Harry desceu as escadas com sua filha sentada em seu quadril. Ele havia pensando bastante essa noite, e ao amanhecer, sua decisão já havia sido tomada.
— Bom dia, Amos, Yara. Como dormiram essa noite?
— Bom dia, garoto. Consegui relaxar meus músculos e foi reparador.
— Bom dia, querido. Minha noite foi ótima, e a sua? — Yara perguntou com um sorriso leve.
— A minha foi um tanto pensativa, mas acordei bem. — Harry sorriu e se sentou na cadeira com Celine em seu colo.
Os quatro passaram o café da manhã tranquilamente, trocando algumas palavras e preparando a mente para enfrentar um novo dia.
— Amos, quando vamos para o castelo? Ainda não conheço o suficiente para ir sozinho. — Harry perguntou sorrindo.
— Uh... Bem... — Amos gaguejou um pouco e Yara o acotovelou para formar uma frase corretamente. — Bem, se você já estiver pronto, podemos ir agora.
— Ótimo. Deixe-me apenas buscar o livro em meu quarto e te encontro na porta. — Harry entregou Celine à Yara e correu escada acima.
— Parece esse livro é capaz de milagres. — Murmurou Yara enquanto se sentava no sofá da sala de estar com sua neta em seus braços.
— Eu espero que continue assim. — Amos deu um beijo de despedida na esposa e passou a mão pela cabeça de Celine antes de ir na direção da porta esperar por Harry.
Harry se encontrou com Amos assim que se despediu das duas mulheres queridas em sua vida e os dois passaram pelas alas para aparatarem.
Eles andaram calmamente observando a população ao redor e foram em direção ao castelo. Amos deixou Harry nas mãos de Chelsea e logo foi embora.
Sem nenhum comentário a fazer, ele cumprimentou a vampira e a seguiu até onde os reis estavam.
— Vejo que resolveu aparecer, meu jovem. — Aro comentou ao ver Harry.
— Sim. Eu decidi pelo que fará minha família feliz.
— E apenas isso que o fez mudar?
— Sim. — Harry achava que os reis não deveriam se intrometer em suas decisões. Não havia mal em contar uma mentira branca. Bem, na verdade, ocultar parte da verdade.
— Se você prefere acreditar nisso... — Aro sabia bem o que havia feito aquele jovem mudar sua escolha. Depois de tudo o que ele ouviu e viu como o mago agia, ele percebeu que aquele livro fora a escolha certa.
— Jane, avise a Chelsea para cancelar todas as reuniões de hoje. Precisamos montar um cronograma para equilibrarmo-nos. — Caius se virou para a sua filha e a viu acenar.
— Acredito que seja melhor começarmos pela biblioteca. Nada de prática sem a teoria. Você se juntará a nós, Marcus?
— Não, Aro. Estarei em meus aposentos. — Marcus olhou para o garoto sem encontrar seus olhos e partiu da sala.
— Vamos, há muito o que aprender.
Aro e Caius saíram da sala e foram à biblioteca, Harry os seguindo silenciosamente.
Ao chegarem, Harry viu o tamanho e se espantou. Podiam caber facilmente 5 bibliotecas de Hogwarts aqui dentro. Caius apontou para uma mesa com poltronas a sua volta e Harry seguiu o comando.
— Bem, você deseja começar pelas perguntas ou pela leitura? — Caius perguntou assim que todos se acomodaram.
— Eu acredito que seja melhor eu ler um livro e no final do dia, fazer as perguntas. Se algo que eu não entender muito atrapalhar a leitura, eu pergunto para poder continuar.
Os outros dois acharam bom e assim passou o primeiro dia. No final, Aro pediu para que Dimitri o levasse em segurança para casa. Harry queria protestar, agora que ele sabia o caminho, seria tranquilo, mas Aro e Caius não cederiam.
Com um grande bufo, Harry seguiu o vampiro para casa. Aro sabendo que os filhos estavam à espreita esperando que o jovem fosse embora, apenas tentou se sentir confortável na poltrona, seguido de Caius.
— Pensei que ele não iria embora. — Alec foi aquele que iniciou a reclamação.
— Crianças, vamos nos acalmar. Ele decidiu seguir seus estudos e nós já aceitamos ajudá-lo. Ele é curioso, algo que aprecio. — O vampiro loiro tentou.
— Nós temos que gostar dele?
— Jane, querida, eu não disse isso. Mas pegue leve com o jovem, nós já conversamos sobre isso. Ele concordou em trazer sua filha amanhã depois de jurarmos que nada de mal ocorreria à ela. — Aro contou tudo para os filhos. Ou pelo menos quase tudo, ele deixou de fora o fato de o jovem ser outro companheiro.
Jane viu o olhar que o pai tinha nos olhos e sentiu um leve medo.
— Não, pai. Isso é demais.
— Já foi decidido. Não vou voltar atrás. Talvez assim vocês possam se dar bem.
Alec entendendo o que foi feito, riu descaradamente da irmã.
— Não pense que você fugiu, senhorzinho. Enquanto Jane fica com a criança, você o ensinará amanhã. Nós não podemos adiar as reuniões novamente.
— O que?
Agora foi a vez de Jane rir. Um bebê não fala, então seria tranquilo.
Os dois pais sorriram maliciosamente para seus filhos. Hora de colar o plano em ação.
Enquanto isso, Harry era deixado em casa por Dimitri. Ele entrou e viu que Yara e Amos o esperava para o jantar.
— Como foi o dia, querido?
— Foi tranquilo. — Harry deu um sorriso à Yara e perguntou por sua filha.
— Ela está lá em cima se preparando para o jantar.
— Como assim? Vocês a deixaram sozinha? — O jovem perguntou em pânico.
— Minha companhia não conta? — Perguntou uma voz descendo as escadas.
Harry se virou e viu Hermione com sua filha nos braços. Ele não pôde conter o sorriso brilhante que surgiu em seus lábios.
— Mione!
Os dois se abraçaram felizes por se verem novamente. Celine já esticando suas mãos para o pai carregá-la. Ele a pegou enquanto entrava numa conversa rápida e animada com sua melhor amiga.
Amos e Yara sorriram. Eles sabiam o quanto Harry apreciava seus amigos, mas apenas a menina pôde vir dessa vez. O casal estava programando um almoço para todos virem.
Quando todos estavam sentados e jantando, com Celine puxando o leite, Harry perguntou a Hermione por quanto tempo ela ficaria.
— Voltarei amanhã de manhã para a Inglaterra. Estou estudando para os NIEM's. Não pretendo voltar para Hogwarts para um último ano.
— Escolha sensata a se fazer. Depois de tudo o que passamos naquele lugar... Com guerra ou não, pretendo fazer as provas pelo ministério.
— É o melhor. — Hermione sorriu. — Os Weasley e os Lupin mandam um abraço. Remus disse que lhe enviaria uma carta ainda essa semana.
— Bem, então vamos esperar.
E assim, se passou o jantar. Amos e Yara partiram para seus aposentos. Hermione ficou com um quarto de hóspedes e Harry só partiu para o seu depois de fazer Hermione prometer que iria ficar para o café da manhã com ele.
Celine ainda não estava com sono, então para acalma-la, ele a colocou na cama e deitou ao lado dela. Enquanto ele esfregava a barriga da filha, ele falou com ela.
— Parece, querida, que ficaremos por um tempo aqui.
Enquanto ela pegava os pés com as mãos para brincar, ela sorriu para ele.
— Isso mesmo, meu amor. Amanhã você irá com o papai conhecer o castelo.
A menina riu para o pai com sua boquinha contendo um pequeno dentinho.
— Você está feliz com isso, minha princesa? Oh, mas é claro que está.
Ele brincou com sua filha e depois a pegou em seus braços enquanto caminhava pelo quarto a ninando.
Depois de longos minutos, sua princesa cedeu à terra dos sonhos. Colocando ela no berço e ativando os feitiços que sabia de cor, ele foi em direção à sua cama.
Deitando e finalmente relaxando, ele deixou sua mente correr pelo eventos recentes.
Ele tomou a decisão certa.
