Disclaimer: Todos os personagens pertencem a JK Rowling. Esta fanfic é uma tradução autorizada de "Falsas Apariencias" postada em 2007 no FanFiction por Sisa Lupin.

Capítulo 6 - O que está fazendo, Tonks?

No final da rua, uma pequena casa familiar apresentava-se na escuridão, abaixo de uma lua minguante. Seus ladrilhos eram de uma cor parda, assim como a de seus vizinhos, mas diferente deles, permanecia isolada graças a um pequeno jardim que a circundava.

Pela segunda vez, Remus olhou o pequeno pedaço de pergaminho em que estava anotado o endereço da metamorfomaga, e depois de observar mais uma vez a fachada onde nenhuma luz atravessava as janelas, o lobisomem suspirou e voltou a guardar o papel em um dos bolsos. Tinha pedido a Kingsley o seu endereço, preocupado por suas ausências prolongadas. Afinal de contas, era seu parceiro de vigília e merecia saber o porquê tinha perdido tantas reuniões e rondas durante aquela última semana. Segundo Kingsley, tinha pedido alguns dias de folga no escritório dos aurores, mas ninguém sabia mais nada dela. De fato, sua carta de baixa tinha chegado ao Ministério por correio aéreo, ou seja, por uma coruja.

Apesar das evidências de que tinha algo estranho naquilo tudo, o lobisomem tinha adiado aquele momento porque não tinha confiança suficiente em si mesmo para bater na porta da jovem bruxa após a meia-noite sem que ela tivesse lhe dado o seu endereço.

Esquadrinhou mais uma vez a escuridão por trás dos vidros e tentou, pela última vez, captar alguma movimentação, mas nem uma alma se movia ali.

Sem dúvidas estava dando muitas voltas no assunto, disse a si mesmo e decidiu resolver o assunto o quanto antes. Era muito provável que sua ausência tivesse uma explicação razoável. Com sua varinha em mãos, encaminhou-se até a entrada através da relva mal cuidada, subiu três degraus e, com um pouco de indecisão, tocou a campainha que tinha ao lado da porta. Depois de vários segundos, continuava sem escutar nada de dentro e isso era estranho, tendo em conta que a jovem tropeçava em qualquer coisa quando algum som a assustava.

Dessa vez, voltou a insistir sem nenhum medo e, para sua surpresa, conseguiu perceber uma sombra borrada por trás do olho mágico.

Grudou o seu ouvido na porta e escutou que alguém descia lentamente e cambaleando pelas escadas. Depois, a jovem sussurrou alguns feitiços, e depois de um minuto, a porta abriu-se lentamente, deixando ver a mulher em um estado realmente alarmante.

Seu rosto em formato de coração estava tão pálido como as paredes do lugar, seus olhos inquietos observavam o lobisomem sobre suas azuladas olheiras e sua respiração entrecortada, quase ofegante. Parecia nervosa e se apoiava sobre o umbral da porta com uma de suas mãos, como se temesse que suas pernas não pudessem sustentá-la por muito mais tempo.

— Remus...? — perguntou com grande dificuldade — Pensei que era outra pessoa.

Caíam as lágrimas enquanto falava. O lobisomem ficou paralisado, e só reagiu quando as pernas da metamorfomaga vacilaram. Rapidamente, pôde sustentá-la antes que caísse sobre ele.

Tonks soluçou contra o seu ombro enquanto ele sentia um nó na garganta. Decidiu levantá-la entre seus braços e, sem dizer nada, a conduziu para o interior. Ali encontrou uma ampla sala, a pôs com cuidado sobre o sofá e ficou como uma estátua ao seu lado.

Tinha visto muitos sintomas parecidos aos seus ao longo da vida. Também tinha sentido na própria pele.

Tonks tentou falar para acalmá-lo. Desde que o viu tinha o rosto desiludido, mas um repentino ataque de tosse a impediu. O licantropo observou ao redor e viu um copo d'água que tinha sobre a mesa e imediatamente o pôs sobre os seus lábios.

— Sei que está fraca — disse enquanto tirava o copo e a olhava com uma expressão grave — Mas preciso que me diga quem conjurou a maldição cruciatus. Você o viu?

Ela negou com a cabeça. Por nada no mundo desejava envolvê-lo nisso, já tinha feito muito em abrir a porta de sua casa naquele estado.

Ao não obter resposta, Remus levantou-se do sofá com muita agitação. Passo as mãos pelo cabelo castanho e pegou a varinha.

— Onde vai? — perguntou alarmada.

— Mandar um patrono para avisar a Ordem. Enquanto isso, tentarei rastrear quem for que tenha feito isso.

— Não! Por favor! Não faça isso — implorou enquanto tentava levantar-se com dificuldade — Isso faz dias, nunca vai encontrá-lo...

Remus a olhou sem entender. Parecia que não entendia muito bem a gravidade da situação.

— Não quero que ninguém da Ordem saiba — insistiu — Dirão que sou uma incompetente.

— Eu te garanto que nem todo mundo é como Snape.

— Remus, por favor. Não faça isso, não diga a ninguém... principalmente a Sirius. Prometa, Remus, por favor.

O tom de súplica na sua voz o fez desistir. Supôs que sua contrariedade se devia ao seu orgulho de auror. Que outra coisa podia ser se não isso?

— Se é o que quer, está bem — respondeu sem muita convicção — Mas, para ser sincero, não entendo — concluiu enquanto voltava a se sentar ao seu lado — Suponho que também não vai querer ir ao St Mungos.

Ela voltou a negar, mas dessa vez tentou sorrir um pouco.

— Só preciso descansar.

Remus assentiu. Pelo menos nisso estavam de acordo. Foi se levantar, mas a voz da jovem o impediu.

— Não quero que vá — sussurrou com o coração apertado.

— Só ia pegar aquele cobertor — disse com um sorriso de lado. Depois de soltar a mão, cujo contato tentou reter o máximo que pôde, pôs o cobertor em cima de seu corpo com delicadeza.

"O que está fazendo, Tonks?" se repreendia "Por que não o manda embora? Por que não diz que não pode continuar fazendo as rondas com ele, que deveria fazê-las com Snape?".

Quando sentiu a mão dele rodeando a sua de novo, suas preocupações calaram-se e não disse nada. Pouco depois, suas pálpebras caíram. O lobisomem ainda ficou um tempo velando o seu sono, pelo menos não estava tão pálida quanto antes, pensou.

Levantou-se do seu lado e ajeitou-se sobre outro sofá, tentando encontrar a postura mais adequada para passar o resto da noite. Depois de impossíveis posições, encontrou uma mais confortável e aos poucos, contra sua vontade, foi notando como ia adormecendo. Tentou manter-se acordado, mas a respiração sossegada e calma da auror não ajudava e, no final, acabou desistindo.

Na manhã seguinte, um cheiro intenso de torradas queimadas e o som de metal batendo contra o chão fizeram com que Remus acordasse sobressaltado. Depois do seu despertar repentino, obrigou-se a manter a calma enquanto se deparava com o sofá vazio que tinha ao seu lado.

— Tonks? — perguntou estranhado desde o batente da porta da cozinha.

— Bom dia — ela o cumprimentou. Tentava esconder o desastre que tinha acabado de causar, sem muito êxito — Foi mal por ter te acordado. Dormiu bem?

— E você? — ele perguntou confuso.

— Ah! Estou muito melhor. Só queria fazer o café da manhã para agradecer que tenha ficado essa noite comigo e ainda mais nesse sofá horrível. Teria estado melhor na minha cama.

Remus levantou as sobrancelhas. Tinha entendido o que ela quis dizer, mas o amplo conceito da frase insinuava outra coisa, o que o fez sentir-se incômodo, ainda mais quando Tonks percebeu o duplo sentido das palavras.

— Comigo dentro... Digo, fora — ela corrigiu rapidamente com o cabelo vermelho.

Percebeu o nervosismo da jovem e com um gesto da mão, indicou que tinha entendido. Tonks sorriu aliviada.

— É melhor eu pegar isso tudo — acrescentou, aproveitando para virar as costas e disfarçar os seus pensamentos.

Quando agachou-se para pegar um prato quebrado, uma forte pontada de dor na sua lateral esquerda a paralisou. Rapidamente, Remus chegou ao seu lado.

— Você ainda não está bem.

— Claro que sim, estou ótima... Viu? — disse enquanto se levantava com dificuldade e mordia o lábio inferior.

— Acabou de me demonstrar o oposto.

— Remus... — pediu.

— Nem Remus nem ninguém. Agora vá para a cama — a repreendeu em um tom meio irritado e meio carinhoso. Depois, ergueu uma sobrancelha — Prometo que não vou sair daqui enquanto continuar assim... Eu vou fazer...

A jovem ficou um pouco perplexa, imaginando o final da frase que ficou suspensa no ar.

— O café da manhã — especificou com as bochechas um pouco coradas.

"Deveria dizer algo inteligente antes que Tonks perceba que sou um idiota" disse a si mesmo.

— Belo pijama.

Remus se amaldiçoou internamente. Já Tonks olhou para baixo e de repente percebeu que a sua roupa de dormir mostrava muito. Em vão tentou descer um pouco o short curto de tecido rosa.

— Obrigada... É melhor eu tirar...

"Nymphadora! Pensa primeiro antes de dizer" repreendeu-se.

— Para vestir a minha roupa do dia, claro — acrescentou mais ruiva do que antes.

— É melhor — respondeu o lobisomem praticamente a ponto de um colapso nervoso.

Ela assentiu e rapidamente afastou-se sem olhar para onde ia. Isso provocou que ela quase caísse em uma das panelas espalhadas pelo chão.

— Estou bem, estou bem! Te espero lá em cima — acrescentou antes de desaparecer pela porta da cozinha.

Remus escutou como subia pelas escadas sem poder evitar um suspiro de alívio.

Enquanto ia se repreendendo por seus incontáveis deslizes verbais, foi recolhendo com a varinha toda a bagunça e pondo a leiteira para ferver. Depois, buscou por todos os lugares a farinha para fazer panquecas e, finalmente, a encontrou justamente em cima da leiteira. Ao se inclinar um pouco para alcançar o saco, não percebeu que a camisa tinha se enroscado no maldito utensílio e, assim que se afastou, o derrubou.

Profundamente aliviado ao perceber que a água ainda estava morna, tirou a camisa enquanto comprovava aliviado que sua calça tinha saído ilesa daquele pequeno acidente.

Talvez Tonks tivesse alguma coisa para lhe emprestar. Com aqueles pensamentos rondando a cabeça, começou a subir as escadas até chegar na porta onde vinham os ruídos mais característicos. Mais especificamente, xingamentos por ter tropeçado em alguma coisa. Ficou um bom tempo parado na porta tentando encontrar o jeito certo de explicar o que tinha acontecido.

Finalmente, pigarreou e girou a maçaneta.

Foi tão rápido que só percebeu que tinha esquecido de bater na porta quando a fechou e observou uma surpresa Tonks de sutiã no meio do quarto...

Ela tentou cobrir-se rapidamente com a blusa de alças que tinha acabado de tirar. Ao mesmo tempo, Remus abaixou o olhar envergonhado por ter olhado por mais tempo do que devia.

— Me desculpe, eu devia ter batido — desculpou-se, disposto a sair.

— Por que tirou a camisa?

— É o que eu vinha te dizer — disse sem afastar o olhar do chão — A leiteira caiu em cima de mim e eu vinha perguntar se tem alguma camisa que...

— Ah, certo, espera aí.

Tonks foi até o armário e abriu uma porta, ainda com a blusa escondendo o peito.

Naquele momento, Remus deixou de observar os inúmeros objetos espalhados pelo chão e ergueu o olhar. Estava de costas para ele, procurando com a sua única mão livre entre um monte de roupas. Um de seus antebraços estava coberto por um esparadrapo, provavelmente tinha se machucado durante o ataque daquele comensal.

Não pôde evitar pensar que, se tivesse acontecido algo pior do que o cruciatus, não poderia se perdoar nunca. Remus sabia perfeitamente que nome tinha aquele sentimento que começava a queimar-lhe por dentro, mas não pensava em pronunciar em voz alta, nem mesmo em sua cabeça.

— Espera — se deteve — Por que não usamos um feitiço? É bem simples, na verdade.

— Certo, não tinha pensado nisso — disse visivelmente envergonhado.

Tinha sido professor em Hogwarts, podia recitar uma centena de feitiços e azarações, mas Tonks lhe desarmava melhor que qualquer comensal com que já tivesse duelado. Mas o pior é que começava a pensar que talvez tinha subido até ali obedecendo um impulso irracional, algo que não era próprio dele Talvez só queria uma desculpa para estar ali com ela, e isso o assustava.

— O que foi? — perguntou.

Tinha percebido alguma coisa em seu olhar. O lobisomem deu de ombros e negou com a cabeça.

— Nada, não foi nada.

"Por que está mentindo?" pensou a metamorfomaga.

Tonks aproximou-se de Remus, imaginava que depois que ele soubesse que sabia sobre o seu pequeno problema peludo, não teriam mais segredos, mas estava errada. Enquanto isso, ele a observava com um esboço de sorriso no rosto e percebeu as pequenas sardas que cobriam a parte superior de suas bochechas. Estava se perguntando se tinha sido capaz de reproduzi-las sobre seu rosto uma a uma ou se era algo seu quando percebeu que ela tinha segurado uma de suas mãos. Nesse instante, deixou cair a blusa no chão e ela deu um novo passo para a frente.

Justo quando fazia isso, ela tropeçou na caixa que estava no chão no meio entre eles, arrastando o lobisomem em sua queda espalhafatosa. A cama amorteceu a queda, deixando-os em uma posição muito explícita, ela debaixo dele, ele em cima dela.

Tal como estavam as coisas, a porta do quarto se abriu, mostrando uma pessoa que a metamorfomaga conhecia muito bem.

— Oi, mãe.

Andrômeda Tonks parecia ter paralisado como ambos. No entanto, os três reagiram quando os passos de mais alguém se escutaram subindo as escadas.

— Ted, não entra! — ela exclamou, bloqueando a entrada.

— Mas eu acabei de subir. O que aconteceu?

Depois de várias tentativas, o senhor Tonks conseguiu se desfazer da barreira levantada por sua esposa e conseguiu ver com clareza a cena.

Remus cobriu o rosto com ambas as mãos, não sem antes ver que o pai da garota levava uma das mãos no coração e respirava com agitação.

— Pai, calma. Eu sei que isso soa bem clichê, mas... Não é o que aparece! — a jovem levantou-se de uma vez na cama. Mas então percebeu que ainda estava de sutiã e rapidamente procurou alguma coisa para vestir.

— Deveríamos ter mandado uma coruja — disse Andrômeda para si mesma, e então reagiu — Vamos, querido. Vamos deixá-los a sós — acrescentou, puxando-o pelo braço, mas ele se moveu um centímetro.

— Nada disso! Esse sem vergonha tem que me explicar muitas coisas. Primeiro, o seu nome, segundo, o que pensa fazer quando engravidar a minha filha... Caso já não tenha feito isso...

— Pai!

— Senhor Tonks, isso tem uma explicação e bastante absurda, devo acrescentar...

— Lupin? Ah pelo amor de Merlin!

Uma vez mais levou a mão ao coração.

— Se conhecem? — perguntou uma surpresa Tonks olhando para Remus e seus pais consecutivamente.

— Se o conhece? Você ouviu isso, Dromeda? — perguntou quase indignado.

— Olha, eu só estava tentando dar uma mão a sua filha...

— Eu sei que estava tentando dar uma mão a minha filha, é questão é onde estava dando essa mão.

Andrômeda cobriu o rosto com uma mão, completamente constrangida.

— Senhor Tonks, eu estava fazendo o café da manhã quando...

— Então você dormiu aqui.

— Sim, mas...

— Eu sabia!

— Edward! Deixa ele se explicar!

— Está bem... — ele resmungou.

Por sua vez, Tonks suspirou profundamente, disposta a intervir para tirar o lobisomem da encrenca em que tinha se metido por acidente.

— Sim, pai, de noite eu não estava me sentindo bem, o Remus se ofereceu para cuidar de mim — seu pai bufou sonoramente, o que ela resolveu ignorar e continuar — De manhã caiu a leiteira em cima dele e ele veio me pedir uma camisa, quando eu estava me trocando. Enfim, eu não sei como, mas nós tropeçamos e caímos do jeito que vocês nos encontraram...

Tonks olhou para Remus pedindo por apoio, e ele só pôde assentir com a cabeça.

— Caiu a cafeteira em cima? — Ted perguntou com uma sobrancelha erguida — É o truque mais velho que existe! Não podia se secar com a varinha? E por um acaso entrou no quarto no mesmo momento que a minha filha estava se trocando?

— Eu disse que era absurdo...

— Escuta aqui, Lupin, porque só vou dizer uma coisa: se tentar algo com a minha menina... — fez uma longa pausa, fazendo um gesto que imitava tesouras — Entendeu?

Remus engoliu em seco porque sabia que sobre isso um pai jamais brincava.

— Querido, sem ofensas, mas está agindo como se estivesse em outro século. Por acaso lembra daquela ceninha que protagonizamos na frente dos meus pais?

— Bom... — disse um pouco constrangido — Mas era diferente!

— Ah é? No quê, posso saber?

— Seu pai era um Black — enfatizou — Ao contrário de mim, que sou um homem moderno...

— Me desculpa interromper, mas podem parar de falar como se não estivesse aqui? — interveio Tonks, tão ruiva quanto um Weasley.

— Me desculpe — desculpou-se sua mãe — É melhor nós irmos.

— Não! Daqui eu não saio!

— Ted!

— Pai, eu prometo que eu vou pra casa e explico tudo quantas vezes quiser. Falou?

O senhor Tonks entrecerrou ainda mais os olhos, e com um último suspiro, desistiu. Pelo menos, por enquanto.

— Está bem — dirigiu-se a sua filha — Quanto a você — ele virou-se para o desafortunado lobisomem — Terá notícias minhas em breve. Lembra, estou de olho.

Para dar maior ênfase, Ted levou os dedos para os olhos e em seguida apontou-os para ele.

— Acho que ele já entendeu — disse sua esposa, vendo a palidez do rosto do lobisomem — Espero que da próxima vez que nos encontrarmos seja em melhor circunstâncias, Remus.

— Até logo — ele balbuciou.

Andrômeda ainda teve que empurrar o marido para que saísse do quarto. Quando escutaram o som da porta de entrada se fechando, tanto Tonks quanto Remus, soltaram a respiração. Olharam-se com completa perplexidade e, depois de alguns momentos de indecisão, começaram a rir, sem saber muito bem o motivo.

Depois de um tempo, conseguiram se acalmar.

— Onde é o banheiro? — perguntou o lobisomem.

— Final do corredor. Por quê?

— Acho que vou vomitar...