Capítulo XVI - Especial II

Um belo homem, de lindos cabelos prateados e olhos dourados, saiu de seu enorme apartamento que ficava na cobertura de um dos maiores prédios daquela pequena cidade. Estava de saco cheio e cansado de aturar as frivolidades de sua esposa.

Pela milésima vez se amaldiçoava por ter aceitado um casamento sem amor e nem um pingo de paixão, o qual só havia acontecido por que ambas as famílias, a dele e da noiva, gozavam de grande prestígio social e econômico e acreditavam que aquela união seria benéfica para os dois lados.

Mas com o tempo ele percebeu que não era assim. A vantagem financeira não era o suficiente para compensar os conflitos e as decepções que surgiram no casamento.

Inu-Taisho e a mulher, Kazumi, apesar de virem do mesmo meio, não apresentavam os mesmos costumes, a criação era diferente assim como o temperamento de cada um.

Ela era extremamente arrogante e tinha o costume de tratar as pessoas de classe mais baixa com desprezo. Ele era ponderado e menos enérgico que a esposa, apesar de saber ser inflexível e egoísta, e de forma alguma concordava com a forma humilhante como Kazumi costumava tratar os empregados.

Nem a chegada de um filho, Sesshoumaru, serviu para diminuir os desentendimentos e as discussões. E para ela o menino servia apenas como mais um objeto que exibia às amigas, do mesmo modo que fazia com cada joia nova que ganhava. Não tinha paciência com a criança e deixava para as empregadas a tarefa de cuidar dela.

No entanto, nesse ponto eles combinavam. Ele também não dava atenção ao filho. Preferia passar a maior parte de seu tempo, trabalhando em seu escritório, longe de casa onde a esposa não tivesse a oportunidade de atormentá-lo. Como consequência mal via Sesshoumaru e passava poucos momentos com ele.

Ao sair de casa, Inu-Taisho decidiu pegar o carro, um modelo esportivo de luxo último tipo na cor preta, e dirigir pela cidade sem rumo, até que conseguisse espairecer um pouco e para esperar dar a hora em que Kazumi se recolhia para dormir, para daí então, voltar para o apartamento. Isso ainda deveria demorar um pouco a acontecer, uma vez que havia acabado de escurecer.

Ele então dirigiu sem parar e sem saber por quanto tempo, até que começou a chover e ele decidiu estacionar em frente a uma pracinha deserta. Devia ser tarde, mas ele ainda não se sentia preparado para voltar para casa. E se fosse olhar a sua vontade, não voltaria para casa naquela noite.

Cruzando os braços sobre o volante, o homem de cabelos prateados, apoiou a cabeça sobre aqueles membros e começou a fitar a chuva que escorria pelo vidro de seu carro. Estava quase adormecendo quando, para sua surpresa, alguém entrou bruscamente em seu veículo.

Era uma mulher, mesmo escuro ele conseguiu se dar conta desse detalhe. Um tanto desconcertado, ele acendeu a luz do carro e se preparava para expulsá-la dali, por ter tido o desplante de entrar assim no carro, quando ela virou para encará-lo.

Inu-Taisho, ficou sem palavras. Ele acabava de se deparar com uma jovem criatura extremamente encantadora com os olhos mais lindos que ele já havia visto. Eram violetas... A vontade de que ela fosse embora sumiu no mesmo instante.

Ela também o contemplou por alguns segundos, totalmente fascinada, mas então arregalou os olhos com assombro.

– Oh, perdoe-me! – Ela exclamou. – Eu confundi o seu carro com do meu... meu amigo, pois ele ficou de me esperar aqui. – Gaguejou com visível atordoamento. – Desculpe o engano. – disse apressada, colocando a mão na maçaneta da porta para abri-la e sair.

– Não vá. – Ele sussurrou segurando o pulso da mulher ao seu lado, para impedi-la de ir embora.

– Sin-sinto muito, mas não posso. – A moça voltou a gaguejar, parecia extremamente nervosa e apavorada. – Acho que pessoa a quem eu esperava acabou de chegar. – Continuou, apontando com a mão livre para um carro preto que acabava de ser estacionado um pouco mais adiante.

– Eu não posso deixar você ir, agora que eu te encontrei. – Inu-Taisho continuava hipnotizado pela jovem e ainda não havia soltado a mão dela. – Por favor fique comigo.

A moça não sabia o que responder, olhava indecisa para ele e depois desviava o olhar para o outro carro parado.

– Eu me chamo Inu-Taisho e você?

– Iza-Izayoi. – Respondeu a jovem, visivelmente mais apavorada que antes.

– Você disse que esperava o seu amigo, né? Então eu vou lá explicar para ele que você vai sair comigo, ele não deve se importar... – Inu-Taisho disse, finalmente soltando a mão dela e se virando para abrir a porta e descer o carro.

– Não! – A moça gritou se agarrando a ele. E então lágrimas começaram a escorrer dos belos olhos.

O homem desistiu de seu intento e passou a abraçá-la visto que ela não se acalmava e passara a soluçar.

– Meu bem, não fique assim. Fique tranquila que eu não vou lá mais não. – O tratamento carinhoso havia saído espontaneamente e nenhum dos dois pareceu se surpreender. Ele passou a acariciar os longos cabelos dela, enquanto ela começava a se acalmar.

– Me leve daqui. – Ela sussurrou de forma que ele mal pôde escutá-la. Mas em seguida atendeu ao pedido. Soltando-a, pôs o carro em movimento.

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Sem saber bem para onde levar Izayoi, Inu-Taisho acabou se dirigindo para o subúrbio onde encontrou um pequeno hotel e ele conseguiu um quarto.

Durante todo o trajeto até lá eles ficaram em silêncio, mas agora ele queria saber tudo a respeito dela por isso assim que entraram no quarto ele indagou:

– Então me conte por qual motivo você não quis que eu me aproximasse de seu amigo.

Izayoi empalideceu, mas encarou Inu-Taisho com um misto de vergonha e tristeza no olhar.

– Na verdade ele não era meu amigo, era a primeira vez que eu iria encontrá-lo. – Ela respondeu e então baixou o olhar. – Ele seria o meu primeiro cliente.

– O que te levou a tal extremo? – Inu-Taisho foi incapaz de ocultar o seu espanto e curiosidade.

A partir de então, Izayoi passou a relatar como havia ficado órfã ao perder os pais em um acidente de trânsito anos atrás, sendo acolhida em um orfanato até que completou 18 anos dias atrás. Sem muitas opções para se sustentar, uma antiga companheira de orfanato havia dito que lhe arranjaria um cliente. Relutante desde o início acabara cedendo e aceitando o encontro.

– Eu fiz todo o caminho até a praça me debatendo entre desistir ou não. Então eu decidi que se ele já estivesse me esperando era um sinal para eu seguir em frente, e do contrário eu desistiria. Assim, quando eu confundi o seu carro com o dele, eu nem pensei muito antes de entrar e ao ver meu cliente, enfim, chegar, eu me desesperei. No final das contas eu não estava preparada para nada disso. E essa é a minha história. – Izayoi concluiu e então desviou o olhar de Inu-Taisho.

Este encarou-a, ainda sentindo-se fascinado por ela. Mas quando o silêncio se prolongou ele percebeu que deveria dizer algo. Após hesitar um pouco ele decidiu:

– Eu vou te ajudar a conseguir um emprego.

Ela o olhou surpresa. Esperava algum tipo de recriminação da parte dele ou até mesmo alguma proposta indecorosa, mas a oferta de emprego foi inesperada.

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Naquela noite, Inu-Taisho deixou Izayoi, que estava infinitamente agradecida, naquele hotel com a promessa de retornar no dia seguinte.

E como prometido, ele apareceu. Havia conseguido uma vaga de recepcionista numa empresa na cidade vizinha através de um de seus conhecidos. Ele havia alegado que queria ajudar a sobrinha de um de seus funcionários, mas que no momento não havia nenhuma vaga disponível na sua empresa.

Além disso, havia conseguido também um quarto em uma pensão na mesma cidade.

– Obrigada, Inu-Taisho! Eu nem sei como agradecer. – Izayoi disse assim que ele a deixou na porta da pensão.

– Janta comigo. Te pego às 19h. – Ele disse sem pensar muito e saiu com o carro sem esperar resposta. Ele tinha prometido a si mesmo que iria apenas ajudar Izayoi a se estabelecer e então sairia da vida dela, mas sentira-se incapaz. Queria passar mais um momento com ela antes de se despedir. Sabia que estava fazendo um jogo perigoso, pois sua mulher, Kazumi, nem poderia sonhar com o que ele estava fazendo.

Inu-Taisho apareceu na hora marcada e Izayoi já esperava por ele. O que deveria ser uma despedida, se tornou o primeiro de muitos encontros, entre os quais os dois acabariam se tornando amantes.

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Uns meses depois, Kazumi começou a desconfiar de que Inu-Taisho escondia algum segredo, pois este começou a se tornar uma pessoa mais relaxada, a evitava o máximo possível e passava cada vez menos tempo em casa dando como desculpa os negócios.

Ela então contratou um detetive particular e acabou descobrindo a infidelidade do marido. E para seu maior espanto, descobriu que a amante dele estava esperando um filho.

Assim que recebeu em mãos as provas do caso, ela aguardou Inu-Taisho chegar em casa para confrontá-lo.

Ao entrar no escritório de sua casa, ele foi recepcionado pela esposa que portava inúmeras fotos dele acompanhado de Izayoi que estava visivelmente grávida.

– Me responde uma coisa, Inu-Taisho! Esse filho é seu? – Kazumi indagou com uma fúria reprimida.

– Sim, é. – Ele respondeu. O olhar de culpa era evidente.

– Onde você estava com a cabeça, seu desgraçado! Como pôde me trocar por uma qualquer? – Kazumi esbravejou agora já sem conter toda a raiva que estava sentindo.

Inu-Taisho permaneceu calado. Não havia justificativa para o que havia feito. Havia enganado as duas mulheres, na verdade. Kazumi que era sua legítima esposa e Izayoi para quem nunca havia admitido que era casado.

– Termine seu caso e faça essa mulher livrar-se dessa criança.

– Não abro mão da vida do meu filho, jamais! – ele se manifestou por fim, mostrando-se irredutível nesse ponto.

Eles ainda discutiram por um longo tempo, no qual Kazumi fez inúmeras ameaças e chantagens, inclusive advertiu o marido de que faria um escândalo na família que poderia colocar em risco a saúde da mãe dele que já se encontrava fragilizada. Inu-Taisho por sua vez, sentindo-se pressionado e envergonhado cedeu em quase tudo, negando-se, porém a desistir do seu filho.

Kazumi a contragosto, sabendo que não ganharia aquela batalha aceitou que o filho de Inu-Taisho fizesse parte da família com uma condição.

– Eu vou criar essa criança como minha. Você não deve ter contato com a mãe dela nunca mais. E isso é inegociável. – Impôs Kazumi. Ela abominava a ideia de ter que aturar o filho bastardo do marido, mas acreditava que se a criança ficasse com Izayoi o marido mais cedo ou tarde poderia acabar caindo nas garras da amante novamente porque eles continuariam mantendo algum tipo de contato.

Inu-Taisho relutou, mas concordou e então começou um processo de autoconvencimento de que daquela forma tudo se resolveria, esquecendo-se de levar em consideração os sentimentos da pobre Izayoi.

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Inu-Taisho levou Izayoi para o apartamento que havia alugado com a finalidade de manterem seus encontros.

Durante todo o jantar ele estava terrivelmente sério e Izayoi notou que algo não estava bem. Assim que terminaram de comer, ela decidiu questionar o que estava errado com o amado:

– Inu-Taisho, acho que algo não anda bem. Você não está com uma cara boa. O que aconteceu?

– Eu sou casado e minha esposa descobriu meu caso com você. – ele confessou por fim.

Izayoi empalideceu e ficou sem palavras.

– Ela também sabe que você está grávida.

Se isso era possível, Izayoi empalideceu ainda mais.

– Eu não posso me encontrar com você mais.

Mesmo desnorteada, ela encontrou forças para dizer:

– Tudo bem, eu me viro com o meu filho. Nós vamos sobreviver.

– Não precisa ser assim. – Inu-Taisho afirmou.

– Como? – Ela questionou.

– Minha esposa vai criar o nosso filho.

– Você só pode estar louco. Eu não vou abrir mão do meu filho.

– Pense bem, quando você parar de trabalhar para ter a criança, como você irá se sustentar? Que tipo de vida você poderá oferecer a ele? Pense em todas as possibilidades que eu poderei oferecer a ele. – Inu-Taisho argumentou.

Izayoi não queria ceder, mas não conseguia deixar de admitir que com ela a situação de seu filho seria bem precária. Além de que como filho de uma mãe solteira ele poderia sofrer preconceito quando estivesse na escola, visto que naquela época, os filhos fora do casamento ainda possuíam certo estigma.

Ainda que com o coração dilacerado, Izayoi acabou concordando em entregar o filho.

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Meses depois, a criança nasceu e tratava-se de um menino, que Izayoi embalou uma vez para se despedir dele ainda no hospital. Ele recebeu o nome de Inu-Yasha e tinha herdado tanto a cor dos cabelos como a cor dos olhos da mãe. O que faria Inu-Taisho passar o resto da vida se lembrando do amor pelo qual não ousou lutar.

Após entregar seu filho para a enfermeira que o levaria até o pai, Izayoi recebeu a visita de um advogado que lhe passou um envelope com um cheque. Sem pensar muito ela o guardou.

Quando deixou o hospital decidiu recomeçar a vida em um pequena cidade, arrumou um emprego e um lugar para morar. Assim, depois que sentiu que sua vida estava encaminhada, decidiu se desfazer do cheque que havia recebido. Procurou uma instituição que amparava mães solteiras e fez a doação do valor total.

Um ano depois, no dia do aniversário de Inu-Yasha, Izayoi recebeu uma carta. Havia umas fotos e algumas linhas formais a respeito do desenvolvimento dele. Não era muito, mas era mais do que ela havia esperado.

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Vinte e seis anos depois...

Izayoi ainda estava se acostumando com o fato de ter reencontrado o seu filho. Em todos aqueles anos seu coração de mãe nunca havia perdido a esperança de que um dia poderia rever seu amado filhinho Inu-Yasha que tão prematuramente tinha sido levado de seu lado. Mas quando enfim aconteceu, ela mal podia acreditar. Já tinham se passado alguns meses, mas parecia ontem.

E agora mais uma vez seus olhos não conseguiam acreditar no que viam, Este sim, seu coração jamais acreditou que veria novamente algum dia, nem mesmo as cartas que sempre recebia dele davam alguma esperança. Eram formais, frias e distantes e apenas informavam sobre Inu-Yasha. Nenhuma palavra de amor, de carinho, de saudade...

Estes pensamentos passavam pela cabeça dela, enquanto Izayoi encarava Inu-Taisho em sua porta sem conseguir enxergá-lo, era tudo incrível demais.

Sem mais conseguir se conter, ele finalmente interrompeu os pensamentos dela.

– Izayoi, será que eu poderia entrar? – Sua voz era contida, temia que ela o repelisse e não quisesse nem ao menos escutá-lo.

– Sim, claro. – Retrucou, recolhendo suas emoções para dentro de si. Não queria que ele soubesse o quanto ainda a afetava, sem nem mesmo saber o que ele tinha em mente indo visitá-la.

Ela levou-o para a sala de visitas, e disse-lhe que se sentasse, assim que ele obedeceu ela fez o mesmo, mas colocando-se em uma poltrona um pouco distante dele. Um silêncio incômodo se instalou e só foi quebrado quando Izayoi decidiu por fim, dizer alguma coisa.

– E então o que te traz à minha casa, depois de tantos anos?

Por um instante Inu-Taisho não soube o que dizer. Aquele era o momento pelo qual havia esperado todos os dias dos últimos vinte e seis anos.

– Neste momento, olhando para você, tenho a impressão de que foi ontem a última vez em que a vi. Os anos não parecem terem passado para você. – Começou ele, embevecido, encantado pela beleza de Izayoi que permaneceu ao longo dos anos.

– Você está enganado, você pode não ver as marcas que o tempo deixou. Mas elas existem e estão gravadas na minha alma. Já não sou a mesma. – Ela o interrompeu, a fisionomia dura, implacável. – Gostaria que você respondesse logo minha pergunta.

Inu-Taisho sentiu-se como se adagas cravassem em seu peito. E podia culpar apenas a si mesmo. Sua expressão endureceu esculpida pela dor.

– Izayoi, vinte e seis anos longe de você foi um tempo longo demais, duro demais. Não me mande embora, outros vinte e seis seriam o meu fim. – Implorou com humildade.

Se ele tivesse sido arrogante... se ele não tivesse implorado... se fosse uma ordem... se ele não parecesse tão arrependido... Izayoi o teria mandado embora.

E então, de repente seus olhos não podiam acreditar no que estavam vendo. O sempre todo orgulhoso Inu-Taisho a seus pés, de joelhos, com os olhos marejados de lágrimas segurava entre as suas mãos as dela.

– Eu já cometi tantos erros em minha vida, a começar pelo meu casamento com Kazumi. Mas o pior, foi não ter lutado por você. Acho que tive tudo o que mereci ao lado de Kazumi. Mas agora... não sei se estou errado... porém, penso que depois do passado vir à tona, posso enfim me libertar. Quero fazer as coisas certas, pelo menos uma vez: case-se comigo!

Muda de espanto e com incredulidade, Izayoi viu Inu-taisho colocar uma das mãos no bolso e retirar uma caixinha de veludo preto.

Insegura demais para falar, ela apenas assentiu quando ele a encarou com expectativa. A emoção tomou conta dela. No momento em que ele implorou para ela não mandá-lo embora, já sabia que estava perdida, não conseguiria negar-lhe absolutamente nada.

O tempo pareceu parar enquanto o anel entrava em seu dedo, mas dúvidas começaram a tomar conta de sua mente. E Kazumi? Eles estavam divorciados?

Logo ela espantou esses pensamentos. Em breve teriam a oportunidade para todos os acertos... mas agora ela só queria aproveitar o momento pelo qual havia esperado toda a sua vida.

Inu-Taisho por fim se levantou para abraçar a sua amada. E nos braços de seu amado, Izayoi, deu vazão às lágrimas que até o momento havia reprimido.

– Eu te amo, Inu-Taisho. Nunca pude te esquecer.

– E eu amo você, Izayoi... desde a primeira vez em que te vi.

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Este capítulo também é acompanhado de uma música que não coloquei aqui por causa das regras do site. Quem quiser pode conferir no meu blog cujo endereço está no meu perfil.

Peço desculpas por algumas partes serem corridas. Gostaria de tê-las desenvolvido melhor, mas eu já não tenho muita paciência para escrever.