***AVISO LEGAL***

Os personagens não pertencem a mim e sim a Naoko Takeuchi, parte do enredo é baseado no Anime e o restante é obra da minha imaginação.

No capítulo anterior:

"Claro! Você quer entrar?" – Perguntou Taiki, abrindo espaço para Amy passar. Amy aceitou e entrou no quarto, deixando Taiki fechar a porta.

"Taiki, como foi que você conseguiu falar comigo naquele dia?" – Perguntou Amy, que tinha essa questão ainda em aberto.

"Ahh isso" – Taiki arrumou seus óculos – "Bem, eu realmente não sei, foi o Velho Isaac que fez com que eu encontrasse você" – Parou um momento, como se tentasse refletir sobre aquele momento – Porém, devo confessar que não fazia a mínima ideia de o porquê, fiz contato exatamente contigo." – Confessando-se.

"Nenhum dos nossos amigos pode nos encontrar e justamente você conseguiu, e pelo que nos contou, nem estava na Terra." – Refletiu Amy.

"Amy, por favor sente-se" – Indicou uma poltrona confortável que compunha a decoração de seu quarto e sentou-se em outra que estava posicionada ligeiramente ao lado. A frente, encontra-se uma mesa baixa e havia ainda mais uma poltrona a frente.

"Aconteceram muitas coisas, muito rapidamente, e eu não tenho pensado sobre isso, mas quero que saiba que vocês são nossos amigos também, e nos importamos com vocês e seu planeta, desde a luta contra Galáxia. Sei que não fomos afáveis desde o início, mas espero que entenda que tínhamos um único propósito: Salvar Kakkyu e reconstruir Kinmoku." – Pausou um momento para tomar as próximas palavras – "Mas não somos tão frios ou indiferentes, como talvez você pense, nós realmente somos gratos por todas vocês, não me esqueci do que fizeram para nos proteger e enfim..."- como se uma lembrança o alcançasse – "Aprendi muito com você e seu planeta Amy e talvez, de fato, seja entre as meninas a que admirei por ser tão inteligente e ainda manter seus sonhos e romances." – Sorriu ao final, mostrando sua sinceridade.

"Eu agradeço muito Taiki" – apertando as mãos – "Eu não sei se teríamos conseguido desfazer os planos do inimigo, se você não tivesse avisado imediatamente as meninas" – Sorriu e com um gesto típico de seu país, fez uma reverencia de agradecimento.

"Você não precisa agradecer a Amy, somos praticamente uma família agora que Seiya e Serena serão pais". – Falou com seriedade.

"Ahh sim." – Amy ficou um pouco corada, esses assuntos ainda a deixavam muito tímida, mas se recompôs e continuou – "Você sabe como isso foi possível Taiki? – "Porque, bem..." – engasgou-se – "Bem...vocês são meninas, certo?"

Taiki riu alto, deixando o ambiente esquisito, não era típico esse comportamento – "Ohh, me desculpe Amy, eu não quis rir, mas pareceu engraçado, como você falou" – Se recompôs, ajeitou-se na poltrona e continuou – "Bem, a verdade é que podemos ser o que quisermos, as Starlights não são como os Kinmokianos e talvez para você, isso pode parecer estranho, mas nossa semente estelar pertence as estrelas, e de tempos em tempos, algumas crianças nascem com uma marca especial, apresentam um crescimento normal, aparentemente, mas com 12 anos, são levados para Tankei, onde começam a receber o treinamento. Quando conseguem acessar sua semente estelar, sua marca desaparece e recebem suas estrelas de transformação."

"Ual" – Disse Amy – "Mas isso é muito interessante. Mas porque todos vem para Tankei? " – Perguntou curiosa

"Apenas Tankei tem a força para desenvolver as Starlights, e por isso o Reino de Tankei também é muito cobiçado pelos anciões." – Explicou Taiki.

"Mas você sabe porque é assim?" – Perguntou Amy

"Existem muitas lendas, mas pertencem a uma história que foi abandonada, existem leis em Kinmoku que proíbem a menção a esse passado e a prática do que chamamos de Velha Religião. – Tomou um tempo e continuou – O Velho Isaac e sua esposa, são um dos poucos que ainda mantém isso e por esta razão, estão isolados de todo o resto do planeta, sendo as montanhas ao sul, onde habitam, proibidas para visitação dos cidadãos Kinmokianos e por isso, oficialmente, apenas temos que Tankei o centro de Treinamento das Starlights, algo que nunca conseguiram eliminar, pois somos necessários para a defesa do Planeta." – suspirou – "Galáxia, não foi o primeiro inimigo." – Respondeu Taiki.

"Hmmmm!" – Amy parecia reflexiva – "Mas bem, mas você dizia que vocês podem ser o que quiserem e como é isso? Realmente não entendi." – Amy parecia ainda muito curiosa

- "Certo!" – continuou – "Como não somos como os Kinmokianos, nós aprendemos junto com o treinamento, que nosso corpo pode ser alterado, a partir de nosso desejo, como a nossa transformação em Starlights. – Interrompeu como se lembrasse de algo. "Certa vez, durante o treinamento, o falecido Rei me disse que nós éramos de fato estrelas, e poderíamos ser como desejássemos." – Foi quando Seiya talvez tenha se transformado em um menino primeiro, bem, era típico de Seiya ser um desbravador.

- "Você acha que ele queria ser um menino?" – Perguntou Amy

- "Bem, eu não sei. Mas acredito que não, ele nunca mais fez isso, até que fossemos para a Terra." – Declarou Taiki e continuou – "Porém, talvez seja complicado para vocês, mas aqui, os gêneros não são tão importantes, as pessoas são livres para se relacionarem sem discriminações, como as que eu percebi em seu planeta." – Olhou nos olhos de Amy para continuar falando – "Talvez você queira saber se Seiya sempre gostou de garotas?" – Zombou ao final.

Amy ficou ruborizada, ela foi pega. – "Bemmm...si-simmm, eu realmente fiquei curiosa sobre isso, talvez pela maneira como se aproximou tão facilmente de Serena." – Confessou

- "Seiya era muito diferente do que você conheceu na Terra, exceto pelo seu humor e astral, que deverás sempre foi muito eufórico e por isso, sempre foi a Starlight mais carismática e atraia muitos olhares. – Pausa – "Mas, nunca teve romances, nunca vi Seiya como eu o vi na Terra e isso, confesso-me agora, deixou-me trouxe-me muito irritação, pois o desviava de nosso propósito." Fez uma nova pausa antes de concluir – "Bem, era perceptível sua admiração por mulheres, então sim Amy, Seiya sempre gostou de garotas."

"Hummmm! – Talvez seja como Haruka" – Pensou em voz alta, mas isso não importou em nada para Taiki, ele já tinha percebido que Haruka e Michiru compartilhavam uma ligação diferente das outras garotas e entendia perfeitamente isso, pois era corriqueiro em Kinmoku.

"De qualquer forma" – Continuou Taiki. – "Nós nunca soubemos que era possível que nosso corpo masculino fosse fértil, ainda mais com uma união com seres de outros planetas. – Então, isso também é novo para mim."

"Eu posso entender Taiki, e vou deixar você descansar, eu agradeço pelas explicações, eu realmente queria saber como chegou até nós, para termos isso a nosso favor se precisarmos, mas também gostaria de te agradecer por tudo." – Disse abaixando a cabeça como agradecimento.

"Sempre as ordens Amy e você é bem-vinda, quando quiser, eu realmente aprecio sua companhia e assim que tudo acabar, se tivermos sucesso e vocês ainda tiverem algum tempo aqui, posso te levar a nossa Biblioteca." – Falou com sinceridade, Amy se tornou uma boa amiga.

"Eu adoraria e espero que tenhamos esse tempo." – Agradeceu novamente e dirigiu-se a porta, acompanhada por Taiki, que abriu a porta e se despediu, deixando a garota de cabelos azuis caminhar pelo corredor para alcançar o quarto destinado a ela, enquanto apenas observava.

Fechou a porta. – "Eu também queria entender mais, sobre tudo isso." – Pensou consigo, mas resolveu ir descansar, muitas coisas estavam ainda para acontecer e todos precisavam estar no seu melhor.

XXX

- "Venha, vamos tomar um banho." – Disse Seiya.

Serena corou – Fazia algum tempo, que devido a tantas coisas, eles simplesmente não tiveram mais intimidade, e sempre foi algo que acontecia e agora esse chamado para tomar banho juntos a deixou sem ação.

- "Bombom!" – Seiya sorriu e se aproximou. – "Não me diga que você está com vergonha!" – Abraçou a loira a sua frente com delicadeza e falou ao seu ouvido – "Eu acho que agora é tarde para isso."

Serena ficou vermelha como um tomate, essa atitude de Seiya sempre a desconsertava. – Seiyaaaaaaaaaaaaaaaaa! – Reclamou.

Seiya a apertou em seu abraço e começou a dar pequenos beijinhos em seu pescoço e depois olhou em seus olhos, liberando o aperto – "Você vai me rejeitar Bombom!" – Fazendo cara de ursinho.

Serena se derreteu e abraçou Seiya, para que ele não visse também o seu rosto, é lógico que ela não queria rejeitá-lo, só que agora, ela estava grávida e sentia-se um pouco tola, mas era sua personalidade, ainda não tinha se acostumado a isso. – Será que seria assim sempre? Nossas vidas juntas? – Pensou consigo e isso a fez relaxar. Não seria tão ruim, ela amava profundamente Seiya.

Seiya a pegou pela mão e a puxou para o banheiro, que mostrava uma grande banheira que começaram a encher e preparar com alguns frascos que estavam à disposição. Virou-se para a loira e começou a despi-la com delicadeza. "Eu estou com tanta saudade de te tocar assim, de sentir você comigo, a sua pele" – Respirou absorvendo o cheiro de sua pele e começou a beijar seu ombro direito, contornou a sua clavícula chegando ao outro ombro, derrubou o vestido simples que ela usava, deixando-a apenas com suas roupas de baixo. – "Você é tão, tão, tão linda e tão quente, seu brilho é maravilhoso." – Referindo-se a sua essência e seu cristal prateado, que compunha a sua verdadeira semente estelar.

"Eu também, eu também" – Respondeu Serena, suspirando com o prazer com que aquele toque a proporcionava.

Serena ajudou Seiya a se despir e quando ambos estavam nus e foi Seiya que entrou primeiro e pegou a mão da garota para que entrasse logo atrás, acomodando-se entre suas pernas.

O casal gostou daquele momento, como um respiro de tudo que tinha acontecido até agora e em um momento, os beijos e caricias foram interrompidos pela voz da loira. – "Será que meus pais estão bem?" – Seiya imediatamente percebeu que estava em seu planeta, apesar das ocorrências, Kinmoku era sua casa, sua família estava em Tankei e eram as Starlights e a Princesa Kakkyu, mas e para Serena? Para Serena tudo isso era estranho e ela estava muito longe de sua família.

- "Eu não posso imaginar o que você está sentindo, mas eu realmente espero que tudo esteja bem e eu te prometo, quando tudo isso acabar nós resolveremos as coisas com seus pais, está bem?" – Falou abraçando-a para confortá-la.

- "Eu também estou preocupada com Luna e Artêmis, e.." – Algo a preocupava.

- "O que foi? Você ia dizer alguma coisa, por que parou?" – Seiya, perguntou, vendo a hesitação.

- "E..bem, é sobre o bebe, se eu estava ficando doente, porque precisava da energia de Kinmoku, não poderei voltar antes do bebe nascer." – Concluiu com um pouco de apreensão, não que ela não quisesse ficar no planeta, mas como explicar todos esses meses desaparecida? Seus pais iam enlouquecer. – Pensou a princesa da Lua.

- "Nós vamos achar uma maneira de resolver tudo isso." – Seiya queria apenas tranquilizar a garota, mas isso tudo era uma preocupação para si também, mas havia muito a ser feito e temia que essa batalha fosse pior do que a que enfrentaram na Terra. – Então apenas abraçou forte a garota e voltaram para seu banho.

XXX

Dias antes na Terra (Da perspectiva de Tempo da Terra)

Na Terra, Darien precisou resolver questões da Universidade e começou a pensar que talvez aceitar a Bolsa para estudar no exterior seria a melhor maneira de ele seguir com sua vida.

Andando por Tóquio encontrou um cartaz com a foto de Luna e Artêmis colado em um poste, arrancou imediatamente e leu o que dizia.

Gatinhos perdidos. Para informações contate-nos!

- "O que aconteceu com eles?" – Darien percebeu que eles tinham negligenciado completamente os gatinhos nos últimos dias, pensando que estavam ainda no Templo de Rei ou na casa de Serena.

Imediatamente alcançou um telefone público e ligou para o telefone que indicava o cartaz.

"Alo!" – Uma voz infantil atendeu do outro lado.

"Olá! Aqui é Darien Chiba e eu sou o dono dos gatinhos que você encontrou, estou procurando-os há dias" – Mentiu o príncipe da Terra.

- "Ahh sim! Bem, eles estavam muito machucados. Você saberia como algo assim aconteceu?" – A voz era um pouco desconfiada.

Darien percebeu que a criança, com certeza entendia mal tratos com animais e ele precisava convencê-lo, que não teria sido ele. – "Eu realmente não sei o que poderia ter acontecido." – Falou com sua voz formal e muito adulta. – "Eles ficaram hospedados no Templo Hikawa, com uma amiga, pois eu estava viajando e quando fui buscá-los, tinham desaparecido e deixado todos muito tristes e preocupados no Templo. Eles já ficaram lá, muitas vezes, isso nunca aconteceu antes."

A voz do outro lado ficou em silêncio. – "Espere um pouco." Passou algum tempo. "Ok! Minha mãe vai falar com você, aguarde."

- "Olá, meu filho disse que o senhor é o dono dos gatinhos, então dê-nos o seu endereço para que possamos levá-los até você."

"Você não prefere que eu vá buscá-los?" – Disse para a mulher do outro lado da linha.

- "Não, nós queremos ver onde eles moram e se realmente ficarão bem." – com um tom um pouco ríspido. – Tomou uma pausa – "Bem, desculpe-me por dizer assim, mas eles estavam muito mal, pensamos que iam morrer e queremos ter certeza de que essa é a casa dele e que estarão bem."

XXX

Lua e Artêmis foram levados pelos dois garotos e sua mãe, não queriam se separar dos gatinhos que começavam a se afeiçoar, a mãe tinha prometido que se ninguém entrasse em contato, eles poderiam ficar com eles, mas aquele telefonema aconteceu, para a tristeza das crianças.

Dentro do apartamento, Darien fez questão de comprar coisas para gatos, ração e potes adequados e deixar espalhado por alguns lugares. Até mesmo uma caixa de areia e esperou que isso fosse suficiente para convencê-los.

Localizou fotos que tirou com Serena e Lua estava presente e por sorte, achou duas outras que tinham o grupo completo e havia os dois gatos e deixou na mesa, para mostrar a família.

Depois de servir o chá, conversar um pouco, responder muitas perguntas. Foi interrogado sobre as garotas da foto, informou que a loira com a sua gatinha preta era sua ex-noiva e isso deixou Darien entristecido, ex-noiva não era algo que ele pensou que Serena se tornaria.

Falou sobre Rei e sobre o Templo Hikawa e seu trabalho e o de seu avô por lá e dos muitos talismãs que eles confeccionam e que talvez eles pudessem um dia visitar e conhecer todos eles.

Lua e Artêmis estavam tão felizes de estar com alguém conhecido, apesar de esperarem por Serena e Mina, enroscarem-se nas pernas dele, subiram em seu colo e isso fez com que toda a família entendesse que realmente os gatinhos tinham se perdido ou foram roubados, em algum descuido no templo e estavam fugindo e devem ter se machucado nesse processo.

Darien agradeceu muito a família e disse que poderiam visitá-los no futuro. E assim que fechou a porta, quanto todos saíram, pensou consigo -Essa foi por pouco.

- "Agora me digam, o que foi que aconteceu? Por que não estavam com as meninas?" – perguntou um pouco desesperado.

Lua e Artêmis começaram a explicar que o inimigo se passou por ele e tinham o seguido, pensando que estavam sendo levados para o encontro com as meninas, o que deixou Darien muito aborrecido.

"Esse inimigo é o pior de todos, eles usam nossos afetos contra nós." – Lembrando-se de Rini.

Artêmis e Lua olharam um para o outro e resolveram não dizer nada, mas quantas vezes Darien caiu nas mãos do inimigo e se voltou contra Serena e as meninas? Resolveram apenas a continuar a história.

- "Mas bem, agora nos diga, onde está Serena?" – Perguntou Lua, seguida de Artêmis "E Mina?"

Elas estão em Kinmoku e mal terminando de dizer Eliot entra eufórico: "Eu consegui contato com Galáxia e ela..." - Vê os gatos – "Ohhh!" - Fica calmo – "Estão todos preocupados com vocês, onde estavam?" – Pergunta o Guardião de Elisyum.

Lua e Artêmis olham um para o outro e suspiram abaixando a cabeça – Teremos que começar tudo de novo. – Uma gota se forma na cabeça dos gatinhos.

Próximo Capítulo – Amor antes da Guerra – Parte II