Privet Drive
Com as férias antes do quarto ano, Harry se "programou" e tentou entender tudo o que estava acontecendo. É claro que ele suspeitava de algumas coisas e ele só pedia que esse ano fosse tranquilo para ele meditar tudo o que havia acontecido com ele e que rumo tomaria futuramente.
Harry conhecera Cedric, o herdeiro dos Diggory após a partida de quadribol da grifinória contra a lufa-lufa. O garoto do quinto ano era gentil e calmo. Todas as boas qualidades lufanas se adequava completamente à ele. Mesmo ganhando a partida de quadribol, ele ainda dizia que não fora por mérito. Afinal, ele ganhara porque Harry ficou incapacitado por cair da vassoura após ficar próximo à um dementador. O menino verdadeiramente se preocupou com Harry e a partir daquele dia, eles criaram um tipo de amizade secreta. Ninguém sabia, nem mesmo seus melhores amigos. Cedric tinha medo de que relacionassem sua amizade apenas pela fama de Harry. O jovem da grifinória gostava de ter um segredo, porque pela primeira vez, era algo dele, que ele escolheu. Viver com os Dursley te deixa assim.
Durante as férias, antes dele ir para a toca, ambos trocaram cartas. Lógico que apenas quando os Dursley não estavam em casa. Cedric sabia sobre o que Harry passava durante as férias. O mais jovem, pela primeira vez, se sentiu bem a ponto de se abrir sobre sua vida doméstica. E foi bom. O lufano não o julgou e nem o tratou com pena. Sempre que podia, Cedric mandava seu elfo entregar comida para Harry e o menino mais novo era grato por isso. Sua "amada" família trouxa sempre trancava com correntes e cadeados a geladeira e a dispensa para não correr o risco do bruxo os roubar.
Quando Harry foi finalmente para a toca, ele e Cedric ficaram animados por saber que conseguiriam se encontrar antes do final das férias. No dia em que eles pegariam a chave do portal para a copa, Harry trabalhou suas expressões para que assim que se encontrasse com o menino mais velho, não suspeitassem sobre ambos já se conhecerem.
Todos se cumprimentaram e Harry ficou mais tranquilo por ter passado por isso sem levantar suspeitas. Antes da chave ser ativada, o pai de Cedric, Amos Diggory, se gabava pelo filho ter vencido o grande Harry Potter. Cedric tentou de todas as formas possíveis fazer com que o pai parasse. Afinal, Harry caindo da vassoura após o ataque do dementador fazendo-o ver a morte da mãe, não significa que ele fosse ruim no esporte e seu filho fosse maravilhoso. Mas o mais velho dos Diggory apenas o ignorou. Antes que a situação pudesse piorar, Arthur avisou que logo a chave seria ativada.
Assim que eles chegaram no local, os Weasley se separaram dos Diggory. Harry arrumou suas coisas na barraca e decidiu sair para ver tudo ao redor sem a presença dos seus amigos. Ele precisava de um tempo sozinho para pensar em tudo o que aconteceu com ele desde o seu terceiro ano. Entre descobrir que um fugitivo de Azkaban era, na verdade, seu padrinho e o pequeno segredo sobre sua amizade com o herdeiro Diggory, o mago não teve tempo de fazer uma pausa e organizar sua mente.
Andando sem rumo, ele passou calmamente por cada lembrança que o fez se sentir... diferente, por assim dizer. Tropeçando numa raíz, ele percebeu que havia se aprofundado na floresta por ter se perdido em seus pensamentos. Ao ouvir passos próximo à ele, Harry já segurou sua varinha nas mãos. Preparado para qualquer coisa que aparecesse.
— Ei, calma. Sou eu. — Uma voz calma surgiu. Ao olhar para cima, Harry percebera que era Cedric, o dono da voz.
— Oh, me desculpe. Eu me perdi em meus pensamentos. Como sempre... — A voz de Harry foi morrendo aos poucos. Já se perdendo novamente.
— O que anda lhe preocupando? — Cedric os guiou para um tronco próximo à eles e sentaram-se lado a lado.
Poucos dias antes do ano letivo terminar, Harry, por impulso, tocou seus lábios brevemente aos de Cedric. Quando se separou, eles se encararam e antes que Harry pudesse fazer qualquer coisa, Cedric o puxou para mais perto e deu um verdadeiro beijo em Harry.
O beijo fora suave, quase tímido. Seus lábios se conectaram como se pertencessem um ao outro. Persuadindo Harry a dar passagem para Cedric aprofundar o beijo, suas línguas se tocaram e um choque prazeroso passou por ambos os corpos. Naquele momento, não havia nada para eles. Existia apenas a boca um do outro. Cedric puxou Harry pela cintura para fechar qualquer mínimo espaço que ainda houvesse entre eles. Harry passou seus braços envolta do pescoço de Cedric e enterrou seus dedos no cabelo no mais velho, afim de conseguir se segurar quando suas pernas ameaçaram ficarem bambas. Foi o primeiro beijo de Harry, e para ele fora perfeito. Ambos os meninos tentaram manter o beijo sem malícia. Nenhum dois dois estavam prontos para algo a mais.
Quando se separaram, o rosto de Harry ameaçou ficar num tom vívido de vermelho. Cedric apenas sorria com carinho para ele. Naquele momento, perceberam que não havia mais volta. Aquele beijo apaixonado foi o que selou seu agora, namoro.
— Oh, hum... me desculpe... eu... — Cedric cortou Harry fazendo-o parar de balbuciar sem sentido.
— Harry... faz tempo que desejo fazer isso. Não peça desculpas.
— Você queria? Mas... como? Eu não entendo... — Harry ainda não encontrou o olhar de Cedric.
— Eu te observava de longe. Desde que começamos essa amizade. Pensei que nunca poderia chegar à isso...
— Eu...
— Por favor, não estrague o momento. Eu ainda me sinto nas nuvens. Sua boca é incrível. Tão doce, tão sedutora...
— É... Cedric... foi o meu primeiro beijo, pra ser sincero com você. — Harry disse depois de pensar por um curto momento se diria a verdade ou não.
— Fico feliz por ter sido seu primeiro. Pretendo ser o único se você me der a chance de tentarmos algo mais que amizade.
— Acho que está tudo bem. Mas você tem mais experiência que eu. Então...
— Vou adorar te ensinar o que sei. Espero que possamos aprender juntos ao longo do caminho também. — Cedric disse com um sorriso brincando no rosto.
— Ok...
E depois daquela única palavra, uma incrível sessão de beijos se seguiu. Aquele havia sido o melhor dia para Harry. Ele não se arrependera em nenhum momento de ter se entregado à essa chance com Cedric Diggory, capitão e buscador da lufa-lufa, herdeiro puro sangue dos Diggory, futuro medimago e um ser maravilhoso, aos olhos de Harry.
— Ei, olá... tudo bem por aí ou alguém se perdeu novamente em pensamentos? — Cedric perguntou acenando com a mão na frente do rosto de Harry.
— Eu estava pensando em como tudo começou. E...
— Harry, amor. O que tanto lhe aflige? E não ouse dizer que "não é nada". — Cedric disse firme mas com um leve tom de carinho.
— Eu não sei se estou pronto pra isso. O que as pessoas dirão? Os Weasley são como uma família para mim, não quero perdê-los. Meus tios sempre disseram que relações homoafetivas eram erradas. Não sei o que fazer... Não quero que isso acabe. Pela primeira vez, me sinto vivo e vejo um futuro feliz. — As lágrimas presas nos olhos de Harry começaram a cair e ele não fez nada para impedi-las de rolar livremente pelo seu rosto.
— Oh, meu amor... — Cedric puxou Harry para os seus braços e tentou acalmar o menino que soluçava e se entregava àquele sentimento.
— Não sei o que fazer, Cedric. Eu gosto do que temos. Não quero perdê-lo... — O menino de olhos verdes conseguiu dizer quando conseguiu se acalmar consideravelmente para dizer as palavras sem ser interrompido.
— Você nunca irá me perder. Estarei contigo para sempre. Não deixarei de sair do seu lado, a menos que você me peça.
— Jura? — A voz de Harry saiu quebrada. E naquele momento, o menino que dormia no armário debaixo da escada e era sempre maltratado pelos parentes trouxas, tentou se agarrar à sua tábua de salvação.
Cedric queria matar os malditos trouxas que quebraram seu namorado. O menino não merecia isso. Ele sempre usou uma armadura na frente de todos, mas quando eram apenas os dois, ele a largava e se mostrava como verdadeiramente era. Apenas um adolescente, que tem seus medos e impulsos. Que chora e ri. Que luta e tem seus momentos de fraqueza.
— Eu juro, de todo o meu coração, eu faço essa promessa. Sempre estarei ao seu lado. Sempre lhe amarei. Sempre lhe cuidarei. Sempre lhe protegerei. Nunca deixarei de estar ao seu lado, com você, em seu coração. Não importa o que aconteça. Você sempre terá uma parte minha em você. Eu te amo, Harry James Potter. E nada mudará esse sentimento que tenho por ti. — Cedric segurou carinhosamente o rosto de menino mais baixo e selou seu lábios, derramando todo o amor e todas as suas promessas naquele beijo.
— Eu também te amo, Cedric Amos Diggory. E sempre te amarei. — Harry disse ao terminar do beijo.
— Nosso amor não é errado. Não importa o que as pessoas digam. Se alguém lhe julgar por sua orientação, então essas pessoas não o merecem. Você é o ser mais puro e gentil que eu já conheci e sou grato demais por isso. Nunca deixe que as pessoas lhe atinjam. Eu me deixo claro?
— Cristal, meu amor. — Harry conseguiu sorrir para o seu namorado.
— Agora, vamos. Está na hora de você voltar para sua família. Eles devem estar te procurando. — O lufano se levantou e estendeu sua mão para puxar Harry.
— Tudo bem. Eu vou indo. Fique bem.
E com um último beijo, ambos se separaram. Harry encontrou sua família e seguiu para seus lugares a fim de assistir à partida. Foi sua primeira experiência e ele amou cada momento.
Cedric sempre sabia como tranquilizar seu coração, e ele era extremamente grato por ter o lufano em sua vida.
Tão perdido em pensamentos, o grifinório assustou-se quando foi trazido para a realidade de repente.
— Harry?
— Vocês se lembram de quando eu passei por um momento difícil e quase entrei em depressão no final do nosso quarto ano? — Harry decidiu seguir um caminho diferente das suas memórias.
— A gente lembra, companheiro. Entendemos que foi complicado para você, por ter tido um encontro com Voldemort e ter presenciado sua ressurreição. — Ron respondeu por ele e por Hermione.
— Não foi apenas por isso... Eu... droga, não sei se consigo. — A última frase saiu como um murmúrio mas ainda foi ouvido por seus amigos.
Ron e Hermione trocaram um olhar preocupado. Havia algo incomodando Harry e enquanto eles não soubessem o que era, não poderiam tentar ajudá-lo. Ele sempre esteve lá por eles, e, naquele momento, se sentiram mal por não perceberem que aquele acontecimento ainda o afetava tanto. Eles definitivamente não se sentiram como bons amigos. Sentiram que precisavam ajudar no que pudesse, tentariam realizar até o impossível pelo bem do seu melhor amigo. Nenhuma dor que ele passou foi merecida.
Harry lembrou daquele dia especial, fora um dos dias mais felizes para ele. Os pesadelos eram baseados no que passou no cemitério e sempre terminava com Cedric dizendo que Harry havia falhado com ele. Aquela dor ainda era tão vívida... mesmo depois de tanto tempo. Ele sabia que nunca se recuperaria, mas agora, era suportável.
Hoje era o dia dos meninos se encontrarem no banheiro do monitor. Decidiram se encontrarem apenas 3 dias aleatórios por semana para não levantarem suspeitas. Cedric havia dito para ele se arrumar porque seria uma noite especial. Sem discutir, Harry fez o que foi pedido.
Quando chegou até o banheiro dos monitores, ele viu que Cedric não estava lá. Sabendo que o namorado podia estar o esperando numa sala que era conectada secretamente ao banheiro, ele seguiu o caminho. Não sabendo o que o esperaria, ele abriu a porta com as mãos tremendo de ansiedade.
Foi sorte encontrar a sala. Na verdade, Harry era bastante curioso e sempre explorava o grande banheiro quando havia chance. Assim que encontrou a sala, ele contou a Cedric e ali, eles faziam suas refeições juntos, já que não podiam sair para Hogsmeade por medo de suspeitarem de algo.
— Cedric?
— Amor, você está lindo... — Cedric disse ao ver como Harry estava vestido.
Ambos os garotos não estavam com roupas formais. Mas estavam com sua melhor roupa de saída. Eles definitivamente se apreciaram por um bom tempo até se sentirem satisfeitos. Harry olhou ao redor da sala e parou o olhar na mesa. Ela estava decorada casualmente e no meio situava-se lindas gardênias e lírios. Neste momento Harry percebeu que algo estava acontecendo e ele não estava acompanhando. Antes dele fazer qualquer pergunta, Cedric falou.
— Venha, meu amor. Relaxe. Hoje a noite é para você.
Cedendo às falas do namorado, ele se aproximou do lufano e o beijou apaixonadamente. Eles não precisavam lutar pelo domínio, era tudo tão perfeito que Harry se entregava completamente ao mais velho e nunca se arrependia de deixar o controle em suas mãos.
Sentando-se em seus lugares, eles desfrutaram de um maravilhoso jantar, cortesia dos elfos, e falaram sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Para eles, o assunto nunca acabava. Sempre surgia algo para preencher um possível momento de silêncio. Ao terminarem, eles sentaram num sofá em frente à lareira acesa e se abraçaram por um momento, até Cedric se levantar do sofá e se ajoelhar na frente de Harry segurando suas mãos.
— Amor... Eu nem sei por onde começar. Amanhã é a última tarefa. E logo depois, as férias. Eu sinto que preciso fazer isso agora. Queria esperar por um tempo mas quero você de todas as formas.
Por um momento de silêncio, Harry apenas olhou apreensivamente para Cedric e percebeu que o namorado tremia. Para não interromper o mais velho, o grifinório apenas encontrou o olhar do namorado e acenou com a cabeça positivamente, afim de fazê-lo continuar.
— Harry. Eu te amo. Amo como nunca amei outra pessoa. Eu sei que somos jovens, mas acredito que seja o certo fazer isso agora. Eu não suporto esconder meus sentimentos por medo do que outras pessoas dirão. Você é meu tudo e me tornou uma pessoa melhor. — Pegando uma caixa em suas vestes com a mão desocupada, Cedric a abriu e colocou nas mãos de Harry.
— Ced...
— Quando o torneio acabar, eu quero apresentá-lo à minha família. Não como Harry Potter, o garoto que sobreviveu e o garoto que namora o capitão da lufa-lufa. Quero apresentá-lo como meu amor por toda a vida, quem me faz feliz. O meu futuro marido.
Harry já chorava com as palavras de Cedric. O anel era perfeito. Banhado em ouro com o brasão da família Diggory e enfeitado com algumas esmeraldas. Ainda soluçando e as mãos tremendo ao segurar a caixa, o mais novo sentiu Cedric tocar seu rosto carinhosamente com as costas das mãos.
— Harry, me faria a honra de me tornar seu marido? Pra te amar e lhe cuidar por toda a minha vida? Para protegê-lo mas também lutar ao seu lado sempre que for preciso? Para lhe segurar em meus braços quando a tristeza vier e rir junto a ti quando a alegria chegar? Para ser o pai dos seus futuros filhos? Você me aceita em sua vida e se tornará o futuro consorte Potter-Diggory?
Harry se jogou nos braços de Cedric e chorou tudo o que estava em seu coração. Ele se agarrou como se sua vida dependesse disso. Jorrando beijos por todo o rosto de seu amor, Harry clamou sua resposta.
— Sim. Sim. Mil vezes sim! Eu te amo. — Harry disse a última parte encarando o seu amor nos olhos. Aqueles belos olhos com uma imensidão de sentimentos, todos direcionados à si. Ele se sentia despido de qualquer coisa. Era como se aqueles olhos pudessem ver todos os seus segredos.
— Venha, meu amor... — Cedric colocou o anel nos dedos de seu, agora, noivo. Ele iniciou um beijo casto mas o beijo foi ganhando intensidade e seus corpos tentavam entrar em contato através de todas àquelas roupas. Claro que eles nunca passaram de beijos.
— Cedric, leve-me. Faça-me teu. Pegue o meu corpo porque meu coração já lhe pertence. — Harry sussurrou no ouvido de Cedric. — Mas me guie. Será minha primeira vez.
— Amor, vamos aprender tudo juntos. Por mais que eu não seja virgem, nunca estive com outro homem. — Cedric beijou os nós dos dedos de Harry e o levantou.
Transfigurando o sofá num colchão confortável, os meninos se deitaram e ali, ficaria marcado a primeira vez dos dois. Naquela mesma sala, a magia de Hogwarts se uniu aos meninos fortificando ainda mais o amor compartilhado. Anos poderiam se passar, mas sempre que alguém entrasse naquele cômodo, poderia sentir o sentimento puro e verdadeiro que foi derramado de diversas maneiras. Mesmo não conhecendo os donos da magia, as pessoas ainda seriam tocadas.
Hogwarts sabendo que seus amados meninos iriam passar por uma grande provação no dia seguinte, entregou-lhes seu próprio presente. Um presente que sempre uniria seus corações.
Quando a magia de Hogwarts explodiu em vários flash ao redor do casal, Harry se desfez entre seus estômagos e Cedric finalmente chegou ao ápice dentro de seu amante.
Entre a concentração em seu prazer e a névoa pós orgasmo, os recém noivos não perceberam a magia ainda rodando pela sala e fazendo o seu trabalho.
Após alguns momentos de plenitude, Cedric limpou os dois com um feitiço e puxou Harry para que a cabeça do mais novo pudesse ficar sob seu peito nu.
— Harry?
— Hm... — O menino resmungou por ter sido tirado de seu cochilo. Ele se sentia bem, completo, mas também cansado após sua atividade.
— O anel que eu te dei estava no cofre principal da minha família. Toda vez que alguém entrar em um noivado, o chefe da família precisa ser contatado.
— E...? — Harry perguntou quando seu namorado parou de repente. Ao estudar melhor o que seu companheiro queria dizer, Harry enrijeceu. — Cedric... Você quer dizer que Amos sabe sobre nós? — O grifinório queria ter certeza.
— Sim. Meus pais sabem, na verdade. Calma. Eles apoiam e querem te conhecer melhor. Minha mãe está radiante ao pensar nos planos para o nosso futuro casamento. Tive que ter uma conversa séria com meu pai, e quando expliquei algumas coisas, ele prometeu que deixaria seus preconceitos de lado para poder conhecer o Harry que eu conheço. — Cedric esclareceu para seu pequeno noivo.
— Eu prometo que farei o meu melhor para não explodir com Lorde Amos. Mas tenho certeza de que me darei super bem com Lady Yara.
— É tudo o que peço. — O mais velho beijou seu namorado castamente.
— Não estou preparado para contar pra minha família. Apenas recentemente contei pra Sirius. Ele quer te conhecer, afinal.
— Podemos marcar um encontro durante as férias. Como isso soa para você?
— Maravilhoso. — Harry virou a cabeça para o seu namorado e deixou um beijo em sua bochecha.
Ambos os jovens se aconchegaram e fecharam os olhos para que pudessem descansar antes de voltar cada um para sua sala comunal.
— Harry, você não precisa nos dizer nada... — Hermione tentou passar segurança ao amigo.
— Não. Eu preciso. — Harry disse. Tirando os feitiços que escondiam o anel de noivado. Ao olhar para sua mão, as lágrimas ameaçaram rolar. Era uma lembrança agridoce. Harry levantou as mãos e mostrou aos amigos. Havia choque no rosto de ambos quando perceberam que tipo de anel era.
— Companheiro... isso é...
— Sim, Ron. Um anel de noivado. Mas não é só isso que preciso contar à vocês...
— Você não é obrigado a nos dizer algo. É sua vida e seu particular, Harry. Nós somos seus amigos e sempre estaremos com você, não importa o quê.
— Eu sei disso. Apenas me dê um tempo. Não sei por onde começar...
Depois de um tempo, Harry já com tudo organizado na cabeça, contou aos amigos sobre sua amizade com Cedric, como tudo chegou ao namoro e como eles ficaram noivos. Contou todos os planos que fizeram, as promessas ditas... Quando ele terminou de contar a primeira parte, o trio estava sentado no chão da floresta. Um feitiço havia sido levantado para protegê-los.
Ron e Hermione ficaram calados durante todo o tempo, permitindo que o amigo terminasse a história. Lágrimas rolavam e nenhum dos três tentou secá-las, sabendo que não adiantaria.
Quando tudo se acalmou, Harry suspirou. Ainda havia tanto para ser dito...
