Capítulo IX

Um Plano de Separação

A manhã seguinte a da partida de Inu-Yasha estava cinzenta, causando uma sensação de melancolia e tristeza. Kagome, que acordara com um estranho aperto no peito, estava agora no quarto de Kagura conversando com a mesma enquanto observava o tempo através da janela.

– Parece que não teremos sol hoje... em relação a esta manhã, a de ontem, estava radiante. Não sei... não gosto muito do tempo assim, sempre fico apreensiva. Talvez seja por que temo que se forme uma tempestade. Não me dou bem com elas. – Comentou a garota de olhos azuis cm um olhar um tanto distante.

– Já eu, sempre gostei desse tempo, apesar de me dar a sensação de solidão às vezes. Acho reconfortante ouvir o barulho da chuva, mesmo daquelas mais violentas. Também nunca tive medo dos trovões. Inclusive tenho boas lembranças relacionadas a eles. – Kagura deu seu parecer, esboçando um sorriso tanto nostálgico quanto enigmático, que passou despercebido a Kagome que se encontrava perdida em seus pensamentos.

– Sabe, Kagura, eu estou com medo. Estou insegura com essa história do Inu-Yasha ficar um mês fora, e não sei porque esse tempo só aumenta esta má impressão com a qual estou. Penso que está para acontecer alguma coisa. – A jovem desviou o olhar da janela e se voltou para amiga, revelando uma grande preocupação em seu semblante.

– Tente ficar tranqüila, Kagome. Acho que não deve ignorar o que está sentindo, mas seja o que for, no fim dará tudo certo. É como diz o ditado, depois da tempestade sempre vem a calmaria. – Disse a mulher de olhos vermelhos se aproximando da garota e abraçando-a transmitindo todo o consolo que podia.

Enquanto isso, bem próximo dali, no andar de baixo daquela casa. Tsubaki acabava de se reunir com Naraku no escritório dele. Ela o procurara logo cedo, para contar mais algumas descobertas que fizera a respeito do caso de Kagome e Inu-Yasha.

– Naraku, o relacionamento daqueles dois está cada vez mais sério. Você acredita que ele até deu um anel de compromisso para ela? – A mulher afirmou logo que se acomodou em frente ao homem. Este, sempre incrivelmente indiferente, para a surpresa dela, por um momento demonstrou uma reação de choque diante de suas palavras, mas em seguida seu semblante endureceu e seus olhos se tornaram cruéis. – Eu ouvi quando ela contou para Kagura, ontem, assim que chegou. Ela disse também que não iria usa a jóia para você não desconfiar, então guardou-a. – Completou.

Tsubaki não sabia, mas Naraku já havia tramado um plano, contra o que ela chamara de "casalzinho de tolos", desde que Inu-Yasha admitira sua necessidade de viajar e pagou pelo tempo que ficaria fora. Mas agora, com essa descoberta que a mulher à sua frente acabara de lhe contar, sentira uma estranha vontade de compartilhar esse plano, de separar Kagome de Inu-Yasha, com alguém. Era como se apregoar sua maldade com alguma pessoa o fizesse se sentir bem e o fizesse esquecer a sensação de que estava sendo feito de bobo por causa desse casal.

– Então que ela guarde bem essa jóia, por que vai ser o único consolo que ela terá de agora para frente. Vou aproveitar ausência de Inu-Yasha para separá-lo de Kagome. – Naraku informou.

– Vai dar um sumiço na garota? – Questionou a mulher, não sem um certo desdém.

– Não, isso é muito pouco. Ela me tentou fazer de idiota. O que eu vou fazer vai destruir esse relacionamento que ela tem com esse playboyzinho. Depois do que eu fizer, duvido que ele vai querer saber dela. Kagome pensou que podia me enganar mas as coisas não são como ela imagina.

– Você vai possuí-la? – Tsubaki perguntou dissimulando seu ciúme, pois secretamente nutria um sentimento em relação a Naraku e odiava qualquer uma que ela tivesse notícia que dormira com ele, e com certeza, Kikyou era uma delas, e para ser mais precisa, a principal.

– Não, de forma alguma. Não me sinto atraído por ela, é muito criança. Por isso nem me dei o trabalho de "estreiá-la". – O homem retrucou com indiferença. – É simples. Vou obrigá-la a continuar a se prostituir, mesmo Inu-Yasha tendo pago o mês inteiro por ela. Kagome não pode fazer nada contra mim, não enquanto o irmão estiver sob a minha guarda. Posso chantegeá-la a vontade através dele. E quando o rapaz souber que ela teve outros clientes em sua ausência não vai querer mais saber dela. Mas é claro que ele não vai saber que fui eu quem a obrigou, farei com que pense que foi a vontade dela. – Ele completou com um sorriso frio e cruel.

Tsubaki nada disse, se limitou a sorrir satisfeita, aquilo seria uma vingança perfeita contra Kikyou. Pois o que afetava a Kagome acabaria por afetar a irmã, já que elas eram tão unidas. Mal podia esperar pela volta de Kikyou, já conseguia imaginar a cara que faria quando soubesse do destino que a pobre irmã tivera.

"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"

– Não fale isso alto, ele vai acabar escutando. – Disse Inu-Taisho abaixando o tom de voz.

– Não precisa se preocupar, ele ainda não chegou, o carro dele não está na garagem. – Disse Sesshoumaru.

– Realmente meu carro não está na garagem, mas como podem ver eu estou aqui. – Disse Inu-Yasha entrando no escritório, enquanto os três presentes o olhavam perplexos. – Eu bati ele ontem à noite, e agora ele está numa oficina, eu voltei de taxi. – Explicou.

– Você por acaso escutou toda a nossa conversa? – Perguntou Inu-Taisho já esperando pelo pior, só estava querendo ter certeza de que ele havia ouvido a parte mais importante.

– Pelo menos uma boa parte dela sim, e por isso entrei aqui. Quero uma explicação.

– Eu explico, é melhor vocês darem licença e me deixarem às sois com Inu-Yasha. – Inu-Taisho disse para sua mulher e o seu outro filho. – E quando saírem, fechem a porta por favor. – Completou.

Kazumi e Sesshoumaru se foram fechando a porta como havia sido pedido.

– Comece do começo, certo? – disse Inu-Yasha sentando em um dos sofás do escritório enquanto seu pai sentou-se em sua poltrona atrás de uma ampla mesa.

– Quando Sesshoumaru tinha um pouco mais de um ano, eu conheci uma prostituta e tive um caso com ela, uns meses depois Kazumi descobriu e ameaçou fazer um escândalo se eu não terminasse com o caso. Na época eu fui muito fraco e aceitei, apesar de não ser exatamente o que eu queria e de que Izayoi estava grávida. Kazumi foi insistente e disse que até criaria você como filho dela, desde que eu não mantivesse nenhum contato com sua mãe. Com muito custo Izayoi cedeu e só fez isso porque eu disse que seria melhor para você, entre outras muitas ameaças e bobagens que aleguei. Bom, em resumo, foi isso que aconteceu.

– E essa história de que o carma de nossa família é os homens se envolverem com prostitutas?

– É que com Sesshoumaru aconteceu mais ou menos a mesma coisa, só que ele não era casado com a falecida Sara, quando ele se apaixonou por Kagura. – Inu-Yasha estava tão transtornada que na hora não ligou o nome que seu pai havia pronunciado com o nome da amiga de sua amada. - Ela também ficou grávida de Sesshoumaru.

– E onde está a criança? – Interrompeu Inu-Yasha.

– Como eu disse aconteceu mais ou menos a mesma coisa. Kazumi mais uma vez interferiu e arrumou o casamento de Sesshoumaru com Sara, que teve que aceitar a Rin como filha. No entanto ao contrário de Kazumi, Sara aceitou a menina de braços abertos até que se foi.

– E como eu nunca soube dessa história?

– Aproveitamos que você estava estudando fora. Não queríamos correr o risco de sua origem vir á tona, então ocultamos tudo de você.

– Agora eu estou entendo tudo! É por causa de minha origem que minha mãe... quer dizer Kazumi sempre preferiu que eu estudasse fora. Ela nunca me aceitou realmente. - Inu-Yasha comentou como se apenas para si mesmo, com a voz embargada.

– A medida que você foi crescendo e ficando mais parecido com sua mãe, ela começou a querer te afastar de casa. Olhar para você, era como reviver o passado. E Kazumi era incapaz de conviver com lembrança que você evocava da humilhação provocada pela minha traição e de seu orgulho ferido. Não a culpo, o erro foi meu em aceitar a chantagem dela, mas destratar a própria neta! Sempre achei um absurdo. Ela também não gosta de ter Rin aqui em casa, mas, como Sesshoumaru parece não estar nem aí, deixou que a menina fosse mandada para um internato.

– E minha verdadeira mãe? Izayoi, não é? – O rapaz continuava conversando com seu pai, mas não fazia idéia de onde tirava forças, para conseguir suportar ouvir tantos absurdos. Como Inu-Taisho e Sesshoumaru puderam se deixar serem manipulados dessa forma?

– Isso mesmo, vou te dar o endereço dela. Ela mora numa cidadezinha não muito longe da qual você vive. Kazumi não sabe, mas eu não perdi a sua mãe de vista, sempre dou um jeito de mandar notícias suas para ela. – Disse Inu-Taisho tentando esboçar um sorrir para o filho. Mas logo desistiu ao ver a cara de poucos amigos deste.

Inu-Yasha pegou o endereço e não disse mais nada, foi para o seu quarto. Desistiu de comer algo antes de ir embora, pegou suas coisas, descendo em seguida. Na sala, seu pai, Kazumi e Sesshoumaru, se olhavam mas não diziam nada. Quando Inu-Yasha foi até eles, todos ficaram encarando-o.

– Pensei muito. – Disse o rapaz de olhos violetas. – E cheguei a conclusão de que é impossível ficar mais um minuto nesta casa. Não consigo ter nenhum pensamento coerente a respeito de vocês, pois, simplesmente não encontro nada que faça sentido nessa situação toda. Só vejo absurdos no comportamento de vocês. É melhor eu me calar e ir embora, nesse momento, não passa nada de muito bom pela minha cabeça para falar, mesmo. – Kazumi ia se manifestar mas Inu-Taisho não permitiu. – Vou ficar na cidade até meu carro ficar pronto, até lá espero não ter a infelicidade de encontrar nenhum de vocês. – Disse dando as costas para os três, mas de repente voltou a se virar. – E mais um coisa. Sesshoumaru, ao invés de ficar olhando o mundo com desprezo e agindo como se fosse inatingível e inabalável, devia tirar sua filha daquele colégio e ir atrás da mãe dela. – Completou e foi finalmente embora.

Ninguém disse nada, pois, sabiam que no fundo ele estava certo. Kazumi havia agido com egoísmo e sem pensar nos sentimentos de todos os envolvidos. Inu-Taisho e Sesshoumaru haviam sido fracos, preferiram ser omissos e deixaram a culpa toda para Kazumi, ao invés de lutarem pelo que realmente desejavam.

"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"-"

Na parte da tarde Kagome voltou ao quarto de Kagura e bateu na porta, mas não recebeu resposta, então preocupada, decidiu entrar assim mesmo.

E assim que estava dentro do quarto, viu que a mulher de olhos vermelhos estava lá sim. Se encontrava sentada na cama olhando uns papéis, que a jovem identificou como sendo fotografias, e estava de costas para a porta.

Mas ao ouvir esta se abrir se virou para ver de quem se tratava.

– Desculpe, eu volto depois. – Disse Kagome, ao ver os olhos de Kagura marejados.

– Não, entre por favor, eu preciso desabafar com alguém. – Retrucou a esta última limpando as lágrimas.

Kagome entrou e fechou a porta sentando-se ao lado de Kagura na cama.

– Ela é uma gracinha não é? – Perguntou a mais velha, mostrando uma fotografia de uma menina de uns seis anos.

– É sim, é ela que é a sua irmã, a Kanna? – Indagou Kagome, que apesar de já ter ouvido comentários sobre esta parente da amiga nunca soube de fato muito a respeito.

– Não, é minha filha Rin. – Kagome arregalou os olhos. – Eu nunca contei para ninguém, mas eu preciso desabafar esse segredo. É minha filha e de Sesshoumaru. Ela está com ele. Essas fotos foi o pai dele que mandou. Aliás ele sempre manda, ficou com pena de mim. Acho que Sesshoumaru não sabe. Em segredo, o pai dele me perguntou se eu gostaria de receber notícias da menina. Claro que eu aceitei, dói muito tê-la longe de mim, e saber que ela está bem me faz sentir melhor. O Naraku também tem conhecimento dessas fotos, mas faz vista grossa.

– Kagura, eu não fazia idéia de que você guardasse um segredo assim. Nunca ouvi nada a respeito disso aqui nessa casa. Como você conseguiu ocultar isso esse tempo todo?

– Na época, no começo da gravidez eu passei muito mal, então o Naraku aproveitou para espalhar que eu estava doente e me levou daqui e me internou numa clínica. Só permitiu que eu tivesse o bebê porque Sesshoumaru pagou muito por ele. Quando a Rin nasceu eu voltei para cá. Foi difícil, mas era o melhor que eu podia fazer pela minha filha. – Explicou Kagura, enquanto lágrimas silenciosas, mas incontroláveis caíam pelo seu rosto.

– O seu coração é muito maior do que eu pensava, Kagura. Sacrificou o seu amor por Sesshoumaru e protegeu sua filha, mesmo tendo que abrir mão dela. Mas o pior de tudo é ter guardado todo sofrimento só para você. Como você pôde agüentar? – Kagome questionou emocionada, com os olhos marejados de lágrimas.

– Você fala como se você não fizesse nada. Aceitar as chantagens do Naraku para ele não sumir com o seu irmão é a mesma coisa, e aposto que você faria qualquer coisa pela felicidade de Inu-Yasha. Kagome, você sabe tão bem quanto eu, que por amor e pelo bem-estar de quem nos é querido somos capazes de muita coisa, não há limites para o desprendimento.

– Você tem razão, eu não hesitaria, além de amá-lo ele tem sido muito bom para mim. E pelos menos irmãos eu faço qualquer coisa, e por você também, conte comigo para o que precisar, você tem sido uma grande amiga.

– Isso não é nada, eu tenho muito carinho por você. Mas além disso, você sabe como eu gosto de ver o Naraku pelas costas. E já que você falou em família, vou te mostrar a minha irmã. – Disse Kagura mostrando para Kagome a foto de uma menina de cabelos brancos que devia ter mais ou menos a idade desta última.

– Mas você são tão diferentes.

– É, todo mundo diz isso. – Kagura sorriu.

As duas passaram a tarde tranqüilas, conversando amenidades como se em suas vidas não pairasse nenhuma incerteza e esquecidas do lugar em que se encontravam. Mas com a chegada da noite a realidade voltou. Pelo menos para uma delas. Kagura se levantou para separar as coisas que iria usar, enquanto Kagome suspirou aliviada por que, apesar da ausência de Inu-Yasha, estava livre de enfrentar o mesmo destino de sua amiga.

Começou a pensar na saudade que já sentia de Inu-Yasha. Era a segunda noite que não se viam desde que o conhecera. Mas pelo menos no dia anterior, ela o vira pela manhã, mas e naquele? Estava sendo quase insuportável... um dia inteiro sem o seu amado... e se não fosse a conversa com Kagura... a solidão teria sido bem maior. Como conseguiria agüentar um mês inteiro sem ele?

Estava tão distraída, que nem se deu conta de que alguém, entrara no quarto e a encarava. Era Naraku.

– Vá se arrumar também. – Naraku ordenou.

Kagome sobressaltou-se com aquela voz, e assustada olhou para aquele homem, que, ela se dera conta, estava lhe dizendo algo.

– O que? – Ela perguntou, se reincorporando.

– Eu mandei você ir se arrumar. Você vai trabalhar como todas as outras, nesta casa. – Naraku respondeu, sem um pingo de emoção.

– Trabalhar? Por quê? O Inu-Yasha pagou por esse tempo que vai ficar fora! – Kagome exclamou.

Kagura olhava para aquela cena sem compreender bem o que estava acontecendo.

– Realmente ele pagou. Mas eu pensei bem e percebi que posso ganhar o dobro se colocar você par trabalhar nesses dias que esse rapaz está fora. – Naraku argumentou friamente enquanto Kagome olhava para ele horrorizada.

– Mas isso não é justo! – A garota de olhos azuis gritou.

– Naraku, seu maldito! Você não pode fazer isso. – Kagura intrometeu-se, se aproximando de Naraku.

– Justo? – Ele deu uma gargalhada sem humor. – Sei que não é. Mas eu nunca fui honrado mesmo. Não quero ouvir argumento algum., Kagome. Você simplesmente vai me obedecer.

– Nojento! Crápula! Maldito filho da mãe! – Tomando as dores de Kagome, Kagura avançou sobre aquele homem extremamente ordinário. No entanto, ele se desviou e acertou uma golpe na mulher jogando-a contra o chão..

Kagome correu para amiga, lutando contra a vontade de agredi-lo também. Lançou um olhar cheio de hostilidade a ele e certificou-se de que a mulher de olhos vermelhos se encontrava bem.

A garota de olhos azuis voltou a encarar o homem, Kagura, enquanto massageava a sua testa num local em que logo surgiria um galo, também o fez. Ambas não conseguiam ocultar no olhar todo o desprezo e indignação que estavam sentindo naquele instante.

– É melhor você não me desobedecer, Kagome. Tenho certeza que você não está a fim de saber, o que pode acontecer ao seu irmão se você fizer isso. E você, Kagura, não me desafie. Sabe, fui até muito condescendente com você. Não vou tolerar mais. – Naraku falou com firmeza, se retirando em seguida.

As duas, em choque, não se mexeram. Não conseguiam pensar numa reação. Transtornada, Kagome só se levantou após alguns minutos, ajudando amiga a ficar em pé. Sentia o peito apertado. E então compreendeu que seus temores e a estranha sensação que sentira mais cedo não era apenas uma má impressão por causa do tempo fechado. Seu pior pesadelo estava se concretizando. Ela está certa em ficar com medo!

Quase sem se dar contar, lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. Olhou para Kagura em busca de alguma solução. Mas no olhar da outra só havia um profundo pesar.

– Meu Deus, o quê que eu faço? Oh, Kagura... e agora? – Kagome questionou permitindo que o pranto lhe tomasse conta.

Infelizmente, Kagura não tinha nenhuma resposta. E única coisa que pôde oferecer foi um abraço amigo como consolo.


Oi, pessoal!

Enfim, eu apareci! Nossa, foi um recorde! Duzentos e dez dias, nunca fiquei tanto tempo sem postar! A verdade é que eu sinto muito, de coração. Eu sei o quanto é chato ficar esperando pelo próximo capítulo, ainda mais quando estamos mortos de curiosidade para saber o que vai acontecer.

Infelizmente, não deu para postar antes. Meu ano foi super atribulado. Além de estudar de manhã, à tarde, eu tinha aula na segunda e provas terça e quinta, e, à noite, eu tinha curso uma vez na semana, de Inglês no primeiro semestre e de Gestão Empresarial no segundo. E também, como era o último ano com os meus amigos, aproveitei e saí um pouco de casa, coisa que eu nunca fui de fazer.

Então com tantas obrigações eu tive que deixar outras coisas de lado. E não foi só escrever, também parei de ver televisão e ler mangá, inclusive, estou com 27 edições de Inu-Yasha atrasadas para ler.

Meu ano realmente não foi fácil, para completar, tive alguns problemas com uns colegas. Mesmo a gente tentando ficar no nosso canto, parece que tem gente que se incomoda com isso. Foi muito chato, fiquei magoada de tal forma que nem mesmo fiz as provas finais. Precisei de um tempo para pensar, ficar em paz e curar feridas.

Bom, chega de drama! Agora estou melhor, comecei o ano bem! Passei no vestibular! Logo, logo vou me mudar! Estou morta de medo e já sinto saudade da minha família, mas preciso dar um rumo na vida. No começo, acho que vai ser bem atribulado, e por isso não sei como vou fazer para terminar a fic. Mas tenha a certeza de que eu sempre volto. Posso demorar o que for, mas eu não vou abandonar esta fic. Essa história significa muito para mim, principalmente, por todo carinho que vocês têm demonstrado por ela.

Desculpem por ficar alugando vocês, mas, vocês mereciam uma explicação pela demora.

Quanto ao capítulo, eu sei que foi bem chato. Não teve nenhuma cena de Kagome e Inu-Yasha, mas se eu centrar só no romance dos dois a história não anda. De agora para frente, muitas vezes, vocês vão querer me matar, mas agüentem firme! Eu tão sou tão má quanto vai parecer, pelo contrário, amo finais felizes. Também sei que ele ficou mas curto do que os últimos, mas é que se eu fosse tentar escrever mais, ele não ia sair hoje. E eu precisava que ele saísse logo, porque vou viajar. Aí então seria só quando eu voltasse.

Mas chega de papo! Obrigada pela atenção de vocês, pela paciência, pelo carinho e pela consideração. Meus agradecimentos também para aqueles que lêem e não comentam. E agora as respostas às reviews. Muito obrigada pelos comentários de todos vocês!

Nina: Oi! Muito obrigada por estar acompanhado a minha fic, mesmo com toda essa demora. Que bom que esteja gostando dela! Espero que me perdoe por todo este tempo sem postar. Beijos!

-Lo- Fm: Oi! Fico feliz que tenha gostado do capítulo 8. Desculpe por fazê-la esperar tanto para que este saísse. Muito obrigada por me desejar sucesso, isso significa muito para mim. Beijos!

Mk-chan160: Oi! É muito bom saber que você gosta tanto assim da minha fic, muito obrigada. Sinto por tê-la desapontado e ter demorado ainda mais para postar este capítulo, espero que com o próximo isso não aconteça. Beijos!

Kayra Hiyana: Oi! Muito obrigada por continuar acompanhando e comentando a minha fic, apesar do meu enrolo. Eu gosto de ser diferente, por isso a Kikyou deixou de ser empecilho ao amor de Kagome e Inu-Yasha. Isso ficou a cargo do Naraku e da Tsubaki. E logo você vai perceber que tem mais diferenças, como muitos casais que não são os que a maioria gosta. Beijos!

Miaka: Oi! Pelo visto eu surpreendi um pouco com o capítulo passado. E talvez, eu tenha causado mais surpresas ainda neste capítulo também, que teve mais revelações. Espero que tenha gostado, muito obrigada por comentar. Beijos!

Youkinha: Oi! Acho que este capítulo responde às suas dúvidas. A reação de Naraku em relação ao noivado de Kagome não foi nada boa. E ainda tem mais sofrimento pela frente. O próximo capítulo é decisivo. Muito obrigada pelo comentário. Beijos!

Hyuri Higurashi Black: Oi! Não desista de ler a minha fic. Eu tardo, mas não falho! Por favor, me perdoe pela demora! Eu não queria te deixar curiosa por tanto tempo, mas infelizmente aconteceu. Mas agora você já leu este capítulo e ele responde às suas dúvidas. Na verdade a Kazumi manipulou a vida tanto do Sesshoumaru quanto do Inu-Taisho. Muito obrigada por acompanhar minha fic, apesar da minha demora. Beijos!

Yukina Rhapsody: Oi! Fico muito feliz por você estar gostando da minha fic. Muito Obrigada! É, o Naraku é um atraso na vida da Kagome e do Inu-Yasha, mas na vida nem tudo são flores, né? Eles vão passar por muitos desafios, porém, no final... aí, você acompanha a fic para saber o que acontece! Beijos!

Bellynha: Oi! Que bom que gostou do capítulo passado. Muito obrigada por comentar, e não se preocupe se você se esquecer. Pois é, a Kazumi é uma cobra, que na verdade não gosta nem do próprio filho, o Sesshoumaru, é muito egoísta e só consegue pensar em si mesma. Quanto ao Inu-Yasha voltar... talvez agora não seja uma boa idéia... Beijos!

Mitsuki Tabemashi: Oi! Espero que você não tenha pirado de vez por causa da minha demora. Detesto deixar as pessoas esperando, por que eu também sou leitora e sei o que é ficar curiosa e louca para ler a continuação de uma história. Fique a vontade para comentar sobre os personagens, é bom saber o que vocês pensam. Muito obrigada por comentar. Beijos!

Mitsuki Nakao: Oi! Demorei de novo, né? Espero que tenha ficado feliz por eu ter aparecido de novo. Que bom que a fic esteja te agradando. Muito obrigada por acompanhar. Realmente o Inu-Yasha tá OOC, e não é só ele, pode se dizer que todos estão. Eu, particularmente, acho difícil manter as características psicológicas de personagens criados por outras pessoas. A Kazumi é uma megera mesmo, como ela tem coragem de tratar o Inu-Yasha tão mal, né? Ainda não afirmo que o Sesshoumaru vai terminar com a Kagura, mas é incontestável que eles têm um elo inquebrável: a Rin. Acho que vou receber muita ameaça de morte, agora, que vocês já sabem que a Rin é filha dos dois... mas gosto é gosto! O que seria do amarelo se todos gostassem de verde? Beijos!

Kirana: Oi! Me perdoe por não ter atualizado rápido como você gostaria. Fico feliz que tenha gostado da minha fic. Muito obrigada por comentar. Beijos!

Deusa do anime: Oi! Não se mate! Continue acompanhando a minha fic. Eu demoro mas sempre volto para atualizar. Que bom que você achou o capítulo 8 M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, fico muito contente por isso. Muito obrigada por estar acompanhando e comentando a minha fic. Beijos!

Ana Jully Potter: Oi! É muito triste mesmo o que a Kagome tem passado. E o pior, é que existem garotas que passam o mesmo que ela e não têm nem um tipo de consolo e nem um final feliz. Não, a Kazumi não é a mãe do Inu-Yasha, é a Izayoi, como foi explicado melhor neste capítulo. Muito obrigada por acompanhar e comentar minha fic. Beijos!

Jaque-chan: Oi! Que bom que você esteja gostando da minha fic. Muito obrigada! Parece que eu surpreendi muita gente, eu sabia que iam estranhar a mãe do Inu-Yasha se chamar Kazumi! Desculpe essa demora toda, infelizmente não deu para postar antes. Beijos!

Ka.Kagome: Oi! Muito obrigada pelo elogios e pela paciência. Fico feliz que esteja gostando da minha fic. Beijos!

MaryHimura: Oi! Essa descoberta não influi em nada para os dois. O problema são influências como Naraku e Tsubaki, essas sim causam estragos. Este capítulo responde a sua pergunta. Sim, a Rin é filha da Kagura. Fique tranqüila, apesar da demora não desistirei da fic. Muito obrigada por comentar. Beijos!

Raven Ashtart: Oi! Realmente a Kazumi conseguiu chocar mais. Imagine, você ficar sabendo que foi enganado durante 26 anos! E você também estava certa quanto a acontecer algo à Kagome enquanto o Inu-Yasha estivesse fora. E no próximo capítulo você descobre se ele volta antes do previsto. Me desculpe por ter demorado e muito obrigada por comentar. Beijos!

Nila-chan: Oi! Realmente eu não demorei 175! Pior ainda, eu demorei 210! Ai, me desculpe por favor! Tomara que você não tenha morrido do coração! Só para me redimir eu responder as suas perguntas, com isso eu vou estar revelando algo sobre a história que eu não devia. Olha, o nem o Inu-Taisho nem o Sesshoumaru vão ajudar a Kagome e o Inu-Yasha, porque vai acontecer algo no próximo capítulo, que vai fazer com que essa ajuda não seja mais necessária. Não será o Inu-Yasha que vai tirá-la de lá. Fico contente que esteja gostando da minha fic. Muito obrigada por comentar. Beijos!

Sakura-chan: Oi! Muito obrigada por estar acompanhando a minha fic. Você acha que eu fui muito rápida? Será que uma espera de 26 anos não é mais do que suficiente? Estou só brincando, viu? Entendi o que você falou e concordo. Ele devia ter chegado na casa do pai dele e ter tido bastante atrito com a Kazumi antes de descobrir a verdade. Só que eu estava com um pouco de pressa e sem paciência. Não consegui pensar em nada que ele poderia fazer enquanto estivesse lá, para prolongar um pouco mais a história antes dessa revelação. E essa idéia sua de vender a Kagome foi ótima! Se eu já não tivesse outros planos para o Houjo, até que eu poderia usá-la. Realmente o Naraku está bem bonzinho, acho que até a Tsubaki ganha dele. Eu já me convenci de que não sei lidar com vilões. Beijos!

Jaqueline Sant'ana: Oi! Que bom que você gostou do pedido de noivado. Eu queria mesmo que ficasse bem romântico. Sabe, eu sou dessas que acreditam em príncipes encantados. E torço para que todas encontrem o seu, mesmo que ele esteja escondido sob um disfarce de sapo. Resumindo: sou uma romântica incurável. Posso até fazer meus personagens sofrerem, mas não tenho coragem de fazer um final triste. Desculpe pela demora e muito obrigada por acompanhar e comentar a minha fic. Beijos!

Ayame: Oi! Fico muito contente por você estar gostando da minha fic. Pois é, sinto te desapontar, mas como eu sou bem dramática, pode esperar muito sofrimento pela frente. Das suas perguntas a única que tem uma resposta feliz é a sobre o irmão dela. Sim, o irmão dela volta! Que bom que a Kikyou boazinha esteja agradando. Muito obrigada pelo seu comentário. Beijos!

HysteriC Angel o.O: Oi! Fico muito feliz por você ter gostado tanto da minha fic. Só sinto tê-la feito esperar tanto por uma atualização. Me desculpe. Mas apesar disso não deixe de continuar acompanhando. Beijos!

Kuny-chan: Oi! Muito obrigada por seus elogios! É bom saber que você esteja gostando do que escrevo e fico feliz por achá-lo cada vez mais interessante. Continue acompanhando, farei o possível para não desapontá-la! Beijos!

Mariana: Oi! Está vendo? Eu não desisti! Pelo você, não esperou tanto quanto as outras. Espero ter demorado menos do que você esperava. Sabe que você me lembrou o meu professor de matemática? Sem ofensa, viu! Rsrs. É que ele sempre me chamava de senhorita. Nossa, estou com saudades dele. Adoro matemática! Eu é que agradeço pela sua atenção. Muito obrigada. Beijos!

Kagome-higurashi-br: Oi! Muito obrigada por comentar. Fico contente por estar gostando da minha fic. Beijos!

Suh-Chan: Oi! Finalmente eu atualizei, né? Eu tinha que dar um jeito se não ia completar um ano sem postar. Que bom que você esteja gostando da fic. Muito obrigada por comentar. Beijos!

Sanetoki-san: Oi! Você é mais uma, das poucas que tiveram que aguardar, menos tempo pela atualização. Espero que você tenha morrido de curiosidade. Muito obrigada por comentar. Beijos!

Raquel: Oi! Que bom que você a fic esteja te agradando, muito obrigada por comentar! Considerando a data do seu comentário, até que eu não demorei, né? Beijos!

Quem me pediu para passar na fic dele e eu ainda não deixei comentário, me cobre de novo por favor. Eu tinha anotado o nome das fics para ler mas acabei perdendo. Sei que já visitei algumas, mas não sei quais foram.

Se vocês acharem alguma incoerência na fic, me avisem. Esse negócio de passar muito tempo sem atualizar, causa uma confusão! Às vezes não me lembro do que eu escrevi. E ainda tenho um monte de idéias para usar na fic, misturadas na mente, que me deixam louca.

Muito obrigada pelo carinho de vocês,

Beijos!