[Todos os personagens pertencem ao Masami Kurumada e a Shiori Teshirogi!]
18
Ciclo Completo
Sibyl
Estava na mesma loja de conveniência da última vez, mas dessa vez resolvi comprar um café e esperar por aquela pessoa sentada em uma das mesas que ficavam do lado de fora. Apesar do clima gelado e do guarda-sol mal servir para espantar as rajadas gélidas de vento que vinham de vez em quando, fiquei firme segurando o café perto do rosto, na esperança de que o calor que emanava do copo pudesse me aquecer.
A maioria das pessoas estava no lado de dentro aproveitando refeições rápidas, eu era a única do lado de fora, o que tornava a cena ainda mais estranha, mas não sabia mais para onde ir. Já que essa pessoa não voltou a aparecer nas janelas da república imaginava que estivesse escondida em algum lugar perto daqui, mesmo sendo arriscado demais.
Tomei mais um gole do café até avistar Télos correndo em minha direção, ele havia comprado um casaco novo com o dinheiro do trabalho e enterrava as mãos nos bolsos para se proteger do frio.
A cadeira ao meu lado estava molhada por causa da chuva que havia caído, mas ele não se importou e a ocupou mesmo assim, me dando um beijo rápido no rosto antes de falar qualquer coisa.
- Achei que estivesse no trabalho – eu disse, secando as gotas de chuva que haviam se acumulado em seu cabelo.
- Achei que estivesse na república – ele respondeu – em um lugar quente e seco.
- Quer dizer na minha cama...
Télos parou e sorriu. Ele ainda dividia o quarto com meu irmão, mas praticamente dormia comigo todas as noites, o que Kyrios chamava de uma violação clara as regras da república e se perguntava por que não podia fazer o mesmo.
- Não quero que fique mais aqui sozinha – Télos envolveu minhas mãos com as suas, estavam mais quentes que o café que estava segurando.
"Ele acha que estou esperando por Denis", pensei, de alguma forma acha que ainda vou me cansar dele se Denis voltar, ou que posso simplesmente largar tudo para ir atrás dele.
Aquele lugar não era o único em que Télos me cercava, já era a segunda vez que ele me surpreendia aqui, as outras foram no quarto de Denis.
- Estava procurando uma amiga – eu disse. Revelar apenas o necessário para acalmá-lo não seria um problema, mas acho que Télos não acreditou em mim.
- Uma amiga? – ele perguntou, erguendo a sobrancelha, o que o deixava um pouco mais parecido com o irmão – Quase todos os dias?
- Não sei como entrar em contato com ela – continuei, aquilo também era verdade – e achei que a encontraria aqui como da última vez, mas já faz algumas semanas.
Coloquei o copo com café na mesa e estendi uma das mãos por dentro do casaco de Télos, para sentir seu coração. Às vezes me surpreendia que ele estava mesmo ali, vivo, e que era a primeira pessoa que via pela manhã. Isso me trazia boas e más lembranças.
- Que tal procurar na internet, ou na faculdade, ou...
Tentei esconder o sorriso, não acho que aquela pessoa tinha registros em lugar algum, já que os únicos que tiveram contato com ela agora estavam mortos. Além de mim apenas Sāmya sabia de sua existência, mas se ele soubesse que ela estava rondando o local já teria avisado ao meu pai há muito tempo.
Apertei as mãos de Télos e me levantei.
- Vamos para casa – eu disse – está frio demais aqui.
XXX
A república estava mais silenciosa agora que a reforma do apartamento da senhora Talia havia terminado e ela havia viajado para passar as festas de fim de ano em algum país de clima quente, portanto Télos e Sāmya seriam os responsáveis pela república até o seu retorno. Era uma pena que ela não assistiria a última peça de Kyrios na faculdade, mas logo ele estaria nas telas e palcos de todo o mundo, então acho que ela teria uma nova oportunidade logo.
Télos me colocou em suas costas antes de alcançarmos as escadas. Ele nem queria saber se eu estava mesmo cansada, apenas se oferecia para me dar uma carona mesmo que a distância fosse mínima, em casa ou na faculdade. Era um pouco engraçado andar com ele daquele jeito no meio do campus.
- Não vamos cozinhar hoje – eu disse – vou pedir comida.
- Não precisa pagar tudo sozinha – ele respondeu – vamos dividir.
- Se você quiser, tudo bem. Será um presente para Kyrios, ele merece uma refeição de verdade além de batatas.
Télos sorriu. Kyrios estava de dieta até a data de estreia do musical, então batata doce fazia parte de quase todas as suas refeições nesses últimos dias.
Percebi que Télos estava subindo as escadas vagarosamente, como se estivesse sem forças, mas acho que era apenas uma desculpa para ficar perto de mim por mais tempo. Ele me colocou no chão para que pudéssemos entrar como duas pessoas adultas e normais na república.
- Onde está Kyrios – perguntou Télos.
A casa estava silenciosa demais, por isso sabíamos que ele não estava por perto.
- Na casa de Selena - Sāmya respondeu – então não deve aparecer hoje.
Havia algumas caixas na mesa de centro, além de correspondências que Sāmya estava separando.
- Isso chegou para você – disse Sāmya. Ele me entregou uma caixa pequena, mas pesada, embrulhada em papel de presente vermelho – do seu pai.
Ele praticamente sussurrou a última parte, talvez para que eu mesma não pudesse ouvir. Télos já estava na cozinha, cortando maçãs enquanto nos observava.
- Ele não vai vir no Natal então acho que deve ser um presente de consolação.
Assenti em silêncio, olhando para a mesa de centro percebi que havia outra caixa maior, com o papel de presente já rasgado. Provavelmente o presente de Sāmya.
- Acho que sei o que é – eu disse.
Se eu quisesse privacidade, poderia ter ido para o meu quarto, mas para ter privacidade de verdade eu usava o quarto vazio de Denis, já que Télos pensava duas vezes antes de entrar lá. Eu o machucava quando fazia isso, mas dessa vez foi necessário, sem falar que esse espaço não significava mais a mesma coisa para mim.
O quarto de Denis era frio sem ele, oco, assim como sua cama. Nem mesmo minha presença podia devolver a vida aquele lugar, mas eu não estava esperando a sua volta, pelo contrário, acho que quanto mais ficássemos distantes melhor seria para nós dois. Não queria envolvê-lo de novo nesse jogo perigoso, pois lidar com os deuses era complicado.
E Defteros e eu já tínhamos recebido um belo presente.
Abri o presente que meu pai me enviara com cuidado para não danificar a caixa, mas eu já sabia o que havia dentro dela.
O bracelete no formato de folhas de louro era tão antigo quanto este mundo, e já havia sido usado por centenas antes de mim, mas eu não queria voltar a colocá-lo agora.
- Ainda está muito cedo – eu disse, pois sabia que ele me ouviria de qualquer lugar – e quero aproveitar esses anos sendo uma só.
Fechei a caixa, trancando o bracelete de volta.
Olhei para a concha do mar que havia recolhido aquele dia na praia, antes de me despedir de Denis, ela ficaria na mesa de cabeceira daquele quarto vazio até ele ser ocupado por outra pessoa, se bem que eu desconfiava que a senhora Talia se recusaria a ter outro inquilino.
Apolo já tinha todos que precisava bem aqui.
XXX
O teatro estava cheio mesmo ainda faltando horas para a estreia da peça, afinal seria o último espetáculo do grande astro da faculdade, que acabaria se formando um ano antes de Télos. Kyrios pediu para que chegássemos cedo para pegarmos um bom lugar bem no centro, mas não perto demais do palco.
Yui havia chegado no teatro horas antes de nós, ela havia se voluntariado par ajudar na organização do musical nas últimas semanas de preparação e agora estava na primeira fila segurando o celular e uma câmera profissional. Ela acenou rapidamente para mim quando cheguei, mas depois voltou a prestar atenção no palco, pois não perderia nenhum segundo da última estreia de Kyrios na faculdade.
- Por que estão todos tão animados? - Sāmya resmungou, o cabelo dele estava bem mais longo agora – Até parece que ninguém conhece a história de Romeu e Julieta.
- Prefiro o filme de sessenta e oito – Luce respondeu, ela estava sentada ao lado dele segurando um balde de pipoca como se estivéssemos no cinema – a direção de Franco Zeffirelli me fez chorar.
- Não gosto muito de cinema – disse Sāmya – mas abro uma exceção para esse filme.
Olhei para Télos, que estava no meu lado esquerdo, mesmo usando uma máscara percebi que estava tentando não rir.
- O que está acontecendo? – sussurrei.
Télos balançou a cabeça, então não conseguimos mais segurar o riso. Tirei a máscara que ele usava em lugares cheios como esse para não ser confundido com o irmão e o enchi de beijos. Ele não se lembrava de nada do passado nem da nossa história, mas de alguma forma acabou se apaixonando por mim novamente, assim como eu por ele. Na verdade acho que ele se lembrava, mas apenas seu inconsciente, na forma de sonhos e personagens para as suas pinturas. E era melhor desse jeito, pois o Defteros de agora se parecia com aquele que conheci da primeira vez antes das batalhas e do exílio, antes da perda do irmão... Seus olhos azuis eram tão puros como os daquela época e eu agradecia aos deuses por isso.
Olhei para trás por um segundo e meu olhar acabou encontrando o de Nikos. Não nos falávamos desde que Denis foi embora e aparentemente continuaríamos assim por um tempo. Ele nem acenou, apenas fingiu receber uma ligação e olhou para o outro lado.
- Já vai começar - Sāmya disse depois de algum tempo.
As luzes do teatro começaram a diminuir, todos os assentos já estavam ocupados, mas senti como se houvesse alguém observando-me de perto, atento a tudo o que eu fazia.
Primeiro a sensação me fez tremer, tanto que Télos me abraçou achando que eu estava com frio, até que olhei para trás e finalmente entendi o motivo da minha insegurança.
Era noite de lua cheia.
XXX
Acabei deixando o teatro antes mesmo que Kyrios fizesse o primeiro solo, inventei uma desculpa para Télos e segui minha intuição até o lado de fora do teatro. Sabia que não tinha muito tempo até que Sāmya viesse atrás de mim, então tinha que ser rápida.
Encontrei a garota no jardim que ficava na frente do teatro, encostada em um dos postes de luz. Ela usava o mesmo jeans e jaqueta de couro marrom da última vez, mas não havia nenhuma tiara em sua cabeça, e o canivete devia estar escondido, afinal estávamos em um lugar cheio de câmeras.
A garota acenou para mim casualmente quando me aproximei, ao contrário de mim, que havia pego o casaco de Télos emprestado para me aquecer melhor, ela parecia não sentir frio.
- Como vai? – abaixei a cabeça um pouco, uma pequena reverência que indicava boas maneiras, além de demonstrar respeito. Não queria que fôssemos inimigas agora.
Ela fez o mesmo, então sorriu.
- Acho que deve lembrar o meu nome agora – ela disse – não é?
- Seu nome é Sumiye – respondi – e nos conhecemos há muito tempo, no Santuário, e também depois disso.
Sumiye deu dois passos a frente, por um momento achei que ela me abraçaria, mas então seus pés fincaram no chão e ela não se moveu mais, apenas assentiu com a cabeça.
- Onde está o outro? – perguntei, já que ela sempre aparecia sozinha para mim.
- Odisseu não sabe que estou aqui – ela respondeu, os fios de seu cabelo curto se agitaram com o vento.
- E quanto a...
- A senhora Ártemis não se importa desde que eu não interfira nos planos do irmão, então estamos salvas.
Ela sorriu, mas graças aos seus olhos tristes não consegui identificar nenhum traço de alegria em seu rosto.
- Quando me disseram que estava mesmo aqui não acreditei, ainda mais com o seu cavaleiro.
- Foi um presente dos céus – eu disse. Não acho que havia definição melhor para isso.
- Um privilégio, você quer dizer – Sumiye virou o rosto – por ser filha de Apolo tem acesso a escolhas que são inalcançáveis para o resto de nós.
Não respondi, afinal era verdade. Tive minha terceira chance nesse mundo mortal, enquanto Sumiye perdeu dois amores para a guerra.
- Mas mesmo assim veio até aqui – eu disse – para que então?
Minha pergunta foi mais passional do que imaginei. Preferia pensar em Sumiye como uma velha amiga, alguém que viveu e sentiu algo semelhante a mim, mas o destino não estava do seu lado.
- Queria ver como era – ela disse, os braços cruzados, voltando a olhar para mim – a felicidade que não vivi.
Estava prestes a me aproximar dela quando senti a presença de Sāmya. Ele estava deixando o teatro e não demoraria até que nos alcançasse.
- É melhor eu ir agora. A noite é o território de Ártemis e as servas de Apolo deviam ficar perto de seus protetores, além disso – Sumiye suspirou – as Satélites me vigiam de perto desde o incidente com Kardia, então estou proibida de falar com os Cavaleiros de Athena.
Uma sombra passou pelo rosto dela quando ela disse o nome do cavaleiro. Aquele foi o seu segundo delito e acho que não haveria espaço para um terceiro. Me perguntei o que acontecia com alguém de existência não antiga quanto a dela, se seria julgada da mesma forma quando morresse.
- Boa sorte, Dafne – disse Sumiye – espero que desfrute de sua felicidade por nós duas.
As luzes dos postes ao nosso redor oscilaram, até que ela desapareceu por completo, sem deixar rastro, deixando-me sozinha no frio, mas por pouco tempo.
- O que está fazendo aqui? - Sāmya perguntou assim que me alcançou – Télos pediu que eu viesse já que Kyrios o mataria se ele deixasse o teatro.
Ele parou para tomar fôlego, então endireitou a postura e olhou para o espaço atrás de mim, mas não havia mais ninguém comigo, era como se estivesse falando sozinha todo esse tempo.
Me virei para encará-lo, então me aproximei e toquei seu cabelo com minhas mãos, separei três mechas e o trancei com rapidez.
- Seu cabelo fica melhor assim – eu disse a ele.
Sāmya ficou parado, olhando para mim com seus olhos azuis nada inocentes, bem diferentes dos de Télos. Ele usava o colírio com menos frequencia agora, sinal de que Apolo havia parado de puni-lo por minha causa.
- Pode me chamar pelo nome correto agora, Asmita – minhas mãos já estavam na metade os fios agora - não vou fugir de você.
Os lábios dele tremeram e tive a sensação de que ele quase perdeu o equilíbrio, mas soube se controlar bem.
- Há quanto tempo sabe da verdade? – ele perguntou ainda sem me chamar pelo nome, provavelmente ainda desconfiado por conta da última vez.
- As peças estavam se encaixando desde a crise que tive na república – respondi – e agora estou completamente desperta.
Soltei seu cabelo. O penteado o deixava exatamente como antigamente, quando ele decidiu mudar de lado e servir a outro deus, abandonando Athena para sempre.
- A garota que estava aqui – Asmita respirou fundo, ainda rígido na minha presença. Então ele viu Sumiye – ela era...
Assenti. As luzes voltaram ao normal e o rosto de Asmita estava completamente visível agora. Era estranho para mim vê-lo chorar já que depois que fomos para os céus ele sempre se comportou de maneira austera na minha presença.
- Tudo está diferente agora – suspirei – mas essa nova vida está sendo mais do que especial. Eu não odeio mais o Aspros e pude rever Dégel... Tem noção do quanto fiquei surpresa e emocionada ao vê-lo de novo?
Asmita assentiu e segurou minhas mãos, ele ainda estava parado do mesmo lugar, mas pela primeira vez parecia não se sentir mais sozinho, pois não era mais o único que carregava um grande segredo, e senti seu alívio quando ele beijou o topo da minha cabeça.
- E agora posso finalmente viver com Defteros... – minha voz falhou, talvez por causa das lágrimas - Obrigada por não me deixar sozinha.
- Como eu poderia deixar minha irmã sozinha depois de tudo o que passamos? – Asmita respondeu. Ele enxugou as lágrimas dos meus olhos, depois finalmente conseguiu sorrir – Estaremos sempre juntos, Dafne, nessa vida e nas outras...
Asmita me abraçou pela primeira vez, e digo que foi a primeira porque finalmente ele me abraçava como Dafne, e não mais como a garota sem memória que ele foi forçado a vigiar de perto. Ele era meu primeiro irmão depois das dezenas de perdas que sofri aquele dia no oráculo, mas não queria mais pensar naquela época.
- Quero que aproveite essa vida comigo – eu disse a Asmita – pois novas provações virão, a aparição de Sumiye e o bracelete de Apolo são a prova disso.
- Um mau agouro – Asmita respondeu um pouco apreensivo – uma nova guerra a caminho... O que devemos fazer?
- Ainda temos tempo – respondi, de forma que ele não agisse de maneira impulsiva, e Asmita finalmente me soltou – por enquanto vamos ficar aqui.
- Tem certeza? Mas e se...
Os gritos de júbilo que ecoaram do teatro fizeram Asmita perder a voz, talvez por se dar conta de que ainda estávamos na Terra como dois estudantes e não como servos de Apolo. Aspros estava lá dentro, em seu último passo para se tornar a estrela que sempre quis, mas dessa vez da maneira correta, sem machucar ninguém.
- Ainda tenho uma vida para viver ao lado de Defteros – eu disse – e ainda não me cansei de ser humana.
Acariciei o rosto de Asmita com carinho, ele também não havia mudado nada, e pelas suas palavras eu sabia que agora seríamos irmãos de verdade, então voltamos juntos ao teatro para assistirmos o musical.
Os deuses estavam em silêncio, permitindo que vivêssemos mais algum tempo em paz nesse ciclo completo.
Não havia mais nada a ser feito.
FIM
N/A: Último capítulo, e dessa vez não haverá um "continua", como em Enquanto Lamentamos, pois foi mesmo o fim. Essa fanfic foi muito especial para mim, foi uma das mais divertidas que escrevi e adorei brincar um pouco com o tema colegial e com temas mais sérios do universo de CDZ. Para quem leu Enquanto Lamentamos a personagem Sumiye é uma original minha de lá, ela faz parte dos Cavaleiros Celestiais (referência pra quem assistiu o filme Prólogo do Céu) e eu fiz uma ligação dessa personagem com o Miro, e depois com o Kardia; o "outro" que a Dafne pergunta é o Odisseu (também o filme Prólogo do Céu), gostei muito de trazê-la nesse último capítulo, foi uma maneira de "fechar o ciclo" de várias formas diferentes já que a maioria dos conflitos já tinha sido resolvido, Dafne e Defteros juntos (MEU CASAL, nossa, eu amo os dois juntos), Aspros com a fama e o protagonismo que sempre quis só que de uma forma mais saudável, mas principalmente eu quis deixar o Asmita em paz consigo mesmo, já que no final da outra fanfic ele teve um destino meio melancólico, quase como se ele estivesse arrependido de ter mudado de lado, então eu quis deixá-lo contente com sua decisão, pois ele ganhou uma irmã que gosta dele de verdade. Sobre o Dégel, acho que só quem leu Enquanto Lamentamos entendeu melhor, então vou deixar aqui bem explicado pra todos - ele ter nascido novamente para encontrar a Dafne não fez parte do plano dos deuses, foi algo dele, um desejo dele, e a marca no braço da Dafne foi feita com o sangue dele na batalha da outra fanfic, parece mórbido, mas eu achei romântico hahaha.
Se um dia essa fanfic se tornar uma história original, algo que eu realmente pretendo fazer, não incluirei essa fase universitária, então foi bem divertido trazê-la aqui. Obrigada a todos que leram, essa semana foi difícil para mim então essa fanfic me ajudou muito a continuar. Espero que todos que estejam lendo se sintam bem, porque eu sei como é estar em conflito. Vou sentir falta desse universo, Cavaleiros do Zodíaco é um anime bem conhecido, mas ao mesmo tempo é raro encontrar garotas nesse meio, então obrigada a TODAS que leram. Não sei se voltarei a escrever algo de CDZ, acho que apenas se eu tiver uma ideia que valha a pena, por enquanto minha atenção está para My Hero Academia e já adianto que vem fanfic nova aí (em inglês, mas tá valendo)!
Obrigada de novo, de verdade, pois amo esses personagens e foi melhor ainda compartilhá-los com todo mundo! Até a próxima!
