Disclaimer: Todos os personagens pertencem a JK Rowling. Esta fanfic é uma tradução autorizada de "Falsas Apariencias" postada em 2007 no FanFiction por Sisa Lupin.

Capítulo 7 - Uma garrafa de Firewhiskey.

As chuvas de veraneio não se fizeram esperar muito mais. Com grande estrépito, as gotas de água batiam contra as janelas e esfriavam as calçadas da cidade, criando vapores de umidade sobre as desertas ruas noturnas.

Alheio ao que acontecia por trás da porta, Sirius dormia tranquilamente sobre um dos sofás de veludo verde — enegrecido pelos anos — da mansão Black enquanto seu elfo doméstico saqueava o que sobrava da louça de prata de sua defunta ama.

Mas algo rompeu a monotonia. O adormecido acordou sobressaltado ao ouvir as insistentes batidas que vinham da entrada principal.

— Maldição — resmungou, espreguiçando-se por completo — Já vai! Monstro, estou te vendo! — avisou — Mas será possível...

Tendo colhido a sua varinha, Sirius levantou-se trabalhosamente em direção à entrada. Era muito tarde para que algum membro da Ordem se apresentasse ali — só eles tinham a senha e podiam entrar sem cerimônias — e tinha um estranho pressentimento. Quando entreabriu a porta caindo aos pedaços, soube que não precisaria de magia.

— Oi, Almofadinhas. Posso entrar?

Remus estava completamente encharcado do outro lado da porta, com duas maletas de cada lado e um arranhão na sobrancelha esquerda. Alguma coisa na sua forma de olhar lhe dizia que não era a primeira parada que tinha feito antes de chegar ao Grimmauld Place, número 12.

— Claro, amigo — disse e pôs-se de lado para que pudesse passar.

Com o olhar perdido em alguma mancha do tapete, o lobisomem escutou como seu amigo voltava a trancar a porta com alguns feitiços protetores. Depois de alguns segundos, virou-se para o expectador.

— Posso ficar um tempo aqui? — perguntou ainda sem olhá-lo nos olhos.

Sirius observou-o com um olhar analítico e depois assentiu.

— Isso nem se pergunta — seu amigo esboçou um sorriso triste de agradecimento — Mas em troca quero que seja sincero comigo e me diga o que diabos aconteceu.

— Isso não importa...

— Como que não importa? Vem para minha casa com duas maletas perguntando se pode ficar um tempo, ensanguentado e, como se fosse pouco, bêbado.

Remus levantou uma sobrancelha e tentou aparentar o contrário. Seu amigo o olhou de cima a baixo, mas ele nem conseguia focar bem.

— Talvez tenha bebido um pouco — retrucou o lobisomem na defensiva — Mas se isso é um problema, vou embora agora mesmo — determinou com decisão.

Nesse momento, Sirius se interpôs entre ele e a porta com os braços cruzados, desafiando-o.

— Daqui não sai até me contar o que aconteceu. Estou falando sério — ameaçou com a varinha.

Remus não se amedrontou.

— Como não soubesse! — respondeu motivado pelo álcool — Sei muito bem o que está pensando: acha que eu me embebedei, briguei com alguém e tive que sair correndo de casa. Estou errado?

Dessa vez, foi Sirius quem levantou uma de suas sobrancelhas.

— Olha, Remus, eu te conheço — enfatizou — Só bebe quando está que nem merda, e nunca machucaria ninguém nem com um litro de álcool no sangue, a menos que seja um Comensal ou o próprio Lorde das Trevas em pessoas.

Ao escutar essas palavras, o lobisomem sentiu que algo o puxava para baixo. Odiava que o conhecesse tão bem, disse a si mesmo.

Mas se envergonhava de si mesmo, ali diante dele naquele estado lamentável. Sabia que não devia ter ido a sua casa, mas não tinha outro lugar para ir, a não ser debaixo da ponte mais próxima.

Sentia-se enjoado e voltou a desviar o olhar de Sirius, vendo-se incapaz de esconder o que na verdade sentia diante dos olhos de seu agora único e melhor amigo.

— Me despejaram por não pagar o aluguel — disse com a voz baixa — Por isso me despejaram... Depois, decidi afogar as mágoas em uma garrafa de firewhiskey. Depois de um tempo, apareceu um homem naquele bar... parece que me conhecia. Só me defendi, eu juro... tentava me afastar, mas não controlei minhas forças e ele caiu no chão, fraturando o braço... Disse que manteria assim e me denunciaria até conseguir que me trancasse como o animal que eu sou...

— Você não é um animal.

— Sou pior, Sirius. Sou um híbrido, um monstro... Eles têm razão.

Como sempre desde que o conhecia, Sirius voltou a sentir o mesmo aperto no coração ao escutar falar dessa forma o único amigo que lhe sobrava no mundo.

Ninguém tinha o direito de tratá-lo dessa forma por algo que não podia controlar. Odiava as pessoas que se achavam melhores que os outros, pensar nisso o lembrava o motivo pelo qual fugiu da Muy Nobre e Antiga Casa dos Black.

Deixou a sua atitude de lado, aproximando-se do amigo e o abraçou da mesma forma fraternal que costumava usar em momentos como aquele. Depois de um momento de surpresa, Remus imitou o seu gesto.

Alguns segundos depois, o animago afastou-se com alguns tapinhas nas suas costas e, segurando-o pelos ombros, disse:

— Não é um monstro. Se fosse, seria como eles. Acredite.

Sorriu e começou a se sentir melhor.

— Obrigado, Almofadinhas.

— Para isso servem os amigos, não? — lhe disse — Mas se realmente quer se sentir melhor, sobe e vai tomar um banho. Amanhã verá as coisas de outra maneira.

"Ou pelo menos vai parar de enxergar dobrado" acrescentou para si mesmo.

— Eu duvido — lhe respondeu.

Pegou seus poucos pertences e, dirigindo-lhe um último esboço de sorriso, subiu as escadas com passos lentos e pesados. Sirius o seguiu com o olhar até que desapareceu de sua vista.

Preocupado, moveu a cabeça de um lado para o outro enquanto retornava para a sala de estar.

No dia seguinte, os primeiros raios de sol trouxeram consigo a metamorfomaga.

— Olá, Sirius — cumprimentou ao fechar a porta — Sirius? — repetiu ao não receber uma resposta.

Tonks foi para dentro com o coração na mão, repentinamente preocupado. Finalmente, o encontrou na cozinha, de costas para a porta, enquanto fazia o café da manhã.

— Está cheirando bem... Posso?

Sirius lhe deu uma piscadela e pôs um prato de panquecas em frente a ela. Tonks sorriu satisfeita enquanto tirava a jaqueta e sentava-se.

— Me desculpe não ter vindo. Estive uns dias toda catarrada... Como estão as coisas por aqui? — perguntou entre uma mordida e outra, tentava parecer despreocupada depois de seu repentino sumiço da Ordem por culpa das maldições imperdoáveis de seu tio Lucius.

— Como sempre, Tonks — respondeu exasperado. A jovem parou de comer e o observou com um tom interrogativo. Seu primo continuou em um tom menos brusco — Me desculpe, mas eu não aguento mais essa casa. Harry precisa de mim! Depois de tudo o que aconteceu com Diggory, deve estar péssimo. Sou seu padrinho, preciso estar do seu lado.

— Pense, Sirius, não faria nenhum favor ao seu afilhado se voltasse a Azkaban. O Ministério está te culpando por tudo o que tem acontecido ultimamente.

— Foda-se Azkaban e o maldito Ministério — retrucou irritado.

A jovem ficou em silêncio, esperando que se acalmasse. Sendo tão impulsivo, ainda lhe surpreendia que não tivesse fugido de casa.

— No fundo, sei que tem razão — desculpou-se, sentando-se ao seu lado — É que tudo isso... Enfim, às vezes não sei se sirvo pra alguma coisa. Ninguém quer ver que Voldemort voltou, e agora Remus...

Tonks esteve a ponto de engasgar com o suco de abóbora ao escutar seu nome.

— Ele está bem? — perguntou preocupada quando se recuperou.

— Não muito, na verdade. No fundo do poço.

Tonks engoliu em seco. Seria sua culpa? Desde o "pequeno" acidente ocorrido em sua casa com seus pais não teve nenhuma oportunidade de falar com ele.

— Pode me dar alguma pista?

— Não sei se posso...

— Por favor, Sirius.

Em silêncio, a observou e se manteve indeciso alguns segundos, mas ao deparar-se com seu semblante preocupado, decidiu confiar nela. Afinal de contas, era Tonks.

— Por causa de Snape, Remus está há mais de um ano sem encontrar um trabalho decente no mundo bruxo. Mal tem dinheiro e não me deixa ajudá-lo — suspirou — Ontem o despejaram, embebedou-se e um cara lhe deu um soco em um bar, para variar.

Sirius não deixou de notar a sua reação, ela parecia muito alarmada.

— Não se preocupe, é mais forte do que parece — ele se adiantou — Pelo menos por fora.

— Mas por quê?

— Por que não pergunta a ele?

— Ele está aqui?

Sirius assentiu, indicando com a cabeça a direção das escadas.

Uma sombra atravessou sua mente ao lembrar-se das palavras do Lorde das Trevas, advertindo-a de novo que não se intrometesse na vida do lobisomem. Mas também não podia sair da vida dele como se não fosse nada.

Tonks assentiu enquanto se levantava e se encaminhava escadas acima, diante do olhar suspeito de Sirius.

Ao chegar no andar de cima, bateu indecisa na única porta fechada do corredor macabro. Aquela casa precisava de uma reforma urgente, disse a si mesma enquanto esperava alguma resposta, mas não teve. Depois de alguns segundos, insistiu de novo, mas também não teve resposta.

Enquanto respirava fundo, Tonks girou a maçaneta e observou de forma vacilante o seu interior.

Alguns débeis raios se infiltravam por um dos lados da cortina, ou pelos muitos furos que tinha nelas. As minúsculas partículas de poeira sobrevoavam ao redor, enquanto alheio a sua presença, Remus dormia sobre a cama. Nem sequer tinha se incomodado de puxar a roupa de cama e enfiar sob os edredons. Tinha roupa espalhada por todo o quarto e só estava vestido da cintura para baixo porque, provavelmente, não tinha conseguido despir-se, como se de repente tivesse sentido muito sono.

Tonks conteve as risadas. Se via gracioso, apesar de tudo.

Com muito cuidado, foi avançando sobre os objetos do chão até chegar a um dos lados da cama.

Quase conteve a respiração por medo de que pudesse acordá-lo, mas sorriu ao descobrir que sua presença não tinha perturbado seu sono.

Uma sensação de ternura a invadiu ao escutar sua respiração sossegada. Sem poder controlar seus impulsos, sentou-se ao seu lado. O móvel rangeu um pouco, mas ele nem se mexeu.

O observou em silêncio e depois passou uma de suas mãos por seu cabelo castanho. Sentiu como se mexia e murmurava entre sonhos. Tonks voltou a sorrir, mas logo ficou séria ao descobrir um grande arranhão vertical sobre sua sobrancelha esquerda. Com cuidado, virou sua cabeça com delicadeza para poder ver melhor, parecia péssimo.

Quem poderia fazer algo assim com ele? Sem dúvida alguém muito bêbado. Tonks não podia imaginar que uma pessoa agredisse assim em um tranquilo e pacífico lobisomem. No entanto, ao seu pesar, sabia que muitos odiavam pessoas como Remus. Pode ser que a agressão tenha sido motivada pela bebida, mas o ódio por trás das ações vinha de longe.

Uma lágrima escorreu por sua bochecha. Mais do que nada, queria reparar o dano que logo lhe afligiria, mas sabia que esse era o preço para todos aqueles a quem amava.

Adormecido, sentiu um suave aroma de morango e flores silvestres. Aos poucos, abriu lentamente os olhos, pensando ter sido transportado para uma floresta. Mas em vez disso, estava em um quarto escuro, o lobisomem tentou levantar-se, mas uma pontada de dor em um dos lados da cabeça o fez desistir.

A jovem percebeu a sua intenção e tentou limpar suas lágrimas com a manga da camiseta.

— Tonks? — perguntou um Remus confuso — O que faz aqui?

Um rubor começava a estender desde suas bochechas até seu cabelo, e balbuciou algumas palavras desconexas como desculpa.

Remus ergueu uma sobrancelha, incrédulo. O gesto lhe produziu uma forte dor no lado esquerdo do rosto e rapidamente levou uma mão para essa direção. Estava sangrando.

— Espera, não se mexa.

A jovem pegou a varinha de um de seus bolsos e, segurando a sua mandíbula, sussurrou um feitiço de cura. O lobisomem sentiu um agradável calor sobre a ferida quando a ponta da varinha lhe tocou e, depois, desapareceu.

Ela sorriu com aquele sorriso deslumbrante que marcava o seu rosto em formato de coração enquanto comprava que a ferida tinha desaparecido. Ainda sentia o calor de sua mão sobre a pele.

— Obrigado — lhe disse.

— Te devia uma pelo tornozelo e por... bom... — vacilou — Também por não contar a ninguém o que aconteceu lá em casa.

— Então estamos quites.

Tinha o estômago revirado, mas obrigou-se a sorrir para agradecer a sua simpatia. Depois, obrigando-se a desviar o olhar, examinou tudo o que encontrava ao redor porque não se lembrava nem onde estava, nem o que tinha feito na noite passada. Em um instante, sem saber mais onde olhar, olhou para si mesmo. Sua surpresa foi maior quando percebeu que estava sem camisa e que sua calça estava desabotoada. Olhou assustado para Tonks e, de repente, levantou-se da cama, afastando-se dela o máximo que pôde enquanto pensava que, dessa vez sim, o pai da garota ia matá-lo.

Tonks olhou confusa para a sua atitude. Não parava de olhar até a porta como se esperasse que alguém entrasse de repente.

— Tonks? — a chamou quando recuperou o juízo — Essa noite... Eu e você... — pigarreou.

Ela ficou branca como a parede. Por acaso estava perguntando se...? Teve que fazer várias tentativas antes de conseguir pronunciar com clareza mais de duas palavras seguidas.

— Não, que isso — ela esclareceu bastante constrangida — Eu nem te vi ontem à noite.

O lobisomem suspirou aliviado.

— Me desculpe, eu precisava perguntar — disse mais calmo — Não me lembro de nada do que aconteceu ontem — acrescentou, pondo a mão na própria testa.

— Sério? Nada, nada?

— Bom... — esforçou-se para lembrar — Lembro que... discuti com a minha senhoria — fez uma careta — Estava mais irritada do que de costume e estava me expulsando praticamente a socos e pontapés.

Olhou para a jovem e ela assentiu imperceptivelmente, mas não precisou perguntar o porquê.

— Depois fui para um bar próximo, eu acho. E pedi uma garrafa de alguma coisa — Remus franziu o cenho. Parecia estar se esforçando muito para lembrar o que aconteceu depois. Finalmente, desistiu — Sabe alguma coisa? Eu não machuquei ninguém, não é?

Ela abriu a boca, mas depois voltou a fechá-la para pensar melhor em sua resposta.

— Saiu do bar e... Tropeçou! Bateu a testa no meio fio. E então veio para cá, a casa de Sirius.

— Sério? Parece um milagre eu ter conseguido vir ao quartel apesar de tudo. Quero dizer, eu bati a cabeça.

— É, com certeza foi um milagre não ter acontecido nada mais — Tonks abaixou o olhar um segundo, mas logo voltou a olhá-lo — Não volte a beber assim — ela disse muito séria.

Remus a olhou indulgente. Essa atitude não combinava nada com ela, pensou enquanto agachava-se para recolher alguma de suas coisas.

— Tranquila, não vai acontecer de novo — disse com um certo tom irônico.

— Estou falando sério. Me preocupei muito quando Sirius disse que estava machucado e que tinha chegado... bêbado, e desde o outro dia, eu não soube nada de você.

— Ah bom... estive ocupado — desculpou-se fracamente.

— Tão ocupado que nem pôde responder minhas cartas? Não levou a sério o que meu pai disse, não é?

— Não, mas de certa forma... — engoliu em seco e assentiu.

— Reconheço que é um pouco impulsivo, mas depois é uma pessoa bastante razoável.

Tonks sorriu quando o lobisomem imitou o gesto de tesouras com uma de suas mãos e, repentinamente, percebeu a pergunta que estava rodando a sua cabeça por dias.

Na verdade, era o que queria falar com ele quando chegou à casa.

— Tenho que perguntar uma coisa, Remus.

— Sim? — encorajou, enquanto abotoava a camisa.

— Como conhece meus pais?

Se deteve e, depois de alguns segundos, o lobisomem voltou lentamente a se vestir.

— É uma longa história — disse.

— Eu tenho tempo.

— Não quero falar sobre isso agora.

Por que estava tão na defensiva? Só tinha sido uma pergunta simples, ou era o que pensava. Agora que pensava, também não tinha conseguido uma resposta vinda de seus pais.

— Desculpa, não queria me intrometer — desculpou-se a metamorfomaga.

Remus terminou de se vestir e a observou de novo. Ela viu a dor refletida em seus olhos e lhe desconcertou ver esse sentimento, e o que mais causava confusão era saber que seus pais tinham algo a ver com isso.

O lobisomem esboçou um sorriso melancólico, em parte para tranquilizá-la e para que se esquecesse do assunto.

— Vai tomar café? — perguntou para mudar de assunto — Sirius não é tão bom cozinheiro quanto Molly, mas agora eu comeria qualquer coisa.

— Eu já comi. Na verdade, preciso ir ao Ministério — disse, consultando seu relógio de pulso — Gostei de te ver de novo, Remus.

— Eu também, Tonks.

Ela assentiu e foi até a saída com mais perguntas sem respostas do que as que tinha levado. Quando já tinha quase desaparecido pela porta, o lobisomem a chamou pelo nome.

Se deteve com uma mão no batente e Remus hesitou.

— Antes que tropeçasse no seu quarto e caíssemos pela cama... achei que... bom, tive a sensação de que... ia me beijar.

Ambos contiveram a respiração. Logo, guiado por um impulso, Remus soltou uma risada nervosa.

— Absurdo. Não devia ter dito em voz alta, que idiotice.

Tonks engoliu em seco e deu de ombros sem vontade.

— Acho que sim — sussurrou e, sem dizer mais nada, desapareceu pela porta.

Estava tentando apagar de sua mente aquela rara sensação que sentiu ao ver a desilusão nos olhos da jovem quando uma coruja pousou na soleira da janela. A ave piou várias vezes através do vidro, e Remus abandonou seus pensamentos para abrir-lhe a janela. Um segundo depois, pegou a leve mensagem e a coruja saiu voando de novo.

Remus puxou o pergaminho de dentro do envelope, embora parecesse um telegrama;

R.J Lupin,

Te espero no Três Vassouras às 19:30.

Atenciosamente,

Edward Tonks.

O lobisomem voltou a suspirar. Agora já sabia onde e quando seria assassinado.