***AVISO LEGAL***

Os personagens não pertencem a mim e sim a Naoko Takeuchi, parte do enredo é baseado no Anime e o restante é obra da minha imaginação.

No capítulo anterior:

Fidiah sobe a montanha mais alta de Kinmoku. – "Se as lendas desse lugar estão certas, eu acharei você aqui."

No pé da montanha, como Fidiah previra existia uma pedra avermelhada reluzente, quando se aproximou foi interceptada por uma figura esbelta, muita alta, não podia ver seu rosto, apenas um longo rabo de cavalo que soprava ao vento, seu corpo era coberto por uma vestimenta totalmente escura, quase negra. Suas mãos tinham luvas e na face, pode ver os olhos de um verde tão profundo que lhe intimidaram e ela deu um passo para trás.

- "Quem é você" – Disse a figura a sua frente – "Como ousa se aproximar?" – "Este lugar é proibido e você não é bem-vinda aqui, retorne para as planícies de Kinmoku imediatamente." - Ordenou.

Fidiah logo compreendeu que aquele deveria ser um dos guardiões da Pedra Sagrada e imediatamente levantou suas mãos e lançou um feitiço, mas sem que pudesse fazer nada, apareceram outras quatro figuras idênticas e interceptaram o que seria um ataque, levantando suas grandes lanças em conjunto.

- "Você não terá chances conosco, desapareça daqui, se não quer se machucar." - Disse uma das cinco figuras a sua frente.

- "Eu só irei embora quando pegar o que vim buscar." – E de repente a figura de Fidiah reluziu e cinco espectros apareceram, e começaram a lutar com os guardiões.

Os guardiões nunca tinham enfrentando nada assim, e mesmo quando Galáxia apareceu, conseguiram usar a sua magia para esconder a Pedra Sagrada, com a ajuda do Velho Isaac, protegeram as montanhas sagradas de Kinmoku, mas nunca chegaram tão próximo da Pedra, como aquela mulher estranha.

Fidiah aproveitou que os cinco estavam distraídos em suas próprias batalhas e foi até a Pedra e percebeu que existia um acesso, através do qual deveria ser encaixado a palma de uma mão. Canalizando toda a força do Chaos, Fidiah deu passagem para aquela energia completamente escura e sua mão se transformou em uma gosma negra que se moldou perfeitamente aquele encaixe.

- "Nãooooooooooooooooooooooo!" – Gritou um dos guardiões, que tinha acabado de destruir um dos espectros e fazendo todos virarem para a direção que ele estava olhando. Com essa distração, dois dos espectros conseguiram atingir mortamente dois guardiões, um deles foi letalmente ferido e o quarto conseguiu escapar e lançou um ataque que destruiu mais um dos espectros.

Os três espectros atacaram os três guardiões, deixados em desvantagem, uma vez que um deles estava completamente ferido e assim, interceptaram qualquer ação que pudesse fazer para chegar até Fidiah.

A Pedra abriu, dando passagem a uma caverna. - "Eu o encontrei!" – Olhos brilhantes saíram da figura de Fidiah que já estava se desformando pelo excesso da energia escura que Chaos utilizou com aquele corpo.

Na sua frente, a figura de um menino de não menos de 12 anos podia ser vista, ele parecia humano, mas algo nele era estranho, seus olhos eram completamente negros e seu rosto tinha uma aparência fantasmagórica. Quando observou aquilo que estava a sua frente, abriu a boca e uma sombra se espalhou, formando uma espécie de corrente de sombras que começaram a dominar o Chaos.

- "Ohhh, isso é como papai..." – Chaos riu e começou a absorver a fumaça e avançou de uma única vez sobre a criança, deixando o corpo de Fidiah, que começava a se deteriorar e entrou no corpo da criança.

Fidiah muito fraca, ainda conseguiu falar: - "Você me enganou! Eu prometi te ajudar e você disse que ficaria comigo até o fim."

Chaos já em posse daquele corpo, começou a rir guturalmente. – "Sua tola, você e suas irmãs, sempre foram apenas bonecas para meus planos e agora, bem, agora talvez eu possa ser gentil e te mantar, para que não sofra mais." – E antes mesmo que Fidiah pudesse fazer qualquer coisa, um raio intenso saiu dos olhos da criança, que agora era possuída completamente pelo Chaos e fulminou Fidiah, transformando-a em apenas poeira e fumaça.

Os Guardiões conseguiram combater os espectros, mas estavam esgotados e com um dos companheiros muito ferido. Ao olharem para a Pedra, colocaram as mãos sobre a cabeça em desespero. "Ele foi libertado" – Em um grito.

Chaos não teve piedade e lançou o mesmo golpe em ambos, destruindo-os completamente. Não reparou que o terceiro ainda estava vivo e o jovem guardião, utilizou suas técnicas para despistar o inimigo, mantendo uma posição completamente imóvel, até mesmo sua respiração era imperceptível.

Chaos começou a descer a montanha, agora ele tinha encontrado o corpo que precisava para cumprir a sua missão.

XXX

- "Noiva?" – Perguntou um dos anciões, incrédulo.

Tarikih pegou a mão da princesa e a beijou, e enquanto isso, deu uma pequena piscada, como nos velhos tempos, onde eles eram crianças e se comunicavam com pequenos gestos, para que o outro acompanhasse em suas traquinagens.

Kakkyu entendeu os planos de Tarikih e jogou junto. – "Sim, com todas as ocorrências, nós ainda não comunicamos o Reino, mas pretendíamos fazer, depois que Kinmoku estivesse reconstruída."

Porém, talvez devêssemos oficializar isso agora, e deixar os Reinos tranquilos, pois a junção de Tankei e Ginkei irá fortalecer toda a estrutura de Kinmoku e será uma boa aliança que preservará a vontade de nossos ancestrais.

No passado, houve muitas tentativas de unir os reinos, que pereciam por questões climáticas e podiam se apoiar, mas nenhum herdeiro destinado a essa aliança, conseguiu prosperar. Houve vários noivados, durante gerações, mas doenças e o infortúnio na geração das crianças, não tornaram isso viável. Até que Tarikih e Kakkyu nasceram, e eles eram muito amigos e as famílias dos dois reinos eram amigas.

Mas o jovem Tarikih desejou viajar por todo o planeta, depois que sua mãe morreu, uma forma de lidar com o próprio luto e até a visitar planetas vizinhos e a cumplicidade da infância entre os dois, não permaneceu até a vida adulta.

A Princesa Kakkyu perdeu seus pais, que também ficaram enfermos, constituindo quase uma maldição no reinado de Tankei, que sempre teve seus reis adoecidos e faleciam ainda muito jovens.

Quando Tarikih voltou seu reino estava sendo administrado pelos anciões, seu pai acabará de falecer e ele, como único herdeiro, tomou posse do trono.

A Princesa Kakkyu, nessa ocasião, estava administrando Tankei com uma competência e generosidade sem igual em toda a Kinmoku, mas por ser jovem e solteira, era muito questionada pelos reinos e sempre observada pelos anciões. Tarikih tentou se aproximar, mas sentia uma espécie de culpa, por ter deixado Kinmoku e não oferecer suporte para Kakkyu em seus piores momentos, então não se sentia merecedor de nenhum tipo de consideração da princesa e preferiu ficar com sua família em Ginkei.

Quando o Reino Ginkei e o Reino Tankei voltaram a fazer negócios e trabalhar juntos, e por certo, trouxe uma aproximação de Kakkiy e Tarikih, Galáxia chegou, destruindo tudo que haviam batalhado para conquistar.

Naquele momento, uma aliança finalmente estava acontecendo entre os reinos, e Kakkyu e Tarikih sentiram como se seus próprios pais os abençoassem. Os anciões olharam para os jovens, e não poderiam ver nada além de uma profunda admiração e talvez amor? Apesar de desconfiados, compreenderam como legítima a afirmação de ambos os príncipes, mesmo que isso colocasse seus planos no ralo.

XXX

- "Está tudo bem com a jovem, são apenas efeitos de uma gravidez diferenciada. Ela precisa de repouso." – Entregaram dois frascos que continham algumas pílulas e colocaram na mão de Seiya – "São vitaminas, e ela deve tomar um de cada pela manhã e outra dose a noite. – Passando as instruções." – Virando-se e indo ajudar os outros com curativos para as guerreiras machucadas.

Mina abraçou Serena com força. – "Calma mina, você vai me esmagar assim." – Gritou a outra loira.

- "Desculpe-me" – Afastou-se e olhou pra baixo – "A verdade é que estou muito aflita sobre Luna e Artêmis." – Confessou Mina.

Urano e Netuno chegaram a tempo de ver Serena bem e a declaração de Mina. – "Vamos, nós tentaremos fazer contato com Darien, ele pode ter informações dos gatinhos." - Disse Urano que logo se aproximou de Serena e a abraçou gentilmente.

- "Como está gatinha?" – Perguntou Urano

- "Eu estou bem." – Respondeu timidamente. – "Obrigada por se preocupar"

Urano pegou as mãos de Serena e Seiya e os fez caminhar para fora daquele lugar com ela. Serena não entendeu nada, mas Seiya começou a desconfiar que isso não ia terminar muito bem, mas estava pronto para o que a Senshi do Ar iria falar, em si, também pensava que tinham sido negligentes.

Vendo os jardins, Urano puxou ambos para fora do Palácio e os colou frente a si, olhando para os dois disse com sua cara séria. – "Eu não disse nada na Terra, pois tudo foi muito complicado até agora, mas vocês dois foram muito irresponsáveis."

Serena e Seiya olharam e piscaram duas vezes – Ela estava recriminando-os por se amarem? Ou por terem se amado sem proteção? – Seiya realmente nunca pensou que algo assim poderia acontecer, mas sentia um pouco de culpa, por não ter tentado entender as coisas melhores antes.

- "Você é uma criança Serena, já pensou em como será quando voltar? O que seus país vão dizer? E como pretende continuar a estudar e quem vai cuidar do bebê e de você?" – Passava as mãos na cabeça, bufando.

- "Calma, calma!" – Seiya se colocou em sua frente – "Bombom, não terá que enfrentar nada disso sozinha, eu estarei com ela." – Olhando nos olhos de Urano, enfrentando-a.

- "Ahh é estrelinha? Então me diga, você vai abandonar sua princesa, seu planeta, ir pra Terra e vai dizer para os pais dela o que? Que você é um alienígena que engravidou sua filha?" – falou sarcasticamente Urano

Sailor Star Prayer apareceu logo atrás e para surpresa de todos disse: - "Nós temos problemas mais urgentes agora, Sailor Moon precisa descansar para não ficar doente, nem ela e nem o bebê e nós temos que planejar como atacaremos o inimigo, pois ele já deixou claro que quer destruir todo o planeta". – Cof cof – "E seu objetivo final é destruir Sailor Moon." – Se posicionou entre Seiya e Urano – "Portanto, acho que esses problemas, terão que ficar para depois" – Finalizando seu discurso.

Todas começaram a deixar a enfermaria, Rei, Mina, Amy e Lita rodearam Serena, que precisou se separar de Seiya, que ficou atrás olhando as garotas.

Já sem suas transformações, Haruka e Michiru se posicionaram ao lado de Seiya – "Não pense que isso acabou" – Disse Haruka.

Seiya estava em fúria por dentro. Quem era ela para mandar na vida deles? Mas nesse momento, admitiu que Prayer estava certa e havia muito o que se pensar.

As Starlights se aproximaram de Seiya e apertaram seu ombro em apoio.

XXX

Mina e Hotaru tinham seus quartos e correram para um descanso, Rei e Lita foram levadas para um quarto enorme, com duas camas aconchegantes, Amy ficou com um quarto próximo do de Mina e outro foi destinado para a Michiru e Haruka.

As Starlights também foram procurar seus quartos para um descanso merecido. Todos estavam exaustos e precisavam recuperar as forças.

XXX

Seiya levou Serena para o seu quarto e começou a retirar as roupas sujas e com pequenas manchas de sangue, deixando Serena um pouco tímida. Apesar de tudo que compartilharam, trocas de roupas espontâneas ainda não era um hábito.

Seiya percebeu e riu – "Não é nada que você não tenha visto antes" – provocou.

- "E-eeeeehhhh!" – engasgou-se – "E-euu sei, é que. "– Abaixou a cabeça – "Eu não estou acostumada."

Seiya olhou para sua Bombom e pensou em como ela completamente adorável. – Apenas com as roupas de baixo, aproximou-se de Serena e abraçou – "Talvez seja hora de se acostumar, pois nós teremos um filho e eu espero que não tenhamos que viver em lugares diferentes." – Riu maliciosamente.

Serena enrubesceu – Era isso? Eles iam morar juntos, criar um bebê. – De repente aquela sensação de torsão nas entranhas. – Ela era muito jovem, será que ela ia conseguir? – Isso a aterrorizou, foi a primeira vez que ela conseguiu visualizar tudo isso, e não sabia se estava preparada.

Seiya sentiu o corpo da loira estremecer em seus braços. – "Bombom, tudo vai ficar bem. Confie em mim!" – e piscou

- "Que tal tomar um banho e descansar um pouco?" – Deu seu sorriso cativante que sempre a confortava e então apenas balançou a cabeça afirmativamente.

XXX

Toc toc

Taiki abre a porta e encontra Amy em sua porta.

Olá, Taiki, perdoe-me por te incomodar, eu sei que precisa descansar, mas eu precisava muito falar contigo. – Disse Amy com sua voz doce e baixinha.

"Claro! Você quer entrar?" – Perguntou Taiki, abrindo espaço para Amy passar. Amy aceitou e entrou no quarto, deixando Taiki fechar a porta.

Próximo Capítulo – Amor antes da Guerra