Harry estava recebendo seus convidados e sorria ao ver Dora brincando com sua filha. Ela e Remus haviam se casado e no momento ela estava na 27ª semana de gravidez. Mais um maroto para aterrorizar a todos.

O jovem observava seus amigos, Ron e Mione interagirem. Ele sabia que os dois se amavam. Mas os dois eram orgulhosos demais para admitir tal coisa.

— Vocês vieram! — Harry riu alegremente ao ver Alec, Jane e Demetri. — Que bom que estão aqui. Há uma parte da mesa dedicada à vocês. Pirulitos de sangue, sangue doado com nosso FireWhisky e tentei fazer um biscoito com sangue, não sei se deu muito certo. — Ele sorriu envergonhado. — Yara sabe tudo o que tem no menu do hoje, é só perguntá-la.

— Oh, os famosos pirulitos que Jane e Alec tanto falam, finalmente! — Demetri empurrou o presente nas mãos de Harry e seguiu para a mesa.

O garoto sorriu para o vampiro. Ele podia ser um guarda e ter um dom poderoso, mas ele agia como um adolescente. O bruxo se virou para os dois vampiros restantes.

— Bem, boa sorte ao tentar tira-lo de lá. Podem por favor levar esses presentes e colocá-los na cesta perto da mesa do bolo? — Harry recebeu dois acenos e distraidamente beijou a testa de ambos antes de ir cumprimentar os novos convidados.

Jane e Alec ainda não entendiam tudo o que estava acontecendo — nessa estranha relação deles com o mago, —mas deixaram quieto e seguiram até Demetri.

Quando parecia que todos os convidados haviam chegado, os três reis Volturi entram na sala e foram diretamente a Harry.

— Harry, fico feliz por ter sido chamado. Trouxe uma lembrança para Celine. — Harry pegou o presente que estava na mão estendida de Caius.

— Este é o meu presente, espero que ela goste.

— Obrigado, vocês dois. Tenho certeza de que ela os amará. Se vocês seguirem Jane, chegarão na diversão. — Harry pegou o outro pacote e sorriu para ambos.

Os dois amantes apenas acenaram e seguiram o caminho para uma das mesas, onde podia sentir a presença de seus filhos e seu guarda.

— Devo dizer que me sinto honrado por ter sido lembrado em tal convite. — Marcus falou pausadamente.

— Bem, eu não podia o deixar de fora. — Harry sentiu um pequeno frio na barriga quando aquele olhar intenso do vampiro se intensificou, ele tinha certeza de que até sua alma poderia ser desnudada através de tal ato.

— É uma residência... aconchegante, devo dizer. — Marcus olhou o local a sua volta e prestou atenção aos mínimos detalhes que facilmente passariam despercebidos por muitos.

Harry aproveitou a distração e bebeu avidamente do corpo esbelto que estava a sua frente. Eles estavam tão próximos que seus dedos coçavam nervosamente para poder tocar no que pudesse pertencente ao vampiro. Quando o jovem voltou seu olhar ao vampiro, percebeu que o vampiro o olhava de uma forma tão intensa mas ainda assim estranha. Ele provavelmente percebeu que Harry o avaliava enquanto estava distraído.

— Er... Uh... Bem...

— Mesmo com uma herança de vampiro você não é nada gracioso. — Marcus observou. As bochechas beijadas pelo sol avermelhou levemente e o bruxo teve de desviar o olhar.

— Voltando... Você pode encontrar seu clã na mesa destina à vampiros. Eu ainda tenho de servir os convidados, então não sei se poderei parar para uma conversa.

— Claro, continue. Mas devo dizer que você vai me dever uma conversa. — Marcus o fitou e esperou que o jovem acenasse, antes de ir para a direção que o menino deu.

Harry estava uma bagunça internamente. Ele nunca trocara uma palavra com o vampiro durante seus aprendizados no castelo. Mas agora, vendo a maneira como ele se veste casualmente, que aceitou ser convidado e ainda o olhou daquela forma... esse homem poderia colocar seus hormônios em ebulição rapidamente, apenas com seu olhar tão forte.

A festa seguiu calmamente. Nada fora do lugar. Bem, os gêmeos testaram suas novas brincadeiras nos convidados, mas todos levaram na esportiva, então estava tudo bem.

No momento, ele tinha sua pequerrucha nos braços enquanto os convidados se despediam. Quando o último foi embora, os Weasley se aproximaram de Harry e da criança. Vendo como os olhos de Molly brilhavam para segurar a menina e como ele estava realmente cansado, ele a entregou sem palavras e se recostou no sofá, a observando murmurar para a criança.

Vendo como o jovem estava cansado, os outros Weasley passaram a conversar baixo para não despertá-lo.

Harry não sentiu ser carregado até seu quarto por Charlie e nem se lembrava de chamar o nome de Marcus durante o sono.

Tudo estava na mais bela paz, enquanto um furacão de sentimentos surgia no Castelo Volturi.

— Por que isso agora? Qual é o problema? Ele está aqui apenas para treinar.

Didyme era o amor de sua vida, então porquê parecia tão errado pensar nela desse jeito?

Marcus estava no mínimo furioso. Ele realmente não entendia o que estava acontecendo. Só ao observar o menino, seu vampiro interior cantava alegremente. Isso nunca acontecera antes. Ele sempre tivera controle sobre a fera.

Didyme dizia ter medo do vampiro que o habitava.

Mas parecia tão certo mostrar tudo e qualquer coisa para Harry.

Um garoto fofo. Que se preocupa com os outros. Estar na presença do jovem trazia um sentimento de plenitude. Era tão... diferente.

Ele queria chorar de desespero e gritar de frustração. Mas ele não pôde, ele prendeu tanto sua besta interior que ele mesmo se perdeu.

Cedendo finalmente aos instintos da besta, ele saiu cidade a fora.

A criatura não matou inocentes e nem os transformou. Precisava apenas se sentir livre e se re-acostumar com sua pele.

Quando estava amanhecendo, ele voltou e mandou um bilhete para Aro e Caius, qualquer que recebesse primeiro, dizendo que não poderia comparecer às reuniões. Ele deixou sua pequena aventura fora do castelo para que os outros dois não surtassem.

Ele precisava se controlar, mas como?

Marcus nunca perdera o controle sob sua besta, então, por que justo agora?

O vampiro caminhou rapidamente pelo quarto pensando no que fazer.

O ensino do garoto logo acabaria, e ele queria domar sua fera antes de ver o menino. Ele era realmente intrigante.

Marcus sempre apreciou um bom enigma.

Decidindo meditar como sempre fizera para iniciar o controle sobre sua besta, ele o fez até que pudesse domá-la por completo.

O dia se passou da mesma forma tensa e terminou quando Aro e nem Caius suportavam o silêncio de Marcus, afinal, ele nunca faltara uma reunião.