***AVISO LEGAL***
Os personagens não pertencem a mim e sim a Naoko Takeuchi, parte do enredo é baseado no Anime e o restante é obra da minha imaginação.
Sailor Plutão e Galáxia não descansaram, elas se postaram como guardas, já que eles estavam à espera do inimigo a qualquer momento como instruiu Isaac.
Galáxia colocou a mão no ombro da mulher de cabelos verdes. – "Nós cometemos erros, eu cometi um terrível erro e estou fazendo tudo que me é possível para me redimir, frente a todos os planetas e povos que causei tanta dor. A minha decisão foi arrogante, eu quis aniquilá-lo sozinha, parte das minhas escolhas foram totalmente egoísta, eu confesso que senti muito bem quando o derrotei, mas minha ganância, mesmo parecendo altruísta, levou a muito sofrimento, por todo o universo, mas eu aprendi e estou aqui. Aprenda com seus erros e faça melhor agora." – Concluiu a Senshi Lendária.
Plutão abaixou a cabeça e caiu pensativa, ela teria que fazer muito para reparar o dano que causou ao presente e a sua princesa e ao príncipe. Ela sabia que Darien não conseguia tirar a sua futura filha da mente, deixou-se enganar facilmente, exatamente porque quer ter esperanças.
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Palácio Tankei
Quando chegaram ao Palácio, havia guardas se apresentando no quarto real, eles pareciam afoitos e alguns Starlights em treinamento aguardavam pela Princesa Kakkyu.
- "Princesa!" – Fizeram uma reverencia – "Os anciões convocaram os 4 reinos para uma reunião emergencial, todos devem comparecer e, ..."
Kakkyu interrompeu a jovem aspirante. "E se eu não estiver lá, eles poderão me depor por desobediência as leis gerais de Kinmoku." – Completou
Nos pensamentos de Sailor Star Maker, tudo era como um grande computador processando todas as informações: A Princesa Kakkyu é a única herdeira do Reino Tankei ainda viva, caso a sucessão saísse de suas mãos, seriam os anciões que governariam o Reino e então surge uma ideia, muito arriscada, mas ela acreditou que isso convenceria todos os reinos da importância de Kakkyu para a manutenção e prosperidade de Kinmoku.
- "Princesa!" – Indagou Maker – "Siga a convocação, provavelmente eles tomarão seu atraso como uma penalidade, mas eu virei em seguida, eu tenho uma ideia, por favor, confie em mim."
Kakkyu sabia que isso poderia acontecer, mas ela arriscou. Arriscou pelo amor que tem por sua Starlight e pelo grande respeito e gratidão que adquiriu pela Princesa da Lua, ela não poderia ter agido diferente, então balançou a cabeça afirmativamente, dando consentimento a Maker para atuar com seus planos.
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Horas antes...
- "Isso é tudo culpa sua, por interferir em meus planos, gritava Fidiah para Mefisto." – A mulher possuída pelo Chaos urrava de raiva.
Mefisto não se amedrontou com suas palavras e muito menos com sua ira, olhando apenas com um desdém terrível. – "Bem, era uma excelente oportunidade, não seria eu, se não tivesse tentado." – Riu desavergonhadamente.
- "Por quê? Por que você interferiu nos meus planos?" – Gritava
- "Ei, ei, ei! Eu agi por conta própria, sinto muito se você não foi competente suficiente para derrotá-la quando teve chances." - Olhou para suas mãos, como se distraísse vendo suas cutículas – "Como eu ia adivinhar que a Guardião fiel fosse agir com tamanha mesquinhez? Eu apenas estava lá para cumprir meu dever." – sorriu em sarcasmo.
- "Mas você a libertou!" – Devolveu Fidiah
- "Não sou eu que faço as regras, você sabe que se os condenados recebem perdão genuíno eu nada posso fazer, eu apenas queria ter mais tempo com a Princesa aqui, até que pudesse dominar o Cristal de Prata." – Respondeu
- "Você sabe que se ela ficasse aqui naquele estado, seu corpo morreria e o Cristal se apagaria." – Falou com ódio
- "Ela não ia permitir, eu tenho certeza de que ela me daria de bom grado, para salvar o filho." - Falou com firmeza. – "Mas bem, agora ela se foi, e não pretendo quebrar nenhuma regra, o universo já teve várias fraturas com intromissões, inclusive as suas ao libertar essas três feiticeiras." – Resmungou.
- "Eu resolverei a minha própria bagunça," – Falou com raiva.
- "Bem, e você sabe por onde começar?" – Falou com intuito de irritar a mulher.
- "Eu não sabia onde ela estava, mas agora que encontrei as duas, eu sei muito bem onde procurá-las." – Abriu um sorriso diabólico e desapareceu.
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Momento atual...
Quando Lua pensou que algo muito mais grave teria acontecido com Artêmis, ela viu aquela Luz, era um calor como o de sua princesa. E ela só escutou uma voz. – "Fuja, fujam o mais rápido possível, eu não posso aguentar mais."
A grade se abriu, Lua se esforçou para trazer Artêmis da sua inconsciência e quando conseguiu, apenas puxou o gatinho com todas as suas forças e esperanças para que pudessem escapar daquela prisão.
Correram por corredores escuros e subiram escadas, se deixando levar por filetes de luz que adentravam o ambiente, a esperança era que isso os levasse para fora daquilo que parecia um prédio abandonado.
Quando alcançaram a saída, estavam esgotados e deram de cara com uma criança, era um garotinho que devia ter por volta de uns 10 anos, o menino se aproximou e gritou para uma mulher, que deveria ser sua mãe. – "Olha mãe, são dois gatinhos, eles parecem estar machucados, podemos ajudá-los?" – Olhou com olhinhos brilhante para a mulher, que se aproximou, tocou nos gatinhos e percebeu que estavam fracos e machucados. Pegou Artêmis no colo e fez o gesto para o garoto pegar Lua, ordem que foi cumprida imediatamente.
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Surya começou a sentir uma presença se aproximando, Isaac acabara de retornar e ela foi conversar com seu esposo. – "É o que estou sentindo? Uma das Starlights está voltando?"
Isaac abriu a porta da sua cabana e ficou olhando o horizonte, não demorou muito para avistar um fecho de luz cruzar o céu e pousar não muito longe daquele local. – "Parece que sim!"
Star Maker não demorou a chegar à moradia do Velho Isaac, e este o esperava, aparentando um pouco de preocupação. Até agora, ele previu muitos dos acontecimentos, mas o retorna de Sailor Star Maker pareceu-lhe uma surpresa, mas no fim ele sorriu para si mesmo, adorava quando algo lhe surpreendia, isso fazia o sentir que tudo estava nas determinações pessoais e não como uma folha do destino, que eles poderiam ver antecipadamente.
"Isaac!" – Falou Maker quase sem folego. – "Eu preciso ver a Serena." – Anunciou e foi atendido pelo velho, que lhe deu passagem. Entrou e cumprimentou Surya com a cabeça, foi levado por Isaac para o quarto onde estavam deitados Serena e Seiya, que pareciam estar descansando, mas não adormecidos completamente.
- "Seiya!" – Chamou Maker
Seiya abriu os olhos um pouco assustada, mas logo percebeu que era Sailor Star Maker e relaxou. – "Ei, o que você está fazendo aqui?" – Olhou em volta, para ver se havia mais Starlights.
- "Seiya, eu preciso que você e Serena venham comigo, é sobre os anciões e Kakkyu, eles realmente emitiram um aviso, todos os reinos tinham que respondeu imediatamente, e bem, Kakkyu não estava no Palácio". – Seiya entendeu perfeitamente onde tudo isso iria parar, mas não conseguiu compreender como poderiam ajudar quanto a isso.
- "Venha, eu explicarei tudo no caminho." – Seiya então chamou Serena que parecia mesmo ter caído em um sono, sem sonhos, ela estava muito cansada e relutou em abrir os olhos, mesmo ouvindo os chamados.
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Serena faria qualquer coisa para ajudar Kakkyu, todo o possível. O difícil foi convencer Sailor Urano a não os acompanhar, eles temiam os estouros da Senshi Solar. Mas ela entregou o seu broche, o que a ajudou a ter sua transformação, então com Fighter e Maker se deslocaram como as estrelas fugazes, e chegaram a tempo de ver que cada governante estava se manifestando contra ou a favor da manutenção de Kakkyu no governo do Reino Tankei, e neste instante Maker fez uma interrupção que foi repreendida pelos olhares dos anciões.
"Eu gostaria de ter a palavra, antes que vocês tomem uma decisão desta magnitude." – Falou Star Maker com toda sua postura intelectual e com profunda seriedade.
Os anciões queriam negar esse direito, mas o Príncipe Tarikih falou antes que pudessem fazê-lo: - "Deixe que ela fale, se há algo que devemos saber, eu quero ouvi-la."
Os demais governantes seguiram Tarikih, assentindo positivamente para que Maker prosseguisse, para desgosto dos anciões.
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Momentos antes...
Se você decidir ajudar Kakkyu, talvez não possa voltar para o seu lar tão cedo, você entende isso? – Falou com muita seriedade Fighter.
Sailor Moon assentiu e respondeu apenas: Lar não é um lugar, lar é um sentimento. – E tocou o peito de Seiya, na linha de seu coração, para que ele entendesse aquelas palavras.
Próximo Capítulo – Kinmoku enfrenta o Chaos novamente!
