Seiya abraça Serena, acariciando suas costas com umas das mãos e seus cabelos com a outra, afunda seu rosto nos fios dourados de Serena, também buscando o próprio conforto, todo encharcado com a água da banheira.

Serena encontra o calor do rapaz que ajuda a se tranquilizar, sua mente é um emaranhado de imagens horríveis, com sangue e destruição, nesse momento, pelo menos seu coração encontra paz e ela precisa de Seiya. Ela sabe disso, ela precisa muito dele, mais do que em qualquer outro momento. Então ela levanta sua cabeça, o que faz Seiya deixar sua posição e afastar um pouco para olhar para a garota, tirando do fundo de sua alma ele encontra forças, para abrir um sorriso tímido, que pode oferecer conforto.

Os olhos de Serena não piscam, se entregam ao olhar fixo daquelas safiras que a encaram. movida por suas necessidades, ainda com sua mente completamente nublada e povoada de terror, tudo que Serena deseja é esquecer tudo e encontrar calor em sua alma e o calor que ela precisa, que a preenche está lá, esse calor tem o nome de Seiya Kou!

Serena agarra o pescoço do garoto e o traz para mais perto e lança seus lábios no dele, Seiya está imerso em dor e desespero, tanto quanto Serena e se entrega. Eles precisam disso, talvez mais do que precisam de ar para sobreviver, o beijo é desesperado, intenso, urgente, as mãos de Seiya procuram o corpo de Serena, buscando aquele calor e aquela luz que só ela tem.

Serena se incomoda com as roupas dele, ela quer o calor do corpo de Seiya, então fragilmente ela levanta sua blusa e como num tom de súplica ela exige que ele a ajude. Seiya separa do beijo e olha para ela, com olhos arregalados, mas o olhar da princesa da lua não deixa dúvidas. A mensagem é clara. - Não fale nada. Não fale nada por favor, apenas faça. E ele faz, suas mãos juntas vão eliminando as roupas que cobrem aquele corpo, deixando-o apenas com sua boxer.

São braços e mãos que viajam em seus corpos, beijos quentes e acelerados, corpos que se procuram dentro daquela banheira, onde a água permite que o deslizamento seja suave, beijos que precisam de mais do que apenas seus lábios e viajam por pescoços, peito, ombros. Seiya não consegue desviar dos seios joviais de Serena. – "São lindos, você é linda!" - Diz um Seiya com voz rouca que continua seus beijos alcançando os mamilos, lambendo-os e chupando-os –

Serena geme, se contorce e Seiya fica excitado com sua amante. - É isso que são, não há mais como negar. São dois amantes se entregando de corpo e alma, com urgência. Um medo de que desapareçam se largarem um do outro.

Serena sente o membro de Seiya duro encostando em sua barriga, é inexperiente, não sabe como agir e Seiya percebe e continua dando beijos doces e suaves no rosto dela, confortando-a. – "Shhhh! Eu não farei nada que você não queira." - Sussurra suavemente, com uma voz rouca e sensual no ouvido de Serena. - Ela se derrete. – "S...seiya...!" – Sussurrado – "Eu não sei o que fazer, e-eeuuuu" - gaguejando um pouco - "Nunca..." -não consegue completar, pois Seiya a beija com profundidade.

Para Seiya tudo é sublime, ela é tudo que ele mais deseja em todo o universo, e ela está ali, em seus braços, sua mente está completamente nublada, foram horas intensas, seu corpo se ressente, sua alma está ainda despedaçada. O calor de Serena está curando partes de si e ele não consegue ser forte o suficiente para sair dali, parando tudo e sendo minimamente adulto e responsável. E o que dizer de Serena? A menina está lutando para não sucumbir a uma loucura completa, sua mente está tão traiçoeira que ela não acredita que conseguira se recuperar tão logo. Seiya, seu amor, suas carícias, seus beijos e seu calor, são quase como um balsamo, como água num deserto, e eles se entregam ao desejo.

É a própria Serena que tira a boxer se Seiya, se posiciona sentada em seu colo, montando nele. Seiya também não é experiente neste corpo, segue os instintos, desce sua mão pelos contornos do corpo da garota, gostando do toque, chega à parte interna de suas coxas e procura sua intimidade, massageia, direciona seus dedos dentro da intimidade dela, aquele lugar quente e úmido. - Serena geme de prazer - O Membro de Seiya está exigente, ele precisa de mais. –"Eu não aguento mais" sussurra no ouvido de Serena – "Eu preciso de você" – suspira pesado.

Com muito cuidado ele direciona para entrada da intimidade de Serena, penetrando-a, ela se ressente, dói. Ele para, espera ela ir se acostumando. – "Shhh! Respira!" - diz um Seiya excitado - Ela respira profundamente. Seiya a beija e direciona o polegar para o clitóris dela, massageando, o que faz a princesa da lua gemer mais, se contorce e ela mesma se movimenta e Seiya a penetra mais. Dói, mas dói menos, começando a arder um prazer interior, que faz com que Serena sinta seu corpo vibrar, é emocionante, ela começa a se sentir preenchida e beija Seiya com fome, com vontade, procurando sua língua com exigência.

Seiya dá tudo que ela deseja, sente seu membro cercado pelo calor da intimidade de Serena, apertado e úmido, é uma união maravilhosa, a sensação é enlouquecedora.

Além de qualquer sensação de seus corpos, Seiya e Serena se sentiam completos, felizes, pertencentes, parecia que naquela bolha, nada e nem ninguém poderia interferir, ninguém poderia roubar sua imensa felicidade. Eles se olharam nos olhos, e estavam tão envolvidos. Brilhavam! Era como encontrar sua casa.

Seus lábios abriram juntos e quase como uma sinfonia, as palavras foram ditas: "Eu te amo Seiya!" – "Eu te amo Serena, meu Bombom!" - Eram vozes roucas e sussurradas, mas que aliviavam dois jovens entregues a sua paixão.

Tudo terminou em um clímax que levou Serena a um gemido alto e longo, arqueando seu corpo nos braços de Seiya e Seiya em um rosnado gutural, inundando Serena com sua essência. Abraçados, ofegantes, com um sorriso nos lábios, deram um beijo suave e resolveram usar a banheira, finalmente para tomarem banho, lavar a alma e dar o tempo necessário para que todas aquelas emoções encontrem seu lugar dentro de si.

Quando a bolha estourasse, um mundo cheio de obrigações, votos de lealdade, promessas e futuros a serem cumpridos iriam se apresentar. E por mais que o amor, transbordassem de seus corações, que só de estar perto um do outro inundasse suas almas, nada disso seria suficiente. Resolver isso, seria uma batalha ainda pior do que Galáxia, mas eles suspenderam qualquer pensamento, e dedicaram-se a sua tarefa.

Ambos se ajudaram a curar suas feridas, Serena colocou as roupas de Mina e Seiya ficou numa situação muito complicada. Suas roupas estavam encharcadas e ele não tinha trocas. Então se enrolou na toalha e colocou suas roupas na lava-roupa/secadora de Mina.

Serena ferveu água e fez um chá. Ambos tomaram em silêncio, ficaram abraçados no sofá, sem falar absolutamente nada. Uma e outra vez se olhavam, trocavam beijos doces e ternos, deixavam uma carícia e bebiam o chá. Serena caiu num sono nos braços de Seiya e ele resolveu levá-la para o quarto de Mina, deixou-a na cama e sozinho, naquela sala, as cenas da banheira não saiam de sua mente.

- O que eles fizeram? E o pior...como eles iam lidar com tudo isso? Eles se despedem como nada tivesse acontecido? Esquecem seus sentimentos? Escondem tudo isso dentro de si mesmos e seguem com suas obrigações? Seiya desabou e deixou lágrimas caírem. - Como ele iria viver sem a luz e o calor de sua Bombom, depois de tudo que eles compartilharam? A esperança de reconstruir seu planeta, voltar para sua casa, não eram mais nada atraentes. - Como ele deixaria a Terra? Ele encontrou sua casa na Princesa da Lua e não sabia como viveria sem ela.

Mina chegou, encontrou Seiya apenas com uma toalha, o que deixou a menina ruborizada. Seiya percebendo, desculpou-se e disse que suas roupas estavam na secadora. Avisou que Serena estava muito mal, estava em choque, gritou e chorou, mas que tinha conseguido fazê-la se acalmar e agora ela estava dormindo.

- "Seiya, ela te disse alguma coisa?" - Uma mina muito preocupava falava.

- "Na verdade não!" - e ele não mentiu, Serena não falou praticamente nada, tudo foi uma sucessão de ações, mas poucas palavras e somente as muito necessárias – "Eu não sei Mina, mas acho que ela está devastada. Serena atravessou o impensável. Eu estive lá e ainda não consigo tirar as imagens da minha mente, e nem estive na posição dela." - Um barulho denunciava que as roupas estavam prontas, Mina correu e pegou as peças e levou para Seiya.

- "Obrigada Mina, eu vou me trocar no banheiro e vou voltar para casa. Eles devem estar preocupados. Espero que você tenha conseguido avisar todos. Por favor, você me liga para dizer como ela está quando acordar?" - Falou um Seiya preocupado.

- "Sim, claro! Eu ligo, com certeza! Muito obrigada Seiya!"

Seiya se trocou, olhou no espelho, apesar de tudo parecer igual, ele não era mais o mesmo. - Será que Serena se sentiria igual? Bem, era hora de encontrar os outros. Ele se despediu e foi para o apartamento. Quando chegou, tudo estava em silêncio, parece que Taiki também não aguentou. Então foi para seu quarto e resolveu descansar. Ele realmente precisava dormir, estava exausto. As lembranças dos momentos com Serena permitiram um sorriso, se havia muito a que se preocupar, também havia o bom. Definitivamente, Seiya acabou de ter uma experiência maravilhosa, com aquela que é o amor de sua vida, e com esse pensamento ele adormeceu, embalado ainda com o aroma de Serena.

Continua...

Próximo Capítulo: A visita da Rainha Serenity