pela janela de seu escritório. – "Acho que a companhia de Kagome fez com os dias passassem mais rápido. Quase que não me dei conta de que hoje é o meu aniversário. Tenho que comemorar em grande estilo, com a minha menina, é claro." – completou ele, abrindo um sorriso.
– É amor. Eu tenho certeza. Não consigo imaginar outra causa para essa cara de bobo sua, Inu-Yasha. – Disse Miroku que entrara a sala sem que o amigo se desse conta. – Vai me contar quem é a felizarda?
– Miroku, não comece com suas asneiras, assim tão cedo. Aproveitando a data de hoje, me dê um presente e cale essa boca. – Inu-Yasha falou, saindo de perto da janela.
– Você pode tentar negar, mas não vai me convencer de que não está apaixonado. No entanto como hoje é seu aniversário, vou atender ao seu pedido e não vou insistir nesse assunto. – O rapaz de olhos azuis escuros se sentou numa das cadeiras que havia de frente para a mesa de Inu-Yasha.
– Você não sabe como fico grato. – Ironizou o aniversariante.
– Bom não vou perder mais meu tempo. Eu vim saber se você não vai viajar para casa de seus pais. Afinal, você sempre passa seus aniversários com eles.
– Esse ano, não vou para lá não. Quer dizer pelo menos, hoje não. Porém amanhã eu vou viajar, meu pai insiste que eu vá. Só não vou hoje, porque eu já tinha um compromisso marcado, à noite, e não podia abrir mão dele. – Inu-Yasha explicou percebendo que Miroku abria um sorriso malicioso por conta de seu último comentário. Decidiu ignorá-lo. – Mas por que você quer saber? Tem algum motivo especial?
– É que eu ia te chamar para fazer alguma coisa à noite se você fosse ficar sozinho, mas como não é o caso deixa para lá. – Respondeu Miroku ainda exibindo seu sorriso malicioso.
– Se você tivesse aparecido antes desse compromisso... é uma pena. – O rapaz de olhos violetas mentiu, até parece que ele lamentava não sair com Miroku para em compensação, estar com sua Kagome.
– E agora na hora do almoço, você já planejou alguma coisa?
– Não, podemos almoçar juntos se você prometer não atacar nenhuma garçonete.
– Eu juro que não vou fazer nada. Eu sou inofensivo. – Miroku garantiu com um profundo ar de inocência.
– Só quero ver. – Inu-Yasha duvidou.
Como ainda era cedo, sem mais delongas, os dois amigos se despediram e combinaram de se encontrar numa determinada hora, no estacionamento do prédio para irem a algum restaurante.
Depois que Miroku saiu, Inu-Yasha decidiu ligar para Naraku, para pedir a este que deixasse Kagome sair. Desde a primeira vez que ela passou o dia com ele, eles não repetiram o programa. O rapaz queria evitar levantar suspeitas sobre o seu interesse na garota.
Mas como era o seu aniversário, ele queria fazer algo diferente só que no espaço limitado do quarto de Kagome, ele não sabia o que poderia ser feito. Por isso decidiu arriscar e conversar com Naraku.
Ele discou os números e então o telefone começou a chamar, no segundo toque foi atendido.
– Alô? – Uma voz de homem disse.
– Gostaria de falar com o Sr. Naraku. – Pediu Inu-Yasha.
– É ele mesmo quem fala.
Inu-Yasha engoliu em seco e reuniu a sua coragem para falar.
– Aqui quem fala é Inu-Yasha... – Ele fez uma pausa.
– Sei.
– É que eu estava precisando dos serviços da Kagome num um compromisso importantíssimo que tenho hoje. Pago o mesmo que da outra vez que saí com ela, além disso vou te adiantar mais um mês por ela.
– Tudo bem, que horas você virá buscá-la?
– Às seis e meia.
– Então ela estará aqui te esperando.
– Obrigado. – Sem esperar resposta Inu-Yasha desligou. Sempre achava detestável ter que falar com esse sujeito, havia sempre algo de estranho no ar. E dessa vez lhe pareceu que foi ainda pior, alguma coisa no jeito como Naraku falou não agradou ao rapaz.
Decidiu ignorar o fato desagradável e voltou ao trabalho que havia interrompido antes mesmo da chegada de Miroku, até que deu o horário de almoço.
Quando Inu-Yasha se encontrou com o amigo, este ainda estava sem saber onde iam comer, mas então o aniversariante deu uma sugestão. Ele se lembrou da lanchonete na qual Sango, a amiga de Kagome trabalhava. Sabia que lá serviam refeições na hora do almoço e o mais importante: com certeza eles seriam atendidos pois lá ninguém conhecia a fama de Miroku ainda.
No carro deste último os dois seguiram para a lanchonete sugerida por Inu-Yasha. Chegando lá constataram que havia pouco movimento que provavelmente se devia ao fato que ainda era um pouco cedo.
Escolheram uma mesa no fundo do recinto e se acomodaram aguardando que alguém os atendesse.
– Vê se não apronta nenhuma. – Inu-Yasha pediu ao ver que por coincidência, era Sango que vinha atendê-los. – Eu conheço essa moça que vem aí, ela é amiga de uma conhecida minha.
Miroku não teve tempo de responder pois a garota logo chegou até a mesa deles. Ele ficou encantado com ela, os lindos olhos verdes da moça lembravam duas esmeraldas e os cabelos eram longos. Seria uma ofensa se ele não passasse uma cantada em tão bela criatura. Mas ele podia esperar até surgir uma oportunidade em que Inu-Yasha não estivesse por perto.
– Você por aqui! – Sango surpresa, ao reconhecer Inu-Yasha.
– Como vai Sango? – Inu-Yasha cumprimentou.
– Tudo bem. – Ela respondeu.
– Este é um amigo meu, Miroku. – Inu-Yasha apresentou, meio a contragosto, pela cara do amigo ele sabia que este ia aprontar alguma coisa, por isso não queria se identificar como amigo dele, mas como era uma questão de educação...
– É um prazer conhecer a senhorita. – Miroku disse com extrema educação.
– O prazer é meu. – Retrucou Sango, um pouco impressionada com os modos distintos do rapaz. Em silêncio passou o cardápio para ele e para Inu-Yasha, que não rapidamente escolheram o que desejavam comer. Depois de anotar o pedido, ela se retirou para providenciá-lo.
Inu-Yasha ficou extremamente surpreso com o amigo, pois o pedido foi feito, depois entregue e eles comeram sem que Miroku aprontasse alguma das suas. Devia ser um milagre, ou talvez ele tivesse levado alguma pancada na cabeça de que Inu-Yasha não tomara conhecimento.
Assim que terminaram o almoço o rapaz de olhos azuis escuros foi acertar a conta enquanto o outro ia ao banheiro. Essa era a oportunidade que Miroku estava esperando. Pagou a conta e se certificou que Inu-Yasha ainda estava no banheiro e então abordou Sango.
– A senhorita não faz idéia do quanto me deixou encantado. A sua beleza é fascinante. – Miroku disse sedutoramente para Sango.
Esta não soube nem o que falar, de tão desconcertada que ficou com os elogios. Seu rosto ficou até vermelho de vergonha. Mas de repente já não era de vergonha que seu rosto estava vermelho e sim de raiva. O rapaz tão "gentil e simpático" acaba de lhe apalpar num lugar indevido.
"Como as aparências enganam!" – Sango pensou furiosa e então desferiu um tapa no rosto do safado do Miroku.
– Tarado! Sem vergonha! – Exclamou em seguida.
Mesmo no banheiro, Inu-Yasha pode ouvir o som do tapa e dos gritos de Sango. Estava bom demais para ser verdade! No dia que Miroku deixasse as perversões de lado, com certeza cairia uma tempestade.
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Finalmente chegara a hora pela qual mais esperara durante o dia. Era o momento de ver Kagome e sair com ela, para um lugar longe daquela casa de prostituição.
Chegando lá falou primeiro com Naraku e lhe passou o pagamento e só então viu Kagome. Ela estava linda como sempre, trajava uma calça jeans e uma baby look azul-turquesa para completar carregava uma bolsa nas costas. Saíram sem uma palavras, deixaram qualquer comentário para quando estivessem a distância das vistas de Naraku.
Inu-Yasha foi dirigindo em silêncio, até que parou em frente a uma praça qualquer.
– Agora sim. – Ele disse se virando para Kagome, e então tomou-a nos braços e lhe beijou avidamente. Se separaram para em seguida se beijarem novamente, mas dessa vez ele foi mais terno. Depois de mais outros beijos é que as palavras vieram. –É tão ter você assim comigo, longe daquele lugar horrível.
– Eu que o diga. – Kagome disse com um sorriso triste se aninhando no peito de Inu-Yasha.
– Não se preocupe, meu bem. Eu vou te tirar daquele lugar. Porém para isso eu preciso de ajuda. E foi bom ter tocado nesse assunto. Amanhã eu vou viajar para a casa dos meus pais e vou aproveitar para conversar com o meu pai. Eu vou pedir a ajuda dele. – Explicou.
– Você vai ficar quanto tempo fora? – Perguntou Kagome com voz chorosa.
– Um mês. – Respondeu Inu-Yasha, então encarou a garota à sua frente e viu que ela fazia bico.
Ele achou que ela ficava uma gracinha fazendo isso, então sorriu para ela, deixando-a de coração derretido.
– Mas fique tranqüila. Eu paguei por esse tempo que vou ficar fora, então ninguém mais vai encostar em você, só eu. Porque você é só minha e de mais ninguém! – Dizendo isso ele a abraçou apertado e possessivamente.
– Eu vou sentir terrivelmente a sua falta, mas eu sei que quando você voltar, tudo vai melhorar. - Kagome sorriu.
– Vai mesmo. Você vai ver. – Inu-Yasha afirmou, acariciando o cabelo dela e beijando-a no topo da cabeça. – Temos que ir. – Ele soltou-se dela, ligou o carro e rumou para seu apartamento.
Num instante chegaram e entraram no lar do rapaz de olhos violetas. Kagome foi logo se sentando num sofá da sala e Inu-Yasha a seguiu, se acomodando ao lado dela.
– E então, o que vamos fazer? – A garota de olhos azuis indagou.
– Nós vamos sair para jantar, o que acha? Depois podemos dançar um pouco. –Respondeu Inu-Yasha.
– A idéia, mas eu estava pensando... você deve ter alguns ingredientes aí, para que eu possa preparar alguma comida, né?
– Tenho alguma coisa sim, apesar de quase não comer aqui.
– Então podemos ficar por aqui mesmo. Eu vou preparar o nosso jantar. –Kagome exclamou num tom alegre.
– Oh, meu Deus! Será que sobreviverei a essa terrível experiência? – Ele brincou.
– Chato. – Sorrindo ela deu um soco de leve no ombro de Inu-Yasha. – Eu sei cozinhar muito bem... além disso eu queria passar esse tempo sozinha com você. Sempre temos tão pouca ou nenhuma privacidade, que eu acho que temos que aproveitar essa oportunidade.
– Você tem razão. É bem melhor ficarmos aqui sozinhos, pois sempre tenho que aturar um bando de homens babando em cima de você, o não me agrada nenhum pouco.
– Inu-Yasha, você fala como se nenhuma mulher olhasse para você. – Kagome resmungou estreitando os olhos.
– E você fica com ciúmes? – Ele sorriu com malícia. – Vai negar? – Perguntou e em seguida começou a beijar o pescoço. – Você sente ciúmes, não é? – Ele agora fazia uma trilha de beijos do pescoço até o rosto dela.
– Eu morro de ciúmes. – Ela admitiu puxando-o pela gravata para então beijá-lo.
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Kagome preparou uma torta e enquanto esta assava a garota foi se arrumar. Ela se dirigiu para um quarto que Inu-Yasha lhe indicara antes dela ir preparar o jantar e dele se trancar em seu quarto.
Entrando no aposento designado para ela, Kagome arregalou os olhos em surpresa. Sobre a cama de solteiro havia um lindo vestido azul que combinava perfeitamente com os olhos da moça. Do lado dele havia uma caixa com lindas sandálias de salto alto da cor prateada.
Mais que depressa Kagome foi para o banheiro se arrumar louca para ver como a roupa lhe cairia no corpo. Logo ela estava arrumada e sorria para a sua imagem refletida o espelho do quarto.
Foi para a cozinha onde verificou que o jantar estava pronto, levou-o para a mesa que já havia sido devidamente arrumada. A sala de jantar estava escura, apenas duas velas iluminavam o lugar criando uma atmosfera romântica e sensual ao mesmo tempo.
Com a intenção de chamar Inu-Yasha ela rumou para a porta mas de repente Inu-Yasha surgiu por ela. Lindo, com o charme de sempre, ou até mesmo com mais. Trajava roupa social, blazer e calça pretos e uma camisa de seda branca. E para completar a imagem perfeita da tentação, exibia um sorriso irresistível.
– Vamos jantar? – Kagome perguntou, sem saber muito bem o que dizia sem conseguir desviar da figura imponente à frente.
– Claro. – Sem abandonar o sorriso, Inu-Yasha se aproximou e pegou uma das mãos de Kagome levando-a aos lábios. O gesto gerou arrepios na garota que ficou sem palavras.
Em silêncio se acomodaram e pouco foi dito enquanto comiam. A tensão era palpável. Kagome não estava certa sobre como agir naquele momento, o clima a deixava desnorteado e em seu íntimo sentia que algo importante estava para acontecer. Apesar de estar mais tranqüilo, Inu-Yasha não fez para mudar o que se passava, até estava gostando, pois aquilo tudo deixava a garota de olhos azuis mais suscetível a ele.
Depois de alguns copos de vinho, percebeu que o momento havia chegou. Decidiu se manifestar.
– Kagome, aconteceu algo comigo que preciso te falar. – Ele fez uma pausa que permitiu diversos pensamentos se apossarem da mente dela.
"Ele vai me deixar. Aquela história dele ficar um mês fora não estava me cheirando bem... e ele esperou até agora para falar." – Disse uma voz interior, na garota.
– Talvez pareça que eu esteja precipitando as coisas. Mas eu não poderia ficar tanto tempo fora sem esclarecer as coisas entre a gente. – Cada palavra dele, dava mais certeza a ela que seus momentos de felicidade haviam chegado ao fim. – Quero definir a nossa relação por isso comprei isso aqui. – Enfiando a mão no bolso, retirou dela uma pequena caixa de veludo negro que passou para Kagome. – Abra. – pediu.
Com dedos trêmulos ela obedeceu. Quando seus olhos pousaram sobre o conteúdo da caixinha, as lágrimas que com esforço reprimira enquanto pensara que ele queria abandoná-la deslizaram pelo seu rosto.
– Case-se comigo, por favor. – Havia uma espécie de suplica na voz dele que ela não pôde entender. Se alguém precisava de suplicar por algo ali, essa pessoa era ela! – Eu preciso de você e eu quero você, só você... – Ele sussurrou, segurando o queixo de Kagome, fazendo-a encará-lo e parar de fitar o maravilho anel de ouro com diamantes envolvem uma pedra única de safira. – Você não vai dizer nada?
– Inu-Yasha... eu estou sem palavras. – Balbuciou ela. – Não há palavras que sirva para eu me expressar quando você me pede dessa forma tão suplicante, para que eu me case com você... – Ela fez uma pausa. – Você não entende, eu não sou nada, eu não tenho nada, nem mesmo minha liberdade, coisa alguma para te oferecer... – Exasperada ela levantou-se.
– Você é que não entendeu, tudo que eu quero de você é o seu amor. Basta você dar uma resposta positiva, que eu farei tudo para ficarmos juntos. Sem você não consigo visualizar um futuro.
– Ah, Inu-Yasha! – Kagome jogou-se nos braços de seu companheiro. – Essa reposta é obvia demais. É claro que eu quero me casar com você, mas eu temo prejudicá-lo.
– Esse é o único motivo que a faz hesitar? – Ele perguntou se afastando um pouco dela para encará-la. Ela acenou afirmativamente. Pegando o anel que havia ficado na mesa, ele o colocou no dedo anelar da mão direita de Kagome. – Pois então não tenha medo, podemos enfrentar qualquer obstáculo se estivermos juntos. - Entregou uma garrafa de campanhe, que buscou a cozinha, para ela, que ficou sem entender. – É para comemorarmos. – Explicou.
– Espere. – Ela pediu, quando ele fez menção de levantá-la nos braços. – Eu tenho uma coisa para você, é um presente de aniversário. – Ela deu a ele uma bolsinha de onde saiu uma bela gargantilha com um pigente de coração. – Quero que fique com ela, é seu presente de aniversário.
Pegando a peça Inu-Yasha verificou que o coração se abria, dentro dele havia duas fotos de uma menina.
– Essa sou eu quando mais nova. Essa gargantilha foi minha mãe quem me deu. Leve-a sempre com você para sempre se lembrar de mim. – Ele tentou protestar mais de nada adiantou, por fim acabou aceitando.
– Obrigado, cuidarei bem dela, apesar de não precisar de nada para me lembrar de você. – O rapaz de olhos violetas puxou Kagome para um beijo. – Agora... – Disse entregando a ela mais uma vez a garrafa de campanhe e pegando a garota no colo. – Eu vou te mostrar todo o meu amor por você.
Levou-a para o quarto dele, pousando-a na cama de casal. Comemoraram com a bebida o aniversario de Inu-Yasha e o noivado deles. E em seguida mergulharam numa profunda paixão.
No meio do calor da união, juras foram feitas.
– Inu-Yasha, eu te amo. – Kagome exclamou.
Eu também te amo. – Inu-Yasha retrucou. – E o resto do mundo não importa. – Completou num sussurro.
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Depois de tanto tempo longe, Inu-Yasha estava indo à cidade em que seus pais moravam e onde passara parte de sua infância. Não era bem o que ele queria, por ele nunca mais voltada lá, mas seu pai insistiu muito para que ele passasse pelo menos umas semanas com ele.
O pai era o único à quem Inu-Yasha procurava agradar pois com o irmão mal falava e a mãe só sabia criticá-lo, palavras de carinho eram raras.
Quando chegou só o pai o recebeu, o irmão estava trabalhando e a mãe no cabeleireiro. Pela sobrinha já nem esperava mesmo, esta estava num internato e raramente ia em casa.
– Meu filho fico feliz que tenha vindo. – Começou Inu-Taisho o pai de Inu-Yasha, assim que este trouxe suas malas para dentro de casa e se acomodou num dos sofás da sala. – Mas lamento que não tenha vindo ontem, nós queríamos ter comemorado o seu aniversário. – O pai usou o termo nós para incluir o resto da família, no entanto, Inu-Yasha sabia perfeitamente que a mãe e o irmão não eram daquela mesma opinião, apenas seu pai se importava com ele.
– Eu também lamento, mas quando marquei o compromisso nem me dei conta de que era no dia do meu aniversário. – Inu-Yasha se sentiu mal mentir para o pai, mas achava que aquela ainda não era a hora de falar sobre Kagome e de pedi o auxílio que pretendia, para tirar a amada das garras de Naraku. – E a Rin como está? Tem tempo que você não me dá notícias sobre ela. – O rapaz decidiu que era melhor desviar a conversa para outros assuntos e achou que falar na sobrinha era o melhor caminho.
Com grande entusiasmo, Inu-Taisho passou a falar da neta, e depois a conversa, naturalmente, foi direcionada para outros assuntos, de forma que pai e filho passaram a tarde conversando. Mas assim que teve um momento livre, seus pensamentos se voltaram para Kagome. Apesar do pouco tempo da distância ele já estava sentido falta dela.
Na hora do jantar a "família" se reuniu, e, como sempre, os homens da família ficaram em silêncio enquanto Kazumi falava sobre ela e suas amigas, até que começou a falar sobre a filha de uma delas.
– Inu-Yasha, a Nazuna filha da Sra. Yuriko está de volta à cidade depois de ter feito a faculdade de decoração no exterior, ela é uma jovem bonita e não tem namorado. Você devia chamá-la para sair, pois acima de tudo ela é de boa família. – Disse Kazumi.
– Ela não tem namorado mas eu tenho namorada. – Disse Inu-Yasha sem se dar conta, só depois é que percebeu que havia tocado nesse assunto na hora errada e o pior de tudo: com a pessoa errada.
– À que família ela pertence? São da capital? – Perguntou Kazumi após se refazer do choque da notícia.
– Parabéns meu filho! – Disse o pai de Inu-Yasha.
Sesshoumaru ficou indiferente, enquanto Kazumi despejava uma chuva de perguntas e Inu-Taisho tentava em vão desviar a atenção da mulher.
– Chega mãe! – Disse Inu-Yasha por fim, Kazumi parou de falar e começou a fitar o filho mais novo chocada. Inu-Taisho e Sesshoumaru também passaram a encará-lo. – Pare de fazer perguntas porque eu tenho certeza de que você não vai gostar das respostas.
Todos continuaram a encará-lo em silêncio até que Kazumi se levantou soltando fogo pelas ventas.
– Como sua mãe você me deve obediência, por isso eu exijo que você me diga quem é essa fulana!
– É só para esse tipo isso que serve sua autoridade de mãe, para me obrigar a fazer as coisas e para me criticar, mas para ser compreensiva e carinhosa, de forma alguma. – Disse Inu-Yasha se levantando da mesa, exaltado. – Mas se você quer tanto saber... – Disse colocando um sorriso maquiavélico nos lábios. – Ela é uma pros-ti-tu-ta. – Completou enfatizando bem a última palavra.
– Você não pode está falando sério! – Exclamou Kazumi.
– Nunca falei tão sério. Pode ter certeza. – Afirmou se retirando da mesa em seguida, ainda sorrindo. Estava satisfeito com o choque que a mãe havia levado, ela caiu sentada na cadeira, de boca aberta e incrivelmente pálida. Seu pai também estava um tanto estupefato e podia jurar que havia visto incredulidade no olhar de Sesshoumaru.
Inu-Yasha saiu de casa logo depois, só voltou de madrugada. mas mesmo assim acordou cedo, estava decidido a ir embora apesar de não ter conversado com o seu pai como queria, mas não tinha importância ele se virava sozinho.
Desceu para tomar café, mas quando estava indo para a copa, uma conversa no escritório chamou sua atenção, então decidiu espiar, constatando que era travada entre seus pais e seu irmão.
– Se você nos chamou aqui para falar de Inu-Yasha e da namorada dele, eu não tenho nada o que fazer aqui. – Disse Sesshoumaru fazendo menção de sair mas sendo impedido pela mãe.
– É sobre isso sim, esse carma de vocês se envolverem com prostitutas. Temos que separar o Inu-Yasha e a namorada se não isso pode manchar a reputação da família. – Disse Kazumi.
– Dessa vez não vou deixar que você manipule a vida de ninguém mais, já chega. – Disse Inu-Taisho.
– É, vamos deixar que Inu-Yasha, o seu querido filho bastardo honre suas origens casando com uma prostituta, feito o que a mãe dele era. – Disse Kazumi.
Inu-Yasha ficou perplexo ao ouvir tais palavras. Então isso significava que Kazumi não era sua mãe e que esta era uma prostituta! Ele fora enganado a vida inteira!
Olá pessoal!
Há quanto tempo! Já se passaram 175 dias desde a última atualização, para mim, na verdade, não parece que foi tanto assim por que esses meses passaram muito rápido. Sinto muito mesmo, por tê-los feito esperar esse tempo todo. Porém esse ano não foi como eu esperava, foi bem mais corrido do que eu imaginei. Mas saibam que apesar da demora pretendo ir até o fim com essa fic.
Agora mudando de assunto... O que acharam desse capítulo? Ele não bem saiu como eu esperava, mas eu creio que os próximos estão melhores e vocês vão se surpreender com os acontecimentos. No entanto, imagino que ninguém estava esperando por uma revelação dessas. Que família complicada essa, não? E aguardem, tem mais revelações e reviravoltas vindo por aí nos próximos capítulos.
Hoje eu estava lendo os capítulos publicados aqui no site e também, dei uma lida nos que estão no meu caderno. Percebi que há bastante diferenças entre eles. Toda vez que digito um capítulo para por no site eu faço modificações neles, já que eles foram escritos há algum tempo, e acaba que eu mudo de idéia quanto a alguns acontecimentos e ao rumo da história. É por isso que demoro, tenho até o capítulo dezesseis, mas sempre que vou publicar um novo capítulo existem modificações a serem feitas. Os próximos capítulos por exemplo, eu devo praticamente reescrevê-los, então não posso prometer quando haverá atualizações, por que ainda tenho a escola para me preocupar. Este capítulo também sofreu modificações, a parte com o Miroku é uma das coisas que não tinha antes.
Se vocês repararem qualquer coisa contraditória na fic, me avisem por favor! Como eu mexo nessa história de tempos em tempos e faço modificações cada vez que vou publicar um capítulo, eu acabo esquecendo alguns detalhes e posso acabar escrevendo algo sem nexo.
Ah, outra coisa: eu sempre deixo uns recados no meu profile, tem gente que já sabe, mas como não é todo mundo estou avisando aqui. Além disso agora eu estou pensando em deixar lá um pedaço do próximo capítulo. Por isso dêem sempre uma olhada.
E finalmente, as respostas às reviews de vocês!
Bella Lamounier: Olá! A Tsubaki não ia nem entrar na minha fic inicialmente, e agora eu acho que ela está sendo mais odiada que o Naraku, que era para ser o malvadão da história. Ela está se saindo uma bela megera mesmo. Eu estava pensando que fim trágico que ela poderia ter e acho que a sua idéia é ótima! Bom, eu gosto de mudar a personalidade e a característica dos personagens, por isso fiz uma Kikyou boa. Logo você saberá o que ela fará, não falta muito para o capítulo em que ela volta. Quanto ao meu primo, agora já faz um bom tempo, então quando me lembro dele é com muita saudade. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Suzana: Olá! Fico feliz que esteja gostando da minha fic, que bom que esteja achando-a romântica, pois essa é a minha intenção. Me desculpe ter te deixado tanto tempo querendo saber o que ia acontecer. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Nakira7158: Olá! Que bom que gostou da minha história. Eu também sou mais Kagome/Inu-Yasha, acho que foram feitos um para o outro. Sabe, eu nem me lembro direito de onde saiu a idéia dessa fic, com um tema tão sério assim eu queria estar escrevendo uma história melhor, não queria "colorir" tanto a história, já que a realidade é tão mais dura. Fico feliz que tenha gostado desse Inu-Yasha mais doce e romântico. Apesar da demora, eu pretendo ir a até o fim com esta fic. Muito obrigada pelo comentário. Beijos!
Sachi: Olá! Fiquei muito contente por você ter dito que começou a ler minha fic e não parou, às vezes quando leio uma história isso acontece de eu não conseguir parar, então eu ficava imaginando se isso acontecia quando alguém lia a minha fic. Sinto muito ter demorado tanto, mas não teve outro jeito. Eu quis fazer um Inu-Yasha mais carinhoso mesmo, não agüentava ver a Kagome sempre sofrendo por ele. Obrigada por comentar. Beijos!
Yuri Sawamura: Olá! Na verdade, a honra foi minha. E eu lamento mesmo não ter mais tempo para ficar atualizando essa fic, ainda mais com tanta gente acompanhando, mas antes de começar o terceiro ano eu não imaginava que a correria ia ser tanta, eu sabia que ia ser complicado mas não com está sendo. Esse negócio de talento para mim é relativo, quando eu era mais nova eu não conseguia escrever nada que prestasse, mas agora pelo visto eu melhorei um pouco. Quando coloquei a Tsubaki na fic nem eu pensava que ela ia sair tão megera assim, ela fugiu do meu controle! Porém eu ainda acho o Naraku pior, apesar de por enquanto ele estar meio lento. Logo, logo ele mostra a que veio. E sim, a Kikyou volta e isso também não demora. Depois ela arrepende de tê-los deixado, mas também o que mais ela ia fazer, né? Muito obrigada por me desejar boa sorte. Quem sabe você não seja a review 200, mesmo? Beijos!
Neko Chan: Olá! Quando você mandou esse comentário já fazia tempo que não teclávamos, agora faz mais ainda, é uma pena. Eu também estou com saudades. Eu amo escrever as cenas da Kagome com o Inu-Yasha, eu acho tão lindo eles juntos. Muito obrigada pelo boa sorte. Beijos!
Angel Jibrille: Olá! Fico feliz que esteja gostando. Muito obrigada. Apesar da demora espero que continue acompanhando. Beijos!
Kassie Matsuyama: Olá! Eu estou ótima, apesar de estar tão ocupada com os estudos. E você, como vai? Que bom que gostou da forma que a Kikyo fugiu, me deu um bom trabalho escrever essa parte. Muito obrigada por me desejar boa sorte, eu estou tentando fazer o meu melhor esse ano. Lamento ter deixado você ansiosa tanto tempo assim. Bejos!
Kagome Higurashi: Olá! Fico feliz que tenha gostado do capítulo. E me desculpe por ainda não ter lido a sua fic, além de não ter muito tempo eu sou uma cabeça de vento, esqueço as coisas com facilidade, mas agora eu anotei para poder ir lá dar uma lida. Ano passado eu não fazia idéia do que me esperava este ano, tanto é que eu comecei a escrever um monte de história e agora não tenho tempo para continuar. Muito obrigada por me desejar boa sorte. Beijos!
Satuki Kk-chan: Olá! Que bom que gostou do capítulo, fico muito contente. Realmente o terceiro ano é bom e é ruim. Qualquer coisa é motivo para eu e meus colegas nos reunirmos, sempre estamos nos lembrando dos bons momentos, isso é um pouco da parte boa, mas o ruim é que tudo é muito corrido e no final do ano vou ter que me separar de pessoas com as quais convivo desde a quinta série. Mas a vida é assim mesmo, né? Não se preocupe em se empolgar e falar demais, como vê, eu também faço isso. Logo a Kikyou volta e você fica sabendo mais sobre tudo o que aconteceu. Eu estou melhor sim, agora só ficou uma grande saudade. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Hyuri Higurashi: Olá! Sinto muito ter demorado tanto, não era a minha intenção. Sempre que eu pensava que ia ter um tempo livre acabava aparecendo um outro compromisso. Até que eu queria escrever um pouco por dia, mas normalmente no tempo que eu passo em casa não dá para ligar o computador e escrever um pouquinho. Me desculpe mesmo. Muito obrigada por comentar, fico feliz que tenha gostado do capítulo. Beijos!
Sora Naegino: Olá! Nossa, quantos elogios! Muito obrigada mesmo, fico até sem jeito. Desculpe a demora, infelizmente você vai continuar ainda um tempo curiosa para saber o final. Beijos!
Miaka: Olá! Fico contente que a fic esteja te agradando. A Kikyou ainda não encontrou os parentes, mas isso não vai demorar não e então ela poderá ajudar Kagome. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Layla Hamilton: Olá! Sim, a Kikyou vai ficar com o Suikotsu, não é comum mesmo não, mas eu vi uma vez uma fic em inglês que eles eram o casal principal e acabei gostando da idéia, quando os vi conversando no mangá achei que combinavam. Se a Kagura vai ficar com Sesshoumaru você saberá logo. Infelizmente não deu para atualizar rápido. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Kagome HIGURASHI D.: Olá! Fico muito feliz que minha fic tenha te agradado tanto. Sinto muito tê-la feito esperar tanto tempo para ler este capítulo. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Shiawase Higurashi: Olá! Na verdade não foi bem um bloqueio que me impediu de atualizar a fic e sim falta de tempo. Espero que não tenha se matado por causa dessa demora tão grande. Que bom que a minha fic é uma de suas favoritas. Ah, mais o Inu-Yasha e a Kagome vão ter muitas noites de amor sim, a deste capítulo foi uma, só que infelizmente não vou poder descrevê-las, eu não sei fazer isso e também não sei se todo mundo ia gostar. Me desculpe. Muito obrigada por comentar. Beijos!
RiNzInHa HiMe: Olá! É faz um bom tempo e desde que você postou seu comentário faz mais ainda. Sinto muito pela demora. Nossa, você me deixou até emocionada ao dizer que me fic é linda. Muito obrigada. Acho que em relação ao par do Sesshoumaru nós divergimos, né? Que pena, mas quem sabe eu não te convença a mudar de opinião? Acho que eu vou aderir a essas campanhas. Concordo plenamente com você. Continue acompanhando a fic. Beijos!
Hyuri Higurashi Black: Olá! Será que eu te matei? Espero que não, pois desde que você deixou essa review passou tanto tempo. Muito obrigada pelos elogios. Sinto ter te deixado espera tanto tempo pela atualização. Beijos!
Gisleine: Olá! Você já reparou que sempre que conseguimos conversar já passou muito tempo? Essa nossa vida corrida sempre complica tudo, mas agora vou tentar arrumar um tempinho para a gente se falar mais. Fico feliz que tenha gostado do capítulo. Até breve. Muito obrigada por sempre me dar seu apoio. Beijos!
Kagome Peacecraft: Olá! Espero que você ainda esteja viva, que não tenha morrido de curiosidade. Eu gostaria de ter podido atender seu pedido e não ter demorado a postar o capítulo. Fico feliz que esteja gostando da fic. Muito obrigada. Beijos!
Annye: Olá! Eu fico até emocionada por você gostar da minha fic. Muito obrigada. Realmente eu tenho me dedicado a estudar, e por isso a fic tem ficado de lado, espero que quando essa "confusão" toda acabar, eu tenha mais tempo para me dedicar mais a ela. Fico agradecida por me desejar boa sorte. Beijos!
Youkinha: Olá! Você ainda está viva, né? Me desculpe pela demora, não deu para atualizar antes. Muito obrigada pelo elogios, fico muito feliz. Ainda não li suas fics para saber se você não está se menosprezando, mas vou ver se arrumo um tempo para dar uma olhada. Beijos!
Miroku-Juray: Olá, caro Gladston! Você está me chamando de pervertida? Não venha trocar os papéis, você é que é assim, e não eu! Eu não escrevi nada demais, está bem "light" até. Fico feliz que tenha gostado, mas não precisa exagerar, né? Para de puxar sardinha para o meu lado, porque você é muito suspeito para falar já que meu amigo. E eu já te adiantei muita coisa da história, você é que não dá atenção ao que eu falo... mas tudo bem. Muito obrigada por ter comentado, amei os seus elogios. Beijos!
PS: Eu estava pensando, será que você é o único homem que lê a minha fic?
Mk-chan160: Olá! Eu já te mandei o e-mail, mas não custa repetir. Eu estava sem tempo para atualizar o fic devido a escola. E eu sempre deixo aviso, só que fica no meu profile. Muito obrigada por acompanhar a minha fic. Beijos!
Lora: Olá! Realmente eu acho que eu tenho a imaginação muito fértil, você não faz idéia de cada coisa que eu invento para por nas minhas histórias. Fico contente por você gostar da minha fic. E eu de fato não tenho intenção de abandonar a fic, apesar da demora. Muito obrigada pelo comentário. Beijos!
Gheisa-chan: Olá! Fico feliz por você estar acompanhando a minha fic e por gostar tanto dela. Eu não estou postando por falta de tempo. E ela não está postada em outros sites. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Deusa do anime: Olá! A falta de atualizações foi devido a minha falta de tempo. Fico feliz que goste da minha fic. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Kayra Hiyana: Olá! Que bom que você gostou da minha fic. Foi só para variar um pouco que decidi colocar o Inu-Yasha mais meigo nessa história, assim como uma Kikyou boazinha. Eu já não agüento ver mais a Kagome sofrendo por causa do Inu-Yasha e a Kikyou servindo de entrave para um romance entre aqueles dois. Muito obrigada por comentar. Beijos!
Agradeço também a quem acompanha mas não comenta.
Muito obrigada a todos, de coração! Todo esse reconhecimento me deixa muito feliz e significa muito para mim!
Mil beijos e até a próxima!
M. H. Awayuuki
PS: Qualquer coisa me avisem. Eu terminei esse capítulo de noitee não deu para revisá-lo.
